. Qual a diferença entre imaturidade normal e imaturidade patológica no Transtorno de Personalidade
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. Qual a diferença entre imaturidade normal e imaturidade patológica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
A diferença deve ser observada em alguns fatores, como Tempo, Intensidade e Frequência.
Se estiver em sofrimento, dúvida, tiver mais questões sobre psicoterapia ou precisar demais informações sobre processos de avaliação, estratégias de intervenção, psicoterapia, direitos ou recursos disponíveis, estou à disposição para ajudar. O diálogo aberto contribui para construir caminhos melhores.
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A imaturidade normal é uma fase. A imaturidade patológica é um buraco.
Imaturidade normal é o que todos temos em algum grau: restos infantis, hesitações, zonas não desenvolvidas da vida emocional. Ela aparece em situações novas, sob estresse, em fases de transição. Mas não desorganiza o Eu, não colapsa o vínculo, não ameaça a identidade, não se vive como catástrofe interna.
É a imaturidade que cresce com a experiência. Ela se integra ao longo do tempo — como diz Winnicott, “é crescimento em curso”.
A imaturidade patológica no borderline não é fase: é falha estrutural. Um pedaço do self que nunca chegou a se constituir plenamente — não atrasou: faltou.
Aparece como regressões não simbólicas; angústias primitivas (queda, aniquilamento, abandono sem nome); intolerância à frustração mínima; dependência intensa seguida de ataque; clivagens abruptas; dificuldade em manter o outro como objeto total.
É uma “imaturidade” que não amadurece sozinha, porque não teve base para crescer.
Bion diria que faltou continente; Winnicott diria que faltou ambiente suficientemente bom; Kernberg, que faltou integração do eu.
Não é atraso — é um furo no tecido do self.
Em termos psíquicos a imaturidade normal é uma oscilação dentro do contínuo do desenvolvimento. Enquanto que a imaturidade patológica é uma fixação em experiências emocionais precoces que não puderam ser simbolizadas.
Um amadurece com vida vivida, o outro, só na relação terapêutica, no campo transferencial.
Em termos de manejo clínico
Normal: demanda interpretação, elaboração, experiência.
Patológica: demanda continência, estabilidade do enquadre, integração e metabolização repetida.
No borderline, o analista não “ensina a amadurecer”, ele empresta maturidade até que o paciente possa formá-la dentro de si.
Em suma, a imaturidade normal é parte da condição humana, e a imaturidade borderline é vestígio de um desenvolvimento que foi interrompido antes de haver Eu suficiente para continuar.
Imaturidade normal é o que todos temos em algum grau: restos infantis, hesitações, zonas não desenvolvidas da vida emocional. Ela aparece em situações novas, sob estresse, em fases de transição. Mas não desorganiza o Eu, não colapsa o vínculo, não ameaça a identidade, não se vive como catástrofe interna.
É a imaturidade que cresce com a experiência. Ela se integra ao longo do tempo — como diz Winnicott, “é crescimento em curso”.
A imaturidade patológica no borderline não é fase: é falha estrutural. Um pedaço do self que nunca chegou a se constituir plenamente — não atrasou: faltou.
Aparece como regressões não simbólicas; angústias primitivas (queda, aniquilamento, abandono sem nome); intolerância à frustração mínima; dependência intensa seguida de ataque; clivagens abruptas; dificuldade em manter o outro como objeto total.
É uma “imaturidade” que não amadurece sozinha, porque não teve base para crescer.
Bion diria que faltou continente; Winnicott diria que faltou ambiente suficientemente bom; Kernberg, que faltou integração do eu.
Não é atraso — é um furo no tecido do self.
Em termos psíquicos a imaturidade normal é uma oscilação dentro do contínuo do desenvolvimento. Enquanto que a imaturidade patológica é uma fixação em experiências emocionais precoces que não puderam ser simbolizadas.
Um amadurece com vida vivida, o outro, só na relação terapêutica, no campo transferencial.
Em termos de manejo clínico
Normal: demanda interpretação, elaboração, experiência.
Patológica: demanda continência, estabilidade do enquadre, integração e metabolização repetida.
No borderline, o analista não “ensina a amadurecer”, ele empresta maturidade até que o paciente possa formá-la dentro de si.
Em suma, a imaturidade normal é parte da condição humana, e a imaturidade borderline é vestígio de um desenvolvimento que foi interrompido antes de haver Eu suficiente para continuar.
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