Qual é a relação da vitamina D com o transtorno afetivo sazonal, a esquizofrenia e depressão ?
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Qual é a relação da vitamina D com o transtorno afetivo sazonal, a esquizofrenia e depressão ?
A deficiência de vir D pude ser fator contribuinte para o agravamento dos transtornos de humor em geral, pois ela desempenha um importante papel na geração de neurotransmissores importantes para a regulação do humor, em especial a dopamina. A vit D é sintetizada na pele através da incidência da luz solar, de modo que em regiões em que há grande diminuição da luminosidade nos meses de inverno a falta de exposição solar se torna um fator no desenvolvimento de transtorno de humor sazonal. Por isso é importante uma exposição mínima à luz solar de pelo menos 20 min por dia.
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A vitamina D está relacionada ao transtorno afetivo sazonal (TAS), esquizofrenia e depressão. Sua deficiência pode agravar o TAS devido à falta de exposição solar, aumentar o risco de esquizofrenia e agravar seus sintomas, além de contribuir para a depressão ao afetar neurotransmissores como serotonina. Manter níveis adequados de vitamina D é importante para a saúde mental. Agende uma consulta para verificar seus níveis!
Com base em evidência nível 1A — que corresponde a revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, ou seja, o mais alto grau de confiabilidade em medicina baseada em evidências — a deficiência de vitamina D tem, sim, uma associação significativa com sintomas de depressão, mas a relação com ansiedade e outras funções cognitivas ainda está sendo investigada com mais cautela.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2018 no British Journal of Psychiatry (Vellekkatt & Menon) concluiu que a suplementação de vitamina D mostrou-se eficaz na redução de sintomas depressivos, especialmente em pessoas com deficiência prévia — esse estudo se apoia em nível de evidência 1A. Outro exemplo é a revisão publicada no Journal of Affective Disorders (2019), que também reforça que há melhora significativa dos sintomas depressivos com a correção da hipovitaminose D.
Por outro lado, quando falamos de ansiedade, os resultados ainda são mistos. Alguns estudos mostram tendência à melhora, mas não há evidência 1A consistente ainda para afirmar que a vitamina D trata ou previne transtornos ansiosos de forma direta.
Quanto às funções cognitivas e neurodegeneração (como Alzheimer), as evidências são mais observacionais até o momento — sugerem associação, mas ainda não atingem o nível de evidência 1A em termos de causalidade e eficácia de suplementação.
Resumindo com base no que temos de mais robusto até agora:
Há evidência 1A de que a deficiência de vitamina D contribui para sintomas depressivos e que a suplementação pode ajudar a tratá-los, especialmente quando os níveis estão baixos. Para ansiedade e declínio cognitivo, a relação ainda não é conclusiva no mais alto nível de evidência, embora existam fortes indícios observacionais.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2018 no British Journal of Psychiatry (Vellekkatt & Menon) concluiu que a suplementação de vitamina D mostrou-se eficaz na redução de sintomas depressivos, especialmente em pessoas com deficiência prévia — esse estudo se apoia em nível de evidência 1A. Outro exemplo é a revisão publicada no Journal of Affective Disorders (2019), que também reforça que há melhora significativa dos sintomas depressivos com a correção da hipovitaminose D.
Por outro lado, quando falamos de ansiedade, os resultados ainda são mistos. Alguns estudos mostram tendência à melhora, mas não há evidência 1A consistente ainda para afirmar que a vitamina D trata ou previne transtornos ansiosos de forma direta.
Quanto às funções cognitivas e neurodegeneração (como Alzheimer), as evidências são mais observacionais até o momento — sugerem associação, mas ainda não atingem o nível de evidência 1A em termos de causalidade e eficácia de suplementação.
Resumindo com base no que temos de mais robusto até agora:
Há evidência 1A de que a deficiência de vitamina D contribui para sintomas depressivos e que a suplementação pode ajudar a tratá-los, especialmente quando os níveis estão baixos. Para ansiedade e declínio cognitivo, a relação ainda não é conclusiva no mais alto nível de evidência, embora existam fortes indícios observacionais.
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