. Qual o impacto da ambivalência no tratamento de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e com

4 respostas
. Qual o impacto da ambivalência no tratamento de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como o psicólogo pode trabalhar com isso?
 Rute Rodrigues
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
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No Transtorno de Personalidade Borderline, a ambivalência, o movimento entre aproximação e afastamento, desejo de vínculo e medo de se envolver, pode impactar diretamente o tratamento.

Ela pode aparecer na relação terapêutica como oscilações entre confiança e desconfiança, engajamento e afastamento, o que pode dificultar a continuidade e a estabilidade do processo.

O trabalho do psicólogo envolve, antes de tudo, sustentar um enquadre consistente e uma postura estável, capaz de acolher essas oscilações sem reagir de forma impulsiva ou punitiva.

Também é importante ajudar o paciente a reconhecer esses movimentos ambivalentes, compreendendo de que forma estão ligados às suas experiências emocionais e aos seus padrões relacionais.

Ao longo do processo, o objetivo é possibilitar que o paciente tolere melhor essas contradições internas, sem precisar agir a partir delas, favorecendo uma relação mais estável consigo e com o outro.

Esse é um trabalho gradual, que exige tempo e consistência, mas que pode promover avanços importantes no tratamento.
A ambivalência pode aparecer como um movimento de aproximação e afastamento em relação ao tratamento, o que pode gerar instabilidade no vínculo terapêutico. Em vez de confrontar, é importante acolher esse movimento como parte do processo, ajudando o paciente a reconhecer essas oscilações e dar sentido a elas, com mais consciência e menos julgamento.
 Juliana  da Cruz Barros Neves
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem?

A ambivalência no Transtorno de Personalidade Borderline costuma aparecer como um movimento interno de “puxar e empurrar” ao mesmo tempo. A pessoa quer melhorar, quer se vincular, quer confiar… mas, ao mesmo tempo, sente medo, desconfiança ou até vontade de se afastar. Isso não é incoerência no sentido simples, é um conflito emocional real, onde duas necessidades importantes estão ativas ao mesmo tempo.

No tratamento, isso pode impactar bastante. Às vezes o paciente se engaja, depois recua, aproxima do terapeuta e depois questiona, confia e depois duvida. Se isso não for compreendido clinicamente, pode parecer resistência ou falta de compromisso. Mas, na verdade, muitas vezes é o sistema emocional tentando se proteger de possíveis frustrações, rejeições ou dores já vividas anteriormente.

O trabalho do psicólogo aqui não é forçar uma decisão ou “resolver” a ambivalência rapidamente, mas ajudar o paciente a enxergar e nomear essas duas partes internas. Quando a pessoa começa a perceber que uma parte quer se aproximar e outra quer se proteger, ela deixa de se ver como “instável” e passa a se entender como alguém lidando com necessidades emocionais conflitantes. Esse reconhecimento já é, por si só, um passo importante.

Ao longo do processo, o terapeuta também precisa sustentar uma relação consistente, previsível e segura, porque é justamente nessa experiência relacional que a ambivalência vai se reorganizando. Com o tempo, o paciente vai ganhando mais capacidade de tolerar esse conflito interno sem precisar agir de forma extrema.

Talvez você possa se observar em alguns momentos: quando você sente vontade de se aproximar de alguém, o que vem junto com isso? Existe também uma parte que quer recuar ou se proteger? E o que essa parte está tentando evitar?

Esses movimentos internos fazem sentido dentro da história de cada pessoa, e trabalhar isso em terapia costuma trazer muita clareza e mudança real. Caso precise, estou à disposição.

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