Quando o hiperfoco se torna um problema para uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
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Quando o hiperfoco se torna um problema para uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
O hiperfoco se torna problemático no TEA quando interfere em atividades essenciais (como sono, alimentação ou estudos), prejudica relações sociais ou gera sofrimento emocional, tornando-se rígido e difícil de interromper. Nesses casos, embora continue funcionando como fonte de segurança, ele passa a limitar a adaptação e o bem-estar do indivíduo.
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O hiperfoco é um expressão de uma das características mais centrais do TEA, a rigidez.
A rigidez é uma defesa para a ansiedade e a desorganização que mudanças e transformações geram em pessoas no espectro. É uma forma de manter a previsibilidade e a segurança. Quando o nivel de ansidade é muito alto, quando existe muito medo e muita dificuldade de expandir e experimentar outros campos da vida e do mundo, o hiperfoco vira um problema, um enclausuramento no lugar conhecido, supostamente seguro. Isso pode gerar prejuízo no desenvolvimento, na capacidade de autonomia, na socialização; por nao haver espaço, disponibilidade e energia pro novo, pro diferente. A terapia cuida de dar atenção a essa forma de funcionamento, entender suas funções, colocar luz sobre novas possbilidades e ajudar a sustentar o contato com elas, com o que elas geram.
A rigidez é uma defesa para a ansiedade e a desorganização que mudanças e transformações geram em pessoas no espectro. É uma forma de manter a previsibilidade e a segurança. Quando o nivel de ansidade é muito alto, quando existe muito medo e muita dificuldade de expandir e experimentar outros campos da vida e do mundo, o hiperfoco vira um problema, um enclausuramento no lugar conhecido, supostamente seguro. Isso pode gerar prejuízo no desenvolvimento, na capacidade de autonomia, na socialização; por nao haver espaço, disponibilidade e energia pro novo, pro diferente. A terapia cuida de dar atenção a essa forma de funcionamento, entender suas funções, colocar luz sobre novas possbilidades e ajudar a sustentar o contato com elas, com o que elas geram.
Um norteador importante para definir quando um comportamento, por exemplo o hiperfoco em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), se torna um problema é quando o sujeito passa a sentir sofrimento em decorrência dele. Não há uma linha única e absoluta que define um comportamento como problemático e patológico ou como saudável e adaptativo. Gênios e pintores costumam apresentar comportamentos de hiperfoco, chegando a passar horas em uma atividade. Isso pode parecer insalubre ou problemático para familiares ou para um estranho que observe "de fora", contudo é possível que o sujeito esteja plenamente adaptado. Contudo, é possível também que comportamentos de hiperfoco possam fazer com que o sujeito só converse de determinados assuntos, só saia passear em determinados lugares, podendo evitar amizades e até perdendo relacionamentos ou ser considerado chato. O sujeito quer se relacionar mas encontra dificuldades. Essa é uma linha comum que encontro na prática clínica, quando o hiperfoco afeta os relacionamentos interpessoais, mas saliento que não é um determinante absoluto e deve ser estudado caso a caso.
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