Quando o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são

3 respostas
Quando o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são considerados problema sérios?
Dra. Ana Carolina Gomes Da Silva
Psicanalista, Psicólogo
São Luís
Estes termos são da psiquiatria e estão disponíveis no DSM V. Considera-se patológico tudo que atrapalha uma pessoa de viver bem, de ser assertiva, de manter bons relacionamentos interpessoais, de ter uma vida sociável pautada em comportamentos que não a prejudique socialmente. Tudo que atrapalha, segundo a pessoa, de ter bom convívio, bom comportamento, uma vida saudável, produtiva, pode ser considerado patológico. Geralmente as pessoas buscam ajuda quando os sintomas não estão sendo mais suportáveis, ainda que o caso clínico seja visível aos olhos de outros.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? TOC e TPB passam a ser considerados problemas sérios quando deixam de ser “algo que incomoda” e passam a roubar funcionamento, liberdade e segurança. A régua mais honesta não é o rótulo, e sim o impacto: quanto isso está consumindo do seu dia, quanto está te afastando de pessoas e objetivos, e quanto está aumentando sofrimento, impulsos ou riscos.

No TOC, fica sério quando obsessões e compulsões ocupam muito tempo, geram ansiedade intensa e levam a evitamentos que encolhem a vida, como não conseguir sair, trabalhar, estudar, dormir direito ou conviver com pessoas. Também é um sinal de gravidade quando as compulsões ficam mais frequentes e complexas, quando existe muita ruminação e busca de certeza, ou quando o TOC começa a “ditar regras” para a família, criando conflitos constantes e dependência de tranquilização e confirmações.

No TPB, tende a ficar sério quando a instabilidade emocional e relacional vira um ciclo repetido de crises, rupturas, impulsos e arrependimento, com prejuízos importantes em trabalho, estudos e vínculos. Sinais de maior gravidade incluem impulsividade com consequências relevantes, dificuldade persistente de se acalmar, sensação de vazio que paralisa, e relações tão instáveis que a pessoa vive em estado de ameaça e exaustão emocional. Quando isso se soma a depressão, uso de substâncias ou crises frequentes, a necessidade de cuidado aumenta.

Um ponto crucial em ambos é segurança. Se há comportamentos que colocam a pessoa em risco, perdas significativas, incapacidade de manter rotinas básicas, ou sofrimento tão alto que a pessoa não consegue funcionar, isso pede atenção clínica com mais prioridade. Em alguns casos, além da psicoterapia, uma avaliação com psiquiatria pode ser um apoio importante para estabilizar sintomas enquanto o trabalho terapêutico avança, sem substituir a terapia.

Para eu te ajudar a avaliar com mais clareza: no seu caso, o que mais pesa hoje, o tempo consumido por rituais e ruminação, ou as crises emocionais e impulsos? Isso tem interferido em sono, trabalho, estudos e relacionamentos de forma consistente? E há momentos em que você sente que perde completamente o controle do que faz ou decide? Caso precise, estou à disposição.
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) passam a ser considerados problemas mais sérios quando os sintomas começam a gerar sofrimento intenso, prejuízos nas relações, dificuldades no trabalho ou nos estudos, ou quando a pessoa sente que perdeu o controle sobre pensamentos, emoções ou comportamentos. Na perspectiva psicanalítica, esses sinais indicam que a angústia psíquica pode estar transbordando e encontrando expressão nos sintomas. Nesses momentos, buscar acompanhamento psicológico é fundamental, pois a psicoterapia oferece um espaço de escuta e elaboração que pode ajudar a compreender essas experiências e construir novas formas de lidar com o sofrimento. Se você tem se identificado com algo disso, procurar ajuda profissional pode ser um passo importante para cuidar de si.

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 3818 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.

Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.