Quando os pensamentos intrusivos nao me assustam mais significa que eu concordo com eles? Antes eu
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Quando os pensamentos intrusivos nao me assustam mais significa que eu concordo com eles?
Antes eu sofria demais com esses pensamentos, eles me davam ataques de pânico, ansiedade. Agora percebo que eles nao me causam tanto medo, e por causa disso eu fico me questionando direto se eu concordo com eles ou não
Antes eu sofria demais com esses pensamentos, eles me davam ataques de pânico, ansiedade. Agora percebo que eles nao me causam tanto medo, e por causa disso eu fico me questionando direto se eu concordo com eles ou não
Quando os pensamentos intrusivos aparecem pela primeira vez, eles causam muito sofrimento, porque geralmente são contrários aos seus valores, desejos ou identidade. É isso que os torna tão angustiantes.
Com o tempo, quando você começa a entender que são apenas pensamentos , que não têm força real, que não definem quem você é o medo que eles provocam pode diminuir. Isso não quer dizer que você concorda com eles.
Com o tempo, quando você começa a entender que são apenas pensamentos , que não têm força real, que não definem quem você é o medo que eles provocam pode diminuir. Isso não quer dizer que você concorda com eles.
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Olá, uma coisa não está relacionada a outra, o fato de não gerar tanto medo não implica em concordar. Mas ao mesmo tempo não dá para saber a priori o que isso implica para você, sem te escutar. Pode ser que você tenha aprendido a manejar esses pensamentos, pode ser que você esteja escutando esses pensamentos de outra forma, pode ser que ao invés do medo você esteja experimentando algum outro tipo de sensação, enfim, são muitas possibilidades...
Olá! Como você está hoje?
Não, não! O fato destes pensamentos não te assustarem tanto quanto antes não significa que você concorda com eles. O que pode estar acontecendo agora é que seu cérebro se acostumou a eles, ou você desenvolveu algum grau de dessensibilização, o que é até esperado em alguns casos, especialmente se você já fez algum tipo de tratamento. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem que pode te ajudar a entender esse padrão de pensamentos, trabalhar as interpretações que você faz sobre eles e aprender a lidar com a dúvida e a culpa de forma mais saudável. Se quiser dar esse passo, minha agenda está aberta para iniciar o processo terapêutico e te acolher nesse caminho de cuidado com a saúde mental. Você não está sozinho(a)! :)
Não, não! O fato destes pensamentos não te assustarem tanto quanto antes não significa que você concorda com eles. O que pode estar acontecendo agora é que seu cérebro se acostumou a eles, ou você desenvolveu algum grau de dessensibilização, o que é até esperado em alguns casos, especialmente se você já fez algum tipo de tratamento. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem que pode te ajudar a entender esse padrão de pensamentos, trabalhar as interpretações que você faz sobre eles e aprender a lidar com a dúvida e a culpa de forma mais saudável. Se quiser dar esse passo, minha agenda está aberta para iniciar o processo terapêutico e te acolher nesse caminho de cuidado com a saúde mental. Você não está sozinho(a)! :)
Olá, como tem passado?
Pode ser interessante procurar um psicólogo ou psicanalista para falar sobre algumas dessas questões que envolvem esses pensamentos intrusivos.
Muitas vezes esses pensamentos ditos intrusivos tem conteúdos que valem demais a pena serem pensados, elaborados, falados e ditos, a fim de superar esse sentido estranho que encobre eles e desvendar o que de fato vem com eles e que muitas vezes é esquecido ou reprimido.
Poder falar sobre quando eles surgiam, como se manifestavam, quais os sintomas atrelados a eles e suas resoluções são passos iniciais importantes em uma terapia.
Estar insensível quanto a eles não necessariamente diz que você concorda com esses pensamentos, pois não se sabe ainda esses outros sentidos não elaborados que eles possuem.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Pode ser interessante procurar um psicólogo ou psicanalista para falar sobre algumas dessas questões que envolvem esses pensamentos intrusivos.
Muitas vezes esses pensamentos ditos intrusivos tem conteúdos que valem demais a pena serem pensados, elaborados, falados e ditos, a fim de superar esse sentido estranho que encobre eles e desvendar o que de fato vem com eles e que muitas vezes é esquecido ou reprimido.
Poder falar sobre quando eles surgiam, como se manifestavam, quais os sintomas atrelados a eles e suas resoluções são passos iniciais importantes em uma terapia.
Estar insensível quanto a eles não necessariamente diz que você concorda com esses pensamentos, pois não se sabe ainda esses outros sentidos não elaborados que eles possuem.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Boa tarde!
Você encontrou uma estratégia que permite não sofrer devido a ansiedade que chegava até ataques de pânico. A questão central não está se você concorda ou não com os conteúdos dos pensamentos, mas em querer controlar os pensamentos. É importante dizer que os pensamentos intrusivos são apenas pensamentos, não representam os valores que você acredita.
Muitas pessoas associam a ansiedade com a falta de paciência, receio ou medo, mas ela está mais relacionada ao controle, ao excesso de controle que queremos ter com as situações da vida.
Por trás dos pensamentos intrusivos estão escondidos as ideias e os desejos que são desagradáveis para a pessoa, e então aparece através de pensamentos recorrentes, virando um círculo vicioso.
Eu recomendo que procure a psicoterapia que ajudará você a trazer à consciência esses desejos desagradáveis para analisá-los, ver por que foram formados e tratá-los para que não se transformem em pensamentos intrusivos e perturbadores.
Espero que minha resposta ajude você.
Você encontrou uma estratégia que permite não sofrer devido a ansiedade que chegava até ataques de pânico. A questão central não está se você concorda ou não com os conteúdos dos pensamentos, mas em querer controlar os pensamentos. É importante dizer que os pensamentos intrusivos são apenas pensamentos, não representam os valores que você acredita.
Muitas pessoas associam a ansiedade com a falta de paciência, receio ou medo, mas ela está mais relacionada ao controle, ao excesso de controle que queremos ter com as situações da vida.
Por trás dos pensamentos intrusivos estão escondidos as ideias e os desejos que são desagradáveis para a pessoa, e então aparece através de pensamentos recorrentes, virando um círculo vicioso.
Eu recomendo que procure a psicoterapia que ajudará você a trazer à consciência esses desejos desagradáveis para analisá-los, ver por que foram formados e tratá-los para que não se transformem em pensamentos intrusivos e perturbadores.
Espero que minha resposta ajude você.
Não se assustar tanto com os pensamentos intrusivos não significa que você esteja de acordo com eles. Pode apenas indicar que eles já não têm o mesmo impacto emocional que antes, e isso inclusive pode ser um sinal de que a sua relação com esses pensamentos mudou. Esse questionamento que você faz agora pode servir como um convite para avaliar o que pensou e, com calma, entender se isso realmente reflete quem você é e o que acredita, independentemente da intensidade da reação que o pensamento causa.
Não acho que você concordou com eles, apenas aprendeu a lidar com eles e percebeu que são apenas pensamentos, não são fatos e provavelmente não vão acontecer.
É muito comum que, quando os pensamentos intrusivos deixam de gerar tanto medo, surja essa dúvida: “Será que eu concordo com eles?”. Do ponto de vista da psicanálise, isso não significa concordância, e sim que, de alguma forma, algo da relação que você tinha com esses pensamentos começou a se modificar.
Os pensamentos intrusivos não são escolhas conscientes. Eles vêm do inconsciente, de partes nossas que não controlamos. O fato de eles não te causarem mais tanto pânico pode ser um sinal de que sua psique encontrou formas de não se deixar capturar pelo medo que eles provocavam. O que é, na verdade, um movimento psíquico de defesa, de reorganização.
Isso não quer dizer que você concorda com eles, mas que talvez esteja saindo do ciclo de pavor e entrando num ponto onde é possível começar a entender o que esses pensamentos querem te dizer sobre sua história, seus conflitos e sua subjetividade. A análise pode te ajudar justamente a dar um sentido a isso, ao invés de viver na luta constante contra eles.
Os pensamentos intrusivos não são escolhas conscientes. Eles vêm do inconsciente, de partes nossas que não controlamos. O fato de eles não te causarem mais tanto pânico pode ser um sinal de que sua psique encontrou formas de não se deixar capturar pelo medo que eles provocavam. O que é, na verdade, um movimento psíquico de defesa, de reorganização.
Isso não quer dizer que você concorda com eles, mas que talvez esteja saindo do ciclo de pavor e entrando num ponto onde é possível começar a entender o que esses pensamentos querem te dizer sobre sua história, seus conflitos e sua subjetividade. A análise pode te ajudar justamente a dar um sentido a isso, ao invés de viver na luta constante contra eles.
Olá, tudo bem?
O que você está descrevendo é muito mais comum do que parece — especialmente em pessoas que já passaram por períodos intensos de ansiedade com pensamentos intrusivos. A dúvida que surge agora, esse “e se eu estiver concordando?”, é, na verdade, uma nova forma que o medo encontrou para se expressar. Ele muda de roupa, mas continua tentando ocupar espaço. Parece até um eco do antigo pânico, só que com uma narrativa diferente, mais sutil — porém igualmente angustiante.
Pensamentos intrusivos, por definição, são justamente aqueles que surgem sem sua permissão, sem relação com seus valores, e que muitas vezes causam repulsa, vergonha ou medo. Quando eles deixam de causar pânico, isso não significa que você está concordando com eles — significa que o seu cérebro está começando a entender que não precisa reagir com alarme a cada vez que eles aparecem. É como se você estivesse treinando, ainda que inconscientemente, a não dar mais tanto combustível ao incêndio.
Sob o olhar da neurociência, isso pode estar relacionado à dessensibilização do circuito de ameaça — o cérebro vai aprendendo, ao longo do tempo e da exposição, que aquele pensamento não representa um perigo real, e por isso a resposta emocional diminui. Mas a mente, especialmente quando está acostumada ao ciclo da dúvida e do medo, pode tentar puxar de volta o controle com pensamentos como: “E se eu estiver gostando disso? E se eu não me incomodo mais porque me tornei aquilo que temia?”.
Será que você consegue se lembrar de qual era o seu valor mais ferido quando esses pensamentos começaram a aparecer? E o que te fez acreditar, mesmo por um instante, que pensar algo significava desejar aquilo? O quanto você sente que precisa estar no controle de tudo que sente e pensa, para se sentir seguro?
Essas perguntas podem abrir caminhos terapêuticos potentes. E talvez o que esteja mudando agora não seja o conteúdo do pensamento, mas a sua relação com ele — e isso é sinal de avanço, mesmo que ainda machuque.
Caso precise, estou à disposição.
O que você está descrevendo é muito mais comum do que parece — especialmente em pessoas que já passaram por períodos intensos de ansiedade com pensamentos intrusivos. A dúvida que surge agora, esse “e se eu estiver concordando?”, é, na verdade, uma nova forma que o medo encontrou para se expressar. Ele muda de roupa, mas continua tentando ocupar espaço. Parece até um eco do antigo pânico, só que com uma narrativa diferente, mais sutil — porém igualmente angustiante.
Pensamentos intrusivos, por definição, são justamente aqueles que surgem sem sua permissão, sem relação com seus valores, e que muitas vezes causam repulsa, vergonha ou medo. Quando eles deixam de causar pânico, isso não significa que você está concordando com eles — significa que o seu cérebro está começando a entender que não precisa reagir com alarme a cada vez que eles aparecem. É como se você estivesse treinando, ainda que inconscientemente, a não dar mais tanto combustível ao incêndio.
Sob o olhar da neurociência, isso pode estar relacionado à dessensibilização do circuito de ameaça — o cérebro vai aprendendo, ao longo do tempo e da exposição, que aquele pensamento não representa um perigo real, e por isso a resposta emocional diminui. Mas a mente, especialmente quando está acostumada ao ciclo da dúvida e do medo, pode tentar puxar de volta o controle com pensamentos como: “E se eu estiver gostando disso? E se eu não me incomodo mais porque me tornei aquilo que temia?”.
Será que você consegue se lembrar de qual era o seu valor mais ferido quando esses pensamentos começaram a aparecer? E o que te fez acreditar, mesmo por um instante, que pensar algo significava desejar aquilo? O quanto você sente que precisa estar no controle de tudo que sente e pensa, para se sentir seguro?
Essas perguntas podem abrir caminhos terapêuticos potentes. E talvez o que esteja mudando agora não seja o conteúdo do pensamento, mas a sua relação com ele — e isso é sinal de avanço, mesmo que ainda machuque.
Caso precise, estou à disposição.
Boa noite! Significa que você aprendeu a lidar com seus próprios pensamentos, e sabe quando eles podem se tonar pensamentos disfuncionais ou até mesmo prejudiciais.
Entendo sua dúvida, e ela é muito comum para quem convive com pensamentos intrusivos. Pode ser muito confuso perceber que algo que antes causava tanto medo hoje não provoca mais as mesmas reações. E aí surge essa pergunta angustiante: "Será que agora eu concordo com isso?"
Mas o que você está vivendo pode dizer outra coisa. Muitas vezes, quando a gente convive por muito tempo com pensamentos intrusivos, o medo intenso que vinha com eles vai diminuindo — não porque você passou a concordar com esses pensamentos, mas porque o corpo e a mente não conseguem mais manter o mesmo estado de alerta por tanto tempo. É como se o susto diminuísse, mesmo que o pensamento ainda seja desconfortável.
Você percebe se esse questionamento que aparece agora — "será que eu concordo com isso?" — também vem com angústia, com inquietação? Porque isso já diz muita coisa. Quem de fato concorda com algo não fica em dúvida ou sofrendo por isso. O incômodo que continua aí pode não vir mais do medo do conteúdo em si, mas do medo de não ter certeza.
Talvez a pergunta não precise ser se você concorda ou não com os pensamentos. Mas sim: como você se sente diante deles hoje? O que muda quando você os observa sem aquela reação tão imediata de pânico?
Esse tipo de vivência merece cuidado, não julgamento. Você não está sozinho nisso — e não precisa tentar resolver tudo na força do pensamento. Às vezes, o que ajuda é poder ter um espaço seguro para escutar tudo isso com calma, sem tentar se defender o tempo todo, sem precisar provar nada pra si mesmo.
Mas o que você está vivendo pode dizer outra coisa. Muitas vezes, quando a gente convive por muito tempo com pensamentos intrusivos, o medo intenso que vinha com eles vai diminuindo — não porque você passou a concordar com esses pensamentos, mas porque o corpo e a mente não conseguem mais manter o mesmo estado de alerta por tanto tempo. É como se o susto diminuísse, mesmo que o pensamento ainda seja desconfortável.
Você percebe se esse questionamento que aparece agora — "será que eu concordo com isso?" — também vem com angústia, com inquietação? Porque isso já diz muita coisa. Quem de fato concorda com algo não fica em dúvida ou sofrendo por isso. O incômodo que continua aí pode não vir mais do medo do conteúdo em si, mas do medo de não ter certeza.
Talvez a pergunta não precise ser se você concorda ou não com os pensamentos. Mas sim: como você se sente diante deles hoje? O que muda quando você os observa sem aquela reação tão imediata de pânico?
Esse tipo de vivência merece cuidado, não julgamento. Você não está sozinho nisso — e não precisa tentar resolver tudo na força do pensamento. Às vezes, o que ajuda é poder ter um espaço seguro para escutar tudo isso com calma, sem tentar se defender o tempo todo, sem precisar provar nada pra si mesmo.
Olá, como vai?
Difícil te responder, pois depende do tipo de pensamento que você tem, no sentido do conteúdo dele. Sugiro que você procure por tratamento com psicólogo, para poder falar deles e compreender qual é a função deles existirem na sua vida. Fico à disposição.
Difícil te responder, pois depende do tipo de pensamento que você tem, no sentido do conteúdo dele. Sugiro que você procure por tratamento com psicólogo, para poder falar deles e compreender qual é a função deles existirem na sua vida. Fico à disposição.
Boa tarde!
Não, o fato de os pensamentos intrusivos não te assustarem mais não significa que você concorda com eles. Na verdade, essa diminuição da ansiedade e do medo é um sinal muito comum de um processo chamado habituação ou acomodação.
A habituação é um fenômeno psicológico em que a sua resposta emocional a um estímulo repetitivo (neste caso, os pensamentos intrusivos) diminui ao longo do tempo. É como quando você se muda para uma casa perto de uma ferrovia: no começo, o barulho do trem é ensurdecedor e te incomoda muito, mas com o tempo, seu cérebro se "acostuma" e você passa a ouvi-lo menos, ou ele não te incomoda mais da mesma forma.
No contexto dos pensamentos intrusivos, especialmente em casos de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), quando você se expõe repetidamente a esses pensamentos sem reagir com rituais ou tentativas de neutralizá-los (o que pode ter acontecido inconscientemente ou como resultado de tratamento), o cérebro começa a entender que o pensamento, por si só, não é uma ameaça real. A ansiedade, que é uma resposta do corpo a uma ameaça percebida, diminui porque a ameaça não é mais vista como tão potente.
O fato de você ficar se questionando se concorda com eles é, ironicamente, outro sintoma comum do TOC ou da ansiedade. A mente de quem sofre com pensamentos intrusivos é mestre em criar novas dúvidas e armadilhas. Quando o medo inicial diminui, a sua mente busca outra forma de te prender ao ciclo da dúvida: "Se não sinto medo, será que gosto? Será que é verdade? Será que concordo?".
Essa é uma forma de "compulsão mental": a compulsão de analisar, questionar e tentar encontrar uma certeza sobre a natureza desses pensamentos. Você está procurando uma "prova" de que não concorda com eles, mas o próprio ato de procurar essa prova te mantém preso.
Trabalho com abordagem Cognitivo TCC com foco em Exposição e Prevenção de Respostas - EPR), essa diminuição da ansiedade é um objetivo do tratamento e o surgimento dessas novas dúvidas é algo a ser trabalhado nas sessões. Qualquer coisa continuo à disposição.
Não, o fato de os pensamentos intrusivos não te assustarem mais não significa que você concorda com eles. Na verdade, essa diminuição da ansiedade e do medo é um sinal muito comum de um processo chamado habituação ou acomodação.
A habituação é um fenômeno psicológico em que a sua resposta emocional a um estímulo repetitivo (neste caso, os pensamentos intrusivos) diminui ao longo do tempo. É como quando você se muda para uma casa perto de uma ferrovia: no começo, o barulho do trem é ensurdecedor e te incomoda muito, mas com o tempo, seu cérebro se "acostuma" e você passa a ouvi-lo menos, ou ele não te incomoda mais da mesma forma.
No contexto dos pensamentos intrusivos, especialmente em casos de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), quando você se expõe repetidamente a esses pensamentos sem reagir com rituais ou tentativas de neutralizá-los (o que pode ter acontecido inconscientemente ou como resultado de tratamento), o cérebro começa a entender que o pensamento, por si só, não é uma ameaça real. A ansiedade, que é uma resposta do corpo a uma ameaça percebida, diminui porque a ameaça não é mais vista como tão potente.
O fato de você ficar se questionando se concorda com eles é, ironicamente, outro sintoma comum do TOC ou da ansiedade. A mente de quem sofre com pensamentos intrusivos é mestre em criar novas dúvidas e armadilhas. Quando o medo inicial diminui, a sua mente busca outra forma de te prender ao ciclo da dúvida: "Se não sinto medo, será que gosto? Será que é verdade? Será que concordo?".
Essa é uma forma de "compulsão mental": a compulsão de analisar, questionar e tentar encontrar uma certeza sobre a natureza desses pensamentos. Você está procurando uma "prova" de que não concorda com eles, mas o próprio ato de procurar essa prova te mantém preso.
Trabalho com abordagem Cognitivo TCC com foco em Exposição e Prevenção de Respostas - EPR), essa diminuição da ansiedade é um objetivo do tratamento e o surgimento dessas novas dúvidas é algo a ser trabalhado nas sessões. Qualquer coisa continuo à disposição.
O fato de os pensamentos intrusivos não causarem mais tanto medo não significa, de forma alguma, que você concorda com eles — essa dúvida é, inclusive, bastante comum em pessoas que estão enfrentando um quadro de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou transtornos relacionados à ansiedade. Pensamentos intrusivos são justamente isso: invasões mentais que não refletem quem você é ou o que você acredita — e o alívio da reação emocional pode, na verdade, indicar um avanço no processo de dessensibilização ou habituação natural do cérebro. No entanto, a dúvida obsessiva persistente sobre “e se eu estiver concordando sem perceber?” pode ser um novo ciclo do mesmo padrão obsessivo, que continua alimentando ansiedade, só que de forma mais sutil. É nesse ponto que meu trabalho como psicólogo se torna fundamental: posso ajudar você a reconhecer essas armadilhas cognitivas, reestruturar interpretações disfuncionais e fortalecer sua autonomia frente aos pensamentos, promovendo clareza, alívio e autocompaixão ao longo do processo. Você não está sozinho — há tratamento e há caminho.
Não, o fato de os pensamentos intrusivos não causarem mais medo não significa que você concorda com eles. Muitas vezes, a redução do sofrimento vem justamente quando a pessoa aprende a não dar tanta importância ou a não se identificar com esses pensamentos. Eles continuam sendo indesejados, mas o impacto emocional diminui porque você desenvolveu uma postura mais distante em relação a eles.
Olá!
Essa é uma dúvida muito comum entre pessoas que sofrem ou já sofreram com pensamentos intrusivos, especialmente em quadros de ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
A resposta é: não, o fato de eles não te causarem mais tanto medo não significa que você concorda com eles.
Os pensamentos intrusivos são justamente isso — intrusivos. Ou seja, pensamentos indesejados, involuntários e muitas vezes contrários aos seus valores e desejos. O sofrimento que eles causam costuma ser um sinal de que eles não fazem parte do que você acredita ou quer.
Com o tempo, à medida que você entende melhor esses pensamentos e aprende a não reagir a eles com medo ou culpa, é natural que a intensidade emocional diminua. Isso é um sinal de progresso, e não de concordância. Você está aprendendo a não se identificar com os pensamentos, e isso é uma conquista no processo de saúde mental.
A mente humana produz inúmeros pensamentos ao longo do dia — nem todos fazem sentido, nem todos merecem atenção. Aprender a observar esses pensamentos sem julgá-los nem lutar contra eles é uma habilidade que reduz o sofrimento e não compromete quem você é ou o que acredita.
Se esse tema ainda causa angústia, falar sobre isso em psicoterapia pode te ajudar a aprofundar esse entendimento e aliviar ainda mais o desconforto. Você não está sozinha(o) nisso.
Essa é uma dúvida muito comum entre pessoas que sofrem ou já sofreram com pensamentos intrusivos, especialmente em quadros de ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
A resposta é: não, o fato de eles não te causarem mais tanto medo não significa que você concorda com eles.
Os pensamentos intrusivos são justamente isso — intrusivos. Ou seja, pensamentos indesejados, involuntários e muitas vezes contrários aos seus valores e desejos. O sofrimento que eles causam costuma ser um sinal de que eles não fazem parte do que você acredita ou quer.
Com o tempo, à medida que você entende melhor esses pensamentos e aprende a não reagir a eles com medo ou culpa, é natural que a intensidade emocional diminua. Isso é um sinal de progresso, e não de concordância. Você está aprendendo a não se identificar com os pensamentos, e isso é uma conquista no processo de saúde mental.
A mente humana produz inúmeros pensamentos ao longo do dia — nem todos fazem sentido, nem todos merecem atenção. Aprender a observar esses pensamentos sem julgá-los nem lutar contra eles é uma habilidade que reduz o sofrimento e não compromete quem você é ou o que acredita.
Se esse tema ainda causa angústia, falar sobre isso em psicoterapia pode te ajudar a aprofundar esse entendimento e aliviar ainda mais o desconforto. Você não está sozinha(o) nisso.
Olá, parece estar um pouco confuso para você tudo isso. Pensamentos intrusivos (PI) e seu discernimento de certo ou errado são coisas que se diferem, nesse momento você se habituou com os PI, e isso não significa que você concorda com eles. Você não escolhe ter esses pensamentos pois como relatou eles são intrusivos, mas o que vai fazer com eles sim e como irá maneja lós e lidar com eles a fim de que entrem em remissão . Eu te oriento buscar a terapia cognitiva comportamental para te ajudar na psicoeducação para conseguir entender e diferenciais pensamentos, emoções, comportamentos, personalidade etc.. e avaliar melhor esse sintoma ,como um todo, para melhor tratamento.
Como estão seus comportamentos? Porque o que fazemos denotam o que sentimos e o que pensamos. É imprescindível que vc troque os pensamentos disfuncionais para os funcionais. Por exemplo se vem um pensamento intrusivo que diz que vc é incapaz, ruim, é preciso que vc se pergunte quais são as evidencias e que isso é verdade.
Uma psicóloga pode te ajudar com ferramentas apropriada para te ajudar.
Uma psicóloga pode te ajudar com ferramentas apropriada para te ajudar.
Essa é uma pergunta muito comum e muito importante especialmente para quem enfrenta pensamentos intrusivos como parte de quadros de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) ou de ansiedade intensa. O fato de os pensamentos intrusivos não te causarem mais tanto medo NÃO significa que você concorda com eles.Muito pelo contrário. O que está acontecendo, possivelmente, é um sinal de que você está se desensibilizando; ou seja, que o seu cérebro está deixando de reagir com tanta ansiedade, e isso pode ser resultado de um processo natural de adaptação, exposição, ou até do próprio amadurecimento emocional. Pensamentos intrusivos são ideias, imagens ou impulsos que surgem na mente de forma involuntária, indesejada e desconectada da sua vontade real. O grande problema não é ter esses pensamentos mas a interpretação que a pessoa faz deles. A pessoa pode começar a pensar: “Se eu pensei isso, será que sou uma pessoa ruim?” “Se não fiquei tão mal com isso, será que concordo?” Esse tipo de dúvida é característica do TOC: uma busca exaustiva por certeza moral, controle absoluto e pureza de pensamento — o que, infelizmente, não é possível alcançar racionalmente, porque a mente humana é naturalmente caótica, simbólica e complexa. O que mudou, então? Você pode ter desenvolvido, mesmo que sem perceber, uma tolerância maior ao desconforto causado por esses pensamentos. Isso é algo positivo. Significa que seu cérebro deixou de ver esses pensamentos como ameaça imediata. Você parou de alimentar o ciclo de medo → evitação → alívio → reforço.
A intensidade da resposta emocional reduziu, mas isso não muda em nada o seu valor, caráter ou concordância com o conteúdo do pensamento. A armadilha é: "Se não estou sofrendo tanto como antes, será que estou indiferente? Será que estou começando a gostar do pensamento?" Não. Isso é só mais um pensamento intrusivo, disfarçado de dúvida moral. O conteúdo do pensamento continua absurdo, mas agora o seu sistema de alarme interno parou de soar com o mesmo volume. Não busque certezas absolutas sobre se você “concorda ou não”, isso alimenta o ciclo obsessivo. Continue praticando aceitação da presença do pensamento sem lutar contra ele: “ok, esse pensamento veio de novo... e tudo bem.” Se você estiver em terapia, compartilhe esse novo estágio com seu(a) psicólogo(a). Pode ser o momento ideal para trabalhar prevenção de recaída e fortalecimento da aceitação da incerteza. Você não é o que pensa. Pensamentos são só eventos mentais, não são verdades, não definem caráter. O seu incômodo inicial, e agora a reflexão sobre a ausência dele, mostram que você continua com consciência crítica e valores claros e isso é o que importa.
A intensidade da resposta emocional reduziu, mas isso não muda em nada o seu valor, caráter ou concordância com o conteúdo do pensamento. A armadilha é: "Se não estou sofrendo tanto como antes, será que estou indiferente? Será que estou começando a gostar do pensamento?" Não. Isso é só mais um pensamento intrusivo, disfarçado de dúvida moral. O conteúdo do pensamento continua absurdo, mas agora o seu sistema de alarme interno parou de soar com o mesmo volume. Não busque certezas absolutas sobre se você “concorda ou não”, isso alimenta o ciclo obsessivo. Continue praticando aceitação da presença do pensamento sem lutar contra ele: “ok, esse pensamento veio de novo... e tudo bem.” Se você estiver em terapia, compartilhe esse novo estágio com seu(a) psicólogo(a). Pode ser o momento ideal para trabalhar prevenção de recaída e fortalecimento da aceitação da incerteza. Você não é o que pensa. Pensamentos são só eventos mentais, não são verdades, não definem caráter. O seu incômodo inicial, e agora a reflexão sobre a ausência dele, mostram que você continua com consciência crítica e valores claros e isso é o que importa.
Não, o fato de os pensamentos intrusivos não te assustarem mais não significa que você concorda com eles. Muitas vezes, quando conseguimos observar esses pensamentos sem medo, isso indica que você está desenvolvendo uma relação mais distante e menos reativa com eles — o que é um avanço importante.
Essa mudança mostra que você está ganhando mais controle sobre sua mente, sem se identificar ou se envolver com esses pensamentos.
Se quiser, posso te ajudar a aprofundar essa compreensão em um acompanhamento psicológico.
Essa mudança mostra que você está ganhando mais controle sobre sua mente, sem se identificar ou se envolver com esses pensamentos.
Se quiser, posso te ajudar a aprofundar essa compreensão em um acompanhamento psicológico.
É muito comum que, ao longo do tempo, os pensamentos intrusivos mudem de impacto. No começo, eles costumam vir acompanhados de muita ansiedade, culpa, medo e até reações físicas, como se fosse urgente “provar” que você não concorda com aquilo. Mas quando esse ciclo se repete muitas vezes, o sistema emocional pode começar a se desgastar. O medo diminui, mas não porque você passou a concordar com os pensamento, mas sim porque o corpo começa a se defender de tanto esforço mental, entrando em um estado de dessensibilização ou entorpecimento emocional.
É comum em pessoas com transtornos de ansiedade e especialmente em quem vive com TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) ou traços obsessivos, a pessoa começa a duvidar não apenas dos pensamentos, mas de si mesma. Esse tipo de dúvida é o que chamamos de dúvida obsessiva, uma dúvida que nunca se resolve, porque não está baseada em fatos, mas na tentativa constante de buscar certeza absoluta sobre o que se sente ou pensa.
A ausência de medo momentâneo não significa que você concorda com o conteúdo intrusivo. Significa apenas que o seu sistema de alarme está exausto ou aprendeu, em algum nível, que aquele pensamento já veio tantas vezes que não precisa ser combatido com a mesma força de antes. Mas o pensamento continua sendo intrusivo, ou seja: ele aparece sem ser convidado, é repetitivo, e não reflete seus valores reais.
Caso sinta uma angústia muito forte sobre a temática, procure ajuda psicológica.
Você irá se conhecer muito mais e aprender a lidar com seus pensamentos.
É comum em pessoas com transtornos de ansiedade e especialmente em quem vive com TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) ou traços obsessivos, a pessoa começa a duvidar não apenas dos pensamentos, mas de si mesma. Esse tipo de dúvida é o que chamamos de dúvida obsessiva, uma dúvida que nunca se resolve, porque não está baseada em fatos, mas na tentativa constante de buscar certeza absoluta sobre o que se sente ou pensa.
A ausência de medo momentâneo não significa que você concorda com o conteúdo intrusivo. Significa apenas que o seu sistema de alarme está exausto ou aprendeu, em algum nível, que aquele pensamento já veio tantas vezes que não precisa ser combatido com a mesma força de antes. Mas o pensamento continua sendo intrusivo, ou seja: ele aparece sem ser convidado, é repetitivo, e não reflete seus valores reais.
Caso sinta uma angústia muito forte sobre a temática, procure ajuda psicológica.
Você irá se conhecer muito mais e aprender a lidar com seus pensamentos.
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