Que tipo de perguntas podem ajudar a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a refle

4 respostas
Que tipo de perguntas podem ajudar a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a refletir sobre as experiencias traumáticas ?
Para ajudar alguém com Transtorno de Personalidade Borderline a refletir sobre experiências traumáticas, é importante usar perguntas que promovam segurança emocional e autorreflexão, sem forçar a lembrança ou reviver o trauma de forma intensa. Perguntas que exploram sentimentos e significados, ao invés de detalhes traumáticos, são mais eficazes. Por exemplo, convidar a pessoa a falar sobre o que sente quando lembra da experiência, como isso afeta sua visão de si mesma e dos outros, ou o que aprendeu sobre suas necessidades e limites a partir da situação. Também é útil perguntar sobre estratégias que já utilizou para lidar com lembranças difíceis e o que poderia ajudá-la a se sentir mais segura ou fortalecida agora. O objetivo dessas perguntas é favorecer compreensão, integração da experiência e desenvolvimento de maneiras mais saudáveis de lidar com emoções, em vez de simplesmente reviver o sofrimento.

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Oi, muito obrigado por sua pergunta.
Excelente a sua questão.
Nesses caso é importante que você dê espaço para a pessoa conseguir falar mais sobre a situação, e ir se aprofundando sobre o que levou a pessoa a tal situação e tentar entender sem culpabilizar a pessoa por algo te dado errado e continuar do lado da pessoa não importa o que aconteça.

Abraços
Psicólogo Fernando Segundo
Atendimentos em Psicoterapia, neuropsicologia On-line e presenciais em Vitória.
As perguntas que ajudam no TPB focam em autoconhecimento, validação emocional, distância do evento traumático, e identificação de gatilhos, usando a terapia como guia para explorar sentimentos sobre abandono, autoimagem e o passado, sempre com empatia e sem julgamentos, promovendo a regulação emocional e ao autocuidado, como sentir o corpo, focar nos sentidos viu usar técnicas de groundig.
Sendo assim, você pode fazer perguntas sobre as experiências traumáticas que ajudar a pessoa que tem o TPB, tais como: o que exatamente aconteceu? Como você se sentiu naquele momento? Qual foi sua reação imediata? Como você se sente agora quando pensa nisso?
Enfim, são perguntas que exploram sentimentos e significados, ao invés de detalhes traumáticos, são mais eficazes. Por exemplo: convidar a pessoa a falar sobre o que sente!
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Essa é uma pergunta muito importante, e já mostra um cuidado grande com a forma de lidar com experiências traumáticas. No Transtorno de Personalidade Borderline, o contato com essas memórias precisa ser feito com bastante sensibilidade, porque não é apenas lembrar, é sentir novamente. Por isso, as perguntas mais úteis não são as que “forçam” a reviver, mas as que ajudam a organizar a experiência de forma segura.

Um bom ponto de partida costuma ser diferenciar o que aconteceu do que foi sentido. Perguntas que ajudem a pessoa a perceber a experiência emocional, sem se perder nela. Algo como entender quais emoções aparecem quando essa lembrança vem, e como elas se manifestam no corpo e nos pensamentos.

Também é importante explorar o significado dessas experiências. O que aquilo fez você acreditar sobre você mesmo, sobre os outros ou sobre o mundo? Existe alguma sensação de abandono, rejeição ou insegurança associada? E essas ideias ainda parecem verdadeiras hoje ou foram construídas a partir de um momento específico da sua vida?

Outra direção relevante é ajudar a trazer a pessoa para o presente, criando uma separação entre passado e agora. Isso que você sente hoje vem da situação atual ou parece conectado com algo que já aconteceu antes? O quanto essa memória ainda está ativa na sua forma de se relacionar hoje?

E talvez uma das perguntas mais delicadas e transformadoras seja: se você pudesse olhar para essa experiência com mais recursos do que tinha na época, o que você gostaria de dizer ou fazer diferente? Isso não muda o que aconteceu, mas começa a construir novas formas de integrar essa vivência.

Talvez valha refletir: quando essas memórias aparecem, você sente que está lembrando ou revivendo? O que ajuda a diminuir a intensidade quando isso acontece? E você sente que consegue olhar para isso com segurança ou ainda parece algo muito ativador?

Essas perguntas, quando feitas no contexto de uma relação terapêutica segura, ajudam a transformar experiências que antes eram apenas dor em algo que pode ser compreendido e integrado. Caso precise, estou à disposição.

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