Que tipos de problemas de saúde mental podem estar relacionados a crises de raiva?
3
respostas
Que tipos de problemas de saúde mental podem estar relacionados a crises de raiva?
Olá, agradeço pela sua pergunta, que revela um movimento importante de querer compreender melhor aquilo que se sente. A raiva, embora muitas vezes seja vista como algo negativo, é um afeto humano legítimo. Ela pode surgir como resposta a uma frustração, a uma sensação de injustiça ou a um limite que foi ultrapassado. No entanto, quando aparece de forma frequente, intensa ou desproporcional, pode estar ligada a outras questões mais profundas que merecem ser escutadas com cuidado.
Na perspectiva da psicanálise, não tratamos a raiva como um sintoma isolado, mas como um afeto que carrega uma história, que se articula com vivências anteriores e com modos inconscientes de lidar com o desejo, a perda, o amor e a dor. Crises recorrentes de raiva podem estar associadas a quadros de ansiedade, depressão, transtornos de personalidade, experiências traumáticas não elaboradas, dificuldades em sustentar frustrações ou mesmo a sentimentos crônicos de rejeição e abandono. Em alguns casos, a raiva aparece como uma forma de defesa contra a tristeza, o medo ou a sensação de impotência, funcionando como uma tentativa inconsciente de recuperar algum controle diante da angústia.
A pessoa pode não entender por que reage com tanta intensidade a determinadas situações, ou pode até sentir culpa depois das explosões, alimentando um ciclo de sofrimento que se repete. Muitas vezes, esse modo de expressão está ligado a uma história onde o sujeito não pôde falar, não se sentiu escutado ou precisou se defender constantemente. A raiva, nesse sentido, funciona como um grito por reconhecimento, ainda que expresso de forma dolorosa para si e para os outros.
A terapia psicanalítica pode ajudar justamente ao oferecer um espaço onde essa raiva possa ser escutada sem julgamento, onde ela possa ser compreendida em sua origem e transformada em palavra. Ao longo do processo analítico, o sujeito passa a se escutar de forma mais profunda, reconhecendo as emoções que antes vinham em forma de explosão ou silêncio. A partir disso, é possível construir formas mais conscientes de lidar com os afetos e com as relações, sem precisar se defender o tempo todo ou machucar a si mesmo e aos outros.
Se você sente que tem vivido crises de raiva que causam sofrimento ou dificuldade nos seus vínculos, saiba que isso tem um sentido e merece ser escutado. A psicanálise não busca apagar a raiva, mas compreendê-la como parte de uma história que pode, aos poucos, ser transformada. Estou aqui caso decida iniciar esse processo.
Na perspectiva da psicanálise, não tratamos a raiva como um sintoma isolado, mas como um afeto que carrega uma história, que se articula com vivências anteriores e com modos inconscientes de lidar com o desejo, a perda, o amor e a dor. Crises recorrentes de raiva podem estar associadas a quadros de ansiedade, depressão, transtornos de personalidade, experiências traumáticas não elaboradas, dificuldades em sustentar frustrações ou mesmo a sentimentos crônicos de rejeição e abandono. Em alguns casos, a raiva aparece como uma forma de defesa contra a tristeza, o medo ou a sensação de impotência, funcionando como uma tentativa inconsciente de recuperar algum controle diante da angústia.
A pessoa pode não entender por que reage com tanta intensidade a determinadas situações, ou pode até sentir culpa depois das explosões, alimentando um ciclo de sofrimento que se repete. Muitas vezes, esse modo de expressão está ligado a uma história onde o sujeito não pôde falar, não se sentiu escutado ou precisou se defender constantemente. A raiva, nesse sentido, funciona como um grito por reconhecimento, ainda que expresso de forma dolorosa para si e para os outros.
A terapia psicanalítica pode ajudar justamente ao oferecer um espaço onde essa raiva possa ser escutada sem julgamento, onde ela possa ser compreendida em sua origem e transformada em palavra. Ao longo do processo analítico, o sujeito passa a se escutar de forma mais profunda, reconhecendo as emoções que antes vinham em forma de explosão ou silêncio. A partir disso, é possível construir formas mais conscientes de lidar com os afetos e com as relações, sem precisar se defender o tempo todo ou machucar a si mesmo e aos outros.
Se você sente que tem vivido crises de raiva que causam sofrimento ou dificuldade nos seus vínculos, saiba que isso tem um sentido e merece ser escutado. A psicanálise não busca apagar a raiva, mas compreendê-la como parte de uma história que pode, aos poucos, ser transformada. Estou aqui caso decida iniciar esse processo.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Crises de raiva frequentes ou desproporcionais podem estar relacionadas a diferentes condições de saúde mental. Entre as mais comuns estão transtornos de personalidade (como o borderline ou o antissocial), transtorno explosivo intermitente, transtornos de ansiedade, depressão, transtorno bipolar e estresse pós-traumático. Além disso, pessoas que vivenciaram traumas precoces ou têm dificuldade de regulação emocional também podem apresentar episódios intensos de raiva. A avaliação clínica é essencial para entender a origem e indicar o tratamento mais adequado.
Boa tarde, pessoas que apresentam crises de raiva, tem probabilidade de apresentarem Transtorno Explosivo Intermitente (TEI), que é um transtorno de saúde mental , onde os episódios de raivas aparecem de maneira explosiva, sem que a pessoa consiga controlar. Geralmente a intensidade desta explosão é bem maior do que a situação posta. Aparecem como uma reação desproporcional, independente do que seja: destruição de objetos, agressões físicas ou verbais, causando muito sofrimento às pessoas envolvidas. Após a crise, há arrependimento e vergonha pela reação exagerada e explosiva. São vários os diagnósticos que podem causar este problema, como por exemplo: transtorno bipolar, transtorno borderline, depressão, ansiedade, TDAH, dentre outros. Faz-se necessário um diagnóstico preciso e detalhado, com profissionais de saúde mental, qualificados, para que os impulsos sejam controlados. A Terapia Cognitivo - Comportamental(TCC), e a medicação, feita por psiquiatra, ajudarão a controlar as crises. Busque ajuda!
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.
- Qual a relação entre autocuidado e psicoterapia? .
- Como as emoções se relacionam com a análise existencial?
- O que é reabilitação psicossocial e quais seus benefícios?
- Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?
- Quais responsabilidades temos com a nossa saúde mental?
- Em que a terapia cognitiva baseada em atenção plena (MBCT) pode ajudar?
- Como a conexão entre mente e corpo afeta a saúde mental?
- Como lidar com a identificação projetiva? .
- Quais são as habilidades técnicas que auxiliam no aconselhamento psicológico?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 1003 perguntas sobre Saude Mental
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.