Quem tem o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) gosta de ficar sozinho?

3 respostas
Quem tem o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) gosta de ficar sozinho?
Dr. Eduardo Galindo
Psicólogo, Sexólogo
Cuiabá
Boa noite!

Pergunta bem interessante. A pessoa que tem esse diagnóstico apresenta dificuldade de manter relacionamentos, instabilidade emocional e irritabilidade ao ser contrariada. Elas apresentam esses sintomas não porque gostam de ficar sozinhas, mas pela incapacidade para se relacionar de forma estável e saudável. A grande angústia da pessoa com TPB são os sentimentos de desamparo e solidão, são pessoas muito dependentes de atenção e validação dos outros.
O maior sofrimento dessas pessoas é a solidão e isolamento.

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 Gabriela Sampaio
Psicólogo, Sexólogo
Salvador
Não, não é uma regra. A verdade é que cada pessoa é de um jeito, e isso também vale para o TPB.

O que acontece é que a relação com a solidão é bem complicada pra quem tem o transtorno. Para alguns, a solitude é assustadora por causa do medo de serem abandonados. Eles evitam a todo custo ficar sós. Já para outros, o isolamento pode ser uma necessidade para se proteger da intensidade das emoções e dos conflitos que surgem nas relações. É um jeito de dar um tempo e respirar. A pessoa pode alternar entre querer estar perto de todo mundo e precisar se isolar. Não tem uma única resposta. É uma mistura de medo, necessidade e emoções intensas que moldam essa relação com a solidão.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Depende muito da pessoa, e essa é uma daquelas perguntas em que o rótulo pode enganar. No TPB, muitas pessoas até desejam ficar sozinhas em alguns momentos, mas não exatamente porque “gostam de solidão”, e sim porque a solidão pode parecer mais segura do que o risco de se sentir rejeitado(a), criticado(a) ou abandonado(a). Então, o isolamento às vezes funciona como proteção, um jeito de reduzir a intensidade emocional que os relacionamentos podem disparar.

Ao mesmo tempo, é comum existir uma ambivalência forte: a pessoa quer proximidade e conexão, mas teme se machucar, e aí oscila entre buscar o outro com urgência e se afastar de repente. Para quem está de fora, isso pode parecer contradição, mas por dentro costuma ser um conflito real, como se o cérebro estivesse dizendo “eu preciso de você” e, ao mesmo tempo, “isso pode doer demais”. Em crises, ficar sozinho pode ajudar a evitar explosões, mas também pode aumentar vazio, ruminação e tristeza, principalmente se a pessoa interpreta a solidão como prova de que não é amada.

O ponto clínico não é se a pessoa gosta ou não de ficar sozinha, e sim como ela vive a solidão. Ela consegue usar um tempo sozinha para se regular e voltar melhor, ou ela entra em desespero, pensamentos acelerados e sensação de abandono? E quando ela está com pessoas, isso traz acolhimento e estabilidade, ou vira um gatilho constante de insegurança?

No seu caso, quando você fica sozinho(a), você sente alívio ou sente vazio e angústia? Você escolhe ficar só por autocuidado ou acaba se afastando depois de conflitos e arrependimento? E o que geralmente te ajuda mais a se estabilizar, uma presença tranquila e previsível, ou um tempo sozinho com alguma atividade que te aterra?

Caso precise, estou à disposição.

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