Realizei há 40 anos , cirurgia cardíaca devido febre reumática. Hoje necessito realizar valvuloplast

6 respostas
Realizei há 40 anos , cirurgia cardíaca devido febre reumática. Hoje necessito realizar valvuloplastia , por conta da estenose mitral e aórtica. Sou assintomática, não tenho nenhuma comorbidade entretanto desenvolvi depressão e ansiedade só pelo fato de saber que terei de realizar a mesma, tenho um medo surreal. Qual o risco dessa cirurgia? Muito complexa? Qual o risco deu perder a minha vida nesse procedimento? O médico me disse que vai ter que ser com tórax aberto porque não dá pra fazer por cateterismo? Me ajudem por favor estou muito desesperada.
Dr. Pompilio Sampaio Britto
Cirurgião cardiovascular
Salvador
Olá! Primeiramente procure manter a calma. Nós lidamos com essas situações diariamente e procuramos estudar individualizar cada caso. Acredito que a sua 1a cirurgia tenha sido uma valvuloplastia. E agora 2 das suas válvulas estão com dificuldade em abrir (estenose). Reoperaçōes em pacientes com problemas de válvulas são relativamente comuns e com resultados excelentes. Contudo, precisaria ver os seus exames para um parecer mais detalhado. Me disponho em atendê-la se te for conveniente.
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Prof. João Carlos Jazbik
Cirurgião cardiovascular
Rio de Janeiro
Bom dia,
Preciso de dados para uma avaliação adequada.
Convido a comparecer ao consultório ou telemedicina.
A disposição,
Abs

Dr. Cristiano Blaya Martins
Cirurgião cardiovascular
Porto Alegre
Bom dia, O seu caso, conforme os dados informados, merecem uma série de considerações. A intenção é esclarecer e tentar, dentro do possível, diminuir os aspectos que mais inquietam ou angustiam. O primeiro aspecto é o medo, este sentimento desencadeado pela ameaça é absolutamente normal, esperado! Seu medo é justificado, uma vez que cirurgia cardíaca envolve risco e a associação de dois procedimentos (troca de duas válvulas) e re-operação (segunda cirurgia) somam riscos. A partir dai, o outro aspecto fundamental é que a INDICAÇÃO DE UMA CIRURGIA OCORRE QUANDO O RISCO DE NÃO REALIZAR É MUITO MAIOR. Ou seja, decorrido todo o processo de investigação e análise por profissionais habilitados, incluindo o seu médico cardiologista e um cirurgião cardiovascular experiente, e for indicada a cirurgia, o RISCO de permanecer SEM o procedimento proposto, É MAIOR! O fundamental, é estar convencida que a cirurgia é necessária. Hoje em dia, há muita informação disponível e o melhor a fazer é informar-se. Estar nas mãos de um profissional experiente e qualificado, vai ajudar! Tanto por realizar o procedimento, efetivamente com o menor risco possível, quanto pelo suporte emocional por estar confiante no cirurgião que vai-lhe tratar. Espero ter ajudado e sigo a disposição para esclarecimentos ou atendimento individualizado do seu caso. Um abraço
Dra. Maria Cristina Rezende
Cirurgião cardiovascular
Brasília
Totalmente de acordo com o Dr Cristiano.
Converse bem com o/a profissional que fará seu procedimento, esclareça todas as suas dúvidas, estabeleça um relação de confiança - isso é fundamental.
Se necessário, procure apoio psicológico para ajudá-la a superar ou enfrentar seus temores. Boa sorte!
Dra. Polyanna Nascimento
Cirurgião cardiovascular, Cirurgião geral
Barueri
Olá! Entendo que você está passando por um momento difícil e que é completamente normal sentir ansiedade e medo diante de uma cirurgia cardíaca, especialmente após um histórico tão longo de problemas cardíacos. A cirurgia de valvuloplastia, especialmente quando realizada com tórax aberto, pode ter um risco de mortalidade que varia entre 2% a 5% para pacientes sem comorbidades significativas. No entanto, este risco pode ser um pouco maior em pacientes com histórico cardíaco, embora a sua condição atual de ser assintomática seja um fator positivo. A avaliação do risco deve levar em conta a sua saúde geral, a função cardíaca e outros fatores individuais. O fato de a cirurgia ser realizada com tórax aberto geralmente indica que há complexidades que tornam a abordagem por cateterismo não viável. Contudo, cirurgias de tórax aberto foram realizadas com sucesso por muitos anos e, com a experiência da equipe cirúrgica, o procedimento pode ser realizado de forma segura.
Antes da cirurgia, os médicos realizarão uma avaliação completa, incluindo exames de imagem e testes laboratoriais, para garantir que você esteja em condições adequadas para a operação. Você pode também ser encaminhada para um suporte psicológico, o que pode ser muito útil para gerenciar a depressão e a ansiedade. Não hesite em buscar apoio emocional através de amigos, familiares ou grupos de apoio para pacientes com doenças cardíacas. Conversar sobre suas preocupações e medos pode oferecer alívio e ajudar na sua preparação mental para a cirurgia.
Após a cirurgia, há um acompanhamento rigoroso que envolve cuidados intensivos iniciais e reabilitação cardiovascular, o que oferece uma excelente oportunidade para monitorar sua recuperação e retomar suas atividades diárias de forma segura. mbora seja natural sentir medo, é importante lembrar que essa cirurgia pode melhorar significativamente sua qualidade de vida e a função cardíaca a longo prazo. Converse abertamente com sua equipe médica sobre suas preocupações e considere a possibilidade de discutir suas opções para gestão da ansiedade antes do procedimento. O suporte emocional é tão importante quanto os cuidados físicos durante este momento desafiador.

Espero ter ajudado!

Drª Polyanna Nascimento
CRM SP 194332
Dr. Paulo Amorim
Cirurgião cardiovascular
Rio de Janeiro
Entendo perfeitamente o seu medo — é normal sentir ansiedade e até pânico diante de uma cirurgia cardíaca, ainda mais quando já passou por um procedimento semelhante no passado. Vou explicar de forma clara, o mais próximo possível de como faria na consulta:



Sobre o risco da cirurgia
• A troca das válvulas mitral e aórtica é um procedimento de média a alta complexidade, principalmente porque envolve cirurgia em tórax aberto, com circulação extracorpórea.
• Risco de complicações sérias ou mortalidade existe, mas em pacientes assintomáticos, sem outras doenças, com função cardíaca preservada, o risco é relativamente baixo na mão de cirurgiões experientes.
• A segurança da cirurgia depende de: experiência da equipe, estado geral do coração e do corpo, e cuidados no pós-operatório.

Importante lembrar que somente indica-se uma cirurgia, quando o risco de não fazê-la, ou seja, o risco da doença é maior que o do procedimento.



Por que não é possível fazer por cateterismo
• Procedimentos por cateter (como TAVI ou valvuloplastia mitral por balão) são indicados em situações específicas e/ou pacientes idosos.
• No seu caso, com necessidade de tratar duas válvulas e por alterações anatômicas, a cirurgia com tórax aberto parece ser a abordagem mais segura e definitiva, caso não tenha nenhuma contraindicação.



Possibilidade de cirurgia minimamente invasiva
• Hoje, muitas cirurgias valvares podem ser feitas por mini-toracotomia lateral:
• Pequena incisão, sem abrir completamente o esterno.
• Menor dor e trauma cirúrgico.
• Recuperação mais rápida e cicatriz menor.
• Menor risco de infecção.
• Nem todos os casos permitem essa abordagem (dependendo das válvulas e da anatomia), mas vale discutir com seu cirurgião se você é candidata.



Sobre apoio emocional e preparação
• A ansiedade e depressão que você está sentindo são compreensíveis; falar sobre isso ajuda a reduzir o medo e melhora a recuperação pós-cirúrgica.
• Psicoterapia ou acompanhamento com psiquiatra podem ser úteis antes e depois da cirurgia.
• Equipes cardíacas de referência costumam oferecer apoio multidisciplinar: psicologia, fisioterapia e orientações detalhadas sobre o procedimento.



Em resumo:
1. A cirurgia é segura em pacientes sem comorbidades e com função cardíaca preservada.
2. O risco existe, mas não é elevado, principalmente com cirurgiões experientes.
3. A cirurgia minimamente invasiva, se possível, reduz dor, tempo de internação e recuperação, oferecendo melhor conforto.
4. Procedimentos por cateter não parecem ser indicados no seu caso, porque não seriam eficazes para tratar ambas as válvulas de forma definitiva.
5. É normal sentir medo; buscar apoio psicológico e conversar abertamente com seu cirurgião ajuda a enfrentar o procedimento com mais segurança e confiança. Procure um bom profissional e que domine as melhores técnicas.

Espero ter ajudado. Qualquer dúvida estou à disposição. Cuide-se e fique bem.

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