Sentimento de Raiva, por que sentimos e como lidar? .

4 respostas
Sentimento de Raiva, por que sentimos e como lidar? .
 Lucinéia Garcia
Psicólogo
São Paulo
Sentimos raiva porque ela é uma emoção natural e necessária. Geralmente, ela surge quando nos sentimos injustiçados ou contrariados. No entanto, sentir-se injustiçado não significa, necessariamente, que houve uma injustiça real, por isso, é essencial desenvolver consciência emocional. O primeiro passo é reconhecer a raiva e identificar o que a provocou. Em seguida, pergunte-se: essa situação está sob o meu controle? Compreender isso ajuda a evitar reações impulsivas. A raiva também pode ser uma força transformadora. Ela é uma energia que nos move à ação, nos ajuda a lutar por nossos direitos e a estabelecer limites. Porém, para que isso aconteça de forma saudável, ela precisa vir acompanhada de pensamento crítico e estratégia afinal, toda ação gera consequências. Por isso, a psicoterapia (individual ou em grupo) é uma ferramenta poderosa para acolher essa emoção, entender sua função e aprender a expressá-la de forma construtiva, sem ferir a si nem aos outros.

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A raiva é uma emoção humana, legítima e necessária. Ela surge quando algo nos frustra, nos fere ou nos contraria e tem a função de proteger nossos limites. Mas nem sempre sabemos como escutá-la ou lidar com ela de forma saudável. Muita gente aprendeu que sentir raiva “é feio”, que demonstrá-la é sinal de fraqueza ou de descontrole. Por isso, ela acaba sendo reprimida, disfarçada ou explode de forma desproporcional, em relações, no corpo ou até contra si mesmo(a).

Do ponto de vista psicanalítico, a raiva pode ter muitos sentidos:
Ela pode vir da sensação de não ser visto(a), de ser constantemente frustrado(a), de repetir um lugar de impotência. Às vezes, ela fala de algo que não foi dito, de um desejo sufocado, de uma dor não escutada. Por isso, não se trata de eliminar a raiva, mas de escutá-la. De entender de onde ela vem, o que ela tenta proteger, o que ela quer dizer por trás do grito ou do silêncio.

Na análise, criamos um espaço onde você pode falar livremente sobre isso, sem medo de julgamento. É um lugar para dar palavras àquilo que foi vivido com intensidade, para transformar o que hoje talvez se manifeste como sintoma, explosão ou retraimento em algo que possa ser cuidado, simbolizado e ressignificado.

Se você sente que a raiva tem te atravessado de forma difícil, ou se quer entender melhor o que há por trás do que você sente, talvez este seja um bom momento para começar sua análise.

Estou aqui, caso queira dar esse passo.
A raiva é um sentimento natural, que faz parte da nossa experiência humana. Ela costuma surgir quando nos sentimos injustiçados, desrespeitados ou quando algo foge das nossas expectativas. Para lidar com a raiva de forma saudável, é importante reconhecer o que a despertou, dar nome ao que está sentindo, buscar uma pausa para respirar antes de reagir, e, se possível, expressar o que pensa e sente de forma assertiva, sem ferir a si ou aos outros. Com o tempo, esse cuidado evita que a raiva se transforme em impulsividade ou ressentimento.
Na Gestalt-terapia, quando a raiva está muito intensa ou prolongada, o caminho não é negá-la, mas reconhecê-la e compreendê-la. A raiva é vista como uma emoção natural, que sinaliza uma necessidade não atendida ou um limite ultrapassado. O trabalho terapêutico consiste em trazê-la para o aqui-e-agora, percebendo como ela se manifesta no corpo e na experiência presente.

Na terapia, é possível escutar o que essa raiva sustenta, o que ela encobre e o que nela insiste em ser reconhecido. Ao identificar a necessidade por trás da emoção e encontrar formas autênticas de expressá-la, o indivíduo mobiliza energia para se autorregular, transformando a raiva em um recurso de cuidado consigo mesmo.

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