Sinto que estou me afastando das pessoas por causa diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES).
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Sinto que estou me afastando das pessoas por causa diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES). Como posso me reconectar e pedir ajuda quando preciso?
Olá, inicialmente gostaria de te parabenizar por estar buscando ajuda profissional e entender a importância de se cuidar adequadamente.
Você traz uma questão que não é só sua, ela é reflexo de como o lúpus (LES), muitas vezes força a gente a habitar uma espécie de território de isolamento.
O afastamento que você sente não é fraqueza, nem desinteresse pelos outros: é um movimento produzido por várias forças. O corpo imprevisível, a fadiga que não pede licença, o medo de ser um “fardo”, a dificuldade de explicar uma doença que muitas vezes não se vê, os olhares que desconfiam ou que romantizam a sua luta. Tudo isso vai criando barreiras, mesmo quando você quer estar perto.
Por vezes, os desafios impostos pela doença, faz como que nossas relações pareçam estremecer, uma vez que, enquanto sujeitos sociais, vamos criando expectativas sobre a ação do outro e quando essa expectativa não é atendida, gera frustração.
Através da psicoterapia é possível entender melhor o fluxo dessas relações, entender que é possível resgatar, e/ou construir novas relações onde não seja necessário o "peso" de expectativas rígidas como "ter que ser forte" ou "útil" o tempo todo, nem tampouco a sensação de "estar incomodando". Mas para isso, se faz necessário entender o lugar que ocupamos nas diferentes relações e como nos posicionamos frente a elas.
Espero ter ajudado com a pergunta, qualquer coisa estou à disposição!
Você traz uma questão que não é só sua, ela é reflexo de como o lúpus (LES), muitas vezes força a gente a habitar uma espécie de território de isolamento.
O afastamento que você sente não é fraqueza, nem desinteresse pelos outros: é um movimento produzido por várias forças. O corpo imprevisível, a fadiga que não pede licença, o medo de ser um “fardo”, a dificuldade de explicar uma doença que muitas vezes não se vê, os olhares que desconfiam ou que romantizam a sua luta. Tudo isso vai criando barreiras, mesmo quando você quer estar perto.
Por vezes, os desafios impostos pela doença, faz como que nossas relações pareçam estremecer, uma vez que, enquanto sujeitos sociais, vamos criando expectativas sobre a ação do outro e quando essa expectativa não é atendida, gera frustração.
Através da psicoterapia é possível entender melhor o fluxo dessas relações, entender que é possível resgatar, e/ou construir novas relações onde não seja necessário o "peso" de expectativas rígidas como "ter que ser forte" ou "útil" o tempo todo, nem tampouco a sensação de "estar incomodando". Mas para isso, se faz necessário entender o lugar que ocupamos nas diferentes relações e como nos posicionamos frente a elas.
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É normal sentir vontade de se afastar depois do diagnóstico de Lúpus. Muitos pacientes passam por isso, medo de ser um peso, a culpa por cancelar planos, o cansaço invisível e a sensação de que ninguém entende direito. Mas se afastar costuma aumentar a solidão e o estresse e o estresse é um gatilho conhecido para crises. Reconectar-se não significa fingir que está tudo bem, mas sim construir relações mais honestas e leves, onde você pode pedir ajuda sem se sentir vulnerável demais.
É compreensível que, diante de um diagnóstico como o lúpus, você sinta vontade de se recolher… às vezes é uma forma de tentar se proteger. Mas você não precisa passar por isso sozinho(a). Recomeçar pode ser algo simples e no seu tempo: escolher uma pessoa de confiança, compartilhar como você tem se sentido e permitir-se ser cuidado(a). Pedir ajuda não é sinal de fraqueza, é um movimento de coragem e de cuidado com você mesmo(a). Aos poucos, essas conexões podem voltar a trazer apoio e acolhimento para sua caminhada.
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