Sou casada há 10 anos, desde os 18, hoje tenho 27. Temos hoje um casamento parceiro, transamos regul

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Sou casada há 10 anos, desde os 18, hoje tenho 27. Temos hoje um casamento parceiro, transamos regularmente, porém tive casos extraconjugais no passado, que me assombram hoje no presente. Terminei meu último hoje visto que não entendo porque faço isso se tenho uma pessoa que amo e que faz de tudo por mim em casa. Sou diagnosticada com TOC e depressão, tomo antidepressivo, ansiolítico e remédio pra dormir, mas hoje em dia me sinto um lixo de pessoa por fazer o que fiz e viver nesse ciclo de trair, me arrepender, tentar novamente parar, e depois voltar a trair. A culpa nunca sai de mim, e olho para o meu esposo e me sinto a pior pessoa do mundo, e junto com o fardo da culpa nos ombros, apenas vivo tentando ser feliz...como parar de me culpar? Parar com o ciclos, visto que amo meu marido, ele é ótimo, não temos filhos, temos uma vida boa, somos parceiros um do outro. Já pensei em tirar minha vida, e hoje foi o dia com este pensamento mais intenso, por realmente me sentir uma péssima pessoa, sem entender porque faço o que faço. Tenho medo também da pessoa vir a me fazer algum mal, tentar destruir meu casamento, embora ele seja também uma pessoa casada que jurou que não prejudicaria, mas fui impulsiva e cortei a relação por Instagram e bloqueei sem nem ao menos esperar a resposta dele, e por isso tenho medo da possível revolta, o que espero que não tenha. Não quero viver com esse constante medo, e não posso viver enganando a pessoa com quem durmo, me ajudem por favor.
 Indayá Jardim de Almeida
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Para a psicanálise o sintoma, seja ele qual for, é uma maneira das nossas questões inconscientes virem à tona. Pelo seu relato esse ciclo parece estar associado à uma compulsão, diante disso, aconselho buscar um psicólogo/ psicanalista para ter um espaço de escuta sensível, acolhimento e investigação para esse sofrimento. Espero ter ajudado, estou á disposição!

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 Pedro Chaves
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Antes de tudo, quero acolher o que você está sentindo. É muito significativo que você reconheça os padrões em sua vida e que esteja buscando ajuda, mesmo em meio a uma dor tão intensa. O primeiro ponto que gostaria de reforçar é que esses pensamentos autodepreciativos e de desesperança, embora compreensíveis, não definem quem você é. Você está enfrentando um conflito interno e lidando com questões emocionais que podem ser trabalhadas com o devido suporte, sem que precise carregar sozinha o peso da culpa e do sofrimento.

Os comportamentos que você descreve podem estar relacionados a questões profundas do seu mundo emocional. A repetição de certos padrões, mesmo que você saiba que são prejudiciais, é muitas vezes um sinal de algo não resolvido internamente, e isso não significa que você seja uma "má pessoa". Pelo contrário, você está em luta consigo mesma, buscando entender o porquê de suas ações. É importante criar um espaço onde essas questões possam ser exploradas sem julgamento, seja em um ambiente terapêutico ou com alguém capacitado que possa acolher sua vulnerabilidade.

Em relação ao medo que você sente da reação da outra pessoa, é compreensível, dado o momento impulsivo de ruptura. Mas, agora, o foco deve ser em proteger sua segurança emocional e física. Considerar um diálogo com um terapeuta ou psicanalista pode ajudá-la a entender melhor suas motivações, a trabalhar a culpa e a fortalecer seus limites emocionais. Você não está sozinha nessa jornada, e buscar suporte é um passo poderoso para transformar essa dor em algo que possa impulsioná-la a viver de forma mais alinhada ao que deseja e sente ser justo para si mesma.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
O que você está vivenciando é profundamente angustiante, e sua coragem em buscar ajuda já é um passo muito importante. Na Psicanálise, comportamentos repetitivos, como o ciclo de trair, arrepender-se e tentar mudar, podem ser vistos como manifestações de conflitos internos não resolvidos. Esses ciclos podem estar ligados a desejos inconscientes, sentimentos de insatisfação ou até mesmo à busca de algo que não está completamente claro para você no momento.
A culpa que você sente, embora dolorosa, também carrega um significado. Ela pode estar sinalizando não apenas o impacto do que aconteceu, mas também algo a mais. No entanto, quando a culpa se torna insuportável, ela pode se transformar em um fardo paralisante, impedindo você de avançar e compreender as razões mais profundas de suas ações.
O diagnóstico de TOC e depressão, combinado com o uso de medicamentos, sugere que você já está em busca de cuidado. No entanto, apenas os medicamentos não alcançam as raízes emocionais e inconscientes desse sofrimento. Buscar um acompanhamento com um psicanalista ou um psicólogo especializado em questões relacionais e autoconhecimento pode ajudar a explorar, de forma segura e acolhedora, os motivos pelos quais esse padrão se repete e o que ele pode estar comunicando sobre suas necessidades emocionais.
Falar sobre o significado do casamento, a relação entre culpa e prazer e medos de exposições podem ser fundamentais para começar uma terapia.
A culpa e o medo que você sente podem ser enfrentados, mas isso exige paciência e cuidado consigo mesma. A terapia é o espaço ideal para que você possa falar livremente, sem julgamentos, e começar a construir um entendimento mais profundo sobre seus sentimentos, ações e desejos.
Por fim, se os pensamentos suicidas persistirem, é crucial procurar apoio imediato. Conversar com um profissional de saúde mental ou com um centro de apoio, como o CVV (Centro de Valorização da Vida), pode oferecer um alívio momentâneo enquanto você constrói um processo terapêutico mais longo.
Espero ter ajudado e sigo à disposição.
 Felipe Firenze
Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Esses ciclos que você menciona podem estar relacionados a questões mais profundas, que merecem espaço para serem exploradas em um ambiente seguro e acolhedor, como a psicanálise. A vontade de compreender suas ações e os sentimentos que elas despertam já é um primeiro passo para a transformação. Você não está sozinha, e buscar ajuda profissional pode oferecer caminhos para lidar com a culpa, o medo e os pensamentos que têm sido tão difíceis de suportar. A terapia pode ajudá-la a entender suas escolhas e construir uma relação mais saudável consigo mesma e com quem você ama. A coragem que teve ao escrever já é um primeiro passo. Considere conversar com um psicanalista, abrir espaço para elaborar o que sente e encontrar novos significados para suas experiências. Cuide-se com carinho e não hesite em buscar o apoio que merece. Estarei aqui, torcendo por você.
Um abraço acolhedor!






 Alexandre Pedro
Psicanalista, Terapeuta complementar
São Paulo
Entendo que o primeiro passo seja se tratar com mais amorosidade. Entendo sua a culpa porém essa culpa não está ajudando o seu processo. Existem perguntas que devem ser feitas antes: o que te leva a trair? porque sente a necessidade de trair? Talvez um primeiro caminho seja olhar para a sua auto estima e entender se a traição não é uma forma de "nutrir" sua auto estima. Tente sair um pouco do passional da culpa e começe a olhar para o comportamento para que encontre as causas desse comportamento. Espero ter trazido pra você uma nova perspectiva.

Olá, boa tarde. Pelo o que narra há um ciclo de repetição que, compulsivamente, vai da traição à culpa. Independentemente de sua vontade consciente parece haver uma força incontrolável que te impele a buscar um algo mais fora da sua relação: será prazer, aventura, a excitação do perigo, o medo da felicidade que muitas vezes faz com que as pessoas se boicotem? Também é preciso considerar sua história, há casos de traição na família, ou com pessoas próximas, principalmente durante sua infância? Enquanto o nó inconsciente não for analisado, há uma tendência que esse processo continue a se repetir. Sugiro que busque um psicanalista.
Prof. Maria Luisa de Oliveira Salomon
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Querida você rem feito controle com seumpsiquiatra? Já fez análise terapia alguma vez? Você precisa e merece tratar esses assuntos com privacidade em umFrelacao terapêutica onde seus temores conflitos e culpavposssam ser gompreendidosbe vocebficarnlivrevdessevpesobdessa vompulsao.Entender as raizes dessa conduta e deter esse processo autodestrutivo Procure com urgência um espaço terapêutico e liberte se para viver as vossas boas que voce ja tem na vida
Você está enfrentando um conflito emocional profundo que merece acolhimento e acompanhamento especializado. O ciclo de culpa, traição e arrependimento, combinado com os diagnósticos de TOC e depressão, aponta para a necessidade urgente de ajuda terapêutica consistente. A psicanálise pode ajudar a explorar os motivos inconscientes de suas ações, lidar com a culpa e construir estratégias para romper esses padrões. Conte comigo
Essa dinâmica de perigo, culpa, aventura está sedimentada porque estabelece algo de seguro. Em terapia você poderá investigar as causas explícitas e implícitas dos sentimentos que originam esses comportamentos. Ao esclarecer as causas e suas consequências, você poderá experimentar novas práticas para ter o que precisa, sem estar presa a essa dinâmica e tendo leveza e liberdade para sua vida. Fico à disposição. Abraço.
 Valentin Heigl
Psicólogo, Psicanalista
Cabo Frio
A culpa costuma ser péssima conselheira. Costuma enredar a pessoa em um ciclo repetitivo e que se retroalimenta. A terapia oferece a oportunidade de falar sobre tudo isso e investigar o que acontece nesse processo, com a aposta de discernir e entender as dinâmicas inconscientes para assim poder mudar, escolher a diferença no lugar da repetição.
Olá, obrigado por compartilhar algo tão íntimo e doloroso. Antes de tudo, quero dizer que você não está sozinha e que é possível sair desse ciclo com ajuda adequada.

O que você está sentindo agora, como culpa, medo e tristeza, é um reflexo do peso que essa situação colocou sobre você. É importante entender que suas ações podem estar relacionadas a questões emocionais profundas, como as que o TOC e a depressão podem trazer. Eles afetam como você lida com impulsos, sentimentos e arrependimentos.

Primeiro, quero reforçar a importância de você conversar sobre tudo isso com seu terapeuta. Se ainda não faz terapia regularmente, procure um profissional que possa ajudá-la a entender melhor esses comportamentos e a construir estratégias para mudar.

A culpa que você sente pode ser paralisante, mas transformá-la em um compromisso com mudanças reais pode ser libertador. Isso envolve encarar o que aconteceu, buscar o perdão de si mesma e tomar decisões conscientes para cuidar do seu bem-estar e do seu casamento.

Sobre o medo que sente em relação à outra pessoa, o bloqueio foi uma atitude necessária para proteger a si mesma e seu relacionamento. Se houver algum sinal de ameaça real, considere buscar apoio legal ou compartilhar suas preocupações com alguém de confiança.

Por último, você mencionou pensamentos de tirar sua própria vida. Essa é uma bandeira vermelha que não deve ser ignorada. Por favor, busque ajuda imediatamente. Ligue para alguém de confiança. Sua vida é valiosa, e há caminhos para você se sentir melhor.

Você está dando o primeiro passo ao reconhecer que precisa de ajuda. Continue se priorizando e buscando apoio. Você merece ser feliz.

Estou aqui caso precise de mais orientação ou apoio.
 Marco Leite
Psicanalista
Rio de Janeiro
Poder ser escutada sem nenhum julgamento de valores é crucial para quem pede ajuda, compreender para onde deseja seguir e de que forma, é o primeiro passo. Me proponho em te acolher na minha escuta e ajudar na direção que você apontar como o melhor a seguir. O saber, está em você.
  Marcos  Boldrin
Psicanalista, Terapeuta complementar
Campinas
ola, o seu caso é mais comum do que você pensa, eu recomendo a Hipnoterapia, fico a disposição
 Maisa Guimarães Andrade
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá,

Primeiramente, quero dizer que o fato de você buscar ajuda e compartilhar algo tão profundo e difícil já demonstra a sua coragem e o desejo de mudar. Percebo o quanto você está sofrendo, e é importante lembrar que você não está sozinho(a) nesse processo. Você está lidando com uma série de emoções intensas – culpa, medo, arrependimento, confusão – e isso pode ser esmagador, especialmente quando já há um diagnóstico de TOC e depressão.

A psicanálise pode ser uma ferramenta poderosa para ajudá-lo(a) a entender as raízes dessas repetições que você descreve. Muitas vezes, os comportamentos que não conseguimos controlar estão conectados a conflitos inconscientes, desejos reprimidos ou até mesmo dinâmicas emocionais que aprendemos ao longo da vida. Explorar essas questões em um espaço seguro pode trazer clareza sobre por que esses ciclos se repetem e como você pode encontrar formas mais saudáveis de lidar com seus sentimentos e impulsos.

O sentimento de culpa que você carrega é muito pesado, e ele parece estar ligado a uma autocrítica severa que está dificultando ainda mais sua capacidade de se perdoar e seguir em frente. A psicanálise pode ajudá-lo(a) a ressignificar essa culpa, entendendo-a não como uma sentença permanente, mas como um sinal de que algo em você deseja mudança e reconciliação consigo mesmo(a).

Além disso, os pensamentos sobre suicídio que você mencionou são um sinal de que sua dor chegou a um ponto crítico, e isso precisa ser acolhido com muita atenção e cuidado. Buscar ajuda profissional é essencial, e se esses pensamentos persistirem, não hesite em procurar apoio imediato, seja com seu terapeuta, psiquiatra ou uma linha de apoio emocional. Sua vida tem valor, e o fato de você estar buscando ajuda mostra que existe uma parte de você que quer viver de maneira mais leve e significativa.

Vamos trabalhar juntos para entender o que está por trás dessas repetições e construir um caminho onde você possa se sentir mais em paz consigo mesmo(a) e com o relacionamento que deseja preservar. Você não precisa carregar tudo isso sozinho(a), e há espaço para transformação e alívio.
 Sara Pinto Carneiro
Psicólogo, Psicanalista
Piracicaba
Olá, Sinto muito que você esteja passando por tudo isso. Eu altamente recomendo que você procure um terapeuta para conversar sobre suas angustias, medos, sentimentos em geral e seus pensamentos. Vc não precisa sofrer nessa intensidade e acredito que você precisa se conhecer e entender melhor. Não sei se você já faz um acompanhamento psiquiátrico, mas seria interessante conversar com um ou retornar com o seu para entender se necessita de mudar a dosagem de seus medicamentos ou, até mesmo, trocá-los.
Espero que você fique bem e estou aqui caso precise.
 Heloísa Pires de Lucca
Psicanalista
Natal
Olá! A questão que você traz é muito importante. Você fala de baixa autoestima ("me sinto um lixo de pessoa"), de culpa, de medo, de ciclos repetitivos e de pensamentos de morte. Mas também fala de amor, de parceria, de vida sexual ativa e de autocuidado, de busca de ajuda. Tudo isso precisa ser olhado e cuidado! Como? Buscando trazer para a consciência quais mecanismos você tem usado para lidar com as situações desafiantes ou traumáticas de sua vida, trazendo para a consciência o autoconhecimento, a compreensão de suas atitudes, possibilitando que você dê novos significados à sua vida. Uma boa terapia será de grande importância para você se enxergar de outra maneira! Muito sucesso na sua busca!
A culpa que você sente pode estar ligada a conflitos internos não resolvidos, que podem remeter a questões mais profundas e não conscientes, muitas vezes originadas na infância ou nas primeiras experiências de vida. Na psicanálise, acredita-se que a culpa excessiva e a autocrítica implacável podem ser uma forma de defesa contra sentimentos de angústia mais profundos. Essas defesas podem surgir para tentar proteger a psique de um sofrimento mais insuportável. Contudo, elas acabam sendo relevantes, pois impedem que você reconheça e lide com as causas originais, seria interessante procurar ajuda de um profissional, para fazer psicoterapia, para que possa entender melhor as suas questões.
 Camile Riente Luglio de Carvalho
Psicanalista
São José do Rio Preto
A melhor maneira de compreender tudo o que sente não tem uma receita mágica do faça isso ou aquilo, um roteiro a seguir, é necessário olhar o que você sente e trabalhar isso em terapia
Olá querida, entendo que você está passando por um momento muito delicado e quero primeiro reconhecer sua coragem em buscar ajuda e expressar seus sentimentos. É importante que abordemos alguns pontos cruciais da sua situação:

1. Sobre os pensamentos suicidas: Isso é uma situação que requer atenção imediata. Como você já está em tratamento para TOC e depressão, sugiro que:
- Entre em contato urgente com seu psiquiatra para ajustar sua medicação se necessário
- Procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) - 188, disponível 24h para atendimento
1. Sobre o ciclo de comportamentos: O padrão que você descreve de ação-culpa-arrependimento-repetição pode estar relacionado ao seu diagnóstico de TOC. Para trabalhar isso, recomendo:
- Intensificar seu acompanhamento psicológico, com foco específico nesses comportamentos compulsivos. Investigá-los mais afundo, num processo terapêutico.
1. Sobre seus medos atuais: Sua decisão de cortar contato foi assertiva para quebrar o ciclo. Se houver qualquer tipo de ameaça ou assédio, mantenha evidências e busque apoio legal se necessário.

É fundamental que você entenda: você não é uma pessoa ruim por estar passando por isso. Sua consciência e desejo de mudança já são passos muito importantes. O foco agora deve ser sua saúde mental e bem-estar, trabalhando sua autoestima e desenvolvendo estratégias mais saudáveis para lidar com seus impulsos.

Você demonstra ter um relacionamento valioso e uma vida que vale a pena ser cuidada. Permita-se receber ajuda profissional para trabalhar essas questões em um ambiente seguro e confidencial.

Eu posso ajudá-la nessa demanda.
 Flávia  Vieira
Psicanalista
Palmas
Nossas ações e sentimentos nem sempre São conscientes. Essa busca por algo ‘diferente’ mesmo tendo um bom casamento pode ter diversas causas que só é possível encontrar a raiz dentro do processo psicoterapeutico. Que aos poucos vai trazendo a superfície questões que a própria mente pode estar ocultando no seu subconsciente. Tudo que é visto pode ser controlado ou transformado.
 Paulo Bonzanini
Psicanalista
Santo André
Entendo o peso que você está carregando e a angústia que está vivendo ao lidar com esses sentimentos de culpa, arrependimento e medo. É importante reconhecer que você está buscando ajuda e refletindo sobre suas ações, o que é um passo significativo em direção ao autoconhecimento e à mudança.

O ciclo que você descreve — trair, se arrepender e repetir o comportamento — pode estar relacionado a aspectos profundos da sua história de vida, padrões emocionais ou até mesmo questões inconscientes que influenciam suas escolhas. Isso não significa que você seja uma 'má pessoa', mas que pode estar enfrentando desafios internos que ainda não foram completamente elaborados.

O diagnóstico de TOC e depressão que você mencionou também pode contribuir para intensificar sentimentos de culpa e pensamentos autocríticos. Esses quadros podem tornar difícil enxergar as situações com clareza e reforçar a sensação de incapacidade de romper padrões comportamentais.

Diante disso, eu encorajo você a procurar um espaço seguro para explorar essas questões mais profundamente, como a psicanálise ou outra forma de psicoterapia. Nesse processo, será possível compreender melhor o que motiva suas ações, identificar os conflitos internos que precisam de atenção e trabalhar para transformar essas dinâmicas.

Sobre o medo em relação à outra pessoa, você já tomou uma atitude ao cortar a relação e bloquear o contato, e isso demonstra sua intenção de proteger seu casamento. Embora o medo seja compreensível, é importante focar no que está ao seu alcance e fortalecer sua capacidade de lidar com as consequências de forma madura e equilibrada.

Quanto aos pensamentos suicidas que você mencionou, por favor, saiba que não está sozinha. Esses pensamentos são um sinal de que sua dor precisa de atenção urgente. Se em algum momento você sentir que não consegue lidar com isso, busque imediatamente ajuda de um profissional ou entre em contato com uma linha de apoio emocional, como o CVV (188).

Por fim, lembre-se de que o que você está passando é complexo, mas também humano. Com apoio e autocompreensão, é possível encontrar caminhos para se libertar dessa culpa e viver com mais leveza, autenticidade e harmonia consigo mesma e com as pessoas ao seu redor
 Marcio Dutra Sias
Psicanalista
Rio de Janeiro
O que você compartilhou é extremamente importante, e quero começar dizendo que é possível encontrar caminhos para aliviar esse sofrimento e reconstruir uma relação saudável consigo mesma e com o seu casamento. Vamos tentar organizar as questões para oferecer clareza e acolhimento.

### 1. **Culpa e autocrítica extrema**
A culpa que você sente é um sinal de que você reconhece a importância do seu relacionamento e valoriza a pessoa que está ao seu lado. No entanto, essa culpa parece estar se tornando uma carga que não apenas te paralisa emocionalmente, mas também alimenta ciclos de autossabotagem. Em vez de te ajudar a crescer, ela te prende a uma narrativa de autorreprovação. Trabalhar a culpa na terapia pode te ajudar a transformá-la em aprendizado e autocompaixão, ao invés de um fardo insuportável.

2. Ciclos de comportamento e impulsividade**
Os ciclos de traição e arrependimento que você descreve podem estar relacionados tanto aos diagnósticos de TOC e depressão quanto a questões emocionais mais profundas, como medos, inseguranças ou conflitos internos não resolvidos. Muitas vezes, comportamentos impulsivos como esses podem surgir como tentativas de preencher vazios emocionais ou lidar com sentimentos inconscientes de insatisfação ou autossabotagem. Entender as raízes desse padrão na terapia psicanalítica pode ser transformador, porque permite que você identifique as motivações inconscientes por trás dessas ações.

3. Medo e insegurança após o término da relação extraconjugal**
Seu medo da reação da outra pessoa e o impacto no seu casamento são compreensíveis, mas também são um reflexo de como essa situação está afetando sua saúde emocional. É importante lembrar que o bloqueio da relação foi um passo no sentido de interromper esse ciclo. O próximo passo seria construir uma base emocional mais sólida para lidar com o medo e fortalecer sua capacidade de navegar por essas incertezas.

4. Pensamentos suicidas e sofrimento emocional intenso**
Quero destacar a importância de cuidar desses pensamentos suicidas de maneira prioritária. Eles mostram o quanto você está sofrendo e como isso afeta sua percepção sobre si mesma. Você não é uma péssima pessoa, mas alguém que está passando por um momento muito difícil e que precisa de apoio emocional especializado. É fundamental que você busque ajuda imediatamente caso esses pensamentos se intensifiquem. Falar com um profissional de saúde mental ou entrar em contato com uma linha de apoio pode ser essencial.

### 5. **Caminhos possíveis para sair do ciclo**
- Terapia: A psicanálise pode te ajudar a entender as motivações inconscientes por trás dos seus comportamentos e, ao mesmo tempo, fortalecer sua identidade e autoestima. Você precisa de um espaço seguro para processar esses sentimentos e trabalhar nas mudanças que deseja para sua vida.
Reconstrução de confiança consigo mesma**: Antes de restaurar a confiança no seu casamento, é importante que você reconstrua a relação com você mesma. Isso envolve se libertar da autossabotagem e da ideia de que você é incapaz de mudar.
Fortalecimento do casamento: A transparência e o diálogo podem ser importantes no futuro, mas apenas quando você estiver emocionalmente mais fortalecida. Forçar revelações nesse momento pode gerar mais sofrimento para você e seu parceiro.

Se você sentir que é o momento de trabalhar essas questões em um espaço terapêutico acolhedor, estou à disposição para te acompanhar nesse processo. Vamos juntos explorar o que está na base desse sofrimento e construir, passo a passo, uma nova forma de lidar com seus conflitos. O mais importante agora é priorizar sua saúde emocional e lembrar que existem caminhos para transformar sua história. Que tal marcarmos uma conversa inicial?
 Patricia Rodrigues
Psicanalista
Caraguatatuba
Ola boa tarde, é necessário sessões de psicanalise, para acessar bloqueios que estão guardados no inconsciente, até sonhos são respostas ou a falta deles... tudo é analisado... te convido para uma sessão. att Psicanalista Patricia Rodrigues
 Júnior Oliveira
Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá , espero poder ajudar.

Em primeiríssimo lugar, aconselho que procure um profissional de saúde mental para lhe acompanhar nesse processo.

Você está com 50% da solução, que é reconhecer e querer mudar.

Indico que leia o Livro O CICLO DE AUTOSSABOTAGEM do autor Rosner Stanley.

Ciúme está para insegurança, assim como traição está para baixa autoestima.

Veja um trecho de um capítulo do meu livro, Pense Comigo Volume 2

Quero abordar algo muito importante, uma revelação que pode ajudar muita gente, aqueles recorrentes, que vivem traindo, mas sempre se arrependem, pessoas que choram e querem mudar, mas não conseguem.



Há uma expressão que diz: "Está no sangue", mas na verdade está na mente.



Preste atenção no que você vai ler, muito de nossos comportamentos são aprendidos na infância, e alguns até rejeitamos, não queremos, mas quando damos conta, estamos fazendo.



Repetimos na vida adulta, o que aprendemos na infância, geralmente o que fica gravado são as lembranças mais dolorosas.



Tipo assim, fica arquivado na memória, como: "isso é algo que não quero fazer, nem quero que ninguém me faça, é algo intolerável”, e por isso fica fortemente registrado na memória, e com isso acaba se repetindo.



Nosso cérebro é seletivo, e faz isso sem interferência nossa, ele busca familiaridade no que já foi vivido e por isso podemos repetir, e buscar sempre o que vivemos na infância.



Há um padrão, e precisa ser quebrado, mesmo que não se repita o comportamento, procura-se o parceiro que reproduzirá o cenário.



Não subestime sua mente, ela te engana o tempo todo, sempre queremos o melhor e ela nos empurra para o mesmo de sempre.



Meninas que experenciaram isso na infância, em sua família de origem, são atraídas por parceiros propensos ao mesmo comportamento.



Relato abaixo dois casos contido no livro, o ciclo de autossabotagem, do autor Stanley Rosner, autossabotagem é um mecanismo de defesa, onde o tiro sai pela culatra.



O que não queremos é justamente o que nos atrai, e repetimos o que nos fez mal, nós temos de nossos pais muito mais que desejamos.



O primeiro caso é sobre um homem bem sucedido, bem casado e com uma família linda, quando atingiu certa idade, saiu de casa, se envolveu com uma mulher a qual relata que não sentia nada, em prantos procurou ajuda, depois de algumas sessões de terapia descobriu-se que seu pai saiu de casa quando ele tinha 12 anos, na percepção dele ainda criança, foi algo assim do nada, sem motivos nem razão aparente, ele só saiu de casa e desapareceu.



Este homem, amava sua família, esposa e filhos, e não entendia porque havia agindo assim, mas não tinha força para voltar.



O segundo caso é de uma mulher que terminou um relacionamento destrutivo, e agora está apaixonada por um homem com as mesmas característica do seu ex-namorado.



Há mulheres que se sente atraídas por homens comprometidos, mesmo com todos sinais evidentes, enganam-se a si mesmas e sofrem a cada novo romance.





O que quero trazer com este artigo é que o seu dedo podre tem cura, e se és uma pessoa, traidora compulsiva, mas arrependida, tem como mudar isso também.



O autoconhecimento é a chave para isso, um profissional de saúde mental, te ajudará muita nessa questão.



Todos precisamos de terapia, mas vou lhe dar uma ajudinha com umas dicas práticas para começar.



Antes das dicas, preciso deixar uma definição bem grosseira sobre o que é um trauma e como o processo funciona, na verdade o ciclo ocorre pela compulsão à repetição.



Um ponto crucial para nosso entendimento da compulsão a repetição, é o conceito do trauma, e de repressão de sentimentos associados ao trauma.



Trauma é tudo que provoca desordem emocional, que abala a estrutura de um indivíduo, pelo forte impacto provocado.



Não é o evento em si que determina o trauma, mas como ele é absorvido pelo indivíduo, portanto o mesmo evento traumático surte efeitos distintos, o mesmo fato traz choque e horror para um, e em outro instala-se um trauma.



É uma experiencia tão horrível que não conseguimos mantê-la na consciência, e enterramos na memória. Como lixo embaixo do tapete, com o tempo irá cheirar mal.



Resumindo, você não pensa nisso, mas é capaz de direcionar suas escolhas.



Em muitos casos, as pessoas de forma não consciente, embarcam em situações semelhantes as vivenciadas, com o engano que poderão modificar o que não puderam fazer na infância.



Filha de um pai alcoólatra e autoritário, de forma não consciente busca um parceiro com características semelhantes para tentar consertá-lo, é o que ela queria fazer quando criança, mas não podia, e hoje acha que pode, é um forte engano.



Um menino muito machucado com o sofrimento da mãe que era sempre traída por seu pai, indgnado promete a si mesmo que nunca faria isso, se casa e adota o mesmo comportamento.

NOS TORNAMOS AQUILO QUE DAMOS MAIS ATENÇÃO.

As dicas são estas: Reconheça suas fraquezas, torne consciente o real motivo de suas falhas nesta questão.



Pergunte-se, o que você ganhou com isso?



Pergunte-se o que realmente te leva tal atitude.



Escreva as consequências sofridas de cada um desses seus atos falhos.



Escreva as respostas a essas indagações, e medite sobre isso:



1- Qual vazio que procuro preencher?



2- O que me falta em minha atual relação.



3- Em um relacionamento, qual medo me assola?



4- na relação eu me envolvo, me entrego 100%?





Além das reflexões acima, adote essas atitudes:



a) Afasta-se do ambiente favorável.



Livre-se das tentações, reflita: um alcoólatra consegue parar de beber indo todas as noites ao bar? muitas vezes um canal para traição são as redes sociais.



b) Evite más companhias



Amigas ou amigos que incentivam ou fortalecem tal comportamento, e também corte contato com quem for um potêncial causador de uma queda, corte contatos com os ex



c) Cuide de sua autoestima.



Muitos com autoestima baixa, precisam de autoafirmação, necessitam de muitos elogios e traem para se sentirem para cima, desejada.



As dicas são estas, seja uma pessoa honesta consigo mesma, e também seja honesta com quem você dividi sua vida
Olá,

Seu relato trás bastante sofrimento, as questões são muito delicadas e complexas para serem tratadas neste espaço. Sugiro que você procure ajuda de um/a profissional que possa te acompanhar e construir com você uma relação verdadeiramente terapêutica.
 Lucas Jerzy Portela
Psicanalista
Salvador
Boa pergunta pra você se fazer em sua psicanálise, com um psicanalista.
Sinto muito que você esteja passando por tudo isso — é realmente uma situação muito difícil e dolorosa. Primeiro, quero que saiba que seus sentimentos de culpa, confusão e angústia são compreensíveis, especialmente considerando o diagnóstico de TOC e depressão, que podem intensificar pensamentos negativos e impulsos difíceis de controlar.

O ciclo que você descreve — de agir impulsivamente, sentir arrependimento profundo e tentar se controlar, mas depois voltar a agir contra seus valores — é algo que muitas pessoas com transtornos ansiosos ou compulsivos enfrentam. Importante lembrar que isso não te define como pessoa; você é muito mais do que esses episódios.

Aqui vão algumas orientações que podem ajudar:

Procure ajuda especializada com urgência — Falar com um psicólogo ou psiquiatra, especialmente alguém que tenha experiência com TOC e impulsividade, é fundamental. Existem tratamentos e estratégias que podem ajudar a controlar esses impulsos e trabalhar a culpa.

Não enfrente sozinha os pensamentos suicidas — Quando eles ficarem muito intensos, procure um serviço de emergência, um grupo de apoio, ou alguém de confiança para conversar. Você merece cuidado e suporte.

Seja gentil consigo mesma — O autocuidado é essencial. Reconheça que o TOC traz desafios e que o caminho para o equilíbrio emocional pode ter altos e baixos, mas cada passo em direção ao autocontrole é importante.

Converse abertamente com seu marido — Se sentir que é seguro, um diálogo honesto pode aliviar o peso do segredo e ajudar vocês a enfrentarem juntos essa dificuldade.

Planeje estratégias para controlar impulsos — Técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental, como a exposição e prevenção de resposta (EPR), podem ser muito úteis no TOC para lidar com impulsos e pensamentos intrusivos.

Fortaleça sua rede de apoio — Amigos, familiares e profissionais que possam te amparar são essenciais nesse momento.

Lembre-se: você não está sozinha e é possível encontrar um caminho para viver com mais leveza e equilíbrio. O fato de você buscar ajuda e reconhecer a dificuldade já é um grande passo.
Dra. Paula Marinho
Psicanalista
Niterói
Bom dia! que tal iniciar uma terapia e procurar descobrir o que acontece que te leva a essas repetidas traições.
Dra. Jéssica Santana
Psicanalista, Terapeuta complementar
Brasília
O que você descreve é profundamente humano e sério, e é importante reconhecer que você já está dando um passo essencial: pedir ajuda em vez de se calar diante da dor.
O que você sente — culpa, medo, arrependimento, confusão e o impulso de punição — é o retrato de um sofrimento psíquico intenso, que pode ser compreendido (e tratado) tanto pela Psicanálise quanto pela TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental).

Antes de tudo, quero dizer claramente:
Se você está pensando em tirar sua vida, procure ajuda agora.
Você pode ligar gratuitamente para o 188 (CVV), ou procurar o pronto atendimento de saúde mental mais próximo.
Você não está sozinha, e há pessoas preparadas para te acolher — sem julgamento, de forma segura e anônima.

Agora, vamos compreender o que está acontecendo dentro de você, à luz da teoria e da experiência clínica.

Pela Psicanálise

A psicanálise entende o comportamento repetitivo (como o ciclo de trair → culpa → promessa → recaída) como um ato sintomático — ou seja, um modo inconsciente de lidar com conflitos internos não resolvidos.
A infidelidade, nesse caso, não é apenas sobre desejo ou falta de amor: pode funcionar como uma reencenação de algo interno, como a necessidade de confirmar o próprio valor, buscar excitação para escapar de um vazio, ou até se punir inconscientemente por uma culpa anterior.
Muitas vezes, o sujeito com depressão e TOC sente uma culpa desproporcional e inconsciente — e, paradoxalmente, se envolve em situações que reforçam a culpa, mantendo o ciclo.
A psicanálise chamaria isso de compulsão à repetição: você não quer repetir, mas algo em você insiste, como se buscasse um desfecho diferente, uma reparação que nunca vem.
Por isso, a cura passa por entender o significado inconsciente do ato.
O foco não é o “erro moral”, mas o que o ato expressa de sua dor interna — e como essa dor pode ser elaborada em um espaço terapêutico, sem condenação.

A TCC ajuda a quebrar o ciclo olhando para as emoções, pensamentos automáticos e comportamentos.
Vamos traduzir o que está acontecendo dentro do modelo cognitivo:
1. Gatilho: sensação de vazio, ansiedade, autocrítica, tédio ou insegurança.
2. Pensamento automático: “Preciso me sentir viva”, “ninguém me entende de verdade”, “não aguento mais ser só a esposa certinha.”
3. Comportamento: envolvimento com outra pessoa, buscando alívio momentâneo.
4. Consequência emocional: culpa, medo, autodepreciação — que reforçam a depressão e o TOC.
5. Novo ciclo: para fugir da culpa e da dor, busca-se novamente um alívio, repetindo o padrão.
A TCC trabalha quebrando esse circuito, ensinando a:
• Identificar gatilhos emocionais e substituí-los por respostas diferentes;
• Reestruturar crenças como “sou um lixo”, “não mereço perdão”, “sou incapaz de mudar”;
• Desenvolver autocompaixão e técnicas de regulação emocional;
• Trabalhar o controle de impulsos e a tolerância ao desconforto emocional — com apoio de um terapeuta e do psiquiatra que te acompanha.
A culpa pode ter uma função dupla:
• Por um lado, te conecta com sua consciência moral (mostra que você se importa com o outro e quer fazer o certo).
• Por outro, pode se tornar autodestrutiva, alimentando o ódio a si mesma e a repetição do erro.
O caminho saudável é transformar a culpa em responsabilidade:
“Eu errei, mas posso compreender por que errei e aprender a agir diferente.”
A culpa punitiva paralisa;
A culpa elaborada ensina e liberta.
Isso não se faz sozinha. Precisa de um espaço terapêutico contínuo, para que você possa compreender o porquê interno dos seus atos — e não apenas se condenar por eles.
O fato de você já estar em uso de antidepressivos, ansiolíticos e indutores do sono mostra que há acompanhamento psiquiátrico — isso é ótimo.
Mas os remédios não tratam o conteúdo emocional que está te levando a agir assim; eles apenas estabilizam os sintomas.
O ideal seria associar:
• Psicoterapia individual semanal (TCC ou psicanálise, dependendo da abordagem que você se identificar mais);
• Acompanhamento psiquiátrico regular (ajuste de medicação e observação do risco suicida);
• Rede de apoio emocional — amigos de confiança, familiares, ou grupos de suporte.
É compreensível seu medo. O ideal é manter o bloqueio e não retomar contato de forma alguma.
Você não deve se sentir obrigada a se justificar — proteger sua segurança e seu casamento é prioridade.
Se essa pessoa te ameaçar, guarde provas e busque ajuda legal.
Mas, na maioria dos casos, o rompimento claro e o distanciamento resolvem, desde que não haja reabertura do contato.
1. Aceite que há um padrão repetitivo — isso não te torna má, mas mostra que há uma dor que precisa ser compreendida.
2. Procure terapia imediatamente, mesmo que já esteja medicada. O processo terapêutico é o que permitirá que você não repita.
3. Reduza a autocrítica, trabalhando a autoaceitação: você não é definida pelos seus erros.
4. Reforce o vínculo com seu marido, mas sem precipitar confissões se não houver preparo emocional para isso.
O foco, agora, é tratar o seu sofrimento primeiro.
5. Nunca enfrente pensamentos suicidas sozinha.
Ligue para 188 (CVV), ou vá ao hospital público mais próximo e peça atendimento psiquiátrico emergencial.
Sinto muito pela dor que você está vivendo. O que aparece no seu relato não é falta de amor nem maldade, é um ciclo de impulsividade, culpa e autopunição que costuma se intensificar quando há TOC e depressão. A traição, nesse contexto, funciona como uma descarga momentânea de tensão e logo é seguida por culpa intensa, medo e mais sofrimento, o que mantém o ciclo ativo. Culpa constante não corrige o comportamento, apenas aprofunda o adoecimento. Neste momento, o mais importante é a sua segurança. Você relata pensamentos de tirar a própria vida, e isso é um sinal de que a dor ultrapassou o que dá para sustentar sozinha. Procure ajuda agora. Se estiver no Brasil, ligue 188 (CVV), atendimento 24h, gratuito e confidencial, ou vá a um pronto atendimento. Se possível, avise hoje alguém de confiança. Para sair desse ciclo, é necessário tratar o funcionamento que o mantém, fortalecendo limites internos e criando alternativas quando a urgência aparece, além de revisar o tratamento médico para reduzir impulsividade e ruminação. Você não é uma pessoa horrível, você está em sofrimento e pedindo ajuda. Isso importa. A dor pode diminuir com o cuidado certo. Você não está sozinha.
Pela psicanálise, o que você vive não se reduz a “falta de caráter”. O ciclo que você descreve: agir impulsivamente, arrepender-se intensamente, punir-se com culpa e vergonha , aponta para um superego extremamente severo, que transforma o erro em sentença contra o próprio valor. Em pessoas com TOC, a culpa costuma se tornar invasiva, repetitiva e desproporcional, e não funciona como algo que ajuda a elaborar, mas como um mecanismo de punição contínua. A depressão, por sua vez, tende a colar o erro à identidade: “não fiz algo errado”, mas “eu sou errada”.
A traição, aqui, não deve ser entendida isoladamente. Ela pode funcionar como um ato, no sentido psicanalítico: algo que acontece quando a angústia não encontra palavra. Muitas vezes, não é falta de amor pelo parceiro, mas uma tentativa (inconsciente) de lidar com conflitos internos antigos: desejo, culpa, necessidade de validação, auto-punição que não estão sendo simbolizados. O arrependimento intenso logo após o ato reforça esse circuito, mantendo você presa entre impulso e punição.
Você não é um lixo, nem uma “péssima pessoa”. Você é alguém em sofrimento psíquico intenso, com conflitos que podem ser trabalhados. Há saída que não passa pela destruição de si.
Eu me coloco à disposição como profissional para te acolher e acompanhar.
Sinto muito que você esteja carregando esse peso tão esmagador e quero que saiba, antes de qualquer coisa, que o seu valor como ser humano não é definido pelos seus erros ou pelas suas compulsões; você é uma pessoa que está sofrendo e que precisa de cuidado, e não de punição. O fato de você ter tido pensamentos intensos sobre tirar a própria vida mostra que a dor da culpa atingiu um limite insuportável, e eu peço de todo o coração que, neste momento de crise, você busque ajuda imediata ligando para o CVV no número 188 ou indo a uma emergência, pois sua vida é preciosa e esse túnel escuro tem uma saída que não passa pela morte.

O ciclo que você descreve, de trair, se arrepender e voltar a fazê-lo mesmo amando seu marido, pode estar profundamente ligado ao seu diagnóstico de TOC e à forma como sua mente processa a ansiedade e a busca por alívio. Na psicanálise e na psicologia, entendemos que comportamentos impulsivos e repetitivos muitas vezes funcionam como uma válvula de escape para uma angústia interna que você ainda não conseguiu nomear; não é sobre falta de amor pelo seu esposo, mas sobre uma tentativa inconsciente de preencher um vazio ou de buscar uma descarga de adrenalina que silencie, por alguns instantes, o barulho do TOC e da depressão. Muitas vezes, a traição vira uma forma de autossabotagem: por se sentir um lixo, você acaba agindo de uma forma que confirma essa visão negativa sobre si mesma, alimentando um ciclo de punição e culpa que parece não ter fim.

Para parar de se culpar e romper esse ciclo, é necessário primeiro entender que o julgamento implacável que você faz contra si mesma só gera mais ansiedade, e a ansiedade é o combustível para a próxima impulsividade. O medo de que a outra pessoa possa te prejudicar é uma reação natural ao rompimento brusco, mas perceba que esse medo também é uma forma de você se manter presa ao erro; ao bloquear e cortar o contato, você deu um passo importante de proteção para o seu casamento, e agora precisa confiar que, assim como você, a outra pessoa também tem interesses em manter a própria vida em ordem. Perdoar a si mesma não significa passar a mão na cabeça para o que foi feito, mas sim aceitar que você é humana e que esse comportamento é um sintoma de algo que precisa ser tratado com terapia profunda, e não com chicotadas emocionais.

Você não precisa viver enganando a pessoa com quem dorme, mas também não precisa tomar decisões desesperadas no auge da angústia; o caminho para a honestidade, seja com ele ou consigo mesma, exige que você esteja emocionalmente estável. Procure seu psiquiatra para ajustar sua medicação, pois pensamentos de autoextermínio indicam que o suporte químico precisa de atenção, e intensifique sua terapia para investigar por que essa busca externa se tornou sua forma de lidar com a vida. Você merece se libertar desse fardo e redescobrir que é possível ser a parceira que você deseja ser, tratando a raiz do seu sofrimento para que a fidelidade não seja um esforço, mas uma consequência da sua paz interior.

Espero ter ajudado! Fique bem!

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