Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha
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Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha e desde então não tenho dormido direito, acordado com o coração acerelado tenho crises às vezes várias vezes ao dia e é como se eu estivesse vivendo aquelo todos os dias. Se eu imaginar ter um outro cachorro na minha casa ou só de ver ouvir sobre cachorros, começo entrar em pânico.nao estou conseguindo lidar e nem seguir em frente. As vezes me culpo pelo ocorrido. Me sinto meio estranha como se fosse uma tristeza com pouco de vazio. Só não queria ter passado por essa situação, gostaria de voltar no tempo. Gostaria de ajudar para entender isso que estou sentindo
Sinto muito pela sua perda. O que você descreve — o coração acelerado e o pânico — sugere que sua ansiedade (TAG) está reagindo a um luto que ainda não pôde ser "metabolizado". Quando não conseguimos dar lugar à dor da perda, o corpo "fala" através do sintoma.
Você mencionou o desejo de "voltar no tempo" e a "culpa". Isso indica que a partida dela ainda não foi inscrita como passado; você está em uma luta exaustiva contra um fato real. O pânico surge quando esse vazio parece insuportável. É fundamental levar essa culpa para a análise: do que exatamente você se culpa? Nomear o sentimento ajuda a transformar o pânico em tristeza, e a tristeza pode ser atravessada. Busque seu terapeuta para dar voz a esse adeus.
Você mencionou o desejo de "voltar no tempo" e a "culpa". Isso indica que a partida dela ainda não foi inscrita como passado; você está em uma luta exaustiva contra um fato real. O pânico surge quando esse vazio parece insuportável. É fundamental levar essa culpa para a análise: do que exatamente você se culpa? Nomear o sentimento ajuda a transformar o pânico em tristeza, e a tristeza pode ser atravessada. Busque seu terapeuta para dar voz a esse adeus.
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Sinto muito pela perda da sua cachorrinha. Quando a gente perde um animal que fazia parte da nossa vida e do nosso afeto, a dor pode ser realmente muito grande. Pelo que você descreve, parece que essa experiência te marcou profundamente, e faz sentido que seu corpo e suas emoções ainda estejam muito mobilizados por isso.
Às vezes o luto vem acompanhado de ansiedade intensa e até de lembranças que continuam muito vivas. A culpa e o desejo de que tudo tivesse sido diferente também são sentimentos bastante comuns quando perdemos alguém importante para nós.
Buscar ajuda psicológica pode ser muito importante nesse momento. Na terapia, existe espaço para falar sobre essa perda com cuidado, compreender melhor essas reações e ajudar o seu cérebro e o seu corpo a saírem desse estado de tanta ativação. Abordagens baseadas em evidências, como a TCC e o EMDR, costumam ajudar tanto nas crises de ansiedade quanto na forma como essa experiência ficou registrada emocionalmente.
Também pode ser importante conversar com o psiquiatra que já te acompanha, principalmente porque seu sono e as crises mudaram depois da perda. Ajustar o cuidado nesse período às vezes faz diferença.
Você não precisa passar por isso sozinha. Com apoio adequado, aos poucos essas emoções tendem a se organizar e ficar menos intensas.
Às vezes o luto vem acompanhado de ansiedade intensa e até de lembranças que continuam muito vivas. A culpa e o desejo de que tudo tivesse sido diferente também são sentimentos bastante comuns quando perdemos alguém importante para nós.
Buscar ajuda psicológica pode ser muito importante nesse momento. Na terapia, existe espaço para falar sobre essa perda com cuidado, compreender melhor essas reações e ajudar o seu cérebro e o seu corpo a saírem desse estado de tanta ativação. Abordagens baseadas em evidências, como a TCC e o EMDR, costumam ajudar tanto nas crises de ansiedade quanto na forma como essa experiência ficou registrada emocionalmente.
Também pode ser importante conversar com o psiquiatra que já te acompanha, principalmente porque seu sono e as crises mudaram depois da perda. Ajustar o cuidado nesse período às vezes faz diferença.
Você não precisa passar por isso sozinha. Com apoio adequado, aos poucos essas emoções tendem a se organizar e ficar menos intensas.
Eu sinto muito pela perda de sua cachorrinha.
Você está vivendo um processo de luto, lembrar dela e pensar em ter outra, faz ativar gatilhos emocionais como se você fosse passar pela dor a perda novamente. Nesse momento é importante cuidar de ti, aprender a lidar com tuas crises de ansiedade. Dar um tempo para aliviar esse sofrimento.
Eu já perdi uma cachorrinha que eu amava e sei o quanto isso dói. O tempo vai te ajudar a lidar com essa dor.
Fica bem, ta? Qualquer coisa você sabe que não está sozinha!
Você está vivendo um processo de luto, lembrar dela e pensar em ter outra, faz ativar gatilhos emocionais como se você fosse passar pela dor a perda novamente. Nesse momento é importante cuidar de ti, aprender a lidar com tuas crises de ansiedade. Dar um tempo para aliviar esse sofrimento.
Eu já perdi uma cachorrinha que eu amava e sei o quanto isso dói. O tempo vai te ajudar a lidar com essa dor.
Fica bem, ta? Qualquer coisa você sabe que não está sozinha!
Olá, boa tarde. Sinto muito pela sua perda.
O que você está descrevendo faz muito sentido dentro do contexto que viveu. A perda de um animal de estimação, especialmente quando há vínculo afetivo forte, pode gerar um processo de luto intenso. No seu caso, isso parece ter se somado ao Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), o que pode intensificar sintomas como insônia, taquicardia, crises de ansiedade e pensamentos repetitivos.
Essa sensação de “reviver tudo”, o aperto no peito ao lembrar ou até ao imaginar outro cachorro, e a evitação desses estímulos são respostas comuns quando o cérebro associa essas memórias à dor da perda. Não significa fraqueza, mas sim que a experiência ainda está sendo emocionalmente processada.
Na TCC, entendemos que alguns fatores podem estar mantendo esse sofrimento:
pensamentos de culpa (“poderia ter feito diferente”), tentativas de evitar qualquer contato com lembranças (o que, a longo prazo, mantém o medo), e a dificuldade de elaborar a perda.
Alguns caminhos terapêuticos que ajudam nesse momento:
trabalhar a culpa de forma mais realista e compassiva, diferenciando responsabilidade real de uma tentativa da mente de encontrar controle sobre algo muito doloroso
regular o corpo nas crises (respiração mais lenta, por exemplo 4 segundos inspirando e 6 soltando), para reduzir a ativação física
retomar gradualmente o contato com memórias, fotos ou até o tema “cachorros”, de forma segura e no seu tempo, para que isso deixe de disparar pânico
permitir-se viver o luto, incluindo tristeza e saudade, sem a pressão de “seguir em frente” rapidamente
Essa sensação de vazio também é muito comum no luto, principalmente quando havia rotina, companhia e vínculo diário. Aos poucos, o trabalho terapêutico ajuda a transformar essa dor em uma memória com menos sofrimento.
Se as crises aumentaram bastante nesse último período, também é importante considerar conversar com o médico que prescreveu a medicação, para reavaliar esse momento.
Você não precisa atravessar isso sozinha. O que você sente é legítimo, compreensível e tem cuidado possível.
Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
O que você está descrevendo faz muito sentido dentro do contexto que viveu. A perda de um animal de estimação, especialmente quando há vínculo afetivo forte, pode gerar um processo de luto intenso. No seu caso, isso parece ter se somado ao Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), o que pode intensificar sintomas como insônia, taquicardia, crises de ansiedade e pensamentos repetitivos.
Essa sensação de “reviver tudo”, o aperto no peito ao lembrar ou até ao imaginar outro cachorro, e a evitação desses estímulos são respostas comuns quando o cérebro associa essas memórias à dor da perda. Não significa fraqueza, mas sim que a experiência ainda está sendo emocionalmente processada.
Na TCC, entendemos que alguns fatores podem estar mantendo esse sofrimento:
pensamentos de culpa (“poderia ter feito diferente”), tentativas de evitar qualquer contato com lembranças (o que, a longo prazo, mantém o medo), e a dificuldade de elaborar a perda.
Alguns caminhos terapêuticos que ajudam nesse momento:
trabalhar a culpa de forma mais realista e compassiva, diferenciando responsabilidade real de uma tentativa da mente de encontrar controle sobre algo muito doloroso
regular o corpo nas crises (respiração mais lenta, por exemplo 4 segundos inspirando e 6 soltando), para reduzir a ativação física
retomar gradualmente o contato com memórias, fotos ou até o tema “cachorros”, de forma segura e no seu tempo, para que isso deixe de disparar pânico
permitir-se viver o luto, incluindo tristeza e saudade, sem a pressão de “seguir em frente” rapidamente
Essa sensação de vazio também é muito comum no luto, principalmente quando havia rotina, companhia e vínculo diário. Aos poucos, o trabalho terapêutico ajuda a transformar essa dor em uma memória com menos sofrimento.
Se as crises aumentaram bastante nesse último período, também é importante considerar conversar com o médico que prescreveu a medicação, para reavaliar esse momento.
Você não precisa atravessar isso sozinha. O que você sente é legítimo, compreensível e tem cuidado possível.
Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
Primeiramente sinto muito por sua cachorrinha!
Você está vivendo uma combinação de luto + TAG, o que intensifica muito os sintomas.
A perda da sua cachorrinha ativou lembranças e emoções fortes, fazendo o cérebro reviver a dor como se fosse atual — por isso as crises, o coração acelerado e o sono ruim.
A culpa é comum no luto: o cérebro tenta criar controle pensando “eu poderia ter feito diferente”, mas isso não significa que seja verdade.
O pânico ao ver ou ouvir sobre cachorros é uma associação emocional (lembrança → dor → ansiedade).
A sensação de vazio também faz parte do luto, como se algo importante tivesse sido retirado da sua rotina emocional.
O que pode ajudar:
Respiração lenta (4-2-6) para acalmar o corpo nas crises.
Nomear: “isso é ansiedade + luto, vai passar”.
Questionar a culpa com mais lógica e menos autocrítica.
Exposição leve e gradual a gatilhos (sem forçar).
Cuidar do sono com rotina mais tranquila à noite.
Importante: converse com seu psiquiatra (pode precisar ajuste da medicação) e, se possível, faça psicoterapia.
O que você sente é compreensível — e não é permanente, tende a melhorar com apoio adequado.
Se cuida!
Rodrigo Souza
@rodrigosouza.psi
Você está vivendo uma combinação de luto + TAG, o que intensifica muito os sintomas.
A perda da sua cachorrinha ativou lembranças e emoções fortes, fazendo o cérebro reviver a dor como se fosse atual — por isso as crises, o coração acelerado e o sono ruim.
A culpa é comum no luto: o cérebro tenta criar controle pensando “eu poderia ter feito diferente”, mas isso não significa que seja verdade.
O pânico ao ver ou ouvir sobre cachorros é uma associação emocional (lembrança → dor → ansiedade).
A sensação de vazio também faz parte do luto, como se algo importante tivesse sido retirado da sua rotina emocional.
O que pode ajudar:
Respiração lenta (4-2-6) para acalmar o corpo nas crises.
Nomear: “isso é ansiedade + luto, vai passar”.
Questionar a culpa com mais lógica e menos autocrítica.
Exposição leve e gradual a gatilhos (sem forçar).
Cuidar do sono com rotina mais tranquila à noite.
Importante: converse com seu psiquiatra (pode precisar ajuste da medicação) e, se possível, faça psicoterapia.
O que você sente é compreensível — e não é permanente, tende a melhorar com apoio adequado.
Se cuida!
Rodrigo Souza
@rodrigosouza.psi
Olá, tudo bem? Sinto muito por essas sensações, o luto é realmente um período muito difícil. É importante entender que é natural se sentir mal após uma perda, isso não é um sinal de adoecimento. A ansiedade se agrava quando tentamos deixar de viver algo que é inevitável. Acredito que seja importante compartilhar suas dores com outras pessoas. Assim como ser mais acolhedora consigo mesma e suas tristezas.
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