Sou homem gay, 33 anos. Na infância tive ausência paterna. Os relacionamentos que tive até agora for
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Sou homem gay, 33 anos. Na infância tive ausência paterna. Os relacionamentos que tive até agora foram falidos, eu sempre queria mais, gostava mais, que acabava sufocando. Hoje, conheci um rapaz que é extremamente atencioso, carinhoso, amoroso, namoramos há quase 2 anos. Mas sinto que o sentimento mudou. Parece que me ausaboto, e não sou digno de receber esse "amor".
Olá. Que interessante você ter falado sobre seus relacionamentos e sobre a ausência paterna, penso que porta algum sentido pra você ter estabelecido essa relação. E acredito que você poderia se beneficiar muito da psicanálise, dando possibilidade de revisitar mais o seu passado pra entender do momento atual que está vivendo.
Abç
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Teríamos que conversar mais sobre seus conteúdos, mas de forma geral a ausência do pai pode ter lhe trazido para os dias de hoje um sentimento de abandono. O que faz com que você desconfie inconscientemente que será abandonado pela pessoa que ama. Desta forma sempre que se apega muito a alguém pensa em abandoná-la primeiro, antes que sofra. Isso funciona como uma espécie de autossabotagem. Seu inconsciente repete estas situações na busca de uma cura. Enquanto você não conseguir elaborar estes conteúdos as situações continuarão se repetindo.
Bom dia. Sugiro que facas uma terapia para trabalhar essa autosabotagem e clareza emocional que o autoconhecimento possibilita. Especialmente, trabalhar seus traumas de infância com seu pai. São questões inconscientes. A terapia seria fundamental. Fico a disposição.
A nossa infância se reflete muito na vida adulta. Situações na infância de pouca atenção, relacionamentos ruins, falta de cuidado, etc., podem nos levar a um sentimento de "não ter valor", de nos acharmos defeituosos, culpados por problemas entre nossos pais ou cuidadores, etc. Como adultos, a sensação de "não ter valor", por exemplo, pode nos levar a relacionamentos ruins, termos dificuldade em receber atenção, ser bem considerado, se auto sabotar por ter convicção de que não merecemos bom relacionamento, etc. A psicoterapia pode te ajudar nessas dificuldades.
A ausência paterna pode sim ter um impacto nos relacionamentos atuais, assim como ausência de afeto de figuras importantes na fase da infância e adolescência - fases cruciais para a nossa vida. A terapia pode ser útil para explorar as consequências da falta de figura paterna positiva e da dificuldade de estabelecer vínculos afetivos. A Terapia Cognitivo-Comportamental pode ser uma ferramenta valiosa para explorar essas questões, identificar padrões e esquemas de comportamentos e desenvolver habilidades de relacionamentos saudáveis.
Olá!
O que você relata aponta para algo muito delicado e, ao mesmo tempo, bastante humano: a sensação de se “desabotoar” quando está diante de alguém que oferece amor, cuidado e presença. Sentir-se desconectado ou indigno de receber esse afeto pode estar ligado a marcas profundas da sua história subjetiva, que se repetem mesmo quando a realidade parece favorável.
Na psicanálise, o amor não é tratado como um simples sentimento, mas como algo que envolve a estrutura do sujeito, suas fantasias inconscientes, modos de desejar e formas de se posicionar diante do outro. Sentir-se indigno de receber amor, por exemplo, pode ser um efeito de identificações internas que operam fora da consciência e se repetem nos vínculos, inclusive nos mais promissores.
A repetição de relacionamentos em que você sente que ama mais, se entrega mais e acaba sufocando pode não ser apenas um padrão comportamental, mas a expressão de um enredo interno que ainda não foi simbolizado. É justamente nesse ponto que a análise pode oferecer um espaço potente: para escutar essa dor, esse estranhamento e esse movimento de afastamento do amor que agora parece surgir quando tudo está “dando certo”.
Em vez de buscar resolver isso com soluções rápidas, a psicanálise convida você a se escutar com mais profundidade, tempo e continuidade. Talvez aí resida a chave para compreender o que está em jogo quando o amor se aproxima.
Espero ter contribuído de alguma forma.
O que você relata aponta para algo muito delicado e, ao mesmo tempo, bastante humano: a sensação de se “desabotoar” quando está diante de alguém que oferece amor, cuidado e presença. Sentir-se desconectado ou indigno de receber esse afeto pode estar ligado a marcas profundas da sua história subjetiva, que se repetem mesmo quando a realidade parece favorável.
Na psicanálise, o amor não é tratado como um simples sentimento, mas como algo que envolve a estrutura do sujeito, suas fantasias inconscientes, modos de desejar e formas de se posicionar diante do outro. Sentir-se indigno de receber amor, por exemplo, pode ser um efeito de identificações internas que operam fora da consciência e se repetem nos vínculos, inclusive nos mais promissores.
A repetição de relacionamentos em que você sente que ama mais, se entrega mais e acaba sufocando pode não ser apenas um padrão comportamental, mas a expressão de um enredo interno que ainda não foi simbolizado. É justamente nesse ponto que a análise pode oferecer um espaço potente: para escutar essa dor, esse estranhamento e esse movimento de afastamento do amor que agora parece surgir quando tudo está “dando certo”.
Em vez de buscar resolver isso com soluções rápidas, a psicanálise convida você a se escutar com mais profundidade, tempo e continuidade. Talvez aí resida a chave para compreender o que está em jogo quando o amor se aproxima.
Espero ter contribuído de alguma forma.
Olá!
A primeira infância é um período importante no desenvolvimento humana. Indico que procure uma análise lacaniana, pois o que você se refere tem muitas questões associada a esse período de sua vida.
A primeira infância é um período importante no desenvolvimento humana. Indico que procure uma análise lacaniana, pois o que você se refere tem muitas questões associada a esse período de sua vida.
A ausência de uma figura paterna na infância pode deixar marcas profundas na forma como alguém constrói seus vínculos afetivos. Muitas vezes, o sujeito cresce tentando preencher esse vazio com relações intensas, buscando no outro o cuidado e o reconhecimento que faltaram. E quando esse outro finalmente oferece carinho, atenção e amor, pode surgir uma sensação de estranhamento ou até de não merecimento.
O que você descreve parece um movimento interno de autoabandono, como se algo dentro de você dissesse que não é digno de viver esse amor. Nesses casos, o afeto recebido pode ser vivido como incômodo, como se em vez de acolher, gerasse culpa ou desconfiança.
Esses sentimentos não surgem do nada. Eles costumam estar ligados a experiências mais antigas, que ainda reverberam no presente. Quando não são elaborados, podem levar a sabotagens silenciosas, afastamentos e até à perda de algo que realmente importa.
O fato de você reconhecer esse padrão é um passo importante. Isso mostra que há um desejo de se entender melhor e de não repetir antigas dores. Criar um espaço de escuta pode te ajudar a compreender o que está por trás desse sentimento e abrir novas possibilidades de viver o amor de forma mais livre e menos ameaçadora.
O que você descreve parece um movimento interno de autoabandono, como se algo dentro de você dissesse que não é digno de viver esse amor. Nesses casos, o afeto recebido pode ser vivido como incômodo, como se em vez de acolher, gerasse culpa ou desconfiança.
Esses sentimentos não surgem do nada. Eles costumam estar ligados a experiências mais antigas, que ainda reverberam no presente. Quando não são elaborados, podem levar a sabotagens silenciosas, afastamentos e até à perda de algo que realmente importa.
O fato de você reconhecer esse padrão é um passo importante. Isso mostra que há um desejo de se entender melhor e de não repetir antigas dores. Criar um espaço de escuta pode te ajudar a compreender o que está por trás desse sentimento e abrir novas possibilidades de viver o amor de forma mais livre e menos ameaçadora.
É muito importante e corajoso você conseguir olhar para dentro e reconhecer essas dinâmicas internas. O que você descreve pode estar ligado, sim, a experiências precoces, como a ausência paterna, que podem ter deixado marcas emocionais profundas — especialmente no que diz respeito à forma como você percebe o amor, o cuidado e o seu valor dentro de um relacionamento.
Essa sensação de que “não é digno de receber amor” pode ser um reflexo de uma ferida antiga, que talvez tenha te ensinado, em algum momento, que o afeto sempre vem com dor, abandono ou exigência. Então, quando você encontra alguém que te oferece esse carinho de forma genuína e constante, seu sistema emocional pode estranhar, desconfiar ou até se retrair — como uma forma de se proteger de algo que um dia te machucou.
Isso que você chama de “auto sabotagem” pode, na verdade, ser um mecanismo de defesa. Não porque você não quer ser feliz, mas porque, emocionalmente, talvez ainda exista uma parte de você que precisa aprender que é possível, sim, viver um amor tranquilo, saudável — e que você merece isso.
Talvez seja um momento bom para acolher esses sentimentos com gentileza, sem se julgar. E se possível, explorar isso mais a fundo com um psicólogo, que pode te ajudar a entender essas dores antigas e a fortalecer esse espaço interno onde o amor, tanto por si quanto pelo outro, possa crescer com mais segurança.
Essa sensação de que “não é digno de receber amor” pode ser um reflexo de uma ferida antiga, que talvez tenha te ensinado, em algum momento, que o afeto sempre vem com dor, abandono ou exigência. Então, quando você encontra alguém que te oferece esse carinho de forma genuína e constante, seu sistema emocional pode estranhar, desconfiar ou até se retrair — como uma forma de se proteger de algo que um dia te machucou.
Isso que você chama de “auto sabotagem” pode, na verdade, ser um mecanismo de defesa. Não porque você não quer ser feliz, mas porque, emocionalmente, talvez ainda exista uma parte de você que precisa aprender que é possível, sim, viver um amor tranquilo, saudável — e que você merece isso.
Talvez seja um momento bom para acolher esses sentimentos com gentileza, sem se julgar. E se possível, explorar isso mais a fundo com um psicólogo, que pode te ajudar a entender essas dores antigas e a fortalecer esse espaço interno onde o amor, tanto por si quanto pelo outro, possa crescer com mais segurança.
Olá, como você tem passado?
Seu relato toca em algo profundamente humano e, ao mesmo tempo, tão particular da sua história. A ausência paterna na infância e os relacionamentos passados onde você se via sempre na posição de quem ama "demais" parecem ter simbolizado algo para você.
Quando o amor se apresenta de forma diferente, tranquila, estável, pode parecer... estranho. Até mesmo ameaçador, porque desafia algo dessa cadeia de significante.
Talvez valha a pena observar: quando exatamente esse sentimento de "desbotamento" emocional começou? Sente vontade de se afastar? Fica ansioso? Observar essas reações físicas e emocionais pode dar pistas valiosas sobre qual parte da sua história ainda precisa ser acolhida e integrada.
Fico à disposição.
Seu relato toca em algo profundamente humano e, ao mesmo tempo, tão particular da sua história. A ausência paterna na infância e os relacionamentos passados onde você se via sempre na posição de quem ama "demais" parecem ter simbolizado algo para você.
Quando o amor se apresenta de forma diferente, tranquila, estável, pode parecer... estranho. Até mesmo ameaçador, porque desafia algo dessa cadeia de significante.
Talvez valha a pena observar: quando exatamente esse sentimento de "desbotamento" emocional começou? Sente vontade de se afastar? Fica ansioso? Observar essas reações físicas e emocionais pode dar pistas valiosas sobre qual parte da sua história ainda precisa ser acolhida e integrada.
Fico à disposição.
O que você traz é muito íntimo e importante. Às vezes, quando a vida nos oferece um amor verdadeiro, estável e gentil, justamente nesse momento que antigos fantasmas reaparecem. A ausência parental, as experiências de rejeição, podem deixar traços subjetivos que influenciam o modo como se vive o afeto hoje.
Esse é um momento delicado, e talvez um espaço de análise possa ajudá-lo a entender melhor o que está acontecendo aí dentro, para que você possa entender os seus desejos com mais clareza e cuidado.
Esse é um momento delicado, e talvez um espaço de análise possa ajudá-lo a entender melhor o que está acontecendo aí dentro, para que você possa entender os seus desejos com mais clareza e cuidado.
Olá,
É muito importante você colocar isso em palavras. Não é simples, e talvez nem confortável, nomear essa sensação de que algo está fora do lugar, especialmente quando, em teoria, tudo parece estar indo bem. Você está em um relacionamento que tem carinho, atenção, cuidado que são elementos tão desejados, muitas vezes tão difíceis de encontrar. E mesmo assim, algo se movimenta por dentro, como se fosse impossível simplesmente receber e sustentar esse amor.
Na escuta psicanalítica, a gente não parte de uma ideia de certo ou errado sobre como alguém ama ou deveria amar. O que interessa é aquilo que se repete, o que escapa da intenção, o que insiste mesmo quando não se quer. Você traz um ponto muito tocante: a sensação de que não é digno. Isso não vem de agora, nem desse relacionamento. Vem de antes, de muito antes.
A ausência paterna que você viveu na infância não é apenas a falta de um pai físico. É, muitas vezes, a ausência de um olhar estruturante, de uma presença simbólica que, mesmo na diferença, possa confirmar que você pode desejar, pode ser desejado, pode ocupar um lugar no mundo com alguma confiança. Quando esse olhar falta, a criança, e depois o adulto, pode viver a sensação de que é “demais” quando ama, ou de que é “de menos” para ser amado. E esse movimento de “sufocar” no início, e depois se “desabotoar” com o tempo, pode ser uma tentativa inconsciente de resolver essa equação antiga que nunca teve resposta.
A psicanálise não vai te oferecer fórmulas nem conselhos prontos. Mas pode te oferecer algo raro: um espaço onde a sua fala, a sua história, a sua dor e seu desejo podem ter tempo. Tempo de escuta, de elaboração. Um espaço onde não se trata de fazer o sentimento voltar, mas de entender o que está em jogo quando ele parece se retirar. Onde se pode investigar, com seriedade e afeto, por que o amor, quando vem, às vezes dói mais do que a ausência dele.
Porque talvez seja preciso escutar de onde vem essa crença de que não se é digno. E ao escutar, começar a desmontar o que foi herdado, introjetado, imposto e encontrar ali, entre os escombros, algo de seu, algo que possa desejar sem medo de perder, sem culpa por receber.
Esse é o trabalho da análise: abrir um espaço para que a vida, tal como é vivida, possa ser olhada de perto, sem julgamento. Com coragem. Com escuta. Com o desejo, talvez, de fazer diferente, não porque é preciso mudar, mas porque se pode desejar outra coisa. E esse poder desejar já é, em si, uma forma de cuidado com aquilo que a vida tem de mais íntimo: o modo como a gente ama, e se deixa amar.
Caso deseje trilhar esse percurso comigo, meu consultório está aberto para acolher sua história, com escuta ética e comprometida com sua singularidade.
É muito importante você colocar isso em palavras. Não é simples, e talvez nem confortável, nomear essa sensação de que algo está fora do lugar, especialmente quando, em teoria, tudo parece estar indo bem. Você está em um relacionamento que tem carinho, atenção, cuidado que são elementos tão desejados, muitas vezes tão difíceis de encontrar. E mesmo assim, algo se movimenta por dentro, como se fosse impossível simplesmente receber e sustentar esse amor.
Na escuta psicanalítica, a gente não parte de uma ideia de certo ou errado sobre como alguém ama ou deveria amar. O que interessa é aquilo que se repete, o que escapa da intenção, o que insiste mesmo quando não se quer. Você traz um ponto muito tocante: a sensação de que não é digno. Isso não vem de agora, nem desse relacionamento. Vem de antes, de muito antes.
A ausência paterna que você viveu na infância não é apenas a falta de um pai físico. É, muitas vezes, a ausência de um olhar estruturante, de uma presença simbólica que, mesmo na diferença, possa confirmar que você pode desejar, pode ser desejado, pode ocupar um lugar no mundo com alguma confiança. Quando esse olhar falta, a criança, e depois o adulto, pode viver a sensação de que é “demais” quando ama, ou de que é “de menos” para ser amado. E esse movimento de “sufocar” no início, e depois se “desabotoar” com o tempo, pode ser uma tentativa inconsciente de resolver essa equação antiga que nunca teve resposta.
A psicanálise não vai te oferecer fórmulas nem conselhos prontos. Mas pode te oferecer algo raro: um espaço onde a sua fala, a sua história, a sua dor e seu desejo podem ter tempo. Tempo de escuta, de elaboração. Um espaço onde não se trata de fazer o sentimento voltar, mas de entender o que está em jogo quando ele parece se retirar. Onde se pode investigar, com seriedade e afeto, por que o amor, quando vem, às vezes dói mais do que a ausência dele.
Porque talvez seja preciso escutar de onde vem essa crença de que não se é digno. E ao escutar, começar a desmontar o que foi herdado, introjetado, imposto e encontrar ali, entre os escombros, algo de seu, algo que possa desejar sem medo de perder, sem culpa por receber.
Esse é o trabalho da análise: abrir um espaço para que a vida, tal como é vivida, possa ser olhada de perto, sem julgamento. Com coragem. Com escuta. Com o desejo, talvez, de fazer diferente, não porque é preciso mudar, mas porque se pode desejar outra coisa. E esse poder desejar já é, em si, uma forma de cuidado com aquilo que a vida tem de mais íntimo: o modo como a gente ama, e se deixa amar.
Caso deseje trilhar esse percurso comigo, meu consultório está aberto para acolher sua história, com escuta ética e comprometida com sua singularidade.
Olá! A ausência paterna na infância pode deixar marcas profundas na forma como nos vinculamos afetivamente na vida adulta. Muitas vezes, isso se traduz em sentimentos de insegurança, medo de abandono ou até na sensação de não merecimento do afeto que recebemos. Quando passamos a viver um relacionamento saudável, é comum que apareça essa dúvida interna: “Será que sou digno desse amor?”
O que você está sentindo não é incomum. Pode estar relacionado a padrões emocionais formados ao longo da sua história — padrões que podem ser compreendidos e transformados com o apoio adequado.
A psicoterapia oferece um espaço seguro para olhar para essas experiências, compreender como elas influenciam suas relações e, aos poucos, fortalecer sua autoestima e capacidade de viver vínculos de forma mais leve e segura.
Se sentir que esse é o momento de cuidar disso, estou à disposição para te acompanhar nesse processo.
O que você está sentindo não é incomum. Pode estar relacionado a padrões emocionais formados ao longo da sua história — padrões que podem ser compreendidos e transformados com o apoio adequado.
A psicoterapia oferece um espaço seguro para olhar para essas experiências, compreender como elas influenciam suas relações e, aos poucos, fortalecer sua autoestima e capacidade de viver vínculos de forma mais leve e segura.
Se sentir que esse é o momento de cuidar disso, estou à disposição para te acompanhar nesse processo.
Boa tarde, parece que você já identificou a sua maior dificuldade que é a autossabotagem. Na psicoterapia você irá descobrir o motivo e conseguir ter ferramentas para mudar esse comportamento. Para isso a abordagem mais adequada seria a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), que ira trabalhar esse pensamento distorcido de "não sou digno de receber amor" e tecer estratégias para mudanças comportamentais.
Um processo terapêutico pode permitir que você lide com esse conflito perante "não se sentir digno desse amor" e do desejo intenso que havia em ser amado anteriormente. Podendo elaborar com calma e cuidado esse "nó" que não te permite viver sua relação plenamente.
O que você está sentindo pode ser um reflexo de experiências passadas, especialmente com a ausência paterna e os relacionamentos anteriores que não atenderam às suas expectativas. Às vezes, essas experiências moldam como percebemos nosso valor e a capacidade de receber afeto. A sensação de não ser digno de amor pode surgir como um mecanismo de defesa, talvez como uma forma de evitar se expor totalmente ao que é bom, com medo de ser ferido ou de não corresponder às expectativas. A terapia pode ser uma grande aliada nesse processo, ajudando a explorar essas questões mais profundas, entender suas reações e sentimentos, e trabalhar na construção de uma relação mais saudável com você mesmo e com os outros. Isso pode permitir que você se sinta mais seguro para receber e retribuir o amor de forma mais plena e sem medo.
Olá! Faça análise. Leve suas questões para o ambiente terapêutico, os profissionais psicólogos(as) estão preparados para te acolher e compreender junto com você, os aspectos da sua história de vida que podem estar influenciando o seu comportamento nos relacionamentos.
A ausência paterna na infância pode ter influenciado sua relação com o amor, a autoestima e a sensação de merecimento. Muitas vezes, experiências de abandono ou falta de figuras de apoio na infância podem gerar uma sensação de vazio ou de dúvida sobre o próprio valor, o que pode se manifestar na vida adulta como autossabotagem ou dificuldade em aceitar o amor que recebemos.
O fato de você sentir que o sentimento mudou e que se autosabota indica uma possível luta interna entre o desejo de se conectar e o medo de se abrir completamente, talvez por acreditar que não é digno de amor ou por medo de perder o que tem. Essa autocrítica e essa sensação de não merecimento podem estar relacionadas a crenças profundas que se formaram ao longo do tempo, muitas vezes inconscientes.
É importante lembrar que esses sentimentos são comuns e compreensíveis, especialmente considerando seu histórico. Trabalhar esses aspectos com um terapeuta pode ajudar a fortalecer sua autoestima, a entender melhor suas emoções e a construir uma relação mais harmoniosa consigo mesmo e com seu parceiro. Você merece amor, cuidado e atenção, e reconhecer esses desejos é um passo importante para se permitir recebê-los sem autossabotagem.
Se desejar, posso ajudar a explorar estratégias para lidar com esses sentimentos ou indicar formas de buscar apoio profissional.
O fato de você sentir que o sentimento mudou e que se autosabota indica uma possível luta interna entre o desejo de se conectar e o medo de se abrir completamente, talvez por acreditar que não é digno de amor ou por medo de perder o que tem. Essa autocrítica e essa sensação de não merecimento podem estar relacionadas a crenças profundas que se formaram ao longo do tempo, muitas vezes inconscientes.
É importante lembrar que esses sentimentos são comuns e compreensíveis, especialmente considerando seu histórico. Trabalhar esses aspectos com um terapeuta pode ajudar a fortalecer sua autoestima, a entender melhor suas emoções e a construir uma relação mais harmoniosa consigo mesmo e com seu parceiro. Você merece amor, cuidado e atenção, e reconhecer esses desejos é um passo importante para se permitir recebê-los sem autossabotagem.
Se desejar, posso ajudar a explorar estratégias para lidar com esses sentimentos ou indicar formas de buscar apoio profissional.
Olá! Sinto muito que esteja passando por isso. Aconselho buscar um psicólogo/ psicanalista para ter um espaço de escuta sensível, acolhimento e investigação, possibilitando assim, um olhar individualizado para suas questões e a partir disso construir estratégias para compreender e lidar com os conflitos provenientes dessa situação. Espero ter ajudado, estou á disposição!
Olá!
O que você descreve parece estar relacionado a uma dificuldade em se permitir receber amor, que pode ter raízes em experiências passadas, como a ausência paterna e relações anteriores que não atenderam às suas necessidades emocionais. Esse padrão pode gerar uma sensação de não ser digno de afeto, mesmo quando o outro é atencioso e amoroso. A psicanálise pode ajudar a explorar esses sentimentos e entender como antigos vínculos afetivos influenciam seu comportamento atual. Trabalhar esses aspectos em terapia pode ajudá-lo a se abrir para o amor de maneira mais equilibrada e saudável.
O que você descreve parece estar relacionado a uma dificuldade em se permitir receber amor, que pode ter raízes em experiências passadas, como a ausência paterna e relações anteriores que não atenderam às suas necessidades emocionais. Esse padrão pode gerar uma sensação de não ser digno de afeto, mesmo quando o outro é atencioso e amoroso. A psicanálise pode ajudar a explorar esses sentimentos e entender como antigos vínculos afetivos influenciam seu comportamento atual. Trabalhar esses aspectos em terapia pode ajudá-lo a se abrir para o amor de maneira mais equilibrada e saudável.
Olá, tudo bem?
O modo como você descreveu essa sensação de “desabotamento” é profundamente honesto — e ao mesmo tempo, muito simbólico. É como se, ao se aproximar de algo que poderia finalmente ser seguro e afetuoso, uma parte sua sussurrasse: “isso não é pra mim”. E esse conflito interno, embora pareça confuso, costuma fazer muito sentido quando olhamos com mais cuidado para a história emocional por trás dos afetos.
A ausência paterna na infância não costuma deixar apenas um “vazio” de presença — ela pode afetar diretamente a forma como construímos nosso senso de valor, de merecimento e de confiança nos vínculos. O cérebro, especialmente nos primeiros anos, aprende padrões relacionais com base nas experiências afetivas primárias. Se o amor era distante, instável ou ausente, pode ter se formado uma espécie de “gabarito interno” que associa amor com luta, com esforço, com prova. E quando algo mais tranquilo aparece — como esse namoro que você descreveu — esse mesmo cérebro pode interpretar: “isso é estranho, isso não é seguro”.
A neurociência mostra que experiências precoces moldam profundamente nossos circuitos de apego e autorregulação emocional. Não é que você não queira ser amado. É que, talvez, ainda esteja tentando acreditar que pode ser amado sem precisar lutar por isso. E esse é um processo muito mais profundo do que parece, porque mexe com camadas identitárias, com memórias antigas, e com dores que nem sempre foram vistas ou validadas ao longo da vida.
Será que essa sensação de “não ser digno” é realmente sua? Ou é uma ideia que foi sendo plantada lá atrás, e que agora se manifesta como sabotagem? Quando você sente que o sentimento mudou… será que ele mudou, ou será que algo em você começou a se defender do que sente por medo de perder, de se anular ou de se tornar refém novamente?
Talvez seja o momento de se perguntar: o que meu corpo e minhas emoções estão tentando me proteger ao se afastar de algo que parece bom? E se, em vez de desistir do relacionamento, você olhasse para ele como um espelho — que está te mostrando não apenas o carinho que você recebe, mas também as partes suas que ainda estão em construção?
Se fizer sentido aprofundar isso em um espaço terapêutico, eu realizo atendimentos psicológicos e estou por aqui para te ajudar a traduzir esses afetos com mais leveza e compreensão.
Caso precise, estou à disposição.
O modo como você descreveu essa sensação de “desabotamento” é profundamente honesto — e ao mesmo tempo, muito simbólico. É como se, ao se aproximar de algo que poderia finalmente ser seguro e afetuoso, uma parte sua sussurrasse: “isso não é pra mim”. E esse conflito interno, embora pareça confuso, costuma fazer muito sentido quando olhamos com mais cuidado para a história emocional por trás dos afetos.
A ausência paterna na infância não costuma deixar apenas um “vazio” de presença — ela pode afetar diretamente a forma como construímos nosso senso de valor, de merecimento e de confiança nos vínculos. O cérebro, especialmente nos primeiros anos, aprende padrões relacionais com base nas experiências afetivas primárias. Se o amor era distante, instável ou ausente, pode ter se formado uma espécie de “gabarito interno” que associa amor com luta, com esforço, com prova. E quando algo mais tranquilo aparece — como esse namoro que você descreveu — esse mesmo cérebro pode interpretar: “isso é estranho, isso não é seguro”.
A neurociência mostra que experiências precoces moldam profundamente nossos circuitos de apego e autorregulação emocional. Não é que você não queira ser amado. É que, talvez, ainda esteja tentando acreditar que pode ser amado sem precisar lutar por isso. E esse é um processo muito mais profundo do que parece, porque mexe com camadas identitárias, com memórias antigas, e com dores que nem sempre foram vistas ou validadas ao longo da vida.
Será que essa sensação de “não ser digno” é realmente sua? Ou é uma ideia que foi sendo plantada lá atrás, e que agora se manifesta como sabotagem? Quando você sente que o sentimento mudou… será que ele mudou, ou será que algo em você começou a se defender do que sente por medo de perder, de se anular ou de se tornar refém novamente?
Talvez seja o momento de se perguntar: o que meu corpo e minhas emoções estão tentando me proteger ao se afastar de algo que parece bom? E se, em vez de desistir do relacionamento, você olhasse para ele como um espelho — que está te mostrando não apenas o carinho que você recebe, mas também as partes suas que ainda estão em construção?
Se fizer sentido aprofundar isso em um espaço terapêutico, eu realizo atendimentos psicológicos e estou por aqui para te ajudar a traduzir esses afetos com mais leveza e compreensão.
Caso precise, estou à disposição.
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