Tem deferência da lamotregina do governo para a comprada?
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Tem deferência da lamotregina do governo para a comprada?
Na minha experiência, todos os pacientes que tomam a lamotrigina fornecida pelo governo do estado de São Paulo no programa de alto custo, tem resposta compatível com a esperada.
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Oii tudo bem ?
O mais ideal é que não fique mudando a marca a cada mês. Se escolher o genérico ou similar, o importante é tentar manter o mesmo para assim fazer o ajuste adequado pra cada caso.
O mais ideal é que não fique mudando a marca a cada mês. Se escolher o genérico ou similar, o importante é tentar manter o mesmo para assim fazer o ajuste adequado pra cada caso.
Excelente pergunta — e sim, há diferença entre a lamotrigina distribuída pelo governo (SUS) e a lamotrigina comprada em farmácia, mas essa diferença não está na substância ativa, e sim na marca, fabricante e nos excipientes usados na formulação.
Vamos entender melhor:
1⃣ A substância é a mesma
Tanto a lamotrigina fornecida pelo SUS, quanto as vendidas em farmácias particulares, contêm o mesmo princípio ativo: lamotrigina, um anticonvulsivante usado para tratar epilepsia, transtorno bipolar e algumas síndromes neurológicas.
A diferença é que o governo distribui geralmente a versão genérica, adquirida por licitação pública.
Ou seja, o efeito terapêutico esperado é o mesmo, desde que o medicamento tenha registro na Anvisa e bioequivalência comprovada.
2⃣ O que pode mudar
Embora o princípio ativo seja igual, alguns fatores podem fazer o paciente perceber diferenças na resposta clínica:
Excipientes diferentes (substâncias usadas para dar forma e estabilidade ao comprimido);
Velocidade de absorção ligeiramente diferente entre fabricantes;
Paladar, cor e formato do comprimido;
E, em alguns casos, sensibilidade individual a conservantes ou adoçantes usados nas versões genéricas.
Essas variações podem causar diferenças sutis nos níveis sanguíneos da lamotrigina — e em alguns pacientes sensíveis, isso pode influenciar discretamente o controle das crises ou causar efeitos adversos leves (como tontura, sonolência ou cefaleia transitória) após a troca.
3⃣ O que fazer se houver troca
Se você sempre usava a lamotrigina de marca (como Lamictal®) e passou a usar a do SUS (ou vice-versa), o ideal é:
1⃣ Não interromper o tratamento;
2⃣ Avisar o neurologista sobre a troca, principalmente se notar mudança no controle das crises, humor, sono ou efeitos colaterais;
3⃣ Se houver necessidade, o médico pode solicitar ajuste de dose ou padronizar o uso de uma mesma marca (especificando na receita “não substituir o fabricante”).
4⃣ A lamotrigina do SUS é segura?
Sim.
Todos os medicamentos distribuídos pelo Sistema Único de Saúde passam por controle rigoroso da Anvisa, incluindo testes de qualidade, eficácia e bioequivalência.
O que muda é o fabricante e o custo — mas a eficácia clínica e a segurança são equivalentes à da versão comercial.
Em resumo:
A lamotrigina do governo e a comprada na farmácia têm o mesmo princípio ativo;
Podem haver diferenças nos excipientes e absorção, o que explica pequenas variações na resposta;
A lamotrigina fornecida pelo SUS é segura e eficaz, mas qualquer troca deve ser acompanhada pelo neurologista para garantir estabilidade do tratamento.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
Em caso de sintomas diferentes após a troca, procure seu neurologista para avaliar ajuste de dose ou recomendação de manter um mesmo fabricante.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica e epilepsia, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
Vamos entender melhor:
1⃣ A substância é a mesma
Tanto a lamotrigina fornecida pelo SUS, quanto as vendidas em farmácias particulares, contêm o mesmo princípio ativo: lamotrigina, um anticonvulsivante usado para tratar epilepsia, transtorno bipolar e algumas síndromes neurológicas.
A diferença é que o governo distribui geralmente a versão genérica, adquirida por licitação pública.
Ou seja, o efeito terapêutico esperado é o mesmo, desde que o medicamento tenha registro na Anvisa e bioequivalência comprovada.
2⃣ O que pode mudar
Embora o princípio ativo seja igual, alguns fatores podem fazer o paciente perceber diferenças na resposta clínica:
Excipientes diferentes (substâncias usadas para dar forma e estabilidade ao comprimido);
Velocidade de absorção ligeiramente diferente entre fabricantes;
Paladar, cor e formato do comprimido;
E, em alguns casos, sensibilidade individual a conservantes ou adoçantes usados nas versões genéricas.
Essas variações podem causar diferenças sutis nos níveis sanguíneos da lamotrigina — e em alguns pacientes sensíveis, isso pode influenciar discretamente o controle das crises ou causar efeitos adversos leves (como tontura, sonolência ou cefaleia transitória) após a troca.
3⃣ O que fazer se houver troca
Se você sempre usava a lamotrigina de marca (como Lamictal®) e passou a usar a do SUS (ou vice-versa), o ideal é:
1⃣ Não interromper o tratamento;
2⃣ Avisar o neurologista sobre a troca, principalmente se notar mudança no controle das crises, humor, sono ou efeitos colaterais;
3⃣ Se houver necessidade, o médico pode solicitar ajuste de dose ou padronizar o uso de uma mesma marca (especificando na receita “não substituir o fabricante”).
4⃣ A lamotrigina do SUS é segura?
Sim.
Todos os medicamentos distribuídos pelo Sistema Único de Saúde passam por controle rigoroso da Anvisa, incluindo testes de qualidade, eficácia e bioequivalência.
O que muda é o fabricante e o custo — mas a eficácia clínica e a segurança são equivalentes à da versão comercial.
Em resumo:
A lamotrigina do governo e a comprada na farmácia têm o mesmo princípio ativo;
Podem haver diferenças nos excipientes e absorção, o que explica pequenas variações na resposta;
A lamotrigina fornecida pelo SUS é segura e eficaz, mas qualquer troca deve ser acompanhada pelo neurologista para garantir estabilidade do tratamento.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual.
Em caso de sintomas diferentes após a troca, procure seu neurologista para avaliar ajuste de dose ou recomendação de manter um mesmo fabricante.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica e epilepsia, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
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