Tenho enxaqueca todos os dias sempre tomando naramig com neusaldina para aliviar. Já fiz vários trat

8 respostas
Tenho enxaqueca todos os dias sempre tomando naramig com neusaldina para aliviar.
Já fiz vários tratamentos.
Agora estou tomando 75mg de nortripitilina e vou começar também a tomar lamotrigina.
Este medicamento é para quem sofre de convulsão que não é meu caso. Posso tomar lamotrigina assim mesmo? Ele ajuda no controle da enxaqueca??
Prof. Edmundo Luís Rodrigues Pereira
Neurocirurgião, Neurologista, Generalista
Belém do Pará
Sim, pode ajudar. Uma das linhas de tratamento da enxaqueca utiliza medicamentos anticonvulsivantes para atenuar as crises de enxaqueca.

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Dr. Elberth José dos Santos
Neurologista
São Paulo
Olá, pode ajudar sim, seria preciso avaliar toda a lista de medicamentos que você fez uso e se realmente a lamotrigina seria a ideal e próxima da lista na tentativa de te proporcionar o melhor tratamento. A lamotrigina não é uma das primeiras escolhas, mas é comum a utilização de anticonvulsivantes, antidepressivos (como a nortriptilina), anti-hipertensivos (como o propranolol e a candesartana) e até mesmo tentativas com suplementação de minerais como o dimalato de magnésio (apesar da baixa evidência). Além, claro, do investimento no tratamento não medicamentoso (tratamento de insônia, humor, ansiedade, combate ao sedentarismo). Espero ter ajudado. Abraços.
Tanto a nortriptilina quanto a lamotrigina estão indicadas para o tratamento preventivo da enxaqueca.
Olá. A lamotrigina é um medicamento da classe dos antiepiléticos. Alguns antiepiléticos são bastante utilizados no tratamento da enxaqueca entre eles o topiramato e o ácido valpróico. A lamotrigina possui indicação formal para uso na enxaqueca para o tratamento das auras (sintomas neurológicos transitórios que cerca de 30% dos pacientes com enxaqueca apresentam). A lamotrigina não está associada a melhora tão importante da intensidade e frequência das crises de dor em si. Neste caso, existem outros medicamentos que apresentam melhor resultado para o tratamento.
Sim, a lamotrigina pode ser usada mesmo que você não tenha epilepsia. Embora ela tenha sido desenvolvida inicialmente para tratar convulsões, também tem efeito sobre o sistema nervoso que pode ajudar em outros problemas neurológicos — inclusive na enxaqueca, especialmente quando há sintomas persistentes, sensibilidade à luz, crises visuais ou alodínia (dor ao toque).

Nos casos mais difíceis de controlar — como o seu, com dor diária e uso frequente de Naramig e Neosaldina — o uso da lamotrigina pode fazer parte de um tratamento preventivo, junto com a nortriptilina que você já está usando.

O objetivo dela aqui não é cortar a dor na hora da crise, mas sim reduzir a frequência e a intensidade das dores com o tempo. Esse efeito costuma aparecer em semanas a meses, então é importante ter um pouco de paciência e seguir direitinho a orientação médica.

E só lembrando: tomar medicação para dor todos os dias, como o Naramig, pode acabar piorando a enxaqueca com o tempo (o que a gente chama de cefaleia por uso excessivo de analgésicos), então esse é mais um motivo para investir em um bom preventivo.
A lamotrigina é um medicamento originalmente desenvolvido para o tratamento de epilepsia (convulsões), mas algumas vezes é usada em outras condições neurológicas.

No entanto, estudos científicos mostram que a lamotrigina não é eficaz para prevenir enxaqueca sem aura — o tipo mais comum de enxaqueca que não apresenta aqueles sinais visuais ou sensoriais antes da dor. Ou seja, para quem tem enxaqueca diária sem aura, a lamotrigina geralmente não ajuda a reduzir a frequência ou a intensidade das crises.

Para a enxaqueca com aura (quando aparecem sintomas visuais ou sensoriais antes da dor), alguns relatos sugerem que a lamotrigina pode ajudar a diminuir a duração e a frequência da aura, e talvez até das crises de dor, mas essa evidência ainda é limitada e não conclusiva.

Por isso, o uso da lamotrigina para enxaqueca, especialmente sem aura, não é uma recomendação de primeira linha e costuma ser reservado para casos em que outros tratamentos já foram tentados sem sucesso.

Se o seu neurologista indicou lamotrigina, provavelmente considerou seu caso específico e avaliou que pode haver algum benefício. Porém, é importante conversar com ele sobre os objetivos do tratamento e esclarecer todas as suas dúvidas.

Estou à disposição para ajudar a orientar seu tratamento, discutir as opções mais adequadas para o seu tipo de enxaqueca e buscar o melhor controle para suas crises.
Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Olá! Sua dúvida é excelente — e muito comum entre pacientes com enxaqueca crônica resistente, especialmente quando já tentaram vários tratamentos sem resultado completo.

De fato, a lamotrigina (Neural, Lamitor) é um medicamento originalmente desenvolvido como anticonvulsivante, mas também tem importantes efeitos estabilizadores sobre a excitabilidade elétrica do cérebro, motivo pelo qual ela é usada em outras condições neurológicas, como enxaqueca, transtornos do humor e cefaleias refratárias.

No caso da enxaqueca, a lamotrigina não é o tratamento de primeira escolha para crises típicas (aquelas com dor intensa e latejante), mas pode ser muito útil em formas específicas, como:

Enxaqueca com aura visual ou sensorial frequente, em que há distúrbios visuais, formigamentos ou alterações na fala antes da dor;

Cefaleias diárias ou crônicas, que não responderam bem a outros preventivos;

Casos em que há intolerância ou contraindicação a outros medicamentos, como betabloqueadores, topiramato ou valproato.

O seu médico provavelmente prescreveu a lamotrigina como preventivo adjuvante, associada à nortriptilina, para reduzir a frequência e a intensidade das crises. Essa combinação é, sim, utilizada em neurologia para casos resistentes e pode oferecer boa resposta com o tempo.

É importante saber que o efeito preventivo não é imediato — a lamotrigina precisa ser introduzida lentamente (geralmente começando em 25 mg e aumentando progressivamente) e leva semanas a meses para atingir o benefício máximo. A introdução gradual é essencial para evitar efeitos adversos, como reações cutâneas.

Portanto, sim, ela pode ser usada mesmo em quem não tem epilepsia, desde que sob orientação médica, e pode ajudar a estabilizar o funcionamento cerebral envolvido nos mecanismos da enxaqueca.

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é seguir o esquema prescrito pelo seu neurologista e manter acompanhamento para ajustar as doses conforme sua resposta e tolerância.

Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da enxaqueca e manejo de dores crônicas, sempre com abordagem técnica e humanizada.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
A lamotrigina é um medicamento originalmente desenvolvido para o tratamento de crises epilépticas, mas que também tem indicações bem estabelecidas fora da epilepsia, especialmente em casos de enxaqueca crônica e refratária, enxaqueca com aura e transtornos de humor associados (como ansiedade e depressão). Ou seja, mesmo que você não tenha convulsões, ela pode ser utilizada com segurança e eficácia como parte do tratamento preventivo da dor de cabeça. A lamotrigina atua estabilizando a membrana dos neurônios e modulando a liberação de neurotransmissores excitatórios, o que reduz a hiperexcitabilidade cerebral que ocorre em crises de enxaqueca. Além disso, tem efeito regulador sobre o glutamato e a atividade elétrica cortical, mecanismos diretamente envolvidos na geração da dor e das auras visuais. Em pacientes com enxaqueca que não respondem bem a antidepressivos tricíclicos, betabloqueadores ou anticonvulsivantes clássicos (como topiramato), a lamotrigina é uma alternativa bastante válida — especialmente quando há sensibilidade intensa à luz, tontura, sintomas visuais, irritabilidade ou sobreposição com distúrbios emocionais. A associação com a nortriptilina, que você já utiliza, é uma estratégia terapêutica comum e pode potencializar o controle da dor, desde que monitorada por seu médico. É importante lembrar que a lamotrigina deve ser introduzida lentamente, com aumento gradual da dose, para evitar reações alérgicas cutâneas (como o rash). Os efeitos benéficos geralmente começam a aparecer após 4 a 6 semanas de uso contínuo. Caso surjam vermelhidão intensa, coceira, febre ou erupções na pele, o medicamento deve ser suspenso e o médico informado imediatamente. Além do tratamento medicamentoso, vale investir em ajustes de estilo de vida, como regular o sono, manter hidratação adequada, evitar jejum prolongado e identificar gatilhos alimentares e hormonais. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, cefaleias crônicas, enxaqueca e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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