Tenho 63 anos , tratada durante trinta como depressão. Um médico mais atencioso me identificou com b

Tenho 63 anos , tratada durante trinta como depressão. Um médico mais atencioso me identificou com bipolaridade 2 . Mas pela minha idade diz não ser possível o uso do lítio. É verdade? Obrigada

5 respostas


Idade, sozinha, não é contraindicação absoluta. O que acontece é que, em pessoas mais velhas, o lítio exige mais cautela, doses geralmente menores e monitorização mais rigorosa, principalmente de rim, tireoide, cálcio, sódio e nível sérico de lítio.

Dr. Victor de Oliveira Liberale

Dr. Victor de Oliveira Liberale

Médico clínico geral

São Paulo

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Não é verdade que o lítio seja automaticamente proibido apenas por você ter 63 anos. A idade, sozinha, não impede o uso. O que muda é que, em pessoas mais velhas, o lítio precisa ser avaliado com mais cautela, geralmente com doses menores, controle da litemia e acompanhamento de função renal, tireoide, cálcio, eletrólitos, pressão, hidratação e possíveis interações medicamentosas. Em alguns casos ele pode ser uma excelente opção para transtorno bipolar, inclusive bipolaridade tipo 2, mas em outros pode não ser a melhor escolha, principalmente se houver alteração renal importante, risco de desidratação, uso de medicações que interagem ou outras condições clínicas. O ideal é conversar com um psiquiatra para avaliar seus exames, histórico de oscilações de humor, medicações em uso e riscos individuais. Após muitos anos sendo tratada como depressão, faz muito sentido uma reavaliação cuidadosa do diagnóstico e do plano terapêutico.

Dra. Jéssica Carpaneda

Dra. Jéssica Carpaneda

Médico clínico geral

Goiânia

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Boa tarde, Não é verdade que o lítio não possa ser usado pela idade. Ele pode sim ser utilizado em pessoas mais velhas, mas com mais cuidado. Geralmente se usa doses menores e com acompanhamento mais próximo, principalmente de rim e tireoide. A decisão depende mais das condições clínicas do que da idade em si.

Dra. Ilana  Souza

Dra. Ilana Souza

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Na visão psiquiátrica, o diagnóstico de Transtorno Bipolar tipo 2 aos 63 anos merece uma avaliação cuidadosa, mas a idade, por si só, não impede o uso do lítio. O lítio é considerado um dos principais estabilizadores de humor para o tratamento do transtorno bipolar, inclusive em pessoas mais velhas, porém sua indicação depende das condições clínicas individuais. Em pacientes acima de 60 anos, o psiquiatra costuma ter atenção especial porque pode haver maior sensibilidade aos efeitos do medicamento e necessidade de ajustes de dose. Antes e durante o tratamento, geralmente são acompanhados exames como função renal, tireoide, níveis sanguíneos de lítio, eletrólitos e avaliação de interações com outros medicamentos. O fato de você ter sido tratada por muitos anos como depressão e posteriormente reavaliada como bipolaridade tipo 2 é algo importante, pois alguns pacientes podem apresentar piora ou instabilidade quando tratados apenas com antidepressivos, especialmente se houver oscilações de humor, períodos de maior energia, irritabilidade ou alterações do sono. O melhor caminho é conversar novamente com seu psiquiatra sobre os riscos e benefícios do lítio no seu caso. Existem outras opções de estabilizadores de humor, mas a escolha depende do seu histórico, sintomas atuais e exames. O objetivo é controlar sintomas de depressão, ansiedade, irritabilidade, transtornos de humor, insônia e prevenir recaídas, buscando maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


A idade, isoladamente, não contraindica o uso de lítio no transtorno bipolar tipo 2. Em pessoas mais velhas, porém, é necessário maior cuidado com função renal, tireoide, hidratação, sódio, interações medicamentosas e níveis séricos do lítio. Quando indicado, pode ser utilizado com monitorização adequada e ajustes individualizados. Portanto, a decisão deve considerar o estado clínico global, exames laboratoriais, função renal e risco-benefício, e não apenas a idade cronológica.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.