Tenho um neto, com treze anos, que tem muita dificuldade em aceitar qualquer adversidade, tem baixa
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Tenho um neto, com treze anos, que tem muita dificuldade em aceitar qualquer adversidade, tem baixa auto estima, come mal, se recusa a levantar cedo para ir a escola, se refugia no computador e celular, muitas vezes fica até de madrugada sem dormir. Já foi pensado que ele possa ter TOD, mas o ponto crucial é que ele não quer ser contrariado nas suas vontades, e quando isto ocorre, ele agride fisicamente a mãe, e até mesmo demais familiares, e ainda se auto agride, fazendo cortes nos braços. Pergunto que caminhos nos resta seguir, considerando-se que já foi atendido por psiquiatras, neurologista e atendimento psicológico.
O Transtorno Opositor Desafiador (TOD) tem como tratamento a psicoterapia da criança e é recomendado que os pais e cuidadores também realizem o tratamento, além do aconselhamento familiar. Seu médico psiquiatra pode indicar o melhor tratamento medicamentoso para o caso.
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Concordo com a Colega Clarisse Moreno Psiquiatra, e reitero insistir no tratamento psicológico com psicoterapia da criança e dos pais, o psicólogo tem que trabalhar essa relação entre o filho e os pais, e desenvolver essa relação e sentimentos e habilidades que necessitam ser trabalhadas.
Abraços
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É possível que estes comportamentos não tenham surgido na adolescência, mas, está sendo mais difícil de lidar nesta fase da vida, o que vai requer um esforço maior e novas aprendizagens por parte de todos. Assim, a Psicoterapia para o adolescente e para os cuidadores é muito importante, bem como a continuidade do tratamento com o Psiquiatra.
Para resultados positivos da Psicoterapia, o adolescente deve ter um profissional que consiga interagir muito bem com ele, com empatia e utilizando seus conhecimentos técnicos com eficácia. O espaço terapêutico deve ser um lugar em que o adolescente goste de estar. E, nestas condições, os resultados da Psicoterapia promoverão bem-estar e qualidade de vida para todos os envolvidos.
Para resultados positivos da Psicoterapia, o adolescente deve ter um profissional que consiga interagir muito bem com ele, com empatia e utilizando seus conhecimentos técnicos com eficácia. O espaço terapêutico deve ser um lugar em que o adolescente goste de estar. E, nestas condições, os resultados da Psicoterapia promoverão bem-estar e qualidade de vida para todos os envolvidos.
Concordo com os colegas , é importante que sejam atendidos com uma terapia familiar , onde a família poderá aprender uma forma mais funcional de se relacionar e de lidar com este problema. O adolescente poderá ser atendido por um profissional com a Terapia Comportamental Dialética, que ajuda o paciente a encontrar o seu melhor equilíbrio pessoal, a aceitar seu jeito de ser e descobrir caminhos para o que pode ser mudado. O tratamento é multidisciplinar, onde o psiquiatra , psicologo ,etc, trabalham em conjunto. Boa sorte p sua familia
A adolescência é um período importante na vida do sujeito. Fase de importantes transformações, no corpo e na psique. É um momento em que a pessoa, além de vivenciar alguns lutos (figuras paternas, corpo infantil, etc..), precisa fazer escolhas que ainda não se sente preparada. Essa fase vem acompanhada de uma construção de identidade, de escolhas, diferentes até mesmo daquelas que os pais projetadas em seus filhos. Isso, associado a uma série de mudanças hormonais desencadeia uma luta interna para desapegar de suas figuras infantis e adentrar em uma fase diferente da vida. Primeiramente é importante que ele tenha um bom diagnóstico para assim iniciar o uso da medicação adequada, juntamente com uma psicoterapia para se conhecer melhor e conseguir se fortalecer para fazer suas escolhas e se equilibrar melhor.
Olá!
A partir do seu relato, fica difícil te dar uma orientação, pois parece se tratar de um caso complexo, em que seu neto está precisando muito de ajuda. Eu teria muitas outras perguntas para te fazer, mas inicialmente, o essencial é que ele esteja em acompanhamento periódico (no mínimo 1 vez por semana) com Psicólogo e Psiquiatra; e se esse diagnóstico de TOD foi dado por esses profissionais a partir de uma avaliação?
Abraço!
A partir do seu relato, fica difícil te dar uma orientação, pois parece se tratar de um caso complexo, em que seu neto está precisando muito de ajuda. Eu teria muitas outras perguntas para te fazer, mas inicialmente, o essencial é que ele esteja em acompanhamento periódico (no mínimo 1 vez por semana) com Psicólogo e Psiquiatra; e se esse diagnóstico de TOD foi dado por esses profissionais a partir de uma avaliação?
Abraço!
O transtorno opositor é um desafio clínico. São crianças que necessitam de limites muito claros e a orientação para os pais é o que mais funciona. As terapias mais indicadas são as voltadas para o comportamento, Cognitivo comportamental, analise do comportamento. Eh necessário ensinar o manejo da criança com os pais, orientar a escola e as rédeas tem que ser curtas. O terapeuta tem que ser experiente e a família tem que se comprometer como um todo. Ele já fez avaliação neuropsicológica? Isso pode ajudar muito . Precisa saber em números quais são as dificuldades e facilidades dele. A terapia é familiar. A reabilitação neuropsicologica deve ser feita com a familia.
Este comportamento é presente no Transtorno Opositor Desafiador (TOD). Sugiro que leve-o ao psicólogo de abordagem Análise do comportamento ou Terapia cognitivo-comportamental que são as mais indicadas para esse caso. Os familiares também devem buscar uma orientação familiar pois será preciso ter mudanças na maneira como vocês lidam com as agressões dele. O TOD bem tratado possui resultados excelentes desde que seja primário. O não cuidado prematuro pode evoluir para um transtorno de personalidade à partir da adolescência. Busque um psicólogo destas abordagens de confiança.
O tratamento psicoterapêutico precisa abarcar seu neto, família e escola. Conhecer o que acontece nesses três contextos é fundamental para o entendimento do caso como um todo.
A psicoterapia individual, analítica comportamental ou cognitiva comportamental, fornecerá ao seu neto um ambiente que o ajudará a se conscientizar de sua sua situação e proporcionar mudanças comportamentais e maior regulação emocional. Entretanto, este trabalho deve estar bem alinhado com a família e a escola, pois mudanças na dinâmica familiar e escolar são mais do que necessárias para o surgimento de bons resultados no tratamento.
A psicoterapia individual, analítica comportamental ou cognitiva comportamental, fornecerá ao seu neto um ambiente que o ajudará a se conscientizar de sua sua situação e proporcionar mudanças comportamentais e maior regulação emocional. Entretanto, este trabalho deve estar bem alinhado com a família e a escola, pois mudanças na dinâmica familiar e escolar são mais do que necessárias para o surgimento de bons resultados no tratamento.
O quadro que você descreve é complexo e requer um cuidado contínuo, especializado e multidisciplinar. Os comportamentos do seu neto — intolerância a frustrações, explosões de raiva, agressividade, isolamento, distúrbios do sono e autoagressões — indicam um sofrimento psíquico importante que ultrapassa a mera “rebeldia” típica da adolescência. É possível que ele apresente um Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD), mas também pode haver comorbidades associadas, como depressão infantil, transtornos de ansiedade, TDAH, disfunção da regulação emocional ou até um quadro dentro do espectro autista leve (TEA nível 1). Nesses casos, o diagnóstico diferencial é essencial, pois o tratamento muda conforme a origem dos sintomas. Quando o paciente já passou por psiquiatra, neurologista e psicólogo sem melhora significativa, é importante revisar o plano terapêutico, buscando profissionais que trabalhem de forma integrada e tenham experiência em transtornos do comportamento infantojuvenil. A abordagem mais eficaz costuma envolver: 1. Avaliação neuropsicológica completa, para investigar funções cognitivas, emocionais e sociais — ela ajuda a identificar déficits de atenção, rigidez cognitiva, impulsividade e dificuldades de regulação emocional. 2. Terapia comportamental estruturada (como a Terapia Cognitivo-Comportamental ou Terapia Dialética Comportamental adaptada para adolescentes), que ensina técnicas de autocontrole, empatia e manejo da raiva. 3. Acompanhamento familiar (psicoeducação), pois os pais e cuidadores precisam aprender estratégias específicas para lidar com o comportamento opositor, evitando reforçar padrões negativos e estabelecendo limites consistentes sem recorrer à punição emocional. 4. Reavaliação psiquiátrica e neurológica, considerando possíveis ajustes de medicação, especialmente se houver impulsividade severa, distúrbio de sono ou ideação suicida. Em alguns casos, é necessário um período de internação breve ou acompanhamento intensivo em clínicas ou CAPS infantojuvenil, para garantir segurança física e reorganização terapêutica. O ponto mais importante neste momento é garantir a integridade dele e dos familiares, evitando confrontos diretos e buscando apoio emergencial sempre que houver risco de autoagressão ou violência. A ideação ou prática de automutilação é um sinal de alerta que exige intervenção imediata — nesses momentos, é indicado procurar um pronto-atendimento psiquiátrico ou o CVV (Centro de Valorização da Vida – 188). Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, comportamento infantojuvenil, TDAH, TOD e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
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