Tive uma primeira experiência amorosa muito positiva com uma pessoa. Foi algo bastante intenso, que

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Tive uma primeira experiência amorosa muito positiva com uma pessoa. Foi algo bastante intenso, que não vivia há muito tempo. Era a sensação de estar apaixonado. Mas eu não sei se pela ansiedade, por ser introvertido e muito sensível, logo começaram a surgir questionamentos sobre a experiência, do tipo: será que eu gosto dela, como vai ser o futuro? É muito estranho, sensações antagônicas, uma angústia grande. Foi uma situação muito boa e logo depois eu já estava questionando tudo, pensando se iria pra frente.
Isso é normal?
Acho que Preciso de terapia, mas não conheco nenhum profissional também.
 Stephanie Von Wurmb Helrighel
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
O que você descreve é mais comum do que parece, especialmente em pessoas sensíveis, introspectivas e com uma vida emocional profunda. Sim, é possível viver uma experiência amorosa muito positiva, intensa e verdadeira e, ao mesmo tempo, sentir ansiedade, angústia e questionamentos logo em seguida — isso não invalida o que você sentiu.

Quando algo bom acontece depois de um período de vazio, solidão ou contenção emocional, o psiquismo pode reagir com ambivalência. De um lado, existe o prazer, o encantamento, a sensação de estar vivo e apaixonado; de outro, surge o medo: medo de perder, de se machucar, de não corresponder, de não saber sustentar aquilo no futuro. A mente tenta “se antecipar” para se proteger, e isso pode transformar algo prazeroso em uma fonte de angústia. Não é falta de sentimento, é excesso de ansiedade.

Pessoas muito sensíveis costumam sentir tudo com mais intensidade, inclusive a dúvida. O pensamento começa a questionar aquilo que o afeto ainda está vivendo: “será que gosto mesmo?”, “será que isso vai durar?”, “e se eu estiver me enganando?”. Esses questionamentos não significam que a relação não seja boa, mas que existe um conflito interno entre o desejo de se entregar e o medo de se implicar emocionalmente. É como se uma parte sua quisesse viver a experiência e outra estivesse tentando manter o controle para não sofrer.

A angústia que você descreve é um sinal importante de que algo dentro de você merece ser escutado com mais profundidade. A terapia pode ajudar justamente nisso: entender por que o afeto rapidamente vira dúvida, de onde vem essa necessidade de analisar tudo, quais experiências passadas influenciam essa forma de se relacionar e como você pode viver os vínculos com menos medo e mais presença. Não se trata de “consertar” você, mas de compreender seu funcionamento emocional.

O fato de você reconhecer que talvez precise de terapia já mostra um movimento de cuidado consigo mesmo. Se quiser, posso te orientar sobre como buscar um profissional, que tipo de abordagem pode te ajudar mais e o que observar em um primeiro contato terapêutico. Você não está estranho, nem quebrado — você está tentando lidar com sentimentos importantes sem ainda ter um espaço seguro para elaborá-los. E esse espaço pode ser construído.

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O que você descreve é mais comum do que parece, especialmente em pessoas mais sensíveis, ansiosas ou introspectivas. Vivenciar uma experiência amorosa intensa pode despertar emoções muito boas, mas também ativar medo, dúvidas e insegurança, principalmente quando há pouca experiência prévia ou quando a relação toca necessidades emocionais profundas.

É importante entender que emoção e ansiedade podem coexistir. Sentir prazer, conexão e encantamento não impede que o cérebro, ao mesmo tempo, comece a tentar “se proteger”, fazendo perguntas como “será que é isso mesmo?”, “e se eu sofrer?” ou “como vai ser o futuro?”. Essas dúvidas não significam falta de sentimento, muitas vezes são uma tentativa de lidar com a vulnerabilidade que o vínculo traz.

Pessoas ansiosas costumam buscar certezas imediatas, mas relações afetivas, especialmente no início, envolvem naturalmente incerteza. Quando há sensibilidade emocional, essa incerteza pode ser sentida como angústia intensa, gerando pensamentos contraditórios: querer estar perto e, ao mesmo tempo, sentir vontade de se afastar para aliviar o desconforto.

Do ponto de vista da TCC e da DBT, isso não é um “problema de caráter” nem sinal de que algo esteja errado com você. É um padrão que pode ser trabalhado, aprendendo a diferenciar emoção de pensamento ansioso, tolerar a incerteza sem precisar decidir tudo de imediato e regular a angústia sem invalidar a experiência positiva.

Buscar terapia faz sentido, sim. Mas não porque você esteja “quebrado” ou seja "problemático", mas porque entender seus padrões emocionais e relacionais pode trazer muito alívio e clareza. Um bom processo terapêutico ajuda a viver vínculos com menos medo e mais presença, sem precisar apagar a sensibilidade que também é parte de quem você é.
Experiências amorosas intensas podem ativar emoções muito positivas ao mesmo tempo em que despertam ansiedade, dúvidas e medo, especialmente em pessoas mais sensíveis, introvertidas ou com tendência a monitorar excessivamente seus estados internos; do ponto de vista psicológico, essa oscilação entre encantamento e angústia costuma estar ligada a pensamentos automáticos, antecipações sobre o futuro e tentativas de obter certeza absoluta sobre sentimentos que, por natureza, são construídos ao longo do tempo, e não precisam estar totalmente definidos no início de uma relação; quando a ansiedade entra em cena, ela pode distorcer a percepção da experiência, levando a questionamentos recorrentes (“será que gosto mesmo?”, “e se não der certo?”) que geram sofrimento e acabam afastando a pessoa da vivência presente; nesse contexto, a psicoterapia tem um papel fundamental, pois oferece um espaço seguro para compreender esses processos emocionais e cognitivos, aprender a diferenciar sentimentos de pensamentos ansiosos, desenvolver autocompaixão e construir relações de forma mais consciente e alinhada aos próprios valores, sem a exigência de respostas imediatas; buscar um psicólogo é um passo legítimo e cuidadoso no seu processo de recuperação e crescimento emocional, e não um sinal de fraqueza, mas de responsabilidade consigo mesmo e com sua saúde mental.
Olá, sinto muito por isso. Eu imagino que deve ser difícil ficar nesse mix de sentimentos. O que eu posso te orientar é a procurar uma psicoterapia, para te ajudar a lidar com isso, pensar em possibilidades, entender o que está acontecendo com você. Aqui, você pode dar uma olhada nos perfis dos psicólogos, procurar as redes sociais de cada um, ver as suas avaliações, para você ver com quem você se identifica mais, para escolher o seu ou a sua terapeuta. Mas eu espero que as coisas melhorem. E qualquer coisa, estou à disposição. Abraços!
O que você descreve é mais comum do que parece e não significa que a experiência tenha sido falsa ou que você “não saiba sentir”. Em pessoas sensíveis, introvertidas ou ansiosas, momentos de conexão intensa podem ativar, ao mesmo tempo, prazer e medo de perder, de errar ou de se comprometer. O cérebro tenta antecipar o futuro para se proteger, e isso gera questionamentos, ambivalência e angústia logo após algo bom.
Essas sensações antagônicas costumam estar ligadas a ansiedade, padrões de apego e dificuldade de tolerar a intensidade emocional, não à falta de sentimento. Terapia ajuda justamente a diferenciar ansiedade de desejo, compreender esses padrões e viver relações com mais clareza e segurança emocional.
Se fizer sentido para você, a psicoterapia pode ser um espaço acolhedor para entender o que está acontecendo e atravessar esse momento com mais tranquilidade. Estou à disposição para te acompanhar nesse processo. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Olá, tudo bem? Veja só, existe sim um nível de normalidade em se sentir ansioso e pensar sobre várias coisas. Contudo, essas sensações podem escalar para níveis intensos, alterando até mesmo experiências prazerosas. A terapia é sim recomendada quando a pessoa sente que essas sensações estão reduzindo sua qualidade de vida. Caso você opte por tentar o processo, posso te acompanhar.
O que você descreve é mais comum do que parece. Vivências afetivas intensas costumam produzir sensações agradáveis, mas também podem ativar ansiedade, dúvidas e pensamentos antecipatórios, especialmente em pessoas mais sensíveis, introspectivas ou que passaram muito tempo sem se envolver emocionalmente.
Na Análise do Comportamento, entendemos que emoções e pensamentos fazem parte da experiência, mas não são sinais de que algo está “errado” com você ou com a relação. Questionamentos como “será que eu gosto?” ou “como será o futuro?” costumam surgir quando o vínculo começa a ganhar importância, pois o envolvimento também traz a possibilidade de perda, frustração ou rejeição.
Essa ambivalência — sentir prazer e, ao mesmo tempo, angústia — é algo humano. O problema não está em sentir, mas em como essas sensações passam a conduzir decisões, muitas vezes levando à evitação ou ao sofrimento excessivo.
A psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo. Ela oferece um espaço seguro para compreender melhor suas reações emocionais, sua ansiedade e seus padrões de relacionamento, favorecendo escolhas mais conscientes e alinhadas com o que você valoriza. Buscar um profissional é um passo de cuidado consigo mesmo, não um sinal de fraqueza.
Se sentir que essas angústias estão frequentes ou interferindo na sua vida, procurar um psicólogo pode ser muito benéfico.

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