Ultimamente tenho me sentido muito cansada mentalmente, mesmo sem estar fazendo muitas coisas. É com
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Ultimamente tenho me sentido muito cansada mentalmente, mesmo sem estar fazendo muitas coisas. É como se eu carregasse um peso constante durante todo o dia. Tenho episódios em que interrompo o uso do antidepressivo, e não sei exatamente por que isso acontece. Sempre surgem pensamentos de que vou ficar assim para sempre e que nunca vou melhorar.
Tenho ansiedade generalizada e percebo que penso de forma muito negativa na maior parte do tempo. Diariamente me sinto triste, angustiada e ansiosa por qualquer coisa, sem motivação e sem esperança. Esses sentimentos se intensificam principalmente em relação ao tratamento medicamentoso. Apesar de o remédio me ajudar bastante quando estou usando corretamente, acabo abandonando o tratamento em alguns momentos, sem entender exatamente o motivo.
Acredito que esses episódios possam estar relacionados a sintomas depressivos associados à ansiedade, pois tenho pensamentos frequentes de que nada vai dar certo, que nada muda e que vou permanecer assim para sempre. Nessas fases, sinto uma grande falta de motivação e esperança, além de vontade constante de dormir e dificuldade de reagir às coisas do dia a dia, o porque que isso acontece?
Tenho ansiedade generalizada e percebo que penso de forma muito negativa na maior parte do tempo. Diariamente me sinto triste, angustiada e ansiosa por qualquer coisa, sem motivação e sem esperança. Esses sentimentos se intensificam principalmente em relação ao tratamento medicamentoso. Apesar de o remédio me ajudar bastante quando estou usando corretamente, acabo abandonando o tratamento em alguns momentos, sem entender exatamente o motivo.
Acredito que esses episódios possam estar relacionados a sintomas depressivos associados à ansiedade, pois tenho pensamentos frequentes de que nada vai dar certo, que nada muda e que vou permanecer assim para sempre. Nessas fases, sinto uma grande falta de motivação e esperança, além de vontade constante de dormir e dificuldade de reagir às coisas do dia a dia, o porque que isso acontece?
Nós somos influenciados por muitas coisas, crenças de pessoas próximas (algo vai acontecer de ruim e eu não vou dar conta), traumas emocionais, ambiente de relacionamentos tóxicos, problemas no trabalho, variação hormonal, etc. Muitas coisas podem nos desmotivar. Como cada caso é um caso, vale a pena buscar ajuda de um psicólogo , com quem você se sinta bem e tenha confiança, para entender o que está acontecendo e te ajudar a perceber o que a está afetando e te ajudar a elaborar o que for necessário.
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O que você relata é compatível com um quadro de ansiedade generalizada associada a sintomas depressivos. O cansaço mental constante ocorre porque a mente permanece em estado de alerta, com pensamentos negativos e preocupações frequentes.
Os pensamentos de que nada vai mudar e de que você ficará assim para sempre fazem parte dos sintomas depressivos e não representam a realidade.
A interrupção do uso do antidepressivo, apesar da melhora percebida, pode estar relacionada à própria oscilação do quadro, com redução da motivação e ambivalência em relação ao tratamento.
Nesse caso terapia é necessária para: compreender esses ciclos, trabalhar os pensamentos automáticos negativos e fortalecer estratégias para manter o tratamento de forma mais estável.
Os pensamentos de que nada vai mudar e de que você ficará assim para sempre fazem parte dos sintomas depressivos e não representam a realidade.
A interrupção do uso do antidepressivo, apesar da melhora percebida, pode estar relacionada à própria oscilação do quadro, com redução da motivação e ambivalência em relação ao tratamento.
Nesse caso terapia é necessária para: compreender esses ciclos, trabalhar os pensamentos automáticos negativos e fortalecer estratégias para manter o tratamento de forma mais estável.
Sinto muito que esteja passando por isso! Quando ansiedade e sintomas depressivos se sobrepõem é comum sentir esses sintomas. A ansiedade constante gera cansaço mental intenso, e a depressão estreita a forma de perceber possibilidades para o futuro e faz surgir pensamentos de que as coisas não vão mudar. Quando o uso é interrompido, os sintomas tendem a retornar e por isso é importante investigar o que te leva a parar com as medicações. Com acompanhamento e escuta de um profissional qualificado esse padrão pode ser compreendido e cuidado.
O que você descreve é muito comum quando a ansiedade se associa a sintomas depressivos. O cansaço mental constante, o peso ao longo do dia e os pensamentos de que “vai ser assim para sempre” são os efeitos do próprio adoecimento emocional. Nesses períodos, a falta de esperança e de energia pode levar, paradoxalmente, ao abandono do tratamento: não porque você não queira melhorar, mas porque a depressão afeta justamente a motivação e o cuidado consigo. A ansiedade reforça pensamentos negativos e catastróficos, criando a sensação de aprisionamento. O fato de o medicamento ajudar quando usado corretamente é um dado importante. Para compreender melhor esses ciclos e ajustar o tratamento, é fundamental um acompanhamento contínuo com psicoterapia e com quem prescreve a medicação. Isso pode ajudar você a atravessar essas fases com mais sustentação e menos culpa.
Olá, tudo bem? Manter o uso diário de medicamentos pode ser bem desafiador, especialmente em episódios de humor. Pelo que entendi, você sente fortes emoções em relação ao uso de medicamentos. É importante entender o que você pensa e sente em relação a isso. Não há nada de errado, vergonhoso ou qualquer coisa do tipo em se cuidar. E a resposta nunca pode ser deixar de se cuidar. Contudo, acredito que há algo mais importante que as interrupções das medicações na sua história. Que é esses pensamentos de que você vai permanecer assim pra sempre. Veja só, se você sente que os seus tratamentos atuais não são suficientes para motivar mudanças significativas no seu sofrimento, pode ser importante então buscar outros tipos de ajuda. Acredito que a psicoterapia pode ser bastante benéfica pra você, e ela poderia ajudar também a tomar a medicação de forma mais consistente.
Olá. Sinto muito que esteja passando por esse momento tão exaustivo. O que você descreve — essa sensação de "peso constante" e os pensamentos de que "nada vai mudar" — são sintomas clássicos do que chamamos na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) de Tríade Cognitiva da Depressão: uma visão negativa sobre si mesma, sobre o mundo e, principalmente, sobre o futuro.
É importante que você saiba que o pensamento "vou ficar assim para sempre" não é uma previsão do futuro, é um sintoma. É a ansiedade e o quadro depressivo "falando" por você.
Sobre interromper a medicação: muitas vezes, isso ocorre por um mecanismo de autossabotagem ou por uma dificuldade de aceitar o tratamento contínuo. Porém, ao parar abruptamente, seu corpo sofre uma queda brusca de neurotransmissores, o que intensifica a fadiga, a angústia e confirma a crença falsa de que "nada funciona".
O tratamento eficaz envolve duas frentes: a medicamentosa (para dar base biológica) e a psicoterapia (para ensinar você a identificar e questionar esses pensamentos automáticos negativos antes que eles ditem seu comportamento). É possível quebrar esse ciclo.
É importante que você saiba que o pensamento "vou ficar assim para sempre" não é uma previsão do futuro, é um sintoma. É a ansiedade e o quadro depressivo "falando" por você.
Sobre interromper a medicação: muitas vezes, isso ocorre por um mecanismo de autossabotagem ou por uma dificuldade de aceitar o tratamento contínuo. Porém, ao parar abruptamente, seu corpo sofre uma queda brusca de neurotransmissores, o que intensifica a fadiga, a angústia e confirma a crença falsa de que "nada funciona".
O tratamento eficaz envolve duas frentes: a medicamentosa (para dar base biológica) e a psicoterapia (para ensinar você a identificar e questionar esses pensamentos automáticos negativos antes que eles ditem seu comportamento). É possível quebrar esse ciclo.
Olá, como vai?
A partir do que você relata, compreendo que você não tem energia para se comprometer com a responsabilidade do tratamento medicamentoso. Você pode conversar com seu psiquiatra e avaliar a troca, alteração de dosagem etc. Infelizmente, acertar a dosagem de medicação psiquiátrica é um processo exaustivo para o paciente, que sofre com as desregulações e seus efeitos. Entretanto, além da medicação outras terapêuticas devem estar associadas ao tratamento de depressão, como: psicoterapia semanal, psicoterapia de grupo, exercícios físicos, arteterapia entre outros; consultas com clínico geral, para verificar a necessidade de encaminhamentos e nutricionistas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos entre outros; e realizar atividades de lazer, como passeios, leituras, turisitar, viajar e participar de grupos. A expectativa é que o paciente vá adicionando essas atividades aos poucos, de forma gradativa
Espero ter ajudado fico à disposição.
A partir do que você relata, compreendo que você não tem energia para se comprometer com a responsabilidade do tratamento medicamentoso. Você pode conversar com seu psiquiatra e avaliar a troca, alteração de dosagem etc. Infelizmente, acertar a dosagem de medicação psiquiátrica é um processo exaustivo para o paciente, que sofre com as desregulações e seus efeitos. Entretanto, além da medicação outras terapêuticas devem estar associadas ao tratamento de depressão, como: psicoterapia semanal, psicoterapia de grupo, exercícios físicos, arteterapia entre outros; consultas com clínico geral, para verificar a necessidade de encaminhamentos e nutricionistas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos entre outros; e realizar atividades de lazer, como passeios, leituras, turisitar, viajar e participar de grupos. A expectativa é que o paciente vá adicionando essas atividades aos poucos, de forma gradativa
Espero ter ajudado fico à disposição.
Olá, boa tarde.
Na TCC estudamos que nossos pensamentos estão diretamente ligados à forma como vemos o mundo. Por mais que você tenha o raciocínio lógico de que suas medicações a estão ajudando, seu sentimento de desesperança pode estar gerando pensamentos do tipo: "essa medicação não está ajudando em nada" ou "não vou melhorar, pra quê vou ficar tomando isso?". Esses são alguns exemplos, mas podem haver muitos outros pensamentos que poderão explicar o fato de você não tomar o remédio.
Nem sempre nosso raciocínio lógico está acompanhando a forma como nós interpretamos. PRincipalmente quando estamos em sofrimento psicológico. Caso não esteja em tratamento psicológico (apenas psiquiátrico), recomendo fortemente que busque. A TCC contribuiria diretamente nessa demanda.
Espero ter ajudado, grande abraço.
Na TCC estudamos que nossos pensamentos estão diretamente ligados à forma como vemos o mundo. Por mais que você tenha o raciocínio lógico de que suas medicações a estão ajudando, seu sentimento de desesperança pode estar gerando pensamentos do tipo: "essa medicação não está ajudando em nada" ou "não vou melhorar, pra quê vou ficar tomando isso?". Esses são alguns exemplos, mas podem haver muitos outros pensamentos que poderão explicar o fato de você não tomar o remédio.
Nem sempre nosso raciocínio lógico está acompanhando a forma como nós interpretamos. PRincipalmente quando estamos em sofrimento psicológico. Caso não esteja em tratamento psicológico (apenas psiquiátrico), recomendo fortemente que busque. A TCC contribuiria diretamente nessa demanda.
Espero ter ajudado, grande abraço.
Olá, sinto muito pelo que está passando. Sobre o abandono da medicação, a interrupção é comum. Estudos em cuidados primários e psiquiatria mostram taxas elevadas de abandono, especialmente sem acompanhamento próximo.
As causas são multifatoriais: fatores do medicamento, da pessoa, do contexto e do sistema de saúde.
Somente com seu relato é dificil uma resposta mais efetiva, pois deveria haver uma melhor contextualização de muitos precedentes.
Mas posso citar alguns fatores: é possível que existam crenças, expectativas e estigma
“Se me sinto melhor, não preciso mais” (interrupção precoce após melhora parcial).
Pode existir um estigma interno/externo sobre uso de psicotrópicos.
Crenças negativas sobre medicamentos (Nocebo) e desconfiança do tratamento.
Expectativas irreais: desejar alívio total e imediato, ou ausência completa de efeitos colaterais.
Sintomas e características pessoais também podem ter a consequência de interromper o tratamento: sintomas da própria depressão: baixa motivação, esquecimento, desesperança (reduzem adesão).
Experiências anteriores negativas com medicação ou diagnóstico e comorbidades.
Como você diz sentir "fases" de falta de motivação e esperança, seria um caminho a explorar com acompanhamento profissional. Espero ter ajudado um pouquinho! Um abraço
As causas são multifatoriais: fatores do medicamento, da pessoa, do contexto e do sistema de saúde.
Somente com seu relato é dificil uma resposta mais efetiva, pois deveria haver uma melhor contextualização de muitos precedentes.
Mas posso citar alguns fatores: é possível que existam crenças, expectativas e estigma
“Se me sinto melhor, não preciso mais” (interrupção precoce após melhora parcial).
Pode existir um estigma interno/externo sobre uso de psicotrópicos.
Crenças negativas sobre medicamentos (Nocebo) e desconfiança do tratamento.
Expectativas irreais: desejar alívio total e imediato, ou ausência completa de efeitos colaterais.
Sintomas e características pessoais também podem ter a consequência de interromper o tratamento: sintomas da própria depressão: baixa motivação, esquecimento, desesperança (reduzem adesão).
Experiências anteriores negativas com medicação ou diagnóstico e comorbidades.
Como você diz sentir "fases" de falta de motivação e esperança, seria um caminho a explorar com acompanhamento profissional. Espero ter ajudado um pouquinho! Um abraço
O que você descreve é muito comum em quadros de ansiedade generalizada associada a sintomas depressivos e não significa fraqueza ou falta de vontade. O cansaço mental constante, mesmo sem muitas atividades, costuma estar ligado a hiperatividade mental, ruminação, autocrítica e a um sistema nervoso em estado prolongado de alerta. Isso gera sensação de peso, desânimo e dificuldade de reagir ao dia a dia.
Os pensamentos de que “vai ser assim para sempre” e a visão negativa persistente podem ser sinais de distorções cognitivas típicas da ansiedade e da depressão. Já a interrupção do antidepressivo, mesmo quando ele ajuda, pode estar relacionada a ambivalência emocional, medo de depender do remédio, oscilação do humor ou dificuldade de sustentar cuidados quando a energia está baixa; algo frequente nesses quadros.
A psicoterapia ajuda a compreender esse ciclo, trabalhar a regulação emocional, fortalecer a adesão ao tratamento e construir esperança realista, além de articular o cuidado psicológico com o acompanhamento médico.
Se você se reconhece nisso, posso te acompanhar em psicoterapia com acolhimento, expertise e profundidade para entender o que está acontecendo e construir caminhos de melhora consistentes. Você não precisa lidar com isso sozinha. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Os pensamentos de que “vai ser assim para sempre” e a visão negativa persistente podem ser sinais de distorções cognitivas típicas da ansiedade e da depressão. Já a interrupção do antidepressivo, mesmo quando ele ajuda, pode estar relacionada a ambivalência emocional, medo de depender do remédio, oscilação do humor ou dificuldade de sustentar cuidados quando a energia está baixa; algo frequente nesses quadros.
A psicoterapia ajuda a compreender esse ciclo, trabalhar a regulação emocional, fortalecer a adesão ao tratamento e construir esperança realista, além de articular o cuidado psicológico com o acompanhamento médico.
Se você se reconhece nisso, posso te acompanhar em psicoterapia com acolhimento, expertise e profundidade para entender o que está acontecendo e construir caminhos de melhora consistentes. Você não precisa lidar com isso sozinha. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Entendo como isso é cansativo e angustiante. Pelo que você descreve, é compatível com sintomas depressivos associados à ansiedade, o que ajuda a explicar esse ciclo — inclusive a interrupção do antidepressivo.
A ansiedade crônica mantém mente e corpo em alerta constante. Mesmo “sem fazer nada”, o cérebro rumina, antecipa problemas e se cobra, gerando cansaço profundo e sensação de peso. Quando a depressão entra, surgem pensamentos como “vou ficar assim para sempre” — distorções típicas, não previsões reais.
Interromper o antidepressivo acontece mais do que parece e costuma estar ligado a falta de motivação, sensação de “não adianta” ou exaustão emocional. É sintoma do quadro, não falha sua. O problema é que parar sem orientação tende a aumentar a instabilidade e reforçar o ciclo.
O tratamento vira um “termômetro”: quando piora, a desesperança faz o remédio parecer inútil, criando ambivalência com o cuidado.
O que ajuda:
Falar abertamente com o psiquiatra sobre as interrupções.
Psicoterapia para trabalhar ruminação e desesperança.
Manter a medicação conforme prescrito até orientação médica (use lembretes/apoio).
Lembrar que “nada muda” é sintoma, não verdade.
Isso tem explicação e tratamento. Com acompanhamento, é possível recuperar energia e esperança e viver com menos sofrimento. Você não está sozinha.
A ansiedade crônica mantém mente e corpo em alerta constante. Mesmo “sem fazer nada”, o cérebro rumina, antecipa problemas e se cobra, gerando cansaço profundo e sensação de peso. Quando a depressão entra, surgem pensamentos como “vou ficar assim para sempre” — distorções típicas, não previsões reais.
Interromper o antidepressivo acontece mais do que parece e costuma estar ligado a falta de motivação, sensação de “não adianta” ou exaustão emocional. É sintoma do quadro, não falha sua. O problema é que parar sem orientação tende a aumentar a instabilidade e reforçar o ciclo.
O tratamento vira um “termômetro”: quando piora, a desesperança faz o remédio parecer inútil, criando ambivalência com o cuidado.
O que ajuda:
Falar abertamente com o psiquiatra sobre as interrupções.
Psicoterapia para trabalhar ruminação e desesperança.
Manter a medicação conforme prescrito até orientação médica (use lembretes/apoio).
Lembrar que “nada muda” é sintoma, não verdade.
Isso tem explicação e tratamento. Com acompanhamento, é possível recuperar energia e esperança e viver com menos sofrimento. Você não está sozinha.
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