Um psicólogo consegue se auto se cuidar sem precisar fazer terapia com outro psicólogo? Pq se ele co
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Um psicólogo consegue se auto se cuidar sem precisar fazer terapia com outro psicólogo? Pq se ele consegue tratar outros, seria positivo ele conseguir se ouvir e se tratar não é
Olá! O psicólogo, como qualquer sujeito, está atravessado pelo desejo e pelo inconsciente — e é justamente essa brecha que o impede de ser o mestre absoluto de si. A análise do outro não opera no mesmo lugar que a própria travessia, pois o que escapa em nós só pode ser capturado na fala endereçada a um outro. Associar sobre si mesmo é diferente de se deixar surpreender pela fala que escapa no divã. Se o sofrimento for intenso, buscar um analista é um ato ético: é no laço com o outro que o impossível de elaborar ganha movimento.
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Então, todo terapeuta deveria se auto cuidar sempre! E terapia é auto cuidado. Somos humanos! A mente humana é como um carro. Sempre precisa de manutenção e a terapia nos traz isto! A saude mental começa pelo auto conhecimento e se é mantida com autos cuidados! Mente e corpo precisam estar saudaveis! Acho muito positivo e necessário, nós terapeutas, sempre fazermos terapia também, inclusive para melhor cuidarmos dos nossos pacientes.
O psicólogo, mesmo com todo o conhecimento técnico e capacidade de escuta, não consegue ser seu próprio terapeuta de forma eficaz. Isso porque, quando se trata da própria mente, o olhar interno está inevitavelmente envolvido, enviesado e, muitas vezes, cheio de mecanismos inconscientes de defesa que dificultam o acesso claro às próprias questões.
A escuta analítica requer um outro, alguém de fora, capaz de fazer interpretações que o sujeito sozinho não alcança. Freud já dizia que o inconsciente não se deixa apreender sozinho — é na fala com o outro que ele se revela. Então, por mais que um psicólogo tenha ferramentas e autoconhecimento, isso não substitui a potência de uma análise com outro profissional. Inclusive, na formação psicanalítica, fazer análise pessoal é parte obrigatória do processo — justamente porque se entende que o terapeuta, como qualquer pessoa, também precisa se escutar através de um outro. Isso não o torna menos capaz, mas mais humano e mais ético no cuidado com os outros.
A escuta analítica requer um outro, alguém de fora, capaz de fazer interpretações que o sujeito sozinho não alcança. Freud já dizia que o inconsciente não se deixa apreender sozinho — é na fala com o outro que ele se revela. Então, por mais que um psicólogo tenha ferramentas e autoconhecimento, isso não substitui a potência de uma análise com outro profissional. Inclusive, na formação psicanalítica, fazer análise pessoal é parte obrigatória do processo — justamente porque se entende que o terapeuta, como qualquer pessoa, também precisa se escutar através de um outro. Isso não o torna menos capaz, mas mais humano e mais ético no cuidado com os outros.
Olá,
Posso lhe dizer de minha própria experiência, ao meu ver não é possível ser psicanalista sem vivenciar a análise como paciente. É muito diferente viver do que ler e ouvir dizer. Acho que o possível é aprender da própria experiência, sobretudo com os erros.
Posso lhe dizer de minha própria experiência, ao meu ver não é possível ser psicanalista sem vivenciar a análise como paciente. É muito diferente viver do que ler e ouvir dizer. Acho que o possível é aprender da própria experiência, sobretudo com os erros.
Olá, infelizmente não há como um psicólogo se auto tratar , pois precisamos do Outro para nos ouvir e intervir fazendo os devidos cortes e não temos acesso ao nosso inconsciente sozinhos .
Um bom psicólogo(a) na sua formação deverá ter tido a experiência do método que optou para trabalhar, e seguir tratando-se é condição para o bom andamento da clínica.
Apesar de seu conhecimento sobre os processos psíquicos e mecanismos inconscientes, ele não está imune aos próprios conflitos internos.
Embora possa utilizar sua formação para refletir sobre suas emoções e padrões de pensamento, ele entende que o olhar de um outro profissional é essencial para ampliar sua percepção e aprofundar sua análise pessoal.
Embora possa utilizar sua formação para refletir sobre suas emoções e padrões de pensamento, ele entende que o olhar de um outro profissional é essencial para ampliar sua percepção e aprofundar sua análise pessoal.
Um psicólogo pode conseguir ter uma escuta mais ativa consigo mesmo, mas isso não o isenta de enfrentar situações difíceis onde fica confuso qual caminho seguir. O que forma um bom profissional, além da formação e da ética, é também ter passado pelo tratamento que ele está propondo, ou seja, a terapia. Além disso, é importante o acompanhamento contínuo do psicólogo para que consiga filtrar a sua escuta e não misturar suas questões com as questões dos pacientes. Espero que tenha ficado claro pra você! Até mais.
Um psicologo é uma pessoa com os mesmos problemas de outra pessoa. Tem neuras, problemaes emocionais, fica triste, tem depressão, ansiedade e tudo mais. Ele precisa sim de analise como todas as pessoas. Freud dizia que nonguem consegue se autoanalisar. É muito comum psicologos fazerem analise
Olá! De forma alguma existe "auto se cuidar" a nível psicológico. Nossa mente trama muitas artimanhas para não nos responsabilizarmos do que fazemos. O outro nos serve de espelho e reflexo. Necessitamos da devolutiva de um outro, da provocação, da instigação a nos questionarmos a partir de um outro. Isso não exime que o psicologo deva ter uma vida minimamente mais organizada, afinal, como vamos ofertar cobertor a outro se passamos frio? Porém, vale ressaltar que somos humanos, também portamos nosso furos e justamente por cuidar dos furos dos outros temos o dever e obrigação de nos entregarmos também a tais cuidados.
Para ser mais prática na resposta: Um dentista faz obturação nele mesmo? ... Ele até pode detectar mais rápido a necessidade de tal intervenção, mas ele sozinho não a realiza. Pois é. Com o psiquismo não é diferente. Até temos maior grau de auto-consciência, mas isso não retira a nossa necessidade de alguém nos atravessar e intervir naquilo que precisamos.
Qualquer maiores dúvidas, fico a disposição!
Para ser mais prática na resposta: Um dentista faz obturação nele mesmo? ... Ele até pode detectar mais rápido a necessidade de tal intervenção, mas ele sozinho não a realiza. Pois é. Com o psiquismo não é diferente. Até temos maior grau de auto-consciência, mas isso não retira a nossa necessidade de alguém nos atravessar e intervir naquilo que precisamos.
Qualquer maiores dúvidas, fico a disposição!
Olá, como tem passado?
Não consegue, o sujeito não é um objeto isolado capaz de se analisar com a mesma profundidade com que escuta o outro. A escuta, na psicanálise, é sempre mediada pelo Outro, pela alteridade, pelo encontro com alguém que ocupa o lugar de analista, de uma suposta autoridade, um suposto saber e possibilita o deslocamento do discurso.
Mesmo o mais experiente psicólogo ou psicanalista não consegue ser analista de si mesmo, pois o inconsciente não se revela completamente ao sujeito quando ele tenta se auto-interpretar. Sempre há pontos cegos, resistências, pontos de recalque que só podem emergir na transferência com outro. A análise não é só escutar o que já se sabe, mas permitir que o que não se sabe, o que se repete, o que se esconde, venha à fala e ao simbolismo.
A pergunta mais fecunda talvez seja: o que há em mim que não posso escutar sozinho?
Espero ter ajudado e fico à disposição.
Não consegue, o sujeito não é um objeto isolado capaz de se analisar com a mesma profundidade com que escuta o outro. A escuta, na psicanálise, é sempre mediada pelo Outro, pela alteridade, pelo encontro com alguém que ocupa o lugar de analista, de uma suposta autoridade, um suposto saber e possibilita o deslocamento do discurso.
Mesmo o mais experiente psicólogo ou psicanalista não consegue ser analista de si mesmo, pois o inconsciente não se revela completamente ao sujeito quando ele tenta se auto-interpretar. Sempre há pontos cegos, resistências, pontos de recalque que só podem emergir na transferência com outro. A análise não é só escutar o que já se sabe, mas permitir que o que não se sabe, o que se repete, o que se esconde, venha à fala e ao simbolismo.
A pergunta mais fecunda talvez seja: o que há em mim que não posso escutar sozinho?
Espero ter ajudado e fico à disposição.
Um psicólogo pode até se cuidar sozinho até certo ponto, mas não consegue se analisar completamente sozinho como faz com seus pacientes. E há razões estruturais para isso.
1. Por que ele não se trata sozinho, se trata os outros?
Porque a escuta que ele oferece ao outro está baseada na posição de alteridade, ou seja, ele está fora da história do paciente, e pode ouvir as entrelinhas, as incongruências, as repedições.
Consigo mesmo, ele está dentro demais. Seu inconsciente age nele também, inclusive produz defesas que ele não vê.
2. Autoanálise existe?
Freud tentou a autoanálise, e conseguiu descobrir muitas coisas — mas ele próprio reconheceu os limites.
A autoescuta ajuda na reflexão, no autocuidado, mas ela não substitui a escuta de um outro analista, porque não existe neutralidade consigo mesmo.
3. Se ele não faz análise, o que acontece?
Ele pode até ser um bom profissional tecnicamente, mas:
Corre o risco de agir seus próprios conteúdos nos atendimentos;
Pode usar o paciente para suprir suas próprias faltas;
E pode não perceber transferências e contra-transferências importantes.
Por isso se diz que a análise do analista é uma questão ética.
4. Conclusão:
Um psicólogo pode se cuidar, mas não se tratar sozinho da mesma forma que trata outros.
A escuta do outro é essencial porque nosso inconsciente nos engana bem demais.
Fico à disposição
1. Por que ele não se trata sozinho, se trata os outros?
Porque a escuta que ele oferece ao outro está baseada na posição de alteridade, ou seja, ele está fora da história do paciente, e pode ouvir as entrelinhas, as incongruências, as repedições.
Consigo mesmo, ele está dentro demais. Seu inconsciente age nele também, inclusive produz defesas que ele não vê.
2. Autoanálise existe?
Freud tentou a autoanálise, e conseguiu descobrir muitas coisas — mas ele próprio reconheceu os limites.
A autoescuta ajuda na reflexão, no autocuidado, mas ela não substitui a escuta de um outro analista, porque não existe neutralidade consigo mesmo.
3. Se ele não faz análise, o que acontece?
Ele pode até ser um bom profissional tecnicamente, mas:
Corre o risco de agir seus próprios conteúdos nos atendimentos;
Pode usar o paciente para suprir suas próprias faltas;
E pode não perceber transferências e contra-transferências importantes.
Por isso se diz que a análise do analista é uma questão ética.
4. Conclusão:
Um psicólogo pode se cuidar, mas não se tratar sozinho da mesma forma que trata outros.
A escuta do outro é essencial porque nosso inconsciente nos engana bem demais.
Fico à disposição
um "psicólogo", eu não sei - um psicanalista, não.
Olá, sim o psicólogo diariamente está diante de muitas histórias de vida relacionadas aos pacientes e por isto é importante que haja um acompanhamento psicológico para o profissional também.
olá! O ideal é fazer terapia pessoal, chamamos de tripé, terapia, supervisão e análise pessoal, este é o ideal para ter capacidade de suportar casos adversos que recebemos.
Fazer supervisão e psicoterapia são pilares importantissimos para que o trabalho do psicólogo aconteça. Saber separar o que é do psicólogo e do paciente, não se usar como modelo para resolver as questões do paciente são pontos fundámentais para que a terapia aconteça. Cada paciente é unico.
Isso fica a critério de cada profissional. Embora um psicólogo ou qualquer psicoterapeuta, tenha conhecimentos para fazer psicoterapia com outras pessoas e possa usar esse conhecimento consigo mesmo, fazer terapia com outros colegas é importante para ter novas interpretações tanto sobre suas questões pessoais, como sobre as técnicas e sua utilização. Em resumo, a troca sempre proporciona conhecimento. Abraço.
É extremamente importante que o psicólogo já tenha avançado no seu próprio processo de análise, ou terapêutico. Um bom autoconhecimento certamente irá favorecer uma melhor escuta. Há limites que a própria mente impõe e obscurece determinados aspectos, por isso a importância haver o processo com outro profissional.
Temos pontos cegos em relação a nós mesmos — como qualquer pessoa. Cuidar do outro exige estar bem consigo, mas autoanálise completa é limitada: É por isso que muitos profissionais procuram terapia ou análise pessoal, inclusive como exigência ética e formativa. Escutar o sofrimento do outro todos os dias também mobiliza afetos que precisam de elaboração.O psicanalista e o psicólogo não estão imune às próprias dores.
A resposta é não, um psicólogo não consegue se auto cuidar plenamente (no sentido terapêutico de um processo profundo) sem precisar fazer terapia com outro psicólogo.
Um psicólogo pode ser excelente em tratar os outros, mas isso não o isenta da necessidade de ter seu próprio espaço terapêutico para cuidar de sua saúde mental, processar suas experiências e continuar seu processo de autoconhecimento. É um sinal de profissionalismo e autocuidado.
Um psicólogo pode ser excelente em tratar os outros, mas isso não o isenta da necessidade de ter seu próprio espaço terapêutico para cuidar de sua saúde mental, processar suas experiências e continuar seu processo de autoconhecimento. É um sinal de profissionalismo e autocuidado.
Olá. Sem dúvida é recomendado que psicólogos realizem, com certa recorrência, uma terapia para si para que suas questões pessoais não interfiram negativamento no trabalho prestado ao seus pacientes.
Mesmo um psicólogo, com todo seu conhecimento, não consegue se autoanalisar porque está imerso em seus próprios pensamentos crenças e defesas .Assim como um médico não opera a se mesmo .Nós profissionais precisamos do olhar externo do outro, que pode ajuda-lo a enxergar o que sozinho não vê. Cuidar da saúde mental é um sinal de responsabilidade, e não de fraqueza.
A pergunta que você faz é muito relevante e reflete uma reflexão importante sobre a saúde mental dos profissionais da psicologia. É comum pensar que, por trabalharem com a mente humana, os psicólogos estejam imunes a problemas emocionais ou que possam "se tratar" sozinhos. No entanto, é importante esclarecer que os psicólogos, assim como qualquer ser humano, estão sujeitos a desafios emocionais, estresse, conflitos internos e, até mesmo, a sintomas psíquicos.
Autocuidado é possível, mas tem limites:
Um psicólogo tem ferramentas teóricas e práticas para entender e lidar com muitos de seus próprios conflitos. No entanto, o autocuidado não substitui a terapia realizada por outro profissional. Isso ocorre porque, muitas vezes, os problemas emocionais estão enraizados no inconsciente, e o próprio psicólogo pode não ter acesso pleno a esses conteúdos sem a ajuda de alguém externo.
Além disso, o ato de "se ouvir" e "se tratar" pode ser limitado pelo fato de que o psicólogo, ao tentar analisar a si mesmo, pode acabar caindo em uma espécie de "autoanálise superficial", sem alcançar as camadas mais profundas do seu inconsciente.
Muitos psicólogos optam por fazer terapia, não porque sejam "doentes" ou incapazes de lidar com seus problemas, mas porque entendem a importância de explorar seu próprio material psíquico. A terapia pode ajudar a processar questões como:
Transferência e contratransferência: Em seu trabalho com pacientes, o psicólogo pode ser afetado por dinâmicas inconscientes que surgem nas relações terapêuticas. A terapia pessoal ajuda a lidar com essas questões de forma saudável.
burnout: O trabalho com pacientes pode ser emocionalmente desgastante, e a terapia é uma forma de cuidar da própria saúde mental.
Desenvolvimento pessoal: A terapia pode ser uma ferramenta para o crescimento pessoal e para aprofundar a autoconsciência, o que, por sua vez, pode tornar o psicólogo mais empático e eficaz em seu trabalho.
É importante desmistificar a ideia de que os psicólogos são "perfeitos" ou imunes a problemas emocionais. Na verdade, muitos psicólogos buscam terapia como uma forma de manter sua saúde mental e evitar o risco de usar o trabalho como uma forma de fugir de seus próprios problemas.
Portanto, um psicólogo pode se autocuidar por meio de práticas saudáveis, como exercícios, mindfulness, hobbies e reflexão pessoal. No entanto, a terapia com outro psicólogo pode ser uma ferramenta poderosa para explorar questões mais profundas, processar emoções complexas e garantir que o profissional mantenha sua saúde mental em equilíbrio. Além disso, a terapia pessoal pode ser uma forma de modelar a importância do cuidado com a saúde mental, tanto para si mesmo quanto para seus pacientes.
Logo, não há problema algum em um psicólogo buscar terapia. Pelo contrário, isso pode ser visto como um sinal de maturidade e compromisso com sua própria saúde e bem-estar.
Autocuidado é possível, mas tem limites:
Um psicólogo tem ferramentas teóricas e práticas para entender e lidar com muitos de seus próprios conflitos. No entanto, o autocuidado não substitui a terapia realizada por outro profissional. Isso ocorre porque, muitas vezes, os problemas emocionais estão enraizados no inconsciente, e o próprio psicólogo pode não ter acesso pleno a esses conteúdos sem a ajuda de alguém externo.
Além disso, o ato de "se ouvir" e "se tratar" pode ser limitado pelo fato de que o psicólogo, ao tentar analisar a si mesmo, pode acabar caindo em uma espécie de "autoanálise superficial", sem alcançar as camadas mais profundas do seu inconsciente.
Muitos psicólogos optam por fazer terapia, não porque sejam "doentes" ou incapazes de lidar com seus problemas, mas porque entendem a importância de explorar seu próprio material psíquico. A terapia pode ajudar a processar questões como:
Transferência e contratransferência: Em seu trabalho com pacientes, o psicólogo pode ser afetado por dinâmicas inconscientes que surgem nas relações terapêuticas. A terapia pessoal ajuda a lidar com essas questões de forma saudável.
burnout: O trabalho com pacientes pode ser emocionalmente desgastante, e a terapia é uma forma de cuidar da própria saúde mental.
Desenvolvimento pessoal: A terapia pode ser uma ferramenta para o crescimento pessoal e para aprofundar a autoconsciência, o que, por sua vez, pode tornar o psicólogo mais empático e eficaz em seu trabalho.
É importante desmistificar a ideia de que os psicólogos são "perfeitos" ou imunes a problemas emocionais. Na verdade, muitos psicólogos buscam terapia como uma forma de manter sua saúde mental e evitar o risco de usar o trabalho como uma forma de fugir de seus próprios problemas.
Portanto, um psicólogo pode se autocuidar por meio de práticas saudáveis, como exercícios, mindfulness, hobbies e reflexão pessoal. No entanto, a terapia com outro psicólogo pode ser uma ferramenta poderosa para explorar questões mais profundas, processar emoções complexas e garantir que o profissional mantenha sua saúde mental em equilíbrio. Além disso, a terapia pessoal pode ser uma forma de modelar a importância do cuidado com a saúde mental, tanto para si mesmo quanto para seus pacientes.
Logo, não há problema algum em um psicólogo buscar terapia. Pelo contrário, isso pode ser visto como um sinal de maturidade e compromisso com sua própria saúde e bem-estar.
Na psicanálise, dizemos que ninguém consegue se escutar verdadeiramente sozinho, por mais que tenha conhecimento técnico ou formação teórica. Isso vale para qualquer pessoa, inclusive e principalmente, para psicólogos e psicanalistas.
Mesmo os analistas mais experientes passam por análise pessoal e supervisão clínica com outro analista. Não como fragilidade, mas como condição ética para escutar o sofrimento do outro sem misturar com o próprio.
Por que isso acontece?
Porque o inconsciente é astuto. Porque nossa mente é misteriosa.
O inconsciente não se revela a partir da razão, nem do autoquestionamento direto.
A escuta analítica se dá entre dois: o analisando e o analista. É nesse espaço de transferência, onde o outro escuta sem julgamento, que o desejo pode emergir, e a fala se transforma.
Porque o saber do psicólogo não o protege do sofrimento.
Ter conhecimento sobre os mecanismos psíquicos não impede a pessoa de ser afetada por angústias, repetições, traumas e fantasias. Afinal somos humanos.
Muitas vezes, quanto mais se sabe, mais sutilmente o profissional pode se defender do que não quer escutar em si.
Porque a escuta do outro desorganiza e reorganiza.
Falar com outro desloca o discurso, traz novas associações, quebra o ciclo das repetições inconscientes. Isso não acontece quando ficamos sozinhos com os próprios pensamentos.
Uma analogia possível:
Um cirurgião não opera a si mesmo.
Um cantor não consegue ouvir todos os erros da própria afinação sem alguém fora do palco.
Um psicólogo, um psicanalista, precisa também ser escutado, atravessado, implicado, por outro.
Um psicólogo não se cuida sozinho. Não por incompetência, mas porque a pessoa do inconsciente só pode emergir no campo do Outro, onde a escuta genuína abre espaço para o desejo, para a verdade e para a transformação.
Fazer análise não é um sinal de que algo está errado, ao contrário: é um gesto ético, de coragem e responsabilidade com o outro e consigo mesmo.
Não fique na dúvida. Fale com profissionais. Deixo aqui meu contato: psicanalisecllinica@rosanaviegas.com.br
Mesmo os analistas mais experientes passam por análise pessoal e supervisão clínica com outro analista. Não como fragilidade, mas como condição ética para escutar o sofrimento do outro sem misturar com o próprio.
Por que isso acontece?
Porque o inconsciente é astuto. Porque nossa mente é misteriosa.
O inconsciente não se revela a partir da razão, nem do autoquestionamento direto.
A escuta analítica se dá entre dois: o analisando e o analista. É nesse espaço de transferência, onde o outro escuta sem julgamento, que o desejo pode emergir, e a fala se transforma.
Porque o saber do psicólogo não o protege do sofrimento.
Ter conhecimento sobre os mecanismos psíquicos não impede a pessoa de ser afetada por angústias, repetições, traumas e fantasias. Afinal somos humanos.
Muitas vezes, quanto mais se sabe, mais sutilmente o profissional pode se defender do que não quer escutar em si.
Porque a escuta do outro desorganiza e reorganiza.
Falar com outro desloca o discurso, traz novas associações, quebra o ciclo das repetições inconscientes. Isso não acontece quando ficamos sozinhos com os próprios pensamentos.
Uma analogia possível:
Um cirurgião não opera a si mesmo.
Um cantor não consegue ouvir todos os erros da própria afinação sem alguém fora do palco.
Um psicólogo, um psicanalista, precisa também ser escutado, atravessado, implicado, por outro.
Um psicólogo não se cuida sozinho. Não por incompetência, mas porque a pessoa do inconsciente só pode emergir no campo do Outro, onde a escuta genuína abre espaço para o desejo, para a verdade e para a transformação.
Fazer análise não é um sinal de que algo está errado, ao contrário: é um gesto ético, de coragem e responsabilidade com o outro e consigo mesmo.
Não fique na dúvida. Fale com profissionais. Deixo aqui meu contato: psicanalisecllinica@rosanaviegas.com.br
Essa é uma ótima questão! Embora um psicólogo tenha conhecimentos técnicos para entender e ajudar outras pessoas, isso não significa que ele consiga — ou deva — se autotratar sozinho.
Fazer terapia envolve um processo de autoconhecimento, acolhimento e troca que é difícil de replicar sozinho, porque quando estamos muito próximos das próprias emoções e vivências, é difícil ter a clareza e a distância necessárias para enxergar o que realmente está acontecendo.
Além disso, a relação terapêutica oferece um espaço seguro e neutro, onde o psicólogo pode se sentir ouvido, desarmado e explorado sem julgamentos — algo que é muito diferente de refletir sobre si mesmo de forma isolada.
Por isso, é bastante comum e recomendado que psicólogos façam terapia com colegas de profissão, para cuidar da própria saúde mental, lidar com desafios pessoais e manter a qualidade do atendimento que oferecem aos seus pacientes.
Resumindo: conhecer a técnica é uma parte importante, mas cuidar de si mesmo muitas vezes exige ajuda externa, e isso é completamente natural e saudável!
Fazer terapia envolve um processo de autoconhecimento, acolhimento e troca que é difícil de replicar sozinho, porque quando estamos muito próximos das próprias emoções e vivências, é difícil ter a clareza e a distância necessárias para enxergar o que realmente está acontecendo.
Além disso, a relação terapêutica oferece um espaço seguro e neutro, onde o psicólogo pode se sentir ouvido, desarmado e explorado sem julgamentos — algo que é muito diferente de refletir sobre si mesmo de forma isolada.
Por isso, é bastante comum e recomendado que psicólogos façam terapia com colegas de profissão, para cuidar da própria saúde mental, lidar com desafios pessoais e manter a qualidade do atendimento que oferecem aos seus pacientes.
Resumindo: conhecer a técnica é uma parte importante, mas cuidar de si mesmo muitas vezes exige ajuda externa, e isso é completamente natural e saudável!
Olá! Eu sou psicanalista e faço minha terapia semanalmente. Não tem como cuidar e recomendar a terapia aos outros e eu mesmo não acreditar e não aplicar na minha vida. Sem falar que tem muitos benefícios! Não fico sem terapia.
Compreendo sua ideia: se um psicólogo dispõe de ferramentas para escutar e interpretar o sofrimento alheio, por que não aplicá-las a si mesmo? Vale lembrar, porém, que o dispositivo clínico da Psicanálise se sustenta em dois lugares distintos: quem fala e quem escuta, o paciente e o psicanalísta. Quando ambos coincidem na mesma pessoa, forma-se um curto-circuito; a fala já nasce contaminada pela própria defesa que impediria enxergar aquilo que mais dói.
Freud tentou a autoanálise e descobriu rapidamente seus limites: há conteúdos inconscientes que só emergem no encontro com um outro que acolhe, interpreta e sustenta as resistências. Na prática, a maioria dos profissionais de saúde mental faz psicoterapia ou análise justamente para preservar essa alteridade. Ao se colocar na posição de analisando (paciente), o psicanalista resguarda o espaço interno necessário para escutar seus pacientes sem que conflitos pessoais invadam a cena.
Isso não significa que ele não possa usar consigo técnicas de respiração, registro de sonhos ou pequenas intervenções cognitivas; mas essas ferramentas funcionam melhor como higiene psíquica, não como tratamento profundo. Tal como um cirurgião não removeria o próprio apêndice, o psicanalista também se beneficia de um campo relacional onde possa se surpreender, ser provocado e, sobretudo, ser cuidado.
Freud tentou a autoanálise e descobriu rapidamente seus limites: há conteúdos inconscientes que só emergem no encontro com um outro que acolhe, interpreta e sustenta as resistências. Na prática, a maioria dos profissionais de saúde mental faz psicoterapia ou análise justamente para preservar essa alteridade. Ao se colocar na posição de analisando (paciente), o psicanalista resguarda o espaço interno necessário para escutar seus pacientes sem que conflitos pessoais invadam a cena.
Isso não significa que ele não possa usar consigo técnicas de respiração, registro de sonhos ou pequenas intervenções cognitivas; mas essas ferramentas funcionam melhor como higiene psíquica, não como tratamento profundo. Tal como um cirurgião não removeria o próprio apêndice, o psicanalista também se beneficia de um campo relacional onde possa se surpreender, ser provocado e, sobretudo, ser cuidado.
Olá, o profissional tem que manter uma terapia com outro profissional.
Mesmo psicólogos ou analistas precisam de cuidado próprio, porque compreender o outro não garante que consigam se ouvir profundamente. Na psicanálise, o cuidado do profissional se sustenta em um tripé essencial:
Análise pessoal — o analista também passa por análise para compreender seus desejos, conflitos e repetições.
Supervisão — o analista acompanha seu trabalho com pacientes junto a um profissional mais experiente, refletindo sobre suas escolhas e interpretações.
Teoria — o estudo constante da teoria psicanalítica ajuda a orientar a prática e aprofundar a compreensão do funcionamento psíquico.
Esse tripé garante que o analista esteja preparado para escutar e apoiar o outro sem perder contato com seu próprio mundo interno.
Análise pessoal — o analista também passa por análise para compreender seus desejos, conflitos e repetições.
Supervisão — o analista acompanha seu trabalho com pacientes junto a um profissional mais experiente, refletindo sobre suas escolhas e interpretações.
Teoria — o estudo constante da teoria psicanalítica ajuda a orientar a prática e aprofundar a compreensão do funcionamento psíquico.
Esse tripé garante que o analista esteja preparado para escutar e apoiar o outro sem perder contato com seu próprio mundo interno.
Não. Um psicólogo, assim como qualquer pessoa, não consegue se cuidar plenamente sozinho. A escuta clínica exige alteridade; quando tentamos nos “tratar”, entramos em pontos cegos, defesas e racionalizações que impedem a elaboração. Saber cuidar do outro não equivale a conseguir se escutar com a mesma profundidade. Por isso, a prática ética prevê terapia pessoal e, muitas vezes, supervisão contínua. Isso não é sinal de fragilidade, mas de responsabilidade profissional e cuidado com a própria saúde psíquica.
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