Vai fazer uma semana que eu comecei um processo de acrescentar elementos saudaveis nas minhas refeiç
Vai fazer uma semana que eu comecei um processo de acrescentar elementos saudaveis nas minhas refeições, especialmente Alface, tomate, banana, uvas verdes, pêra... Até deixei de ficar tomando durante as refeições os refris Zero (Pepsi Black, Sprite sem açucar e Coca Zero, só em poucas ocasiões), estou tomando mais água, além de 20 a 30 minutos de exercicios em casa. Um contexto é que eu sou uma pessoa que vivia sendo desregrado, comendo porcaria (especialmente ultraprocessados), em Abril de 2024 até fui considerado pré-diabético pelo meu endocrinologista, e também recebi diagnóstico de pangastrite e esofagite. (até tinha chegado na Obesidade grau I, mas que consegui dar uma contornada após 4 meses de academia) Dois dias depois dessas mudanças de hábitos, comecei a perceber mudanças em meu corpo por dentro, desde incontinencia urinária (inclusive a urina sai com algumas particulas tipo flocos brancos bem pequenos, mas na maioria das vezes sai com pequenas bolhas pequenas espalhadas) (geralmente se eu bebo muita água eu não consigo segurar por mais de meia hora, mas se eu me controlo na água geralmente eu urino em duas horas), problemas parecidos com falta de saciedade que duraram 3 dias (já passou), muitos gases, muitos arrotos, fezes pequenas, dor (ou incomodo / desconforto, pois não é doloroso) abdominal (especialmente ao redor da barriga) (frequentemente sinto o lado direito da barriga tremendo / roncando). Isso tudo que eu descrevi é normal? Observação: Se passaram 6 dias desde que comecei esse processo, mesmo que eu ainda inclua coisas como arroz branco, frango a milanesa, batata frita, etc.
4 respostas
Mudanças alimentares abruptas, especialmente quando se sai de um padrão rico em ultraprocessados para uma dieta com maior teor de fibras, frutas, vegetais e água, podem provocar uma série de adaptações gastrointestinais e metabólicas transitórias. O aumento de alface, tomate, frutas e líquidos eleva a fermentação intestinal, o que explica sintomas como gases, distensão abdominal, arrotos, fezes em menor volume e ruídos intestinais, sobretudo nos primeiros dias. Esse processo costuma representar uma fase de adaptação da microbiota intestinal e tende a melhorar progressivamente ao longo das semanas. O desconforto abdominal difuso, especialmente em quem tem histórico de pangastrite e esofagite, também pode ocorrer, já que frutas, fibras e maior volume alimentar estimulam o trato digestivo. Quanto às alterações urinárias, maior ingestão hídrica pode justificar aumento da frequência urinária. A presença de pequenas bolhas costuma estar relacionada à velocidade do jato urinário ou concentração da urina; já partículas esbranquiçadas isoladas podem ser benignas, mas merecem observação se persistirem. A sensação de menor saciedade inicial pode ocorrer pela reorganização dos sinais hormonais de fome e saciedade, especialmente em pessoas com histórico de resistência à insulina ou pré-diabetes. O fato de alguns sintomas já estarem regredindo é um sinal positivo de adaptação. Ainda assim, como há histórico metabólico e gastrointestinal relevante, é fundamental acompanhamento médico. Recomenda-se avaliação com um endocrinologista, que poderá orientar ajustes graduais na dieta, solicitar exames se necessário e garantir que o processo seja seguro e sustentável, sempre priorizando sua melhora e bem-estar. Este chat permanece disponível para esclarecer dúvidas e acompanhar você nesse processo.
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Independente do seu processo de mudança de estilo de vida e mudança dietética, você precisa avaliar exames de urina e de uma consulta médica para total exploração dos seus sintomas gastro-intestinais.
A mudança que você fez na alimentação e na rotina é positiva e pode provocar algumas adaptações no organismo, principalmente quando uma pessoa passa de uma dieta rica em ultraprocessados para uma alimentação com mais frutas, verduras, fibras e maior ingestão de água. Nos primeiros dias é comum ocorrer aumento de gases, arrotos, alteração do hábito intestinal, sensação de estufamento e mudança no volume ou formato das fezes, pois a microbiota intestinal e o funcionamento do intestino estão se ajustando. A sensação de menor saciedade por alguns dias também pode acontecer durante a adaptação, especialmente quando há redução de alimentos mais calóricos e mudança na composição das refeições. Entretanto, a incontinência urinária, a presença de “flocos” na urina ou alterações persistentes no aspecto urinário não devem ser atribuídas apenas à mudança alimentar sem avaliação. Podem estar relacionadas a maior ingestão de líquidos, infecção urinária, presença de cristais na urina, alterações metabólicas ou outras causas. Como você tem histórico de pré-diabetes, obesidade e acompanhamento com endocrinologista, vale manter o seguimento e avaliar exames como glicemia, hemoglobina glicada, função renal, exame de urina e, se necessário, urocultura. O fato de a urina formar algumas bolhas pequenas pode ocorrer normalmente pela velocidade do jato urinário ou concentração da urina, mas espuma persistente ou em grande quantidade merece investigação. Continue com as mudanças de hábitos de forma gradual, aumentando fibras aos poucos, mantendo hidratação adequada e atividade física. A consulta com endocrinologista é importante para acompanhar resistência à insulina, pré-diabetes, emagrecimento, obesidade e metabolismo, ajustando estratégias para uma melhora sustentável.
Mudanças bruscas na alimentação podem provocar gases, distensão, alterações na frequência e consistência das fezes e sensação de movimentação abdominal, principalmente quando há aumento rápido de fibras, frutas e vegetais. Isso pode explicar parte dos sintomas após apenas seis dias. Entretanto, incontinência urinária e partículas esbranquiçadas na urina não devem ser atribuídas automaticamente à mudança alimentar. A frequência urinária também pode aumentar simplesmente pela maior ingestão de água, mas perda involuntária de urina merece avaliação se persistir. Como você tem antecedente de pré-diabetes e excesso de peso, pode ser interessante repetir glicemia e hemoglobina glicada conforme orientação médica. Se houver dor forte, sangue na urina ou fezes, febre ou piora progressiva, procure atendimento.
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