Médico formado pela Faculdade de Medicina da UFMG, no ano de 2011.
Residência Médica em Psiquiatria pelo Instituto Raul Soares (IRS), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), entre 2012 e 2015.
10 anos de experiência na área psiquiátrica, incluindo a residência de 3 anos em um dos mais importantes hospitais psiquiátricos de Minas Gerais e passagens pela rede de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS), como psiquiatra contratado em Centro de Referência em Saúde Mental (CERSAM) do município de Betim e como médico psiquiatra concursado pela prefeitura de Belo Horizonte nos anos de 2017, 2018 e 2019.
CUIDADO, RESPEITO E EMPATIA
Nós, como seres humanos, estamos todos sujeitos ao adoecimento mental, sem exceção. A nossa estrutura social, sobretudo nos grandes centros urbanos, tem contribuído para um aumento de transtornos psiquiátricos em geral. Nossa vida está cada vez mais distante da vida dos humanos da antiguidade, embora nossa estrutura genética permaneça praticamente a mesma. Isso significa que hoje vivemos dentro de circunstâncias para as quais o nosso organismo não possui preparo do ponto de vista biológico. Correria, pressão no trabalho, congestionamentos, cobranças, aparelhos eletro-eletrônicos, luz artificial que faz com que troquemos o dia pela noite, sensação de falta de tempo para tantos compromissos... e dessa forma a vida vai nos atropelando sem que tomemos nota. Nós só vamos perceber que há algo errado quando o organismo já chegou no limite e começa a dar sinais de esgotamento: tristeza contínua, ansiedade, medo, insônia, isolamento social, desmotivação com o trabalho ou profissão, dificuldades no plano afetivo-familiar, sensação de perda do controle. É muito difícil prosperarmos no mundo atual sem um cuidado e atenção com a nossa saúde mental, que é onde entra o trabalho do psiquiatra.
Cuidado, respeito e empatia é a tríade que sempre deve estar no horizonte da Psiquiatria. Como humanos, também temos falhas, bons e maus dias, mas nunca podemos perder de vista o trabalho pautado por esses elementos humanos. Certa vez, uma pessoa disse a um sábio que de nada valia o horizonte, já que nunca podemos atingi-lo. Quando pensamos que vamos chegar até ele, eis que ele salta sorrateiro para longe, mas sem nunca sumir de nossa vista, como se estivesse nos provocando. O que o sábio respondeu? Que de fato é uma provocação. Ele nos provoca para que nunca paremos de caminhar. Em outras palavras, o horizonte é como as metas, e buscá-los permite que possamos evoluir.