Perguntas do paciente (523)

  • Acho que tenho algum problema relacionado aos meus sentimentos. Ao mesmo tempo que sinto muitas cois

    Acho que tenho algum problema relacionado aos meus sentimentos. Ao mesmo tempo que sinto muitas coisas, também sinto um vazio enorme. Recentemente perdi alguém muito próximo da minha família, mas não consegui sentir o luto de uma forma “normal”. Chorei no dia, mas era algo que ia e voltava rapidamente, e no dia seguinte já parecia distante. Depois disso, simplesmente parei de sentir qualquer coisa sobre o assunto. Não sinto preocupação, mas ao mesmo tempo sou muito ansiosa. Isso pode indicar algum problema emocional que eu precise procurar ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    É natural que você se sinta confusa diante dessas emoções. Não existe um jeito certo de sentir ou viver o luto. Cada pessoa vive o luto de um jeito próprio, e isso inclui reações que parecem rápidas, distantes ou até contraditórias. Às vezes a mente cria um certo afastamento como forma de proteção, e isso não significa falta de sensibilidade ou frieza. E sim, uma forma que a mente encontrou de lidar com a carga emocional naquele momento.
    A ansiedade coexistindo com um vazio emocional também é algo comum em períodos de sobrecarga interna. Mesmo assim, se essa sensação de desligamento ou ansiedade persistir e começar a incomodar, pode ser valioso procurar apoio profissional. A terapia oferece um espaço acolhedor para entender melhor o que você está vivendo e ajudar você a se reconectar consigo mesma.


  • Não me sinto plenamente amada, quando tenho alguma discussão em casa, ou minha mãe briga comigo e di

    Não me sinto plenamente amada, quando tenho alguma discussão em casa, ou minha mãe briga comigo e discutimos, o primeiro pensamento que passa na minha cabeça é que não sou tô amada por ela, ela só briga comigo, ela só faz isso comigo. Com outras pessoas tenho a sensação de estar incomodando, me chamam de dramática mas esses sentimentos são difíceis de sair da minha mente. Isso é comum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Sim, o que você sente é mais comum do que parece. Em famílias onde há discussões frequentes, é fácil interpretar a briga como falta de amor, especialmente quando a relação é muito importante para você. O pensamento de “ela não me ama” costuma ser uma reação emocional, não um fato, e surge porque você busca segurança e afeto. A sensação de estar incomodando os outros também é típica de quem aprendeu, ao longo do tempo, que suas emoções são “demais” ou inadequadas. Isso não significa que você seja dramática, e sim que sua sensibilidade merece ser acolhida, não invalidada. Compreender esses mecanismos já é um passo importante para aliviar o sofrimento. Conversas mais calmas, reforço da autoestima e, se possível, apoio terapêutico podem ajudar você a se sentir mais segura nas relações.


  • Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?

    Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Quando um filho está com depressão e recusa medicação, o mais importante é oferecer acolhimento sem pressão. Procure ouvir com calma, validar o sofrimento dele e mostrar que você está disponível para entender o que ele sente. Em vez de insistir diretamente no remédio, apresente alternativas menos ameaçadoras, como psicoterapia ou pequenas mudanças na rotina, para que ele perceba que há caminhos possíveis sem ser forçado. Muitas vezes, ao se sentir compreendido e respeitado, ele passa a considerar outras formas de tratamento no próprio tempo. Lembre-se também de cuidar de si, pois apoiar alguém em depressão é desafiador.


  • Os pensamentos intrusivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) significam que a pessoa realmente

    Os pensamentos intrusivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) significam que a pessoa realmente quer fazer o que pensa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Não, os pensamentos intrusivos no TOC não significam que a pessoa realmente quer fazer o que pensa. Pelo contrário, eles geralmente causam medo, culpa e repulsa justamente porque são opostos aos valores e desejos da pessoa. Por exemplo, alguém pode ter o pensamento de machucar alguém querido, mas isso a assusta profundamente, pois ela jamais teria vontade de fazer algo assim. Esses pensamentos surgem de maneira involuntária e não refletem a verdadeira intenção da pessoa, são um sintoma do transtorno, não um desejo real. É importante lembrar que ter pensamentos intrusivos não torna alguém perigoso ou “ruim”, o sofrimento vem exatamente do fato de que a pessoa não quer que esses pensamentos existam.


  • Quais são os exemplos dos “pensamentos intrusivos” no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Quais são os exemplos dos “pensamentos intrusivos” no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Os pensamentos intrusivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) são ideias, imagens ou impulsos que surgem de forma involuntária e causam muito desconforto ou ansiedade. A pessoa não quer pensar naquilo, mas os pensamentos aparecem repetidamente, como se “invadissem” a mente. Por exemplo, alguém pode ter medo constante de estar contaminado por germes, mesmo lavando as mãos muitas vezes. Outra pessoa pode imaginar fazer algo agressivo ou inapropriado, como machucar alguém que ama, apesar de jamais querer isso. Também é comum ter dúvidas exageradas como se realmente trancou a porta ou desligou o fogão, levando a repetidas checagens. Esses pensamentos não refletem o desejo real da pessoa, e justamente por isso geram tanta angústia. O TOC se mantém porque, para aliviar o desconforto, a pessoa acaba realizando rituais ou comportamentos repetitivos, o que momentaneamente reduz a ansiedade, mas faz o ciclo se repetir.


  • O que são pensamentos intrusivos no contexto do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    O que são pensamentos intrusivos no contexto do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Pensamentos intrusivos são ideias, imagens ou impulsos que aparecem na mente de forma involuntária e indesejada. No contexto do TOC, eles costumam ser muito incômodos, causar ansiedade e ir contra os valores ou desejos da pessoa, por isso geram tanta angústia. Por exemplo, alguém pode ter o pensamento súbito de machucar alguém, mesmo sem querer fazer isso, ou imaginar algo “errado” ou absurdo. Esses pensamentos não significam que a pessoa vá agir dessa forma, mas sim que o cérebro está produzindo ruídos mentais que ela interpreta como ameaçadores. No TOC, o problema não é ter o pensamento, mas a dificuldade em deixá-lo passar sem dar tanta importância ou tentar neutralizá-lo com rituais ou checagens.


  • É normal os sintomas oscilarem após iniciar o tratamento para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC

    É normal os sintomas oscilarem após iniciar o tratamento para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Sim, é normal que os sintomas do TOC oscilem nas primeiras semanas ou até meses após o início do tratamento. Tanto os remédios quanto a terapia precisam de um tempo para começar a fazer efeito de forma mais estável. Nesse período, é comum que a pessoa tenha dias melhores e outros piores, isso não significa que o tratamento não está funcionando, mas sim que o cérebro está se ajustando às mudanças químicas e aos novos hábitos mentais. O importante é manter a constância, seguir as orientações do psiquiatra e do terapeuta e não desanimar diante dessas oscilações iniciais. Com o tempo e o tratamento adequado, a tendência é que os sintomas fiquem mais leves e menos frequentes.


  • Os pensamentos obsessivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) parecem muito reais. Por quê?

    Os pensamentos obsessivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) parecem muito reais. Por quê?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Os pensamentos obsessivos no Transtorno Obsessivo-Compulsivo realmente costumam parecer muito reais, e isso acontece porque eles ativam as mesmas áreas do cérebro envolvidas nas emoções e na percepção de ameaça. Quando uma pessoa com TOC tem um pensamento intrusivo como o medo de contaminar alguém ou de cometer um erro grave, o cérebro interpreta esse pensamento como se fosse um perigo real e imediato. Assim, o corpo reage com ansiedade, culpa ou medo, como se aquilo estivesse de fato acontecendo. Além disso, o TOC costuma vir acompanhado de uma grande necessidade de certeza e controle. Como o pensamento é angustiante e a pessoa não consegue “desligá-lo”, ela passa a analisá-lo, questioná-lo e tentar neutralizá-lo, o que paradoxalmente faz com que ele pareça ainda mais verdadeiro e ganhe mais força. É importante lembrar que esses pensamentos não refletem a vontade real da pessoa, e sim, são sintomas do transtorno, e não sinais de que ela quer agir de determinada forma.


  • Os sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pioram com o tempo se não forem tratados?

    Os sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pioram com o tempo se não forem tratados?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Sim, os sintomas do TOC tendem a piorar com o tempo se não forem tratados. Isso acontece porque o ciclo de obsessões e compulsões se reforça: quanto mais a pessoa tenta aliviar a ansiedade realizando rituais ou evitando certas situações, mais o cérebro entende que esses comportamentos são necessários para se sentir seguro. Com o tempo, as obsessões podem se tornar mais frequentes e intensas, e as compulsões, mais demoradas e difíceis de controlar. Além disso, o sofrimento emocional e o impacto na vida cotidiana costumam aumentar.
    Por isso, o tratamento é essencial. Ele geralmente envolve acompanhamento com um psicólogo, que ajuda a pessoa a compreender melhor o transtorno e desenvolver estratégias para lidar com os pensamentos e comportamentos de forma mais saudável. Em alguns casos, o uso de medicamentos prescritos por um psiquiatra pode ser necessário para equilibrar os sintomas e reduzir a ansiedade. Mudanças de hábitos também fazem diferença como cuidar do sono, manter uma rotina equilibrada, praticar atividades físicas e evitar o estresse excessivo. Esses cuidados combinados ajudam a interromper o ciclo do TOC e a melhorar significativamente a qualidade de vida.
    Espero ter ajudado. Abraços!


  • O que significa “viver o presente” na Gestalt? Escutei isso do meu terapeuta essa semana e fiquei em

    O que significa “viver o presente” na Gestalt? Escutei isso do meu terapeuta essa semana e fiquei em dúvida...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Na Gestalt-terapia, “viver o presente” significa estar realmente conectado com o que está acontecendo aqui e agora, em vez de ficar preso demais ao passado ou preocupado com o futuro. Muitas vezes, a gente vive no “piloto automático”, revendo situações antigas, remoendo culpas, ou antecipando o que pode dar errado e acaba se desligando do momento atual, das nossas sensações, emoções e necessidades reais. A Gestalt convida a gente a prestar atenção no que está acontecendo dentro e fora de nós neste instante: o que eu estou sentindo agora? O que meu corpo mostra? O que eu preciso? Essa presença não é só uma ideia, mas uma prática de consciência. Quando vivemos o presente, conseguimos perceber melhor nossos padrões, fazer escolhas mais autênticas e lidar de forma mais saudável com a vida, porque estamos mais inteiros no momento em que as coisas realmente acontecem, que é o único tempo em que, de fato, temos poder de agir.
    Espero ter ajudado.
    Abraços!


  • Como o perfeccionismo e a autocobrança podem prejudicar a saúde mental?

    Como o perfeccionismo e a autocobrança podem prejudicar a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    O perfeccionismo e a autocobrança excessiva podem comprometer seriamente a saúde mental, mesmo que muitas vezes sejam confundidos com traços positivos, como disciplina ou alto desempenho. Pessoas com esses padrões tendem a estabelecer metas rígidas e difíceis de alcançar, e quando não as atingem, sentem-se frustradas, culpadas ou insuficientes. Com o tempo, isso pode levar a sintomas de ansiedade, estresse crônico, insônia, baixa autoestima e até depressão. Esses padrões, muitas vezes internalizados desde a infância ou reforçados por contextos sociais exigentes, não desaparecem sozinhos. A terapia se torna fundamental nesse processo, pois oferece um espaço seguro para refletir sobre essas crenças, entender suas origens e desenvolver uma postura mais equilibrada e compassiva em relação a si mesmo. Com o acompanhamento terapêutico, é possível flexibilizar expectativas, aceitar limitações humanas e construir uma vida com mais leveza, autenticidade e bem-estar emocional.


  • A logoterapia pode tratar o trauma do bullying? .

    A logoterapia pode tratar o trauma do bullying? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Sim, a logoterapia pode ser eficaz no tratamento de traumas causados pelo bullying. Essa abordagem, desenvolvida por Viktor Frankl, ajuda a pessoa a ressignificar o sofrimento, encontrando um sentido mesmo nas experiências dolorosas. No caso do bullying, que frequentemente afeta a autoestima e a identidade, a logoterapia promove a reconexão com o próprio valor e incentiva a assumir uma postura ativa diante da dor, transformando-a em aprendizado ou propósito. É uma forma de fortalecer a pessoa internamente, ajudando-a a reconstruir seu senso de dignidade e direção na vida. Espero ter ajudado. Abraços!


  • Quais são as consequências do Bullying não tratado ?

    Quais são as consequências do Bullying não tratado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Quando o bullying não é tratado, pode causar consequências emocionais profundas e duradouras. Muitas pessoas desenvolvem ansiedade, depressão, baixa autoestima, dificuldade de se relacionar e até pensamentos suicidas. Esses efeitos não desaparecem sozinhos com o tempo, eles podem acompanhar a pessoa por anos, afetando sua vida social, afetiva e profissional.
    É aí que a terapia se torna fundamental. Um psicólogo ajuda a entender como essas experiências do passado ainda impactam o presente e, principalmente, como reconstruir a autoestima e a confiança. Na terapia, a pessoa aprende a lidar com sentimentos como culpa, medo, vergonha e insegurança, que muitas vezes são causados pelo bullying. Também desenvolve ferramentas para se proteger emocionalmente, reconhecer seu valor e construir relações mais saudáveis.
    Ou seja, a terapia não apaga o que aconteceu, mas ajuda a curar as feridas e a impedir que o trauma continue controlando a vida da pessoa. Buscar esse tipo de apoio é um passo importante de autocuidado e merece ser valorizado.


  • Como posso ressignificar o trauma causado pelo bullying?

    Como posso ressignificar o trauma causado pelo bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Ressignificar o trauma do bullying é um processo de reconstrução interna. Quem passou por isso sabe o quanto essas experiências podem afetar a autoestima, a confiança e a forma como nos relacionamos com o mundo. Muitas vezes, carregamos por anos ideias distorcidas sobre nós mesmos, baseadas em julgamentos cruéis que recebemos no passado.
    O primeiro passo é reconhecer que aquilo foi real e deixou marcas, isso não é fraqueza, é coragem. Validar o que sentiu é essencial para começar a se libertar da dor. A partir daí, com apoio emocional (seja na terapia ou em espaços seguros), é possível olhar para essas experiências com mais clareza e separar o que foi imposto de fora daquilo que você realmente é.
    Ressignificar não é esquecer ou fingir que não doeu, mas dar um novo significado àquela dor. É perceber que, apesar do sofrimento, você seguiu em frente, desenvolveu recursos para lidar com a vida e pode, agora, reconstruir a sua autoestima com base em quem você é e não no que disseram que você era. Esse movimento não acontece de uma vez só, mas cada passo em direção a essa reconexão consigo mesmo já é uma forma de cura. E a psicoterapia pode ser um aliada nesse processo.
    Espero ter ajudado, abraços!


  • É verdade que as consequências do bullying na infância duram até a vida adulta ?

    É verdade que as consequências do bullying na infância duram até a vida adulta ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Sim, o bullying na infância pode deixar marcas que duram até a vida adulta. Quem sofre esse tipo de agressão pode desenvolver problemas como baixa autoestima, ansiedade, depressão e dificuldade de se relacionar. Essas experiências negativas, vividas numa fase de desenvolvimento emocional, afetam a forma como a pessoa enxerga a si mesma e o mundo. No entanto, com apoio psicológico, é possível trabalhar essas feridas, recuperar a confiança e construir uma vida emocional mais saudável. O importante é não ignorar o impacto do bullying e buscar ajuda quando for necessário.


  • Como lidar com o bullying e os traumas? .

    Como lidar com o bullying e os traumas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Lidar com o bullying e os traumas causados por ele exige um processo de cuidado emocional e, muitas vezes, apoio profissional. O primeiro passo é reconhecer que o que aconteceu foi sério e que seus sentimentos são válidos. Falar sobre o que viveu com alguém de confiança, como um familiar, amigo ou terapeuta, ajuda a tirar esse peso de dentro. A terapia é uma ferramenta muito importante nesse processo, porque permite entender os impactos do bullying na sua vida, resgatar sua autoestima e aprender novas formas de se proteger emocionalmente.
    Além disso, praticar o autocuidado, estar perto de pessoas que te valorizam e fortalecer sua identidade são atitudes que ajudam no processo de cura. Lidar com o trauma não significa esquecer o que aconteceu, e sim aprender a viver sem deixar que aquilo defina quem você é. Espero ter ajudado. Abraços!


  • Como tratar o bullying na psicoterapia? .

    Como tratar o bullying na psicoterapia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    O tratamento do bullying na psicoterapia começa pelo reconhecimento de que aquela dor foi legítima e deixou marcas reais. Muitas vezes, quem sofreu bullying tenta minimizar o que passou, mas na terapia, esse sofrimento é acolhido com respeito e empatia.
    Ao longo do processo, o psicólogo ajuda a identificar os impactos emocionais causados pela experiência, como baixa autoestima, insegurança, medo de se expor ou dificuldades nos relacionamentos. Com esse entendimento, é possível começar a reconstruir a forma como a pessoa se vê, desfazendo pouco a pouco as marcas deixadas pelas agressões.
    A psicoterapia também trabalha o fortalecimento da autoconfiança e o desenvolvimento de recursos internos para lidar melhor com situações difíceis. Quando há feridas mais profundas, o trabalho pode se voltar à cura emocional do trauma, respeitando o tempo de cada pessoa.
    Mais do que esquecer o que aconteceu, o objetivo é ressignificar. É transformar a dor em aprendizado e se libertar da ideia de que aquilo define quem a pessoa é. Aos poucos, ela aprende a se olhar com mais compaixão, segurança e liberdade.


  • Como a psicoterapia pode ajudar as vítimas de bullying ?

    Como a psicoterapia pode ajudar as vítimas de bullying ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    A psicoterapia pode ajudar as vítimas de bullying de várias formas importantes. Ela oferece um espaço seguro e acolhedor onde a pessoa pode expressar suas emoções, medos e angústias sem julgamento. Por meio do processo terapêutico, é possível compreender melhor o impacto que o bullying teve na autoestima, nas relações sociais e na saúde mental. A terapia auxilia a ressignificar essas experiências dolorosas, ajudando a vítima a reconstruir sua autoconfiança e fortalecer sua identidade. Além disso, o psicólogo pode trabalhar com o paciente estratégias para lidar com a ansiedade, o medo e outras emoções que surgem após o bullying, promovendo o bem-estar emocional e qualidade de vida. Em resumo, a psicoterapia oferece suporte para que a pessoa possa superar as dificuldades trazidas pelo bullying, recuperar seu bem-estar emocional e retomar o controle sobre sua vida de forma mais saudável e consciente.


  • Como a psicoterapia ajuda a vítima do bullying? .

    Como a psicoterapia ajuda a vítima do bullying? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    A psicoterapia pode ajudar muito a vítima de bullying, pois oferece um espaço seguro para que ela possa falar sobre suas experiências, emoções e sofrimento sem medo de julgamentos. Muitas vezes, o bullying deixa marcas profundas na autoestima, na confiança e na forma como a pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros. No processo terapêutico, trabalhamos para compreender o impacto dessas vivências, fortalecer os recursos emocionais da pessoa e reconstruir uma imagem mais saudável de si mesma. Além disso, a terapia ajuda a desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade, a tristeza, a insegurança e outros sentimentos que podem surgir como consequência das agressões sofridas, favorecendo uma vida mais equilibrada e uma maior sensação de bem-estar.


  • Quais sentimentos as vítimas de bullying podem desenvolver?

    Quais sentimentos as vítimas de bullying podem desenvolver?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Paula Silva Soares

    Vítimas de bullying podem desenvolver sentimentos como tristeza, vergonha, ansiedade e raiva. Muitas vezes, essas emoções ficam guardadas por muito tempo e afetam a autoestima, levando à sensação de inferioridade ou isolamento. É comum também o medo de situações sociais e a culpa, mesmo sem ter feito nada de errado. Esses sentimentos são reações humanas à dor da rejeição e da humilhação. Com apoio e escuta acolhedora, é possível compreender essas emoções, ressignificar o passado e reconstruir a relação consigo mesmo de forma mais leve e segura. E a psicoterapia pode ser uma aliada nesse processo.


Perguntas frequentes

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