Perguntas do paciente (523)
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo não significa que você não ame seu bebê ou que será uma mãe ruim. É possível estar feliz pela chegada de um filho e, ao mesmo tempo, sentir medo de perder a própria liberdade, identidade e as experiências que ainda não teve. Talvez o pensamento de que “a vida será só do bebê” esteja expressando justamente esse medo de nunca ter tido a oportunidade de construir uma vida que sentisse como sua. Você não precisa ter grandes planos aos 23 anos, nem precisa se sentir realizada com a gravidez o tempo todo. Essa é uma mudança enorme, ainda mais acontecendo junto com a mudança de casa e outras decisões importantes.
A terapia pode ser um espaço acolhedor para você falar sobre esses sentimentos sem medo de ser julgada, entender melhor seus medos e necessidades e, aos poucos, construir uma identidade que não seja apenas a de mãe. Você pode aprender a encontrar espaço para seus próprios desejos, planos e necessidades, entendendo que cuidar do seu bebê não precisa significar deixar de viver a sua própria vida.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve não caracteriza, por si só, uma traição. Pensar em como uma antiga paquera vai te enxergar, querer parecer bonita ou sentir necessidade de mostrar que está bem são reações que podem acontecer mesmo sem existir qualquer intenção de se envolver com essa pessoa. Isso pode estar relacionado à ansiedade, à baixa autoestima ou até ao TOC, principalmente quando surge a necessidade de analisar esses pensamentos e atitudes e depois aparece culpa, como se eles significassem algo maior. É importante lembrar que ter um pensamento ou uma reação automática não é o mesmo que escolher agir sobre ela. Se isso acontece com frequência e traz sofrimento, a psicoterapia pode ajudar a entender de onde vem essa preocupação e a diminuir essa culpa.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo não significa necessariamente que deixou de amar. Em relacionamentos longos, é natural que a euforia do início diminua e o amor se torne mais tranquilo, baseado em carinho, companheirismo e segurança. A ansiedade também pode fazer você analisar demais os próprios sentimentos, aumentando ainda mais a dúvida. O fato de você ainda gostar da companhia dele e se sentir bem ao conversar e estar ao lado dele também é importante. A terapia pode ser um espaço acolhedor e sem julgamentos para você falar sobre essas dúvidas, compreender melhor seus sentimentos e entender o que pode estar por trás dessa mudança, sem precisar se pressionar a tomar uma decisão imediatamente.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, você já está mostrando sinais de evolução. No início do trabalho, a ansiedade era muito intensa e as interações pareciam quase impossíveis. Hoje, seis meses depois, você percebe que consegue se comunicar melhor e se sente menos travada. Isso é um indicativo de que você está enfrentando seus medos e ganhando confiança. Os comentários de que você é "quieta" ou "séria" podem machucar porque lembram experiências antigas de timidez e rejeição. No entanto, eles não significam que você não esteja melhorando. Ser mais reservada faz parte da personalidade de muitas pessoas e não precisa desaparecer para que você esteja "curada". Na ansiedade social, a melhora não é deixar de ser quieta ou nunca mais ouvir esse tipo de comentário, mas conseguir viver de acordo com seus valores sem que o medo controle suas escolhas. Com o tempo, a tendência é que essas opiniões tenham cada vez menos impacto sobre você. Curar-se é confiar mais em quem você é do que na forma como os outros a descrevem.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É bastante possível que pesquisar sintomas esteja contribuindo para manter ou intensificar a sua ansiedade. Quando estamos passando por um momento difícil, é natural buscar respostas, mas essas pesquisas podem fazer com que você fique ainda mais atento às sensações do corpo e interprete qualquer desconforto como um sinal de que algo está errado. Isso acaba alimentando um ciclo de medo, preocupação e evitação, como o receio de sair de casa por medo de ter uma crise. A psicoterapia pode ser uma grande aliada nesse momento. Ela ajuda a compreender como esse ciclo funciona, a lidar com os pensamentos que aumentam a ansiedade e a desenvolver estratégias para voltar a enfrentar as situações que hoje provocam medo, sempre respeitando o seu ritmo.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiramente, sinto muito que você esteja passando por tudo isso. Imagino o quanto deve ser angustiante sentir que não consegue mais ser como antes e ver esse sofrimento afetando tantas áreas da sua vida. Pelos sintomas que você descreve, eles podem, sim, estar relacionados a um quadro de depressão, principalmente pela tristeza intensa, sensação de vazio, falta de energia, choro frequente, perda de interesse pelas coisas, dificuldade de concentração e memória. A ansiedade também parece estar muito presente, especialmente pelo medo de ser rejeitada e de perder seu namorado. No entanto, apenas uma avaliação com um psicólogo e, se necessário, um psiquiatra pode confirmar o que está acontecendo. O mais importante é que você procure ajuda o quanto antes. Você não está "fraca" nem "inventando isso"; seu sofrimento é real e merece cuidado. Com o tratamento adequado, é possível recuperar sua qualidade de vida e voltar a se reconhecer aos poucos.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É completamente normal sentir isso. Como vocês passaram quatro dias seguidos vivendo uma rotina de casal, é natural que a volta para casa traga uma sensação de vazio e uma saudade mais intensa do que a de um fim de semana comum. Isso não significa que exista algum problema no relacionamento ou que você seja emocionalmente dependente dele. Pelo contrário, demonstra o quanto esses momentos foram significativos para você. Na maioria das vezes, essa tristeza diminui conforme você retoma sua rotina e se adapta novamente à distância. Permita-se sentir essa saudade sem se culpar. Sentir falta de quem amamos, especialmente depois de dias tão felizes juntos, é uma reação humana e muito comum.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Nem sempre é fácil saber se o que você sente é um interesse amoroso genuíno ou se está relacionado à transferência, já que ambos podem parecer muito reais. A transferência acontece quando sentimentos e experiências de relações importantes da sua vida são direcionados ao psicólogo. Isso pode incluir carinho, admiração, necessidade de acolhimento e até atração amorosa ou sexual. O fato de esses sentimentos existirem não significa que haja algo de errado com você, pelo contrário, eles podem trazer informações importantes sobre sua história e seu modo de se relacionar.
Em vez de tentar encontrar essa resposta sozinho, vale a pena levar essa dúvida para a terapia. Falar abertamente sobre o que está sentindo pode ajudar a compreender a origem desses sentimentos e contribuir para o seu processo de autoconhecimento. Um psicólogo é preparado para lidar com esse tipo de situação de forma ética, acolhedora e sem julgamentos.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiramente, eu sinto muito por tudo o que você viveu. O que aconteceu com você foi muito doloroso, e as reações que surgem hoje não significam que você seja "defeituosa". Muitas vezes, o corpo e a mente continuam reagindo ao trauma mesmo anos depois. Acredito que buscar acompanhamento com um psicólogo seja um passo muito importante e, se as crises de pânico forem frequentes ou intensas. Enquanto isso, respeite seus limites e converse com seu namorado sobre o que você sente. Você não precisa enfrentar isso sozinha nem se cobrar por conseguir lidar com tudo de uma vez. Com o tratamento adequado, é possível diminuir esse sofrimento e voltar a viver a intimidade de forma mais segura e tranquila. Espero ter conseguido ajudá-la de alguma forma. Fico à disposição e desejo, de coração, que você encontre o acolhimento e o cuidado que merece. Cuide-se.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum que, após acontecimentos dolorosos, muitas pessoas sintam medo de que a depressão "volte". Isso acontece porque experiências de grande sofrimento podem aumentar a vulnerabilidade emocional e reativar pensamentos negativos, sentimentos de desesperança e comportamentos que já fizeram parte de um episódio depressivo anterior. É como se o cérebro ficasse mais sensível ao estresse, precisando de mais tempo e recursos para recuperar o equilíbrio. No entanto, é importante lembrar que sentir tristeza ou abalo diante de situações difíceis não significa, necessariamente, que a depressão está retornando. A diferença está na intensidade, na duração dos sintomas e no impacto que eles causam na vida diária. A psicoterapia ajuda justamente a reconhecer esses sinais, compreender o que está acontecendo e desenvolver estratégias para enfrentar os momentos difíceis de forma mais saudável.
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você tenha passado por essa experiência. Pelo que você descreve, além do sofrimento no trabalho, o que mais machucou foi sentir que sua própria mãe não acreditou em você quando mais precisava de apoio. Quando alguém de quem esperamos acolhimento minimiza nossa dor, é comum surgirem sentimentos profundos de abandono, traição e dificuldade em confiar nas pessoas. É importante lembrar que a reação da sua mãe pode ter refletido as limitações dela naquele momento, e não a verdade sobre o que você estava vivendo. Isso não diminui a dor que você sentiu, mas pode ajudar a compreender que a falta de validação dela não significa que seu sofrimento não foi real. Buscar acompanhamento com um psicólogo pode ajudá-lo a elaborar essas experiências, fortalecer sua autoestima e reconstruir a confiança nas relações, sem que a dor do passado determine a forma como você vê todas as pessoas. Com o tempo, é possível diferenciar quem realmente oferece segurança e apoio de quem não consegue fazê-lo.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas que você descreve podem ser bastante desgastantes e dificultar o desempenho no trabalho. A dificuldade de concentração, a agitação e os pensamentos acelerados podem estar associados a diferentes condições, como ansiedade, TDAH ou até mesmo períodos de estresse intenso. Por isso, é importante evitar tirar conclusões sozinho. O mais indicado é procurar um psicólogo para uma avaliação inicial. Se houver necessidade, ele poderá encaminhá-lo para um psiquiatra para complementar a investigação e avaliar a necessidade de tratamento medicamentoso. Com o acompanhamento adequado, é possível compreender a origem desses sintomas e encontrar estratégias para melhorar a concentração e a qualidade de vida.
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Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet
Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.
Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.
Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.
Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que essa situação esteja causando tanto sofrimento. Pelo que você descreve, esse tipo de dúvida pode, sim, estar relacionado ao TOC. É comum que pessoas com esse transtorno atribuam um significado exagerado a pensamentos involuntários, interpretando-os como se refletissem seus verdadeiros desejos ou intenções. Ter imaginado como sua vida poderia ter sido diferente não significa, por si só, que você ainda tenha sentimentos por essa pessoa ou que tenha feito algo errado novamente.
O fato de esse pensamento ter sido seguido por uma culpa intensa e pela necessidade de entender o que ele "significa" pode fazer parte do ciclo do TOC, em que a dúvida e a busca por certeza acabam alimentando ainda mais a ansiedade. Isso não quer dizer que seja possível confirmar essa hipótese apenas por esse relato, por isso é importante conversar sobre essa experiência com o profissional que acompanha o seu tratamento.
Na terapia, você poderá aprender estratégias para lidar com esses pensamentos sem tratá-los como provas da realidade e trabalhar a culpa que ainda permanece relacionada ao que aconteceu no passado. Com o tratamento adequado, é possível reduzir esse sofrimento e desenvolver uma relação mais saudável com os próprios pensamentos.
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Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi
Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O contraste entre viver durante anos em estado de alerta por causa do TAG e, de repente, experimentar tranquilidade pode gerar uma sensação de estranhamento. Muitas pessoas acabam associando, sem perceber, a própria identidade a esse funcionamento ansioso, então, quando a mente desacelera, pode surgir a impressão de "não ser mais a mesma pessoa". Isso não significa que você perdeu quem é, mas que seu cérebro está se adaptando a um padrão emocional diferente, com menos tensão e hipervigilância. Com o passar das semanas e dos meses, é comum que essa sensação de estranheza diminua e a tranquilidade passe a ser vivenciada de forma mais natural, tornando-se o seu novo referencial de bem-estar. A terapia tem um papel importante nesse processo, ajudando você a reconhecer que essa calma não é um vazio ou uma perda da sua identidade, mas um espaço que antes era ocupado pela ansiedade. É natural sentir alguma agonia durante essa adaptação, mas, na maioria dos casos, ela tende a diminuir à medida que o cérebro e a percepção de si mesma se reorganizam. O fato de você já perceber melhora nas crises é um sinal de que o tratamento está produzindo o efeito esperado, e essa fase de adaptação costuma fazer parte do processo.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiramente, sinto muito que você esteja vivendo esse momento de tanta angústia. Pelo seu relato, não me parece que o problema seja o conteúdo em si, mas a forma como você reage a ele. Você descreve uma culpa intensa, vergonha e a sensação de que isso diz algo sobre quem você é. No entanto, o fato de ter encontrado esse tipo de conteúdo, interrompido rapidamente e se sentido mal não significa que você tenha interesse por ele ou que isso represente seus desejos. Você já está em acompanhamento com uma psiquiatra, o que é muito importante. A psicoterapia pode complementar esse cuidado, ajudando a compreender a origem dessa culpa, aliviar o sofrimento e desenvolver uma relação mais saudável com seus pensamentos. Não permita que esse episódio faça você acreditar que perdeu todo o caminho que percorreu desde 2015. Seja gentil consigo mesma. Um momento isolado não define seu percurso, seus valores ou sua história. Com o apoio adequado, é possível entender o que aconteceu sem se prender à culpa.
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Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,
Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
Muito obrigadoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, o mais indicado é procurar um psicólogo. Um medo intenso a ponto de sua filha ficar paralisada, gritar ou entrar em pânico diante de animais merece uma avaliação cuidadosa para entender a origem desse comportamento e como ele está impactando a vida dela. Durante o acompanhamento, o psicólogo irá avaliar se esse medo está relacionado a alguma experiência específica, a um quadro de ansiedade ou a uma fobia específica, e desenvolver estratégias para ajudá-la a enfrentar esse medo de forma gradual e segura.
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Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne
Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo o quanto essa situação pode estar pesando para você. Carregar esse sentimento por quatro anos mostra que essa história ainda tem um significado importante na sua vida. O arrependimento pelo que aconteceu pode fazer com que você permaneça preso ao passado, alimentando pensamentos frequentes sobre ela e a sensação de que algo ficou inacabado.
Também vale refletir que nem sempre a dificuldade de seguir em frente significa que aquela pessoa era a única para você. Muitas vezes, é a culpa, a saudade e as expectativas em relação ao que poderia ter acontecido que mantêm esse vínculo emocional. A terapia pode ajudá-lo a elaborar esses sentimentos, compreender o que essa experiência representa para você e encontrar caminhos para seguir em frente com mais tranquilidade, independentemente do desfecho dessa história.
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Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona
Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nesse caso é recomendável a buscar por um psicólogo. Esse profissional poderá ouvir sua história, avaliar os sintomas, identificar possíveis hipóteses diagnósticas e orientar os próximos passos. Caso necessário, ele também poderá encaminhá-lo para um psiquiatra ou para uma avaliação neuropsicológica mais aprofundada. Como alguns sintomas podem ser parecidos entre diferentes condições, uma avaliação profissional é importante para entender o que realmente está acontecendo e indicar o tratamento mais adequado para o seu caso.
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Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ser muito angustiante. Pensar frequentemente em pessoas que já faleceram e sentir uma tristeza ou pena intensa pode estar relacionado a uma sensibilidade maior às perdas, à ansiedade ou até mesmo a experiências de luto que ainda não foram completamente elaboradas. Esses pensamentos não significam, por si só, que exista algo grave acontecendo, mas, quando se tornam muito frequentes e passam a causar sofrimento ou interferir na sua rotina, é importante olhar para isso com atenção. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender por que essas lembranças surgem com tanta intensidade e a encontrar formas mais saudáveis de lidar com elas, reduzindo o sofrimento que elas provocam.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O primeiro passo é reconhecer que você percebeu esse comportamento e decidiu buscar ajuda, o que já demonstra um importante movimento de cuidado consigo mesmo. Quando o uso da pornografia passa a ser frequente, difícil de controlar e começa a interferir na rotina, no trabalho ou no relacionamento, é recomendado procurar um psicólogo. Na psicoterapia, serão investigados os fatores que contribuíram para o surgimento desse comportamento, como mudanças de vida, ansiedade, estresse ou outras dificuldades emocionais, além de compreender a função que a pornografia passou a exercer no seu dia a dia. O tratamento busca ajudá-lo a identificar os gatilhos, desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as emoções e recuperar o controle sobre o comportamento, sem julgamentos. Em alguns casos, se houver outros sintomas associados, como ansiedade ou depressão, o acompanhamento com um psiquiatra também pode ser indicado. Com o tratamento adequado, é possível reduzir a compulsão e melhorar a qualidade de vida e os relacionamentos.
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