Perguntas do paciente (271)

  • Estou a passar por uma situação que me está a causar muita angústia. Há cerca de dois anos tive uma

    Estou a passar por uma situação que me está a causar muita angústia. Há cerca de dois anos tive uma conversa por mensagens com uma pessoa que conhecia do passado, com quem tinha tido uma experiência típica da pré-adolescência, sem qualquer relação amorosa ou sentimento romântico envolvido mas que ja rolou uns beijos
    Na altura não vi nada de problemático nessa conversa. Falámos sobre assuntos normais, como estudos, amizades em comum e outros temas do dia a dia. No entanto, recentemente comecei a questionar-me sobre essa interação e a sentir muita culpa.
    O problema é que não me lembro da conversa em detalhe, apenas dos temas gerais. Por isso surgem pensamentos constantes como: 'E se eu tiver dado abertura?', 'E se houve algum flerte e eu não me lembro?', 'E se tive alguma intenção inadequada sem perceber?', 'E se fiz algo que vai contra os meus valores?'
    Já falei sobre isto com o meu parceiro e ele não ficou incomodado nem desconfiou de mim. Mesmo assim, continuo a duvidar de mim própria e a sentir necessidade de procurar a opinião de outras pessoas para ter a certeza de que não fiz nada de errado.
    Gostaria de perceber porque é que fico tão presa a estas dúvidas sobre acontecimentos passados, especialmente quando não me lembro de todos os detalhes, e porque a tranquilização dos outros parece não ser suficiente para me deixar em paz

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Parece muito angustiante sentir que talvez tenha feito algo contrário aos seus valores e não conseguir voltar ao passado para conferir todos os detalhes. Pelo seu relato, o sofrimento não parece vir de uma lembrança concreta, mas das possibilidades que surgem justamente porque sua memória não é completa.

    Quando existe uma necessidade muito intensa de ter certeza, qualquer lacuna pode virar motivo para novas perguntas: “E se eu dei abertura?”, “E se não percebi minha intenção?”. A pessoa então tenta revisar mentalmente a situação, analisar o que sentia ou pedir a opinião dos outros. Isso costuma aliviar a ansiedade por pouco tempo, mas não encerra a dúvida. Logo aparece outro “e se?”, mantendo um ciclo de preocupação, culpa e busca de tranquilização. Esse funcionamento pode estar presente em padrões de ansiedade ou obsessivos, inclusive quando o medo está relacionado a falhar moralmente, mas somente uma avaliação pode esclarecer o seu caso.

    A psicoterapia pode te ajudar a entender esse ciclo, diminuir as revisões e aprender a tolerar a incerteza sem precisar encontrar uma resposta perfeita sobre uma conversa antiga. Se houver um padrão obsessivo, a Terapia Cognitivo-Comportamental pode trabalhar justamente a relação com esses pensamentos e a busca repetida por garantias.

    O caminho não costuma ser alcançar certeza absoluta, mas recuperar a confiança necessária para seguir em frente mesmo sem lembrar cada detalhe.


  • Como a ausência emocional dos pais afeta o homem gay? O que ele deve fazer quando não teve e não tem

    Como a ausência emocional dos pais afeta o homem gay? O que ele deve fazer quando não teve e não tem ninguém pra contar na família e ele se sente solitário?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Não existe um único efeito da ausência emocional dos pais, mas crescer sem se sentir ouvido, protegido ou acolhido pode influenciar profundamente a forma como uma pessoa se enxerga e se relaciona. É comum surgir dificuldade para confiar, pedir ajuda, reconhecer as próprias necessidades ou acreditar que alguém permanecerá por perto.

    Para alguns homens gays, esse sofrimento também se mistura a experiências de rejeição, medo de não ser aceito ou à sensação de que precisaram esconder partes importantes de si. Isso pode aumentar a solidão e fazer com que relacionamentos amorosos ou amizades carreguem a expectativa de preencher toda a falta deixada pela família. Não significa que isso aconteça com todos, mas é um padrão possível e que merece cuidado.

    Quando a família de origem não oferece apoio, construir vínculos fora dela pode ser fundamental. Amizades seguras, grupos LGBTQIA+, espaços comunitários e pessoas com quem exista respeito podem formar uma rede afetiva verdadeira. Essa “família escolhida” não apaga a dor do que faltou, mas pode criar novas experiências de pertencimento.

    A psicoterapia pode te ajudar a entender como essa ausência ainda aparece na sua vida e a construir relações mais seguras, sem precisar enfrentar tudo sozinho. A falta de acolhimento no passado não determina para sempre a qualidade dos vínculos que você pode construir hoje.


  • É possível ter traços borderline sem ter mais o transtorno completo?

    É possível ter traços borderline sem ter mais o transtorno completo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Sim. Uma pessoa pode apresentar alguns traços associados ao transtorno de personalidade borderline sem preencher todos os critérios necessários para receber o diagnóstico. Ter emoções intensas, medo de abandono, impulsividade ou dificuldades em determinados relacionamentos, por exemplo, não é suficiente por si só para afirmar que existe o transtorno.

    Também pode acontecer de alguém que anteriormente preenchia os critérios apresentar uma melhora importante com o amadurecimento, mudanças na vida ou tratamento e, em uma nova avaliação, não apresentar mais o quadro completo. Isso pode ser entendido como uma remissão, embora alguns padrões mais leves ainda possam surgir, principalmente em períodos de maior estresse.

    Essa melhora não significa que o diagnóstico anterior estava necessariamente errado ou que o sofrimento vivido não foi real. Significa que o funcionamento emocional pode mudar e que as pessoas não precisam permanecer presas ao mesmo padrão durante toda a vida.

    Para entender sua situação atual, é necessária uma avaliação individualizada com psicólogo ou psiquiatra. O profissional observará não apenas quais características estão presentes, mas com que frequência aparecem, o quanto são intensas e se ainda causam prejuízos. Mais importante do que o rótulo é compreender o que você já conseguiu transformar e o que ainda precisa de cuidado.


  • Olá, gostaria de saber como funciona, pois sinto luto profundo por alguém que não tive proximidade.

    Olá, gostaria de saber como funciona, pois sinto luto profundo por alguém que não tive proximidade. Agora parece que foi alguém que esteve ao meu lado a vida toda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Pode ser difícil entender por que a perda de alguém com quem você não tinha proximidade provoca uma dor tão profunda. Talvez exista até a sensação de que você “não deveria” estar sofrendo dessa forma. Mas o luto não depende apenas da convivência ou do contato pessoal.

    Uma pessoa pode ocupar um lugar importante na nossa vida mesmo à distância. Ela pode ter acompanhado diferentes fases, representado esperança, identificação, conforto ou valores importantes. Por isso, quando ela parte, a sensação pode ser realmente parecida com a perda de alguém que esteve ao nosso lado por muito tempo. A presença não precisa ter sido física para ter sido emocionalmente significativa.

    Essa morte também pode ter despertado outras questões, como perdas antigas, sentimentos de solidão ou reflexões sobre a própria vida. Não é possível entender toda a origem dessa dor por uma mensagem, mas ela não precisa ser tratada como exagero.

    Tente acolher o que você está sentindo sem se cobrar para superar rapidamente. Se esse luto estiver muito intenso, prejudicando sua rotina ou causando dificuldade para seguir com as atividades, a psicoterapia pode te ajudar a entender o significado dessa pessoa na sua história e a elaborar essa perda.

    Mesmo um vínculo distante pode deixar marcas profundas, e seu sofrimento merece ser levado a sério.


  • Ao pesquisar sobre alguma patologia que nos acomete, geralmente nos deparamos com um dos seguintes m

    Ao pesquisar sobre alguma patologia que nos acomete, geralmente nos deparamos com um dos seguintes manejos: Controlar o estresse. O que exatamente seria controlar o estresse? Como qualquer curioso tendemos a pesquisar isso também, o que lemos é: Atividade Física, lazer, tomar chá de camomila e ou erva doce. Bom, é isso mesmo? Me imagino logo fazendo essas coisas stressado e ficando mais stressado por não fica livre do estreasse

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Controlar o estresse não significa eliminar completamente emoções difíceis ou nunca mais se sentir sobrecarregado. O estresse é uma resposta natural do organismo diante de pressões, preocupações, mudanças ou situações percebidas como desafiadoras. O problema costuma surgir quando ele se torna intenso, frequente ou difícil de manejar.

    Atividade física, lazer e momentos de descanso podem ajudar, mas geralmente não funcionam como uma “cura imediata”. Muitas vezes, controlar o estresse também envolve compreender limites, padrões de pensamento, excesso de cobrança, dificuldade de descanso e a forma como lidamos emocionalmente com as situações da vida. A psicoterapia pode auxiliar justamente nesse processo de compreensão e desenvolvimento de estratégias mais saudáveis para lidar com o sofrimento emocional.


  • Oi, se um paciente já possui o acompanhamento com um psicólogo da família, é possível manter um indi

    Oi, se um paciente já possui o acompanhamento com um psicólogo da família, é possível manter um individual também? Não quero perder a oportunidade de ter dois profissionais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Olá! Sim, em alguns casos isso pode acontecer. Existem pessoas que realizam acompanhamento psicológico em contextos diferentes, como terapia individual e terapia familiar, por exemplo. O mais importante é compreender qual seria o objetivo de cada espaço, para que os processos não fiquem confusos ou com propostas muito sobrepostas.

    Quando existe acompanhamento com mais de um profissional, a comunicação, os limites e a clareza dos objetivos costumam ser fundamentais. Cada caso precisa ser avaliado individualmente para entender o que faz mais sentido e favorece melhor o cuidado emocional.


  • Eu tive vários sonhos dentro de vários sonhos e eu tive uma experiência muito intensa, que mexeu mui

    Eu tive vários sonhos dentro de vários sonhos e eu tive uma experiência muito intensa, que mexeu muito e demais comigo seja interno, seja dentro de mim, marcou demais em mim, e ficou muito na minha mente um último sonho meu que ele é meio pesado. Eu queria saber o porquê sonhar várias vezes dentro de vários sonhos e experiências profundas e que mexem demais. Porque sonhar várias vezes dentro de vários sonhos? Porque sentir tão profundo e forte e não conseguir sair do sonho de ser tão profundo e difícil? É porque sonhar com um homem totalmente desconhecido que eu não conheça pessoalmente e nem no sonho mais eu conversar com ele e o homem falar comigo e conversar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Sonhos podem ser experiências muito intensas e, em alguns momentos, realmente parecem permanecer com a gente mesmo depois de acordar. Sonhar “dentro de sonhos”, sentir dificuldade de despertar ou viver experiências emocionalmente muito profundas pode gerar estranhamento e até deixar a sensação de que aquilo foi mais real do que um sonho comum.

    Nem sempre existe uma explicação única ou um significado direto. Muitas vezes, sonhos podem estar relacionados a emoções, preocupações, conflitos internos, experiências vividas ou conteúdos emocionais que estamos processando. Mais importante do que descobrir “o significado exato” pode ser compreender o que essa experiência despertou em você e como ela se conecta com o momento que está vivendo.


  • Estou em um relacionamento com uma mulher que era hetero e hoje é lésbica . Estou em um relaciona

    Estou em um relacionamento com uma mulher que era hetero e hoje é lésbica .

    Estou em um relacionamento a 1 ano e pouco com ela que era hetero e ao me conhecer cê relacionamos amorosamente. Só que depois de um tempo ela passou a ter um desconfiança imensa de mim ,passou a ter pensamento na mente de coisas q ela achava que eu fazeris com ela porque eu sou lésbica e é impossível na cabeça dela uma pessoa lésbica não desejar outras pessoas ,e mesmo eu jurando meu amor todo por ela e ela saber qur eu amo ela e faço de tudo por ela ,quando tem mulheres por perto de mim ou na frente dela ,ela começa com esses pensamentos ruins achando que eu vou desejar elas ,que vou olhar pra elas ,pro corpo delas ,mesmo ela vendo q na frente dela eu não faço isso,mais ela acha que sem ela ou até com ela mesmo eu iria querer outras pessoas por causa da minha sexualidade,eu não sei mais o que fazer ,já provei pra ela que não tô em um relacionamento pra isso ,já fiz de tudo ,já jurei amor ,já evitei muitas pessoas tudo ,e mesmo assim ela fiz não conseguir de jeito nenhum acreditar e confiar em mim .. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Pelo que você descreve, parece existir muito sofrimento, esforço e desgaste emocional nessa relação. É importante lembrar que orientação sexual não determina caráter, fidelidade ou capacidade de amar alguém. A dificuldade parece estar mais relacionada à insegurança, ao medo de perder a pessoa amada e à dificuldade de construir confiança dentro da relação.

    Quando existe desconfiança intensa, muitas vezes a pessoa que ama tenta provar constantemente que é confiável, mas pode sentir que nada parece suficiente. Relações saudáveis costumam envolver diálogo, segurança emocional e construção mútua de confiança. A psicoterapia pode ajudar a compreender esses padrões e fortalecer formas mais saudáveis de se relacionar.


  • Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela

    Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?

    Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Isso pode acontecer com mais frequência do que muitas pessoas imaginam. Emoções intensas exigem bastante do nosso organismo, tanto emocionalmente quanto fisicamente. Mesmo quando uma situação é resolvida rapidamente, o corpo e a mente podem continuar processando aquilo por mais tempo. Após momentos de estresse, conflito, medo, raiva ou ansiedade, algumas pessoas percebem uma sensação de cansaço, desânimo, esgotamento ou queda de energia emocional.

    Se isso acontece ocasionalmente, pode ser uma resposta natural. Mas se for frequente ou estiver causando sofrimento, a psicoterapia pode ajudar a compreender melhor esses padrões emocionais.


  • Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca s

    Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca sobre o namoro do meu irmão hétero e sinto que o tratamento é diferente quando saio com homem. Ela não me aceita gay, não esteve ao meu lado e não acreditou em mim quando passei por um inferno no trabalho. Não a amo por isso, sinto que não pertenço mais ao lugar que nasci e sinto que a maioria das pessoas não prestam. O que fazer quando a autoestima e iniciativa própria são mais difíceis pra mim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    O que você descreve parece envolver experiências de rejeição, invalidação e sentimentos profundos de não pertencimento. Quando alguém importante para nós não acolhe quem somos ou minimiza dores importantes da nossa história, isso pode gerar impactos significativos na autoestima, na confiança nas pessoas e na forma como passamos a enxergar a nós mesmos e o mundo.

    Diante de experiências repetidas de sofrimento, é compreensível que a iniciativa, a motivação e a sensação de conexão fiquem mais difíceis. Você não parece estar falando apenas sobre relacionamentos, mas também sobre feridas emocionais importantes. A psicoterapia pode ser um espaço seguro para compreender essas experiências e fortalecer sua relação consigo mesmo.


  • Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir e

    Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir embora não sei pra onde se ele esta na casa dele
    Ai as vezes eu pergunto pra ele quer ir embora pra onde ? Ele me diz pra casa da minha vó lá é a minha casa
    E ele fala isso que quer ir embora
    Sem eu tá brigando com ele
    Não tô entendendo essa atitude dele
    Será que eu devo de levar ele a um psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Entendo sua preocupação, e é importante olhar para isso com carinho, porque muitas vezes a criança tenta comunicar emoções através de frases que, para nós adultos, acabam gerando medo ou confusão.

    Nessa idade, é comum a criança ainda não conseguir explicar exatamente o que sente. Quando ele fala “quero ir embora” ou “quero ir para a casa da vovó”, isso não significa necessariamente que ele não goste da própria casa ou que exista algo grave acontecendo. Pode representar busca por conforto, segurança emocional, saudade, necessidade de atenção ou até alguma dificuldade emocional que ele ainda não consegue expressar de outra forma.

    O mais importante é observar:

    com que frequência isso acontece;
    em quais momentos ele fala isso;
    se existem mudanças de comportamento associadas;
    alterações no sono, alimentação, irritabilidade, medos ou dependência emocional.

    Muitos pais acabam esperando a situação piorar para procurar ajuda, mas na infância o acompanhamento psicológico também funciona de forma preventiva e orientativa. Em muitos casos, uma avaliação já ajuda bastante a compreender o que a criança está tentando comunicar e orientar os pais sobre como lidar da forma mais saudável possível.

    Eu trabalho com avaliação psicológica infantil e, pelo que você relatou, acredito que seria muito importante investigar isso com mais cuidado para entender o contexto emocional dele e ajudar vocês a lidarem com essa fase com mais segurança e tranquilidade.


  • Tenho 29 anos e namoro há 4 anos. Amo minha namorada, ela é minha parceira pra tudo, mas percebo que

    Tenho 29 anos e namoro há 4 anos. Amo minha namorada, ela é minha parceira pra tudo, mas percebo que meu desejo sexual diminuiu muito nos últimos anos. Acabei criando o hábito de consumir pornografia escondido porque é mais “fácil” do que iniciar relação, conversar ou lidar com a pressão de transar. O problema é que agora parece que quanto mais pornografia vejo, menos vontade tenho de estar presente de verdade com ela. Quando tentamos ter relação eu fico ansioso, às vezes perco a ereção ou termino rápido. Ela já percebeu que tem algo errado e acha que não sinto mais atração por ela, mas não é isso. Tenho vergonha de falar sobre o quanto isso virou um ciclo. Isso pode ter relação com pornografia, ansiedade ou problema no relacionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    O que você descreve pode sim, ter relação tanto com ansiedade quanto com o hábito da pornografia e a pressão emocional que foi se criando dentro da relação. E isso não significa necessariamente que você deixou de amar ou sentir atração pela sua namorada.

    Muitas vezes, quando o sexo começa a vir acompanhado de medo de falhar, pressão para “funcionar” ou preocupação com o que o outro vai pensar, o cérebro passa a associar a relação sexual com ansiedade em vez de prazer. Nesse contexto, a pornografia pode acabar virando uma alternativa mais “fácil”, porque ela oferece estímulo rápido, controle e menos vulnerabilidade emocional.

    O problema é que, com o tempo, isso pode criar um ciclo: quanto mais a pessoa usa pornografia para aliviar tensão ou evitar a pressão do sexo real, mais difícil pode ficar se sentir presente, relaxado e conectado na intimidade do casal. A ansiedade durante a relação também pode contribuir tanto para perda de ereção quanto para ejaculação rápida, especialmente quando a pessoa começa a se observar demais ou tentar controlar o desempenho.

    Então, pelo que você relata, não parece simplesmente falta de desejo pela sua parceira. Parece mais um ciclo envolvendo ansiedade, evitação, vergonha e um padrão sexual que foi se condicionando ao longo do tempo.

    Isso costuma ter tratamento e pode melhorar bastante quando trabalhamos:

    a ansiedade de desempenho;
    a relação emocional com a sexualidade;
    o padrão de consumo de pornografia;
    e a comunicação dentro do relacionamento.

    O fato de você conseguir reconhecer esse ciclo já é um passo importante, porque mostra consciência e desejo de mudança.

    A psicoterapia embasada na TCC pode ajudar justamente a compreender e modificar os ciclos que mantêm essa dificuldade acontecendo. O trabalho terapêutico costuma envolver a identificação dos gatilhos emocionais, pensamentos automáticos e padrões de comportamento associados à ansiedade, à pornografia e à pressão sexual, além de desenvolver formas mais saudáveis de lidar com a intimidade, a vulnerabilidade e o desempenho sexual.

    Também é possível trabalhar a redução da autocrítica, da vergonha e da necessidade de “funcionar perfeitamente”, favorecendo uma vivência sexual mais espontânea, presente e conectada emocionalmente.

    Caso tenha interesse, entre em contato comigo e agende uma sessão. Um abraço!


  • Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepç

    Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepções C ele no passado hoje meu objetivo de está C ele somente é crescer juntos trabalhar juntos temos uma vida como marido e mulher nos respeitamos mas eu n amo.meu objetivo e vive C ele p um cuidar do outro na velhice e crescer juntos financeiramente.o q vcs me diz sobre???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    O que você descreve parece ser uma relação em que ainda existem respeito, parceria e objetivos em comum, mas não o amor romântico da forma como você gostaria ou sentia antes. Isso pode acontecer em relações longas, principalmente depois de decepções e desgastes acumulados.

    Não existe uma única forma correta de viver um relacionamento. Algumas pessoas escolhem permanecer juntas principalmente pelo companheirismo, pelo cuidado e pelos projetos construídos em comum. O problema não está necessariamente nessa escolha, mas em ela não estar clara e aceita pelos dois.

    Você contou que já disse que não o ama, mas ele não acredita. Isso pode indicar que vocês estão vivendo a mesma relação com expectativas diferentes. Se ele acredita que ainda existe amor romântico ou espera que esse sentimento volte, enquanto você entende o vínculo apenas como uma parceria, essa diferença pode gerar sofrimento no futuro.

    Talvez valha se perguntar com honestidade: permanecer nessa relação é uma escolha que também faz bem para você ou é apenas uma forma de evitar perdas, solidão ou insegurança? E ele escolheria continuar se compreendesse plenamente como você se sente?

    A psicoterapia pode te ajudar a organizar essas dúvidas e entender melhor o que você deseja. Se ambos estiverem abertos, a terapia de casal pode facilitar uma conversa mais clara sobre expectativas, afetos e o tipo de relação que vocês querem construir.


  • Por que a realidade interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é altamente “recons

    Por que a realidade interpessoal no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é altamente “reconstruída”?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, no Transtorno de Personalidade Borderline a realidade interpessoal é altamente “reconstruída” porque a percepção do outro é mediada por estados emocionais intensos e instáveis. Não se trata de falsidade consciente, mas de uma leitura afetivamente enviesada da realidade.

    Crenças centrais de abandono, rejeição e desvalor (“vou ser deixado”, “não sou suficiente”) fazem com que pequenos sinais sejam interpretados como provas de ameaça relacional. Assim, há distorções cognitivas como leitura mental, personalização e pensamento dicotômico, levando a oscilações entre idealização e desvalorização.

    Além disso, a dificuldade de integração de aspectos positivos e negativos do outro (falha na constância do objeto) contribui para reconstruções rápidas da experiência interpessoal, tornando os vínculos intensos, instáveis e reativos.


  • Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c

    Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento

    O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?

    Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.

    Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.

    Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.

    É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".

    A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.

    Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.

    A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Estar dividida entre aquilo que aprendeu na Igreja e o que deseja viver pode gerar muita culpa, principalmente quando a fé ocupa um lugar importante na sua identidade. Mas questionar uma doutrina não significa, necessariamente, perder sua fé ou deixar de valorizar sua relação com Cristo.

    Às vezes, a culpa aparece não porque a pessoa fez algo que realmente considera errado, mas porque aprendeu desde cedo que determinados desejos ou escolhas deveriam ser evitados. Por isso, pode ser difícil diferenciar uma convicção pessoal de uma regra que foi internalizada pelo medo, pela obrigação ou pela necessidade de pertencimento.

    Em vez de tentar decidir apenas para fazer a culpa desaparecer, pode ser mais saudável refletir sobre quais valores você deseja levar para seus relacionamentos: respeito, consentimento, responsabilidade, cuidado, segurança e honestidade consigo mesma. A decisão sobre viver ou não a castidade precisa ser sua, e não apenas uma resposta ao medo de decepcionar outras pessoas ou de ser considerada menos digna.

    A psicoterapia pode te ajudar a organizar esse conflito e construir uma relação mais consciente com sua fé, sua sexualidade e suas escolhas. O ideal é buscar um psicólogo que respeite sua espiritualidade, sem tentar impor uma posição religiosa ou afastá-la dela. É possível continuar vivendo sua fé enquanto amadurece suas próprias convicções.


  • Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou apó

    Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou após uma noite em claro, quando fui dormir muito tarde depois de estudar no tablet e não consegui dormir, o que me deixou bastante ansioso. Isso veio após semanas já ruins de sono por conta de uma alergia.

    Depois disso, entrei em um ciclo em que a preocupação com o sono passou a atrapalhar. Consultei um psiquiatra e comecei Donaren 50 mg, tendo cerca de uma semana de melhora. Porém, um episódio em que um barulho atrapalhou meu sono (dormi só cerca de 2 horas) reativou a ansiedade. Desde então, ao deitar, fico ansioso com a possibilidade de não dormir.

    Sempre tive um intervalo normal de 30 a 60 minutos para pegar no sono, mas agora esse tempo virou gatilho de ansiedade.

    Minha higiene do sono está bem estruturada: desligo o celular às 20h, uso luz baixa e amarela, tomo banho antes de dormir, mantenho o quarto fresco e uso melatonina sublingual.

    Durante o dia, a ansiedade é bem menor (às vezes nem penso nisso), mas à noite surge uma antecipação do problema.

    O que eu poderia fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Boa tarde, pelo seu relato, o que parece estar acontecendo não é apenas uma insônia, mas um ciclo de ansiedade relacionado ao sono algo bastante comum na prática clínica.
    Muitas vezes, tudo começa com algumas noites ruins (como no seu caso, por conta da alergia e de uma noite em claro). A partir disso, surge a preocupação: “e se eu não conseguir dormir de novo?”. Essa antecipação faz com que, ao deitar, o corpo entre em estado de alerta — exatamente o oposto do necessário para dormir.
    Com o tempo, a cama deixa de ser um lugar de descanso e passa a ser um gatilho de ansiedade.
    Um ponto importante: sua higiene do sono já está bem estruturada. Quando isso acontece, insistir em “fazer mais coisas para dormir” pode, paradoxalmente, aumentar a pressão e piorar o quadro.
    O foco, nesse momento, costuma ser outro:
    Reduzir a tentativa de controlar o sono (sono não é algo que conseguimos forçar)
    Evitar permanecer na cama quando estiver ansioso ou desperto por muito tempo
    Trabalhar os pensamentos relacionados ao medo de não dormir, especialmente as consequências no dia seguinte
    É importante destacar que o organismo humano é mais resiliente do que a ansiedade faz parecer mesmo após uma noite ruim, geralmente conseguimos funcionar melhor do que imaginamos.
    Esse tipo de insônia, mantido pela ansiedade, responde muito bem à Terapia Cognitivo-Comportamental, que atua diretamente nesse ciclo.
    Caso isso esteja se mantendo, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a interromper esse padrão de forma mais consistente.


  • Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu q

    Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu queria trabalhar com você estes pontos específicos:
    ​ Sinto que meu raciocínio está lento e minha mente parece 'nebulosa' (brain fog). Por causa disso, eu não consigo confiar no que eu sinto. Se sinto alívio agora, daqui a cinco minutos a agonia volta e eu começo a questionar tudo de novo. É um ruído que não para.
    ​ Eu já tomei uma decisão racional (fazer BICT, seguir para Engenharia Mecânica e focar no setor de Petróleo e Gás, que eu já conheço e gosto). O problema é que, mesmo com o plano traçado, meu cérebro continua 'caçando' motivos para duvidar. É como se eu não conseguisse me sentir satisfeito com a minha escolha.

    Quando vejo outras pessoas passando em outros cursos (como Medicina, Direito ou o CFO), eu imediatamente me pergunto: 'Será que aquele não é o curso ideal para mim?'. Eu sinto que estou perdendo algo, mesmo sabendo que o meu caminho é bom. Essa comparação me gera uma angústia horrível.
    ​ Como eu posso aprender a viver com a dúvida sem deixar que ela paralise meus estudos? Eu preciso entender se essa indecisão constante é um traço da minha personalidade ou se é apenas um sintoma da minha ansiedade que está 'em pico' agora."

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Ter um plano definido e, ainda assim, sentir que sua mente continua procurando motivos para abandoná-lo pode ser extremamente cansativo. Pelo seu relato, o problema talvez não seja a falta de uma boa escolha, mas a dificuldade de confiar nela sem ter certeza absoluta de que é a melhor entre todas as possibilidades.

    A ansiedade pode deixar o raciocínio mais lento, aumentar a sensação de “mente nebulosa” e transformar qualquer alternativa em uma possível oportunidade perdida. Quando você vê alguém seguindo Medicina, Direito ou outra carreira, sua mente compara apenas o que aquela escolha parece oferecer, sem considerar tudo o que te levou ao seu próprio caminho. Você revisa, encontra algum alívio e depois volta a duvidar. Quanto mais tenta alcançar certeza total, mais motivos para questionar podem surgir.

    Não é possível definir por uma mensagem se isso é um traço antigo ou uma intensificação da ansiedade. A psicoterapia pode te ajudar a observar esse padrão, reduzir comparações e separar dúvidas que realmente exigem uma decisão daquelas que apenas mantêm o ciclo de angústia.

    Aprender a conviver com alguma incerteza não significa agir de maneira irresponsável. Significa reconhecer que uma escolha pode ser suficientemente boa, coerente com seus valores e ainda assim não produzir certeza o tempo todo.

    Caso o brain fog seja frequente ou esteja piorando, uma avaliação médica também pode ajudar a investigar outros fatores envolvidos.


  • Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza

    Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    O fato de estar quase completando um ano não significa que você “já deveria” ter superado a morte da sua mãe. O luto não segue um calendário. No entanto, quando a pessoa percebe que está cada vez mais paralisada, sem prazer, chorando diariamente e com dificuldade para trabalhar ou se relacionar, esse sofrimento precisa ser avaliado com cuidado.

    Esses sintomas podem fazer parte de um luto muito intenso, mas também aparecem na depressão, e os dois quadros podem coexistir. A culpa de não ter feito mais também é comum após uma perda repentina, porque a mente tenta voltar ao passado e imaginar formas de ter evitado algo que talvez não estivesse sob seu controle.

    Em adultos, o transtorno do luto prolongado só é considerado após pelo menos 12 meses da perda. Porém, você não precisa esperar esse prazo para procurar ajuda, principalmente porque sua rotina e sua capacidade de sentir prazer já estão bastante afetadas.

    A psicoterapia pode te ajudar a elaborar essa perda, trabalhar a culpa e reconstruir gradualmente sua vida sem apagar o amor e a história que viveu com sua mãe. Uma avaliação psiquiátrica também pode ser importante diante da intensidade dos sintomas. Caso apareçam pensamentos de morrer ou se machucar, busque ajuda imediatamente.


  • Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.

    Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Gostar de alguém também nos deixa emocionalmente mais vulneráveis. Quando você vê essa pessoa, pode surgir não apenas a vontade de se aproximar, mas também o medo de ser rejeitado, de não saber como agir, de parecer estranho ou de não ser correspondido. Essa mistura pode ativar uma ansiedade muito intensa.

    Nesses momentos, o corpo reage como se existisse um perigo real: o coração acelera, a respiração muda, os pensamentos ficam confusos e aparece a vontade de fugir. Isso não significa que você esteja “exagerando”. Significa que sua mente está interpretando esse encontro como uma situação de grande risco emocional.

    Às vezes, quanto mais importante a pessoa se torna, maior também fica a pressão para agir da maneira “certa”. Essa cobrança costuma aumentar ainda mais o nervosismo. Evitar completamente o contato pode trazer alívio no momento, mas tende a fortalecer o medo com o tempo.

    O caminho costuma ser aprender a se aproximar aos poucos, sem exigir de si uma atuação perfeita. A psicoterapia pode te ajudar a entender quais pensamentos aparecem nessas situações, trabalhar o medo de rejeição e desenvolver mais segurança para se relacionar.

    Com o acompanhamento adequado, é possível reduzir essas crises e viver esse vínculo de uma forma mais leve.


  • Tenho 45 anos e fiz um teste que indica alta probabilidade de um diagnóstico positivo de TDAH. Esto

    Tenho 45 anos e fiz um teste que indica alta probabilidade de um diagnóstico positivo de TDAH.
    Estou considerando prosseguir com o diagnóstico formal, e gostaria de informações sobre o procedimento e custo.
    1) Quem faz este diagnóstico formal (com laudo)?
    2) Quais os passos para este diagnóstico
    3) Qual o custo envolvido em cada passo?
    4) Caso positivo, quais os benefícios do tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Arthur Bicalho Lage

    Buscar uma avaliação aos 45 anos pode fazer bastante sentido, principalmente se as dificuldades de atenção, organização ou impulsividade têm causado prejuízos ao longo da vida. O teste que você realizou funciona como um rastreio: ele aponta uma possibilidade, mas não confirma sozinho o TDAH. O diagnóstico é clínico e precisa investigar se os sinais já estavam presentes desde a infância, aparecem em mais de um contexto e não são explicados melhor por outras condições.

    Você pode começar por um psiquiatra ou neurologista com experiência em TDAH adulto. Um psicólogo ou neuropsicólogo também pode realizar uma avaliação psicológica aprofundada e emitir um laudo psicológico. Caso precise do documento para uma finalidade específica, como tratamento médico, trabalho ou solicitação de direitos, pergunte antecipadamente qual tipo de laudo será aceito.

    O processo costuma incluir entrevistas, questionários, análise da história escolar, familiar e profissional e, quando necessário, testes psicológicos. Também são investigados ansiedade, depressão, sono, uso de substâncias e outras condições que podem causar sintomas parecidos. A avaliação neuropsicológica pode ajudar, mas não é obrigatória em todos os casos.

    Os custos variam bastante, portanto peça um orçamento completo e confirme se inclui testes, devolutiva e documento. No SUS, o atendimento não tem cobrança direta.

    Se o diagnóstico for confirmado, o tratamento pode te ajudar a compreender melhor seu funcionamento e desenvolver estratégias mais adequadas para organização, atenção, impulsividade e rotina. Psicoterapia e acompanhamento médico podem ser combinados conforme a necessidade.


Perguntas frequentes

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