Perguntas do paciente (271)
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Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado
Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir fraqueza, tremedeira, enjoo e tontura pode ser bastante assustador, principalmente quando você não entende o que está acontecendo. Esses sintomas podem, sim, estar relacionados à ansiedade, porque o estado de alerta do corpo pode provocar tremores, náusea, tontura, sensação de fraqueza, aceleração do coração e alterações na respiração.
Mesmo assim, não é adequado concluir que seja apenas ansiedade. Como isso já acontece há algum tempo, o mais seguro é procurar um clínico geral para investigar outras possíveis causas e avaliar se existe necessidade de exames. Tente observar quando os episódios aparecem, quanto duram, se acontecem em momentos de preocupação ou também quando você está tranquila e se existe alguma alteração na alimentação, no sono ou no uso de medicamentos.
Caso a avaliação médica não identifique uma causa física e os sintomas estejam ligados a momentos de tensão, medo ou pensamentos preocupantes, a psicoterapia pode te ajudar a compreender esse ciclo e desenvolver formas mais seguras de lidar com as sensações do corpo.
Procure atendimento imediato se houver desmaio, dor no peito, falta de ar intensa, confusão, alteração na fala ou dificuldade para movimentar uma parte do corpo.
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Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des
Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des de seus 21 dias de vida diagnóstico de leucemia congênita, recaida da doença há 6 anos,quando acreditávamos que tínhamos vencido ,o diagnóstico de glioma em,doença causada pelo tratamento da leucemia, como lidar com essa perda tão dolorosa?,depois de tanta luta, des de bebe,e agora super ativo,estudioso criança amada por todos. como aceitar essa partida?como seguir adiante?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A perda de um filho provoca uma dor difícil até de colocar em palavras. Você não perdeu apenas seu menino, mas também o futuro que imaginava ao lado dele, depois de tantos anos de luta, cuidado e esperança. Com apenas 20 dias da partida, não é justo exigir de si aceitação ou força para “seguir em frente”.
Depois de acompanhar seu filho desde bebê em tratamentos tão difíceis, seu corpo e sua mente podem estar vivendo uma mistura de choque, exaustão, revolta, saudade e culpa. É comum que apareçam pensamentos sobre o que poderia ter sido feito de outra forma, mas isso não significa que você tenha falhado. Seu relato mostra uma história de presença e amor ao longo de toda a vida dele.
Neste momento, seguir pode significar apenas sobreviver ao dia de hoje: alimentar-se como conseguir, descansar, chorar e aceitar a presença de quem possa te oferecer cuidado sem tentar apressar sua dor.
Um psicólogo com experiência em luto parental pode te ajudar a atravessar esse período e, aos poucos, construir uma forma de continuar vivendo sem precisar deixar seu filho para trás emocionalmente. Grupos de pais enlutados também podem oferecer acolhimento de pessoas que conhecem uma dor semelhante.
Caso apareça vontade de morrer, de se machucar ou a sensação de que não conseguirá permanecer em segurança, procure imediatamente uma UPA, pronto-socorro ou o SAMU pelo 192. O CVV também atende gratuitamente pelo 188, durante 24 horas.
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Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durant
Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durante os ultimos anos minha válvula de escape tem sido a pornografia. Gostaria de saber como proceder, como atenuar esse problema e quais medidas tomar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando a pornografia se torna uma válvula de escape, geralmente o problema não está apenas no conteúdo consumido, mas no papel que ele passou a cumprir. Pode ser uma forma rápida de aliviar ansiedade, solidão, frustração, tédio ou outras emoções difíceis. O alívio costuma durar pouco, e a vontade pode voltar, formando um ciclo difícil de interromper.
Nem todo consumo frequente significa compulsão. O que precisa ser observado é se você sente perda de controle, tenta diminuir e não consegue, passa muito tempo envolvido nisso ou continua mesmo percebendo prejuízos na rotina, nos relacionamentos, nos estudos ou no seu bem-estar.
O melhor ponto de partida costuma ser procurar um psicólogo, de preferência com experiência em sexualidade, comportamentos compulsivos ou Terapia Cognitivo-Comportamental. O tratamento não busca julgar sua sexualidade, mas entender seus gatilhos, trabalhar o ciclo entre desconforto, consumo e culpa e construir outras formas de regular as emoções.
Enquanto isso, pode te ajudar registrar quando a vontade aparece, dificultar o acesso nos horários de maior risco, reduzir o uso automático do celular e preencher a rotina com atividades, vínculos e objetivos que tenham significado para você.
É possível recuperar o controle, mas isso costuma acontecer com mais consistência quando você cuida também do sofrimento que está por trás do comportamento.
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Minha cachorra morreu como superar isso e também a culpa?
Minha cachorra morreu como superar isso e também a culpa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A morte de um cão pode deixar um vazio muito grande. Ela não era “apenas um animal”, mas uma presença diária, fonte de afeto, companhia e parte da sua história. Por isso, é natural sentir tristeza, saudade e até perceber a casa e a rotina de uma forma diferente.
A culpa muitas vezes aparece como uma tentativa de recuperar controle sobre algo doloroso. A mente começa a repetir: “eu deveria ter percebido”, “poderia ter feito mais” ou “tomei a decisão errada”. Mas existe uma diferença importante entre avaliar o passado e julgá-lo com informações que você só tem agora. Tente recordar o que você sabia naquele momento, quais possibilidades realmente existiam e qual era sua intenção ao cuidar dela.
Pergunte a si mesmo se você agiu por descuido ou se tomou as decisões que considerava mais cuidadosas dentro das condições disponíveis. Na maioria das vezes, a culpa do luto está mais ligada ao amor e ao desejo de ter evitado a perda do que a uma falha real.
Criar um ritual de despedida, escrever sobre o que ela representou ou reunir lembranças pode ajudar a transformar a dor em uma memória mais integrada.
Superar não significa esquecer. Significa conseguir lembrar dela com amor, sem precisar se punir continuamente pelo fato de não ter conseguido impedir a despedida.
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Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou
Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou que sinta desafios eu costumo sofrer, mas permaneço, porém em relações de afeto e tranquilas, em algum momento me encontro com ansiedade e pensamentos de medo excessivo de um dia estragar a relação por não amar de verdade a pessoa ou magoá-la, algo que não sinto em relações desafiadoras, estou ficando com uma pessoa uns meses após sair de uma relação que me era desafiadora e finalmente saí quando senti que deveria ter alguém que me amasse, porém ao me sentir desejada e vista por alguém, comecei a ter ansiedade e aperto no peito novamente, tenho medo de nunca conseguir quebrar esse ciclo e medo de talvez ser uma pessoa incapaz de amar de verdade, queria muito não sentir esses medos e permitir conhecer as pessoas e me relacionar com elas antes de sentir esses sentimentos e acabar com tudo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito angustiante perceber que, justamente quando alguém te oferece afeto e segurança, surgem pensamentos de que talvez você não ame de verdade ou possa acabar machucando essa pessoa. Mas esses pensamentos não significam, por si só, que você seja incapaz de amar.
Em relações desafiadoras, sua atenção pode ficar voltada para tentar conquistar o outro, resolver conflitos ou suportar a instabilidade. Já quando a relação é tranquila, existe mais espaço para perceber a própria vulnerabilidade. Ser desejada e tratada com carinho também pode despertar medo: “E se eu não corresponder?”, “E se eu estragar tudo?” ou “Como posso ter certeza de que amo?”.
Quanto mais você tenta encontrar uma garantia absoluta sobre seus sentimentos, mais passa a monitorá-los. E sentimentos observados e testados o tempo inteiro podem parecer confusos ou insuficientes. A dúvida, nesse caso, não comprova falta de amor; pode fazer parte de um ciclo de ansiedade.
Também é importante considerar que você saiu recentemente de uma relação desgastante. Talvez precise conhecer essa nova pessoa com calma, sem se obrigar a definir imediatamente o futuro do vínculo.
A psicoterapia pode te ajudar a compreender por que a segurança desperta tanto medo, identificar os padrões construídos nas relações anteriores e aprender a lidar com essas dúvidas sem encerrar tudo apenas para aliviar a ansiedade. Você pode construir uma forma diferente de se relacionar, mesmo que isso ainda pareça desconhecido.
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Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?
Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dois anos convivendo com ansiedade e desrealização podem fazer você pensar que isso nunca vai passar. Mas o tempo de duração não significa que o quadro seja permanente. Existe tratamento, e muitas pessoas conseguem reduzir bastante os sintomas ou entrar em remissão.
A desrealização pode aparecer quando o organismo permanece por muito tempo em estado de alerta. A pessoa sente o ambiente distante, estranho ou “como se estivesse em um sonho”, mas geralmente sabe que essa é uma sensação. Ela pode estar associada à ansiedade, depressão, traumas, estresse, alterações do sono ou uso de algumas substâncias. Por isso, é importante investigar o conjunto da situação, e não apenas tentar eliminar a sensação isoladamente.
A psicoterapia pode te ajudar a entender o que desencadeia e mantém esses episódios, diminuir o medo das sensações e recuperar gradualmente a confiança na própria percepção. Tratamentos psicológicos baseados em evidências podem reduzir sintomas de ansiedade, e a necessidade de acompanhamento psiquiátrico deve ser avaliada conforme a intensidade e os prejuízos presentes.
Você não precisa esperar a desrealização desaparecer sozinha. Mesmo depois de dois anos, ainda é possível construir uma melhora consistente com avaliação e tratamento adequados.
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Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapi
Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapia por um ano, Há dois anos atrás. Aparentemente, parecia uma depressão. A psicóloga me passou que ele tinha um pouco de fobia social. Como ele apresentou uma certa melhora, a psicóloga disse que não havia mais necessidade de terapia. Porém, eu percebo qie ele é diferente, já cheguei a pensar que ele talvez seja autista. Mas, hoje ele (chorando) me disse que não queria nos decepcionar e me contou que ele não se sente um menino e sim menina(desde pequeno). Ele tem 17 anos.Ele não demonstra nenhum estereótipo feminino. Já chegou a se apaixonar por uma menina. Ele diz que apesar de se sentir assim,.sexualmente, ele não tem interesse em se relacionar com menino, e sim, com menina
Comentou também sobre a mudança de identidade, de transição de gênero e que pode acontecer dd mesmo ele se tornando uma menina ele se relacionar com outra menina. Hoje em dia os jovens tem muito mais informação. Pra mim é um pouco confuso , sei qie mesmo que ele tenha informações, tenho certeza que não é fácil lidar com isso. Pois, sabemos os desafios e situações que iremos enfrentar. Jamais agendei com uma psicóloga, mas gostaríamos de mais esclarecimentos.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É natural que essa conversa tenha despertado muitas dúvidas e preocupações. Porém, há algo muito importante no seu relato: mesmo com medo de decepcionar vocês, seu filho encontrou coragem para contar o que sente. O acolhimento da família neste momento pode fazer uma grande diferença.
Identidade de gênero não é definida pela aparência, pelos gostos ou por comportamentos considerados femininos ou masculinos. Por isso, não demonstrar “estereótipos femininos” não invalida o que ele relata. A atração afetiva e sexual também é outra questão: uma pessoa que se reconhece como menina pode sentir atração por meninas. Identidade de gênero e orientação sexual são aspectos diferentes. A Psicologia orienta que identidades trans sejam acolhidas de forma não patologizante e respeitosa.
O melhor caminho é procurar um psicólogo com experiência em adolescência e diversidade de gênero. A terapia pode ajudar o adolescente a compreender seus sentimentos, lidar com o medo, a ansiedade e possíveis sintomas depressivos, sem pressioná-lo a assumir ou abandonar uma identidade.
A possibilidade de autismo, caso ainda existam sinais relevantes, pode ser investigada separadamente, mas não deve ser usada para explicar ou invalidar sua vivência de gênero.
Por enquanto, procure escutar, perguntar como ele gostaria de ser chamado e demonstrar que não perderá o amor da família. Você também pode buscar orientação para elaborar suas próprias dúvidas durante esse processo.
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Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e
Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e com as mãos geladas,será que tenho que fazer algum desbloqueio emocional, pois minha vida desde a infância não foi normal igual de outras pessoas, tenho muitos traumas e já tive ansiedade e depressão.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Assumir uma função de responsabilidade na pastoral pode trazer muita cobrança interna, principalmente quando você sente que precisa falar, organizar atividades ou corresponder às expectativas das outras pessoas. O nervosismo e as mãos geladas podem acontecer quando o corpo entra em estado de alerta, algo comum na ansiedade. Ainda assim, é importante observar se esses sintomas aparecem apenas nessa situação ou também em outros momentos.
Não existe, na Psicologia, um procedimento específico chamado “desbloqueio emocional”. O trabalho terapêutico costuma ser mais cuidadoso: entender o que você teme que aconteça, quais pensamentos surgem quando assume essa responsabilidade e como as experiências difíceis da sua infância podem estar influenciando sua sensação de segurança hoje.
Ter vivido situações traumáticas pode aumentar a vulnerabilidade a sintomas de ansiedade e depressão, mas sua história não determina que você precise continuar reagindo dessa maneira para sempre.
A psicoterapia pode te ajudar a compreender esses padrões, trabalhar os traumas no seu ritmo e desenvolver mais confiança para exercer essa função sem se sentir constantemente ameaçada. Caso as mãos geladas e outros sintomas físicos sejam persistentes ou apareçam em diferentes situações, uma avaliação médica também pode ajudar a descartar outras causas.
Você não precisa apagar sua história para se sentir melhor, mas pode aprender a viver sem que ela controle tanto o seu presente.
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Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se
Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se afastar para recuperação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem todo cansaço intenso no trabalho representa burnout. No estresse mais pontual, geralmente conseguimos identificar uma demanda específica e sentimos alguma recuperação quando ela termina, descansamos ou nos afastamos por alguns dias. Já no burnout, o desgaste tende a se tornar contínuo e diretamente ligado ao trabalho.
Os sinais que mais chamam atenção são exaustão que não melhora adequadamente com o descanso, distanciamento emocional, irritação ou cinismo em relação ao trabalho e sensação de queda importante na própria capacidade profissional. Também podem aparecer insônia, dificuldade de concentração, erros incomuns, dores, ansiedade e perda de motivação. A OMS descreve o burnout como resultado do estresse crônico no trabalho que não foi administrado com sucesso, destacando exaustão, distanciamento mental e redução da eficácia.
O afastamento deve ser avaliado quando você já não consegue trabalhar com segurança, apresenta piora progressiva, crises frequentes, incapacidade para descansar ou prejuízos importantes na rotina e na saúde. Um médico ou profissional de saúde ocupacional pode avaliar essa necessidade, enquanto a psicoterapia pode te ajudar a compreender os fatores que levaram ao esgotamento e planejar mudanças.
Quando indicado, afastar-se pode criar espaço para recuperação, mas não deve ser a única medida. Também é necessário rever carga, limites, apoio, ambiente e condições de retorno, para que a pessoa não volte ao mesmo ciclo que provocou o adoecimento.
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Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa dúvida é muito comum, principalmente porque algumas pessoas associam o diagnóstico de ansiedade à necessidade imediata de tomar medicação. Mas nem sempre é necessário passar pelos dois profissionais.
Você pode começar procurando um psicólogo. A psicoterapia pode te ajudar a entender o que desencadeia a ansiedade, como seus pensamentos e comportamentos mantêm esse ciclo e quais estratégias podem ser desenvolvidas para reduzir os sintomas. A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma das abordagens com maior respaldo para o tratamento dos transtornos de ansiedade.
O psiquiatra é o médico que pode avaliar se existe necessidade de medicação. Essa consulta costuma ser especialmente importante quando a ansiedade é muito intensa, causa crises frequentes, prejudica bastante o sono e a rotina, aparece junto com depressão ou não apresenta melhora suficiente apenas com a psicoterapia. Fazer uma avaliação psiquiátrica não significa que você será obrigado a tomar remédios.
Algumas pessoas melhoram somente com a psicoterapia; outras se beneficiam da combinação entre terapia e acompanhamento psiquiátrico. O mais importante é não tentar decidir sozinho qual tratamento precisa. Uma avaliação individual pode te ajudar a encontrar o cuidado mais adequado para o seu momento.
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Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino
Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer .
Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que você tenha ficado assustada, pois ainda não sabe quem estava do outro lado da conversa. Pode ser outro adolescente, mas também pode existir uma pessoa adulta se passando por alguém mais novo. Por isso, a situação precisa ser investigada com cuidado, sem transformar seu filho no culpado.
Converse com ele em um momento tranquilo. Diga que sua preocupação é com a segurança dele, e não puni-lo por ter curiosidade ou por ter falado sobre sexualidade. Tente entender quem é a pessoa, como se conheceram, qual idade ela informou e se houve pedidos de fotos íntimas, segredos, ameaças, presentes, encontro presencial ou mudança para outra plataforma. O acolhimento é importante para que ele conte tudo sem medo e procure você caso algo semelhante volte a acontecer.
Não apague o conteúdo. Guarde capturas de tela, nome do usuário, links e mensagens. Se houver suspeita de um adulto, solicitação de imagens, chantagem ou tentativa de encontro, denuncie a mensagem no Discord e procure imediatamente a Polícia Civil, o Conselho Tutelar ou o Disque 100, disponível gratuitamente 24 horas. O Discord proíbe conteúdo sexual direcionado a menores e oferece denúncia direta das mensagens.
Um psicólogo de adolescentes pode ajudar vocês a trabalhar segurança digital, sexualidade, limites e confiança, sem julgamentos.
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A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu
A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depois de perder amizades e passar um tempo mais isolada, é compreensível que voltar a se aproximar das pessoas pareça ainda mais difícil. A ansiedade social costuma criar um ciclo: você evita interações para não sentir medo, experimenta um alívio momentâneo, mas depois se sente mais sozinha e menos confiante para tentar novamente.
Não conseguir enfrentar isso sem ajuda não representa fraqueza. E utilizar medicação também não diminui seu esforço ou torna sua melhora menos verdadeira. Se você deseja reduzir ou interromper o remédio, converse com o médico responsável antes de qualquer mudança. A psicoterapia pode acontecer junto com o tratamento medicamentoso e te ajudar a desenvolver recursos que permaneçam ao longo do tempo. A TCC trabalha justamente os pensamentos ligados ao medo de julgamento e a aproximação gradual das situações sociais evitadas.
Você não precisa começar tentando criar muitas amizades. Talvez o primeiro passo seja mandar uma mensagem para alguém seguro, participar de uma atividade com poucas pessoas ou permanecer por um período curto em um ambiente social. Pequenos movimentos repetidos costumam ser mais úteis do que se obrigar a enfrentar tudo de uma vez.
Um psicólogo pode te ajudar a reconstruir essa confiança e sua rede de apoio no seu ritmo. A solidão que você sente hoje não precisa definir sua vida daqui para frente.
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Tenho 28 anos e meu namorado 27, estamos juntos a 5 anos e moramos juntos. Enfrentamos um problema q
Tenho 28 anos e meu namorado 27, estamos juntos a 5 anos e moramos juntos. Enfrentamos um problema que causa desconforto em ambos, a pornografia. Eu já consumi a anos atrás, mas consegui me livrar, mas é algo que até hj as vezes aparece na mente como uma ideia de se ver, mas mesmo assim, opto por não ver. Meu namorado já vem de um histórico como a maioria dos homens, de crescer vendo pornografia e ser tratado como algo normal. Já peguei mais de uma vez no celular e já foi motivo de piorar meus problemas psicológicos, e um quase término. De princípio ele não aceitava tratamento pois tinha preconceito. Uma vez ele teve coragem e me confidenciou que além da pornografia já chegou a olhar pra outras mulheres e desejar, e que tinha consciência que era errado. E isso normalmente acontecia quando a gente brigava. Recentemente ele começou a falar mais abertamente sobre o uso, e até falou para os pais dele, que ele esconde quase tudo. Naquele momento eu pensei que fosse o fim, mas não foi. Eu noto a diferença de comportamento quando ele assiste pornografia nas relações sexuais que temos. E perguntei se ele havia consumido novamente e ele confirmou. A primeira vez eu senti nojo dele e de mim, mas tento não focar nisso, pois é um problema dele, não diz sobre mim. Mas como somos um casal isso afeta. Hj ele diz que aceita tratamento. Então estou em busca de selecionar alguns profissionais que podem auxiliar ele a parar de vez com isso e ter mais alto controle. Ele é do tipo que acredita que homem não demonstra fraquezas e tem que lidar com tudo sozinho, mas na verdade quem tem lidado com os problemas dele sou eu. Também preciso voltar a fazer, e pretendo, mas já deixo claro, que o uso de pornografia não é algo que aceitamos no nosso relacionamento e já conversamos sobre. Então não é algo pra ser aceito como normal, pois já existem estudos que comprovam que esses estímulos não tem benefício algum. Gostaria de conhecer profissionais que trabalham com isso, e como poderiam nos ajudar com práticas confiáveis e seguras.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo seu relato, você já carregou por bastante tempo as consequências desse comportamento e tentou ajudar seu namorado a lidar com algo que ele próprio evitava reconhecer. O fato de ele agora conseguir falar sobre o assunto e aceitar tratamento é positivo, mas a responsabilidade pelo processo precisa continuar sendo dele. Você pode oferecer apoio, mas não precisa ser responsável por vigiar, investigar ou impedir que ele consuma pornografia.
O melhor ponto de partida é um psicólogo com registro profissional e experiência em sexualidade, uso problemático de pornografia ou comportamentos compulsivos. A avaliação não se baseia apenas na frequência: observa-se a dificuldade de controlar o comportamento, as tentativas frustradas de parar e os prejuízos na vida sexual, emocional, profissional e no relacionamento. O comportamento sexual compulsivo é reconhecido na CID-11, mas o diagnóstico exige avaliação cuidadosa e não deve ser feito apenas pela presença de culpa ou conflito no casal.
O tratamento pode trabalhar os gatilhos, o ciclo entre impulso, consumo e culpa, a regulação emocional e a prevenção de recaídas. A TCC tem evidências favoráveis, embora o plano precise ser individualizado.
A terapia de casal também pode ajudar vocês a reconstruir confiança, intimidade e acordos, mas não substitui o acompanhamento individual dele. Procurem alguém que não moralize a sexualidade nem prometa uma “cura” rápida. E considere retomar sua própria terapia: o problema pode ser dele, mas os impactos emocionais sobre você também merecem cuidado.
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Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?
Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito difícil perceber que um filho está sofrendo e sentir que ele recusa justamente algo que poderia ajudá-lo. Porém, pressioná-lo continuamente a tomar medicação pode aumentar a resistência e dificultar o diálogo.
Tente compreender o motivo da recusa. Ele pode temer efeitos colaterais, sentir vergonha, acreditar que deveria conseguir melhorar sozinho ou simplesmente não se sentir preparado. Você pode propor que ele converse com um psiquiatra apenas para esclarecer dúvidas, sem assumir previamente o compromisso de tomar remédios. Uma avaliação não obriga o início da medicação e permite que ele participe das decisões sobre o próprio tratamento.
Também é importante lembrar que depressão não é tratada somente com medicamentos. A psicoterapia pode te ajudar a compreender o sofrimento, recuperar gradualmente a rotina e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com pensamentos e emoções. Dependendo da gravidade, ela pode ser realizada sozinha ou combinada ao acompanhamento psiquiátrico.
Como familiar, procure escutar sem julgamentos, oferecer companhia e facilitar o acesso às consultas, mas sem assumir que precisa resolver tudo sozinho. Pergunte diretamente se ele tem pensado em morrer ou se machucar; falar sobre isso com cuidado não deve ser evitado.
Se houver intenção, plano ou risco imediato, não o deixe sozinho e procure uma UPA, pronto-socorro ou o SAMU pelo 192. O CVV atende gratuitamente pelo 188.
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É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo
É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo (3 ou 4 semanas) tempo tive uma crise de ansiedade e estou me recuperando. Porém as vezes quando estou tranquilo ou sentado na cadeira eu sinto dores nas costas, desconforto na garganta e até ombros. É possível que esse tipo de hábito me torne mais ansioso ou preocupado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A má postura pode contribuir para dores nas costas, no pescoço e nos ombros, principalmente quando você permanece muito tempo sentado na mesma posição. Esses desconfortos podem te deixar mais preocupado e aumentar a ansiedade, mas a postura, isoladamente, dificilmente explicaria todo o quadro ansioso.
Depois de uma crise, muitas pessoas ficam mais atentas às sensações do corpo. Nesse estado, uma tensão muscular ou um desconforto na garganta pode ser interpretado como sinal de que uma nova crise está começando. Isso aumenta o estado de alerta e pode gerar ainda mais tensão. A ansiedade também pode provocar dores musculares, dificuldade para relaxar e sensação de aperto ou dificuldade para engolir. Portanto, pode existir um ciclo em que o desconforto aumenta a preocupação e a preocupação intensifica o desconforto.
Tente alternar posições, fazer pequenas pausas para se movimentar e ajustar a altura da cadeira e da tela. Se as dores ou o desconforto na garganta forem frequentes, persistentes ou estiverem piorando, procure um clínico geral para investigar outras causas; um fisioterapeuta também pode avaliar sua postura.
A psicoterapia pode te ajudar a reduzir o medo das sensações e recuperar gradualmente a confiança no corpo. Melhorar a postura pode fazer parte do cuidado, mas não precisa se tornar mais uma coisa para você vigiar o tempo todo.
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Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesm
Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesmo tendo inúmeras brigas diárias
O pior, sou eu quem procuro e ainda ele me humilha por isso, mas eu não sei como agir e nem como sair desse ciclo que já se repetiu por várias vezes, ele também sempre volta
Eu reconheço, que estou errado, que isso não pode continuar, mas não consigo sair disso
É muito dolorido e vergonhoso, muitas vezes eu acho que nunca vou sair disso e que parece o novo jeito de estar neste relacionamento
Ninguém nem imagina que vivemos issoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Saber que essa relação te machuca e, ainda assim, sentir vontade de procurar seu ex pode provocar muita vergonha e confusão. Mas isso não significa que você goste de ser humilhado ou que seja incapaz de sair. Também não é possível afirmar apenas pelo relato que você esteja em uma fase de negação.
Parece existir um ciclo de conflito, afastamento e reaproximação. Depois das brigas, podem surgir saudade, solidão, esperança de mudança ou necessidade de aliviar a dor da separação. Quando vocês voltam, esse sofrimento diminui por algum tempo, mas as humilhações reaparecem e o ciclo começa novamente. Isso pode tornar o afastamento muito difícil, mesmo quando racionalmente você sabe que a relação não está saudável.
O fato de você procurá-lo não torna as humilhações aceitáveis. Desvalorização, insultos e constrangimentos recorrentes podem fazer parte de uma dinâmica de violência psicológica e prejudicar sua autoestima.
Procure contar o que está acontecendo a alguém seguro, pois manter tudo em segredo aumenta o isolamento. A psicoterapia pode te ajudar a entender o que te prende a esse vínculo, recuperar a confiança em si e construir um plano realista para interromper o contato.
Você talvez ainda não tenha conseguido sair, mas isso não significa que nunca conseguirá. Não precisa fazer esse movimento sozinho.
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Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabe
Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan
O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabeça e medo ansiosa e fobia sosialRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Faz sentido que você tenha associado a piora à troca da marca, principalmente porque percebeu os sintomas depois dessa mudança. Os medicamentos genéricos aprovados pela Anvisa passam por testes de equivalência e bioequivalência, mas qualquer mudança importante sentida durante o tratamento merece ser avaliada.
O tremor na cabeça, o medo e o aumento da ansiedade podem estar relacionados a uma piora do próprio quadro, a alguma diferença na dose ou apresentação, a horários irregulares ou a outros fatores que não podem ser identificados apenas pela mensagem. Verifique se a concentração e a forma do medicamento são exatamente as mesmas e procure o médico que fez a prescrição. Leve as embalagens ou fotografias delas para facilitar a comparação. Um farmacêutico também pode conferir esses dados.
Não tente compensar tomando uma dose maior e não reduza, suspenda ou troque novamente o clonazepam por conta própria. Alterações abruptas no uso de benzodiazepínicos podem provocar aumento da ansiedade, tremores e reações de abstinência potencialmente graves.
A psicoterapia pode te ajudar a tratar a ansiedade e a fobia social de forma mais ampla, sem depender somente do alívio do medicamento.
Caso o tremor seja repentino e intenso ou venha acompanhado de desmaio, confusão, convulsão, alteração na fala ou fraqueza em uma parte do corpo, procure atendimento de urgência.
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A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?
A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Estar na rua ou em meio a muitas pessoas pode deixar seu corpo em constante estado de alerta. Quando você sente que está sendo observada, teme algum julgamento ou tenta controlar cada atitude, essa tensão pode aparecer não apenas como medo, mas também como irritação, impaciência e vontade de se afastar. Isso não significa que você seja uma pessoa difícil; pode ser uma forma de reagir à sobrecarga.
Quando perceber que a irritação está aumentando, tente diminuir o ritmo, soltar o ar lentamente e direcionar sua atenção para algo concreto ao redor, como os sons do ambiente, o caminho que está fazendo ou a tarefa que precisa realizar. Em vez de pensar “preciso ficar totalmente calma”, experimente reconhecer: “estou ansiosa, mas consigo permanecer aqui por mais alguns minutos”.
Evitar todos os ambientes sociais pode aliviar no momento, mas tende a manter a ansiedade. O enfrentamento costuma funcionar melhor de forma gradual: começar por locais menos movimentados, permanecer por períodos curtos e aumentar a dificuldade aos poucos. Essa exposição planejada faz parte dos tratamentos baseados em Terapia Cognitivo-Comportamental para ansiedade social.
A psicoterapia pode te ajudar a compreender quais pensamentos e situações despertam essa irritação e a construir um plano respeitando seu ritmo. Você não precisa esperar a ansiedade desaparecer completamente para recuperar sua liberdade.
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Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo u
Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo um quadro de que como se o mundo não fosse real e nem eu. Não é como minhas crises anteriores onde eu tinha sintomas físicos muito fortes como: falta de ar, visão escurecendo, palpitações fortes e tontura, hoje eu não sinto nada disso apenas uma leve sensação de que o corpo está pesado e dormente mas não chega a estar. Eu tenho medo da morte súbita e isso vem afetando minha percepção das coisas, eu tento me confortar com meus exames que estão normais e minha idade que não se adequa a maioria dos casos de morte súbita, mas mesmo minha mente sossegando um pouco ainda fico com a impressão no fundo de que vou morrer amanhã ou daqui a pouco. Estou me cuidando apesar de tudo, comendo, dormindo, andando mesmo que pareça estranho fazer tudo isso e passando no psicólogo e logo no psiquiatra para fazer acompanhamento com medicação.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir que você ou o mundo não parecem reais pode provocar muito medo, principalmente quando sua mente já está presa à possibilidade de uma morte súbita. Essa experiência pode se parecer com desrealização e despersonalização, sensações que podem acontecer em períodos de ansiedade intensa. Elas também podem surgir durante crises de pânico, mesmo quando os sintomas não são iguais aos das crises anteriores.
Isso não significa que você esteja “enlouquecendo”, mas também não é possível explicar todo o quadro apenas por uma mensagem. Quanto mais você observa sua percepção, testa se está se sentindo normal ou tenta alcançar certeza absoluta de que não morrerá, mais seu cérebro pode permanecer em estado de alerta. Os exames normais são informações importantes, mas a ansiedade frequentemente encontra uma nova possibilidade para questionar, fazendo com que a tranquilidade dure pouco.
Você já está seguindo um caminho adequado ao fazer psicoterapia e programar uma avaliação psiquiátrica. Conte aos dois profissionais exatamente como essa sensação aparece, quanto dura e o que você faz para tentar se tranquilizar. A psicoterapia pode te ajudar a diminuir o monitoramento do corpo e da percepção, enquanto o psiquiatra poderá avaliar se existe necessidade de tratamento complementar.
Procure atendimento médico imediato caso surjam desmaio, confusão intensa, alteração repentina na fala, fraqueza de um lado do corpo ou perda real de contato com o ambiente. Fora dessas situações, continue o acompanhamento: esse ciclo pode ser compreendido e tratado.
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Olá! Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei
Olá!
Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei me expressar e quando eu fico sobre pressão geralmente começo a chorar sem para, meu parceiro acha que prefiro ignorar ele ou que eu não tem o que dizer, mas na verdade minha mente fica a mil, mas não consigo tira da mente e passa pra ele e isso me mata por dentro. Como que faço para não ter dificuldade em querer conversar, nem fugir, nem ignorar a situação e não ficar na defensiva? tenho muito a falar mas sinto um bloqueio na hora principalmente quando sou pressionada a ter uma conversa seria.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Deve ser muito angustiante ter tanto para dizer e, justamente na hora em que mais precisa se expressar, sentir que as palavras não saem. Pelo que você conta, isso não parece indiferença ou falta de vontade de resolver. Sob pressão, sua mente acelera, o corpo entra em alerta e o choro ou o silêncio acabam ocupando o lugar da fala.
Pode te ajudar conversar com seu parceiro sobre isso em um momento tranquilo, e não durante uma discussão. Explique que, quando você trava, não está tentando ignorá-lo. Você precisa reduzir a tensão para conseguir organizar o que sente. Uma possibilidade é combinar uma pausa de alguns minutos durante conversas difíceis e definir quando o assunto será retomado. A pausa serve para recuperar a capacidade de conversar, não para abandonar o problema.
Antes desses diálogos, tente escrever o que deseja comunicar: o que aconteceu, como você se sentiu, do que precisa e o que gostaria que fosse diferente. Você também pode ler o que escreveu ou usar uma mensagem como ponto de partida.
A psicoterapia pode te ajudar a entender por que conversas sérias despertam tanta ameaça, trabalhar o medo de conflitos e desenvolver uma comunicação mais segura e assertiva. Se ambos quiserem, a terapia de casal também pode ajudar seu parceiro a compreender seu bloqueio e vocês a construírem uma forma de conversar com menos pressão.
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Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…