Perguntas do paciente (271)
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Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza,
Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza, como uma TV em preto e branco, sem brilho, eu faço as coisas normalmente, vivo minha rotina, tenho momentos felizes, porém esse vazio me segue sem motivo aparente, também não gosto muito de sair e nem de falar sobre sentimentos, mas tenho receio q possa ser algo próximo de uma depressão q ameaça vir. Qual especialista devo buscar? O que me orientam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir há anos que a vida perdeu parte do brilho, mesmo conseguindo manter a rotina e viver alguns momentos felizes, merece atenção. Você não precisa esperar deixar de trabalhar, estudar ou sair da cama para considerar que algo não está bem.
O que você descreve pode aparecer na depressão, inclusive em quadros mais persistentes, mas também pode estar relacionado a ansiedade, experiências difíceis, isolamento ou outros fatores emocionais e físicos. O diagnóstico não depende apenas da tristeza: é preciso avaliar também prazer, energia, sono, concentração, apetite, autoestima e o impacto disso no dia a dia.
O melhor ponto de partida pode ser um psicólogo. A psicoterapia pode te ajudar a entender quando essa sensação começou, o que mantém esse “mundo cinza” e como recuperar gradualmente o interesse e a conexão com a própria vida. Como isso acontece desde 2020 ou 2021, também vale considerar uma avaliação com um psiquiatra, que poderá investigar a intensidade do quadro e se existe necessidade de algum cuidado complementar. Terapia e tratamento médico podem ser utilizados separadamente ou em conjunto, dependendo da avaliação.
Você não precisa conseguir explicar tudo na primeira conversa. Falar sobre sentimentos também pode ser aprendido aos poucos, em um espaço seguro. Buscar ajuda agora pode evitar que esse sofrimento se aprofunde.
Caso apareçam pensamentos de morrer ou se machucar, procure imediatamente uma UPA, pronto-socorro ou o SAMU pelo 192. O CVV atende gratuitamente pelo 188.
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Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva
Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva, e então eu acordo me arranhando, dando tapa ou soco nas coisas que estão ao meu lado, principalmente as vezes chuto, bato, e grito no ouvido do meu marido, eu acordo na hora, mas é tão chato isso, é “involuntário” não faço de propósito, não sei como resolver! Está me prejudicando, e prejudicando quem dorme ao meu lado!
(Não sei se tem algo a ver com os sonhos, mas as vezes mordo a língua enquanto durmo, acordo na hora com dor) O que posso fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Deve ser muito angustiante acordar percebendo que bateu, chutou ou gritou com seu marido sem ter feito isso conscientemente. O que você descreve não parece uma agressão intencional, mas precisa ser investigado porque já existe risco de vocês se machucarem.
Esses episódios podem estar relacionados a uma parassonia, grupo de alterações em que a pessoa apresenta movimentos ou comportamentos involuntários durante o sono. Em alguns casos, ela parece representar fisicamente o que está acontecendo no sonho, podendo falar, gritar, chutar ou dar socos. Entretanto, existem outras possíveis causas, inclusive neurológicas, e não é possível diferenciá-las apenas pela descrição.
Morder a língua não significa necessariamente uma convulsão, mas é uma informação importante para a investigação. Procure um neurologista ou médico especialista em sono. O profissional poderá avaliar seus medicamentos, rotina de sono e necessidade de exames como a polissonografia.
Até ser avaliada, deixe a área ao redor da cama livre de objetos duros ou cortantes e considere dormir com alguma distância do seu marido. Registre quando os episódios acontecem e, se for seguro, peça que ele grave um deles para mostrar ao médico.
Não tente resolver apenas interpretando os sonhos. Esse tipo de comportamento pode ser tratado, mas primeiro é necessário entender o que acontece durante o seu sono.
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Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um
Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um bom emprego financeiramente falando, mas detesto o que faço. Não possuo amigos ou qualquer vida social ou amorosa (sou diagnosticado com fobia social e TEA suporte 1). Procuro usar o vídeo game para escapar da realidade e ir para mundos de fantasia. Chego a ficar mais apegado com personagens virtuais desses jogos do que com pessoas da vida real.
É possível que isso seja sinal de depressão? Sinto que se jogos de vídeo game deixassem de existir, a vida seria um total marasmo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo seu relato, os videogames não parecem ser apenas um passatempo. Eles se tornaram um lugar de alívio, pertencimento e interesse diante de uma vida que hoje parece pouco satisfatória. Por isso, imaginar ficar sem jogar traz a sensação de que não restaria nada prazeroso. Isso merece ser compreendido, não julgado.
É possível que exista depressão, principalmente se você também apresenta tristeza persistente, falta de energia, desesperança, alterações no sono ou perda de prazer em quase tudo. Porém, o diagnóstico não pode ser feito apenas porque você joga muito ou prefere personagens virtuais às relações presenciais. A fobia social, o TEA, a solidão e a insatisfação profissional também podem contribuir para que os jogos sejam mais seguros e recompensadores do que o cotidiano.
O uso se torna mais preocupante quando existe dificuldade para controlar o tempo, quando jogar passa à frente de quase todas as outras atividades e continua apesar dos prejuízos.
Um psicólogo pode te ajudar a entender o que os jogos oferecem emocionalmente, tratar a ansiedade social e construir, gradualmente, outras fontes de prazer, vínculo e sentido. O objetivo não seria retirar os jogos de uma vez, mas fazer com que sua vida não dependa exclusivamente deles para parecer suportável.
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ola me chamo monique e tenho 27 anos, minha pergunta é, qual profissional tenho que procurar para sa
ola me chamo monique e tenho 27 anos, minha pergunta é, qual profissional tenho que procurar para saber se tenho TDAH, pois trenho dificuldade nas areas de todas digo todas as materias, nao consigo absorver nada .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Monique, ter dificuldade em várias matérias e sentir que não consegue absorver o conteúdo pode ser muito frustrante, mas isso não significa que você não seja capaz de aprender.
Essas dificuldades podem aparecer no TDAH, porém também podem estar relacionadas a ansiedade, depressão, sono inadequado, dificuldades específicas de aprendizagem ou à forma como você tenta estudar. Por isso, um questionário ou uma queixa isolada não são suficientes para confirmar o diagnóstico.
Você pode começar procurando um psicólogo ou neuropsicólogo com experiência em TDAH em adultos. Esse profissional poderá avaliar atenção, memória, organização, raciocínio, aspectos emocionais e sua história de aprendizagem. Caso seja necessário investigar o diagnóstico médico ou avaliar a possibilidade de medicação, você também poderá passar com um psiquiatra ou neurologista que trabalhe com TDAH.
A avaliação costuma incluir entrevistas sobre sua infância, vida escolar e rotina atual, além de questionários e, quando indicado, testes psicológicos. O objetivo é verificar se existe um padrão persistente de desatenção e prejuízos em diferentes áreas, além de descartar outras explicações possíveis.
Buscar essa avaliação pode te ajudar a entender melhor como você aprende e quais estratégias podem facilitar seus estudos, independentemente de o diagnóstico de TDAH ser confirmado.
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Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?
Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A negação do divórcio geralmente não desaparece por força de vontade. Ela funciona como uma proteção temporária diante de uma realidade que ainda parece difícil demais para ser assimilada. Por isso, quanto mais você se cobra para “superar logo”, maior pode ser a sensação de fracasso.
O que costuma ajudar é diminuir os comportamentos que mantêm a expectativa de que o casamento ainda continua. Isso pode incluir reduzir conversas ambíguas, parar de procurar sinais de reconciliação, evitar acompanhar excessivamente a vida do ex-parceiro e começar a tomar decisões práticas considerando a realidade atual.
Também é útil diferenciar duas frases: “eu não queria que terminasse” e “não terminou”. A primeira reconhece sua dor; a segunda mantém você preso à esperança de que nada mudou. Aceitar significa conseguir dizer: “eu ainda sofro com esse fim, mas ele aconteceu”.
O luto não segue fases rígidas. Você pode alternar entre negação, tristeza, raiva, alívio e saudade em diferentes momentos. O objetivo não é eliminar essas emoções rapidamente, mas conseguir atravessá-las sem organizar toda a sua vida em torno da possibilidade de voltar.
A psicoterapia pode te ajudar a trabalhar a idealização, a culpa, os vínculos que ainda permanecem e a construção de uma nova rotina. Aos poucos, a realidade deixa de parecer insuportável e passa a ser algo com que você consegue conviver e seguir adiante.
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"Como identificar o alvo do bullying?" .
"Como identificar o alvo do bullying?" .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A pessoa que sofre bullying nem sempre conta o que está acontecendo. Vergonha, medo de retaliação e receio de ser culpabilizada podem fazer com que o sofrimento apareça primeiro por mudanças no comportamento.
Alguns sinais de alerta são medo ou recusa de ir à escola, queda no rendimento, isolamento, irritabilidade, choro, alterações no sono ou no apetite, dores físicas recorrentes, objetos perdidos ou danificados e afastamento repentino de colegas ou atividades. Também podem surgir falas de desvalorização, como “ninguém gosta de mim” ou “eu sou o problema”.
O bullying se diferencia de uma discussão isolada porque costuma envolver agressões repetidas, humilhação ou exclusão, além de uma relação em que a pessoa tem dificuldade para se defender. Pode ocorrer presencialmente ou pela internet.
Nenhum sinal sozinho confirma a situação. Procure conversar em um momento tranquilo, mostrando que a pessoa não será julgada. Em vez de pressionar, diga algo como: “Percebi que você mudou e quero entender se algo está te fazendo mal”.
Caso ela relate o bullying, acolha primeiro, evite minimizar e não responsabilize a vítima por não ter reagido. Registre os episódios e procure a escola ou instituição para construir medidas de proteção. Se houver sofrimento emocional intenso, medo persistente ou prejuízo importante na rotina, o acompanhamento psicológico pode ajudar na recuperação da segurança e da autoestima.
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Como o trauma do bullying se manifesta na vida adulta ?
Como o trauma do bullying se manifesta na vida adulta ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O bullying pode continuar afetando a vida adulta quando a pessoa aprendeu, durante muito tempo, que seria ridicularizada, rejeitada ou atacada. Mesmo depois de sair daquele ambiente, o corpo e a mente podem permanecer em estado de proteção.
Isso pode se manifestar como medo intenso de julgamentos, dificuldade para se expor, baixa autoestima, vergonha do próprio corpo ou jeito de ser, isolamento, desconfiança e necessidade constante de aprovação. Algumas pessoas evitam grupos e relacionamentos; outras desenvolvem perfeccionismo, autocobrança ou dificuldade para estabelecer limites, porque temem voltar a ser rejeitadas.
Situações atuais, como críticas, brincadeiras, apresentações ou conflitos, podem ativar emoções muito maiores do que o contexto parece justificar. Em alguns casos, surgem lembranças invasivas, pesadelos, hipervigilância, ansiedade intensa ou forte desconforto ao encontrar pessoas e lugares associados ao passado. Esses sintomas precisam ser avaliados individualmente, pois nem toda consequência do bullying configura um transtorno traumático.
Muitas dessas reações fizeram sentido em uma época em que a pessoa precisava se proteger, mas podem se tornar limitantes na vida adulta.
Se essas experiências ainda prejudicam relacionamentos, trabalho, autoestima ou liberdade para viver, a psicoterapia pode te ajudar a ressignificar o que aconteceu, flexibilizar crenças construídas naquele período e desenvolver formas mais seguras de se relacionar consigo e com os outros.
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Que tipo de pessoa que sofre mais com bullying e cyberbullying?
Que tipo de pessoa que sofre mais com bullying e cyberbullying?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe uma personalidade específica que faça alguém “atrair” bullying. A vítima não é responsável pela agressão. O que costuma aumentar o risco é a combinação entre uma diferença percebida, um desequilíbrio de poder e um ambiente que não interrompe o comportamento.
Podem ficar mais vulneráveis pessoas isoladas, com poucos vínculos de proteção, dificuldade para se defender ou que são vistas como diferentes pelo grupo. Isso pode envolver aparência, peso, condição financeira, origem, deficiência, modo de falar, desempenho escolar, religião, orientação sexual, expressão de gênero ou características relacionadas ao TDAH e ao autismo.
Entretanto, alguém sociável, popular ou com bom desempenho também pode ser alvo por rivalidade, inveja, disputa por status ou conflitos entre grupos. Por isso, não se deve procurar na vítima uma explicação para a violência.
No cyberbullying, o sofrimento pode ser intensificado pela sensação de que não existe um lugar seguro. A agressão pode acontecer a qualquer hora, alcançar muitas pessoas e permanecer registrada por meio de prints, vídeos e mensagens. O anonimato e a distância física também reduzem a percepção das consequências para quem agride.
A prevenção depende menos de tentar tornar a vítima “mais forte” e mais de criar canais seguros de denúncia, responsabilizar os agressores, orientar testemunhas e garantir apoio familiar, escolar ou institucional. A diferença não causa o bullying; o preconceito e a tolerância à violência é que precisam ser enfrentados.
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Quais são os traumas causados pelo bullying? .
Quais são os traumas causados pelo bullying? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O bullying pode gerar impactos emocionais profundos e duradouros, especialmente quando ocorre de forma repetitiva. Entre as consequências mais comuns estão baixa autoestima, ansiedade, depressão, insegurança, isolamento social, medo de rejeição e dificuldade de confiar nas pessoas. Em alguns casos, a pessoa passa a desenvolver pensamentos muito negativos sobre si mesma, sensação constante de inadequação e até sintomas físicos relacionados ao estresse.
Também é comum que experiências de bullying deixem marcas nos relacionamentos, na vida profissional e na forma como a pessoa interpreta críticas ou situações sociais.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar nesses casos ao identificar e modificar pensamentos negativos criados a partir dessas experiências, fortalecendo a autoestima, a autoconfiança e habilidades sociais. Além disso, auxilia no desenvolvimento de estratégias para lidar com ansiedade, medo, insegurança e emoções difíceis, promovendo uma relação mais saudável consigo mesmo e com os outros.
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Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixo
Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixou muitas marcas pois o ex era abusivo , batia e torturava psicologicamente, eu tento fazer de tudo digo que amo e faço de tudo mas ela já me falou que não consegue mais amar ninguém por causa do sofrimento que ela teve mas que está tentando me amar mas não promete nada e nem a me tratar bem , fico sem saber o que fazer pq tem hora que estamos bem mas tem hora que ela se distância, estou tendo paciência, agora vamos morar juntos o que eu devo fazer ? Estou confuso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você parece estar tentando mostrar, por meio de carinho e paciência, que essa relação pode ser diferente da que ela viveu anteriormente. Mas existe um ponto importante no que ela te disse: não conseguir prometer amor é diferente de afirmar que talvez nem consiga te tratar bem.
O relacionamento abusivo que ela viveu pode ter afetado sua confiança, sua forma de se vincular e sua capacidade de se sentir segura. Isso merece acolhimento e tratamento. Porém, essa história não torna o desrespeito aceitável, e você não precisa suportar qualquer comportamento para provar que a ama.
Como vocês estão pensando em morar juntos e existem duas crianças envolvidas, eu recomendaria não tratar essa mudança como uma tentativa de consertar a relação. A convivência costuma aumentar as responsabilidades e tornar os conflitos mais intensos quando os limites ainda não estão claros. Antes disso, conversem sobre respeito, comunicação, responsabilidades, espaço individual e o que acontecerá quando ela se afastar ou tratar você de forma inadequada.
Observe menos as promessas e mais a consistência das atitudes. A psicoterapia pode te ajudar a entender seus limites e a diferenciar apoio de assumir a responsabilidade pela recuperação dela. Se ela estiver disponível, também seria importante que buscasse acompanhamento.
Você pode acolher o sofrimento dela, mas não pode amar por duas pessoas nem construir sozinho uma relação segura.
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Minha sobrinha disse numa rede social que acha q gosta de mulher. Acontece q ela tem 18 anos e nunca
Minha sobrinha disse numa rede social que acha q gosta de mulher. Acontece q ela tem 18 anos e nunca apresentou comportamento ou preferencias q sugerisse homossexualidade. Tudo se deu recentemente quando ela estreitou laços com uma colega de aula e começou a frequentar academia com a mesma. Falei pra minha cunhada procurar ajuda esoecializada para saber como agir nesse caso. Fiz o certo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você parece ter agido por preocupação e desejo de ajudar, mas vale ajustar o sentido dessa busca por apoio. Gostar de uma mulher não é um problema de saúde nem algo que precise ser confirmado ou corrigido por um profissional.
Orientação sexual não é definida por roupas, comportamentos, gostos ou “sinais” apresentados desde a infância. Uma pessoa pode perceber seus sentimentos somente aos 18 anos ou até mais tarde. A proximidade com essa colega pode ter ajudado sua sobrinha a reconhecer algo sobre si, mas somente ela poderá compreender e nomear o que sente, no próprio tempo.
Como ela é maior de idade, também é importante respeitar sua privacidade. Caso essa publicação não tenha sido direcionada à família, o ideal é não pressioná-la nem compartilhar o assunto com outras pessoas sem sua autorização. Uma abordagem acolhedora seria mostrar disponibilidade para ouvi-la e deixar claro que ela não será julgada.
A psicoterapia pode te ajudar caso ela queira compreender melhor seus sentimentos ou esteja sofrendo com medo, preconceito ou dificuldade de aceitação. Não deve ser usada para testar ou mudar sua orientação sexual.
Se sua cunhada estiver confusa sobre como agir, ela pode procurar orientação psicológica para si mesma. Nesse caso, buscar ajuda foi uma boa ideia, desde que o objetivo seja aprender a acolher, e não investigar a sexualidade da jovem.
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O que é languishing? .
O que é languishing? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Languishing” é um estado de languidez emocional: você não está necessariamente em depressão, mas também não está bem. É como viver no “modo morno”: pouca energia, queda de motivação, sensação de estagnação e dificuldade de sentir interesse ou prazer. A ideia vem do contínuo “do definhar ao florescer” proposto por Corey L. M. Keyes
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Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!
Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia! Uma das coisas que mais angustia na desrealização é justamente não saber quando aquela sensação vai terminar. Infelizmente, não existe um tempo padrão: ela pode durar poucos minutos ou horas, aparecer em episódios ao longo do dia ou permanecer por períodos mais prolongados.
Isso não significa que você ficará assim permanentemente. A evolução depende muito da causa e dos fatores que estão mantendo o quadro, como ansiedade, pânico, estresse, trauma, alterações importantes no sono ou uso de substâncias.
Um cuidado importante é não transformar a recuperação numa vigilância constante. Ficar pensando “será que passou?”, testar repetidamente se o ambiente parece real ou pesquisar o sintoma durante todo o dia pode aumentar sua atenção sobre a sensação e alimentar a ansiedade.
Quando acontecer, tente reconhecer: “estou sentindo desrealização neste momento”, sem precisar eliminar imediatamente a experiência. Continue, dentro do possível, com atividades simples e direcione sua atenção para aquilo que está acontecendo ao seu redor.
Se os episódios forem frequentes, muito intensos ou estiverem prejudicando sua rotina, procure avaliação psicológica e, se necessário, psiquiátrica. Muitas pessoas melhoram significativamente ou apresentam recuperação completa, especialmente quando o estresse e os transtornos associados são adequadamente tratados.
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Como podemos lidar com os comportamentos disruptivos de crianças ?
Como podemos lidar com os comportamentos disruptivos de crianças ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Comportamentos disruptivos em crianças podem aparecer como irritabilidade intensa, agressividade, dificuldade em seguir limites, explosões emocionais, oposição frequente ou impulsividade. Muitas vezes, esses comportamentos não estão relacionados apenas à “desobediência”, mas podem ser uma forma da criança expressar emoções, frustrações, dificuldades emocionais ou necessidades que ainda não consegue comunicar de outra maneira.
O manejo costuma envolver acolhimento emocional, estabelecimento de limites consistentes, compreensão do contexto da criança e desenvolvimento de formas mais saudáveis de expressão emocional. A orientação aos responsáveis e o acompanhamento psicológico podem ajudar na compreensão desses comportamentos e no fortalecimento da relação entre a criança e a família.
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Quando devemos procurar ajuda para transtornos de comportamento disruptivo?
Quando devemos procurar ajuda para transtornos de comportamento disruptivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Procure ajuda quando explosões, agressividade, desafio constante ou quebra de regras duram semanas ou meses, acontecem em mais de um lugar (casa ou escola) e causam prejuízo: suspensões, queda escolar, conflitos graves, isolamento ou sofrimento da família. Urgência se houver risco de ferir alguém, ameaças, armas, crueldade, fugas frequentes, atos ilegais, uso de álcool ou drogas, automutilação ou fala de morte.
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Quais são exemplos de habilidades ensinadas no modelo transdiagnóstico?
Quais são exemplos de habilidades ensinadas no modelo transdiagnóstico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No modelo transdiagnóstico, como por exemplo no protocolo unificado , costuma-se ensinar: identificar gatilhos e emoções; nomear emoções com mais precisão; observar pensamentos sem “grudar” (atenção plena); flexibilizar interpretações; reduzir evitação e comportamentos de alívio imediato; fazer exposições a sensações e situações temidas; aumentar tolerância ao desconforto; planejar autocuidado, resolução de problemas e prevenção de recaídas.
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Qual a vantagem de uma abordagem transdiagnóstica na psicoterapia?
Qual a vantagem de uma abordagem transdiagnóstica na psicoterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A vantagem é que ela trata o que há de comum por trás de vários problemas (ansiedade, depressão, pânico, fobias), em vez de ficar presa a um rótulo. Isso ajuda muito quando existe comorbidade ou quando os sintomas mudam de forma. Também tende a ser mais flexível, dá um mapa mais simples para o paciente entender seus padrões (evitação, ruminação, reatividade) e pode ganhar eficiência ao ensinar habilidades que servem para várias situações.
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Qual é o protocolo unificado para o tratamento transdiagnóstico de transtornos emocionais?
Qual é o protocolo unificado para o tratamento transdiagnóstico de transtornos emocionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Protocolo Unificado (PU) é uma terapia baseada em TCC que trata ansiedade e depressão de forma transdiagnóstica, focando processos comuns: evitação, ruminação, reatividade emocional e interpretações rígidas. Usa psicoeducação sobre emoções, atenção plena, flexibilidade cognitiva e exposições (às sensações e situações) para aumentar tolerância ao desconforto e mudar padrões.
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meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri con
meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri conversas sobre assunto q não levava ao assunto do filho a ex dele postou uma foto do filho e ele comentou q parece com ele e ela respondeu com sim e ele reagiu com um coração pra ela.... fiquei pensando se ele não quer assunto com ela então pq ele comentou na foto pq a criança só tem 5 anos ela não vai olha o comentário e também já q ele não quer saber dela pq ele tem salvo o contato dela. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez seja importante separar o que você sabe do que sua mente está tentando concluir.
Você sabe que seu esposo disse não querer manter conversas com a ex sobre assuntos que não fossem relacionados ao filho. Depois, viu que ele comentou uma foto da criança, ela respondeu e ele reagiu com um coração. É compreensível você ter percebido uma possível contradição, mas isso ainda não permite concluir que exista algum interesse amoroso entre eles.
Como eles têm um filho de 5 anos, a ex continuará fazendo parte da vida dele enquanto mãe da criança. Por isso, ter o contato salvo e manter alguma comunicação pode ser necessário. E nem toda interação precisa ser absolutamente fria para que existam limites.
O que pode te prejudicar é começar a procurar significado em cada detalhe: por que comentou, por que usou aquele emoji, por que mantém o número salvo. Quanto mais você tenta conseguir certeza analisando pequenos sinais, mais motivos para novas dúvidas sua mente tende a encontrar.
Em vez disso, converse sobre o acordo entre vocês. Você pode dizer que ficou confusa sobre o que ele considera uma comunicação adequada com a ex e perguntar quais limites vocês dois entendem como respeitosos para o relacionamento.
Depois, observe o conjunto: existe transparência, respeito e coerência ou existe segredo, intimidade escondida e quebra de acordos?
Seu objetivo não precisa ser controlar toda interação entre eles. Precisa ser construir uma relação em que você consiga reconhecer quando há um problema concreto sem transformar toda situação ambígua em uma ameaça.
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É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao pú
É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao público e sempre fui muito elogiada pela minha comunicação e simpatia, mas quando se trata de manter um relacionamento amigável com colegas de trabalho ou familia, é dificil interagir por não ser previsível e controlável. Nunca sei sobre o que devo conversar, o quanto devo falar sobre mim para não parecer arrogante ou o quanto devo ouvir sem parecer desinteressada. Que tipo de terapia devo buscar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você ter trabalhado com atendimento ao público e ser elogiada pela sua comunicação mostra que você consegue se comunicar bem. A dificuldade parece aparecer principalmente quando não existe um roteiro claro para a interação.
No trabalho, geralmente você sabe por que a conversa começou, qual é seu papel e mais ou menos como ela deve terminar. Já com colegas, amigos ou familiares, tudo é mais imprevisível: você precisa decidir quanto falar, quando mudar de assunto, o que compartilhar e como interpretar a reação da outra pessoa. Se você tenta controlar todas essas variáveis, uma conversa simples pode se tornar mentalmente exaustiva.
Vale observar também quanto você se monitora enquanto conversa. Pensamentos como “estou falando demais?”, “vou parecer arrogante?”, “será que estou demonstrando interesse suficiente?” podem fazer com que sua atenção fique mais voltada para seu próprio desempenho do que para a interação em si.
A Terapia Cognitivo-Comportamental pode te ajudar bastante, principalmente com um profissional que tenha experiência em ansiedade social e treinamento de habilidades sociais. Você pode trabalhar esses pensamentos, praticar situações sociais, aprender a tolerar pequenos silêncios e imperfeições e experimentar conversas sem precisar planejar cada passo.
Se houver outras características além dessas, uma avaliação mais ampla também pode ser útil.
O objetivo não seria te ensinar a representar melhor um papel social. Seria te ajudar a conversar sem precisar avaliar cada frase como se estivesse fazendo uma prova.
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Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…