Perguntas do paciente (271)
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Como lidar com.filha de 4 anos que nao entende que eu e o pai estamos separados?ele nos fez mal e me
Como lidar com.filha de 4 anos que nao entende que eu e o pai estamos separados?ele nos fez mal e mesmo assim ela chora muito ao vim embora da casa dele(ela presenciou violência dele comigo 2x)
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Aos 4 anos, é esperado que sua filha tenha dificuldade para compreender completamente que vocês não voltarão a morar juntos. Nessa idade, ela pode repetir perguntas, desejar que vocês se reconciliem e chorar muito nas transições entre as casas. Você provavelmente precisará explicar a separação várias vezes, sempre de forma simples.
Você pode dizer: “mamãe e papai decidiram morar separados. Você não fez nada para isso acontecer. Nós dois continuamos sendo seus pais”. Se ela perguntar por que, não é necessário contar detalhes da violência. Você pode responder que os adultos tiveram problemas que não conseguiram resolver morando juntos.
Também é importante você não interpretar o fato de ela chorar pelo pai como uma rejeição a você. Crianças conseguem amar e sentir saudade de uma pessoa mesmo quando presenciaram comportamentos assustadores dela. Evite falar mal do pai para ela ou pedir que escolha lados.
Na hora de buscá-la, acolha antes de tentar fazê-la parar de chorar: “você queria ficar mais com o papai e está triste de ir embora. Eu estou aqui com você”. Depois, retome uma rotina previsível e tranquila.
Como ela presenciou violência entre vocês duas vezes, eu recomendaria uma avaliação com psicólogo infantil, mesmo que ela pareça bem em outros momentos. Observe também pesadelos, regressões, medo intenso, brincadeiras repetitivas sobre agressão, irritabilidade ou alterações importantes no comportamento.
E existe uma prioridade acima de qualquer tentativa de facilitar a separação: se ainda houver risco de violência, ameaça ou exposição dela a novas agressões, o contato e as transições precisam ser organizados pensando primeiro na segurança da criança e na sua.
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Quais os tipos de programas de mindfulness existem? .
Quais os tipos de programas de mindfulness existem? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esses são alguns programas comuns de mindfulness: MBSR (redução de estresse), MBCT (depressão/ruminação e prevenção de recaída), MSC (autocompaixão e autocrítica), MBRP (prevenção de recaída em dependências), MB-EAT (alimentação consciente/compulsão), e protocolos que incluem mindfulness, como DBT (regulação emocional) e ACT (aceitação e ação com valores).
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O que é terapia cognitiva baseada em atenção plena (MBCT)?
O que é terapia cognitiva baseada em atenção plena (MBCT)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
MBCT é uma terapia que une TCC e atenção plena. Ensina a notar pensamentos e emoções sem se prender a eles, reduzindo ruminação e reatividade. É muito usada para prevenir recaídas na depressão e pode ajudar em ansiedade e estresse. Geralmente dura 8 semanas, com práticas em sessão e em casa.
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Como a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) funciona e quando é utilizada ?
Como a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) funciona e quando é utilizada ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A MBCT combina TCC com práticas de atenção plena. Ensina a observar pensamentos e emoções sem entrar neles, reduzindo ruminação (remoer pensamentos repetitivos sobre problemas ou preocupações, sem resolver) e reatividade. É usada principalmente para prevenir recaídas na depressão (especialmente recorrente) e também pode ajudar em ansiedade, estresse e autocrítica. Geralmente ocorre em 8 semanas, com exercícios em sessão e práticas em casa.
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Como a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) se compara a outras terapias?
Como a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) se compara a outras terapias?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende do objetivo. A MBCT é uma “TCC com treino de atenção plena”: foca menos em discutir conteúdo do pensamento e mais em mudar a relação com ele (perceber, soltar, não ruminar). Comparada à TCC tradicional, costuma ser ótima quando o problema é ruminação e recaídas; a TCC tende a ser mais direta para sintomas atuais e mudanças de comportamento. Em relação ao MBSR, a MBCT é mais “clínica” e voltada à depressão/ruminação. Já ACT/DBT também usam atenção plena, mas com ênfases diferentes (valores na ACT; regulação emocional na DBT).
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Quais qualificações um terapeuta da Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) deve ter?
Quais qualificações um terapeuta da Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) deve ter?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um terapeuta em MBCT deve ter:
(1) formação clínica habilitada (ex.: psicólogo) e boa base em TCC;
(2) treinamento específico em MBCT, de preferência com supervisão;
(3) prática pessoal regular de atenção plena. Vale checar experiência com depressão recorrente/ansiedade, clareza ao explicar o método e cuidado com indicação (crises, trauma, risco).
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Por que a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) é considerada mais preventiva do que curat
Por que a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) é considerada mais preventiva do que curativa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Porque a MBCT foi criada para reduzir recaídas, principalmente na depressão. Ela não apaga sintomas de uma vez; ensina você a perceber cedo quando começa o ciclo (ruminação, autocrítica, isolamento) e a não entrar no piloto automático. Com isso, você responde de forma mais consciente e evita que a piora ganhe força. É como treinar um “sistema de alerta” e um plano de ação antes da crise.
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Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para
Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para mim, os sintomas são mais emocionais: sinto uma angústia muito intensa e tenho crises frequentes de choro, junto com muitas preocupações, medos e uma sensação de agonia no corpo, também fico com uma grande confusão mental, isso seria também uma crise de ansiedade sem sintomas físicos, e mais relacionada emocional? Ou as crises de ansiedade tem que envolver os sintomas físicos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Você pode ter episódios intensos de ansiedade sem apresentar falta de ar ou taquicardia.
A ansiedade não aparece da mesma forma em todas as pessoas. Em você, ela pode se manifestar principalmente como angústia intensa, choro, excesso de preocupações, medo, agonia, inquietação e dificuldade para organizar os pensamentos. Esses sintomas também fazem parte de uma resposta ansiosa.
Além disso, sintomas físicos não precisam ser tão evidentes. Às vezes aparecem como tensão muscular, aperto no corpo, desconforto abdominal, inquietação, sensação de cansaço ou dificuldade para relaxar, sem necessariamente existir coração acelerado ou falta de ar.
Também vale diferenciar ansiedade intensa de uma crise de pânico. No pânico, geralmente há um pico rápido de medo ou desconforto, acompanhado de vários sintomas físicos e sensação de que algo muito grave está acontecendo. Nem toda crise de ansiedade segue esse padrão.
Essa “confusão mental” também pode surgir quando sua atenção fica completamente tomada pelas preocupações. Você pode sentir que não consegue pensar direito porque sua mente está tentando processar muitas ameaças ao mesmo tempo.
Como você relata crises constantes, eu recomendaria uma avaliação profissional para entender quando elas aparecem, o que costuma antecedê-las e quais pensamentos e comportamentos estão mantendo esse ciclo.
Você não precisa ter os sintomas mais conhecidos da ansiedade para que aquilo que sente seja real ou necessite de tratamento.
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O que posso fazer para parar de me irritar tão facilmente? Sinto que isso tem afetado grande parte d
O que posso fazer para parar de me irritar tão facilmente? Sinto que isso tem afetado grande parte da minha vida, como amizades, família, pessoas que nem conheço e eu mesmo. Quero começar a ser mais feliz e menos irritado com as coisas e tentar aproveitar a vida. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você pode começar tentando descobrir não apenas “o que te irrita”, mas como a irritação cresce dentro de você.
Geralmente existe uma sequência: alguma coisa acontece, você interpreta aquilo de determinada forma, seu corpo reage e depois vem o comportamento. Por exemplo, alguém demora a responder e você pensa “estão me desrespeitando”; surge tensão, raiva e vontade de responder agressivamente. Quanto mais rápido você identifica essa sequência, maior a chance de escolher outra resposta.
Observe durante alguns dias três coisas: o que aconteceu, o que passou pela sua cabeça e o que você fez em seguida. Isso ajuda a perceber padrões.
Também aprenda a reconhecer seus sinais de alerta. Se você percebe mandíbula tensa, coração acelerado, aumento do tom de voz ou vontade de responder imediatamente, use isso como sinal para não resolver nada naquele momento. Alguns minutos de distância podem evitar uma discussão que levaria horas para reparar.
Vale ainda cuidar do básico: privação de sono, fome, estresse constante, ansiedade e excesso de cobranças deixam você muito mais vulnerável à irritação.
Como isso já está atingindo várias áreas da sua vida, a psicoterapia pode ser bastante útil para trabalhar tolerância à frustração, pensamentos automáticos, assertividade e regulação emocional.
Você não precisa se transformar em alguém que aceita tudo. Pode continuar colocando limites e discordando das pessoas, mas sem pagar depois o preço das suas próprias reações.
Ser menos irritado não significa sentir menos. Significa ter mais escolha sobre o que você faz com aquilo que sente.
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Muita coisa acontece na minha vida que me deixa com raiva, especialmente de pessoas que me causam do
Muita coisa acontece na minha vida que me deixa com raiva, especialmente de pessoas que me causam dor. Mas a raiva só me faz perder tempo. Como posso parar de sentir raiva o tempo todo (raiva do mundo)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você provavelmente não conseguirá e nem precisa eliminar completamente a raiva. Ela é uma emoção que costuma aparecer quando você se sente injustiçado, ferido, desrespeitado ou impotente. O objetivo é fazer com que ela deixe de ocupar tanto espaço na sua vida.
Uma pergunta útil é: “essa raiva está me ajudando a fazer alguma coisa ou estou apenas revivendo o que aconteceu?”. Se ainda existe algo concreto a ser feito, como colocar um limite, se afastar de alguém ou se posicionar, a raiva pode servir como sinal para uma ação.
Mas, quando você passa horas reconstruindo discussões na cabeça, imaginando respostas, lembrando de pessoas que te machucaram ou pensando em como tudo deveria ter sido diferente, provavelmente entrou em ruminação. E ruminar costuma prolongar a emoção sem resolver o problema.
Também vale investigar o que existe por baixo da raiva. Às vezes é mais fácil sentir raiva do que entrar em contato com tristeza, rejeição, decepção, vergonha ou sensação de impotência.
Quando perceber que está novamente preso nisso, tente direcionar sua atenção para algo que esteja sob seu controle no presente. Não para fugir da emoção, mas para não alimentá-la indefinidamente.
A psicoterapia pode te ajudar a identificar quais situações ativam essa raiva, trabalhar pensamentos que a mantêm e desenvolver formas mais assertivas de responder às pessoas.
Você não precisa perdoar todo mundo nem achar justo o que aconteceu. Precisa conseguir seguir sua vida sem continuar entregando seu tempo e sua energia a quem já te feriu.
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Quais são os perigos de pesquisar sintomas de saúde mental e física pela Internet (Google) ?
Quais são os perigos de pesquisar sintomas de saúde mental e física pela Internet (Google) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pesquisar sintomas na internet não é necessariamente ruim. O problema aparece quando você começa a usar a pesquisa para tentar descobrir sozinho exatamente o que tem ou para buscar certeza de que não existe nada grave.
Sintomas físicos e psicológicos costumam ser pouco específicos. Palpitação, cansaço, falta de ar, dificuldade de concentração, tristeza ou insônia podem ter várias explicações diferentes. Ao pesquisar, você tende a encontrar desde causas simples até doenças graves, mas a internet não consegue avaliar seu histórico, contexto, duração dos sintomas ou realizar um exame clínico.
Também existe um risco importante de ansiedade. Você sente um sintoma, pesquisa, encontra uma possibilidade assustadora, começa a observar ainda mais seu corpo e percebe novas sensações. Então pesquisa novamente. O alívio de encontrar uma explicação costuma durar pouco, e a necessidade de checar pode aumentar.
Na saúde mental, listas de sintomas também podem fazer você se identificar com vários diagnósticos diferentes, porque muitos transtornos compartilham características semelhantes.
Se for pesquisar, use a internet para entender conceitos gerais e preparar perguntas para um profissional, não para fechar um diagnóstico.
Uma boa regra é observar o efeito da pesquisa: se ela te informa e você consegue encerrar, pode ser útil. Se ela aumenta sua ansiedade e te faz pesquisar repetidamente, provavelmente deixou de ser esclarecimento e virou parte do problema.
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Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao
Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao consigo me comunicar bem e quando estou fora de casa fico agoniada andando de um lado pro outro e com muita ansiedade, aprece que estou surtando. As vezes corro pro banheiro do meu trabalho sento no chão tampo os ouvidos e só quero chorar, nao gosto de visitas e quando estou em casa faço de tudo pra abafar sons. Nao tenho energia pra nada (sempre fui assim) e quando tenho energia quero fazer tudo de uma vez e acabo nao fazendo nada. Já marquei varias consultas vom psicólogos, quando chega na hora da consulta ...Quem disse que tenho coragem de aparecer, simplesmente invento alguma desculpa e não vou, fico com medo ansiosa, sei lá. Queria muito me resolver...Nao sei o que faço.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não precisa primeiro “se resolver” para depois conseguir ir ao psicólogo. Pelo que você relata, a dificuldade de comparecer à consulta já faz parte do problema que precisa ser tratado.
Existem vários sinais que merecem uma avaliação cuidadosa: ansiedade intensa em ambientes sociais, dificuldade para se comunicar, necessidade de se isolar quando fica sobrecarregada, incômodo importante com sons, pouca energia e prejuízo no trabalho e na rotina. Esses sintomas podem aparecer em diferentes quadros, por isso seria precipitado tentar definir um diagnóstico apenas por aqui.
O que parece estar muito claro é um ciclo de evitação. Você marca a consulta porque quer melhorar. Conforme o horário se aproxima, sua ansiedade aumenta. Você desmarca ou inventa uma desculpa e, naquele momento, sente alívio. O problema é que esse alívio reforça a ideia de que fugir era necessário, e a próxima consulta fica ainda mais assustadora.
Por isso, seu primeiro objetivo não precisa ser “conseguir fazer terapia normalmente”. Pode ser simplesmente conseguir permanecer na primeira sessão.
Avise o profissional antes: “Eu já marquei várias vezes e costumo faltar porque fico muito ansiosa. Talvez eu tenha dificuldade até para falar no começo”. Um bom psicólogo consegue trabalhar a partir disso. Se for mais fácil, comece online, deixe alguém de confiança por perto e evite cancelar no momento de maior ansiedade.
Você não precisa chegar falando bem, olhando para a câmera ou explicando tudo. Pode começar dizendo exatamente: “Eu quase não consegui vir”.
Isso já seria um primeiro passo importante.
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Quais tipos de intervenções podem promover a neuroplasticidade em doenças crônicas mentais?
Quais tipos de intervenções podem promover a neuroplasticidade em doenças crônicas mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As intervenções que favorecem neuroplasticidade em transtornos mentais crônicos incluem: psicoterapia estruturada (TCC: treino de habilidades, exposição, ativação), reabilitação/treino cognitivo, práticas de atenção plena e regulação emocional, exercício físico, sono e rotina estáveis, aprendizagem gradual (hobbies, estudo), intervenções sociais (grupos/treino de habilidades), medicação bem indicada para permitir engajamento e, em casos selecionados, neuromodulação.
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Como a neuroplasticidade pode ser aplicada no tratamento de distúrbios de aprendizagem?
Como a neuroplasticidade pode ser aplicada no tratamento de distúrbios de aprendizagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de mudar com treino. Em distúrbios de aprendizagem, aplica-se com intervenção estruturada e específica (leitura/escrita/matemática), prática frequente e repetida, passos pequenos, feedback imediato e repetição espaçada. Estratégias multissensoriais e adaptações na escola ajudam. A TCC pode apoiar controlando ansiedade, frustração e crenças como “sou incapaz”, que bloqueiam o aprendizado.
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Qual a diferença entre neuroplasticidade estrutural e funcional?
Qual a diferença entre neuroplasticidade estrutural e funcional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuroplasticidade estrutural é mudança “na estrutura” do cérebro: novas conexões, fortalecimento/enfraquecimento de sinapses e, em alguns casos, alterações em volume/densidade de certas áreas. A funcional é mudança “no funcionamento”: o cérebro passa a usar redes diferentes ou reorganiza quais áreas se ativam para fazer a mesma tarefa, compensando perdas e melhorando desempenho com treino.
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Gosto d um homem q tem todos os sintomas de TDAH, porém, parece q fala ele entende como ofensa. O qu
Gosto d um homem q tem todos os sintomas de TDAH, porém, parece q fala ele entende como ofensa. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez o primeiro passo seja parar de tentar convencê-lo de que ele tem TDAH. Mesmo que você reconheça vários sinais, somente uma avaliação adequada pode confirmar ou descartar essa hipótese.
Se ele entende esse assunto como uma ofensa, tente conversar sobre comportamentos concretos em vez de usar um diagnóstico. Por exemplo, em vez de “você tem TDAH e precisa se tratar”, você pode dizer: “eu percebo que você fica muito frustrado quando esquece compromissos” ou “vejo que organizar algumas tarefas parece te desgastar bastante”.
Você também pode falar a partir da sua própria experiência: “quando isso acontece, eu fico preocupada e queria entender como posso conversar com você sem que pareça uma crítica”. Esse tipo de abordagem costuma gerar menos defensividade.
Se essas dificuldades realmente causam sofrimento ou prejuízo, você pode sugerir uma avaliação profissional como uma forma de compreensão, e não como uma sentença: o objetivo seria investigar TDAH, ansiedade, sono, estresse ou outras possibilidades.
Ao mesmo tempo, respeite o fato de que ele precisa querer essa ajuda. Você pode oferecer apoio e conversar com cuidado, mas não consegue realizar esse processo por ele.
E se vocês estão se relacionando, observe também como essas dificuldades afetam você. Compreender uma possível condição pode aumentar a empatia, mas não significa que você precise aceitar comportamentos que te machucam ou assumir todas as responsabilidades por ele.
Você pode acolher sem diagnosticar e ajudar sem se tornar responsável por fazê-lo mudar.
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ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar confort
ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar conforto, mesmo com a mente cansada. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade realmente pode provocar inquietação física, tensão muscular e a sensação de que o corpo não consegue “desligar”, mesmo quando a mente está exausta. Mas, como o desconforto está concentrado nas pernas, vale investigar antes de considerar que seja somente ansiedade.
Um sinal importante para observar é este: quando você fica sentada ou deitada, surge uma necessidade difícil de controlar de movimentar as pernas e o desconforto melhora temporariamente quando você anda ou as mexe? Se isso acontece principalmente à noite, existe a possibilidade de síndrome das pernas inquietas, que merece avaliação médica. Algumas condições, como deficiência de ferro, e determinados medicamentos também podem produzir ou agravar sintomas semelhantes.
Comece por um clínico geral ou médico de família. Leve informações sobre quando começou, horários em que piora, relação com repouso e movimento, qualidade do sono e medicamentos utilizados. Se necessário, ele poderá solicitar exames ou encaminhar para neurologista.
Paralelamente, caso perceba uma relação clara com momentos de ansiedade, a psicoterapia pode te ajudar a reduzir o estado de alerta e a tensão corporal.
Procure atendimento mais rapidamente caso apareçam fraqueza, perda de sensibilidade, dificuldade para caminhar, dor intensa ou inchaço importante em uma das pernas.
O melhor caminho é investigar o sintoma físico e a ansiedade em conjunto, em vez de assumir que um deles explica tudo.
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Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em espec
Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em específico que ele já gostou e ficou com ela logo antes de ter começado a ficar comigo e mesmo depois de a gente ter começado a namorar entre nunca parou de falar com ela. Ele sempre me trata muito bem e faz muito por mim, mas eu tenho um trauma e me sinto insegura com isso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você pode estar sentindo duas coisas ao mesmo tempo: uma insegurança relacionada às suas experiências anteriores e um desconforto compreensível diante de uma amizade que possui um histórico amoroso.
O fato de seu namorado já ter gostado e ficado com essa pessoa não significa que exista algo acontecendo hoje. Ao mesmo tempo, não é estranho que essa amizade tenha um peso diferente para você. O importante é não transformar nem sua insegurança nem a confiança nele em extremos.
Converse com ele procurando explicar o que acontece dentro de você, em vez de acusá-lo: “eu sei que você me trata bem e não estou dizendo que está fazendo algo, mas essa amizade desperta muita insegurança por causa da história entre vocês”. Depois, conversem sobre quais limites fazem sentido para os dois.
Um limite saudável busca preservar respeito e segurança na relação. Já tentar controlar todas as conversas, pedir provas constantes ou exigir garantias de que você nunca será magoada pode aliviar momentaneamente, mas tende a alimentar ainda mais a insegurança.
Observe também a resposta dele. Ele acolhe seu desconforto, conversa com transparência e respeita os acordos construídos? Isso diz mais sobre a segurança da relação do que simplesmente ele ter amigas.
A psicoterapia pode te ajudar a trabalhar o trauma sem invalidar suas necessidades atuais. O objetivo não é aprender a aceitar qualquer coisa, mas conseguir diferenciar sinais reais de desrespeito dos medos que o passado faz parecer presentes.
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Sou muito insegurança, e também tenho dificuldade quando algo sai do meu controle. Tem dias que acor
Sou muito insegurança, e também tenho dificuldade quando algo sai do meu controle. Tem dias que acordo mal, desanimada, com medo de ser demitida por não ser boa o suficiente, sinto que nada que eu faça está bom. Algo pequeno se torna gigante, acabo me comparando com outras pessoas da minha área e sinto que nunca vou alcançar o nível. Me sinto frustada e irritada, e super mal por não me sentir boa. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir insegurança de vez em quando é humano. O que merece atenção é quando ela passa a determinar como você enxerga seu trabalho e a si mesma.
Seu relato sugere um ciclo de autocobrança: você sente que precisa estar sempre no controle e fazer tudo muito bem; quando algo não sai como esperado, interpreta como sinal de que não é competente; então se compara com outras pessoas, sente que está atrás delas e termina ainda mais frustrada e insegura.
Nesse estado, algo pequeno realmente pode parecer enorme. Um erro deixa de ser “cometi um erro” e vira “não sou boa o suficiente”. Uma dificuldade deixa de ser “ainda preciso aprender” e vira “nunca vou chegar ao nível dos outros”. São interpretações muito diferentes, embora possam parecer igualmente verdadeiras quando estamos ansiosos.
Tente começar avaliando seu trabalho por evidências concretas: quais responsabilidades você consegue cumprir, quais habilidades desenvolveu nos últimos meses, quais feedbacks recebeu e quais dificuldades já aprendeu a manejar. Comparar sua trajetória inteira com o melhor desempenho que você enxerga nos outros costuma ser uma comparação injusta.
A psicoterapia pode te ajudar a trabalhar perfeccionismo, medo de falhar, comparação e necessidade de controle. Melhorar não significa nunca mais se sentir insegura, mas conseguir continuar fazendo seu trabalho mesmo quando não existe certeza de que tudo sairá perfeito.
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Boa noite tenho um filho de 11 anos. Tenho uma preocupação a mais com ele,
Boa noite tenho um filho de 11 anos.
Tenho uma preocupação a mais com ele, ultimamente ele tem me preocupado com alguns comportamentos, que nem meu filho mais novo não faz.
1: E muito desorganizado com suas coisas.
2: Não tem cuidado com brinquedos etc.
3: Ultimamente tem tido alguns comportamentos estranhos.
Exemplo: Um certo dia fizemos um churrasco aqui em casa, depois notei que tinha uma espécie de bolha estourada em sua mão, perguntei dele oque era aquilo, ele disse que tinha colocado o dedo na brasa da churrasqueira do dia anterior pra vê oque acontecia, e depois que formou aquela bolha de queimadura ele mordeu pra vê oque ia sair de dentro.
Fora outras coisas que ele vem fazendo sem medir as consequências no final.
Ele e um menino que a gente conversa ele diz que entendeu mais no outro dia está fazendo outra coisa ou algum parecido.
E isso tem me preocupado muito oque devo fazer e com qual especialista preciso levar ele?
Alguém pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua preocupação faz sentido, principalmente pelo comportamento envolvendo a churrasqueira. Ser desorganizado ou descuidado com brinquedos não é suficiente para indicar um transtorno. Porém, quando uma criança de 11 anos realiza repetidamente ações perigosas sem aparentemente antecipar as consequências, vale investigar melhor como estão sua impulsividade, atenção e capacidade de avaliar riscos.
Isso não significa que seu filho tenha TDAH. Nesse transtorno, podem existir dificuldade de organização, desatenção e tendência a agir antes de pensar, mas esses comportamentos precisam formar um padrão persistente, causar prejuízo e aparecer em mais de um contexto. Por isso, informações da escola também são importantes.
O melhor primeiro passo é procurar o pediatra e levar exemplos específicos como esse da queimadura e outros episódios que você vem observando. Dependendo da avaliação, ele poderá encaminhá-lo para psicólogo infantil, neuropediatra ou psiquiatra infantil.
Também evite interpretar automaticamente a repetição como “ele não escutou” ou “não se importa”. Algumas crianças compreendem perfeitamente uma orientação quando estão conversando, mas têm dificuldade para interromper o impulso no momento da ação.
Até a avaliação, aumente a supervisão em situações de risco, deixe regras de segurança simples e específicas e observe em quais contextos esses comportamentos acontecem.
Buscar uma avaliação agora não significa rotular seu filho. Significa entender melhor como ele funciona e prevenir que uma curiosidade ou impulso termine em um acidente mais sério.
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Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…