Perguntas do paciente (271)
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Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho
Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho sentindo muita insônia, tenho sono mas na hora de dormir não consigo. Meus olhos "secam". Os finais de semana são horríveis não estou conseguindo relaxar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível que a ansiedade esteja participando do que você sente, principalmente dessa situação de “tenho sono, mas quando vou dormir não consigo”. Quando estamos em estado de alerta, o corpo pode estar cansado enquanto a mente continua funcionando como se ainda precisasse resolver alguma coisa. Dificuldade para dormir e incapacidade de relaxar podem acompanhar quadros de ansiedade.
Mas esses sintomas, sozinhos, não permitem concluir que exista um transtorno de ansiedade. Insônia também pode ocorrer em períodos de estresse, depressão, alterações da rotina, uso de alguns medicamentos ou substâncias e diferentes condições de saúde.
Observe especialmente seus finais de semana. Pergunte-se se, quando finalmente tem tempo para descansar, começa a pensar demais, antecipar problemas ou se cobrar para relaxar. Às vezes surge um ciclo: “preciso descansar” → percebe que não consegue → fica preocupado → fica ainda mais desperto.
Tente manter horários relativamente regulares, reduzir cafeína e estímulos próximos ao horário de dormir e evitar permanecer na cama durante muito tempo tentando forçar o sono. A sensação persistente de olhos secos também merece avaliação separada, principalmente se houver ardência, dor ou alteração visual.
Se a insônia está frequente e afetando sua disposição ou funcionamento, uma avaliação psicológica pode te ajudar a compreender esse estado de alerta e um médico pode investigar outras causas. Existe tratamento, mas primeiro é importante entender o que está mantendo esse ciclo.
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Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira. Isso tá
Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira.
Isso tá me atrapalhando bastante, principalmente porque deixo de fazer as coisas que preciso fazer e “deixo para depois”. Mesmo que eu quero parar eu não consigo. Faço tudo na ultima hora ou nem faço. Qual a melhor orientação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você procrastinar até atividades que gosta mostra algo importante: procrastinação não depende apenas de gostar ou querer fazer alguma coisa. Muitas vezes, a dificuldade aparece na transição entre “eu quero fazer” e efetivamente começar.
Pode existir um ciclo parecido com este: surge uma tarefa, você percebe esforço, tédio, insegurança ou pressão, pensa “faço daqui a pouco” e sente alívio. Depois aparecem culpa e urgência, e você termina fazendo tudo na última hora. Quanto mais esse ciclo se repete, mais automático ele pode ficar.
Uma estratégia útil é diminuir radicalmente a exigência para começar. Não estabeleça “vou fazer todo o trabalho”; estabeleça “vou trabalhar nisso por dez minutos”. Prepare apenas o necessário, retire distrações e inicie mesmo sem vontade. Quando surgir o impulso de parar, tente permanecer mais alguns minutos antes de decidir. Dividir tarefas em partes menores é uma estratégia recomendada para reduzir evitação e sobrecarga.
Também observe o que você sente imediatamente antes de procrastinar. Perfeccionismo, medo de errar, ansiedade, tédio e dificuldade de organização podem exigir estratégias diferentes.
Se isso já prejudica estudos, trabalho ou rotina, a TCC pode te ajudar a identificar esse ciclo, modificar padrões de evitação e criar estratégias compatíveis com seu funcionamento. Melhorar não significa nunca mais ter vontade de adiar; significa conseguir começar mesmo quando essa vontade aparece.
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O TDAH pode surgir em adultos, mesmo quando estes não apresentam sintomas durante a infância?
O TDAH pode surgir em adultos, mesmo quando estes não apresentam sintomas durante a infância?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TDAH pode ser diagnosticado pela primeira vez quando você já é adulto, mas isso é diferente de ele ter começado somente na vida adulta.
Como o TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento, espera-se que alguns sinais já estivessem presentes na infância. Isso não significa que você precisasse ter sido diagnosticado naquela época ou apresentar dificuldades muito evidentes.
Você pode ter conseguido compensar melhor quando criança. Talvez tivesse uma rotina organizada pelos pais, professores mais próximos, bom desempenho escolar ou sintomas predominantemente desatentos, que muitas vezes chamam menos atenção. Na vida adulta, com trabalho, faculdade, prazos, responsabilidades financeiras e necessidade de organizar a própria rotina, essas dificuldades podem ficar muito mais visíveis.
Se, porém, você realmente não apresentava nenhum sinal antes e as dificuldades de concentração, memória ou organização começaram apenas recentemente, é importante investigar outras causas antes de concluir que seja TDAH. Ansiedade, depressão, problemas de sono, estresse, uso de substâncias e algumas condições clínicas podem produzir sintomas parecidos.
Por isso, uma boa avaliação investiga não apenas o que acontece atualmente, mas também sua história escolar, desenvolvimento, comportamento na infância e funcionamento em diferentes áreas da vida.
A ausência de diagnóstico quando criança não exclui TDAH. Já a ausência real de sintomas na infância torna importante considerar outras explicações.
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Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp
Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo seu relato, parece que houve uma mudança importante: antes, o medo aparecia principalmente diante de parques e brinquedos específicos, passava rapidamente e você conseguia seguir normalmente. Depois de um período de muito estresse emocional, esse medo ficou mais intenso e começou a se estender para lugares cheios e situações nas quais você sente necessidade urgente de sair.
Isso pode acontecer porque, depois de algumas experiências de ansiedade intensa, a pessoa passa a temer não apenas o lugar, mas também a possibilidade de sentir aquela sensação novamente. Surge então o pensamento: “e se eu entrar em desespero e não conseguir ficar aqui?”. Lugares lotados e situações das quais parece difícil sair podem provocar esse tipo de ansiedade em quadros com características agorafóbicas, embora somente uma avaliação possa dizer se esse é realmente o seu caso.
A vontade de ir embora é compreensível, mas evitar continuamente esses ambientes pode fortalecer o ciclo: você sai, sente alívio e seu cérebro aprende que escapar foi necessário para ficar seguro.
A boa notícia é que isso tem tratamento. Na TCC, geralmente se trabalha tanto a interpretação das sensações quanto a retomada gradual dos ambientes evitados, começando por situações menos difíceis e avançando conforme você ganha segurança.
Procure um psicólogo com experiência em transtornos de ansiedade. Você não precisa voltar imediatamente a uma festa lotada; o tratamento pode ajudá-lo a recuperar sua liberdade passo a passo.
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Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mai
Eu preciso de ajuda. Estou a Seis anos jogando sem parar, já perdi absolutamente tudo, não tenho mais nenhum recurso financeiro. Hoje, deve agiotas, família e amigos. Preciso de ajuda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Chegar ao ponto de perder recursos, dever à família, amigos e agiotas mostra que você não está diante apenas de um “mau hábito”. Existe um prejuízo grave e você precisa de ajuda profissional agora. Isso não significa que sua vida acabou.
A prioridade não é recuperar o dinheiro perdido. Não tente ganhar de volta apostando. Esse pensamento costuma manter justamente o ciclo que aprofunda as dívidas.
Ainda hoje, conte toda a situação a alguém de confiança. Se possível, combine temporariamente que essa pessoa te ajude a controlar cartões, contas e acesso a dinheiro. Exclua os aplicativos de apostas, bloqueie as plataformas e diminua ao máximo as oportunidades de apostar. Essas barreiras não substituem o tratamento, mas podem proteger você enquanto aprende a lidar com o impulso.
Procure um psicólogo e uma avaliação psiquiátrica. O tratamento pode trabalhar os gatilhos para apostar, a urgência de recuperar perdas, impulsividade, ansiedade, culpa e reconstrução da rotina. Se não puder pagar atendimento particular, procure uma UBS ou CAPS pelo SUS.
As dívidas precisarão ser organizadas posteriormente, com apoio e sem novas apostas. Como existem agiotas envolvidos, se houver ameaças, não enfrente essa situação sozinho e priorize sua segurança.
Se em algum momento surgir vontade de morrer ou se machucar diante das perdas, procure imediatamente uma UPA, pronto-socorro ou SAMU 192.
Você já identificou que precisa de ajuda. Agora transforme esse pedido em uma ação concreta hoje.
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Meu pai faleceu a 2 anos e eu cuidei dele no período que ele estava doente. Eu levei ele pra tomar u
Meu pai faleceu a 2 anos e eu cuidei dele no período que ele estava doente. Eu levei ele pra tomar uma medicação no hospital e o médico enternou ele, tentei tira- logo de lá pra levá-lo para um hospital melhor, mas por não ter um diagnóstico fechado os médicos não deixaram. Depois de algum tempo transferiram ele, mas o estado dele já era crítico e veio a falecer. Ao receber a notícia fiquei sem reação e não chorei, ajeitei tudo na funerária, escolhi o caixão e parecia que eu tava dopada, mas não tomei nenhuma medicação. Hoje quase 2 anos estou sentindo ansiedade e vende chorar, passo o.dia deitada e sem ânimo pra nada, sinto como se eu estivesse no dia do velório dopada e vontade de chorar. Não consigo ir trabalhar angustiada e meu corpo trêmula, não gosto de conversar com ninguém, pois tenho medo de chorar e as pessoas me perguntarem e não saber responder. Preciso de ajuda, pois não sei mais o que fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você não ter chorado quando recebeu a notícia não significa que não tenha sentido a perda. Em situações muito dolorosas, algumas pessoas entram numa espécie de estado de choque ou anestesia emocional. Conseguem organizar funeral, documentos e outras tarefas quase no automático, enquanto a dimensão emocional da perda parece temporariamente distante.
Agora, quase dois anos depois, o ponto principal não é descobrir se você “viveu o luto errado”. O que importa é que atualmente existem sintomas intensos: vontade frequente de chorar, ansiedade, tremores, isolamento, falta de energia, dificuldade para levantar e prejuízo importante no trabalho.
Você também passou pela experiência de cuidar do seu pai durante a doença e de sentir que não conseguia controlar o que acontecia no hospital. Depois de uma perda assim, podem permanecer culpa, impotência e pensamentos sobre o que poderia ter sido feito diferente. Isso pode tornar o luto ainda mais difícil de elaborar.
Uma avaliação psicológica é indicada para compreender se o sofrimento está relacionado a um processo de luto prolongado, depressão, sintomas traumáticos ou outros fatores. Pelo impacto que já existe na sua rotina, uma avaliação psiquiátrica também pode ser importante.
Você não precisa conseguir contar essa história sem chorar para procurar ajuda. Na verdade, o tratamento oferece justamente um espaço para você finalmente não precisar permanecer forte o tempo inteiro.
O objetivo não será esquecer seu pai, mas conseguir lembrar dele sem continuar vivendo emocionalmente como se ainda estivesse naquele dia do velório.
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Se o local onde eu moro já me desgastou e me cansou muito emocionalmente e mentalmente, mudar de end
Se o local onde eu moro já me desgastou e me cansou muito emocionalmente e mentalmente, mudar de endereço seria a melhor saída?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ser uma boa saída, mas isso depende do quanto o próprio ambiente participa do seu sofrimento.
Se você vive em um lugar marcado por conflitos, falta de privacidade, insegurança, barulho, lembranças dolorosas ou situações que te deixam constantemente em estado de tensão, mudar pode reduzir bastante essa sobrecarga. O ambiente influencia nosso humor, sono, disposição e sensação de segurança mais do que muitas vezes percebemos.
Uma pergunta útil é observar como você fica quando se afasta desse lugar. Quando passa um dia, um fim de semana ou alguns dias em outro ambiente, você sente que seu corpo relaxa, seu humor melhora ou sua energia volta? Se essa diferença é clara e se repete, isso sugere que o local pode estar contribuindo bastante para o seu desgaste.
Por outro lado, se você continua se sentindo igualmente exausto, ansioso ou triste em qualquer lugar, talvez a mudança ajude, mas não resolva sozinha o problema.
Antes de decidir, tente identificar o que exatamente você quer deixar para trás e o que espera encontrar no novo lugar. Isso evita transformar a mudança apenas numa tentativa de escapar de um sofrimento que pode continuar.
Mudar de endereço não precisa ser visto como fracasso ou fuga. Se o ambiente deixou de ser saudável para você, escolher sair também pode ser uma forma de cuidado. O mais importante é tomar essa decisão com clareza, e não apenas no auge do esgotamento.
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Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com am
Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com amor e sem mágoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, algumas relações conseguem se reconstruir depois de episódios de agressão, mas isso depende muito menos da intensidade do amor e muito mais do que acontece depois da violência.
Agressão física e verbal não deve ser tratada apenas como “uma briga que passou do limite”. Para existir possibilidade real de mudança, quem agrediu precisa assumir responsabilidade sem colocar a culpa em você, demonstrar arrependimento acompanhado de mudança concreta e buscar ajuda para compreender e modificar esse padrão.
Você também precisa conseguir se sentir segura. Se ainda existe medo, ameaça, controle, humilhação, intimidação ou novas agressões, a prioridade deve ser sua proteção, e não a reconstrução do casal. Quando existe violência ativa ou controle coercitivo, terapia de casal pode inclusive ser inadequada inicialmente; acompanhamento individual e especializado costuma ser mais seguro.
E talvez seja importante mudar a expectativa de “ficar sem mágoas”. O que aconteceu não precisa ser esquecido para que exista recuperação. Você pode elaborar a dor, reconstruir limites e, dependendo da situação, recuperar confiança. Mas isso leva tempo e precisa ser sustentado por experiências repetidas de segurança.
Observe menos as promessas feitas depois das agressões e mais o comportamento ao longo dos meses: existe respeito quando há frustração? Você consegue discordar sem sentir medo? Seus limites são aceitos?
Um relacionamento pode ser reconstruído, mas você não precisa permanecer nele apenas para descobrir se o outro vai mudar.
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Eu gosto de ser a parte frágil e dominado pela parceira, mas vejo que muitas pessoas acham que eu nã
Eu gosto de ser a parte frágil e dominado pela parceira, mas vejo que muitas pessoas acham que eu não faço o meu "papel de homem" isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode ser normal. Você gostar de ocupar uma posição mais frágil, passiva ou dominada pela sua parceira não significa que esteja deixando de cumprir algum “papel de homem”.
O que costuma gerar conflito é a ideia de que masculinidade precisa vir acompanhada de controle, liderança constante, dureza emocional ou domínio sobre a parceira. Essas expectativas são sociais e culturais, e não definem sozinhas o que é uma relação saudável.
O mais importante é entender como essa dinâmica funciona para você. Você se sente confortável, respeitado e livre para dizer o que gosta e o que não gosta? Consegue estabelecer limites? Essa posição é uma escolha sua ou você sente que precisa se submeter para não perder a relação?
Se existe consentimento, reciprocidade e liberdade, não há problema em você preferir uma dinâmica em que sua parceira tenha mais iniciativa ou domínio em alguns aspectos. Isso não diminui seu valor, sua autonomia ou sua identidade masculina.
O sofrimento pode estar vindo mais do julgamento externo do que da relação em si. Nesse caso, vale questionar: “eu realmente estou desconfortável com quem sou ou estou tentando corresponder ao que esperam de mim?”
A psicoterapia pode te ajudar a separar suas próprias preferências das regras sociais que você aprendeu sobre masculinidade. Você não precisa parecer “mais homem” para viver uma relação que faz sentido para você.
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Minha namorada sente muito ódio da minha ex, isso está afetando nosso relacionamento por consequênci
Minha namorada sente muito ódio da minha ex, isso está afetando nosso relacionamento por consequência ela está distante do meu filho também o que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você precisa tratar isso em duas frentes diferentes. Sua namorada tem direito aos sentimentos dela em relação à sua ex, mesmo que sejam intensos. O que não pode acontecer é seu filho começar a receber frieza, afastamento ou rejeição por representar uma relação que existiu antes dela.
Converse com sua namorada sem começar pela acusação de que ela está “maltratando” seu filho. Tente compreender o que está por trás dessa raiva: ciúme, comparação, medo de não ter espaço na sua vida, conflitos concretos com sua ex ou dificuldade em lidar com o fato de vocês continuarem conectados pela parentalidade.
Depois disso, estabeleça um limite claro. Você não precisa exigir que ela tenha um vínculo materno ou seja extremamente próxima dele. Mas respeito, cordialidade e segurança emocional não são opcionais quando existe uma criança envolvida.
Também cuide para não alimentar um triângulo entre vocês. Evite falar excessivamente da ex, comparar as duas, colocar seu filho como intermediário ou permitir discussões sobre a mãe dele na presença dele.
Observe principalmente como seu filho está reagindo. Se ele começar a perceber que incomoda sua namorada, pode interpretar que precisa se afastar, escolher lados ou competir pelo seu afeto.
Se esse tema continua provocando distância e conflito, a terapia de casal pode te ajudar a construir limites entre relação atual, coparentalidade e vínculo com seu filho.
Você pode acolher o sofrimento da sua namorada sem permitir que seu filho se torne o lugar onde esse sofrimento é descarregado.
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É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento on
É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento onde moramos perto mas nunca se vimos. Sempre acontece algo que nos impede de se ver, relacionado a estado mental, contratempos e imprevistos.
Ja ocorreram alguns questionamentos mas sempre nos entendemos, recentemente eu questionei sobre ter visto um cabelo azul em video q ela me mandou e ela disse q era uma manta q ela estava usando e acabou aparecendo, pedi q me mostrasse essa manta para q eu entendesse melhor e agora ela esta me bombardeando de mensagens por ter que se provar e eu ainda duvidar dela. gostaria de saber se ela precisa se provar todas as vezes que eu questionar, pq quando ela me questiona eu faço de tudo pra provar e tranquilizar ela.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É normal ter dúvidas e fazer perguntas dentro de um relacionamento. O problema começa quando a segurança depende de comprovações repetidas.
No seu caso, há um elemento importante: vocês estão há quase seis meses juntos, moram perto e ainda não conseguiram se encontrar presencialmente. Mesmo que existam motivos reais para isso, é natural que essa situação deixe mais espaço para insegurança e interpretações.
Sobre a situação da manta, pedir uma explicação não é necessariamente errado. Mas vale observar o que acontece depois: quando ela explica, você consegue encerrar a dúvida ou sente necessidade de novas provas? Se sempre for necessário verificar, mostrar, confirmar e comprovar, a confiança pode acabar sendo substituída por investigação.
Também é importante não pensar que, porque você se esforça para provar tudo quando ela questiona, ela precisa fazer exatamente o mesmo. Reciprocidade saudável não significa repetir o mesmo comportamento, mas ambos conseguirem conversar, esclarecer dúvidas e construir confiança sem se sentirem interrogados.
Por outro lado, confiança não deve signific ignorar inconsistências. Ela se constrói observando se a pessoa é coerente, previsível e se as atitudes combinam com o que ela diz.
Talvez o tema principal de vocês hoje não seja “quem precisa se provar”, mas como criar segurança real numa relação que ainda não foi vivida presencialmente. Se toda dúvida vira discussão e toda explicação vira exigência de prova, esse padrão merece ser revisto antes que desgaste ainda mais o vínculo.
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Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico trist
Tem alguns momentos onde estou bem, onde não há motivos para estar triste, mas de repente fico triste. Também sinto falta dessa melancolia, desse vazio, mesmo que seja algo confuso para mim. Também fico desmotivado, cabisbaixo, sem ânimo pra fazer nada..
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem sempre a tristeza aparece acompanhada de um acontecimento evidente. Às vezes, você pode estar aparentemente bem e perceber uma mudança de humor, vazio e falta de energia sem conseguir apontar imediatamente o que aconteceu.
O trecho em que você diz sentir falta da melancolia também é importante. Quando um estado de tristeza se torna frequente ou dura muito tempo, ele pode ficar emocionalmente familiar. Isso pode fazer com que a calma ou os momentos bons pareçam estranhos, enquanto a melancolia, embora dolorosa, parece conhecida. Isso não significa que você queira sofrer.
Para entender se existe um quadro depressivo, é necessário observar o conjunto: com que frequência isso acontece, quanto tempo dura, se você perdeu interesse pelas coisas, como estão sono, apetite, concentração, autoestima e quanto esses sintomas interferem na sua rotina.
Não espere necessariamente a motivação aparecer para voltar a fazer algo. Quando estamos desanimados, permanecer parado tende a reduzir ainda mais as experiências de prazer e realização. Começar por pequenas atividades, mesmo sem vontade, pode ajudar a interromper esse ciclo.
Se esses sintomas estão frequentes ou persistentes, procure um psicólogo para uma avaliação. Caso junto do vazio apareçam pensamentos de morrer, desaparecer ou se machucar, procure ajuda imediatamente e não permaneça sozinho.
Você não precisa entender sozinho por que sente falta dessa tristeza. Esse também pode ser um tema importante para trabalhar em terapia.
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Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, s
Terminei um relacionamento de forma inesperada e estou me sentindo desolada, sem vontade de comer, só choro, perdi até a vontade de terminar a minha faculdade, me sinto rejeitada e descartada, e o que me deixa mais triste é que meu ex terminou e está seguindo muitas mulheres, isso está me deixando mais triste ainda, parece que a vida perdeu o sentido. Devo procurar ajuda de um profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, eu recomendaria que você procurasse ajuda profissional agora. Não porque exista uma forma “correta” de superar um término, mas porque seu sofrimento já está afetando áreas importantes da sua vida.
Depois de uma separação inesperada, é comum você sentir tristeza, saudade, rejeição e até perder temporariamente o apetite ou a concentração. O ponto de atenção é quando você passa grande parte do tempo chorando, perde a vontade de estudar, deixa de se alimentar adequadamente e começa a sentir que a vida perdeu o sentido.
Também perceba quanto acompanhar seu ex está intensificando essa dor. Quando você vê que ele está seguindo outras mulheres, sua mente pode transformar isso em pensamentos como “fui descartada”, “ele já me substituiu” ou “não fui importante”. Continuar verificando pode manter você presa nesse ciclo. Silenciar ou interromper esse acompanhamento por um período pode ser uma forma de cuidado, não de fraqueza.
A psicoterapia pode te ajudar a trabalhar a rejeição, entender o que esse relacionamento representava e reconstruir aos poucos sua rotina, sua autoestima e seus projetos. Se sua alimentação, sono, energia ou funcionamento estiverem muito prejudicados, também pode ser importante uma avaliação psiquiátrica.
E não ignore a sensação de que a vida perdeu o sentido. Se aparecer vontade de morrer, desaparecer ou se machucar, procure atendimento de urgência e não fique sozinha.
Agora você não precisa descobrir quando vai “superar”. Precisa começar a se cuidar enquanto atravessa essa perda.
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sou usuaria de sertralina 25 mg, mas com o tempo venho tendo pensamentos intrusivos com tudo todas a
sou usuaria de sertralina 25 mg, mas com o tempo venho tendo pensamentos intrusivos com tudo todas as horas, ate com quem amo,isso me deixa ansiosa e com medo de um surto, faço terapia e o medico aumentou minha dose de sertralina
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você estar tendo pensamentos intrusivos, inclusive envolvendo pessoas que ama, não significa necessariamente que esteja tendo um surto ou que esses pensamentos representem seus desejos.
Pensamentos intrusivos costumam ser justamente pensamentos indesejados, que surgem sem você escolher. E muitas vezes eles atingem temas importantes para você. Por isso podem provocar tanto medo: você pensa algo, se assusta e imediatamente começa a se perguntar “por que pensei isso?”, “e se eu perder o controle?” ou “será que isso diz algo sobre mim?”.
Esse medo pode criar um ciclo. Quanto mais você monitora sua mente, tenta expulsar o pensamento, procura certeza de que ele não significa nada ou analisa repetidamente seu conteúdo, mais atenção ele recebe e mais frequente pode parecer.
Como você já está em terapia, vale trabalhar especificamente esse ciclo, principalmente a forma como você responde aos pensamentos quando aparecem. O objetivo não é impedir sua mente de produzir qualquer pensamento estranho, mas fazer com que eles deixem de comandar sua atenção e seu comportamento.
Seu médico também precisa acompanhar essa evolução, especialmente agora que ajustou a sertralina. Conte a ele se houve mudança na intensidade da ansiedade, na frequência dos pensamentos ou aparecimento de novos sintomas, e não altere a medicação por conta própria.
Se você perceber perda do contato com a realidade, alucinações, confusão intensa ou risco de machucar a si mesma ou outra pessoa, procure atendimento médico imediatamente.
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Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse
Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez seja mais útil olhar para os comportamentos que você descreveu do que tentar decidir agora se ele era “tóxico” ou se você tem “dependência emocional”.
Você relata que precisava mudar roupas, músicas, atividades, amizades e até a maneira de se comportar para evitar conflitos. Também conta que foi se afastando da família e dos amigos, que cedia por medo de ele terminar e que chegou a enviar fotos e fazer coisas que não queria depois de insistências dele. Isso ultrapassa cuidado e ciúme comum: existe um padrão importante de controle e desrespeito aos seus limites.
Ao mesmo tempo, você também recebeu carinho, flores, atenção e cuidado. E é justamente por isso que pode ser tão difícil sair emocionalmente dessa relação. Sua mente não precisa escolher entre “ele era completamente ruim” e “ele era perfeito”. As duas experiências podem coexistir: você pode ter vivido momentos muito bons com alguém que também te machucou profundamente.
Você também reconhece que, em alguns conflitos, falou coisas das quais não se orgulha. Você pode assumir responsabilidade pelas suas próprias reações sem concluir que, por isso, merecia ser controlada ou pressionada.
Esse pensamento de “nunca vou encontrar alguém como ele” merece ser questionado. Talvez você realmente não queira encontrar alguém exatamente como ele. Você quer encontrar novamente carinho, dedicação e companheirismo, mas sem precisar desaparecer para manter a relação.
Para superar esse término, comece recuperando aquilo que foi abandonado: sua família, seus amigos, seus hábitos, suas escolhas e sua autonomia. Evite acompanhar a vida dele e procure psicoterapia para trabalhar o medo de abandono, a culpa e essa tendência de confundir amor com necessidade de ceder.
Seu próximo relacionamento não precisa te pedir para escolher entre ser amada e continuar sendo você.
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Qual profissional pode dar laudo técnico de TDAH?
Qual profissional pode dar laudo técnico de TDAH?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende principalmente da finalidade do documento que você precisa.
Se você quer investigar TDAH de forma mais detalhada, pode procurar um psicólogo com experiência em avaliação psicológica ou neuropsicológica. Esse profissional pode avaliar atenção, memória, funções executivas, comportamento e impacto dos sintomas na sua rotina, além de emitir documentos psicológicos dentro das atribuições da profissão.
Você também pode procurar um psiquiatra ou neurologista. Esses profissionais fazem avaliação médica, podem estabelecer o diagnóstico clínico e emitir laudo médico quando necessário.
O diagnóstico de TDAH não deve ser baseado apenas em um teste ou questionário. Você precisa ser avaliado considerando sua história desde a infância, sintomas em diferentes ambientes, prejuízos no estudo, trabalho ou relações e outras condições que podem produzir dificuldades semelhantes, como ansiedade, depressão, alterações de sono ou uso de substâncias.
Se você precisa do laudo para faculdade, concurso, trabalho, benefício ou alguma adaptação específica, confirme previamente qual documento é exigido e quais profissionais podem emiti-lo para aquela finalidade.
Por isso, mais importante do que procurar apenas “quem dá o laudo” é buscar um profissional realmente capacitado para fazer uma avaliação completa e responsável.
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Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele
Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele não está feliz, me diz que sou apática e sem sentimentos pois não consigo expressar meus sentimentos, não sei demonstrar. Ele diz que não se sente amado, desejado e valorizado.
Tenho muitos traumas e não sei me expressar , já tentei algumas vezes me esforçar pra mudar isso mas nunca consigo mudar realmente de verdade.
As vezes realmente sinto que sou fria e sem sentimentos pois em muitas situações eu não consigo demonstrar o que tô sentindo, sou muito carinhosa fisicamente com ele mas falta conseguir me expressar em palavras, gestos e atitudes. Ele está sofrendo pois me valoriza muito e eu não consigo entregar essa reciprocidade. Eu não quero o perder mas me sinto perdida.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve não significa necessariamente que você seja fria ou sem sentimentos. Muitas vezes, a pessoa sente amor, carinho e vínculo, mas tem dificuldade para transformar isso em palavras, gestos e atitudes que o parceiro consiga reconhecer.
Você já demonstra afeto fisicamente, então existe uma linguagem emocional presente. O problema é que seu marido parece precisar também de outras formas de demonstração para se sentir amado, desejado e valorizado.
Quando você tenta mudar “na força” por alguns dias, provavelmente consegue manter por pouco tempo e depois volta ao padrão habitual. Isso não quer dizer que você não queira mudar. Significa que expressão emocional é um repertório que precisa ser construído aos poucos.
Comece com comportamentos pequenos e repetidos: diga algo que admira nele, agradeça uma atitude específica, demonstre iniciativa para estar junto, verbalize quando sentir saudade, elogio ou desejo. Pergunte também: “o que eu poderia fazer durante a semana que faria você se sentir mais amado por mim?”. Isso transforma uma cobrança vaga em comportamentos concretos.
Também vale investigar em psicoterapia por que se expressar é tão difícil para você. Se houve experiências anteriores em que vulnerabilidade, afeto ou demonstração emocional foram associados a medo, rejeição ou sofrimento, isso pode estar influenciando sua forma atual de se relacionar.
Você não precisa deixar de ser quem é. Mas pode aprender novas formas de mostrar aquilo que já sente. O objetivo não é virar uma pessoa extremamente expressiva, e sim fazer com que o amor que existe dentro de você também consiga chegar até ele.
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Tenho um namorado totalmente viciado em videogames, eu tenho sempre que estar cobrando a atenção del
Tenho um namorado totalmente viciado em videogames, eu tenho sempre que estar cobrando a atenção dele, porque não consigo nem conversar com ele porque ele não para de jogar em momento nenhum. Além disso, ele tem uma amiga de jogo que está sempre com ele jogando e quando ele sai do jogo, ele fica conversando no WhatsApp com ela enquanto está comigo e quando ele finalmente me dá atenção ela manda mensagem cobrando a presença dele. Já conversei com ele sobre o assunto e ele fala que acha normal agir assim com a amiga e que jogar é o hobby favorito dele, então eu tenho que aprender a aceitar isso. Estou sendo incompreensiva em querer terminar o relacionamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não está sendo incompreensiva por considerar terminar. Gostar de videogame e ter amizades dentro do jogo não são problemas por si só. O problema aparece quando essas coisas ocupam tanto espaço que você precisa disputar constantemente pela atenção do seu parceiro.
Pelo seu relato, mesmo nos momentos em que vocês estão juntos, ele permanece no jogo ou conversando com essa amiga. E quando você tenta explicar que isso te machuca, a resposta parece ser que você simplesmente precisa aceitar. Isso é diferente de uma negociação entre duas pessoas tentando preservar tanto os interesses individuais quanto a relação.
A amizade com ela também não precisa ser vista automaticamente como algo inadequado. O que merece atenção são os limites: se o tempo de vocês é constantemente interrompido, se você nunca se sente priorizada e se não existe abertura para conversar sobre isso, é compreensível que você se sinta desvalorizada.
Antes de decidir, você pode fazer uma conversa bem objetiva. Em vez de discutir se jogar é “certo ou errado”, fale sobre comportamentos concretos: tempo de qualidade sem jogo ou celular, disponibilidade para conversar e respeito aos momentos do casal.
Depois, observe menos as promessas e mais a disposição dele para mudar alguma coisa na prática.
Você não precisa convencer ninguém de que suas necessidades são razoáveis para poder terminar. Se a relação exige que apenas você se adapte e ele não demonstra interesse em construir um equilíbrio, você tem o direito de concluir que esse relacionamento não atende ao que você precisa.
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Minha filha tem 13 anos, nunca teve nenhum relacionamento. Agora diz está apaixonada por uma menina
Minha filha tem 13 anos, nunca teve nenhum relacionamento. Agora diz está apaixonada por uma menina pela rede social
Estou com medo, não sei lidar com tudo isto e preciso de orientação para mim e ela.
Gratidão
MãeRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não precisa decidir agora o que esse sentimento significa para o futuro da sua filha. Aos 13 anos, ela está começando a descobrir afetos, vínculos e a própria forma de se relacionar. O fato de ela dizer que está apaixonada por uma menina não é, por si só, um sinal de problema psicológico.
O mais importante é a forma como você reage. Se sua filha percebe que pode falar com você sem ser julgada, é muito mais provável que também conte quando algo a deixa desconfortável ou insegura. Você pode perguntar quem é essa menina, quantos anos ela tem, como se conheceram e o que costumam conversar, mantendo um tom de interesse e cuidado, não de investigação.
Como essa relação acontece pela rede social, sua preocupação precisa incluir segurança digital. Oriente sua filha a não enviar fotos íntimas, endereço, localização ou informações pessoais, e a desconfiar de pedidos de segredo. Se a outra pessoa for significativamente mais velha, pressioná-la sexualmente ou tentar afastá-la de você, isso precisa de intervenção imediata.
Se algum encontro presencial for cogitado, você deve participar desse planejamento e garantir que aconteça de maneira segura.
Você também pode precisar de tempo para organizar seus próprios sentimentos. Não há problema em dizer: “Isso é novo para mim, mas quero entender e quero que você continue confiando em mim”.
Sua filha precisa de limites compatíveis com a idade, mas também precisa sentir que não perderá seu acolhimento por causa de quem despertou o interesse dela.
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Pessoas com TDAH podem tem maior dificuldade em lembrar de avisar outras pessoas de eventos ou acont
Pessoas com TDAH podem tem maior dificuldade em lembrar de avisar outras pessoas de eventos ou acontecimentos importantes? Se sim o que pode se fazer para melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O TDAH pode dificultar bastante esse tipo de situação.
Você pode até lembrar do evento em si, mas esquecer uma segunda etapa importante: “eu preciso avisar outra pessoa sobre isso”. Essa tarefa depende de funções executivas como planejamento, memória de trabalho e memória prospectiva, que é a capacidade de lembrar de fazer algo no futuro no momento certo.
Por isso, pode acontecer de você pensar “depois eu aviso”, se envolver com outra coisa e só lembrar quando já passou o momento adequado. Isso não significa necessariamente falta de consideração, mas também não significa que você precise aceitar os esquecimentos como inevitáveis.
A estratégia mais eficaz costuma ser tirar essa responsabilidade da memória. Sempre que possível, avise imediatamente. Se não puder, crie um lembrete específico, não apenas “evento às 18h”, mas “avisar fulano sobre o evento”. Você também pode criar uma regra pessoal: toda vez que marcar, cancelar ou alterar algo que afete outra pessoa, comunicar antes de encerrar aquela tarefa.
Calendário, alarmes, listas e rotinas fixas funcionam como uma espécie de “memória externa” e costumam ajudar bastante.
Se esse problema está causando conflitos frequentes, vale trabalhar exatamente esse comportamento no tratamento: identificar em que ponto da sequência você costuma esquecer e construir um sistema que torne o aviso quase automático.
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Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…