Perguntas do paciente (218)
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O que é Análise Existencial e Conflitos Internos? .
O que é Análise Existencial e Conflitos Internos? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A Análise Existencial é uma abordagem da psicologia que olha para o ser humano de forma profunda, considerando não apenas sintomas ou comportamentos, mas o sentido da vida, a liberdade de escolher e a responsabilidade que temos diante da nossa própria existência. Ela busca compreender como cada pessoa lida com questões fundamentais da vida: quem sou eu, qual é o sentido do que faço, como me relaciono com os outros, como lido com a finitude. É uma forma de terapia que ajuda a enxergar o ser humano em sua totalidade, valorizando a autenticidade e a busca por significado.
Já os Conflitos Internos são aqueles embates que vivemos dentro de nós mesmos. Muitas vezes queremos duas coisas ao mesmo tempo e elas se contradizem, ou sentimos que aquilo que desejamos não combina com aquilo que acreditamos ser o “certo”. Esses conflitos podem gerar ansiedade, culpa, insegurança e até sintomas físicos. Na psicoterapia, eles são vistos como oportunidades de crescimento: ao olhar para esses impasses, a pessoa pode compreender melhor suas necessidades, seus limites e encontrar caminhos mais conscientes para viver.
Unindo as duas ideias: a Análise Existencial ajuda justamente a dar lugar a esses conflitos internos, trazendo compreensão e sentido. Em vez de tentar “eliminá-los”, o trabalho é integrá-los de maneira que a vida fique mais autêntica e coerente com quem você é.
Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica. Espero ter ajudado a refletir.
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Ultimamente tenho tido muitos pensamentos intrusivos, pensamentos indesejados. As vezes tenho tido m
Ultimamente tenho tido muitos pensamentos intrusivos, pensamentos indesejados. As vezes tenho tido medo e me preocupado até com o que vou falar pra não ser mal interpretado.
Por exemplo: será que a pessoa entendeu o que eu falei? Será que não entendeu e vai ficar chateada comigo?
Além disso tenho tido muitos medo de algumas situações, tenho evitado está em lugares com muitas pessoas, pois já fico imaginando se alguém olhar muito pra mim já fico com medo, pensando: será que essa pessoa está pensando contra mim?
É como se eu estivesse sempre muito observador, e com tudo me preocupo.
Já tomo medicamento pra TAG DULOXETINA 60 mg, já faz duas semanas.
O que pode está acontecendo comigo? Esse medo irracional?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, entendo o quanto é complexo lidar com esses sintomas, vamos refletir sobre o que está acontecendo.
O que você descreve — pensamentos intrusivos, medo de ser mal interpretado, preocupação constante com a reação das pessoas e a tendência a evitar lugares movimentados — mostra um estado de alerta elevado. É como se sua mente estivesse sempre tentando prever o que os outros vão pensar ou sentir a seu respeito, o que gera insegurança, medo e uma sensação de vigilância constante. Esse funcionamento está muito ligado à ansiedade: o corpo e a mente reagem como se houvesse um perigo real, mesmo quando não existe.
Os pensamentos intrusivos, por sua vez, são comuns em quadros ansiosos. Eles aparecem de forma automática, repetitiva e indesejada, trazendo dúvidas e interpretações negativas. No seu caso, parece haver uma mistura entre o medo de julgamento e a busca de certezas — será que me entenderam? será que pensaram mal de mim? — e isso aumenta ainda mais a angústia.
Você já está em tratamento medicamentoso, e é importante lembrar que a medicação, como a duloxetina, leva algumas semanas para apresentar efeitos mais consistentes. Mas o tratamento não se resume apenas ao remédio: a psicoterapia é fundamental para ajudar a identificar esses padrões, compreender de onde eles vêm e desenvolver estratégias para lidar com eles de forma mais saudável.
Na terapia, trabalhamos justamente para que você consiga reconhecer esses pensamentos como parte de um processo ansioso, sem tratá-los como verdades absolutas. Técnicas de respiração, atenção plena e mudanças no padrão de pensamento ajudam a reduzir essa sensação de ameaça constante. Aos poucos, você pode se sentir mais seguro, diminuindo tanto o medo irracional quanto a necessidade de se observar o tempo todo.
O que está acontecendo não significa que você esteja “perdendo o controle”, mas sim que sua mente está reagindo de forma exagerada diante da ansiedade. Com acompanhamento psicológico e continuidade do tratamento, é possível encontrar mais equilíbrio e recuperar a confiança no seu modo de estar no mundo.
Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica. Espero ter te ajudado nesse momento.
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Quais são os sinais de que a crise existencial está impactando a saúde mental?
Quais são os sinais de que a crise existencial está impactando a saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é importante pensar quando algo que faz parte da vida passa a virar disfunção — vamos entender um pouco melhor. Uma crise existencial, em si, é um movimento humano de perguntar pelo sentido, pelos valores e pelos caminhos; ela vira problema quando começa a corroer o teu cotidiano. Sinais de alerta: a sensação persistente de vazio ou perda de sentido que não alivia com descanso; ruminação contínua (“e se…?”) que ocupa horas do dia; indecisão paralisante e medo de escolher por “errar para sempre”; queda de energia e prazer nas coisas que antes te alimentavam; irritabilidade, culpa ou autocrítica rígida; afastamento das pessoas importantes; alterações de sono e apetite; corpo sempre em alerta (taquicardia, aperto no peito) sem motivo concreto; uso de trabalho, telas, álcool ou comida para anestesiar; e impacto claro no funcionamento (atrasos, tarefas acumuladas, abandono de compromissos). Sinais vermelhos: desesperança (“nada faz sentido, nada vai mudar”), ideias de autolesão ou de “sumir”, e perda de contato com a própria realidade/identidade — nesses casos, é essencial buscar ajuda imediata.
Como cuidar? Na terapia, a gente organiza três frentes: 1) dar nome ao conflito (o que em mim está em choque? valores, desejos, lealdades?); 2) reconstruir sentido no concreto do dia a dia (pequenas ações alinhadas a valores, mesmo com dúvida); 3) regular o corpo para que a mente possa pensar melhor (respiração lenta, rotina de sono, movimento). Pode haver situações em que um acompanhamento médico complemente o processo — especialmente se os sintomas estiverem intensos ou persistentes. Enquanto isso, um passo prático: escolha um valor-guia para esta semana (ex.: cuidado, honestidade, presença) e faça diariamente um gesto pequeno coerente com ele; registre como se sentiu antes e depois. Se a desesperança aparecer, não caminhe só: procure apoio profissional e avise alguém de confiança.
Espero ter ajudado a refletir. Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.
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Qual a relação entre Fatores de Proteção e Saúde Mental?
Qual a relação entre Fatores de Proteção e Saúde Mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Fatores de proteção são condições internas e externas que reduzem o impacto do estresse e diminuem a probabilidade de adoecimento mental. Eles não eliminam dificuldades, mas funcionam como amortecedores emocionais.
Na prática, duas pessoas podem atravessar a mesma situação — uma separação, uma demissão, um luto — e reagirem de formas muito diferentes. A diferença, muitas vezes, está nos fatores de proteção disponíveis.
Podemos organizá-los em três grandes dimensões:
1. Fatores individuais
Incluem habilidades de regulação emocional, autoestima estável, capacidade de resolver problemas, flexibilidade cognitiva e senso de propósito.
Por exemplo: uma pessoa que consegue reconhecer o que está sentindo e pedir ajuda tende a elaborar melhor uma frustração do que alguém que reprime emoções e se isola.
2. Fatores relacionais
Rede de apoio, vínculos seguros, relações familiares menos críticas e mais acolhedoras, amizades consistentes.
Ter ao menos uma relação em que se possa falar com honestidade já é um potente fator protetivo. O isolamento prolongado, ao contrário, aumenta vulnerabilidade.
3. Fatores contextuais e estruturais
Condições de moradia, acesso a saúde, estabilidade financeira mínima, ambiente de trabalho menos abusivo, oportunidades educacionais. O contexto influencia diretamente o nível de estresse crônico ao qual a pessoa está exposta.
Na perspectiva psicológica, fatores de proteção fortalecem a resiliência — a capacidade de atravessar adversidades sem ruptura significativa do funcionamento psíquico.
É importante compreender que saúde mental não é ausência de problemas. É a capacidade de enfrentar problemas com recursos internos e externos suficientes.
E esses recursos podem ser desenvolvidos.
A psicoterapia, por exemplo, amplia fatores de proteção ao:
– Fortalecer autoconhecimento
– Desenvolver regulação emocional
– Reorganizar padrões relacionais
– Estimular autonomia e tomada de decisão
Quando ampliamos fatores de proteção, diminuímos a probabilidade de que situações difíceis evoluam para quadros mais graves, como depressão, ansiedade intensa ou esgotamento.
Portanto, a relação entre fatores de proteção e saúde mental é direta: quanto maior o repertório de suporte, vínculo, consciência e organização interna, maior a capacidade de manter equilíbrio mesmo diante de desafios.
Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, e espero ter ajudado você a refletir.
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Como posso ser mais assertivo e menos reativo nos meus relacionamentos?
Como posso ser mais assertivo e menos reativo nos meus relacionamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ser mais assertivo e menos reativo não significa “engolir” o que sente.
Também não significa falar tudo de qualquer jeito.
Reatividade é quando você responde no impulso.
Assertividade é quando você responde com consciência.
No cotidiano, isso aparece em situações simples.
Seu parceiro faz um comentário que te incomoda.
Você se sente criticado e, antes de perceber, já responde com ironia:
“Ah, claro, você é perfeito, né?”
Ou no trabalho: alguém questiona sua ideia na reunião e você interrompe, fala mais alto ou fica o resto do dia remoendo.
A reatividade costuma vir de algo mais profundo: sensação de ataque, medo de desvalorização, necessidade de se defender. O corpo ativa antes da mente organizar.
Para ser mais assertivo, o primeiro passo é perceber o gatilho.
O que exatamente me ativou? Foi o tom? Foi a sensação de injustiça? Foi algo antigo que tocou ali?
Segundo passo: criar um pequeno intervalo.
Às vezes é uma respiração mais lenta. Às vezes é dizer:
“Eu preciso pensar sobre isso e a gente conversa depois.”
Esse espaço impede que a emoção dirija a conversa.
Terceiro: falar a partir de si, não contra o outro.
Em vez de:
“Você nunca me escuta.”
Experimente:
“Quando você olha o celular enquanto eu falo, eu me sinto ignorada.”
Assertividade envolve três elementos:
Clareza sobre o que você sente.
Responsabilidade pela própria emoção.
Respeito pelo outro.
Em relacionamentos, ser menos reativo também significa revisar padrões.
Você aprendeu que precisava se defender rápido para não ser diminuído?
Cresceu em um ambiente onde quem falava mais alto ganhava?
Ou costuma guardar tudo e depois explodir?
A psicoterapia ajuda justamente nisso: identificar os gatilhos, regular o sistema emocional e construir uma comunicação mais madura.
Ser assertivo não é vencer discussões.
É preservar o vínculo sem se abandonar.
No fim, a pergunta é:
Estou reagindo para me proteger ou estou respondendo para construir?
Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, e espero ter ajudado você a refletir.
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Qual o primeiro passo para intervir em um comportamento disruptivo?
Qual o primeiro passo para intervir em um comportamento disruptivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos pensar um pouco sobre qual é o primeiro passo para intervir em um comportamento disruptivo. Esse tipo de desafio pode acontecer tanto em crianças e adolescentes quanto em adultos, e o ponto de partida é sempre o mesmo: observar e compreender antes de agir. O primeiro passo é mapear o contexto em que o comportamento surge — quais situações servem de gatilho, como a pessoa reage e de que forma o ambiente responde. Essa análise permite diferenciar se se trata de uma reação pontual, ligada a estresse, frustração ou dificuldades emocionais, ou se já configura um padrão persistente que exige maior atenção clínica. A partir dessa compreensão, é possível estruturar intervenções que unam acolhimento, clareza nos limites e estratégias consistentes de manejo. Não se trata apenas de “controlar” o comportamento, mas de criar condições para que a pessoa desenvolva recursos internos mais maduros de regulação emocional e relação. Quando há alinhamento entre família, parceiros, equipe de trabalho ou rede de apoio, a mudança se torna mais possível e sustentável. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Como funciona Escala de Avaliação de Transtornos de Comportamento Disruptivos para Pais e Professore
Como funciona Escala de Avaliação de Transtornos de Comportamento Disruptivos para Pais e Professores ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos pensar um pouco sobre como funciona a Escala de Avaliação de Transtornos de Comportamento Disruptivos para Pais e Professores. Esse instrumento foi criado para ajudar na observação sistemática dos comportamentos da criança em diferentes contextos. A proposta é simples, mas muito valiosa: pais e professores preenchem a escala a partir daquilo que percebem no dia a dia — como episódios de desobediência, irritabilidade, agressividade, dificuldade em seguir regras ou manter a atenção. Cada item é pontuado em termos de frequência e intensidade, o que permite identificar se os comportamentos fazem parte de uma variação do desenvolvimento ou se já apontam para um padrão mais persistente, que merece atenção clínica. O diferencial dessa escala é considerar múltiplas fontes de informação, porque o comportamento pode variar bastante entre casa e escola. Assim, ela auxilia o psicólogo a reunir dados objetivos, comparar percepções e planejar intervenções mais adequadas. Não é uma ferramenta que substitui a avaliação clínica, mas que a complementa, oferecendo um retrato mais amplo e detalhado. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Como os transtornos de comportamento disruptivo são tratados?
Como os transtornos de comportamento disruptivo são tratados?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos pensar um pouco sobre como os transtornos de comportamento disruptivo são tratados. O tratamento não é único nem padronizado, porque cada pessoa traz sua própria história, contexto familiar e formas de lidar com o mundo. Em geral, o processo combina psicoterapia, orientação familiar e, quando necessário, acompanhamento médico. A psicoterapia ajuda a identificar padrões emocionais, fortalecer recursos internos e desenvolver estratégias de regulação do comportamento. O trabalho com a família é igualmente fundamental, já que muitas vezes a reorganização das relações e dos limites cria um ambiente mais estável e favorável ao crescimento. Em alguns casos, especialmente quando há TDAH associado ou sintomas mais intensos, a avaliação psiquiátrica pode indicar o uso de medicação para auxiliar na atenção, no controle da impulsividade ou na regulação do humor. O mais importante é compreender que o tratamento é um caminho de construção conjunta, que busca não apenas reduzir sintomas, mas ampliar possibilidades de vida saudável e relações mais equilibradas. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Como os transtornos de comportamento disruptivo são diagnosticados?
Como os transtornos de comportamento disruptivo são diagnosticados?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos pensar um pouco sobre esse tema que tem múltiplos pontos de vista: os transtornos de comportamento disruptivo. O diagnóstico não se resume a dar um nome ao que a pessoa vive, mas a compreender um conjunto de sinais que afetam sua vida emocional, social e familiar. Esse processo começa pela escuta clínica e pela história de vida, entendendo quando os comportamentos surgiram, em quais contextos aparecem e de que forma prejudicam vínculos, escola, trabalho ou rotina. Além disso, usamos critérios técnicos descritos em manuais como o DSM-5 e a CID, que ajudam a diferenciar quadros como TDAH, Transtorno Opositivo Desafiador e Transtorno de Conduta. Também é essencial considerar relatos de diferentes fontes, como família e escola, e descartar outras condições que possam estar associadas, como ansiedade, depressão, dificuldades de aprendizagem ou questões médicas. Mais do que rotular, o diagnóstico deve orientar intervenções que apoiem o desenvolvimento saudável, ampliem recursos internos e reorganizem caminhos de vida. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Quais são as psicoterapias alternativas para traumas?
Quais são as psicoterapias alternativas para traumas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos conversar um pouco sobre as psicoterapias alternativas para traumas. Quando falamos em trauma, não falamos apenas de lembranças difíceis, mas de marcas emocionais que ficam registradas no corpo, na mente e nas relações. Além das psicoterapias tradicionais, existem abordagens que podem ser complementares no cuidado. A terapia sistêmica, por exemplo, ajuda a compreender como o trauma se inscreve nas relações familiares e de casal, revelando padrões que se repetem e abrindo espaço para novas formas de vínculo. Já a psicanálise oferece um mergulho no inconsciente, permitindo elaborar conteúdos que não estão acessíveis de forma direta. A psicoterapia focal, por sua vez, concentra-se em experiências emocionais específicas, ajudando a acessar sentimentos intensos e a desenvolver recursos de enfrentamento. Existem ainda abordagens integrativas, como técnicas de respiração, relaxamento e consciência corporal, que podem ser associadas para reduzir a intensidade das respostas físicas do trauma. Cada caminho, isolado ou combinado, busca transformar a dor em experiência elaborada e reorganizar a vida a partir de um lugar de maior clareza e cuidado. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Gostaria de saber quais são as abordagens da terapia sistêmica ?
Gostaria de saber quais são as abordagens da terapia sistêmica ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos conversar um pouco sobre as abordagens da terapia sistêmica. Essa forma de cuidar da saúde emocional nasceu do encontro entre diferentes teorias e, ao longo do tempo, foi se diversificando em caminhos complementares. A abordagem estrutural, de Minuchin, foca na organização familiar, nos papéis e nos limites, ajudando a criar maior clareza entre gerações. A abordagem estratégica, de Haley e Madanes, busca compreender os jogos relacionais e propor intervenções diretas que rompam ciclos repetitivos. A abordagem comunicacional, inspirada em Watzlawick e no grupo de Palo Alto, destaca os padrões de comunicação e como eles mantêm ou transformam os vínculos. Já a abordagem construtivista e narrativa amplia o olhar para as histórias que cada um conta sobre si e sobre a família, valorizando a reconstrução de significados. Além dessas, a terapia sistêmica incorporou elementos fenomenológicos e intergeracionais, entendendo como experiências de gerações anteriores influenciam o presente. Cada uma dessas abordagens oferece lentes diferentes, mas todas compartilham a mesma essência: olhar para as relações como espaço de transformação. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Quais são as Técnicas da psicoterapia sistêmica ? .
Quais são as Técnicas da psicoterapia sistêmica ? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos conversar um pouco sobre as técnicas da psicoterapia sistêmica. Diferente de uma abordagem focada apenas no indivíduo, a terapia sistêmica utiliza recursos que ampliam o olhar para os vínculos e padrões de interação. Entre as técnicas mais conhecidas está o genograma, que organiza graficamente a história familiar, revelando repetições, alianças e conflitos entre gerações. Há também a reestruturação familiar, que trabalha a reorganização de papéis e limites dentro do sistema, favorecendo relações mais equilibradas. A prescrição de tarefas é outra ferramenta importante: o terapeuta propõe pequenas experiências fora da sessão para romper ciclos repetitivos e estimular novas formas de relação. A técnica da circularidade se manifesta em perguntas que conectam diferentes pontos de vista, ajudando cada pessoa a compreender como participa do processo. Além disso, a ressignificação de narrativas permite que histórias marcadas por dor sejam revisitadas e reconstruídas de forma mais saudável. Essas técnicas, aplicadas com sensibilidade e clareza, não buscam encontrar culpados, mas criar possibilidades de mudança real dentro dos vínculos. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Quais são os benefícios da terapia sistêmica para indivíduos e grupos?
Quais são os benefícios da terapia sistêmica para indivíduos e grupos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos pensar um pouco sobre os benefícios da terapia sistêmica para indivíduos e grupos. A proposta dessa abordagem é olhar para a pessoa não apenas de forma isolada, mas inserida em seus vínculos — família, casais, grupos sociais e de trabalho. Para o indivíduo, o benefício está em compreender como suas histórias, relações e padrões influenciam seu modo de sentir e agir. Isso amplia o autoconhecimento, fortalece a autonomia e favorece novas formas de se posicionar diante da vida. Já nos grupos, a terapia sistêmica possibilita reorganizar a comunicação, reduzir conflitos, criar espaços de reconhecimento mútuo e desenvolver maior empatia entre os participantes. Essa forma de olhar ajuda a quebrar ciclos repetitivos de tensão, trazendo mais clareza e possibilidade de transformação. Em vez de buscar culpados, a terapia sistêmica foca em entender os movimentos das relações e em como cada pessoa pode contribuir para mudanças reais. É um trabalho que promove crescimento, vínculos mais saudáveis e maior equilíbrio emocional. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Qual a diferença entre Terapia interpessoal (TIP) e Psicoterapia Psicodinâmica?
Qual a diferença entre Terapia interpessoal (TIP) e Psicoterapia Psicodinâmica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos conversar um pouco sobre a diferença entre a Terapia Interpessoal (TIP) e a Psicoterapia Psicodinâmica. A TIP é uma abordagem breve e focal, criada inicialmente para o tratamento da depressão. Seu foco principal está nas relações atuais da pessoa e em como dificuldades interpessoais — como luto, conflitos, mudanças de papéis ou isolamento — influenciam diretamente seu estado emocional. É uma terapia estruturada, com tempo delimitado, que busca melhorar a comunicação, fortalecer vínculos e aliviar sintomas a partir da reorganização dos relacionamentos presentes. Já a psicoterapia psicodinâmica tem raízes na psicanálise e trabalha de forma mais ampla e profunda, explorando conteúdos inconscientes, padrões de repetição, mecanismos de defesa e a forma como experiências passadas moldam o modo de viver e se relacionar. Diferente da TIP, ela pode ser de médio ou longo prazo, permitindo uma elaboração mais extensa dos conflitos internos. Em resumo, enquanto a TIP é direta e focada nas relações atuais, a psicodinâmica amplia o olhar para a história de vida e para os processos inconscientes que sustentam o sofrimento. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Quais são as características de pensar sistemicamente?
Quais são as características de pensar sistemicamente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos pensar um pouco sobre as características de pensar sistemicamente. Esse modo de compreender o mundo parte da ideia de que ninguém existe de forma isolada, mas sempre em relação com outros e dentro de contextos maiores. Pensar sistemicamente é observar os vínculos, perceber como cada comportamento gera respostas e como as interações se retroalimentam. É reconhecer que, em vez de uma causa única, muitas vezes os fenômenos resultam de múltiplas influências que se conectam em rede. Outra característica é a circularidade: não buscamos culpados, mas entendemos os movimentos do relacionamento e como cada pessoa participa do processo. Também consideramos a busca por equilíbrio — a homeostase — que pode manter padrões saudáveis ou disfuncionais. Pensar sistemicamente, portanto, é ampliar o olhar, incluir diferentes perspectivas, valorizar o contexto e compreender que toda mudança individual impacta o coletivo. Essa forma de pensar nos convida a trabalhar com mais clareza, empatia e responsabilidade nas relações. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Quais são as bases teóricas da Terapia Familiar Sistêmica? .
Quais são as bases teóricas da Terapia Familiar Sistêmica? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos pensar um pouco sobre as bases teóricas da Terapia Familiar Sistêmica. Essa abordagem nasceu do encontro entre a teoria geral dos sistemas, a cibernética e os estudos sobre comunicação humana. A ideia central é que ninguém existe isolado: somos parte de redes de relações, e nossos comportamentos fazem sentido dentro desse contexto. A teoria dos sistemas nos mostra que cada mudança em um membro da família repercute nos demais, como em um organismo vivo. A cibernética trouxe a noção de circularidade — em vez de causa e efeito lineares, há interações recíprocas que se alimentam. Já a teoria da comunicação, especialmente os estudos de Watzlawick e colegas, revelou como os padrões comunicacionais mantêm ou transformam vínculos. Com o tempo, a terapia familiar sistêmica incorporou também aportes da psicanálise, da fenomenologia e das práticas construtivistas, tornando-se uma abordagem ampla e flexível. Mais do que técnicas, ela propõe um olhar relacional, atento aos vínculos, às narrativas e às possibilidades de mudança. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Quais são os principais conceitos da teoria dos sistemas na terapia familiar?
Quais são os principais conceitos da teoria dos sistemas na terapia familiar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos pensar um pouco sobre os principais conceitos da teoria dos sistemas aplicados à terapia familiar. Quando olhamos para uma família de forma sistêmica, entendemos que ela funciona como um organismo vivo, onde cada membro influencia e é influenciado pelos demais. Um dos conceitos centrais é o de totalidade: o todo é maior do que a soma das partes, e o que acontece com um membro repercute em todos. Outro ponto é a circularidade, que substitui a ideia de causa e efeito linear; em vez de perguntar “quem começou?”, investigamos como cada comportamento alimenta o outro em um ciclo contínuo. Há também a homeostase, que descreve a tendência dos sistemas a buscar equilíbrio, mesmo que isso mantenha padrões problemáticos. E o conceito de equifinalidade, que nos lembra que diferentes caminhos podem levar ao mesmo resultado, abrindo espaço para múltiplas possibilidades de mudança. Esses princípios ajudam a compreender que os sintomas individuais são expressões de dinâmicas relacionais mais amplas. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Quanto tempo dura uma sessão de terapia sistêmica?
Quanto tempo dura uma sessão de terapia sistêmica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos pensar um pouco sobre quanto tempo dura uma sessão de terapia sistêmica. Na prática clínica que eu realizo, cada encontro dura em média de 50 a 60 minutos, podendo acontecer tanto on-line quanto presencialmente. As sessões podem ser individuais, de casal ou familiares, de acordo com a necessidade de cada processo. Mas não é só a duração do encontro que importa — também é preciso considerar o tempo de percurso. Se cada sessão dura uma hora, quatro encontros em um mês representam quatro horas dedicadas ao cuidado terapêutico. Em geral, a frequência é de uma vez por semana, mas o número total de atendimentos depende muito da profundidade dos temas, dos objetivos traçados e do momento de vida em que a pessoa ou grupo se encontra. Há processos mais breves, de três meses, com cerca de 12 encontros, e outros mais longos, que podem se estender por um ano ou mais. A terapia sistêmica, nesse sentido, não é uma fórmula pronta: é um espaço vivo, que se organiza conforme a realidade de cada paciente, casal ou família. Cada sessão é menos sobre a contagem dos minutos e mais sobre a qualidade do encontro, sobre como compreender os vínculos, reconhecer padrões e abrir espaço para mudanças possíveis. O que orienta o processo é sempre a clareza de que cada história merece tempo e cuidado singulares. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Quem pode se beneficiar da terapia sistêmica? .
Quem pode se beneficiar da terapia sistêmica? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos pensar um pouco sobre quem pode se beneficiar da terapia sistêmica. Essa abordagem não é restrita apenas a famílias ou casais em conflito, mas pode ajudar qualquer pessoa ou grupo que deseje compreender melhor seus vínculos e transformar padrões de relação. Indivíduos podem se beneficiar quando percebem que suas dificuldades emocionais se conectam com a forma como se relacionam, seja no trabalho, nos laços afetivos ou na família de origem. Casais encontram nesse espaço a possibilidade de revisar a comunicação, fortalecer a intimidade e lidar com crises de forma mais construtiva. Famílias podem ampliar a compreensão de dinâmicas que envolvem gerações, diferenças de papéis e desafios cotidianos. Grupos de trabalho ou instituições também podem se beneficiar ao aprender a lidar com conflitos, reorganizar funções e construir cooperação. A terapia sistêmica, portanto, alcança qualquer contexto em que as relações importam — e isso significa praticamente todos nós. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Como funciona a Terapia Sistêmica na prática? .
Como funciona a Terapia Sistêmica na prática? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, vamos conversar um pouco sobre como funciona a terapia sistêmica na prática. Diferente de outras abordagens que olham apenas para o indivíduo isolado, a terapia sistêmica amplia o olhar para os vínculos e os padrões que se repetem nas relações. Na prática, as sessões têm em média 50 a 60 minutos e podem ser individuais, de casal ou familiares, realizadas on-line ou presencialmente. O foco não está em encontrar culpados, mas em compreender como cada pessoa participa das interações e como essas dinâmicas influenciam o modo de viver. O terapeuta atua como um facilitador, trazendo perguntas que abrem novas perspectivas, ressignificam histórias e permitem reorganizar vínculos. Essa forma de trabalho se apoia em conceitos centrais da teoria dos sistemas, como a ideia de que o todo é maior que a soma das partes, que as interações são circulares e que mudanças em um membro reverberam no conjunto. O processo pode ser breve ou prolongado, dependendo da profundidade dos temas e do momento de vida. O essencial é que cada encontro seja um espaço vivo de reflexão e transformação. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
Perguntas frequentes
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Faço uso de haldol decanoato duas ampolas de mês em mês e me sinto bem nos primeiros 15 dias, logo d
É possível usar o decanoato a cada 15 dias sim, mas seu médico tem que verificar…