Perguntas do paciente (218)

  • Gosto de imaginar minha mulher com outro isso me excita mas tenho medo de por .em pratica isso e nor

    Gosto de imaginar minha mulher com outro isso me excita mas tenho medo de por .em pratica isso e normal

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Você não está sozinho nesse tipo de fantasia — ela é mais comum do que se imagina. O nome técnico para esse tipo de excitação é cuckold ou hotwife, dependendo das dinâmicas, e faz parte do vasto espectro da sexualidade humana. Mas o mais importante aqui não é se isso é “normal”, e sim o que isso representa emocionalmente para você e para a relação.

    Vamos destrinchar isso com calma:

    O que pode estar por trás dessa fantasia?
    1. Excitação com o proibido – O imaginário do “tabu” muitas vezes ativa zonas de desejo ligadas à adrenalina e à transgressão.
    2. Validação do desejo pela parceira – Ver o outro sendo desejado pode acionar um sentimento paradoxal de posse e admiração.
    3. Dinâmicas de poder e entrega – Algumas fantasias envolvem jogar com vulnerabilidade, controle, ciúme ou mesmo inversões de papéis.
    4. Busca por intensidade emocional – Às vezes, a fantasia aparece como uma forma de sair da monotonia, buscando algo que provoque.

    E o medo de colocar em prática?

    Esse medo é absolutamente sinal de lucidez emocional. Não é só sobre sexo — é sobre impacto emocional, vínculos, confiança, autoestima e possíveis consequências irreversíveis. É sábio sentir receio antes de cruzar certas fronteiras íntimas.

    Perguntas que podem te ajudar a refletir:
    • O que exatamente me excita nessa cena imaginária? É o ato? O olhar dela? O ciúme?
    • Essa fantasia envolve alguma dor emocional para mim depois do prazer?
    • Eu a dividiria com alguém sem me sentir traído, diminuído ou trocado?
    • Já conversei com ela sobre isso de forma aberta e cuidadosa?

    Microação possível:

    Antes de cogitar qualquer prática, comece por um diálogo íntimo e seguro com sua parceira. Fantasias podem ser acolhidas, reinterpretadas, simuladas de forma segura ou mesmo ajustadas em algo que preserve o vínculo e o respeito mútuo. O mais erótico pode estar no compartilhar do desejo, não necessariamente na execução literal.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica com mais de 20 anos de experiência, especialista em saúde mental, terapia de casais e sexualidade humana. Agradeço sua confiança em trazer esse tema tão delicado e profundo aqui comigo. Espero ter ajudado você a abrir portas para reflexões importantes e novas possibilidades, sempre com cuidado e respeito pelas suas emoções e pelo vínculo com a pessoa que você escolheu para dividir sua intimidade. Conte comigo para continuar caminhando nessa jornada de autoconhecimento e conexão.


  • Olá sou casada mãe de três,nunca tive orgasmo,na terceira filha liguei daí perdi totalmente a vontad

    Olá sou casada mãe de três,nunca tive orgasmo,na terceira filha liguei daí perdi totalmente a vontade de transar não sei o que fazer tenho raiva de ter relação e meu parceiro reclama muito.quando, tenho relação sinto dor de queimação por dentro o que devo fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, Antes de tudo: você não está sozinha, e o que você sente é legítimo. Vamos com calma, porque o que você está passando tem múltiplas camadas — físicas, emocionais, afetivas e existenciais.

    Vamos organizar juntas os pontos mais importantes que você trouxe:
    1. Você é casada e mãe de três filhos: sua identidade como mulher foi absorvida por muitos papéis exigentes — o de mãe, esposa, cuidadora.
    2. Nunca teve orgasmo: isso indica uma história de sexualidade possivelmente marcada por ausência de autoconhecimento, diálogo e prazer.
    3. Após a laqueadura (ligadura), perdeu a libido e sente raiva de transar: seu corpo mudou, e isso impactou diretamente seu desejo.
    4. Sente dor em forma de queimação durante a relação: isso pode ser um sinal físico importante, como ressecamento vaginal, atrofia vaginal ou disfunção relacionada à saúde hormonal e emocional.
    5. Seu parceiro reclama muito: há um peso emocional e talvez até cobrança que não acolhe sua dor, só aumenta sua culpa ou solidão.

    Reflexões essenciais pra você agora:
    1. Dor não é normal
    Sentir dor na relação sexual (queimação) precisa de avaliação médica com ginecologista ou uroginecologista, de preferência alguém com escuta humanizada. Seu corpo está dizendo que algo não vai bem, e isso não é frescura. Pode envolver hormônios, falta de lubrificação, questões emocionais ou tudo isso junto.

    2. Desejo não é automático
    Depois da maternidade e de mudanças hormonais (como a ligadura), o corpo e a mente mudam. O desejo precisa ser nutrido, cultivado, redescoberto — especialmente se nunca houve prazer real antes. E ninguém consegue desejar o que sempre foi fonte de dor ou obrigação.

    3. Sua história sexual importa
    Nunca ter tido um orgasmo é um alerta de que sua sexualidade talvez tenha sido silenciada ou centrada na performance pro outro. Vamos mudar isso? Começar um processo de autoconhecimento corporal, com cuidado, paciência e respeito ao seu tempo, é libertador.

    4. Raiva não é falta de amor
    A raiva de transar pode ser um grito do corpo e da alma que estão exaustas, sentindo-se usadas, invisíveis, não respeitadas. E isso pode gerar muita frustração com o parceiro, principalmente se ele não consegue te escutar.

    Caminhos possíveis agora:
    1. Consulta ginecológica especializada
    Peça um acompanhamento com foco em:
    • Dor na relação (dispareunia)
    • Avaliação hormonal pós-ligadura
    • Alterações da libido
    • Ginecologia integrativa, se possível

    2. Psicoeducação sobre sexualidade feminina
    Busque por materiais simples e potentes sobre:
    • Anatomia do prazer feminino
    • Como se reconectar com o corpo sem culpa
    • Desejo e prazer para além do “ter que transar”

    3. Conversa firme e amorosa com seu parceiro
    Mas essa só depois que você se fortalecer mais. Ele precisa ouvir de você que cobrança e reclamação não ajudam — só afastam. O desejo feminino nasce do afeto, do cuidado, da conexão emocional. Não da pressão.

    4. Espaço só seu
    Você precisa de um refúgio interno, um tempo para cuidar de si, se escutar, talvez com apoio terapêutico ou em uma roda de mulheres. Pode ser até um grupo online de apoio.

    Claro, aqui está um parágrafo de conclusão para fechar com acolhimento, força e direcionamento:

    Conclusão:
    Você merece uma vida íntima que seja boa para você — com prazer, com respeito, com escuta verdadeira. O que você está vivendo não é culpa sua, nem uma falha sua como mulher, mãe ou esposa. É um chamado do seu corpo e da sua história pedindo cuidado, reconhecimento e transformação. O primeiro passo é voltar para si, com coragem e gentileza, entendendo que o seu prazer importa, sua saúde importa, e você não precisa enfrentar isso sozinha. Caminhar em direção ao autoconhecimento é também uma forma de se libertar. E você pode começar agora. Estou com você.
    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em saúde mental, sexualidade humana e terapeuta de casais. Espero ter ajudado!


  • Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conex

    Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conexão um com o outro. Conversas, olhares e outras coisas nem se fala.
    Somos dois estranhos morando na mesma casa, eu vivendo para o trabalho e ela para nosso filho.
    Já falamos algumas vezes sobre separação mas nunca conseguimos chegar a um senso comum.
    Não há mais demonstrações de carinho, afeto, atenção e gratidão entre nós.
    Pensar em separação se torna complexo pois temos um filho juntos. Em nossa relação estamos tristes como casal, eu realmente não estou feliz com essa situação e acredito que ela também não.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá. A chegada de um filho costuma ser um dos momentos mais transformadores na vida de um casal. Junto com a alegria e a responsabilidade de cuidar de um bebê, também surgem mudanças profundas na rotina, no cansaço físico, nas prioridades e na forma como cada um se percebe dentro da relação. Não é incomum que, nos primeiros meses após o nascimento, o casal sinta uma perda de conexão, como se duas pessoas que antes estavam próximas passassem a funcionar mais como parceiros de tarefa do que como companheiros afetivos.

    Na psicologia, entendemos que esse período exige uma reorganização emocional muito grande. Muitas vezes a mãe fica completamente voltada para o bebê, o que é natural nesse início, enquanto o outro parceiro pode se sentir mais ligado ao trabalho ou às responsabilidades externas. Aos poucos, se o casal não encontra momentos para conversar, se olhar e se reconhecer novamente, pode surgir essa sensação de distância que você descreve, como se fossem dois estranhos dentro da mesma casa.

    Isso não significa necessariamente que o amor acabou, mas pode indicar que a relação precisa ser reorganizada nesse novo momento da vida. Um filho muda a dinâmica do casal, e muitas vezes é preciso reaprender a ser parceiros, redescobrir formas de diálogo, retomar pequenos gestos de cuidado e reconstruir a intimidade que antes existia.

    A terapia de casal pode ajudar muito nesse processo, porque cria um espaço seguro para que os dois possam falar sobre frustrações, cansaços, expectativas e também sobre o que ainda desejam construir juntos. Às vezes o casal precisa elaborar o luto da relação como era antes e aprender a construir uma nova forma de vínculo dentro dessa nova fase da família.

    Quando há tristeza, distância e dúvidas sobre continuar ou não, é importante tentar compreender o que cada um ainda sente, o que ainda é possível reconstruir e quais caminhos fazem mais sentido para os dois — sempre lembrando que cuidar da relação entre os pais também é uma forma de cuidar do ambiente emocional em que o filho cresce.

    Espero ter ajudado você a refletir.
    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.


  • Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá. As relações interpessoais têm um papel muito importante na saúde mental porque nós, seres humanos, nos desenvolvemos e nos organizamos emocionalmente em relação aos outros. Ter vínculos (sejam familiares, amizades, parceiros ou colegas) cria um espaço de troca, reconhecimento e apoio que ajuda a sustentar o nosso equilíbrio emocional.

    No cotidiano isso aparece de formas simples. Por exemplo, quando você passa por um dia difícil no trabalho e pode conversar com alguém de confiança, essa conversa muitas vezes já diminui a tensão. Ou quando uma pessoa se sente vista, escutada e respeitada dentro de uma relação, isso fortalece a autoestima e o sentimento de pertencimento.

    Por outro lado, relações muito conflituosas, distantes ou marcadas por falta de diálogo podem gerar estresse, insegurança e solidão emocional. Não significa que as relações precisam ser perfeitas (todo vínculo tem diferenças e conflitos) mas a forma como as pessoas conversam, se apoiam e negociam essas diferenças faz muita diferença para o bem-estar psicológico.

    Na psicologia, entendemos que vínculos saudáveis funcionam como fatores de proteção para a saúde mental. Eles ajudam a pessoa a lidar melhor com dificuldades da vida, a regular emoções e a encontrar sentido nas experiências do dia a dia.

    Espero ter ajudado você a refletir.
    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.


  • Como os problemas familiares afetam a saúde mental?

    Como os problemas familiares afetam a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, vamos refletir juntas. Quando falamos de problemas familiares, estamos falando do espaço onde a gente aprendeu, desde cedo, a amar, a confiar e a se reconhecer. Se esse ambiente foi marcado por críticas, brigas, silêncio ou ausência de apoio, é natural que isso deixe marcas na forma como nos sentimos hoje: insegurança, ansiedade, tristeza, dificuldade de confiar ou até de se relacionar de forma mais leve. Em situações ainda mais delicadas, como rejeição, manipulação ou violência, o impacto pode ser ainda mais profundo, trazendo feridas que acompanham a vida adulta. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que essas experiências não determinam quem você é para sempre. Na terapia, podemos olhar para essa história com cuidado, entender como ela influencia sua vida agora e encontrar caminhos para reorganizar suas emoções, estabelecer limites mais saudáveis e construir relações mais maduras. Esse processo não apaga o que aconteceu, mas dá novos significados e devolve a sensação de escolha e de liberdade no presente.

    Espero ter ajudado a refletir.
    Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.


  • Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    Desejaria de saber qual é a diferença do psicólogo e do psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, essa é uma pergunta muito importante e que pode ajudar bastante na hora de buscar apoio.

    O psicólogo e o psiquiatra têm formações diferentes, mas ambos trabalham a partir da escuta. O psiquiatra, por ser médico, está atento não só ao que você conta, mas também aos aspectos biológicos e químicos que podem estar envolvidos no sofrimento. Ele pode prescrever medicamentos quando necessário, mas isso não significa que sua função se resume a remédios. O psiquiatra também conversa, faz perguntas, escuta sua história e, a partir daí, propõe intervenções que ajudam a organizar o tratamento.

    O psicólogo, por sua vez, tem como principal ferramenta a escuta qualificada e as técnicas terapêuticas. Ele se dedica a compreender como você se relaciona consigo mesmo e com os outros, como seus padrões emocionais se repetem, e ajuda a encontrar novas formas de lidar com o que está acontecendo. Além disso, o psicólogo estuda profundamente a psicopatologia, o que permite compreender diagnósticos psiquiátricos e atuar em conjunto com o médico, sempre cuidando da dimensão subjetiva e relacional da pessoa.

    O mais importante é entender que os dois não se excluem: pelo contrário, se complementam. Muitas vezes, o tratamento ganha mais força quando há essa parceria. Enquanto o psiquiatra pode estabilizar sintomas intensos com a medicação, o psicólogo ajuda a elaborar os significados, a reorganizar a vida emocional e a desenvolver recursos internos. É a integração dessas duas perspectivas que costuma trazer mais clareza e resultados duradouros.

    No fim das contas, tanto o psicólogo quanto o psiquiatra estão ali para te ouvir, compreender e apoiar. Cada um, a seu modo, ajuda a abrir caminhos para que você se sinta melhor.

    Espero ter ajudado a refletir.
    Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.


  • Quando devo procurar um médico para tratar da saúde mental?

    Quando devo procurar um médico para tratar da saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Essa é uma pergunta importante, porque muita gente só procura ajuda quando já está muito sobrecarregada — e não precisa ser assim.

    Cuidar da saúde mental não é só para momentos extremos. É também sobre perceber quando algo já está passando do seu limite interno.

    De forma prática, você pode considerar procurar um profissional quando:

    1. O que você sente começa a se repetir com frequência
    Ansiedade constante, tristeza recorrente, irritação, medo… não são mais episódios isolados, mas um padrão.

    2. Isso começa a interferir na sua vida
    Dificuldade para dormir, trabalhar, se concentrar, se relacionar ou tomar decisões. A vida vai ficando mais pesada de sustentar.

    3. Você percebe mudanças em você
    Pode ser no humor, na energia, no apetite, no interesse pelas coisas. Às vezes a pessoa diz: “eu não estou me reconhecendo”.

    4. Seus pensamentos ficam difíceis de manejar sozinho
    Pensamentos intrusivos, preocupações excessivas, culpa, medo constante ou sensação de estar sempre em alerta.

    5. O corpo começa a falar alto
    Sintomas físicos sem causa médica clara, como palpitação, falta de ar, tensão, cansaço constante. Muitas vezes é a ansiedade se manifestando.

    6. Você sente que está no seu limite
    Mesmo que “nada grave tenha acontecido”, mas por dentro você sente que não está dando conta.

    Agora, tem um ponto importante:
    Você não precisa esperar “ficar muito mal” para procurar ajuda.

    A psicoterapia entra como um espaço de organização interna, de entendimento do que você está vivendo e de construção de recursos emocionais. Já o médico psiquiatra pode avaliar quando há necessidade de medicação, principalmente quando os sintomas estão mais intensos ou persistentes.

    Talvez uma pergunta simples possa te ajudar a se orientar:
    Eu estou conseguindo lidar com o que eu sinto sozinho, ou já está difícil demais?

    Se a resposta for que está difícil, isso já é um bom motivo para buscar ajuda.

    Cuidar da saúde mental é também uma forma de se antecipar, não só de remediar.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica. Espero ter te ajudado a refletir.


  • Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de

    Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de passar mal, e ouvir sobre doenças é um gatilho para crise, achando que pode desenvolver essa doença a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Quando a ansiedade aparece de forma mais intensa, o corpo e a mente entram em um estado de alerta, como se houvesse um perigo real acontecendo. Só que, na maioria das vezes, esse perigo não está no ambiente — ele está sendo antecipado internamente.

    O cérebro, tentando proteger você, começa a buscar sinais de ameaça. E o corpo vira um dos principais focos dessa atenção. Sensações que antes passariam despercebidas — como um batimento mais forte, um leve desconforto, uma tontura — passam a ser interpretadas como possíveis sinais de algo grave.

    É aí que começa um ciclo: você sente algo no corpo, interpreta como risco, isso aumenta a ansiedade, e a ansiedade intensifica ainda mais as sensações físicas. O que era apenas uma resposta natural do organismo passa a parecer um problema de saúde.

    Ouvir sobre doenças funciona como um gatilho porque ativa essa mesma lógica de antecipação. A mente tenta prever: “E se isso acontecer comigo?”. Não como uma possibilidade distante, mas como uma ameaça iminente. E, nesse momento, o corpo já responde como se estivesse em perigo.

    Existe também um aspecto importante ligado à necessidade de controle. A saúde representa algo que, quando ameaçado, gera muita vulnerabilidade. Então a mente tenta se antecipar para evitar o pior. Só que, ao fazer isso de forma constante, acaba mantendo você em um estado de vigilância contínua.

    Talvez valha se perguntar, com calma: o quanto você tem se sentido seguro no seu próprio corpo? E o quanto essa preocupação é uma tentativa de evitar algo que você sente que não conseguiria lidar?

    Aprender a diferenciar sensação de interpretação é um passo importante. Nem tudo que você sente no corpo é um sinal de doença. Muitas vezes é apenas o próprio corpo respondendo à ansiedade.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica. Espero ter te ajudado a refletir.


  • Minha esposa tem 68 anos e diz que acabou tudo, não tem mais orgasmo. Isto é verdade ou é para evit

    Minha esposa tem 68 anos e diz que acabou tudo, não tem mais orgasmo.
    Isto é verdade ou é para evitar sexo?
    Não sei mais nada?
    Me responda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Você está vivendo um momento delicado e cheio de camadas. Vamos com calma, mas com verdade:

    Não, não é verdade que “acabou tudo”. Mas é possível — e até comum — que, após a menopausa, muitas mulheres passem por mudanças hormonais, físicas e emocionais que afetam o desejo sexual e a resposta ao prazer. Isso não significa que o prazer se tornou impossível, mas sim que talvez precise ser ressignificado e redescoberto.

    Agora, o que você trouxe tem três possíveis camadas:



    1. Fisiologia: O corpo dela mudou
    • A menopausa reduz a lubrificação vaginal, a elasticidade dos tecidos e, às vezes, a sensibilidade. Mas tudo isso pode ser cuidado — com orientação médica, ginecológica e psicossocial adequada.
    • Algumas mulheres sentem menos desejo por conta de dor, vergonha ou crenças antigas (como a ideia de que “sexo é coisa de jovem”).



    2. Psicodinâmica: Ela pode estar se protegendo
    • Quando uma mulher diz “acabou tudo”, pode estar expressando frustração, tristeza, rejeição anterior, sensação de invisibilidade, medo do envelhecimento ou mesmo cansaço afetivo.
    • Também pode ser uma forma inconsciente de proteger-se de algo que a machuca (como a sensação de obrigação sexual ou falta de conexão emocional real).



    3. O vínculo: Vocês dois ainda se veem?
    • Mais do que sexo, talvez o que esteja “acabado” seja o sentir-se desejada, vista, valorizada.
    • Muitas vezes, mulheres nessa fase desejam mais toque, conversa, afeto e cumplicidade do que o ato em si. Mas se não há isso, o corpo também silencia.



    O que você pode fazer de verdade?

    1. Pare de interpretar como rejeição pessoal. Comece a perguntar com calma e curiosidade:
    “O que você sente quando pensa em carinho, prazer, toque?”

    2. Dê espaço para ela contar sua verdade. Não pressione. Às vezes, a negação do orgasmo é só o sintoma, não a causa.

    3. Considere uma conversa com terapeuta sexual juntos. Não para “resolver o sexo”, mas para entender o que o desejo significa hoje para vocês.

    4. Foque no vínculo, não só no orgasmo. O desejo pode voltar, mas ele é consequência de um ambiente emocional seguro, divertido e íntimo.


    Claro, Betânia! Aqui está uma sugestão para o parágrafo de encerramento com a sua assinatura, mantendo o tom acolhedor, claro e profissional:

    Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica, terapeuta de casais e especialista em sexualidade humana. Espero ter contribuído com reflexões que ajudem você a compreender melhor esse momento e a encontrar caminhos possíveis — com afeto, escuta e respeito mútuo. Falar sobre o que sentimos, especialmente quando o assunto é desejo e intimidade, exige coragem. E é sempre uma honra poder escutar essas histórias de vida tão reais e humanas. Obrigada por confiar e compartilhar.


  • Meu marido se masturba e vê pornografia com muita frequência. Acaba atrapalhando a nossa relação. É

    Meu marido se masturba e vê pornografia com muita frequência. Acaba atrapalhando a nossa relação. É normal isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, Entendo que a frequência com que seu marido se masturba e vê pornografia está afetando a relação de vocês. Vamos explorar alguns pontos importantes sobre esse tema.

    -Pornografia e Vício:

    O consumo frequente de pornografia pode, em alguns casos, levar a um comportamento viciante. O vício em pornografia pode causar alterações no cérebro semelhantes às observadas em outros tipos de vícios, afetando os circuitos de recompensa e prazer. Isso pode resultar em uma necessidade crescente de consumir mais pornografia para obter o mesmo nível de excitação, o que pode prejudicar a vida sexual e emocional do indivíduo.

    - Consequências na Vida Sexual:

    O vício em pornografia pode levar a disfunções sexuais, como dificuldades em alcançar a excitação ou o orgasmo com o parceiro. Além disso, a pornografia pode criar expectativas irreais sobre o sexo, que podem ser difíceis de serem atendidas na vida real. Isso pode gerar frustração e insatisfação no relacionamento.

    - Impacto na Relação do Casal:

    Para o casal, o vício em pornografia pode criar um afastamento emocional e físico. A parceira pode se sentir negligenciada ou rejeitada, o que pode afetar a autoestima e a percepção de intimidade no relacionamento. É fundamental que ambos os parceiros estejam dispostos a conversar sobre suas necessidades e preocupações de maneira aberta e honesta.

    # Lidando com a Questão da Pornografia:

    1. Conscientização: O primeiro passo é reconhecer o impacto que a pornografia está tendo na vida sexual e emocional. É importante que seu marido esteja ciente dos possíveis efeitos negativos e esteja disposto a buscar ajuda, se necessário.

    2. Apoio Profissional: Procurar a ajuda de um terapeuta especializado em sexualidade pode ser extremamente benéfico. A terapia pode ajudar a identificar os gatilhos para o consumo excessivo de pornografia e desenvolver estratégias para reduzir esse comportamento.

    3. Alternativas Saudáveis: Explorar outras formas de intimidade e prazer pode ser uma boa alternativa. Focar em atividades que fortaleçam a conexão emocional e física entre vocês pode ajudar a redescobrir a intimidade no relacionamento.

    #Dinâmica do Casal:

    1. Comunicação:É essencial manter um diálogo aberto e sem julgamentos sobre a sexualidade e as expectativas de cada um. Ambos precisam se sentir ouvidos e compreendidos.

    2. Redescoberta da Sexualidade: Trabalhem juntos para redescobrir o prazer e a intimidade. Isso pode incluir experimentar novas práticas sexuais, fantasias e formas de conexão que sejam gratificantes para ambos.

    3. Autoconhecimento: Para a parceira, é importante refletir sobre suas próprias necessidades e desejos. Entender o que traz prazer e satisfação pessoalmente pode ajudar a comunicar isso de forma mais clara ao parceiro.

    4. Fortalecimento do Vínculo: Investir em atividades que fortaleçam o vínculo emocional, como passeios, hobbies compartilhados, e momentos de qualidade juntos, pode ajudar a reconstruir a conexão e a intimidade.

    Ao abordar essas questões com cuidado e empatia, vocês podem encontrar caminhos para melhorar a relação e a vida sexual de ambos. A sexualidade é uma parte vital do relacionamento, e trabalhar juntos para resolver essas questões pode fortalecer ainda mais o vínculo entre vocês.

    Estou aqui para ajudar no que for necessário.

    Atenciosamente,
    Betânia Tassis, Psicóloga


  • Olá. Eu estou enfrentando problemas de ereção há algum tempo. Detalharei abaixo: - Na maioria das

    Olá.
    Eu estou enfrentando problemas de ereção há algum tempo. Detalharei abaixo:
    - Na maioria das vezes, eu não sinto uma ereção completa de fato, apenas pela metade, o que impossibilita o ato sexual (e atrapalha até mesmo a masturbação);
    - Eu mantive um relacionamento por seis anos, apesar de serem constantes as relações, eu sentia, algumas vezes, o mesmo que descrevi acima;
    - Eu consumi pornografia por muitos anos, há cerca de dois meses que deixei o hábito de lado;
    - Às vezes percebo que a vontade ou o desejo sexual também diminuíram;
    Estou tentando maneiras de solucionar isso sem utilizar medicações, mas tem sido bem difícil.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá,
    Primeiramente, gostaria de reconhecer a sua coragem em falar abertamente sobre as dificuldades que tem enfrentado com a disfunção erétil. A compreensão e o reconhecimento dos seus sintomas já é um passo importante no caminho para encontrar soluções.

    #Validação dos pontos mencionados:

    1. Ereção incompleta: É muito comum que problemas de ereção parcial afetem a qualidade da vida sexual e até a prática da masturbação. Isso pode estar relacionado a diversos fatores, incluindo físicos, emocionais ou comportamentais.

    2. Consumo de pornografia: O uso prolongado de pornografia pode, sim, impactar a resposta sexual, levando a uma diminuição da sensibilidade e, por vezes, criando expectativas irreais sobre o sexo. A sua decisão de deixar de consumir pornografia é um passo positivo e que pode ajudar na resensibilização do seu desejo sexual.

    3. Diminuição do desejo sexual: É natural que problemas de ereção causem uma redução na vontade ou desejo sexual, criando um ciclo de frustração e ansiedade. Esse ciclo pode ser difícil de quebrar sem o suporte adequado.

    #Sugerindo alternativas:

    1. Terapia Sexual: Considerar a ajuda de um terapeuta sexual pode ser extremamente benéfico. Este profissional pode ajudá-lo a explorar as causas subjacentes dos seus sintomas e desenvolver estratégias para melhorar a função erétil e o desejo sexual.

    2. Técnicas de Relaxamento e Mindfulness: Práticas como a meditação, respiração profunda e o mindfulness podem ajudar a reduzir a ansiedade de desempenho e melhorar a conexão com o próprio corpo durante a atividade sexual.

    3. Exercícios Físicos: Manter-se ativo fisicamente pode melhorar a circulação sanguínea e a saúde cardiovascular, ambos cruciais para uma ereção saudável. Exercícios específicos para fortalecer o assoalho pélvico também podem ser úteis.

    4. Comunicação Aberta com o Parceiro: Conversar abertamente com o seu parceiro sobre os seus sentimentos e dificuldades pode aliviar parte da pressão que você sente e criar um ambiente de apoio mútuo.

    5. Consulta Médica: Embora você prefira evitar medicações, é importante descartar causas físicas. Uma consulta com um urologista pode fornecer insights valiosos e, se necessário, discutir opções de tratamento que não envolvam medicamentos, como dispositivos de assistência erétil.

    6. Exploração de Novas Formas de Intimidade: Expandir a definição de sexualidade para além da penetração pode ajudar a reduzir a pressão sobre o desempenho e aumentar a conexão emocional e física.

    Lembre-se, você não está sozinho nessa jornada. Há muitas opções disponíveis, e buscar ajuda profissional pode fazer uma grande diferença na sua qualidade de vida.
    Espero que essas sugestões possam ser úteis para você. Se precisar de mais alguma coisa ou tiver outras questões, estou à disposição.

    Atenciosamente,
    Betânia Tassis, Psicóloga


  • Minha namorada se sente inferior, como se ela não fosse "boa o suficiente" pra estar comigo. Ela diz

    Minha namorada se sente inferior, como se ela não fosse "boa o suficiente" pra estar comigo. Ela diz que se sente me privando de um relacionamento bom, e que estou acorrentado a ela, que é "doente"
    Já tentei dizer pra ela começar acompanhamento psicológico mas ela diz que isso não vai resolver e que esse pensamento não vai mudar.
    O que eu posso fazer pra resolver essa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, vamos refletir. Quando sua namorada diz que não é “boa o suficiente” ou que você está preso a ela, isso revela uma dor interna dela, não uma verdade sobre a relação. Muitas vezes, esse sentimento vem de inseguranças antigas, baixa autoestima ou experiências que marcaram a forma como ela se enxerga. O problema é que, quando essa percepção toma conta, o vínculo do casal passa a ser vivido mais pela insegurança do que pelo afeto.

    Você já fez um movimento importante ao sugerir acompanhamento psicológico. Se ela resiste dizendo que “não vai adiantar”, isso pode estar ligado justamente à sensação de desesperança que a acompanha. Nesse momento, mais do que insistir, é importante você mostrar, de forma firme e afetiva, que está na relação por escolha, não por obrigação, e que reconhece o valor dela. Isso não resolve tudo, mas ajuda a abrir espaço para que ela perceba que não é um peso para você.

    Ao mesmo tempo, é fundamental cuidar de si. Estar em um relacionamento onde o outro constantemente se desvaloriza pode gerar cansaço, impotência e até culpa. Você pode apoiar, mas não tem como assumir sozinho a responsabilidade de “curá-la”. Estabelecer limites saudáveis é essencial: acolher, sim, mas também mostrar que precisa de equilíbrio na relação.

    Se ela ainda resistir a buscar ajuda, você pode procurar um espaço terapêutico individual para lidar melhor com essa situação e não carregar esse peso sozinho. Assim, você fortalece sua posição e, quem sabe, isso inspire nela a abertura para o próprio cuidado.

    Espero ter ajudado a refletir.
    Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.


  • Tenho 55 anos, estou com parseiro a dois anos, não consigo ter orgasmo mais,as vezes eu finjo,mas me

    Tenho 55 anos, estou com parseiro a dois anos, não consigo ter orgasmo mais,as vezes eu finjo,mas me sinto mal com isso, isso é normal por causa da idade,já passei da menopausa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Entendo que você está passando por um momento difícil em relação à sua vida sexual e quero oferecer algumas orientações que podem ajudar.

    Após a menopausa, é comum que muitas mulheres experimentem mudanças significativas na sexualidade. Isso se deve às alterações hormonais que ocorrem durante essa fase da vida. A diminuição dos níveis de estrogênio pode causar secura vaginal e reduzir a sensibilidade, o que pode tornar mais difícil atingir o orgasmo.

    Uma abordagem inicial importante é continuar explorando o seu corpo. Dedique tempo para descobrir quais tipos de toque e estimulação ainda são agradáveis para você. Pode ser útil experimentar novas técnicas e posições que talvez não tenha considerado antes. A introdução de brinquedos sexuais também pode proporcionar novas formas de prazer.

    A comunicação aberta com seu parceiro é essencial. É importante que você se sinta à vontade para falar sobre suas dificuldades e explorar juntos novas maneiras de criar intimidade e prazer. Isso pode incluir tentar novas abordagens e ser paciente com o processo de redescoberta sexual.

    Além disso, considerar a terapia hormonal pode ser uma opção válida. Muitas mulheres encontram alívio nos sintomas da menopausa e uma melhoria na libido através de tratamentos hormonais. Converse com seu médico sobre essa possibilidade para entender se é uma opção adequada para você.

    Buscar a ajuda de um terapeuta sexual também pode ser muito benéfico. Eles são especializados em questões de sexualidade e podem oferecer estratégias específicas e personalizadas para ajudar a melhorar sua vida sexual. Um terapeuta pode trabalhar com você para identificar bloqueios e desenvolver um plano para superá-los.

    Práticas de relaxamento e mindfulness também podem ser úteis. Técnicas de respiração e meditação podem ajudar a reduzir a ansiedade e aumentar a conexão com seu corpo, tornando a experiência sexual mais relaxada e prazerosa.

    Finalmente, continuar se educando sobre a sexualidade na menopausa pode fornecer novas perspectivas e normalizar suas experiências. Existem muitos recursos disponíveis que podem oferecer informações valiosas e ajudar a dissipar qualquer mito ou medo que você possa ter.

    Lembre-se de que a sexualidade é uma jornada contínua e que cada passo em direção ao autoconhecimento e à comunicação é valioso. Permita-se explorar essa jornada com paciência e carinho consigo mesma.

    Estou aqui para ajudar no que for necessário.

    Atenciosamente,
    Betânia Tassis, Psicóloga


  • Bom dia! Ultimamente, tenho percebido uma exaustão depois de socializar com alguém, seja essa pessoa

    Bom dia! Ultimamente, tenho percebido uma exaustão depois de socializar com alguém, seja essa pessoa um amigo ou minha família. Após a interação preciso de um tempo sozinha pra me recompor. Gosto muito de ler, assistir séries/filmes, escutar música e até mesmo estudar, mas tem vezes que não consigo fazer nada disso, então coloco algo que já vi na televisão e me afundo nas timelines infinitas. Depois de socializar com alguém, até mesmo só de ver a pessoa, preciso de 2 ou 3 dias pra me recuperar. Já é o terceiro dia que não vou pra escola, sinto que fico mais confortável estudando de casa do que com várias pessoas ao meu redor, tenho a sensação que estão me julgando. Isso é normal? Devo procurar algum médico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Bom dia! O que você está sentindo é muito válido e mais comum do que parece, embora cada história tenha sua singularidade. Vamos organizar isso em partes, de forma segura e sem pressa:

    1. Exaustão Social: Um Sinal, Não Um Defeito

    A sensação de exaustão após socializar pode ser indício de várias possibilidades — e nenhuma delas precisa ser rotulada como “errada” de imediato. Pode ter relação com:
    • Altos níveis de empatia: captar demais o clima emocional do ambiente.
    • Sensibilidade sensorial ou emocional: sons, olhares, gestos e interações drenam sua energia.
    • Necessidade de processamento interno: você “digere” o que vive internamente e precisa de silêncio para isso.

    Isso se intensifica se você tem uma estrutura mais introspectiva ou reflexiva — algo que em testes como o MBTI aparece em perfis como INFP, INFJ, ISFP, por exemplo.

    2. O Fato de Precisar de Dias Pra Se Recuperar

    Isso indica que seu sistema de regulação emocional está sobrecarregado. Seu corpo e mente estão tentando se proteger — talvez até de um acúmulo anterior de estresse social ou emocional.

    Esse cansaço não é “preguiça” ou “drama”. É um pedido de recalibração interna.

    3. Quando Você Fica “Travada” e Vai para as Timelines

    Isso revela um ponto importante: você tem prazer em atividades significativas (como ler, estudar, ouvir música), mas há momentos em que entra num estado de desligamento. Isso pode ser um mecanismo automático para lidar com a sobrecarga. Não é errado, mas pode ser um alerta de que seu sistema está no modo “evitar para sobreviver”, não no modo “viver com autonomia”.

    4. O Medo de Julgamento na Escola

    Sentir-se julgada pode vir de experiências passadas, inseguranças internas ou de um ambiente de fato hostil. É importante avaliar se esse medo é:
    • Interno (insegurança, autocrítica elevada)
    • Externo (pessoas que reforçam esse medo com olhares, falas, exclusões)

    Esse medo constante é um fator que alimenta a exaustão. O sistema emocional fica em “alerta de ameaça” o tempo todo.

    5. O Que Isso Indica? É Normal?

    É compreensível, não é frescura, não é loucura, mas sim um sinal de que algo em sua organização emocional e social precisa de cuidado.

    “Normal” não significa “fácil” ou “bom”. Muitos vivem isso em silêncio. O importante é não naturalizar o sofrimento como algo que “deveria ser assim”.

    6. Devo Procurar Um Médico ou Profissional?

    Sim, buscar um psicólogo (preferencialmente com experiência em ansiedade social, regulação emocional e orientação vocacional) pode te ajudar a:
    • Mapear os gatilhos do esgotamento
    • Fortalecer seu senso de segurança interna
    • Criar estratégias de enfrentamento mais leves e consistentes

    Você não precisa esperar piorar para buscar apoio. O que você sente já merece escuta e acolhimento agora.

    Microação Pra Hoje
    Experimente escrever uma carta (sem intenção de enviar) para você mesma, com o título:
    “O que eu gostaria de poder dizer sem medo de ser julgada.”

    Isso ajuda a nomear o que está preso, aliviar a mente e começar um movimento interno de reconexão.

    É fundamental lembrar que falar sobre isso já é, por si só, um gesto de coragem e cuidado. O que você sente importa — e abrir espaço para nomear essas sensações é o primeiro passo para compreendê-las com mais gentileza e profundidade. Não se trata de encaixar sua experiência em um rótulo, mas de se permitir ser escutada de um jeito que talvez nunca tenha acontecido antes.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em terapia sistêmica, saúde mental e sexualidade. Trabalho há mais de 20 anos ajudando pessoas a reconhecerem suas potências mesmo nos momentos mais difíceis. Acredito profundamente que falar desses temas abertamente — como exaustão social, medo do julgamento e o silêncio interno que às vezes nos paralisa — não só nos fortalece, como também cria caminhos para que outras pessoas se identifiquem, busquem apoio e saibam que não estão sozinhas. Quando a gente se permite se escutar com verdade, começa também a encontrar formas mais saudáveis e possíveis de viver o próprio mundo com mais autonomia, leveza e sentido.


  • Olá Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando a

    Olá

    Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando acontece algo, meu nome vai estar envolvido.
    As vezes tenho sonhos que fui demitido e voltei a trabalhar no meu antigo emprego, ou que fui demitido.
    Como lidar com isso?
    Essa sensação de que sempre é sobre mim ou eu fiz algo de errado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Essa sensação que você descreve é mais comum do que parece — e costuma estar muito mais ligada ao que acontece dentro de você do que, de fato, ao que está acontecendo no ambiente.

    Quando a ansiedade aumenta, o nosso cérebro entra em um modo de “hipervigilância”. Ele tenta prever problemas, evitar erros e proteger você de uma possível rejeição ou perda (como o medo de ser demitido). Só que, nesse processo, ele começa a interpretar sinais neutros como ameaças.

    É como se a sua mente dissesse o tempo todo:
    “E se for comigo?”
    “E se eu tiver feito algo errado?”
    “E se estiverem falando de mim?”

    Percebe que não é uma certeza — é uma antecipação?

    E os sonhos que você tem vão na mesma direção. Eles mostram que existe uma preocupação interna com segurança, pertencimento e reconhecimento no trabalho.

    Agora, vamos organizar isso de forma prática:

    1. Diferencie sensação de realidade
    Nem tudo que você sente é um fato.
    Quando vier esse pensamento, tente se perguntar:
    “Eu tenho evidência real disso ou estou imaginando um cenário?”

    2. Observe o padrão de responsabilização
    Você tende a puxar tudo para você — como se fosse sempre o centro do problema.
    Isso pode estar ligado a uma cobrança interna alta ou medo de errar.

    3. Nomeie o que está por trás
    Geralmente não é só “medo de estarem falando de mim”.
    Pode ser:
    – medo de rejeição
    – medo de não ser suficiente
    – medo de perder estabilidade

    Quando você nomeia, você entende melhor o que está sentindo.

    4. Crie um ponto de apoio na realidade
    Pergunte-se:
    “O que, de fato, aconteceu hoje no trabalho?”
    Traga sua mente para fatos concretos, não para hipóteses.

    5. Cuide do corpo também
    Ansiedade não é só pensamento.
    Respiração mais lenta, pausas ao longo do dia, e até pequenas caminhadas ajudam a reduzir esse estado de alerta.

    Tem um ponto importante aqui:
    Essa sensação de que “tudo é sobre mim” não significa ego — muitas vezes significa insegurança tentando se proteger.

    Talvez valha você se perguntar com calma:
    Em que momento da sua vida eu aprendi que posso estar errado ou ser responsabilizado com facilidade?
    O quanto eu me sinto seguro hoje no meu trabalho, de verdade?

    Se isso começa a se repetir com frequência ou te desgastar, conversar com um psicólogo pode te ajudar a entender a raiz disso com mais profundidade e te dar mais segurança interna.

    Você não precisa viver em estado de alerta o tempo todo.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica. Espero ter te ajudado a refletir.


  • Porque quando nós mulheres quando tocam na ponta do mamilo da tesão?

    Porque quando nós mulheres quando tocam na ponta do mamilo da tesão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Excelente pergunta — direta, honesta e cheia de potência para explorar algo fundamental: o corpo como território de descoberta, prazer e expressão emocional.

    Por que a ponta do mamilo pode gerar tesão nas mulheres?
    1. Alta concentração de terminações nervosas
    A aréola e a ponta do mamilo estão entre as regiões mais sensíveis do corpo feminino, com milhares de terminações nervosas. Isso as torna áreas erógenas — ou seja, que podem gerar excitação sexual quando estimuladas.
    2. Conexão com o cérebro (hipotálamo e sistema límbico)
    Estimular os mamilos ativa regiões cerebrais também ativadas durante a estimulação genital — como o hipotálamo e o sistema límbico (envolvido nas emoções e no prazer). Ou seja, o corpo entende esse toque como parte de uma experiência erótica completa.
    3. Relação com a amamentação e cuidado
    Para muitas mulheres, o seio é também um símbolo de vínculo, nutrição e afeto. Há um entrelaçamento emocional e afetivo — e isso influencia a forma como o corpo responde ao toque. Sexualidade não é só física, é simbólica.
    4. Condicionamento erótico e histórico afetivo
    Cada pessoa tem um “mapa do prazer” que vai se formando com experiências ao longo da vida. Se em algum momento houve uma experiência positiva envolvendo a estimulação dos seios, o corpo pode passar a associar essa área com tesão. É aprendizado emocional e corporal.
    5. Hormônios e oxitocina
    O toque nos mamilos pode liberar oxitocina, o hormônio do afeto e da conexão — o mesmo que é liberado durante o orgasmo, o parto e a amamentação. Isso intensifica a sensação de prazer e vínculo.

    Reflexão prática: você conhece seus pontos de prazer?

    Muitas mulheres nunca exploraram o próprio corpo com curiosidade amorosa, sem vergonha ou culpa. A sexualidade feminina ainda é muito silenciada, moralizada ou desconectada do prazer genuíno.

    Você pode experimentar:
    • Se tocar com diferentes tipos de pressão e temperatura.
    • Observar que tipo de toque ativa mais desejo.
    • Integrar esse conhecimento com a autoestima, não só com o sexo em si.

    Claro! Aqui está a versão ajustada com seu nome completo:

    É realmente interessante quando perguntas simples nos abrem portas tão profundas de autoconhecimento. Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em sexualidade humana e terapeuta de casais. Acredito que cada descoberta sobre o próprio corpo é também um reencontro com a própria história, desejos e possibilidades de prazer. Agradeço por essa oportunidade de refletir juntas — e espero ter contribuído para fortalecer esse percurso que, ao que tudo indica, já começou: o caminho corajoso de se conhecer e se permitir.


  • É normal o marido querer só oral ou masturbação? Tem dias que sinto vontade mas ele quer apenas isso

    É normal o marido querer só oral ou masturbação? Tem dias que sinto vontade mas ele quer apenas isso, daí termina, ele goza e pronto. Já questionei e ele afirmou que gosta de variar. Isso acontece com os outros homens tbm?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! A sua pergunta toca em camadas profundas de desejo, reciprocidade, comunicação sexual e também sobre como o vínculo afetivo se expressa na intimidade. Vamos por partes:

    1. É normal?

    “Normal” na sexualidade é um conceito amplo — o que é funcional e saudável para um casal pode ser incômodo e frustrante para outro. O ponto central é: está sendo bom para você? Está gerando conexão ou distanciamento?.

    Se você está se sentindo deixada de lado, usada ou pouco considerada nas suas vontades, isso merece atenção. O corpo e o desejo de uma mulher não são palco de conveniência, são um lugar de encontro, troca, afeto e prazer mútuo.

    2. Só oral ou masturbação como regra?

    Homens podem, sim, gostar de variar práticas — sexo não é só penetração. Mas quando isso vira a única forma, com frequência, e não leva em conta o que você sente ou quer, o nome disso é assimetria sexual. E não é só sobre o ato em si, é sobre o lugar que você ocupa nessa dança.

    3. “Ele goza e pronto” — isso fala de vínculo

    Sexo saudável é feito de presença, cuidado mútuo, escuta corporal. Se ele finaliza o ato apenas com o próprio orgasmo, sem se importar com o seu prazer ou conexão emocional, o que se constrói aí é um script solitário — mesmo a dois.

    4. “Isso acontece com outros homens também?”

    Sim, acontece — mas não deveria ser naturalizado. Muitos homens carregam scripts sexuais baseados em performance, descarga rápida, ou evitamento de intimidade emocional. Às vezes, é uma defesa. Outras, é pura negligência com o outro.

    5. Como lidar? Algumas microações:
    • Dê nome ao que você sente. Não apenas “tristeza” ou “raiva”, mas tente nomear: “Me sinto usada”, “desconectada”, “não vista”.
    • Converse fora do momento do sexo. Com calma, traga o que você deseja, sente falta e o que gostaria de construir.
    • Repare se há espaço para você. Ele te escuta de verdade? Há mudança depois das conversas? Ou tudo volta ao mesmo padrão?
    • Atenção para o vínculo emocional. Como está a intimidade fora do sexo? Cumplicidade, carinho, escuta?

    Essas são questões importantes e delicadas — e talvez estejam apenas no início de um caminho de escuta, renegociação e reconstrução do vínculo. Agradeço por você trazer esse tema com tanta honestidade: abrir esse tipo de conversa é também um ato de cuidado consigo e com a relação. Que essa reflexão seja o primeiro passo para escolhas mais conscientes, respeitosas e verdadeiras com o que você sente.

    Com escuta e presença,
    Betânia Tassis
    Psicóloga Clínica | Especialista em Sexualidade Humana, Terapia Sistêmica e Terapia de Casais


  • É normal sentir o braço dormente quando se tem ansiedade ou crise de pânico?

    É normal sentir o braço dormente quando se tem ansiedade ou crise de pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, vamos refletir sobre o assunto.

    Sim, é relativamente comum que pessoas em crise de ansiedade ou de pânico sintam sintomas físicos como braço dormente, formigamento, aperto no peito, dificuldade de respirar ou taquicardia. Isso acontece porque, em momentos de intensa ansiedade, o corpo libera adrenalina e outros hormônios que alteram a respiração e a circulação sanguínea. A hiperventilação (respirar rápido e superficial) pode reduzir a quantidade de dióxido de carbono no sangue, provocando alterações na sensibilidade e gerando essa sensação de dormência ou formigamento nos membros.

    Embora seja uma manifestação frequente da ansiedade, é importante não normalizar de forma absoluta sem considerar outros fatores. Por isso, sempre vale avaliar se os sintomas se repetem apenas em situações de ansiedade ou se aparecem em outros contextos. Quando os episódios são recorrentes, intensos ou causam preocupação, buscar acompanhamento psicológico e médico é fundamental. O psicólogo pode ajudar a desenvolver estratégias de regulação emocional e técnicas de respiração que reduzem o impacto físico da ansiedade.

    Espero ter ajudado a refletir.
    Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.


  • Vivo um verdadeiro impasse ! Tenho um excelente convívio c minha esposa e um péssimo convívio c min

    Vivo um verdadeiro impasse !
    Tenho um excelente convívio c minha esposa e um péssimo convívio c minha amante e um relacionamento maravilhoso c minha amante e um péssimo c minha esposa.
    Preciso me libertar de ambas, porém o difícil será me completar c alguém.
    Em q podem me alertar ou me direcionar?
    Obrigado.
    Abraço fraternal do George

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, George. Entendo que você está passando por um impasse difícil em seu relacionamento. É importante lembrar que as relações afetivas são complexas e envolvem sentimentos profundos. É compreensível que você esteja buscando direcionamento para lidar com essa situação.

    Primeiramente, é essencial refletir sobre as consequências emocionais e éticas de manter um relacionamento extraconjugal. A falta de clareza e a possibilidade de magoar todas as partes envolvidas podem gerar um ambiente de tensão e sofrimento prolongado.

    Seria valioso considerar a busca por um profissional de psicologia ou terapia de casal. Um psicólogo experiente poderá ajudá-lo a compreender melhor suas motivações, desejos e a lidar com os conflitos internos. Além disso, eles podem fornecer estratégias para tomar decisões mais conscientes e responsáveis, visando o bem-estar de todos os envolvidos.

    Explorar suas próprias emoções e necessidades é fundamental para encontrar uma resolução mais saudável. Isso pode incluir a avaliação do seu relacionamento atual, buscando compreender o que está faltando e o que você deseja encontrar em um parceiro.

    Lembre-se de que a sinceridade e a comunicação aberta são pilares essenciais em qualquer relacionamento. Ser honesto consigo mesmo e com as pessoas envolvidas permitirá que você tome decisões mais alinhadas com seus valores e objetivos pessoais.

    Lidar com uma situação complexa como essa requer tempo, paciência e autocompaixão. Não hesite em buscar apoio profissional para ajudá-lo a navegar por esse processo de forma mais saudável.


  • Quando tenho penetracao,não consigo sentir orgasmo no clitóris, quando é tocado parece q fica amorte

    Quando tenho penetracao,não consigo sentir orgasmo no clitóris, quando é tocado parece q fica amortecido ou sensível, é normal? Lembrando que eu não tive orgasmo durante a penetracao senti somente os prazeres .. Os meus órgamos é com o toque no clitóris e a penetracao junto.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Entendo sua preocupação e é importante lembrar que a experiência sexual varia muito de pessoa para pessoa. O que você está descrevendo é uma experiência relativamente comum, e muitas pessoas precisam de estimulação direta no clitóris para atingir o orgasmo. Isso não é anormal.

    A resposta sexual é influenciada por uma série de fatores, incluindo emoções, expectativas e o contexto da relação. É importante se sentir à vontade para explorar e comunicar suas necessidades com seu parceiro. Às vezes, a comunicação aberta sobre suas preferências pode melhorar a experiência sexual.

    Se você está preocupada com essa sensação de amortecimento ou sensibilidade durante a penetração, pode ser útil conversar com um profissional de saúde, como um ginecologista, para garantir que não haja problemas físicos.

    Lembre-se de que cada pessoa é única, e o importante é encontrar o que proporciona prazer e satisfação para você e seu parceiro, desde que seja consensual e mutuamente satisfatório. A psicoeducação pode ser uma ferramenta valiosa para entender melhor sua própria sexualidade e melhorar sua vida sexual.


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