Perguntas do paciente (218)

  • Como as funções executivas e a cognição social influenciam a tomada de decisão profissional?

    Como as funções executivas e a cognição social influenciam a tomada de decisão profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, vamos conversar um pouco sobre como as funções executivas e a cognição social influenciam a tomada de decisão profissional. As funções executivas são processos cognitivos que regulam nossa capacidade de planejar, organizar, inibir impulsos e manter o foco. Elas ajudam a estruturar escolhas, avaliar prós e contras e sustentar metas a médio e longo prazo. Quando bem desenvolvidas, favorecem clareza e consistência na hora de escolher uma carreira, lidar com mudanças ou persistir em projetos profissionais. Já a cognição social refere-se à habilidade de compreender emoções, intenções e comportamentos de outras pessoas, permitindo que a decisão profissional seja conectada ao contexto humano. Isso envolve perceber expectativas do mercado, interpretar dinâmicas de grupo e avaliar se determinado ambiente está alinhado a valores e relações que fortalecem o bem-estar. Na orientação vocacional, unir funções executivas e cognição social significa equilibrar razão e relação: pensar estrategicamente sobre metas e, ao mesmo tempo, considerar vínculos, pertencimento e significado. Assim, a escolha profissional deixa de ser apenas uma decisão técnica e passa a ser um caminho consciente de identidade e realização. Espero ter ajudado a clarear esse tema. Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.


  • Vim aqui pela terceira vez, sempre contando um pensamento que sempre vem na cabeça, primeiro começou

    Vim aqui pela terceira vez, sempre contando um pensamento que sempre vem na cabeça, primeiro começou que pensei que não amava mais meu namorado pq era tranquilo de mais, depois sonhei que estava apaixonada pelo meu amigo (senti nojo depois que acordei), agora depois que eu fui ver um filme com a minha amiga veio no meu pensamento "e se eu gostasse dela?", eu não sou nem bi e nem lésbica, achei isso estranho, pois ela sempre foi atenciosa, e ninguém pode ser atencioso que eu acho que já é algo pra ficar alerta, tentei deixar pra lá, mas sempre vem pra eu analisar esse pensamento, isso é tão exaustivo, sempre esses pensamentos nunca me deixam em paz e nem consigo me sentir melhor para meu namorado, ele é uma pessoa incrível, legal, leal e maravilhosa, não vejo uma vida sem ele. Esses pensamentos me parecem toc, mas não quero me autodiagnosticar, me ajudem por favor, esses pensamentos não param e nem se dissipam.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Você está descrevendo um fluxo mental que, sim, pode parecer um turbilhão — e sua exaustão é absolutamente compreensível. A primeira coisa a se afirmar com firmeza: pensamentos intrusivos não definem quem você é, o que você sente, ou o que deseja de fato. Eles são, muitas vezes, o eco de um estado interno de alerta emocional, ansiedade ou insegurança. Não o espelho da sua verdade profunda.

    Vamos por partes, com honestidade e acolhimento:

    1. “Será que eu não amo mais meu namorado porque ele é tranquilo demais?”
    Esse tipo de pensamento costuma vir quando:
    • Você está habituada com relações de intensidade, tensão ou instabilidade;
    • A tranquilidade ativa um medo profundo: “e se eu estiver me acomodando?” ou “e se isso for morno e não paixão?”;
    • Sua mente busca conflito para validar a intensidade emocional como sinal de amor.

    Aqui, vale perguntar: Você sente segurança ou tédio? Amor calmo ou desinteresse mascarado? Ou será medo de estar “enganando” ele por não sentir algo “suficientemente intenso”?

    2. “Sonhei que estava apaixonada por um amigo e senti nojo”
    Sonhos não são verdades internas absolutas. Eles são simbólicos. Muitas vezes trazem elementos que seu cérebro está tentando organizar. Você sentiu repulsa, o que já é um indicativo do seu desejo real. Mas a mente ansiosa pergunta: “e se isso for real e eu estiver negando?”

    Reflita: O que esse amigo representa? Segurança? Reconhecimento? Afeto? A atenção dele te faz sentir especial de um jeito que você sente falta? Não significa que você o deseje. Mas pode significar que há carências não nomeadas no relacionamento atual.

    3. “E se eu gostasse da minha amiga?”

    Esse pensamento veio após uma experiência de acolhimento e atenção. Novamente, o padrão se repete: você reage com confusão diante do afeto e da atenção recebida.

    Pergunta de ouro: Por que você associa atenção com alerta? Quem te ensinou que receber cuidado pode significar confusão, dívida emocional, ou risco de “se perder”?

    Sobre os pensamentos obsessivos:

    Você não está se autodiagnosticando, e fez bem em evitar isso. Mas o padrão que descreve — pensamentos repetitivos, questionadores, intrusivos, com medo constante de estar enganando os outros ou a si mesma — se parece, sim, com traços de ansiedade obsessiva relacional. Isso não é rótulo. É uma forma de pensar e sentir que pode ser reeducada.

    Você não precisa ter certeza absoluta para amar alguém. O amor se constrói e se confirma com presença, não com ausência de dúvidas.

    Microações pra começar a organizar esse turbilhão:
    1. Anote os pensamentos intrusivos. Não lute contra eles. Anote como se fossem nuvens passando. Nomeie: “Isso é um pensamento, não um fato.”
    2. Afirme sua realidade atual: “Amo meu namorado, estou segura com ele, e meu cérebro está em estado de alerta, não meu coração.”
    3. Observe os gatilhos: Momentos em que se sente mais carente, exausta, solitária ou sensível são portas de entrada para esses pensamentos.
    4. Reforce seu senso de segurança emocional. Converse com alguém de confiança, nutra a intimidade real (com afeto, toque, verdade) e não fique isolada no seu mundo mental.

    Você não está sozinha nisso — muitas pessoas, em diferentes fases dos relacionamentos, passam por esse tipo de confusão interna. Pensamentos que parecem ameaçadores ou inusitados não são sinal de desvio, mas de um sistema emocional tentando lidar com inseguranças, medos e buscas por segurança. O que você está vivendo pode ser, sim, o início de um processo mais profundo de autoconhecimento e fortalecimento da sua autoestima relacional. Não é preciso saber tudo agora. Só de você estar nomeando, buscando ajuda e observando com mais clareza, já está criando espaço para um amor mais consciente, com menos cobrança e mais presença. Às vezes, a dúvida não é sobre o amor — é sobre o medo de perder o controle. E tudo bem não ter todas as respostas de imediato. Caminhar com curiosidade e gentileza por dentro de si pode ser um começo poderoso.

    Com carinho,
    Betânia Tassis
    Psicóloga clínica, especialista em saúde mental, sexualidade e recomeços conscientes.
    @psi.simples


  • Tive contato oral com o namorado e tive crise de choro, sentimento vergonha e um choc, outro dia dep

    Tive contato oral com o namorado e tive crise de choro, sentimento vergonha e um choc, outro dia depois de começar sexo com penetraçao não consegui fazer ,senti mal com crise de choro, um pânico, fora que senti muita dor e nao senti nada dentro de mim. Foram as primeiras vezes. Isso é normal? Quais as explicações pra essas reações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Primeiro, te acolho com muito respeito e cuidado. O que você viveu não é incomum, e está longe de ser “frescura” ou “exagero”. Quando o corpo reage com choro, pânico, dor e sensação de vazio durante experiências sexuais, especialmente nas primeiras vezes, ele está gritando uma verdade emocional que talvez ainda não tenha sido traduzida em palavras.

    Aqui estão algumas chaves para compreender essas reações:
    1. Seu corpo está mais sábio que suas ideias

    Às vezes, a cabeça diz “tá tudo bem”, mas o corpo reage com alarme emocional. Isso pode acontecer quando:
    • Há insegurança emocional no vínculo (mesmo que a pessoa seja carinhosa);
    • O ato foi vivido com pressa ou expectativa de “corresponder”;
    • O corpo ainda não se sentiu seguro o suficiente para se abrir.

    2. Vergonha e choque revelam atravessamentos emocionais

    Essas emoções podem vir de:
    • Crenças sobre sexualidade (culpa, pecado, “não devia”);
    • Expectativas internalizadas (como “preciso gostar”, “não posso dizer não”);
    • Experiências passadas (inclusive sensações esquecidas ou desorganizadas);
    • Medo de se entregar sem controle ou de “perder valor”.

    3. Choro e pânico são travas de proteção

    Eles funcionam como freios emocionais e surgem quando:
    • Algo foi rápido demais;
    • Seu corpo não estava pronto;
    • Você teve que “ir junto” sem estar inteira ali;
    • Houve uma desconexão entre desejo e consentimento emocional.

    4. Dor e sensação de vazio NÃO são normais

    Na primeira vez, é possível haver algum desconforto. Mas dor forte e sensação de “não sentir nada” podem apontar para:
    • Falta de lubrificação e relaxamento (comuns em quem está ansiosa);
    • Desconexão corporal (estava presente fisicamente, mas não emocionalmente);
    • Um tipo de “anestesia emocional” que o corpo cria para se proteger.

    Reflexões que te fortalecem:
    • Você está validando suas reações — isso é maturidade emocional.
    • O corpo pede respeito, tempo e escuta. Não se força o amor, o prazer, nem a entrega.
    • Sexo seguro emocionalmente começa com acolhimento interno, comunicação aberta e consentimento integral (corpo, mente e emoção).

    Se você viveu algo parecido, saiba: não está sozinha. Seu corpo está falando, e ele merece ser ouvido com respeito. Não se apresse em “resolver” — vá com cuidado, com escuta e presença. Conversar sobre isso, buscar apoio terapêutico e construir relações onde você possa se sentir segura são passos reais de cuidado com você.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em sexualidade humana e saúde mental. Falar sobre esse tema é urgente, porque ele atravessa muitas histórias silenciosamente. Que essa conversa possa abrir caminhos — para você, e para tantas outras pessoas que estão aprendendo a se escutar com mais verdade e menos culpa. Espero ter ajudado, com carinho.


  • Não consigo ter relações sexuais com minhas minhas parceiras, sou novo tenho 20 anos e toda vez eu a

    Não consigo ter relações sexuais com minhas minhas parceiras, sou novo tenho 20 anos e toda vez eu acabo eu acabo broxando em algum momento, no nas preliminares é tudo ok, consigo ficar ereto, o problema é quando vai para penetraçao, ate consigo ter a penetraçao por um tenho e depois acontece algo e broxo. Ontem estava tudo ótimo estávamos tendo a relação normal, ate que parei para colocar a camisinha e broxei. Não entendo, eu sinto muita vontade nas preliminares mas não consigo ter uma relação completa. Eu realmente gosto da garota que eu estou e isso esta me deixando muito mal eu não sei mas oq fazer, esse sentimento de ser incapaz esta acabando comigo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, Você está trazendo algo muito importante — e, antes de qualquer coisa, quero te dizer com firmeza e respeito: você não está sozinho nisso. O que você está vivendo é mais comum do que parece, especialmente entre homens jovens. Mas o mais preocupante aqui não é só a dificuldade na relação sexual, e sim como você está interpretando isso: como se fosse prova de uma falha pessoal, como se você fosse “incapaz”. Vamos juntos desconstruir isso.

    Vamos olhar o que está acontecendo em camadas:

    1. Desejo está presente

    Você sente atração, se excita nas preliminares, tem ereção. Isso mostra que seu desejo sexual está vivo, e que fisicamente você está respondendo bem.

    2. A queda na ereção acontece em momentos críticos

    – Quando vai colocar a camisinha
    – Quando a penetração começa
    Isso sugere uma interferência do campo emocional — medo de falhar, pressão para “dar conta”, ansiedade de desempenho, expectativa de agradar.

    3. A forma como você lida com isso está pesando mais que o sintoma

    Você está interpretando esse desafio como um “defeito”, e isso alimenta um ciclo de ansiedade e autossabotagem:

    Medo de broxar → tensão → dificuldade → broxar → culpa e vergonha → mais medo na próxima vez

    Esse ciclo precisa ser quebrado com verdade, carinho próprio e reeducação emocional.

    Microações para começar a virar esse jogo:
    Descentralize a penetração
    Transforme a relação sexual em um espaço de conexão, não de performance. Sexo é um campo muito maior que o “vai ou não vai penetrar”. Amplie a ideia de prazer e vínculo.

    Converse com a parceira
    Se você gosta dela e há intimidade, traga esse tema com calma. Mostre que não se trata de falta de atração, e sim algo que você está tentando entender. Uma parceira emocionalmente madura pode ser um ponto de apoio, não de julgamento.

    Treine o corpo a responder com segurança
    Sozinho, em momentos de masturbação, experimente simular o uso da camisinha, focando em associar isso com prazer, não com pressão. Isso ajuda a “reprogramar” a resposta do corpo.

    Observe seus pensamentos durante o sexo
    Você está presente? Ou preocupado com “estar indo bem”? Ansiedade desvia o sangue do pênis para o cérebro — literalmente. Quanto mais você tenta controlar, mais escapa. Treine voltar para o aqui e agora.

    Reflexão de apoio:
    “Não é o sexo que me define, é a forma como eu me relaciono com ele — e com quem eu sou quando estou vulnerável.”

    Você não é incapaz. Você está vulnerável. E isso é humano. Aprender a sustentar essa vulnerabilidade com coragem é o que te torna homem de verdade.

    Claro, aqui vai a finalização com a apresentação e o reforço da importância desse tema, mantendo o tom acolhedor, firme e esclarecedor:



    Conclusão:

    Tudo o que você está sentindo — a ansiedade, o medo, a vergonha — são respostas emocionais legítimas diante de algo que toca na sua intimidade, identidade e autoconfiança. Mas isso não define quem você é. Ao contrário: é justamente a forma como você acolhe o que sente, busca compreender e se abre para novas experiências que mostra maturidade emocional e coragem afetiva.

    O caminho da sexualidade não é uma linha reta. É um processo — de autoconhecimento, escuta, confiança no próprio corpo e abertura ao vínculo com o outro. E você já começou esse processo ao falar sobre isso com honestidade. Esse é o passo mais difícil, e você deu.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica com mais de 20 anos de experiência, especialista em sexualidade, vínculos e saúde mental. Atendo homens e mulheres que, como você, estão tentando se entender, se fortalecer e viver com mais autenticidade.

    Por que falar sobre isso é tão importante?
    Porque o sofrimento sexual masculino, especialmente ligado à ansiedade de desempenho, ainda é muito silenciado. Muitos homens vivem esse desafio em segredo, achando que é “fraqueza” ou que “só com eles” acontece. Mas não é verdade.

    Trazer esse tema à tona é uma forma de quebrar o tabu e ajudar outras pessoas que também estão enfrentando isso em silêncio. Falar é um ato de saúde e de coragem. E quanto mais abrimos espaço para conversas honestas sobre corpo, desejo e vulnerabilidade, mais libertador e humano o sexo se torna.


  • Existe uma diferença entre a euforia do TPB e hipomania?

    Existe uma diferença entre a euforia do TPB e hipomania?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Sim, existe uma diferença importante entre a euforia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e a hipomania no Transtorno Bipolar — apesar de algumas semelhanças superficiais, como impulsividade, energia elevada e mudanças de humor.

    1. Origem e Padrão Emocional
    • TPB: A euforia costuma ser reativa a eventos externos, muitas vezes relacionais (ex: uma mensagem de afeto, uma esperança de reconciliação, idealização de alguém). É instável e transitória, oscilando com rapidez para raiva, tristeza ou desespero.
    • Hipomania: É um estado mais sustentado, que dura dias (pelo menos 4, segundo critérios clínicos). A euforia não depende tanto de gatilhos externos, é mais autônoma e persistente, com aumento de energia, autoestima inflada e necessidade reduzida de sono.

    2. Comportamentos Associados
    • TPB: A euforia pode levar a comportamentos impulsivos intensos, mas com motivação emocional profunda, geralmente voltada a vínculos e medo de abandono.
    • Hipomania: Pode gerar comportamentos de risco mais amplos (compras excessivas, promiscuidade, decisões grandiosas), mas muitas vezes sem o mesmo tom de desespero relacional.

    3. Consciência e Autopercepção
    • TPB: A pessoa costuma se sentir confusa ou envergonhada depois dos episódios de euforia. Há sofrimento intenso pela instabilidade.
    • Hipomania: A pessoa pode se sentir “melhor do que nunca”, com pouca ou nenhuma percepção de que há algo disfuncional naquele estado.

    4. Duração e Ciclicidade
    • TPB: Mudanças de humor podem ocorrer em minutos ou horas, dependendo do contexto. Há uma instabilidade crônica do self.
    • Hipomania: Os episódios são mais prolongados, com ciclo de dias a semanas. Alternam com estados normais ou depressivos, num ritmo mais previsível.

    Falar sobre a diferença entre euforia no Transtorno de Personalidade Borderline e hipomania no Transtorno Bipolar é fundamental — porque, embora esses estados emocionais possam parecer semelhantes na superfície, suas origens, duração e impactos são profundamente diferentes. Reconhecer essas sutilezas ajuda não só no diagnóstico clínico, mas também na forma como cada pessoa se compreende e busca apoio. Nomear com precisão o que se sente pode ser o início de um cuidado mais claro, menos solitário e mais eficaz.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica com mais de 20 anos de experiência. Especialista em Saúde Mental, Sexualidade e Relações Humanas. Criadora do @psi.simples, onde converso com profundidade e clareza sobre o que nos atravessa.


  • Quais são os tipos de transtornos mentais mais comuns e quais os sintomas?

    Quais são os tipos de transtornos mentais mais comuns e quais os sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Muitas pessoas enfrentam, em diferentes momentos da vida, sintomas que podem estar ligados a algum transtorno mental. Isso não significa que a pessoa “é” o transtorno — mas que ela está atravessando um sofrimento que merece ser olhado com atenção, cuidado e compreensão. Abaixo, destaco os transtornos mais comuns e os sintomas que geralmente aparecem em cada um deles:

    1. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

    Sintomas mais comuns:
    • Preocupação excessiva com diversas áreas da vida (trabalho, saúde, relações);
    • Dificuldade em controlar os pensamentos ansiosos;
    • Tensão muscular, irritabilidade, cansaço, insônia;
    • Sensação de que algo ruim vai acontecer, mesmo sem motivo claro.

    Na terapia sistêmica, olhamos para como essas preocupações se organizam nas relações e contextos. Às vezes, o sintoma carrega uma história de sobrecarga ou um padrão aprendido de vigilância constante.

    2. Transtorno Depressivo Maior

    Sintomas mais comuns:
    • Tristeza persistente, sensação de vazio ou desesperança;
    • Perda de interesse ou prazer em atividades antes valorizadas;
    • Alterações no apetite, sono e energia;
    • Pensamentos de culpa, inutilidade ou até ideação suicida.

    Em muitos casos, a depressão está conectada a vivências de perda, desamparo ou vínculos desregulados. Por isso, o acompanhamento terapêutico precisa respeitar o tempo do paciente, integrando o emocional, o corpo e os laços significativos.

    3. Transtorno de Pânico

    Sintomas mais comuns:
    • Crises súbitas de medo intenso, com sensação de morte iminente;
    • Palpitações, falta de ar, tontura, sudorese;
    • Medo constante de ter outra crise (ansiedade antecipatória).

    É comum que pessoas com pânico tenham vivido situações onde perderam o controle ou sentiram que não tinham para onde correr. Trabalhar o sentimento de segurança interna e externa é um dos focos na abordagem sistêmica.

    4. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

    Sintomas mais comuns:
    • Reviver o trauma (flashbacks, pesadelos);
    • Evitar lugares ou assuntos que lembrem o evento;
    • Hipervigilância, sustos fáceis, insônia, irritabilidade.

    O trauma muitas vezes isola a pessoa dentro de si mesma. A terapia ajuda a reconstruir narrativas mais integradas e seguras, restaurando confiança nos vínculos e no próprio corpo.

    5. Transtornos Alimentares (como Anorexia e Bulimia)

    Sintomas mais comuns:
    • Preocupação excessiva com peso e corpo;
    • Controle rígido da alimentação ou episódios de compulsão seguidos de culpa;
    • Baixa autoestima, distorção da imagem corporal.

    Esses sintomas costumam estar ligados a tentativas de controle diante de situações emocionais instáveis. O corpo vira o campo de batalha de conflitos que não foram nomeados ou validados.

    6. Transtorno Bipolar

    Sintomas mais comuns:
    • Alternância entre episódios de depressão e euforia (mania);
    • Em fases maníacas: agitação, fala acelerada, impulsividade, sensação de grandiosidade;
    • Em fases depressivas: apatia, tristeza profunda, lentidão motora.

    Aqui, a estabilidade emocional e relacional é parte essencial do processo. A terapia ajuda a identificar os ciclos, reconhecer sinais precoces e fortalecer redes de apoio.

    7. Transtornos de Personalidade (como o Borderline)

    Sintomas mais comuns:
    • Instabilidade nos relacionamentos, impulsividade;
    • Medo intenso de abandono, oscilações emocionais bruscas;
    • Sensação crônica de vazio, dificuldade em regular emoções.

    É um campo delicado e profundo, onde o foco da terapia é promover integração e segurança interna, resgatando a possibilidade de vínculos mais saudáveis e consistentes.

    E como saber quando buscar ajuda?

    Sempre que o sofrimento psíquico começa a atrapalhar seu bem-estar, suas relações ou seu funcionamento no dia a dia, é sinal de que algo merece atenção. Às vezes, o corpo fala antes da mente — com cansaço extremo, dores, insônia, irritabilidade. Outras vezes, vem pela via das emoções — tristeza sem motivo, explosões, medos, sensações de inadequação.

    Você não precisa esperar tudo desmoronar para cuidar de você. Há formas de se reorganizar, de se ouvir com mais presença e, principalmente, de não passar por isso sozinha.


  • Todo mundo tem imagens de hipnagogia antes de dormir??

    Todo mundo tem imagens de hipnagogia antes de dormir??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá,

    As imagens hipnagógicas — aquelas visões, sensações ou pensamentos rápidos e involuntários que surgem logo antes do sono — são comuns, mas não acontecem com todo mundo da mesma forma. Elas fazem parte da transição entre a vigília e o sono (fase chamada de estado hipnagógico) e podem incluir flashes de luz, formas geométricas, rostos, vozes, palavras soltas ou até pequenas alucinações sensoriais.

    Essas experiências costumam ser breves, desconexas e variam muito de pessoa para pessoa. Algumas pessoas percebem essas imagens com clareza e frequência, enquanto outras quase nunca notam — e isso não significa que há algo errado com o cérebro de quem não tem. Na verdade, muitas vezes o que muda é o nível de atenção ou consciência nesse momento de transição.

    Elas são consideradas normais e fazem parte do funcionamento natural do cérebro ao “desligar”. Em alguns casos, podem se intensificar com estresse, privação de sono ou uso de substâncias, mas, em geral, não indicam nenhum transtorno. Sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.
    Algumas experiências internas são só passagens do corpo para o descanso — e observar isso sem medo pode ser uma forma de se conhecer melhor.


  • Tenho ereções constantes pela minha namorada é normal? Ela acha estranho, pois só dela esta perto já

    Tenho ereções constantes pela minha namorada é normal? Ela acha estranho, pois só dela esta perto já sinto tesão ou já fica ereto.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Sim, é absolutamente normal ter ereções frequentes pela sua namorada, especialmente quando há desejo, vínculo afetivo e excitação espontânea. O corpo masculino costuma responder de forma rápida a estímulos visuais, emocionais e sensoriais, mesmo sem contato físico direto. Essa resposta faz parte do funcionamento saudável da sexualidade masculina.

    Na psicologia e na sexologia, chamamos isso de resposta antecipatória ao desejo — quando o corpo reage apenas pela presença, voz ou gesto da pessoa desejada. Cada corpo tem um ritmo, e algumas pessoas sentem essa ativação mais facilmente. Isso não significa exagero, compulsão ou problema, desde que não gere desconforto ou prejuízo à relação.

    Se a parceira estranha essa reação, pode ser útil conversar com leveza sobre as diferenças entre os modos como homens e mulheres costumam vivenciar o desejo. O importante é que ambos se sintam à vontade para falar sobre o que sentem, sem culpa ou julgamento — porque a sexualidade saudável começa na escuta e no respeito mútuo.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.


  • Minha namorada vem se sentido estranha ultimamente e tem medo de estar grávida, porém como é um rela

    Minha namorada vem se sentido estranha ultimamente e tem medo de estar grávida, porém como é um relacionamento recente e devido a religião dela quase não fizemos sexo, houve apenas 1 vez e foi com preservativo, existe possibilidade do preservativo está furado e não rasgar e ela engravidar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, É totalmente compreensível que vocês estejam ansiosos diante dessa situação, especialmente num relacionamento recente e em que há questões emocionais e religiosas envolvidas. O medo de uma possível gravidez costuma aparecer com força quando o casal ainda está se conhecendo intimamente — e isso pode gerar insegurança, mesmo quando o risco real é muito baixo.

    Se vocês fizeram sexo apenas uma vez e usaram preservativo do início ao fim da relação, a chance de gravidez é muito pequena. Os preservativos passam por testes rigorosos e, quando usados corretamente, são altamente eficazes. É muito raro um preservativo estar furado de fábrica sem apresentar sinais — e, quando isso acontece, ele geralmente rasga, escapa ou vaza, o que é perceptível na maioria dos casos. Um preservativo com microfuros invisíveis é extremamente improvável, especialmente se ele não apresentou nenhum problema visível durante ou após a relação.

    Dito isso, se a sua namorada estiver com atraso menstrual, sensibilidade emocional ou mudanças físicas, pode valer a pena fazer um teste de gravidez só para tranquilizar vocês. Às vezes, o próprio medo da gravidez ou o peso de fatores emocionais (como culpa, ansiedade, dúvida ou conflito com valores pessoais) pode causar sintomas parecidos. Sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.
    Quando o corpo e a mente entram em alerta, acolher o medo com informação e diálogo pode ser o primeiro passo para o alívio.


  • 18 anos, me excito e gozo rapidamente, só com beijos e um pouco de “esfregação”, me acostumei com is

    18 anos, me excito e gozo rapidamente, só com beijos e um pouco de “esfregação”, me acostumei com isso na adolescência quando me tocava. Agora namoro e isso me prejudica e me deixa muito ansioso. Oq posso fazer? Tenho vergonha de contar aos meus pais /psicologo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    O que você está vivendo é muito mais comum do que parece e tem nome: ejaculação precoce condicionada, algo que costuma acontecer quando a pessoa se acostuma, desde a adolescência, a atingir o orgasmo de forma rápida — muitas vezes por vergonha, pressa ou necessidade de esconder o momento da masturbação. O corpo aprende esse ritmo acelerado e, com o tempo, repete isso automaticamente nas relações íntimas. Esse padrão pode ser desconstruído, com paciência e treino, para que o prazer seja vivido com mais presença e menos ansiedade.

    Hoje, a excitação muito intensa com beijos e carícias, seguida de uma ejaculação rápida, pode gerar culpa, frustração e medo de decepcionar a parceira. Isso alimenta uma ansiedade de desempenho, que torna o problema ainda mais difícil. Por isso, além de entender que o seu corpo está apenas repetindo algo aprendido, é essencial começar um processo de reeducação sexual, onde o foco esteja em conhecer melhor os próprios limites, controlar a excitação e aprender a se relacionar com o prazer de forma mais consciente. Existem técnicas simples de respiração, contração muscular e atenção ao corpo que ajudam muito.

    Você não precisa passar por isso sozinho, e também não é obrigado a compartilhar com seus pais se não se sentir confortável. Um acompanhamento psicológico, mesmo breve, pode ser transformador. E se você ainda sente vergonha de conversar sobre isso, comece por aqui: se escutando sem julgamento. Sua sexualidade não é um problema — ela é uma parte sua que está pedindo acolhimento e orientação.

    Sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.
    Estou aqui para ajudar a viver isso com mais calma, clareza e liberdade.


  • É preocupante o fato de um homem de 38 anos ter impotência sexual?

    É preocupante o fato de um homem de 38 anos ter impotência sexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, Depende do contexto clínico geral. A impotência (ou disfunção erétil) em homens de 38 anos não é rara, mas merece atenção — não necessariamente por ser algo grave, mas porque pode estar sinalizando questões físicas, emocionais ou relacionais que precisam ser cuidadas.

    Muitas vezes, essa dificuldade está ligada a fatores emocionais, como estresse, ansiedade de desempenho, inseguranças, cobranças internas, ou até conflitos dentro da relação. Em outras situações, pode ter causas fisiológicas, como alterações hormonais (nível de testosterona, por exemplo), uso de medicações, problemas circulatórios ou metabólicos, como diabetes ou hipertensão. Por isso, o ideal é que o homem busque um acompanhamento clínico completo: tanto médico (urologista ou endocrinologista), quanto psicológico.

    O mais importante é entender que a disfunção erétil não define a masculinidade nem a qualidade de um homem. Pelo contrário, quando ele busca ajuda, demonstra responsabilidade com sua saúde e seus vínculos. E há tratamento. Com escuta, orientação adequada e cuidados integrados, é totalmente possível restaurar a vida sexual de forma satisfatória e segura.

    Sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.
    Acredito que alguns temas pedem mais escuta do que julgamento, e talvez esse seja um deles. Posso ajudar a refletir sobre essas experiências com mais clareza, presença e sem tabus.


  • oii, estou tendo um problema. quando meu namorado faz oral ou eu mesma me masturbo, não consigo cheg

    oii, estou tendo um problema. quando meu namorado faz oral ou eu mesma me masturbo, não consigo chegar ao orgasmo, quando estou quase chegando o clítoris fica muito sensível e incomoda ao toque. o que posso fazer? obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! O que você está sentindo é algo que muitas mulheres vivem, embora quase ninguém fale abertamente. Essa hipersensibilidade no clitóris, especialmente no “quase lá”, pode sim atrapalhar a chegada ao orgasmo — e isso não significa que você tem um problema, mas que talvez precise ajustar o ritmo, a intensidade e o tipo de estímulo.

    O clitóris é uma estrutura muito sensível, com milhares de terminações nervosas. Quando estimulado de forma contínua ou intensa, pode se tornar desconfortável justamente no momento em que o corpo está prestes a liberar a tensão. Em vez de continuar forçando o toque direto, experimente variar: diminua o ritmo, mude o tipo de toque (mais leve, circular, ao redor do clitóris e não só nele), ou até faça uma pequena pausa e volte depois. Às vezes, o que parece um bloqueio é só uma questão de escutar melhor o corpo e respeitar os sinais dele.

    Outra coisa importante é lembrar que o orgasmo não é um ponto de chegada obrigatório. O prazer também está na jornada, na presença, no tempo de cada uma. Quanto mais à vontade você estiver consigo mesma, mais chances o corpo tem de relaxar e se entregar. E se quiser, a terapia pode ajudar a explorar isso com mais profundidade, especialmente se houver ansiedade, autocobrança ou bloqueios mais antigos por trás desse incômodo.

    Sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.
    Estou aqui pra te ajudar a viver seu prazer com mais autonomia, confiança e escuta.


  • 29 anos, até hoje não consegui ter uma relação sexual. Na hora H o pênis não funciona, porém na mast

    29 anos, até hoje não consegui ter uma relação sexual. Na hora H o pênis não funciona, porém na masturbação é tudo perfeito. Fiz exames de testosterona em 2023 e a testo estava acima de 800. O urologista me informou que estava tudo ótimo comigo, ele alegou que a disfunção erétil é psicológica. Algum de vocês também acham que é disso que se trata?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Muito obrigada por trazer esse tema com coragem. Vamos olhar para isso com honestidade, respeito e profundidade.

    O que você descreve é bastante comum, embora raramente se fale abertamente sobre isso. O fato de você ter ereções normais durante a masturbação, testosterona elevada e exames físicos normais indica, sim, com alta probabilidade, que a causa não é orgânica, mas sim psicológica ou emocional. Isso é o que se costuma chamar de disfunção erétil situacional.

    O que isso realmente quer dizer?
    Não é que “você tem um problema psicológico” — é que existe um sistema emocional e cognitivo em jogo que, no contexto sexual com outra pessoa, dispara tensões, expectativas, medos, bloqueios. Seu corpo responde a isso como qualquer corpo responderia a um estresse: com retração.

    Causas comuns:
    • Ansiedade de desempenho (“Será que vou conseguir?” / “E se falhar de novo?”)
    • Medo de julgamento ou de “não ser bom o suficiente”
    • Falta de intimidade emocional real com a parceira/o parceiro
    • Pressão externa ou interna para “provar algo”
    • Histórico de repressão, vergonha ou experiências negativas ligadas à sexualidade

    Você pode estar 100% saudável fisicamente, mas se internamente estiver ativando um estado de hipervigilância, o corpo entende que “não é seguro relaxar” — e o pênis depende de relaxamento para funcionar.

    O que fazer agora:
    1. Tirar a culpa de cena. Isso não é uma falha, é um dado. E é um convite a olhar mais fundo.
    2. Reorganizar a expectativa: A relação sexual não é uma performance; é um encontro. E isso precisa de segurança emocional, não de perfeição física.
    3. Trabalhar com microações:
    • Crie vínculos onde você possa se sentir emocionalmente seguro.
    • Explore intimidade que não tenha o objetivo final de penetração.
    • Reconheça e aceite suas emoções sem se punir.

    Claro! Aqui está a conclusão com o parágrafo de encerramento:

    Em vez de se cobrar “funcionar”, que tal se perguntar o que o seu corpo está tentando te dizer? Às vezes, a disfunção é um sinal de proteção, não de incapacidade. E quando você passa a escutar isso com respeito — sem vergonha, sem pressa, sem autojulgamento — pode começar um processo muito mais profundo e transformador do que simplesmente “resolver o problema”. Pode ser o início de um novo vínculo com você mesmo e com o outro.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica há mais de 20 anos, especialista em sexualidade e relações afetivas. Se quiser aprofundar esse processo com acolhimento e orientação, estou por aqui.


  • me masturbava sempre, porém parei dps de um tempo, e comecei a namorar e não me masturbo mais, estam

    me masturbava sempre, porém parei dps de um tempo, e comecei a namorar e não me masturbo mais, estamos esperando até o casamento pra rolar, porém sempre que estamos nos amassos e beijos e fico muito tempo roçando sempre dá vontade de gozar e já cheguei a gozar várias vezes só sarrando com minha namorada, isso é normal? obs: uma vez gozei rápido dms, isso é pq faz muito tempo que não me masturbo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Sim, o que você está descrevendo é normal — especialmente dentro do contexto do seu histórico e da fase atual da sua vida sexual. Vamos organizar o que está acontecendo aqui:

    O Que Está Por Trás:
    1. Tempo sem masturbação: Quando o corpo passa muito tempo sem ejacular (por abstinência ou por escolha), há um aumento na sensibilidade e na excitação acumulada. Isso pode levar à ejaculação mais rápida em estímulos intensos — como a fricção ou os “amassos” com sua namorada.
    2. Excitação psicológica e emocional: Como vocês estão aguardando até o casamento, isso adiciona uma carga simbólica e emocional ao contato físico. Isso potencializa o desejo e o impacto dos estímulos, o que também acelera a resposta sexual.
    3. Estimulação intensa sem liberação: O corpo está sendo estimulado (sarrando, beijos prolongados), mas sem chegar ao sexo ou à masturbação, o que faz com que pequenas fricções se tornem intensamente excitantes — até o ponto de ejaculação.

    Sobre Ejacular Apenas com o Atrito:
    Isso acontece por hipersensibilidade momentânea e não indica um problema. Pode ser:
    • Fisiológico: seu corpo está “cheio” e sensível.
    • Psicológico: a excitação está intensa, sem muito espaço para controle.
    • Normal dentro do seu momento: início de vida sexual, pausa de masturbação, e desejo acumulado.

    E sobre gozar rápido?
    Se foi um episódio isolado, tudo certo. Pode sim estar ligado à falta de masturbação recente, mas também à ansiedade de performance, ao nível de excitação, ou até ao próprio prazer de estar com quem você gosta.

    Sugestões pra te ajudar:
    • Respiração durante os amassos: Tenta desacelerar a respiração quando perceber que está perto do limite.
    • Pausa estratégica: Não tem problema fazer pausas durante os amassos, mudar o ritmo ou focar mais nela — isso ajuda a regular sua excitação.
    • Autoconhecimento sexual: Retomar a masturbação com consciência (sem culpa, sem pressa, com foco no que te dá prazer) pode te ajudar a ter mais domínio do próprio corpo.

    Falar sobre isso é importante — porque não é só a sua questão, é a de muita gente que está vivendo o início da vida sexual ou passando por mudanças na rotina íntima. O que você está sentindo é parte de um processo natural de descoberta e adaptação do corpo, do desejo e das emoções. Ter esse tipo de resposta ao toque, à excitação e à conexão com alguém que você gosta não é sinal de problema — é sinal de sensibilidade, intensidade e desejo ativo. Com tempo, autoconhecimento e um pouco mais de liberdade pra explorar o que você sente, tudo tende a se ajustar. O mais importante é não carregar isso como culpa ou falha, e sim como parte de uma construção saudável da sua sexualidade.

    Com carinho,
    Betânia Tassis
    Psicóloga especialista em sexualidade humana e saúde mental.


  • Eu tenho 21 anos, eu se masturbo e gozo todos os dias no banho é normal?

    Eu tenho 21 anos, eu se masturbo e gozo todos os dias no banho é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Sim, é normal. A masturbação diária, especialmente aos 21 anos, pode ser uma expressão saudável da sexualidade — desde que não esteja substituindo vínculos afetivos importantes, não cause culpa constante, nem interfira em outras áreas da vida (como sono, trabalho, estudos, relações sociais ou afetivas).

    Aqui vão algumas perguntas provocativas para te ajudar a entender melhor a função que isso está cumprindo na sua vida:
    1. É desejo ou é hábito? — Você sente vontade genuína ou faz por tédio, ansiedade, rotina?
    2. O que você sente depois? — Alívio, paz, culpa, vazio, desconexão?
    3. É sua única ou principal fonte de prazer? — Ou você consegue sentir prazer em outras áreas da vida (arte, amizade, toque, conversa, esporte…)?
    4. Você se conhece ou só se descarrega? — A masturbação pode ser uma forma profunda de autoconhecimento corporal, emocional e afetivo, ou pode virar só um anestésico.

    Se for algo que você sente que está equilibrado, ótimo. Mas se estiver desconfiando que virou fuga ou vício, vale investigar sem julgamento, com coragem e curiosidade.

    Falar sobre masturbação com naturalidade é um passo importante para viver sua sexualidade com mais consciência e liberdade. Se ela está te fazendo bem, sem gerar dependência, culpa constante ou isolamento, tudo indica que está dentro de um funcionamento saudável. Mas se você perceber que tem servido como fuga de sentimentos difíceis ou que está ocupando o lugar de outras formas de prazer e conexão, vale a pena olhar com mais atenção. O corpo fala — e a forma como lidamos com o desejo pode revelar muito sobre nossas emoções e necessidades.

    Espero ter ajudado com carinho.
    Betânia Tassis, especialista em sexualidade humana e saúde mental.


  • Já é a segunda vez que sinto espasmos/contrações no rosto após a relação sexual, isso é normal?

    Já é a segunda vez que sinto espasmos/contrações no rosto após a relação sexual, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá, O que você descreve — espasmos ou contrações no rosto após a relação sexual — pode parecer estranho à primeira vista, mas não significa necessariamente que há algo errado. Embora não seja um sintoma comum, ele pode acontecer como parte da intensa ativação do sistema nervoso durante o orgasmo. Nessa fase, o corpo libera uma série de substâncias (como adrenalina, dopamina e oxitocina) que podem causar reações involuntárias, como tremores, espasmos ou contrações musculares — inclusive em regiões como o rosto ou a mandíbula.

    Essas contrações costumam ser breves e inofensivas, especialmente se você estiver com o corpo muito tensionado antes ou durante o ato sexual. Também pode estar relacionado ao esforço físico, à respiração mais acelerada ou até ao fechamento involuntário de alguns músculos durante o clímax. Mas se os espasmos forem intensos, recorrentes ou vierem acompanhados de sintomas como dor, dormência ou mal-estar, o ideal é buscar uma avaliação médica para descartar causas neurológicas ou musculares.

    Sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.
    Alguns sinais do corpo pedem investigação, outros só pedem escuta. Posso te ajudar a olhar com mais clareza e naturalidade para experiências como essa.


  • Tenho 21 anos, sou homoafetiva e tô namorando pela primeira vez. Estamos juntas a cerca de 1 anos, d

    Tenho 21 anos, sou homoafetiva e tô namorando pela primeira vez. Estamos juntas a cerca de 1 anos, durante as relações sexuais não consigo ter orgasmo, nunca tive para falar a verdade. Não consigo esvaziar minha cabeça durante o sexo e mesmos me tocando sinto prazer mais n chego lá. N tenho traumas sexuais e me sinto confortável com ela, de verdade não sei o que fazer. Alguma sugestão além de terapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! Primeiro: obrigada pela confiança em trazer isso aqui. Seu relato é importante, íntimo e muito mais comum do que parece — só que pouco falado com sinceridade e profundidade. Vamos por partes, com a seriedade e respeito que esse tema merece.

    O que você descreve tem nome: anorgasmia primária

    É quando a pessoa nunca teve um orgasmo, apesar de estímulo sexual suficiente e excitação. Como você mesma disse: sente prazer, mas não chega lá. E isso pode acontecer mesmo com parceiras atenciosas, em relações de afeto, e mesmo sem traumas óbvios.

    O que não está errado com você:
    • Não é falta de amor.
    • Não é frescura ou “bloqueio psicológico genérico”.
    • Não é sinal de que algo está “quebrado” em você.

    O que pode estar acontecendo:
    1. Expectativa de desempenho: A pressão para “chegar lá” pode travar o processo. O orgasmo não é um botão, é uma consequência — e quanto mais você “tenta”, mais difícil ele se torna.
    2. Controle cognitivo excessivo: Você mesma disse: “não consigo esvaziar a cabeça”. Isso indica que sua mente racional (neocórtex) está sobrecarregando o processo instintivo (cérebro límbico + corpo). É como tentar dançar pensando em cada passo milimetricamente.
    3. Mapeamento corporal incompleto: A masturbação ajuda, sim — mas nem sempre leva ao orgasmo se feita com foco na excitação e não na entrega sensorial. Existe uma diferença entre “sentir prazer” e “se entregar ao prazer”.
    4. Desconexão com o ritmo orgástico próprio: Algumas pessoas têm orgasmos que não são clímax explosivos, mas picos mais sutis, difíceis de identificar ou valorizar.

    E agora, sugestões práticas além da terapia?

    1. Reformular o objetivo: de orgasmo → para entrega

    Comece a se perguntar: eu consigo me entregar ao momento sem esperar nada?
    Troque o foco em “ter orgasmo” por “sentir presença no corpo”.

    2. Respiração lenta e toque sem pressa
    Durante a relação ou o toque solo, experimente respirar mais profundamente. Use sons (gemidos, respiração audível), mesmo que pareçam forçados no começo. Eles ajudam a “desligar a cabeça”.

    3. Fantasia e imaginação são válidas
    Você pode estar bloqueando fantasias por medo de julgamento, inclusive de si mesma. Explore mentalmente o que te excita — mesmo que pareça “fora do script” ou não tenha a ver com sua parceira. O desejo não precisa ser moralmente limpo para ser honesto.

    4. Exercícios de solo pélvico (pompoarismo)
    Fortalecer os músculos do períneo aumenta a consciência corporal e pode facilitar o orgasmo. Simples contrações ao longo do dia (como se segurasse o xixi) já ajudam.

    5. Redefinir o que “chegar lá” significa
    Muitas mulheres (e pessoas com vulva) nunca tiveram orgasmos “de filme”, mas têm picos de prazer, espasmos internos, sensações expansivas. Às vezes você já teve algo próximo e só não reconheceu como orgasmo.

    Falar sobre isso com tanta abertura já é um passo enorme no caminho da reconexão com o seu corpo e com o prazer. O mais importante agora é seguir se escutando com menos cobrança e mais curiosidade, lembrando que o prazer é uma jornada, não uma meta. Aos poucos, com gentileza e prática, você pode descobrir formas mais autênticas de se entregar — e isso já é revolucionário.

    Com carinho,
    Betânia Tassis — Psicóloga clínica, especialista em sexualidade humana e saúde mental.


  • Tenho 44 anos e estou no auge do meu vigor sexual, mas minha esposa que é 12 anos mais nova que eu p

    Tenho 44 anos e estou no auge do meu vigor sexual, mas minha esposa que é 12 anos mais nova que eu parece que não sente desejo por mim e me deixa sem sexo por longos períodos, não gostaria de separar ou trair, mas esta situação está me deixando realmente doente física e psicologicamente, o que devo fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Sua angústia é legítima. Quando o desejo está vivo em um e parece ausente no outro, é como tentar dançar uma música intensa com alguém que não ouve a mesma batida. E isso, com o tempo, corrói autoestima, vitalidade e até a clareza emocional. Vamos organizar a situação em camadas:

    1. O Fato Central

    Você está no auge do seu desejo sexual, sente-se vivo e pulsante. Sua esposa, mesmo mais jovem, parece não corresponder — ou não demonstra desejo por você. Isso resulta em longos períodos sem sexo, o que impacta diretamente sua saúde física, emocional e relacional.

    2. As Dores que Aparecem Aqui
    • Físico: O corpo sente falta de conexão, toque, prazer. Pode gerar insônia, tensão, irritabilidade.
    • Psicológico: Sensação de rejeição, frustração, baixa autoestima, insegurança. Como se algo estivesse errado com você — quando talvez seja um desalinhamento entre vocês.
    • Moral/Ético: Você não quer trair, não quer separar — isso mostra seu compromisso com valores e com a história que vocês têm.

    3. Causas Possíveis (para investigar, não culpar)
    • O desejo feminino pode ser afetado por estresse, sobrecarga, ressentimentos não verbalizados, ou sensação de desconexão emocional.
    • O ciclo do desejo feminino muitas vezes é responsivo, não espontâneo — precisa de estímulo emocional antes do físico.
    • Há possibilidade de bloqueios internos nela (traumas, corpo reprimido, vergonha, conflitos internos que ela mesma não entendeu ainda).
    • Ou vocês entraram em uma dinâmica de irmãos/roommates, onde o eros foi sendo soterrado por rotina, falta de comunicação íntima, ressentimentos ou falta de renovação erótica.

    4. Microações Urgentes
    1. Rompa o silêncio emocional. Não com cobrança, mas com vulnerabilidade direta:
    “Preciso dividir algo difícil: me sinto rejeitado, solitário e adoecido sem a sua presença íntima. Sinto falta de nós. O que está acontecendo entre a gente no campo do desejo?”
    2. Proponha uma conversa com foco no desejo, sem acusar, mas explorando juntos:
    • O que foi se perdendo?
    • O que ela sente ao ser tocada, olhada, desejada?
    • Como ela vê o próprio corpo hoje?
    • Ela sente falta de algo na relação emocional de vocês?
    3. Cuide da sua potência sem depender dela. Fortaleça seu corpo, sua vaidade, sua energia vital — não por vingança, mas por respeito ao seu desejo e à sua integridade.
    4. Convide-a a uma terapia de casal ou um espaço de escuta mútua. Pode ser com uma profissional neutra que ajude vocês a entender o que foi enterrado.

    5. Decisões que Você Pode Tomar

    Você já sabe que trair não é o caminho, e separar ainda não é seu desejo. Mas ficar seco emocional e sexualmente, por anos, não é sustentável.

    Portanto, você vai precisar escolher entre:
    • Acordos novos: inclusive eróticos — desde reeducar a intimidade, até (se for o caso) explorar consensualmente caminhos não convencionais.
    • A reconstrução da conexão emocional como base do desejo.
    • Ou, se não houver esforço dela, encarar a dor do luto com lucidez e construir outro ciclo de vida.

    Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, terapeuta de casais.
    Obrigada pela oportunidade de compartilhar comigo sua angústia tão legítima e profunda. Espero ter ajudado você a ampliar sua visão sobre o que está acontecendo, acolher o que sente e organizar possíveis passos para lidar com essa situação tão delicada. Lembre-se sempre que, ao abrir um espaço de diálogo corajoso, estamos também abrindo espaço para novos caminhos e conexões mais verdadeiras. Se precisar de mais alguma coisa, conte comigo. Um abraço com carinho.


  • A.R.V E normal ter orgasmo só em ver as calcinha da esposa no calar? Oi si eu olhar por uns 5 a 8 m

    A.R.V
    E normal ter orgasmo só em ver as calcinha da esposa no calar? Oi si eu olhar por uns 5 a 8 minutos eu já começo a ter ORGASMO.
    Mim responda por favor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Olá! O que você está trazendo é importante e merece ser acolhido com respeito. Vamos por partes:

    1. O que você descreve é incomum, mas não necessariamente “anormal”

    A excitação intensa apenas com estímulos visuais — como ver a calcinha da parceira — pode acontecer, especialmente quando há uma carga emocional, fetiche ou associação simbólica muito forte com aquele objeto ou situação. Isso não é, por si só, um problema clínico. Mas é importante observar:
    • Isso interfere na sua vida afetiva ou sexual de outras formas?
    • Você sente vergonha, compulsão ou perda de controle?
    • Sua parceira se sente desconfortável ou você percebe um desequilíbrio na troca sexual do casal?

    Se a resposta for sim para alguma dessas perguntas, vale aprofundar com um(a) terapeuta sexual.

    2. Pode estar ligado a fetichismo ou condicionamento erótico

    Você pode ter desenvolvido um tipo de fetiche sexual específico (como o fetiche por lingerie) que provoca respostas fisiológicas mais intensas. Isso é comum, e desde que não te cause sofrimento ou prejuízo, é parte da diversidade da sexualidade humana.

    3. Vale observar: você sente que precisa disso para se excitar sempre?

    Se sim, isso pode indicar que seu corpo e mente criaram uma dependência de um estímulo específico. Nesses casos, trabalhar a ampliação do repertório sexual com ajuda profissional é um caminho saudável.

    Microações práticas:
    • Reflita: quando isso começou? Existe alguma memória ou padrão emocional associado?
    • Converse com sua parceira, com respeito e abertura, para entender como ela se sente.
    • Se houver desconforto, vergonha ou interferência na vida sexual, procure um(a) sexólogo(a) ou terapeuta sexual.

    Obrigada por compartilhar um pouco da sua história comigo. Espero que essa conversa tenha aberto espaço para novas reflexões e conexões, ajudando você a se entender melhor e a viver a sexualidade de forma plena e saudável. Se precisar aprofundar ainda mais ou quiser conversar sobre outras questões, conte comigo. O tempo da descoberta e do acolhimento não se esgota aqui. Um abraço carinhoso, Betânia Tassis, Psicóloga Clínica, especialista em Sexualidade Humana e Terapeuta de Casais.


  • Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me faz

    Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me fazendo cobrança, me deixando fora dos seus programas, tudo isso me bloqueou, a gente brigou muito, só que ele não quer a separação, me sinto mal com tudo isso, ele quer ter relação sexual comigo, mas eu não consigo, não sei o que fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Betânia Tassis

    Depois de tantos anos de relação, o que você descreve não é algo pequeno — é um acúmulo de experiências em que você se sentiu pouco vista, pouco valorizada e emocionalmente deixada de lado. Isso tende a gerar um bloqueio mesmo: o corpo e o desejo não funcionam separados da forma como você se sente na relação. Quando há dor, cobrança e distanciamento, é comum que a intimidade também se feche. Não é falta de vontade “do nada”, é uma resposta coerente ao que você viveu.

    Ao mesmo tempo, o fato de ele não querer se separar não resolve, por si só, o que está fragilizado entre vocês. Uma relação precisa de reconhecimento, escuta e mudança de postura — não apenas de permanência. Talvez um ponto importante agora seja você conseguir nomear com clareza o que sente e o que precisa, sem se forçar a corresponder a algo (como a relação sexual) que hoje não faz sentido para você. A dificuldade na intimidade pode estar sinalizando que há questões emocionais não resolvidas que precisam ser cuidadas antes.

    Diante disso, pode ser importante abrir um espaço de conversa mais estruturado — e, se possível, com ajuda profissional — para que esse vínculo seja revisitado de forma mais honesta. Você não precisa decidir tudo de uma vez, mas pode começar se perguntando: “o que eu preciso para me sentir respeitada e viva nessa relação?”. A resposta para essa pergunta pode te dar direção, seja para reconstruir ou para repensar esse vínculo com mais verdade.
    Espero ter te ajudado a refletir. Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.


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