Perguntas do paciente (218)
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Afinal, o que é o sexo? Além do sexo vaginal, anal e oral, existe algum outro tipo de relação sexual
Afinal, o que é o sexo? Além do sexo vaginal, anal e oral, existe algum outro tipo de relação sexual?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A pergunta "Afinal, o que é o sexo? Além do sexo vaginal, anal e oral, existe algum outro tipo de relação sexual?" é muito pertinente e pode ser abordada de diversas formas na terapia sexual e no estudo da sexualidade humana.
Sob a ótica da terapia sexual e da sexualidade humana, o sexo é uma experiência ampla e multifacetada que vai além dos atos físicos de penetração vaginal, anal ou oral. Aqui estão alguns pontos importantes para se considerar:
1. Dimensões do Sexo: O sexo não se resume apenas aos atos físicos, mas envolve também aspectos emocionais, psicológicos, sociais e espirituais. A intimidade, a conexão emocional e o prazer mútuo são componentes cruciais da experiência sexual.
2. Outros Tipos de Atividade Sexual:
- Masturbação Mútua: Onde os parceiros se estimulam mutuamente com as mãos.
- Sexo Não Penetrativo: Inclui beijos, carícias, massagem erótica, frottage (esfregar os corpos juntos), e outras formas de contato íntimo que não envolvem penetração.
- Uso de Brinquedos Sexuais: Utilização de vibradores, dildos e outros dispositivos que podem trazer prazer sem necessariamente envolver penetração.
- Exploração de Fantasias e Jogos Sexuais: Envolve o uso da imaginação e de cenários para aumentar a excitação e o prazer.
- Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo (BDSM): Práticas consensuais que envolvem poder e controle, dor consensual, e outras formas de estímulo físico e psicológico.
3. Diversidade Sexual: A sexualidade humana é diversa e variada, e o que é considerado sexo para uma pessoa pode não ser o mesmo para outra. É importante respeitar e entender essa diversidade dentro do contexto da terapia sexual.
4. Consenso e Comunicação: Uma parte vital da saúde sexual é a comunicação aberta e honesta entre parceiros sobre desejos, limites e consentimento. Isso assegura que todas as atividades sexuais sejam consensuais e satisfatórias para todos os envolvidos.
Na prática clínica, é essencial criar um espaço seguro onde os indivíduos possam explorar e expressar suas necessidades e desejos sexuais sem julgamento. Isso pode ajudar a desmistificar o sexo e promover uma visão mais saudável e integrada da sexualidade.
Se precisar de mais detalhes ou de uma abordagem específica, estou à disposição para ajudar!
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Olá, tenho 27 anos de idade, estou com um problema com relação a "fazer sexo" no meu relacionamento.
Olá, tenho 27 anos de idade, estou com um problema com relação a "fazer sexo" no meu relacionamento. Quando falo nessa palavra já vem o medo de não dá certo e quando estamos juntos que vamos tentar se relacionar acaba que meu pênis não fica ereto, e as vezes que fica a gente tem que fazer muito rápido para não baixar novamente. Então, gostaria da ajuda para melhorar o meu desempenho durante o sexo.
Detalhe: Já é um relacionamento de 04 anos e começou a ter esses problemas está com mais ou menos uns 06 meses e até hoje estou com ele. Fico me sentindo incapaz de fazer sexo com ela de maneira confortável.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo que esteja enfrentando dificuldades com relação à sua performance sexual no relacionamento de longa duração. É importante lembrar que problemas de ereção são comuns e podem ter várias causas, como estresse, ansiedade ou preocupações emocionais. Recomendo que você considere as seguintes opções:
1. Comunicação aberta: Fale abertamente com sua parceira sobre suas preocupações e sentimentos. A comunicação honesta pode ajudar a diminuir a pressão e criar um ambiente de apoio.
2. Busque ajuda profissional: Considere procurar um profissional de saúde, como um médico ou psicólogo especializado em sexualidade. Eles poderão avaliar sua situação individualmente e oferecer orientação adequada.
3. Redução do estresse: Encontre maneiras de reduzir o estresse em sua vida diária, como praticar exercícios físicos regularmente, meditar, buscar hobbies relaxantes ou mesmo considerar técnicas de gerenciamento do estresse.
4. Autoconhecimento: Explore suas próprias sensações e desejos em relação ao sexo. Isso pode envolver a masturbação, leitura sobre sexualidade ou até mesmo a participação em terapia sexual individual ou de casal.
Lembre-se de que cada pessoa é única, e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Seja paciente consigo mesmo e esteja aberto a experimentar diferentes abordagens para encontrar o que funciona melhor para você e sua parceira.
Espero te ajudado em algumas reflexões.
Abraços! Betânia Tassis
@psi.simples
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E normal a mulher não ter orgasmo? Mas não sessar a vontade, não ficar satisfeita? O parceiro pode t
E normal a mulher não ter orgasmo? Mas não sessar a vontade, não ficar satisfeita? O parceiro pode ter interferência nisso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, é comum — mas não deve ser tratado como normal sem reflexão.
Muitas mulheres vivem experiências sexuais sem chegar ao orgasmo por diversos motivos, que podem ser físicos, emocionais, relacionais ou culturais.
Motivos possíveis:
• Falta de autoconhecimento do próprio corpo e do que dá prazer;
• Pressão para “atingir um orgasmo” que bloqueia o relaxamento;
• Falta de estímulo adequado (ex: pouca atenção ao clitóris);
• Dinâmica sexual centrada no prazer masculino;
• Experiências de vergonha, culpa, trauma ou ansiedade sexual;
• Crenças limitantes ou ausência de educação sexual.
É possível não ter orgasmo, mas ainda assim ter desejo e vontade?
Sim. O desejo sexual e a capacidade de sentir prazer são sistemas diferentes.
A mulher pode ter desejo e excitação, mas o orgasmo pode ser dificultado por bloqueios específicos, inclusive emocionais ou na relação com o parceiro.
O parceiro tem influência?
Tem, e muita.
A forma como o parceiro se envolve, escuta, respeita o tempo da mulher e estimula (fisicamente e emocionalmente) impacta diretamente na qualidade da experiência sexual.
Influências do parceiro:
• Comunicação: há abertura para falar do que gosta e não gosta?
• Atenção: ele se preocupa com o prazer dela ou foca só no próprio?
• Ritmo: respeita o tempo dela ou é apressado?
• Empatia e vínculo emocional: ela se sente segura ou julgada?
Caminhos de reflexão e ação:
1. Autoconhecimento: masturbação consciente e sem culpa ajuda a descobrir o que realmente dá prazer.
2. Diálogo com o parceiro: conversar de forma honesta e sem acusação é essencial.
3. Reeducação sexual: repensar mitos sobre orgasmo e prazer. O orgasmo não é o único objetivo — conexão e presença também importam.
4. Apoio especializado: terapia sexual pode ajudar muito a desbloquear travas emocionais e melhorar a comunicação afetiva-sexual.
A ausência de orgasmo não é sinônimo de ausência de desejo — e muito menos de incapacidade. É, muitas vezes, um convite para olhar com mais gentileza para o próprio corpo, para a relação e para os mitos que ainda cercam a sexualidade feminina.
Orgasmo não deve ser obrigação, mas também não precisa ser tabu. Com informação, escuta e presença, o prazer pode deixar de ser um mistério e se tornar um território possível de descoberta e conexão.
Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em Saúde Mental, Sexualidade e Terapia de Casais.
Agradeço por estar aqui refletindo comigo sobre esse tema tão íntimo e importante.
Que essa leitura tenha despertado algum insight — e, quem sabe, o primeiro passo de uma nova relação com seu próprio desejo.
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Comecei minha vida sexual a 2 anos,no começo sentia muita dor e prazer algum,com o passar do tempo c
Comecei minha vida sexual a 2 anos,no começo sentia muita dor e prazer algum,com o passar do tempo comecei a não sentir mais dor,mas nunca prazer em penetração,tenho desejos mas quando começa a penetração se torna incômodo e acaba qualquer excitação,fazendo eu não sentir prazer na penetração
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo suas preocupações e frustrações em relação à sua vida sexual. É importante lembrar que cada pessoa é única e as experiências sexuais podem variar. Existem várias razões pelas quais alguém pode não sentir prazer na penetração. Pode ser de natureza física, emocional ou psicológica.
Recomendo que você considere as seguintes etapas:
1. Comunique-se com seu parceiro: Abra um diálogo aberto e honesto com seu parceiro sobre suas sensações e preocupações. A comunicação é fundamental para criar um ambiente de apoio.
2. Autoexploração: Descubra seu próprio corpo e o que te excita. Masturbação pode ajudar a compreender melhor suas preferências e desejos.
3. Consulte um especialista: Se o desconforto persistir, é aconselhável procurar um terapeuta sexual ou um ginecologista. Eles podem ajudar a identificar possíveis causas físicas ou emocionais e oferecer orientações personalizadas.
4. Experimente diferentes formas de intimidade: Lembre-se de que a penetração não é a única forma de intimidade sexual. Explore outras atividades sensuais que você e seu parceiro possam desfrutar juntos.
5. Reduza a pressão: Não se sinta pressionado a ter uma experiência sexual específica. O prazer sexual pode evoluir ao longo do tempo, e a jornada para descobrir o que te satisfaz pode ser gratificante.
Lembre-se de que não há uma resposta única para todos, e a busca pelo prazer sexual pode ser uma jornada única para cada pessoa. Não hesite em procurar ajuda profissional se sentir que isso pode ser útil para você.
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É normal a esposa evitar o sexo mesmo tendo um forte libido? Por exemplo: Durante a relação, há muit
É normal a esposa evitar o sexo mesmo tendo um forte libido? Por exemplo: Durante a relação, há muita excitação, fluídos, lubrificação, tudo ocorre normal, porém, mesmo assim ela evita a relação sempre que pode. Mesmo o relacionamento estando perfeito, ela sempre falando bem da relação para todo mundo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação em relação à situação em seu relacionamento. É importante reconhecer que a sexualidade é complexa e pode ser influenciada por uma variedade de fatores. Aqui estão algumas possíveis razões para essa discrepância entre o forte desejo sexual e a evitação do sexo:
1. **Fatores emocionais ou psicológicos**: Pode haver questões emocionais não resolvidas, estresse, ansiedade, ou até mesmo experiências passadas que afetam o desejo de participar do sexo, mesmo que haja excitação física.
2. **Diferenças no desejo sexual**: As pessoas têm níveis diferentes de desejo sexual. É importante lembrar que não é incomum que um parceiro tenha um nível de desejo sexual diferente do outro.
3. **Comunicação inadequada**: Pode ser que ela não esteja comunicando completamente suas necessidades ou preocupações em relação à vida sexual. Incentive uma comunicação aberta e honesta com ela sobre seus sentimentos e desejos.
4. **Rotina e monotonia**: A rotina pode afetar negativamente a vida sexual de um casal. Tente introduzir variedade e explorar fantasias juntos para manter a chama viva.
5. **Questões físicas**: Embora você tenha mencionado a excitação e a lubrificação, é importante considerar a possibilidade de desconforto físico durante a relação sexual que ela possa não estar compartilhando.
6. **Traumas passados**: Traumas sexuais anteriores podem ter um impacto duradouro na vida sexual de alguém. Se isso for um fator, a terapia pode ser uma opção.
A chave aqui é a comunicação aberta, o apoio mútuo e a empatia. Converse com sua esposa sobre suas preocupações e, se necessário, considere procurar um terapeuta sexual ou de casal. Eles podem fornecer orientações mais específicas e ajudar ambos a entender e resolver quaisquer problemas que possam estar afetando sua vida sexual. Lembre-se de que cada relacionamento é único, e a solução pode exigir tempo e esforço para ser encontrada.
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Sou mulher,tenho 32 anos,sinto muita vontade de fazer sexo todos os dias, isso é normal? quanto mas
Sou mulher,tenho 32 anos,sinto muita vontade de fazer sexo todos os dias, isso é normal? quanto mas faço, mas quero. obs:sou bem magra 48kg, 1,56 alt.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! cada pessoa tem um nível diferente de desejo sexual, que pode ser influenciado por fatores biológicos, hormonais, psicológicos e sociais. Sentir um desejo sexual elevado é normal para muitas pessoas, assim como ter um desejo mais baixo também é. O que importa é como você se sente em relação a isso. Se isso não está causando problemas em sua vida pessoal, profissional ou na sua saúde, não há motivo para preocupação. Seu peso e altura, por si só, não determinam a libido. Porém, é sempre bom consultar um profissional de saúde para garantir que tudo está bem fisicamente. Se sentir necessidade, procure também um psicólogo para discutir seus sentimentos em relação ao seu desejo. Espero ter te ajudado!
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Estou em um relacionamento há 3 anos e durante esse período meu companheiro sempre busca pessoas do
Estou em um relacionamento há 3 anos e durante esse período meu companheiro sempre busca pessoas do passado dele nas redes sociais. Ele vê quase diariamente stories de todas essas mulheres com quem ele já se relacionou e eu não consigo entender porque ele tem essa necessidade. Eu já conversei várias vezes a respeito e ele sempre é bastante reativo, ele tem minha senha do celular mas não posso ter a dele e por conta disso eu acho vendo escondido porque ele diz não fazer mas eu sei que faz com frequência. Não estou sabendo lidar com isso, acho desrespeito e ele não parece querer deixar isso de lado. Ontem eu falei sobre isso e ele me contou que viu que recebi um elogio no Instagram e que bloqueou a pessoa. Me chamou de mentirosa porque eu não me lembrava. Disse: “não mente pra mentiroso” me ameaçou de falar com outras mulheres e chamá-las de lindas... um horror. Eu não sei o que fazer. Preciso de ajuda psicológica para não sofrer com essa conduta dele? Ou preciso de ajuda para terminar o relacionamento? Sofro demais só em pensar em separar e ele usa isso dizendo que vai embora sempre que eu digo que sofro com essa atitude dele.
Agradeço se puderem me orientar.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Imagino que esteja sofrendo muito com esta situação. Percebo que esta envolvida em uma dinâmica abusiva e com sintomas de dependência emocional. O desrespeito é a tônica da relação, um comportamento padrão. Difícil lidar sozinha. Busque apoio psicológico. Pode construir outra narrativa, com maior liberdade e segurança afetiva.
Se fortaleça.
Reflita. Respire e siga. Não permaneça onde é agredida. Busque apoio para se estruturar e organizar suas emoções, pensamentos e comportamentos.
Espero ter ajudado a se movimentar um pouco diante do que esta vivendo.
bjs, Betânia Tassis.
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Sou casada a 25 anos e recentemente descobri que meu marido só sente prazer com sexo anal. Ele diz
Sou casada a 25 anos e recentemente descobri que meu marido só sente prazer com sexo anal.
Ele diz não se satisfazer com sexo vaginal.
Isso tem alguma razão ou é apenas preferência sexual?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo que você esteja preocupada com essa situação. A preferência sexual do seu marido pode ser uma questão pessoal e não necessariamente indicar um problema. É importante lembrar que a preferência sexual de cada pessoa pode variar e não existe uma maneira "certa" ou "errada" de sentir prazer.
No entanto, é fundamental que haja uma comunicação aberta e honesta entre vocês dois. Tente conversar com seu marido sobre seus próprios desejos e necessidades sexuais, e incentive-o a compartilhar os dele. Isso pode ajudar a entender melhor as motivações por trás de suas preferências e encontrar maneiras de tornar a intimidade mais satisfatória para ambos.
Se a situação continuar causando preocupação ou desconforto, considerar a possibilidade de buscar aconselhamento sexual com um terapeuta ou um especialista em sexualidade pode ser uma opção útil. Eles podem ajudar a explorar essa questão com mais profundidade e fornecer orientações específicas para o seu relacionamento. Lembre-se de que a comunicação aberta e o entendimento mútuo são fundamentais para um relacionamento saudável e satisfatório.
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Eu tenho mania de olhar as horas toda hora, e por causa disso não presto muita atenção no que aconte
Eu tenho mania de olhar as horas toda hora, e por causa disso não presto muita atenção no que acontece ao meu redor e ficar fazendo isso às vezes me irrita.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!, você relatou três pontos importantes: olhar o relógio, não prestar atenção nas coisas e se irritar com os pensamentos intrusivos.
Os colegas e eu trazemos como hipótese um sintoma obsessivo. importante buscar apoio se não esta conseguindo lidar com tarefas do cotidiano. os sintomas devem diminuir e retomar as atividades com menor estresse.
Para ajudar na reflexão, gostaria de saber quando os sintomas tiveram inicio, e se algo acontece para que precise ver as horas? existe outro comportamento que também ocorra com fremência? Em relação aos pensamentos, por quanto tempo conseguiu resistir ou ignorar? Faz algum esporte? pratica alguma técnica de respiração?
Busque uma psicoterapia, o processo ajudará a ter recursos para lidar melhor. A vida não precisa ser difícil assim! temos nossas dificuldades por diversos motivos mas podemos buscar formas para transformas conflitos e dificuldades em potencialidades e resiliência!
Espero ter ajudado!
bjs Betânia Tassis.
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Oii, estou um pouco deslocado do que eu realmente sou, eu não me sinto atraída em ser uma menina (se
Oii, estou um pouco deslocado do que eu realmente sou, eu não me sinto atraída em ser uma menina (sexo que nasci), eu fico muito feliz quando me vestido de menino (faço Cosplay masculino) e parece que me encontro do lado masculino, só que ao mesmo tempo eu gosto de fazer maquiagens e usar shorts curtos. Não sei se posso me considerar trans. Qual seria minha indentidade ??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! percebo que também usou o termo deslocado para falar sobre si. (no masculino). O que esta fora do lugar? percebo uma identidade que busca se expressar e flerta com as possibilidades. qual a sua idade? quando começou a se sentir assim e a se expressar mais abertamente? importante descobrir e se colocar no que te faz sentir feliz, se no momento é Cosplay, ótimo! o que mais te faz sentir feliz quando se aproxima? uma reflexão :)
Importante buscar psicoterapia para ter mais consciência, potência, resiliência e saber como conduzir nos momentos de pouca clareza. A identidade é um processo, se buscar ajuda será menos turvo o caminho!
Desobrir-se, independente do gênero promove equilíbrio, saúde mental e autoriza ser quem é.
Espero ter ajudado!
bjs Betânia Tassis.
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Nas "brincadeiras" sem penetração e sem ejaculação a garota estava de calcinha e a menstruação desce
Nas "brincadeiras" sem penetração e sem ejaculação a garota estava de calcinha e a menstruação desceu, ainda tem possibilidade de gravidez?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Se na brincadeira sexual não teve ejaculação, sem penetração e a menstruação desceu não tem os elementos que levam a uma gravidez.
Sempre importante buscar informação sobre educação sexual! parabéns!!!
bjs Betânia Tassis.
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Olá . Estou alguns anos com uma pessoa e não consigo chegar ao orgasmo, praticamente fingo ele. Por
Olá . Estou alguns anos com uma pessoa e não consigo chegar ao orgasmo, praticamente fingo ele. Por qual motivo isso acontece? Estou bastante tempo com ele mas fingo muito sentir, ele foi o primeiro e até hoje juntos, não tive outras experiencias, não sei o que fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, compreendo sua preocupação. A dificuldade em atingir o orgasmo pode ser influenciada por diversos fatores psicológicos e emocionais. Em primeiro lugar, é importante considerar o papel da ansiedade, que pode surgir devido à pressão para alcançar o orgasmo, criando um ciclo de expectativa e tensão. Além disso, a falta de experiência sexual anterior pode contribuir para essa ansiedade, já que você ainda está se conhecendo sexualmente.
Outro ponto relevante é a comunicação. É fundamental dialogar abertamente com seu parceiro sobre suas necessidades e desejos sexuais. A intimidade emocional e a conexão podem desempenhar um papel significativo na capacidade de atingir o orgasmo. Explorar juntos suas fantasias e preferências pode criar um ambiente mais relaxado e propício ao prazer.
A autoestima e a imagem corporal também podem ser fatores que influenciam a resposta sexual. É importante trabalhar sua autoconfiança e aceitação do próprio corpo. A terapia sexual e de casal é uma opção valiosa para ajudar a abordar essas questões e melhorar a intimidade.
Lembre-se de que a busca pelo prazer sexual é única para cada pessoa, e não há uma "receita universal". A paciência consigo mesma e com seu parceiro, juntamente com a busca por ajuda profissional, pode ser um caminho para entender e superar essa questão.
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Desde minha primeira relação sexual não sinto prazer na penetração, no oral é normal, mas na "hora H
Desde minha primeira relação sexual não sinto prazer na penetração, no oral é normal, mas na "hora H" a sensação é só de estar entrando e saindo, nada mais, tanto é que em todas as vezes que tento praticar o ato perco a ereção (pois sem estímulo não tem como ela se manter). Soube de muitas mulheres que passam por isso, mas nunca um homem como eu, como posso resolver esse empasse?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Vamos fazer algumas reflexões: Esse relato revela uma experiência de desconexão entre o corpo, o desejo e a expectativa cultural do que “deveria” ser o prazer sexual masculino — especialmente o prazer peniano na penetração. Você nomeia algo raramente verbalizado por homens, e isso por si só já é uma atitude de coragem emocional. Vamos por partes:
O que pode estar acontecendo?
1. Prazer genital ≠ prazer sexual completo
• Muitas vezes, o prazer na penetração é superestimado culturalmente. O fato de você se excitar com estímulos orais mostra que seu corpo responde, mas não de forma automática à penetração — o que não é uma falha, e sim uma singularidade.
2. O modelo sexual dominante é limitante
• A expectativa de que o homem “deve” gostar da penetração como principal fonte de prazer é uma construção. Sua experiência pode estar revelando uma estrutura erótica mais sensorial, relacional, ou até mesmo baseada em estímulos não tão mecânicos.
3. Resposta erótica seletiva
• Homens também têm zonas erógenas diversas (como períneo, próstata, mamilos, pescoço), e podem não ter como foco de prazer o que o script tradicional dita. A perda de ereção nesse contexto pode ser mais uma reação do corpo à frustração ou ao tédio do que à disfunção em si.
4. Atenção ao condicionamento psicoemocional
• Qual foi o clima emocional das primeiras experiências sexuais? Houve culpa, ansiedade, medo de não “dar conta”? Memórias sexuais precoces mal digeridas moldam muito da resposta atual.
5. Homens também sofrem com o mito da performance
• O foco excessivo no desempenho (ereção, tempo, penetração) pode tornar a experiência sexual uma tarefa de aprovação, e não uma vivência de prazer. Isso mina o desejo e a ereção.
Caminhos de investigação e reconstrução:
1. Exploração sem roteiro
• Reescreva seu repertório sexual fora da lógica “oral → penetração → fim”. Experimente tocar, explorar e ser tocado sem o objetivo final de penetrar.
2. Terapia sexual especializada
• Um(a) terapeuta sexual pode ajudar a decodificar essas vivências, ampliar seu mapa de prazer e identificar possíveis bloqueios emocionais ou somáticos. Isso não é sobre “corrigir” algo, e sim acessar camadas de você que ainda não foram reconhecidas.
3. Corpo como fonte, não como obstáculo
• Busque práticas que conectem você ao seu corpo sem pressão: tantra, massagens sensoriais, slow sex, mindfulness sexual. O prazer é uma habilidade a ser cultivada, não um reflexo automático.
4. Falar sobre isso com quem transa com você
• A partilha honesta, mesmo que em doses, permite construir experiências com menos cobrança e mais curiosidade.
5. Rever sua narrativa sobre o que é “ser homem” sexualmente
• Talvez a maior revolução aqui seja emocional: permitir-se não encaixar em modelos. Isso pode libertar não só sua sexualidade, mas sua forma de viver intimidade.
Microação para hoje:
Escreva, sem filtro, um relato da sua primeira experiência sexual. Depois, releia e sublinhe trechos que geram incômodo, vergonha ou tristeza. Isso não é para julgar, mas para reconhecer onde seu corpo pode ter começado a se proteger.
Às vezes, o que a gente chama de disfunção é só uma parte nossa tentando dizer: “eu não quero funcionar desse jeito”. O corpo fala quando a gente silencia desejos mais autênticos. E quando escutamos, o que parecia problema vira caminho. Nem sempre o prazer vem do que foi ensinado — às vezes ele se revela no que ainda não foi vivido.
Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em terapia sistêmica, terapia de casal e sexualidade humana. Agradeço a oportunidade de refletir sobre esse tema e espero ter ajudado com novos caminhos, referências e perspectivas.
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A gente pode do nada ter uma crise? Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?
A gente pode do nada ter uma crise?
Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, essa é uma ótima pergunta, vamos refletir sobre isso.
Sim, é possível ter uma crise de ansiedade “do nada”, sem um fator desencadeador claro. Muitas vezes a pessoa está tranquila e, de repente, sente palpitação, falta de ar, tontura ou medo intenso. Isso acontece porque a ansiedade nem sempre depende de um evento externo visível. O corpo pode reagir a estímulos internos — como pensamentos rápidos, lembranças, alterações hormonais, fadiga, estresse acumulado ou até substâncias como café — e disparar a crise.
O que dá a sensação de que surgiu sem motivo é que esses gatilhos, na maioria das vezes, são sutis e não percebidos de imediato. O sistema nervoso já vinha em estado de alerta e, em algum momento, a resposta ansiosa se manifesta de forma mais intensa.
Por isso, um dos trabalhos mais importantes na terapia é ajudar a identificar padrões: observar o corpo, o sono, a alimentação, os momentos de tensão e até como você lida com seus pensamentos. Isso não elimina a crise de imediato, mas dá clareza e, com o tempo, fortalece a sua capacidade de prevenir ou reduzir a intensidade.
Ou seja, mesmo quando parece que vem “do nada”, a crise tem uma história por trás e compreender essa história é parte essencial do processo terapêutico.
Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica. Espero ter ajudado a refletir.
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Fico dias sem senti vontade de ter relação sexual e normal?
Fico dias sem senti vontade de ter relação sexual e normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É perfeitamente normal ter variações no desejo sexual. O desejo sexual não é constante e pode ser influenciado por uma série de fatores, tanto internos quanto externos.
Do ponto de vista psicológico, a libido pode ser afetada por questões emocionais, como estresse, ansiedade e depressão. O estado emocional de uma pessoa desempenha um papel significativo na sua disposição para o sexo. Se você está passando por um período de estresse ou preocupação, é natural que o desejo sexual diminua.
Além disso, a dinâmica do relacionamento também pode influenciar o desejo sexual. Conflitos, falta de comunicação ou problemas na relação podem afetar a vontade de ter relações sexuais. A conexão emocional com o parceiro é fundamental para manter um desejo sexual saudável.
Fatores físicos também são importantes. A saúde geral, os níveis hormonais e o cansaço físico podem afetar o desejo sexual. Condições médicas e medicamentos também podem ter um impacto significativo.
Os aspectos culturais e sociais não devem ser ignorados. As expectativas sociais e culturais sobre a sexualidade podem influenciar como nos sentimos em relação ao sexo. A pressão para manter uma vida sexual ativa pode gerar ansiedade e afetar negativamente o desejo.
Por fim, é importante considerar que cada pessoa é única e que o desejo sexual varia de um indivíduo para outro. Não existe uma frequência "normal" que se aplique a todos. O mais importante é entender o que é normal para você e se sentir confortável com isso.
Se você sente que a falta de desejo está causando angústia ou problemas no relacionamento, pode ser útil buscar a ajuda de um terapeuta sexual ou psicólogo. Eles podem ajudar a identificar possíveis causas e encontrar maneiras de lidar com a situação.
Lembre-se de que sua experiência é válida e que é importante respeitar seu próprio ritmo e necessidades.
Betânia Tassis, Psicóloga
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toda vez que eu chamo minha namorada pra vir em casa escondido, ou eu vou pra la escondido, eu tenho
toda vez que eu chamo minha namorada pra vir em casa escondido, ou eu vou pra la escondido, eu tenho dificuldade de ficar de pau duro, e quando ele endurece, em um minuto mais ou menos já ele fica mole, que tipo de especialista devo procurar para me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está vivendo é mais comum do que parece — e não tem só a ver com “disfunção erétil”, mas com o contexto emocional, psicológico e relacional em que a relação sexual está acontecendo. O corpo responde ao ambiente. Quando a excitação sexual está sendo vivida em contexto de estresse, medo de ser pego, culpa, ou repressão emocional, o sistema nervoso entra em modo de alerta, o que prejudica diretamente a ereção e a sustentação do desejo.
O que você está descrevendo pode ter raízes em:
1. Ambiente emocional inseguro – sexo “escondido” ativa o sistema de ameaça.
2. Ansiedade de desempenho – preocupação excessiva em “dar conta” ou “não falhar”.
3. Conflitos internos – culpa, medo, ou desconforto moral com a situação.
4. Falta de intimidade segura – quando o vínculo está sob tensão ou instabilidade.
Especialistas que podem te ajudar:
1. Terapeuta sexual (ou terapeuta com formação em sexualidade) – trabalha a fundo as dinâmicas emocionais, relacionais e comportamentais ligadas ao sexo. Ideal se for alguém com abordagem integrativa (ex.: psicologia corporal, sistêmica, ou sexologia clínica).
2. Psicólogo clínico com foco em relacionamentos e sexualidade – pode ajudar a investigar causas emocionais e elaborar estratégias de autorregulação emocional e comunicação afetiva.
3. Urologista – se for necessário descartar causas fisiológicas. Mas, como você relata ereções que ocorrem e somem, é provável que o fator predominante seja psicológico/emocional.
Microação prática agora:
Reflete sobre estas perguntas com honestidade:
• Que sentimentos vêm antes e durante esse encontro escondido?
• O que você sente que está tentando evitar ou provar nesses momentos?
• Se o sexo fosse em um espaço livre de medo e repressão, o que mudaria?
Agradeço a oportunidade de refletir sobre sistemas — internos, emocionais e relacionais — porque compreender esses movimentos pode abrir caminhos de cuidado e autenticidade. Quando a gente olha para o corpo como parte de um sistema maior, tudo faz mais sentido. Que essa escuta possa ajudar outras pessoas a também se enxergarem com mais gentileza e profundidade.
Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em sexualidade humana, saúde mental, terapia de casais e terapia sistêmica.
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Quando eu penso em sair com alguém ou estou para sair começo a ter crises de ansiedade como me acalm
Quando eu penso em sair com alguém ou estou para sair começo a ter crises de ansiedade tem tratamento para me acalmar? Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Quando a gente pensa em sair com alguém (especialmente em um encontro que envolve expectativa, desejo ou intimidade) é muito comum que o corpo reaja com ansiedade. Isso acontece porque encontros afetivos e sexuais ativam várias camadas emocionais ao mesmo tempo: expectativa de ser aceito, medo de rejeição, preocupação com desempenho, inseguranças sobre o próprio corpo ou sobre como o outro vai nos perceber.
Na psicologia e também na terapia sexual, entendemos que essas reações não significam necessariamente que há algo “errado” com você. Muitas vezes é apenas o seu sistema emocional tentando lidar com algo que envolve exposição, desejo e vulnerabilidade. O corpo pode responder com aceleração do coração, pensamentos antecipatórios, tensão ou até crises de ansiedade.
O tratamento existe, sim. A psicoterapia ajuda a compreender de onde vem essa ansiedade — se ela está ligada a experiências anteriores, inseguranças na intimidade, medo de julgamento ou expectativas muito altas sobre si mesmo. Na terapia sexual, também trabalhamos a relação da pessoa com o próprio corpo, com o prazer, com a comunicação e com a liberdade de viver o encontro sem tanta cobrança.
Além disso, aprender técnicas de regulação emocional, respiração, percepção corporal e mudança de pensamentos antecipatórios pode ajudar bastante a reduzir essas crises e tornar os encontros mais naturais e tranquilos.
Ou seja, é algo relativamente comum e que pode ser compreendido e cuidado. Quando você começa a entender o que está por trás dessa ansiedade, fica mais fácil se aproximar das relações com mais calma, presença e segurança.
Espero ter ajudado você a refletir.
Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.
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Eu tenho 24 anos e já tem mas de três anos que não fazia sexo não tinha relação com ninguém pois sen
Eu tenho 24 anos e já tem mas de três anos que não fazia sexo não tinha relação com ninguém pois sentia muita dor na hora que ia fazer isso foi me deixando fechada para esse assunto agora voltei a ter relação mas não sinto praze nem um nem
no sexo oral nem na penetração lubrifico faço tudo más o prazer mesmo não sinto nada e mas engraçado e que quando não tamos fazendo nada quando ele me beija eu sinto arrepios e essas
coisas e tal mas na hora da relação eu não sinto nada e isso é normal?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa noite!
Ao analisarmos uma situação sempre afastamos questões médicas. Se seus exames não apresentam alterações começamos a refletir sobres questões emocionais relacionadas a ansiedade. Algum desconforto emocional na hora do ato a faz bloquear, desligar. Você relata que sentia dor e se fechou, hoje nas preliminares, sente desejo e resposta adequada do seu corpo, preparado para o ato sexual, mas quando a intimidade vai se tornado real vivência ansiedade. Fique tranquila. Conversar com o parceiro, buscar uma atmosfera mais segura, conhecer o seu corpo e o que mais gosta irá ajudar a ter uma relação sexual com mais prazer.
Espero ter ajudado em sua busca pelo autoconhecimento.
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olá! eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sint
olá!
eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sintomas do toc, como pensamentos compulsivos, isso atrapalha muito meu dia a dia, não consigo
mais estudar, não consigo mais viver sem me sentir culpada por causa desses pensamentos
parece que eu nunca vou conseguir me livrar deles, é uma angústia enorme...
posso fazer terapia para que isso melhore?..RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, eu entendo a angústia que você está vivendo. Conviver com pensamentos intrusivos pode ser muito desgastante: eles chegam sem pedir licença, se repetem e trazem culpa, como se você fosse responsável por pensar aquilo. Aos poucos, isso toma espaço no estudo, no trabalho, na vida social… e fica mesmo a sensação de que nunca vai melhorar.
Mas é importante saber que esses pensamentos não definem quem você é. Eles fazem parte de um funcionamento ligado à ansiedade e, em alguns casos, ao espectro do TOC. Justamente por isso, existe tratamento e não é preciso enfrentar sozinha. A psicoterapia tem recursos eficazes para ajudar a mudar a relação com esses pensamentos: em vez de lutar contra eles o tempo todo, você aprende a reconhecê-los e diminuir o poder que exercem sobre a sua vida.
No início pode parecer impossível, mas aos poucos você passa a sentir que eles já não controlam mais suas escolhas. Existem técnicas específicas, como trabalhar a exposição gradual ao desconforto e evitar os rituais de neutralização, além de práticas de respiração e presença que ajudam a acalmar o corpo nos momentos de maior ansiedade. Em casos mais intensos, o acompanhamento médico também pode somar ao processo.
O que você descreveu não é sinal de fraqueza, mas sim de que sua mente está pedindo ajuda e reorganização. A terapia é, sim, um espaço onde isso pode melhorar bastante. O alívio é possível, e o primeiro passo é buscar esse apoio.
Espero ter ajudado a refletir.
Eu sou Betânia Tassis, Psicóloga Clínica.
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Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito
Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito nunca consegui sentir esse arrebatamento de mãe,sou bem fria com elas,inclusive elas reclamam que não abraço ou beijo constantemente.Não consigo sentir falta delas quando viajam,e mais velha quando casou,todos ficaram esperando que eu fosse chorar,ou algo assim.Mas não senti nada.Tenho muita culpa por isso e sempre pesquiso pra saber se mais pessoas tem esse problema.Devo fazer psicanálise pra descobrir o motivo desse desapego?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Que coragem imensa a sua trazer isso com tanta sinceridade — não há “loucura” alguma no que você sente, mas sim uma experiência emocional que merece ser acolhida com respeito e escuta profunda. O que você descreve toca em camadas delicadas da maternidade, do vínculo e também das pressões sociais e internas que nos dizem como deveríamos sentir.
Vamos olhar com calma:
Primeiro: O que você sente não te define como “ruim”
Ser mais contida emocionalmente ou não corresponder ao “ideal afetivo materno” não significa que você é desumana, insensível ou incapaz de amar. O que está presente aqui é um modelo de vínculo que pode ter raízes na sua história de vida, na forma como foi cuidada, nos afetos que recebeu — ou não.
Vínculo não é automático
O instinto materno é uma construção social e psicológica muito romantizada. Muita gente sente estranhamento, rejeição, distância, ou até indiferença em relação a seus filhos — mas isso não é dito em voz alta por medo de julgamento. O afeto, especialmente em maternidades complexas, não é automático: é cultivado. E às vezes, ele não encontra solo fértil por traumas não resolvidos, cansaço emocional, sobrecarga, ou modelos antigos de vínculo que foram mais duros ou distantes.
Culpa não é solução
A culpa que você sente é um sinal de que existe amor e ética em você. Mas a culpa sozinha não transforma vínculos — o que transforma é consciência, presença e disponibilidade para rever a si mesma. E você já está fazendo isso agora.
Sobre procurar psicanálise:
Sim, procurar um espaço de escuta profunda como a psicanálise (ou outras abordagens terapêuticas mais contemporâneas, como a psicoterapia vincular ou a psicodinâmica) pode te ajudar imensamente. Não necessariamente para descobrir o “motivo do desapego”, mas para construir compreensão sobre o que formou sua maneira de se vincular, como você experimenta o amor e o que deseja cultivar daqui em diante.
Posso te ajudar a organizar algumas microações para iniciar esse processo com mais clareza, se quiser. Por exemplo:
1. Escrever uma carta não enviada para cada filha — onde você fale o que sente (ou não sente), sem filtros nem culpa. Isso ajuda a abrir canais de escuta interna.
2. Explorar sua história de afeto: Como foram seus cuidadores? Você foi abraçada? Te ensinaram a sentir? Ou te ensinaram a sobreviver?
3. Observar pequenas brechas de afeto em você — às vezes o amor aparece não no beijo, mas em preparar uma comida, se preocupar, ou respeitar o espaço da outra.
O que você está vivendo não é um erro de caráter, nem um defeito pessoal — é uma história emocional que precisa ser ouvida, sem rótulos nem vergonhas. Ao trazer esse tema com tanta honestidade, você abre uma porta não só para si mesma, mas também para outras mulheres que, em silêncio, sentem o mesmo mas não sabem como nomear. A maternidade é feita de muitos matizes — e reconhecer que o afeto não veio da forma esperada não significa que ele não possa existir, mudar, ou ser cuidado a partir de agora.
Você está em movimento. E só isso já é sinal de amor.
Sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, especialista em terapia de casais, saúde mental e sexualidade humana. Há mais de duas décadas escuto histórias que, como a sua, desafiam os padrões e revelam a verdade emocional por trás das idealizações. Falar abertamente sobre temas como maternidade não idealizada, vínculos difíceis e culpa silenciosa é essencial para criar espaços de escuta e reconstrução — porque sim, o que você sente também é a questão de muitas outras mulheres. E merece ser tratado com a dignidade, o cuidado e a profundidade que só uma escuta verdadeira pode oferecer.
Perguntas frequentes
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Faço uso de haldol decanoato duas ampolas de mês em mês e me sinto bem nos primeiros 15 dias, logo d
É possível usar o decanoato a cada 15 dias sim, mas seu médico tem que verificar…