Perguntas do paciente (50)
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Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz
Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Espero que esteja bem. Retomar um antidepressivo depois de uma pausa pode gerar sintomas físicos transitórios enquanto o organismo se readapta — dor de cabeça é um dos mais comuns nesse reajuste, junto com tontura ou náusea leve.
Seis dias de dor persistente é tempo suficiente pra merecer atenção: pode ser só o corpo se ajustando à retomada, mas também pode ter outras causas (tensão, sono, até a própria dose). Vale reportar isso ao médico que prescreveu a sertralina, para que ele avalie se é esperado ou se pede algum ajuste.
Essa dor de cabeça tem algum padrão, como piorar em determinado horário do dia, ou é constante?
Caso precise, estou à disposição.
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A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergo
A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergonha? Tipo ter bebido anoite e acordar com aquela melancolia de lembrar coisas feias que fiz? e ela altera as ondas cerebrais também ? ou permanece em Beta??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? Muita gente busca uma técnica assim justamente pra aliviar um peso que incomoda, e faz sentido você estar atrás de algo que ajude nesse momento pós-melancolia. A meditação de fixar o olhar na vela funciona sobretudo como uma âncora de atenção: ela não apaga o que você sente, mas dá um ponto fixo pra mente parar de girar em torno da culpa por alguns minutos.
Se essa vergonha aparece principalmente depois de beber, vale reparar se existe um padrão se repetindo (beber, se arrepender, tentar se acalmar depois), porque isso costuma pedir um olhar mais amplo do que só a técnica de relaxamento. Sobre as ondas cerebrais, isso só é confirmado por exame, então o que vale mesmo é o efeito prático: se te acalma, pode seguir usando.
Você sente que esse ciclo tem se repetido nas últimas semanas? Caso precise, estou à disposição.
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Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi
Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? Isso costuma acontecer quando um pensamento vira uma espécie de hábito mental, mesmo você sabendo que não é real.
Anotar e depois jogar fora pode ser uma forma de tentar organizar uma ansiedade que vem de outro lugar, talvez a sensação de não ter ou não ser o suficiente. O problema não é pensar nisso às vezes, mas quando esse hábito toma espaço a ponto de te fazer esquecer coisas importantes.
Você percebe em quais momentos esse impulso fica mais forte? Vale entender isso melhor em terapia. Caso precise, estou à disposição.
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Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b
Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? Esse receio tem uma lógica: em algum momento você aprendeu que se destacar pode custar caro, seja com crítica, seja com inveja, e por isso esconder virou a saída mais segura.
O efeito colateral é que, evitando aparecer, você nunca testa se um resultado diferente é possível, e o medo só cresce. Pode ajudar observar em que situações específicas ele aparece mais forte, e o que você teme que aconteça ali.
A terapia cognitivo-comportamental trabalha bem esse tipo de padrão, com exposições graduais e seguras. Caso precise, estou à disposição.
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Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Você começou no lugar certo: pensando primeiro em si, e não em como agradar os outros.
O interesse que uma pessoa desperta costuma vir de estar genuinamente envolvida com algo, não de um esforço para parecer interessante. Quando a atenção fica em "como estou sendo visto", a espontaneidade some.
Pergunte-se: o que desperta sua curiosidade mesmo sem plateia? E o que sente que falta hoje, tédio, vazio, ou uma cobrança de ser diferente? Isso rende uma boa reflexão em terapia. Caso precise, estou à disposição.
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde, tudo bem? Existe diferença entre os dois, embora possam parecer a mesma coisa de fora.
Perfeccionismo é uma exigência alta consigo mesmo, com a qual a pessoa concorda, mesmo sofrendo. TOC envolve obsessões (pensamentos intrusivos que causam angústia) e compulsões (ações para aliviar essa angústia), num ciclo que se retroalimenta porque o alívio dura pouco. Sinais de alerta: tempo excessivo gasto com isso, incapacidade de parar mesmo reconhecendo o exagero, prejuízo real na rotina.
Fechamento de diagnóstico exige avaliação presencial, mas o sofrimento já é motivo suficiente para buscar apoio. Caso precise, estou à disposição.
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É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após
É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Uma crença disfuncional não desaparece na terapia, ela é substituída por um aprendizado novo, que ganha força aos poucos.
Por isso momentos de estresse ou situações parecidas com a origem daquela crença podem trazê-la de volta. Isso não significa retrocesso: o que muda é a intensidade e a velocidade com que você se recupera e reconhece aquilo como interpretação, não fato.
O que você entende por "mudar de vez", a ausência do pensamento ou a perda do poder dele sobre você? Vale trabalhar isso, junto com um plano de prevenção de recaídas, em terapia. Caso precise, estou à disposição.
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Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,
Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? Entendo a preocupação depois de tanto tempo se sentindo bem.
Ajustes de medicação são sempre decisão do psiquiatra responsável, então procure-o o quanto antes, sem esperar a próxima consulta marcada, e não mude a dose sozinha. Isso não invalida o tratamento até aqui, pode ser só um ajuste necessário.
Algo mudou na sua rotina ou sono nos últimos dias? Se ainda não tem psicoterapia, considere somar ao tratamento. Caso precise, estou à disposição.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Por trás dessa pergunta existe uma dor concreta: vínculos que você construiu e viu se desfazerem mais de uma vez.
A autossuficiência protege dessa dor, mas cobra um preço, porque também afasta a conexão de que todos precisamos. E funciona como profecia que se cumpre sozinha: menos aproximação, menos vínculo, mais confirmação de que não vale a pena tentar.
O que você costuma pensar quando um amigo se distancia? Bom ponto de partida para explorar em terapia. Caso precise, estou à disposição.
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Eu comecei a usar anticoncepcional e estou na pausa da minha terceira cartela, eu tenho tomado "cert
Eu comecei a usar anticoncepcional e estou na pausa da minha terceira cartela, eu tenho tomado "certo" mas as vezes esqueço por 1 a 2 horas no MÁXIMO, além disso eu sempre uso camisinha do início ao fim e também faço coito interrompido, existe alguma chance mesmo assim de engravidar? Sou muito paranóica com isso e acho que as vezes acabo estragando o momento por pensar demais e ficar com medo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? Direto ao ponto: eficácia de anticoncepcional e risco de gravidez são perguntas para seu ginecologista, com segurança técnica que eu não tenho.
O que salta aos olhos aqui é psicológico: você já usa dois métodos e o medo persiste. Isso é típico de quando a ansiedade busca uma certeza que nunca é suficiente, então cada checagem alivia por pouco tempo e a dúvida retorna.
Esse padrão de precisar de certeza aparece em outras partes da sua vida também? Ginecologista cuida do técnico, terapia cuida do resto. Caso precise, estou à disposição.
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Sendo sincera: não há garantia, depende de cada profissional.
Muitos terapeutas de casal não têm preparo ou abertura para relacionamentos não-monogâmicos, então perguntar antes da primeira sessão sobre experiência com esse tipo de dinâmica é um cuidado válido, não uma falta de educação.
O que mais preocupa vocês numa sessão, ser julgados ou não serem entendidos? Buscar indicação específica evita frustração. Caso precise, estou à disposição.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? Ler essas crenças escritas já mostra um autoconhecimento importante, a maioria das pessoas nem consegue nomear o que sente desse jeito. E essas três coisas, na prática, formam quase um ciclo fechado: você se sente inferior, evita se expor por medo do julgamento, e o isolamento que sobra alimenta ainda mais a sensação de não ser suficiente.
A TCC entra separando esse ciclo em pedaços: trabalha cada crença isoladamente, testando se ela realmente se sustenta diante de fatos (não da sensação do momento), e junto com isso incentiva pequenas exposições sociais controladas, pra quebrar o ciclo pela ação, não só pelo pensamento.
Você diria que o medo do julgamento social vem antes da baixa autoestima, ou é o contrário no seu caso? Caso precise, estou à disposição.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Essas três costumam vir juntas, alimentando-se mutuamente através de crenças parecidas.
A TCC trabalha identificando pensamentos automáticos, como "sou feio" ou "estão me julgando", e testando o quanto eles resistem a evidências reais, não a sensações. Com o tempo, a pessoa aprende a questionar essas distorções e substituí-las por leituras mais equilibradas, junto de exposições graduais às situações evitadas.
Essa pergunta é para uso pessoal ou profissional? Caso precise, estou à disposição.
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Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e c
Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Na depressão, a TCC costuma agir em duas frentes complementares.
Uma é a ativação comportamental, reinserir aos poucos atividades com sentido ou prazer mesmo sem vontade, porque a motivação geralmente vem depois de agir, não antes. A outra é a reestruturação de crenças centrais e intermediárias por trás de pensamentos como "sou inútil" ou "nada vai melhorar", questionando o quanto são fato ou interpretação.
Energia e anedonia tendem a melhorar conforme as duas frentes avançam. Pergunta para uso pessoal ou interesse profissional? Caso precise, estou à disposição.
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Medo, culpa e a sensação de estar perdendo a própria vida costumam aparecer juntos numa gravidez cheia de mudanças como a sua.
Pensar que "a vida será dele, não minha" é uma crença comum nesse momento, mas os dois não se excluem: você continua existindo, só que com mais alguém na história agora. Vale conversar com alguém de confiança sobre a mudança e sobre não ter contado à sua mãe ainda, isso também pesa.
Você consegue separar o medo de perder sua vida da culpa de estar escondendo essa decisão? Esse momento pede acompanhamento próximo. Caso precise, estou à disposição.
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? Três anos longe da escola por causa da ansiedade é um peso enorme, e imagino que já tenha sido bem desgastante tentar lidar com isso sozinho até aqui. Sobre a sertralina não ter feito efeito, essa avaliação (dose, troca de medicação, tempo de uso) é sempre do psiquiatra, vale muito marcar um retorno pra reavaliar o tratamento medicamentoso.
Sobre as duas tentativas de TCC que não deram certo: às vezes o problema não é o método em si, mas o vínculo com aquele profissional específico ou o ritmo das exposições, que precisam ser bem graduais pra não gerar mais ansiedade do que suportar. Terapia funciona melhor combinada com o acompanhamento psiquiátrico em dia, então os dois lados precisam estar alinhados.
O que te fez parar nas duas vezes anteriores, foi a terapia em si ou a dificuldade de manter a rotina de ir? Caso precise, estou à disposição.
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A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá
A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? Essa é uma dúvida que mostra que você já entende bem o funcionamento da TCC. Sim, o psicólogo ensina técnicas pra identificar e questionar essas crenças, mas o trabalho de fato de mudar (testar, praticar, repetir) é feito pelo paciente, o profissional funciona mais como um guia do processo do que como alguém que muda a crença por você.
Isso acontece em etapas: primeiro nomear a crença, depois observar em quais situações ela aparece mais forte, e por fim testar ela contra evidências reais do dia a dia, indo aos poucos, não da noite pro dia. Quanto mais antiga a crença, mais repetição costuma ser necessária.
Você já percebe alguma crença específica que se repete nas suas dificuldades? Caso precise, estou à disposição.
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Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid
Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Viver tentando agradar todo mundo é cansativo, e é comum a pessoa nem perceber o tanto que abre mão de si mesma nesse processo até parar pra pensar, como você está fazendo agora. O medo de julgamento, de crítica e de rejeição geralmente compartilham a mesma raiz: a crença de que o valor da pessoa depende da aprovação alheia.
A TCC trabalha testando isso na prática, expondo a pessoa aos poucos a situações onde ela desagrada alguém de propósito (algo pequeno, controlado), pra mostrar que o mundo não desaba quando isso acontece. Com o tempo, a ansiedade antecipatória em torno da crítica tende a diminuir.
Você consegue lembrar de uma situação recente em que teve medo de desagradar alguém? Caso precise, estou à disposição.
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bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu re
bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu reprovo , o que posso fazer para melhorar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? Isso é mais comum do que parece, o teste palográfico costuma ser padronizado pra destros, então já existe uma dificuldade extra de base pra quem é canhoto, sem que isso reflita nenhuma limitação sua.
Uma forma de treinar é praticar o traçado apoiando o papel numa angulação um pouco diferente da usual (girado pra facilitar o movimento do braço esquerdo), e ir devagar no início, priorizando regularidade do traço em vez de velocidade. Ansiedade na hora do teste também atrapalha bastante, então respirar fundo antes de começar ajuda.
Você tem conseguido treinar isso fora do dia do teste, ou só percebe a dificuldade na hora mesmo? Caso precise, estou à disposição.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Espero que esteja bem. Essa mistura de culpa com a sensação de estar "traindo" só de pensar em como você é vista por essa pessoa diz muito sobre o peso que a opinião alheia ainda carrega pra você, mesmo dentro de um relacionamento estável.
Isso não costuma configurar traição em si (não há intenção nem ação voltada pra essa pessoa), mas o desconforto que você descreve tem mais a ver com padrões de ansiedade social e autoestima do que com o relacionamento atual. É comum que, mesmo sem conflito nenhum com o parceiro, a mente monte esse roteiro de "preciso provar que estou bem" diante de alguém do passado — isso costuma vir de crenças sobre autovalor e aprovação externa, e a TCC trabalha bem esse tipo de padrão, ajudando a identificar o pensamento automático por trás da culpa e testar o quanto ele reflete a realidade.
Você percebe esse mesmo tipo de preocupação com a opinião dos outros em outras situações da sua vida, ou é algo mais específico desses encontros?
Caso precise, estou à disposição.
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Perguntas frequentes
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Estou tomando escitalopram 10 mg há 2 semanas e percebi que comecei a demorar muito mais para conseg
Pode melhorar com o tempo, sim, mas não existe um prazo certo, e em algumas…