Perguntas do paciente (50)

  • como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Olá! Espero que esteja bem. "Teleguiada" é uma palavra que descreve bem esse tipo de consumo automático, quase sem decisão consciente no meio do caminho.

    Isso costuma acontecer quando o comportamento vira uma resposta automática a determinados gatilhos (tédio, estresse, um horário específico do dia) em vez de uma escolha deliberada. Na TCC, o primeiro passo costuma ser mapear esses gatilhos — em que momentos, lugares ou estados de humor esse "piloto automático" liga — pra então trabalhar estratégias de controle de estímulo (mudar rotina, dificultar o acesso automático) e substituição por outra atividade nesses momentos específicos.

    Você já percebeu em quais horários ou situações esse hábito costuma aparecer com mais força?

    Caso precise, estou à disposição.


  • Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um

    Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um número bem grande um números que leva vários minutos pra terminar? Isso faz mesmo diminuir ondas Rápidas e descer pra Alfa Profundo???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Oi, tudo bem? Contar números não muda literalmente suas ondas cerebrais da forma como costuma circular por aí; essa é uma simplificação que não tem base científica sólida.

    O que realmente acontece é mais simples e ainda assim valioso: contar exige atenção focada em algo repetitivo, o que naturalmente afasta a mente de pensamentos ansiosos, parecido com o que a respiração guiada faz. O efeito calmante é real, só não pelo motivo que costuma ser divulgado.

    Você usa essa contagem em momentos de ansiedade? Vale entender o que dispara essa necessidade. Caso precise, estou à disposição.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Olá, tudo bem? Não existe uma idade fixa para começar, mas quanto mais cedo a criança ouvir uma explicação simples e verdadeira, menos espaço sobra para fantasias ou confusão depois.

    Com 3 anos, a linguagem precisa ser concreta: evite "foi dormir" ou "viajou", prefira "morreu" e explique que isso significa que o corpo parou de funcionar e a pessoa não volta mais. Deixe espaço para perguntas, e repita a explicação sempre que ela perguntar de novo, é normal precisar ouvir várias vezes.

    Como está sendo pra você e para o padrasto lidar com esse assunto até agora? Vale buscar orientação específica para acompanhar esse processo. Caso precise, estou à disposição.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Oi, tudo bem? Sentir menos entusiasmo depois de quase 3 anos não significa necessariamente que o amor acabou, relacionamentos mudam de fase, e a intensidade do início não é sustentável para sempre.

    Vale diferenciar o que você sente: é ausência de conexão mesmo, ou uma mistura de rotina, ansiedade e medo de machucar alguém que te trata bem? Essas coisas se confundem fácil, principalmente quando não há desconforto nem vontade real de terminar.

    Você consegue lembrar quando essa mudança começou, teve algum gatilho? Vale explorar isso com calma em terapia, antes de qualquer decisão. Caso precise, estou à disposição.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Olá, tudo bem? Melhorar da ansiedade social não significa virar uma pessoa extrovertida, e sim conseguir agir do jeito que você quer, mesmo sentindo alguma ansiedade.

    Os comentários sobre ser "séria e quieta" dizem mais sobre a expectativa dos outros do que sobre sua evolução. Se você já fala o que quer falar e a ansiedade diminuiu, isso é progresso real, mesmo que seu jeito continue mais quieto que o de outras pessoas.

    Você sente que precisa mudar sua personalidade, ou só aprender a não se abalar tanto com esses comentários? Vale trabalhar isso em terapia. Caso precise, estou à disposição.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Oi, tudo bem? Pesquisar demais sobre sintomas costuma alimentar mais ansiedade do que resolver, principalmente quando o psicológico já está fragilizado: seu corpo passa a interpretar cada informação como confirmação de um medo novo.

    Sobre a medicação, qualquer ajuste ou dúvida sobre o efeito deve ser sempre conversado com o psiquiatra que te acompanha, não pare nem mude por conta própria. Sobre a terapia: se o formato online não está funcionando, vale buscar um formato presencial ou outra modalidade, o importante é não ficar sem esse suporte agora.

    Você consegue identificar o que te leva a pesquisar de novo, mesmo sabendo que vai piorar? Caso precise, estou à disposição.


  • Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Olá, tudo bem? Dormir com os braços dobrados perto do corpo, tipo "mão de t-rex", não indica nenhum transtorno por si só, é só uma posição de conforto que o corpo assume durante o sono.

    Isso só merece atenção se vier acompanhado de outros sinais, como dor, formigamento ao acordar, ou se atrapalhar sua qualidade de sono de alguma forma.

    Você notou algum desses outros sintomas junto? Se não, pode ficar tranquila. Caso precise, estou à disposição.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Olá, tudo bem? Percebo que você já está atenta ao que sente, o que é bom, mas esse hábito de pesquisar sintomas quando as coisas ficam difíceis pode sim estar alimentando o ciclo, porque cada pesquisa nova traz mais informação pra mente temer, o que aumenta a ansiedade de sair de casa. Sobre o escitalopram ainda não ter feito efeito, vale conversar com o psiquiatra: alguns antidepressivos levam algumas semanas pra mostrar resultado, e só ele pode avaliar se é hora de ajustar.

    A terapia ajuda bastante aqui, especialmente pra trabalhar esse padrão de pesquisar sintomas (que na prática funciona como uma forma de tentar controlar o medo, mas acaba alimentando ele) e pra ir retomando as saídas de casa aos poucos, sem forçar demais de uma vez.

    Você consegue notar o que vem primeiro, a vontade de pesquisar ou a sensação de medo? Caso precise, estou à disposição.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Oi, tudo bem? Dificuldade de foco depois da pandemia é bem comum, o cérebro se acostumou com estímulos rápidos e constantes, e voltar para atividades que pedem atenção sustentada, como leitura, exige um "reaprendizado".

    A vontade de ficar no Instagram no meio da leitura não é falta de força de vontade, é o cérebro buscando a recompensa rápida a que se acostumou. Reduzir aos poucos o tempo de tela e treinar blocos curtos de leitura, aumentando o tempo aos poucos, costuma ajudar mais do que tentar forçar horas seguidas de concentração.

    Você percebe se essa dificuldade piora em algum horário ou situação específica? Vale entender isso melhor em terapia. Caso precise, estou à disposição.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Olá, tudo bem? Pelo que você descreve, tudo isso parece muito pesado, e pelo tempo e pela intensidade dos sintomas (memória, concentração, choro constante, sensação de vazio), vale buscar uma avaliação o quanto antes, com psicólogo e também com psiquiatra, para investigar o que está acontecendo e o que pode ajudar.

    Sentir que as pessoas não te querem por perto é um pensamento comum na depressão, ele parece verdade mas geralmente é sintoma, não fato. O mesmo vale para essa sensação de estar "vegetando" ou "perdida de si mesma": ela tende a diminuir com o tratamento certo.

    Você tem conseguido contar isso para alguém de confiança, além de escrever aqui? Não espere mais tempo para buscar ajuda, esses sintomas merecem cuidado logo. Caso precise, estou à disposição.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Boa noite! Espero que esteja bem. Faz sentido que essa despedida tenha sido diferente das outras — vocês experimentaram uma intensidade de convivência que normalmente não têm, e o contraste entre esse cotidiano compartilhado e a volta pra rotina sozinha costuma pesar mais do que uma despedida de fim de semana comum.

    Esse tipo de vazio depois de uma experiência positiva intensa é como uma espécie de "ressaca emocional" — não indica necessariamente um problema no relacionamento nem insegurança, é mais uma reação ao contraste entre os dois momentos. Vale observar se esse sentimento passa em alguns dias (o que seria esperado) ou se vem se repetindo e se intensificando a cada despedida, porque aí faria sentido investigar um pouco mais o papel que a distância física tem assumido na relação.

    Esse vazio apareceu só dessa vez, depois de dias mais intensos juntos, ou é parecido com o que você sente nas despedidas comuns, só que mais forte?

    Caso precise, estou à disposição.


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Oi! Espero que esteja tudo bem com você. A transferência é um fenômeno esperado dentro do processo terapêutico — é comum que sentimentos afetivos, de admiração ou até de atração apareçam direcionados à pessoa da psicóloga, principalmente num vínculo de confiança e intimidade emocional como esse.

    Isso não significa necessariamente um interesse amoroso "real" fora do contexto terapêutico; muitas vezes reflete padrões de vínculo que valem a pena entender melhor. O caminho mais produtivo aqui é trazer isso diretamente pra sua psicóloga na próxima sessão — falar abertamente sobre o que você está sentindo é, inclusive, um material terapêutico valioso, e ela tem o preparo técnico pra ajudar você a entender de onde vem esse sentimento.

    Você já pensou no que te impede de trazer isso pra ela diretamente?

    Caso precise, estou à disposição.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Oi, tudo bem? Primeiro: sentir essa angústia não é fútil, é uma necessidade humana genína, e não existe uma idade certa pra ainda não ter vivido isso, mesmo que pareça que todo mundo ao redor já passou por ali.

    Esperar a vida ficar "estável" pra procurar alguém costuma ser uma armadilha, porque estabilidade nunca chega de vez, e relacionamentos genínos também ajudam a construir essa estabilidade, não só vêm depois dela. Vale entender também por que os relacionamentos anteriores pareceram superficiais: às vezes a pessoa se protege demais no início e isso impede a profundidade que ela mesma busca.

    Você sente que evita se abrir de verdade nos relacionamentos que já teve, ou sente que não encontrou a pessoa certa mesmo? Caso precise, estou à disposição.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Olá, tudo bem? Sentir ambivalência durante a gravidez é mais comum do que se fala abertamente, e não significa necessariamente rejeição ao bebê, pode ser medo do tamanho da mudança que está por vir, ou luto pela vida como ela era antes.

    Vale diferenciar: você sente indiferença ou até aversão ao bebê especificamente, ou é mais uma dificuldade de aceitar as mudanças (corpo, rotina, identidade) que a gravidez traz? São coisas bem diferentes, e a segunda é bem mais comum do que parece.

    Você conseguiria dizer se o desconforto é mais sobre o bebê em si ou sobre tudo que está mudando ao redor dele? Vale conversar com um profissional para entender melhor esse sentimento. Caso precise, estou à disposição.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Boa tarde! Espero que esteja bem. Vamos direto ao ponto: essa sensação de que a depressão "espreita" depois de eventos ruins tem uma base real.

    Pessoas que já tiveram um episódio depressivo ficam com uma sensibilidade maior a determinados padrões de pensamento negativo, e situações de perda, frustração ou estresse podem reativar esses padrões com mais facilidade do que em quem nunca passou por isso — é um pouco como um caminho que já foi percorrido antes e fica mais "acessível". Isso não significa que a recaída é inevitável: a prevenção de recaída trabalhada na TCC foca justamente em reconhecer os primeiros sinais de alerta cedo (mudança de sono, isolamento, pensamentos automáticos negativos) e ter estratégias já ensaiadas pra esses momentos, em vez de esperar o quadro se instalar de novo.

    Você consegue identificar quais costumam ser os primeiros sinais que aparecem em você, quando um episódio começa a se formar?

    Caso precise, estou à disposição.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Oi, tudo bem? Passar por uma situação difícil no trabalho e não ser acreditada pela própria mãe dói de um jeito particular, porque além do sofrimento original, vem a sensação de estar sozinha justamente com quem deveria te apoiar. Faz sentido que isso tenha deixado marcas.

    Só que generalizar isso pra "a maioria das pessoas não presta" é um padrão de pensamento que a TCC chama de generalização excessiva: uma dor real e específica (a invalidação da sua mãe) sendo aplicada a todas as relações, o que acaba te protegendo de mágoas novas, mas também te afastando de vínculos que poderiam ser bons.

    Você sente que essa desconfiança tem aparecido também em outras relações, além da sua mãe? Caso precise, estou à disposição.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Oi! Espero que esteja bem. Esse padrão de se distrair com conteúdo novo o tempo todo, mesmo sabendo que precisa render no trabalho, geralmente tem uma lógica por trás, mesmo que pareça só falta de disciplina.

    A TCC trabalha bem esse tipo de dificuldade porque olha tanto para o comportamento (os gatilhos que levam à distração, o reforço que ela traz no momento) quanto para os pensamentos por trás dele — no seu caso, você já citou o perfeccionismo, que costuma estar ligado a uma cobrança de "saber tudo antes de agir", o que alimenta esse ciclo de buscar mais um curso, mais um livro, em vez de simplesmente começar a trabalhar. Terapia ajuda a identificar esse padrão de pensamento e construir estratégias práticas de foco e tolerância à sensação de "ainda não sei o suficiente".

    Você percebe se esse ciclo se intensifica mais em momentos de insegurança sobre o próprio trabalho?

    Caso precise, estou à disposição.


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Boa noite! Espero que esteja bem. Essa técnica de repetição tem uma base parecida com a de práticas de meditação com mantra, então sua percepção de efeito calmante faz sentido.

    Repetir uma palavra ou frase de forma sustentada tende a direcionar a atenção para um único ponto, o que ajuda a "desligar" o fluxo constante de pensamentos e favorece um estado mais relaxado — não vou entrar em detalhes técnicos sobre ondas cerebrais específicas porque isso exigiria um exame como eletroencefalograma pra confirmar, mas o efeito subjetivo de relaxamento é bem descrito na literatura sobre mindfulness e meditação. Funciona tanto verbalmente quanto mentalmente; em geral, repetir em voz baixa ajuda a manter o foco no começo, principalmente pra quem está começando a praticar, e com o tempo a repetição mental costuma ficar mais fácil de sustentar.

    Você já notou se funciona melhor pra você em algum momento específico do dia, como antes de dormir ou em momentos de ansiedade?

    Caso precise, estou à disposição.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Olá! Espero que esteja bem. Agitação e pensamento acelerado junto com dificuldade de concentração costumam ter mais de uma causa possível, então vale explorar com cuidado.

    Pode estar relacionado a ansiedade, sobrecarga de estímulos, privação de sono ou até um padrão de atenção que já existia e ficou mais evidente com o volume de demandas do trabalho. Algumas estratégias práticas ajudam de forma geral: quebrar tarefas grandes em blocos menores, técnicas de respiração ou grounding pra reduzir a agitação antes de começar algo que exige foco, e observar se há relação com sono, cafeína ou horários específicos do dia. Se isso for frequente e estiver impactando bastante sua rotina, vale conversar com um psiquiatra pra investigar se há algo além do quadro ansioso comum, já que só ele pode avaliar essa hipótese com mais profundidade.

    Isso é algo mais recente ou você reconhece esse padrão desde muito antes, mesmo com menos demanda no trabalho?

    Caso precise, estou à disposição.


  • Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d

    Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.

    Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.

    Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.

    Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bianca Pacheco

    Boa noite! Espero que esteja bem. Esse conjunto de sintomas parece reunir duas coisas distintas que vale investigar separadamente. Os "flashes" involuntários de cenas trágicas, seguidos da necessidade de checar ou neutralizar (como trancar a porta), têm características de pensamentos intrusivos, um padrão bem estudado dentro do espectro obsessivo-compulsivo — a mente produz uma imagem perturbadora e o comportamento de checagem surge como tentativa de reduzir a ansiedade que ela gera.

    Já os episódios da infância (a sensação de estar preso, a "bola gigante", os espinhos na parede) somados à sensação de estar acordado mas sem conseguir se mexer direito lembram bastante paralisia do sono, um fenômeno relativamente comum e não perigoso em si, que pode voltar em fases de mais estresse — o que bateria com o reaparecimento há 6 meses. Uma avaliação psicológica, e possivelmente psiquiátrica, ajuda a mapear com precisão esses dois padrões e a diferenciar de outras hipóteses.

    Esses flashes de tragédias costumam aparecer mais em momentos de maior estresse ou cansaço, ou parecem surgir sem relação com o que você está vivendo?

    Caso precise, estou à disposição.


Perguntas frequentes

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