Perguntas do paciente (50)
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Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet
Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.
Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.
Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.
Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que esteja bem. Esse tipo de culpa por um pensamento hipotético, mesmo sabendo que foi só isso, um pensamento, é bem característico de como o TOC funciona.
Quando já existe um diagnóstico de TOC, pensamentos intrusivos sobre culpa, "e se" e revisão de decisões passadas tendem a vir acompanhados de uma carga emocional desproporcional ao que realmente representam — o transtorno tem essa característica de transformar um pensamento comum (que qualquer pessoa pode ter, mesmo satisfeita no relacionamento) em algo que parece exigir explicação ou punição. Isso não significa necessariamente que você "ainda sente algo" pela outra pessoa; muitas vezes é só a mente buscando certeza absoluta sobre um sentimento, o que é justamente o mecanismo central do TOC. A culpa da infidelidade antiga já foi trabalhada com seu companheiro, então vale diferenciar isso do padrão atual de pensamento intrusivo, que se beneficia de técnicas específicas de exposição e prevenção de resposta dentro da TCC.
Você percebe se esse tipo de pensamento aparece mais em momentos de maior ansiedade geral, ou surge sem relação com o resto do seu dia?
Caso precise, estou à disposição.
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Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi
Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que esteja bem. O que sua psiquiatra e sua psicóloga apontaram faz sentido: depois de anos convivendo com TAG, o sistema nervoso se acostuma a operar em estado de alerta constante, e quando a ansiedade diminui com a medicação, essa calma pode parecer "estranha" simplesmente porque é desconhecida, não porque tenha algo errado.
Com o tempo e o trabalho em terapia, essa sensação tende a deixar de parecer estranha e passar a ser reconhecida como "normal" mesmo — não porque você vai se acostumar a algo artificial, mas porque seu cérebro vai reaprender que calma não é sinal de perigo.
Quando você fica agoniada ao parar a medicação, é mais medo de a ansiedade voltar, ou de perder essa sensação de bem-estar?
Caso precise, estou à disposição.
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Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta
Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Espero que esteja bem. A DBT (Terapia Comportamental Dialética) foi originalmente desenvolvida para o Transtorno de Personalidade Borderline, mas hoje seu uso se expandiu bastante: os módulos de regulação emocional, tolerância ao mal-estar e efetividade interpessoal são úteis pra qualquer quadro que envolva instabilidade emocional intensa, o que inclui frequentemente TDAH e bipolaridade, mesmo sem diagnóstico de borderline.
Se a TCC tradicional não está trazendo o resultado que você espera, pode ser justamente porque seu quadro pede mais foco em habilidades práticas de regulação do momento presente do que em reestruturação de pensamentos — que é onde a DBT se diferencia. Vale conversar com um profissional que trabalhe DBT para avaliar se essa é realmente a lacuna que falta no seu tratamento atual.
Quando você diz que a TCC não ajuda muito, é mais na parte de entender os pensamentos, ou na hora de lidar com a emoção forte no momento em que ela acontece?
Caso precise, estou à disposição.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi! Espero que esteja bem. Reagir com repulsa a algo que te pegou de surpresa, especialmente numa primeira experiência sem ponto de comparação, é uma resposta emocional legítima — não indica fracasso nem "recaída" em nada, já que recaída pressupõe voltar a buscar algo que você não queria mais, e não foi isso que aconteceu.
Chama atenção também o comentário do primeiro terapeuta ("ninguém nunca quis transar com você") — esse tipo de fala não tem lugar num atendimento psicológico responsável, e pode ter deixado uma marca que está se somando à culpa desse episódio recente, tornando tudo mais pesado do que precisaria ser.
Você sente que a culpa depois desse episódio recente é mais sobre o que aconteceu, ou sobre aquela pergunta antiga que ainda ecoa?
Caso precise, estou à disposição.
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Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,
Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
Muito obrigadoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Espero que esteja bem. O corpo dela reagindo com esse nível de pânico (travar, gritar) diante de cachorros, pombos e gatos mostra que, pro sistema nervoso dela, esses animais estão sendo registrados como ameaça real, mesmo que racionalmente não sejam. Isso é típico de fobia específica na infância — um dos quadros com melhor resposta a tratamento dentro da psicologia.
O caminho costuma ser exposição gradual e lúdica: aproximar do tema aos poucos, por meio de brincadeiras, desenhos ou vídeos, associando os animais a experiências positivas antes de qualquer contato direto, sempre respeitando o ritmo dela — nunca forçando.
Você sabe se esse medo começou depois de alguma experiência específica com um desses animais, ou sempre foi assim, desde que você se lembra?
Caso precise, estou à disposição.
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Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence
Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que esteja bem. Essa é uma dúvida legítima, e a resposta é sim: o direito de acesso ao seu prontuário e a um relatório com a avaliação do profissional sobre o processo não tem prazo de validade, mesmo que o atendimento tenha sido encerrado há meses. Isso está previsto no Código de Ética Profissional do Psicólogo.
O ideal é fazer esse pedido formalmente, por escrito, diretamente ao profissional que te atendeu. Uma devolutiva ao final do processo é considerada boa prática, mas a ausência dela no momento do encerramento não anula seu direito de solicitá-la agora. Se não houver retorno, ou se o pedido for recusado sem justificativa válida, o Conselho Regional de Psicologia da sua região pode orientar os próximos passos.
O que motivou você a querer esse relatório agora — é mais pra dar continuidade ao cuidado com outro profissional, ou pra entender melhor o que foi trabalhado?
Caso precise, estou à disposição.
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Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo
Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi! Espero que esteja bem. Bater, morder, jogar objetos e ficar com o rosto avermelhado de tanta raiva mostram que ela está sendo dominada por uma emoção que ainda não sabe regular — não é birra "por birra", é uma dificuldade real de autorregulação nessa fase.
Aos 3 anos, um certo apego à rotina e aos detalhes (como qual meia calçar primeiro) é esperado, faz parte do desenvolvimento do senso de controle da criança. A intensidade das crises, porém, é o que merece um olhar mais de perto: pode ser só uma fase mais desafiadora, ou pode se beneficiar de acompanhamento com um psicólogo infantil, que consegue observar de perto e orientar tanto o manejo em casa quanto a necessidade de avaliação complementar.
Essas crises costumam durar pouco tempo e passar, ou ficam se arrastando por bastante tempo depois que começam?
Caso precise, estou à disposição.
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Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne
Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Espero que esteja bem. Quatro anos é bastante tempo pra um sentimento continuar tão presente assim, então isso diz algo importante sobre o que ficou em aberto nessa história.
Às vezes o que mantém uma lembrança tão viva não é exatamente a pessoa em si, mas o que ela representa — uma versão de você, uma possibilidade que não foi explorada, ou um arrependimento específico ("errei com ela") que ainda não foi processado. Isso pode estar contribuindo pra dificuldade de se sentir feliz nos relacionamentos seguintes, porque uma parte da atenção continua voltada pra essa história não resolvida em vez de estar disponível pro presente. Vale a pena explorar em terapia o que exatamente ficou pendente aí — o arrependimento, a idealização do que poderia ter sido, ou os dois — pra entender se é isso que está pesando nos relacionamentos atuais.
Quando você pensa nela hoje, é mais sobre o que vocês poderiam ter tido, ou sobre esse erro específico que você mencionou?
Caso precise, estou à disposição.
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Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona
Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite! Espero que esteja bem. É comum que espectro autista, TDAH e sintomas depressivos apareçam juntos e se confundam entre si, então investigar os três ao mesmo tempo, em vez de um de cada vez, costuma ser o caminho mais eficiente.
Uma avaliação neuropsicológica completa é o ponto de partida mais indicado, porque ela consegue diferenciar traços de espectro autista de TDAH dentro do mesmo processo. Em paralelo, uma consulta psiquiátrica ajuda a mapear a parte depressiva e avaliar se há necessidade de suporte mais imediato. A psicoterapia pode começar desde já, mesmo antes de qualquer resultado fechado, pra te apoiar durante esse período de investigação.
O que te fez suspeitar do espectro autista — foi algo que você observou sozinha, ou alguém comentou algo que te fez pensar nisso?
Caso precise, estou à disposição.
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Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi! Espero que esteja bem. Pensamentos recorrentes sobre pessoas que já morreram, mesmo que não fossem muito próximas, costumam aparecer quando alguma perda não foi totalmente processada — às vezes nem é a morte da pessoa em si, mas o que ela representa, como a lembrança da própria mortalidade ou uma empatia mais intensa do que o comum. O sentimento de pena que você descreve pode ser um sinal de que essas lembranças ainda carregam um peso emocional que vale explorar.
Isso não é, por si só, motivo de preocupação, mas se esses pensamentos estão se tornando frequentes ou incomodando seu dia a dia, a psicoterapia é um espaço bom pra entender de onde vem essa reação e o que ela pode estar sinalizando.
Essas lembranças aparecem em momentos específicos, como situações que te lembram dessas pessoas, ou surgem sem nenhum gatilho aparente?
Caso precise, estou à disposição.
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