Perguntas do paciente (183)

  • Comecei minha puberdade aos 7 anos. Tive meu primeiro ciclo menstrual ainda criança, com um corpo qu

    Comecei minha puberdade aos 7 anos. Tive meu primeiro ciclo menstrual ainda criança, com um corpo que se desenvolvia como o de uma mulher adulta, mas com uma mente que ainda era só de uma menina. Foi confuso, solitário e muitas vezes assustador. Enquanto outras crianças brincavam, eu estava tentando entender o que estava acontecendo comigo — sem preparo, sem instruções e com uma carga emocional muito grande para suportar sozinha. Hoje tenho 13 anos e tô começando a me acostumar com meu corpo. Compartilhando aqui para não guardar isso pra sempre comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Que coragem sua em compartilhar algo tão pessoal! A puberdade, em qualquer idade, é um processo de mudanças profundas e desafiadoras, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Quando isso acontece de forma precoce, como no seu caso, pode ser ainda mais confuso e difícil de lidar, porque o corpo muda de maneira que não corresponde imediatamente à maturidade emocional.

    Na psicanálise, acreditamos que o corpo e a mente se desenvolvem de maneiras interligadas e muitas vezes descompassadas. O corpo pode crescer rápido, enquanto a mente ainda está tentando entender o que isso significa para a identidade, para os sentimentos, para as relações com os outros. Esse distanciamento entre corpo e mente pode criar uma sensação de desajuste, de estranhamento consigo mesma. Esse processo de adaptação que você está começando a vivenciar aos 13 anos é justamente uma tentativa de integrar as transformações que ocorreram no seu corpo com a sua experiência interna.

    É importante também destacar que, ao passar por essas mudanças, muitas vezes sentimos um certo isolamento, porque, como você mencionou, parece que a sua experiência não se alinha com a das outras crianças e adolescentes. Isso é normal. É uma fase em que muitas vezes há um enfrentamento de sentimentos de solidão ou de insegurança. No entanto, é essencial que você entenda que cada pessoa passa por essa jornada de maneira única e que essas mudanças são parte do processo de amadurecimento e autoconhecimento.

    Se você sente a necessidade de conversar sobre esses sentimentos e dúvidas, buscar apoio de um profissional, como um psicólogo ou psicanalista, pode ser uma boa forma de entender melhor suas emoções e encontrar formas de lidar com os desafios que surgem. Apsicoterapia pode ser uma aliada importante na construção de uma relação mais saudável com seu corpo e seus sentimentos.

    Você já teve a oportunidade de falar sobre isso com alguém de confiança, como um adulto, um amigo ou um profissional? Se ainda não, esse apoio pode ser fundamental para te ajudar a compreender e processar essas emoções de maneira mais tranquila.


  • Eu queria tirar uma dúvida que tem me deixado muito preocupado. Quando eu era criança, com uns 6, 7,

    Eu queria tirar uma dúvida que tem me deixado muito preocupado. Quando eu era criança, com uns 6, 7, 8 ou 9 anos, eu tinha um comportamento que hoje fico pensando se pode ter relação com deficiência intelectual ou autismo. Eu só conseguia conversar com algumas pessoas específicas, tipo minhas primas ,mas com outras pessoas eu simplesmente travava. Por exemplo: eu brincava e conversava com elas normalmente, mas quando o pai delas chegava perto, eu me calava na hora, não falava mais nada, ficava parado, quieto, as vezes só pegava na mão de alguém Até na hora de dar a bênção pra ele, eu não conseguia falar, só pegava na mão dele em silêncio E o curioso é que ele não era uma pessoa ruim ou brava, era uma pessoa tranquila, mas mesmo assim eu sentia uma timidez muito forte, sem motivo aparente O estranho é que com a esposa dele, no caso a minha tia eu já conseguia conversar, e com outras pessoas também. Era como se eu tivesse uma barreira só com algumas pessoas, principalmente com adultos homens. Eu só fui conseguir conversar com ele de verdade lá pelos 10, 11 ou 12 anos de idade. E tem mais uma coisa: com 6 anos eu fui diagnosticado com 'outros problemas globais do desenvolvimento', e isso me deixa ainda mais confuso e com medo. Fico pensando se esse meu jeito de só falar com algumas pessoas e travar com outras pode ter sido sinal de deficiência intelectual leve, ou se é mais uma característica de autismo. Eu tenho muito medo de ter deficiência intelectual, isso mexe muito comigo. Por isso queria saber a opinião de vocês: esse tipo de comportamento pode ser sinal de DI leve? Ou é mais típico de autismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sua pergunta carrega uma angústia genuína, e é muito importante reconhecer o valor de poder expressá-la com tanta clareza. Na escuta psicanalítica, olhamos menos para "rótulos" diagnósticos e mais para o que essa experiência diz sobre você, sobre sua história e sobre o modo como você foi construindo maneiras de lidar com o mundo ao seu redor.

    O comportamento de “travar” diante de certas figuras, especialmente adultos, pode estar ligado a muitos fatores emocionais e subjetivos — não necessariamente a um diagnóstico como deficiência intelectual ou autismo. Cada criança desenvolve modos próprios de se proteger do que sente como ameaçador, mesmo que essa ameaça não seja visível para os outros. A relação com figuras masculinas, por exemplo, pode carregar significados inconscientes que só um trabalho terapêutico mais profundo pode ajudar a elaborar.

    O diagnóstico que você recebeu na infância pode ter deixado marcas psíquicas que hoje ainda geram medo ou confusão. Por isso, mais do que buscar um novo rótulo, talvez seja importante perguntar: o que essa dúvida representa para mim hoje? Por que me angustia tanto a ideia de ter uma deficiência? Em muitos casos, o sofrimento atual diz mais sobre o olhar que se teve sobre você — e que você ainda tem sobre si — do que sobre qualquer condição de fato.

    A análise pode te ajudar a compreender de onde vem esse medo, o que essa pergunta carrega emocionalmente e, principalmente, como você pode construir uma relação mais livre com sua própria história.


  • Meu filho está com o comportamento agressivo na escola batendo nos coleguinhas, ele não vive apanhan

    Meu filho está com o comportamento agressivo na escola batendo nos coleguinhas, ele não vive apanhando em casa , converso digo que não pode , deixo de castigo, já não sei mais oque fazer , estou esperando consulta com neuropediatra
    Até lá qual profissional procurar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    É compreensível a sua angústia diante do comportamento agressivo do seu filho, especialmente quando as tentativas de diálogo e disciplina não parecem surtir efeito. Quando uma criança manifesta agressividade com frequência, isso pode ser um sinal de que algo está em conflito dentro dela, algo que ela ainda não consegue expressar com palavras, mas que aparece no corpo e nas ações.

    Na visão da psicanálise, esse tipo de comportamento pode estar ligado a questões emocionais mais profundas. Às vezes, a criança vive situações ou emoções que ainda não entende, mas que causam desconforto e acabam sendo colocadas para fora de forma impulsiva. A agressividade, nesses casos, não deve ser vista apenas como algo a ser contido, mas como um sinal de que essa criança está pedindo ajuda para lidar com o que sente.

    Enquanto aguarda a consulta com o neuropediatra, é bastante recomendável procurar um psicólogo que trabalhe com crianças sob a abordagem psicanalítica. Esse profissional poderá escutar a criança em um espaço seguro, onde ela possa se expressar por meio do brincar e da fala, permitindo que esses conflitos internos comecem a ser elaborados.

    Além disso, o acompanhamento também pode envolver os pais, ajudando a compreender melhor o que se passa com o filho e como acolhê-lo nesse momento. Muitas vezes, pequenas mudanças no olhar e na escuta dos adultos já fazem grande diferença para a criança.

    Se desejar, estou à disposição para ajudar nesse processo.


  • Olá, eu sou uma pré-adolescente de 13 anos e queria saber, é certo eu me tocar? Tipo, eu sinto uma c

    Olá, eu sou uma pré-adolescente de 13 anos e queria saber, é certo eu me tocar? Tipo, eu sinto uma culpa esquisita quando faço isso. Bem eu faço isso quase todas as noites, e tem vez que não consigo dormir com peso na consciência.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa é uma pergunta muito importante e válida, e fico feliz que você esteja procurando entender mais sobre os seus sentimentos. O que você está descrevendo é algo que muitos jovens vivenciam na fase de transição entre a infância e a adolescência, quando o corpo e os sentimentos começam a se transformar de maneiras novas e, às vezes, confusas.

    A sensação de culpa que você mencionou pode estar relacionada com a maneira como a sociedade, a cultura ou até a família podem ter falado sobre esse tipo de comportamento. No entanto, é importante entender que a masturbação é uma prática natural e comum, não sendo algo errado ou "sujo". O corpo tem necessidades e desejos que fazem parte do seu processo de crescimento e desenvolvimento, e se tocar faz parte dessa descoberta do próprio corpo.

    Na psicanálise, entendemos que esse tipo de comportamento está relacionado com o processo de autoconhecimento e com a busca pelo prazer, que é uma parte do ser humano em todas as idades. Não há razão para se sentir culpada ou envergonhada por isso. O importante é observar como isso afeta o seu bem-estar. Se você sente que o comportamento está te incomodando ou causando desconforto, pode ser interessante conversar com um psicólogo especializado em adolescentes. Esse profissional pode ajudá-la a explorar melhor esses sentimentos e entender o que eles significam para você.

    É importante também saber que a culpa, nesse caso, pode ser mais um reflexo de como fomos ensinados a pensar sobre nossos corpos e nossa sexualidade do que um reflexo de algo errado que você está fazendo. Se a masturbação se torna algo que interfere no seu dia a dia, no seu bem-estar emocional ou nas suas relações, aí sim pode ser interessante buscar ajuda para compreender melhor esses sentimentos.

    Lembre-se: tudo isso faz parte do processo de crescimento, e é natural que as coisas se tornem mais claras à medida que você amadurece.

    Se precisar de mais ajuda ou quiser conversar sobre isso de maneira mais profunda, estou à disposição.


  • Olá! Tenho um relacionamento de 4 anos e no começo eu cogitei em terminar para “curtir a vida”(fest

    Olá!
    Tenho um relacionamento de 4 anos e no começo eu cogitei em terminar para “curtir a vida”(festas beijar várias bocas kk) só que entrei conflito por ele ser um cara que tinha grande potencial de dar certo, decidi continuar o namoro. Hoje em reflexão desse acontecimento(que meche comigo, por causa da ansiedade que senti) vejo que não terminei por medo de não dar certo esse desejo(de festas e tal), até pq não tenho amigas p isso e me sinto meio culpada por isso, por não terminar por causa desse medo. Meu relacionamento é muito bom, sou feliz e pensando nisso tudo sinto medo de no futuro não amar ele mais e ter que terminar. Como posso me afastar desse medo e eliminar esses pensamentos que me causam tanta ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa pergunta é muito boa, porque toca num ponto que aparece bastante nos atendimentos: essa dúvida entre "viver intensamente" e "ficar numa relação estável". É como se fosse sempre um ou outro, né? Como se curtir a vida e amar alguém fossem opostos — mas na verdade, não precisam ser.

    O que você está descrevendo parece mais um conflito interno do que um problema real no relacionamento. Você está com alguém que gosta, está feliz, mas se pega revisitando uma escolha do passado e pensando "será que perdi alguma coisa?". Isso é super comum. A nossa cabeça gosta de imaginar como seria o “outro caminho”, mas às vezes isso acaba virando uma armadilha.

    Na psicanálise a gente olha muito pra essas escolhas que nos marcam e pros conflitos que elas carregam. Você ficou com ele porque sentiu que tinha algo verdadeiro ali. Mas também ficou com um resquício daquela vontade de explorar, de se jogar no mundo. Isso talvez diga respeito a uma parte sua que ainda está tentando entender o que é liberdade, o que é desejo, o que é escolha.

    O medo de deixar de amar no futuro é um clássico da ansiedade. A mente tenta prever e controlar o que não dá pra prever nem controlar. O amor não é uma certeza eterna, mas isso não significa que você vai deixar de amar. Significa só que é uma construção viva.

    Você não precisa eliminar esses pensamentos. Tentar eliminar geralmente piora. Pode ser mais útil se perguntar por que eles aparecem, o que eles querem te dizer sobre você, não sobre o seu parceiro. Porque às vezes o medo de perder o amor tem mais a ver com o medo de não estar vivendo a própria verdade do que com o outro em si.

    Faz sentido pensar nisso com calma, sem pressa de resolver. E se essa angústia estiver atrapalhando demais, conversar com alguém que te ajude a escutar melhor esses conflitos pode ser muito libertador.


  • Quais são as fases do Desenvolvimento Infantil ? .

    Quais são as fases do Desenvolvimento Infantil ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    O desenvolvimento infantil é feito de várias fases que vão além do crescimento físico. Na psicanálise, essas etapas são compreendidas a partir da forma como a criança experimenta o mundo, o corpo e as relações. Freud descreveu fases como: oral (quando o bebê conhece o mundo pela boca), anal (ligada ao controle, como o do corpo e das emoções), fálica (em que surgem as primeiras curiosidades sobre o corpo), latência (mais voltada para o aprendizado e as relações sociais), e genital (na adolescência, quando o desejo sexual se estrutura de forma mais madura).

    Cada fase tem seus próprios desafios e aprendizados, que influenciam nossa forma de sentir, pensar e se relacionar. Observar essas etapas com cuidado pode ajudar os pais a entender melhor certos comportamentos e também nos ajuda a olhar com mais carinho para a nossa própria história emocional.


  • Qual a melhor forma de entender e respeitar as pessoas com deficiência intelectual?

    Qual a melhor forma de entender e respeitar as pessoas com deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Entender e respeitar pessoas com deficiência intelectual é um convite para olhar além das limitações visíveis e acolher a singularidade de cada sujeito. Na perspectiva psicanalítica, cada pessoa é um ser singular, carregando desejos, angústias, potenciais e histórias que precisam ser escutadas com atenção e sensibilidade. Respeitar não é apenas reconhecer as dificuldades cognitivas, mas também valorizar o modo particular como cada indivíduo se relaciona com o mundo e com os outros.

    Isso implica abandonar preconceitos e expectativas rígidas para criar um espaço onde a pessoa possa se expressar livremente, mesmo que de forma diferente do que se espera socialmente. A escuta psicanalítica se propõe a acolher o sujeito em sua totalidade, considerando suas vivências emocionais, suas formas próprias de comunicação e suas maneiras de se constituir enquanto pessoa.

    No trabalho clínico, por exemplo, o foco não está apenas nas limitações, mas em promover um espaço para que o sujeito encontre seus próprios recursos internos, trabalhando suas angústias e desejos. Isso ajuda a fortalecer a autoestima e a autonomia, aspectos fundamentais para o respeito verdadeiro.

    Assim, a melhor forma de entender e respeitar é oferecer um olhar que reconhece o sujeito em sua singularidade, com abertura para a escuta, paciência e acolhimento, sempre atento ao que aquele indivíduo tem a dizer, mesmo quando isso foge aos padrões habituais de comunicação e comportamento.


  • Como os preconceitos sociais afetam a inclusão de pessoas com deficiência intelectual?

    Como os preconceitos sociais afetam a inclusão de pessoas com deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Os preconceitos sociais criam barreiras invisíveis que dificultam profundamente a inclusão das pessoas com deficiência intelectual. Na visão psicanalítica, esses preconceitos não são apenas atitudes superficiais, mas expressões de medos, angústias e resistências presentes na sociedade em relação ao que é diferente ou desconhecido.

    O preconceito funciona como um mecanismo de defesa coletivo, que muitas vezes nega o reconhecimento da singularidade do outro e reduz a pessoa a estereótipos limitantes. Isso gera exclusão, isolamento e pode afetar negativamente a autoestima e a saúde emocional da pessoa com deficiência intelectual, dificultando sua participação plena na vida social, escolar e profissional.

    Além disso, a exclusão social reforça um sentimento de "não pertencimento", que pode desencadear sofrimento psíquico e dificultar a construção de uma identidade segura. A psicanálise aponta que o ser humano precisa ser reconhecido e desejado em sua singularidade para se desenvolver plenamente.

    Por isso, combater os preconceitos é fundamental para que a inclusão aconteça de fato. Isso passa por criar espaços de escuta, diálogo e respeito, onde as diferenças são acolhidas como parte da riqueza humana e onde a pessoa com deficiência intelectual possa ser vista e ouvida em suas particularidades.

    Na prática clínica, trabalhar essas questões com famílias, educadores e a própria pessoa pode ajudar a desconstruir preconceitos internos e sociais, promovendo um ambiente mais acolhedor e inclusivo.


  • Como posso transformar os obstáculos em um momento de aprendizagem e crescimento pessoal e profissio

    Como posso transformar os obstáculos em um momento de aprendizagem e crescimento pessoal e profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Transformar obstáculos em oportunidades de crescimento envolve antes de tudo olhar com mais gentileza para o que está acontecendo dentro de você. Na psicanálise, entendemos que os impasses que surgem na vida, tanto pessoal quanto profissional, não são apenas problemas externos, mas também reflexos de conflitos internos que muitas vezes não conseguimos nomear com clareza.

    Quando algo nos bloqueia ou nos frustra, é comum reagirmos com cobrança ou negação. Mas o que acontece se, em vez disso, tentamos escutar o que aquele obstáculo está tentando nos mostrar sobre nossos desejos, nossos medos ou repetições de padrões que já viveram antes?

    Esse tipo de escuta interna pode ser feito num processo de análise, onde a fala encontra espaço para se desenvolver e fazer sentido. Ao dar sentido ao que antes parecia apenas dor ou fracasso, abrimos espaço para o crescimento. É nesse processo que o sofrimento pode, aos poucos, se transformar em um ponto de virada.

    Nem sempre conseguimos fazer isso sozinhos. E tudo bem. Buscar ajuda nesse momento é um passo importante e corajoso.


  • Olá,Fumei durante 30 anos,25 anos no cigarro convencional e 5 anos no vape,parei abruptamente a 45 d

    Olá,Fumei durante 30 anos,25 anos no cigarro convencional e 5 anos no vape,parei abruptamente a 45 dias atrás,mas tô sofrendo como se fosse o primeiro dia que parei,insônia,tontura,confusão mental,irritabilidade a beira de surtar,sonolência durante o dia,gostaria de saber se a abstininência da nicotina pode durar tanto,desde já,agradeço.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Oi, obrigado por compartilhar isso. Parar de fumar depois de tantos anos não é simples, e o que você está sentindo faz sentido. Muita gente imagina que a abstinência da nicotina é só física e que depois de algumas semanas tudo se acalma. Mas na prática, não é bem assim.

    A nicotina mexe com o corpo, sim, mas também com a mente, com os afetos, com os modos de lidar com a angústia. Muitas vezes o cigarro vira uma espécie de bengala emocional, um jeito de acalmar coisas internas que não têm nome fácil. Quando ele sai de cena, pode parecer que tudo desorganiza.

    Os sintomas que você descreve — irritabilidade, insônia, tontura, confusão — podem estar ligados à retirada, mas também podem ser um sinal de que outras questões mais profundas, que talvez o cigarro ajudava a segurar, estão vindo à tona agora.

    Na psicanálise, a gente não trata o cigarro como um vilão isolado, mas como parte de uma história. Vale a pena pensar no que o cigarro significava pra você. Quando você fumava, o que ele te dava além da nicotina?

    Se a coisa está tão difícil, procurar um acompanhamento pode ser importante, não só pra aguentar a abstinência, mas pra entender o que está por trás desse sofrimento todo.

    Você já deu um passo enorme. Parar de fumar não é pouca coisa. Mas o que vem depois também merece cuidado.


  • Venho sofrendo com pensamentos obsessivos que nao saem da minha cabeça. Tem dias que eu acho que es

    Venho sofrendo com pensamentos obsessivos que nao saem da minha cabeça.
    Tem dias que eu acho que esses pensamentos são meus mesmo, mesmo nao concordando com eles, o que acaba me trazendo um sentimento de culpa e tristeza
    Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    É muito comum que pensamentos obsessivos causem sofrimento, especialmente quando parecem ir contra aquilo que a pessoa acredita ou valoriza. Na psicanálise, compreendemos que esses pensamentos não surgem por acaso. Eles podem estar ligados a conflitos inconscientes, desejos reprimidos ou até angústias que não conseguimos nomear.

    Quando você diz que "parecem seus", mesmo sem concordar com eles, isso mostra uma experiência interna muito complexa, que causa culpa e tristeza. Na verdade, o inconsciente não segue a lógica da moral ou da razão. Ele se manifesta de maneiras indiretas, muitas vezes através de pensamentos intrusivos que não fazem sentido para o consciente.

    Sentir culpa por esses pensamentos é algo comum, mas é importante lembrar que o pensamento, por si só, não é uma ação. A psicanálise convida você a escutar esses conteúdos com mais profundidade, não para julgá-los, mas para entender o que eles estão tentando comunicar sobre você, sua história e seus conflitos.

    Buscar um processo de análise pode ser um caminho transformador para lidar com esses pensamentos, não tentando eliminá-los à força, mas escutando o que eles representam. A partir dessa escuta, é possível construir uma relação mais consciente e menos culpada com o que se passa dentro de você.


  • Como reconhecer atraso cognitivo e social de crianças ?

    Como reconhecer atraso cognitivo e social de crianças ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Cada criança tem seu próprio tempo de se desenvolver, mas é importante observar alguns sinais que podem indicar um atraso. Quando a criança tem dificuldades para se comunicar, brincar com outras crianças, manter contato visual, ou entender o que é dito com a mesma idade que outras, isso pode ser um ponto de atenção.

    Na psicanálise, a escuta é voltada para entender o que pode estar acontecendo no mundo interno da criança. Às vezes, os atrasos estão ligados a questões emocionais, vínculos familiares ou a forma como a criança vive as experiências ao seu redor.

    Se houver dúvidas ou preocupações, buscar um acompanhamento profissional é um passo importante. A escuta especializada pode ajudar a compreender o que a criança está expressando, mesmo quando ainda não consegue dizer com palavras.


  • Quais são os sinais de atraso no desenvolvimento de uma criança?

    Quais são os sinais de atraso no desenvolvimento de uma criança?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Os sinais de atraso no desenvolvimento podem aparecer de várias formas e em momentos diferentes da infância. Às vezes é algo mais visível, como a criança demorar para falar, andar ou interagir com outras pessoas. Em outros casos pode ser algo mais sutil, como dificuldade para manter o olhar, brincar de faz de conta ou se adaptar em novos ambientes.

    Alguns sinais que costumam chamar atenção são quando a criança parece muito isolada, não reage quando chamada pelo nome, não busca contato com outras crianças ou tem dificuldades grandes na escola. Também pode haver atraso para segurar objetos, se alimentar sozinha ou controlar o xixi e o cocô.

    Mas é importante lembrar que cada criança tem seu ritmo. Comparações com outras crianças da mesma idade nem sempre ajudam e podem aumentar a ansiedade dos adultos. O mais importante é observar com cuidado e buscar uma escuta qualificada quando algo parece persistente ou causa sofrimento.

    Na psicanálise a gente tenta entender o que aquele sintoma está dizendo. O atraso pode ser uma forma de expressar algo que ainda não virou palavra. Por isso é tão importante que a criança seja acompanhada com paciência, sem pressa e sem rótulos.


  • Quais são as diferenças entre atraso no desenvolvimento infantil e deficiência intelectual?

    Quais são as diferenças entre atraso no desenvolvimento infantil e deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Na escuta psicanalítica, entendemos que o desenvolvimento infantil não segue uma linha reta ou um padrão exato. Cada criança tem seu próprio ritmo, e isso precisa ser levado em consideração antes de rotular ou diagnosticar.

    De forma geral, podemos dizer que o atraso no desenvolvimento se refere a quando a criança demora mais que o esperado para atingir certos marcos do desenvolvimento, como falar, andar, socializar ou controlar os esfíncteres. Muitas vezes, esse atraso pode ser temporário e estar relacionado a fatores emocionais, ambientais ou até mesmo à história subjetiva da criança.

    Já a deficiência intelectual envolve uma limitação mais persistente no funcionamento intelectual e na adaptação às demandas do cotidiano. É um quadro mais estruturado, geralmente identificado após avaliações clínicas e psicológicas, e tende a impactar diversas áreas da vida da criança de forma mais profunda.

    Na psicanálise, porém, mais do que olhar apenas para os critérios ou diagnósticos, buscamos entender a singularidade de cada caso. Por exemplo, uma criança pode estar demorando a falar porque ainda está presa em uma vivência emocional importante, como um luto, uma separação dos pais ou até questões na relação com os cuidadores.

    Por isso, escutar a criança no seu contexto familiar e afetivo é fundamental. Um acompanhamento psicanalítico pode ajudar a diferenciar se esse atraso faz parte de um processo subjetivo em curso, ou se há sinais de uma condição mais estruturada, como a deficiência intelectual. Em ambos os casos, o mais importante é acolher a criança e oferecer o suporte necessário para que ela possa se desenvolver da melhor forma possível.


  • Atraso no desenvolvimento infantil pode ser deficiência intelectual?

    Atraso no desenvolvimento infantil pode ser deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa dúvida aparece bastante e é super compreensível. Quando uma criança demora mais para se desenvolver em alguma área, como fala, socialização ou aprendizagem, é comum surgir a preocupação se isso pode ser algo mais sério.

    O atraso no desenvolvimento pode ter relação com deficiência intelectual, mas nem sempre é esse o caso. Existem muitas outras possibilidades, como dificuldades emocionais, experiências marcantes, falta de estímulos ou até o jeito único da criança de se expressar.

    Na psicanálise a gente entende que cada criança tem sua história. Muitas vezes o atraso não é apenas uma dificuldade, mas uma forma de mostrar algo que ela ainda não consegue dizer com palavras. Por isso é importante escutar o que está por trás desse sintoma, e não apenas tentar corrigir o comportamento.

    Buscar ajuda especializada pode ser um passo importante. Não para colocar rótulos, mas para entender o que essa criança está tentando comunicar com esse jeito diferente de se desenvolver. Cada criança tem seu tempo e merece ser acompanhada com respeito e cuidado.


  • Qual a diferença entre autismo e deficiência intelectual?

    Qual a diferença entre autismo e deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa dúvida é bem comum e importante. Embora o autismo e a deficiência intelectual possam ter algumas características parecidas, são coisas diferentes.

    O autismo está mais relacionado à forma como a pessoa se comunica, se relaciona e percebe o mundo ao redor. Pode haver dificuldade na interação social, na linguagem ou em lidar com mudanças na rotina. Mas nem toda pessoa autista tem atraso intelectual. Muitas vezes a inteligência está preservada e o que existe é uma maneira diferente de aprender e se expressar.

    Já a deficiência intelectual envolve um funcionamento cognitivo abaixo do esperado para a idade. A criança ou o adulto pode ter mais dificuldade para compreender, resolver problemas ou adaptar-se às exigências do dia a dia.

    Na prática, algumas pessoas podem ter as duas condições ao mesmo tempo. Mas também pode haver autismo sem deficiência intelectual ou deficiência intelectual sem autismo.

    Na psicanálise, mais do que tentar encaixar em rótulos, o mais importante é escutar a singularidade de cada sujeito. Entender como ele vive, sente e se expressa. O diagnóstico pode ajudar, mas não define quem a pessoa é. O cuidado precisa ir além dos nomes.


  • Meu filho tem 3 anos e está no infantil 3 no CMEI, esse é o primeiro ano lá, esta em período integra

    Meu filho tem 3 anos e está no infantil 3 no CMEI, esse é o primeiro ano lá, esta em período integral, nunca havia ido, eu que sou mae que sempre cuidei dele. Desde que começou nesse cmei ele é outra criança, triste, ansioso, ele chora o caminho todo indo pro cmei pede por favor pra nao deixá-lo lá. Ele esta roendo as unhas coisa q nunca fez, ele perdeu todo o brilho q tinha, nao quer mais sair pra lugar nenhum final de semana pois acha q vou levar ele pra escola. Está tão difícil, ele ja esta a 5 meses e nao se adapta. Estou quase saindo do trabalho pois nao aguento mais vê-lo sofrer dessa meneira. Ja conversei com as professoras elas dizem q ele chora na parte da manha e na parte da tarde fica bem. Pedi apoio e mais acolhimento. Mais sinto que isso nao esta acontecendo. Ele nao tem afeto por nenhuma professora e sao 4 que tem la.. nao sei oque fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    É compreensível e muito tocante o que você compartilha. A entrada na escola, especialmente pela primeira vez e em período integral, representa uma grande mudança emocional para uma criança pequena. Aos 3 anos, o laço com a figura materna ainda é muito forte e a separação pode ser sentida como algo ameaçador, sobretudo quando acontece de forma prolongada e sem que a criança se sinta segura nesse novo ambiente.

    O que você descreve — tristeza persistente, ansiedade, roer as unhas, recusa em sair de casa nos finais de semana — são sinais importantes de que ele está vivendo um sofrimento psíquico. Mesmo que a escola diga que ele "fica bem" à tarde, é essencial considerar o que ele está expressando fora dali. O comportamento dele é uma forma de linguagem, um pedido de ajuda.

    Na visão da psicanálise, não se trata apenas de adaptação ao espaço físico ou à rotina, mas de como a criança está podendo ou não elaborar internamente essa separação, e de como os adultos ao redor (professores, cuidadores e a própria família) estão disponíveis afetivamente para ajudá-lo nesse processo.

    A sua dor como mãe também merece escuta. O sentimento de culpa, a angústia de vê-lo sofrer e a dúvida sobre sair ou não do trabalho são reações humanas e legítimas. Talvez seja o momento de procurar um espaço de escuta tanto para ele quanto para você. Um trabalho psicanalítico pode ajudar a compreender mais profundamente o que essa experiência está despertando em vocês dois e quais caminhos podem ser construídos a partir disso, sem decisões impulsivas ou solitárias.

    A angústia tem sentido e é possível cuidar dela.

    Se sentir necessidade, busque uma escuta especializada. A psicanálise pode oferecer esse espaço com acolhimento, sem julgamentos e com tempo para pensar juntos o que está em jogo nesse momento tão delicado.


  • Sempre que eu preciso sair para ir a algum lugar público e que eu tenha que socializar, eu começo a

    Sempre que eu preciso sair para ir a algum lugar público e que eu tenha que socializar, eu começo a me sentir mal, muitas vezes desisto de sair por isso, pedi demissão de todos os empregos que consegui, desisti da faculdade. Quando tenho que sair de casa começo a sentir ânsia de vomito, palpitações, enjoos, calafrios, não consigo comer nada antes de sair, pois fico com muita ânsia de vomito (algumas vezes chego a vomitar) e quando consigo sair de casa, fico com tremores e suando se perceber que tem alguém me olhando ou se eu precisar falar com alguém que não seja da minha família. Isso vem me afetando desde a infância, mas parece ter se intensificado na fase adulta. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Pelo que você descreve, parece que você está lidando com uma ansiedade social que tem raízes mais profundas, talvez até mais antigas do que você percebe. Essa sensação de mal-estar físico e emocional ao ter que sair de casa, interagir com os outros ou ser observado pode estar ligada a conflitos internos que se manifestam nessas reações intensas. Muitas vezes, essas sensações estão relacionadas ao medo inconsciente de ser julgado, de não ser aceito como você é ou de não conseguir lidar com as expectativas dos outros. Isso pode ter sido internalizado em algum momento da infância, à medida que você foi se moldando para se relacionar com o mundo à sua volta.

    Na psicanálise, acreditamos que esses sintomas não são apenas algo para se "resolver", mas sim manifestações de algo mais profundo, relacionado ao seu inconsciente e às suas experiências passadas. Esses padrões emocionais e comportamentais podem ser uma forma de proteger algo em você, uma defesa contra algo que você sente ser difícil de enfrentar. Com o tempo, esses conflitos podem se transformar em barreiras que dificultam a sua convivência social, profissional e até emocional.

    Se você sente que esse sofrimento vem de algo que está além do controle consciente, pode ser útil começar uma terapia psicanalítica. Esse é um espaço onde você pode explorar as origens dessas sensações de angústia, de forma respeitosa e no seu tempo. A psicanálise pode ajudá-lo a compreender e trabalhar esses aspectos profundos de sua personalidade, para que você possa, aos poucos, retomar o controle sobre como reage às situações sociais e como se vê em relação aos outros.

    Se você se sentir pronto para isso, ficarei feliz em acompanhá-lo nesse processo de autoconhecimento. A terapia é um caminho de transformação e, com o tempo, ela pode ajudá-lo a encontrar uma forma mais saudável de lidar com essas questões, sem que elas precisem mais governar suas escolhas e comportamentos.


  • Desde o mês passado eu venho sofrendo com pensamentos ruins na minha cabeça que tanto atrapalham os

    Desde o mês passado eu venho sofrendo com pensamentos ruins na minha cabeça que tanto atrapalham os meus dias, eu tento esquece-los mas é dificil. não acho que sejam intrusivos porque eles não surgem na minha cabeça e não vêm do nada. Eu meio que apenas penso neles. Eu não quero pensar neles, estou exausto

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Pelo que você está descrevendo, esses pensamentos parecem ser uma fonte de sofrimento constante e é completamente natural sentir-se exausto quando algo assim se repete sem conseguir encontrar uma forma de se livrar disso. A própria tentativa de não pensar neles acaba gerando ainda mais frustração, o que é um ciclo difícil de quebrar. Isso pode indicar que você está lidando com uma pressão interna ou uma ansiedade relacionada a esses pensamentos, que estão tomando muito espaço em sua mente.

    Na psicanálise, acreditamos que esses pensamentos podem ser uma manifestação de um conflito interno, algo que a sua mente está tentando processar ou lidar, mas que, talvez, você ainda não tenha conseguido resolver ou entender completamente. O fato de não ser algo intrusivo, mas sim um pensamento que você "escolhe" ter, pode estar indicando que há um tema ou uma questão específica que está sendo repetidamente trazida à tona, talvez por algo que você não está conseguindo elaborar de forma consciente.

    O esgotamento que você sente pode ser uma forma de sua mente tentar se proteger desse sofrimento, mas ao mesmo tempo, ao não conseguir se livrar completamente dos pensamentos, você acaba se tornando mais cansado. Esse desgaste é um reflexo de um conflito que está sendo evitado ou reprimido, mas que se mantém presente, de alguma forma.

    Em uma terapia psicanalítica, teríamos a oportunidade de explorar o que esses pensamentos realmente representam para você. O que eles significam, por que surgem e o que está por trás dessa necessidade de repetição. É um processo de investigação interna, onde, ao compreender melhor essas questões e seus significados, você começa a encontrar formas de lidar com elas de maneira mais saudável e menos desgastante.

    É importante lembrar que esse sofrimento pode ser um reflexo de algo mais profundo, algo que merece ser acolhido e compreendido. A psicanálise oferece um espaço seguro para refletir sobre isso, permitindo que você descubra e elabore melhor esses pensamentos, diminuindo assim a carga emocional que eles causam em seu dia a dia.

    Se sentir que esse caminho pode ajudá-lo a entender e lidar melhor com esse desconforto, estou à disposição para acompanhá-lo nesse processo. Juntos, podemos buscar as origens desses pensamentos e ajudar você a encontrar um caminho mais tranquilo e equilibrado para lidar com eles.


  • Eu queria tirar uma dúvida sobre um comportamento que venho observando. É sobre medos aparentemente

    Eu queria tirar uma dúvida sobre um comportamento que venho observando. É sobre medos aparentemente sem explicação, especialmente medo de bonecos e quadros com rostos. Isso pode acontecer em pessoas com deficiência intelectual ou com autismo? Se sim em qual grau da deficiência intelectual isso se manifesta? E do autismo? Isso é mais comum no autismo? Pois eu tinha isso e gostaria de saber.
    Eu percebi que alguns desses medos surgem de forma muito intensa, como se a pessoa realmente sentisse que o boneco ou o quadro representa algum tipo de ameaça. Em alguns casos, ela até se recusa a entrar em certos ambientes ou reage com choro.
    Queria entender se isso é comum em pessoas com deficiência intelectual em diferentes graus, e também se acontece com pessoas dentro do espectro autista. Pode ter a ver com hipersensibilidade sensorial ou dificuldade em diferenciar o que é real e o que é só uma imagem? E o que pode ser feito nesses casos?
    Agradeço se puder me ajudar a entender melhor esse tipo de reação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa questão é muito interessante e importante. Medos aparentemente sem explicação, como o medo de bonecos e quadros com rostos, são comuns em pessoas com deficiência intelectual e autismo, e podem estar relacionados a uma hipersensibilidade sensorial.

    No caso do autismo, a hipersensibilidade a estímulos sensoriais é frequente. Isso pode fazer com que bonecos ou quadros com rostos pareçam ameaçadores, não pela imagem em si, mas pela dificuldade em processá-la. O medo pode surgir da dificuldade em entender expressões faciais ou perceber esses objetos como algo "não natural", gerando ansiedade.

    Em pessoas com deficiência intelectual, especialmente em graus mais profundos, a dificuldade em distinguir o que é real do que é imaginário também pode gerar medo de objetos inanimados, como bonecos. Esse medo muitas vezes está ligado a dificuldades cognitivas, levando a reações de medo ou choro.

    Em ambos os casos, a recusa em entrar em certos ambientes pode ser uma forma de ansiedade, e a dificuldade de comunicação pode intensificar esses sentimentos. No espectro autista, também pode haver dificuldade em processar nuances das expressões faciais, aumentando a sensação de ameaça.

    Uma abordagem gradual de exposição ao estímulo que causa medo, começando com versões mais simples ou menos intensas, pode ajudar. Técnicas de relaxamento, como respiração profunda, também podem ser úteis.

    Em resumo, esses medos são comuns tanto em pessoas com deficiência intelectual quanto no espectro autista, relacionados a questões de percepção sensorial e compreensão da realidade. Terapias que lidam com essas questões podem ajudar muito nesse processo.

    Espero ter esclarecido suas dúvidas! Se tiver mais perguntas, estou à disposição!


Perguntas frequentes

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