Perguntas do paciente (183)

  • Como os familiares e amigos podem ajudar os pacientes com doenças crônicas mentais ?

    Como os familiares e amigos podem ajudar os pacientes com doenças crônicas mentais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Familiares e amigos têm um papel muito importante no cuidado de quem enfrenta doenças crônicas mentais. O mais importante é oferecer um espaço de escuta e apoio sem pressa, onde a pessoa se sinta acolhida e compreendida. Na psicanálise, a relação com o outro ajuda a fortalecer o sentido de confiança e pertencimento, que faz toda a diferença no processo de tratamento. Evitar cobranças e julgamentos, respeitar o tempo e o jeito de cada um, e estar presente de forma sincera ajuda a pessoa a se sentir mais segura para enfrentar os desafios. Estar junto, mesmo nos momentos difíceis, é uma forma poderosa de cuidado.


  • Tenho uma familiar recentemente diagnosticada com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) . Como posso

    Tenho uma familiar recentemente diagnosticada com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) . Como posso ajudá-la e apoiá-la melhor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Conviver com alguém que recebeu o diagnóstico de TOC pode ser desafiador, mas sua presença e apoio já são muito importantes. Evite julgar os comportamentos dela, mesmo quando parecerem estranhos ou exagerados. O TOC não é “frescura” nem algo que se controla com força de vontade.

    Tente escutar com paciência e sem pressa, respeitando o tempo e o sofrimento dela. O mais importante é que ela esteja em acompanhamento com um profissional. A psicanálise pode ser um espaço onde ela possa falar livremente sobre o que sente, sem medo, e pouco a pouco entender o que está por trás desses sintomas. O apoio familiar, aliado ao tratamento, faz toda a diferença no processo.

    E não se esqueça de cuidar de você também. Apoiar alguém passa também por reconhecer os próprios limites.


  • O que posso fazer para ajudar um amigo que está sofrendo com o luto e ansiedade?

    O que posso fazer para ajudar um amigo que está sofrendo com o luto e ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Luto e ansiedade podem ser muito difíceis de enfrentar, e o simples fato de você querer estar presente já é algo valioso. Nesses momentos, o mais importante é oferecer escuta sem pressa, sem tentar “consertar” ou dar respostas prontas. Evite dizer coisas como “vai passar” ou “fica tranquilo”. Muitas vezes, o que a pessoa precisa é só de alguém que escute de verdade.

    Cada um vive o luto de um jeito e no seu tempo. A ansiedade, nesse contexto, pode vir como forma de tentar dar conta da dor ou do medo de seguir em frente. Um espaço terapêutico, como a psicanálise, pode ajudar muito a elaborar esse sofrimento, entendendo o que ele representa de forma única para cada pessoa.

    Sua presença acolhedora, sem cobranças, já é um grande apoio.


  • Como diferenciar projeção patológica de uma percepção verdadeira?

    Como diferenciar projeção patológica de uma percepção verdadeira?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa dúvida é mais comum do que parece. A projeção é um mecanismo inconsciente, ou seja, a pessoa não faz de propósito. Ela acaba atribuindo ao outro sentimentos, intenções ou pensamentos que na verdade são seus, mas que ela não consegue reconhecer ou lidar no momento. Por exemplo: alguém que sente muita insegurança pode acabar vendo o outro como ameaçador, mesmo sem motivo claro.

    Já uma percepção mais verdadeira costuma vir de forma mais tranquila e está mais conectada com o que realmente está acontecendo. Ela não vem carregada de tanta ansiedade ou emoção intensa. Além disso, dá para observar com o tempo se aquela impressão se confirma ou se foi só uma interpretação influenciada pelas emoções do momento.

    Mas é importante lembrar que nem sempre é fácil perceber isso sozinho. Por isso, o trabalho analítico pode ajudar muito. A escuta do psicanalista oferece um espaço seguro para refletir sobre essas situações e ir entendendo melhor o que é projeção, o que é realidade e como nossos sentimentos influenciam nosso olhar para o mundo e para os outros.


  • Quais são as fases de abstinência da nicotina? .

    Quais são as fases de abstinência da nicotina? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    A abstinência da nicotina acontece quando a pessoa para de fumar e o corpo começa a se adaptar à falta da substância. Esse processo costuma acontecer em algumas fases que variam de pessoa para pessoa. Nos primeiros dias, é comum sentir uma vontade forte de fumar, irritação, ansiedade e dificuldade para se concentrar. Essas sensações acontecem porque o corpo está acostumado à nicotina e está passando por uma mudança.

    Depois, nas semanas seguintes, os sintomas físicos tendem a diminuir, mas podem surgir sentimentos de tristeza, cansaço e até insônia. Isso porque o cérebro ainda está se ajustando e o hábito de fumar também mexe com o emocional.

    Com o tempo, geralmente em um mês ou mais, esses sintomas vão ficando mais leves, e a pessoa começa a se sentir melhor, com mais controle sobre o desejo de fumar. Na psicanálise, entendemos que esse momento é também uma oportunidade para entender o que o cigarro representava na vida da pessoa e buscar novas formas de lidar com as emoções e desafios do dia a dia.


  • Quais são os tratamentos para a dependência de nicotina?

    Quais são os tratamentos para a dependência de nicotina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    A dependência de nicotina envolve não só o corpo, mas também a mente e as emoções. Na psicanálise, o foco está em entender o que está por trás do hábito de fumar, quais sentimentos, medos ou ansiedades a pessoa pode estar tentando acalmar ou controlar com o cigarro. O tratamento psicanalítico ajuda a pessoa a olhar para essas questões internas, trazendo mais consciência sobre o que realmente está acontecendo, para que ela possa criar novas formas de lidar com essas emoções, encontrando mais liberdade e autonomia.

    Além da psicanálise, existem outros tratamentos que podem ajudar, como terapias comportamentais, que ensinam estratégias para mudar hábitos e enfrentar a vontade de fumar, e o uso de medicamentos que auxiliam na redução da ansiedade e da vontade da nicotina. Grupos de apoio também são importantes, pois oferecem um espaço para compartilhar experiências e fortalecer a motivação para a mudança.

    Cada pessoa é única, e muitas vezes o melhor caminho é combinar diferentes abordagens para ter um cuidado mais completo. O importante é buscar ajuda, pois parar de fumar é um processo possível e pode transformar muito a saúde física e emocional.


  • O que eu posso fazer para aliviar os sintomas de abstinência e enfrentar as situações de risco para

    O que eu posso fazer para aliviar os sintomas de abstinência e enfrentar as situações de risco para fumar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sentir vontade de fumar e enfrentar os sintomas da abstinência é realmente um desafio. Na psicanálise, entendemos que esse desejo muitas vezes está ligado a sentimentos e situações internas que merecem atenção, como ansiedade, estresse ou algum vazio que o cigarro ajudava a preencher. Para aliviar esses sintomas, é importante acolher essas emoções sem julgamentos e buscar formas de expressá-las, seja conversando, escrevendo ou praticando algo que dê prazer e calma. Evitar as situações que despertam o impulso de fumar ajuda, mas também é fundamental entender o que está por trás dessa vontade para que ela perca força com o tempo. Um acompanhamento psicológico pode ser um espaço seguro para explorar esses sentimentos e criar estratégias que respeitem seu tempo e seu processo.


  • Oii, eu sou autista, e faz uns dias que tava conhecendo uma garota no insta, a gente foi conversando

    Oii, eu sou autista, e faz uns dias que tava conhecendo uma garota no insta, a gente foi conversando sobre alguns assuntos, mas eu não vi muita química na nossa conversa, e então decidi remover ela do insta, mas depois disso, eu não lembro o nome dela e nem o nick da rede social, mas depois disso eu senti uma culpa enorme, e eu to paranoico achando que ela pode ter morrido ou que só pelo fato de remover alguém de uma rede social a pessoa pode falecer e tals, são coisas da minha cabeça, mas eu acabo acreditando nas mentiras que meu cérebro produz, como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Oi, tudo bem? É muito comum nossa mente criar histórias ou medos que parecem reais, mesmo que a gente saiba que não são. Isso acontece porque nosso cérebro quer nos proteger, mas às vezes exagera. No seu caso, essa culpa e esses pensamentos sobre a garota são sinais de uma angústia que você está sentindo, não uma verdade. É importante lembrar que apagar alguém das redes sociais não causa nenhum mal para a outra pessoa. Tente conversar com alguém de confiança sobre esses sentimentos, isso ajuda a tirar essa ansiedade do peito. Se esses pensamentos continuarem te incomodando muito, procurar um psicólogo pode ser um caminho para entender melhor o que está acontecendo dentro de você e encontrar formas de lidar com isso com mais calma. Você não está sozinho nessa.


  • Estou me sentindo culpada sobre um amigo meu ter fingido se declarar sobre um período que ele gostav

    Estou me sentindo culpada sobre um amigo meu ter fingido se declarar sobre um período que ele gostava de mim, foi bonito, no tempo não me causou nada, sempre achei mais bonito as declarações do meu namorado, mas agora fico lembrando dessa declaração dele, estou num período que meu namorado não se declara tanto assim (ja conversei com ele sobre).Me dói lembrar disso, eu ja o bloqueei pq até foto intima dele ele mandou, mas lembrar de tudo isso me deixa mal e infiel no relacionamento, mesmo não querendo essa pessoa, me ajudem, queria me sentir melhor. Eu amo muito meu namorado e ele é incrível, mas me sinto uma péssima namorada. Qual a melhor forma de lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    É muito comum a mente trazer à tona lembranças que mexem com a gente especialmente quando estamos vivendo alguma falta ou frustração no presente como você mesma disse sobre sentir falta de declarações do seu namorado. Isso não significa que você quer estar com o outro rapaz ou que está sendo infiel.

    Na psicanálise a gente entende que os sentimentos nem sempre seguem a lógica, eles vêm de lugares profundos e muitas vezes contraditórios. Sentir culpa por isso é sinal de que você leva seu relacionamento a sério e quer cuidar dele. Mas é importante entender que pensamentos e lembranças não definem quem você é nem o quanto você ama seu parceiro.

    Falar sobre essas questões em um processo terapêutico pode te ajudar a entender melhor de onde vem esse incômodo e por que ele ganhou força agora. A escuta psicanalítica não julga ela ajuda você a se escutar com mais cuidado e profundidade.

    Você não está sozinha nesse tipo de sentimento e buscar ajuda já é um passo muito importante.


  • Ciúmes retroativos por minha esposa. Sou casado a 15 anos, com uma mulher que conheço desde os s

    Ciúmes retroativos por minha esposa.

    Sou casado a 15 anos, com uma mulher que conheço desde os seus 17 anos, sendo mais uns 4 ou 5 anos de namoro. Nunca almejei casar com uma virgem, até porque em tempos modernos isso seria quase impossível. O que vou relatar a seguir NÃO É JULGAMENTO, mas um pedido de socorro para não acabar com meu casamento.

    Tivemos ao longo dos anos de convivio (namoro+casamento) diversas conversas sobre o passado sexual de ambos, mas infelizmente muitas verdades não foram didas nas primeiras, e recentemente ela me falou que quando havia terminado seu primeiro namoro com 14 anos (idade na qual já fazia sexo), conheceu um homem bem mais velho, cerca de 15 anos mais que ela, e CASADO, com o qual manteve um relacionamento por cerca de 1 ano. O pior é o relato dela do que faziam nos encontros, sendo tudo liberado, sexo desprotegido, sexo anal, oral, enfim, coisas que quando começo a pensar me enojam muito e me dão um embrulho no estômago difícil de suportar.

    Eu não casei virgem, mas minhas experiências sexuais até conhece-lá eram bem limitadas, à umas 3 ou 4 transas no máximo, ao contrário dela, em que supera mais de 100 com facilidade, e volto a dizer NÃO ESTOU CONDENANDO NEM JULGANDO ELA, só estou pedindo ajuda para enteder como proceder daqui para frente, uma vez que minhas concepções filosóficas e de vida não me permitem aceitar alguém que participou de traição, no caso dela sendo AMANTE, de um homem casado, e pior, pessoa essa que eu conheço e de vez enquando ainda o encontro por ai, o que torna a situação mais insuportável ainda.

    Recentemente na família de minha esposa teve um caso de traição, do esposo de sua irmã, com uma desconhecida, que culminou em separação, e agora minha esposa fala grosseiramente desta pessoa, sobre do mal que ela fez à sua irmã, dai fico pensando na tremenda contradição que ela está fazendo, uma vez que no passado também fez isso, e isso também só faz aumentar ainda mais o nojo de toda situação.

    Mas, não quero acabar com meu casamento, apesar de tudo ainda somos felizes juntos e temos duas filhas adolescentes. Por favor me orientem o que fazer? que profissional consultar? Muito obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Obrigado por compartilhar algo tão delicado e importante da sua vida. Sentir ciúmes e desconforto em relação ao passado do parceiro é mais comum do que parece, mesmo quando sabemos que isso não define o presente da relação. Esses sentimentos surgem porque nosso inconsciente guarda emoções difíceis de lidar, como medo, insegurança e até a ideia de traição, mesmo que tenha sido no passado.

    Na psicanálise, o que acontece é que esses sentimentos se manifestam para serem sentidos e compreendidos, não para julgados ou negados. É importante que você encontre um espaço seguro para falar sobre tudo isso, entender de onde vêm essas emoções e como elas impactam seu dia a dia e seu casamento.

    Procurar um psicólogo, preferencialmente alguém com experiência em terapia de casal e individual, pode ajudar bastante. Essa pessoa vai te ajudar a explorar esses sentimentos sem culpa, a conversar com sua esposa de forma aberta e a fortalecer a confiança entre vocês. O que vocês têm hoje, esse casamento e essa família, merecem cuidado e acolhimento.

    Lembre-se: o passado é uma parte da história, mas o que importa é o que vocês constroem juntos agora. Você merece paz para viver essa relação com tranquilidade.


  • O que fazer quando se tem 20 anos (sexo feminino) ser virgem e não conseguir iniciar atividade sexua

    O que fazer quando se tem 20 anos (sexo feminino) ser virgem e não conseguir iniciar atividade sexual mesmo tendo um namorado que se gosta muito por sentir que vai perder a "pureza" e a "inocência" de menina ? Isso pode se dar ao fato de ter sido criada (principalmente pelo pai) e ter se comportado a vida toda como se fosse uma "princesa encantada" ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sentir dificuldade para iniciar a vida sexual, mesmo gostando muito do namorado, é algo que acontece com muitas pessoas e não há nada errado nisso. A ideia de “perder a pureza” ou a “inocência” pode estar ligada a como você foi criada e às imagens que internalizamos sobre o que é ser mulher, menina, ou “princesa”. Essas imagens ficam dentro da gente e às vezes criam uma pressão muito grande.

    Na psicanálise a gente acredita que esses sentimentos vêm de uma mistura de experiências, lembranças e ensinamentos que receberam significado profundo. Não é raro que o que os pais esperam ou dizem sobre a gente influencie bastante o que sentimos e como vivemos o corpo e a sexualidade.

    Conversar sobre isso em um espaço acolhedor pode ajudar você a entender melhor esses sentimentos e encontrar seu próprio ritmo. A sexualidade não tem prazo nem regra ela deve acontecer quando você se sentir segura e pronta de verdade.

    Respeitar seu tempo é um ato de cuidado consigo mesma e uma forma de se conhecer melhor.


  • Olá, tenho um relacionamento há 4 anos e minha parceira não toca na minha região íntima, toca em out

    Olá, tenho um relacionamento há 4 anos e minha parceira não toca na minha região íntima, toca em outras regiões, mas não toca na minha região íntima, parece não ter interesse por essa parte do meu corpo, isso é comum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    O que você está vivendo pode acontecer em muitos relacionamentos, e não existe uma regra sobre como cada pessoa expressa o desejo ou se relaciona com o corpo do outro. Mas quando algo assim começa a incomodar ou gerar dúvidas, vale a pena prestar atenção. Pode ser que, de forma inconsciente, sua parceira tenha alguma dificuldade com essa aproximação mais íntima, ou até com a própria sexualidade. Também é possível que exista alguma dinâmica entre vocês dois que esteja influenciando isso.

    O mais importante é que esse tipo de questão não precisa ser vivido em silêncio ou como algo solitário. A psicanálise pode ajudar muito nesse caminho, oferecendo um espaço de escuta onde você pode falar livremente sobre seus sentimentos, seus desejos e suas angústias, sem julgamentos. Às vezes, só de poder colocar em palavras o que está sendo vivido, já começamos a entender melhor o que está acontecendo.


  • Sou mulher fui em duas sessoes com meu psicologo e tenho sentido uma desejo de ser tocada por ele. D

    Sou mulher fui em duas sessoes com meu psicologo e tenho sentido uma desejo de ser tocada por ele. Devo contar a ele ou mudar de psicologo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    É mais comum do que parece sentir esse tipo de desejo durante o processo terapêutico. A psicanálise entende que, muitas vezes, sentimentos como esse fazem parte do que chamamos de transferência, quando emoções ligadas a outras relações da vida acabam sendo direcionadas ao analista. Em vez de mudar de profissional, pode ser muito valioso falar sobre isso nas sessões. Ao invés de ser um problema, isso pode abrir um caminho importante de autoconhecimento.


  • Olá! Tive uma experiência com uma psicanalista por mais de 1 ano, mas precisei encerrar porque me se

    Olá! Tive uma experiência com uma psicanalista por mais de 1 ano, mas precisei encerrar porque me sentia insegura e não ouvida — às vezes ela usava o celular durante as sessões, o que me lembrava situações dolorosas da infância. Isso é antiético?

    Além disso, tenho muita dificuldade com a associação livre e isso me faz pensar se a psicanálise é mesmo adequada para mim.

    Devo buscar outra abordagem? Como lidar com essa frustração para não perder a confiança na terapia?

    Obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Olá! Que bom que você trouxe isso. A experiência com um analista pode sim reativar sentimentos antigos e isso é algo que a psicanálise leva muito a sério. Quando o analista parece ausente, como no uso do celular durante a sessão, isso pode gerar um efeito doloroso e merece ser escutado com cuidado. Mais do que ser ou não ético, o mais importante aqui é o impacto que teve em você.

    Sobre a associação livre, saiba que a maioria das pessoas sente dificuldade no começo. Falar livremente não é algo fácil, principalmente se há inseguranças ou medos antigos em jogo. A função do analista é justamente ajudar você a se sentir segura para ir encontrando seu ritmo.

    Se ficou uma frustração com essa experiência, talvez o mais importante agora seja encontrar um profissional com quem você se sinta respeitada, acolhida e escutada. Isso pode até ser outro psicanalista, porque cada encontro é único. Não desista da terapia por causa de uma experiência difícil. Ela também pode ser um ponto de partida para algo novo e mais cuidadoso com você.

    Um abraço!


  • Parece que eu tenho algo na minha mente que me impede de fazer qualquer coisa. Até coisas simples qu

    Parece que eu tenho algo na minha mente que me impede de fazer qualquer coisa. Até coisas simples que não exigem muito esforço, e coisas que eu gostaria de fazer. Estou querendo fazer algo por 1 mês já, nem cheguei a começar ainda, mesmo tendo ideia de como fazer. Me deixa ansiosa demais. Sinto como se a minha mente estivesse me prendendo. Como posso lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa sensação de estar preso por algo que nem sempre se entende muito bem é mais comum do que parece e pode mesmo gerar muita angústia. Às vezes, não se trata de falta de vontade ou preguiça, mas de algo mais interno, que está pedindo para ser escutado com cuidado.

    A mente pode criar bloqueios que nem sempre são conscientes. Pode haver medos, expectativas, cobranças ou até histórias passadas que seguem atuando mesmo sem que a gente perceba. Por isso, forçar pode aumentar ainda mais a ansiedade.

    A psicanálise pode ajudar justamente nesse ponto: dar espaço para escutar esse "algo" que parece impedir, entender de onde vem esse travamento e o que ele está tentando dizer. Quando conseguimos colocar em palavras o que sentimos, aos poucos as coisas vão deixando de pesar tanto.

    Não precisa enfrentar isso sozinho ou de forma bruta. Começar a falar sobre o que está acontecendo já pode ser um primeiro passo importante.


  • Ola tenho uma melhor amiga q éramos muito proximas mas eu guardava muitas coisas q eu pensava sobre

    Ola tenho uma melhor amiga q éramos muito proximas mas eu guardava muitas coisas q eu pensava sobre ela certo dia eu fui na casa dos meus amigos (nós "somos" um quarteto eu ela e mais dois amigos) e eu comecei a desabafar falar tudo aquilo q eu guardava pra mim e descobri q eles pensavam a mesma coisa falei muito mal dela e dai como eu e eles ainda estudamos nós fomoks pra escola e com os dias ele percebeu q a gente (principalmente eu) estavamos diferentes com ela e ela pergunto e eu falei q nao q a gente nao estava diferente com ela dai HOJE tinha festa junina na escola e ra tbm o último dia de aula (férias de julho) e dai como ela é do grêmio estudantil (pra quem nao sabe oq é os alunos ajudam a escola) ela estava guardando umas caixas e eu e a minha outra amiga ( do quarteto ) estávamos indo pra casa pq a gente não era do grêmio e dai ela falou pra gente esperar ela dai contra vontade a gente esperou uns dez minutos e ela nao veio dai a minha amiga disse vamos ire eu falei sim estou me sentindo falsa por tudo isso me ajudem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Oi! Dá pra sentir o quanto essa situação tá te deixando confusa e até um pouco culpada. Às vezes a gente guarda sentimentos, irritações e pequenas mágoas por muito tempo, e quando sai, sai tudo de uma vez. Isso é humano. Mas quando isso acontece sem a pessoa envolvida saber, fica um mal-estar, tanto dentro da gente quanto na relação.

    A psicanálise ajuda justamente a entender por que a gente guarda tanto, por que sente culpa depois, e como lidar com esses conflitos internos. Não é sobre certo ou errado, mas sobre se conhecer e entender por que certas situações nos afetam tanto.

    Se você sentir que isso está pesando demais, conversar com um profissional pode ser um passo importante. Você não precisa carregar isso sozinha.


  • Tenho uma amiga que namora um cara que diz que aprendeu a amar com ela, como se ela fosse a responsá

    Tenho uma amiga que namora um cara que diz que aprendeu a amar com ela, como se ela fosse a responsável por tudo de bom que ele sente. Ele a família dele tratam ela aparentemente bem demais. Sempre que eles brigam, a mãe dele intervém pra defender ele e fazer ela repensar tudo.
    Agora, ela descobriu que ele tinha um perfil em app de relacionamento. Quando terminou, ele veio com a história de que tava num dia horrível e que alguém próximo tinha morrido. E ela contou que isso sempre acontece, quando ela tenta terminar ele arranja alguma coisa triste que faz ela sentir culpa e voltar. Literalmente em toda briga.
    Gostaria de saber se ele pode estar sendo manipulada e como eu ajudo ela a sair dessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    O que você descreve parece mesmo envolver manipulação emocional. Quando alguém usa a culpa, a dor ou o sofrimento para impedir o outro de se afastar, é um sinal de que a relação não está sendo saudável. Isso confunde os sentimentos, gera dúvida, e faz a pessoa acreditar que está sendo injusta, mesmo quando só quer se proteger.
    Na psicanálise, entendemos que repetir esse ciclo pode ter raízes emocionais mais profundas. Muitas vezes, a pessoa fica presa por medo, culpa ou por acreditar que não vai encontrar outra forma de ser amada. O mais importante agora é que ela tenha apoio, sem julgamento, e que sinta que não está sozinha.
    Você já está ajudando muito só por se importar. Se possível, incentive ela a procurar um espaço de escuta com um profissional, onde possa entender melhor o que sente e por que é tão difícil sair dessa situação.


  • olá eu sou uma pessoa que sonha muito com pessoas ao meu redor e com algumas situações que as vezes

    olá eu sou uma pessoa que sonha muito com pessoas ao meu redor e com algumas situações que as vezes me faz sentir triste, ou incomodada, mas as vezes tenho muitos sonhos bons também, sou uma pessoa bem emotiva então as vezes meu sonhos acabam definindo como meu humor no dia vai ser se vou me sentir bem ou se vou me sentir mal, pensei em começar um caderno para anotar todos eles, ate nos cochilos rápidos que dou no meio do dia eu sonho também, comecei a tomar escitalopram mas antes do remédio eu também já sonhava muito gostaria de um guia ou uma direção, em geral me sinto muito bem tomando o remédio e não me sinto mal como me sentia antes.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Oi! É super interessante você querer entender seus sonhos. Quando sonhamos muito, é como se nossa mente estivesse processando tudo o que sentimos, vivemos e até o que guardamos no inconsciente. É normal que pessoas mais emotivas, como você, se sintam mais impactadas pelos sonhos, já que eles refletem muito do que estamos vivendo.

    O fato de você estar se sentindo bem com o remédio pode estar ajudando a equilibrar suas emoções e até a melhorar a qualidade dos seus sonhos. A ideia de anotar os sonhos é ótima! Isso pode ajudar a perceber padrões ou sentimentos recorrentes, dando mais clareza ao que está acontecendo na sua mente.

    Embora os sonhos possam influenciar seu humor, é importante lembrar que eles são apenas uma parte da sua experiência, não o todo. Se você continuar se sentindo bem com o tratamento, ótimo! Mas se os sonhos ainda estiverem te afetando muito, talvez valha a pena conversar com um profissional para explorar isso mais a fundo. Estou à disposição!


  • Gostaria de mulher trans é gay?me considero hetero

    Gostaria de mulher trans é gay?me considero hetero

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa dúvida é muito comum e compreensível. Gostar de uma mulher trans não faz de você gay. Mulheres trans são mulheres, então se você se sente atraído por uma mulher, isso está dentro da heterossexualidade. A sexualidade é algo muito mais amplo do que rótulos fixos, e muitas vezes o mais importante é entender o que faz sentido pra você, sem culpa ou medo. A psicanálise pode ajudar nesse processo de autoconhecimento, acolhendo suas questões com escuta e sem julgamentos.


  • Faz alguns meses que sinto que, em diversos ambientes que frequento, especialmente em projetos pesso

    Faz alguns meses que sinto que, em diversos ambientes que frequento, especialmente em projetos pessoais e profissionais, a cultura e o acolhimento são muito ruins. Já precisei sair de dois lugares por conta disso e está me prejudicando bastante, já que tenho pouca experiência formal no ramo profissional. Não sei se isso está relacionado a algum traço da minha personalidade ou se são coincidências, mas essa situação tem afetado bastante meu bem-estar. Gostaria de entender o que pode estar acontecendo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    O que você descreve é mais comum do que parece e merece ser olhado com cuidado e acolhimento. Quando a gente percebe repetidamente que os ambientes que frequenta são hostis, pouco acolhedores ou fazem mal, isso costuma mexer com a nossa autoestima e gerar muita dúvida: “o problema está em mim ou nos lugares?”

    A psicanálise não dá respostas prontas, mas convida a pensar junto. Às vezes, por experiências passadas, acabamos repetindo sem perceber certas situações que nos colocam sempre em lugares parecidos — ou então temos uma sensibilidade maior a determinadas dinâmicas, o que também tem valor e sentido.

    O mais importante é que esse mal-estar não precisa ser enfrentado sozinho. Um processo terapêutico pode ajudar a entender o que está em jogo nessas situações, quais padrões estão se repetindo e como você pode lidar de forma mais saudável com tudo isso.

    Buscar esse tipo de escuta já é um passo importante. Você merece ser escutado com respeito e sem julgamentos.


Perguntas frequentes

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