Perguntas do paciente (183)

  • Oi, tudo bem? Tô numa situação que tá me deixando muito angustiado e sem saber o que fazer. Eu sou a

    Oi, tudo bem? Tô numa situação que tá me deixando muito angustiado e sem saber o que fazer. Eu sou apaixonado por uma amiga, ela sabe disso. Recentemente, uma outra amiga me mostrou o perfil do namorado dela num aplicativo de relacionamento. Elas duas nem se conhecem então não tinha porque ela inventar também. Ela me mandou vários prints, com foto dele, nome, selo de verificado e até o status online. Eu vi tudo.
    Minha amiga sempre fala dele como um cara quase perfeito, que até deixa as senhas dele com ela. Por isso, tô com medo de contar isso pra ela, porque ela pode achar que tô inventando coisa, ou que tô falando por ciúmes. Mas agora, toda vez que ela comenta que vai sair com ele ou dos sentimentos dela sobre ele eu sinto uma vergonha absurda. Tô nessa dúvida que tá me consumindo, será que eu conto e corro o risco dela não acreditar em mim por causa do que eu sinto? Ou será que guardo e vivo com esse peso, sabendo que se ela descobre que eu sábia pode se sentir traída por mim?
    Queria muito saber o que fazer numa situação como essa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sua dúvida é bem delicada e mostra o quanto você se importa com essa amiga — não só pelo sentimento que tem por ela, mas também pelo medo de machucá-la. Essa mistura de afeto, ciúmes, verdade e dúvida acaba gerando mesmo uma angústia difícil de carregar sozinho.

    A psicanálise entende que nem sempre a melhor saída é a mais lógica ou a mais "certa", mas aquela que faz mais sentido emocionalmente pra quem está vivendo a situação. E o que você descreve envolve muitas camadas: tem o amor não correspondido, a descoberta difícil sobre alguém próximo dela, o medo de perder essa amizade e até a vergonha de como isso tudo te afeta.

    Talvez o mais importante agora seja olhar pra você mesmo: por que isso te toca tanto? O que exatamente está doendo? Às vezes, tentar proteger o outro demais pode significar esquecer de si. Um espaço de escuta como a terapia pode te ajudar a entender com mais calma o que você está sentindo, e aí sim, decidir como agir de um jeito que não te machuque mais ainda.

    Você não precisa resolver tudo agora, mas merece ser escutado pra não seguir carregando isso sozinho.


  • Oi, bom dia! Meu filho de 8 anos ultimamente vive com muitas histórias na cabeça. Outro dia acordo

    Oi, bom dia!
    Meu filho de 8 anos ultimamente vive com muitas histórias na cabeça. Outro dia acordou chorando porque pensou em uma mãe beijando o filho na boca em baixo do lençol. E chorou e ficou com isso na cabeça. Também percebo que ele tudo me conta as coisas dela . Ah mamãe, peguei no meu peitos. Sou grata pela atenção.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Oi! Pelo que você está contando, é normal que ele esteja com essas ideias e fantasias na cabeça, principalmente com a idade dele. Nessa fase, a imaginação está super ativa e, às vezes, ele pode misturar o que está pensando com o que está sentindo. O fato de ele ter acordado chorando pode ser a forma dele processar algo que, para ele, ficou confuso ou até assustador.

    Essa curiosidade sobre o corpo e as relações, por mais que pareça estranha para a gente, faz parte do desenvolvimento dele. É comum que as crianças explorem essas questões de forma lúdica, sem necessariamente entender o que estão pensando de fato. O importante é não deixar que ele se sinta envergonhado ou confuso. Pode ser que ele só não tenha palavras para expressar o que está vivendo ou sentindo, e por isso as ideias e fantasias podem aparecer.

    O que você pode fazer é conversar com ele de maneira tranquila, mostrar que ele pode falar sobre qualquer coisa sem medo de julgamento, e sempre dar uma explicação simples sobre o que ele está sentindo. Claro, se você perceber que isso está mexendo muito com ele, ou se ele continuar com muita angústia, talvez seja legal procurar um psicólogo para conversar melhor sobre essas questões.

    Essas fases fazem parte do crescimento e, com o tempo, ele vai entender melhor o que se passa na cabeça dele. Se precisar de algo mais, estou por aqui!


  • Olá, há já uns 3 anos que eu não me reconheço quando olho para o espelho. Evito completamente tirar

    Olá,
    há já uns 3 anos que eu não me reconheço quando olho para o espelho. Evito completamente tirar fotos ou aparecer em câmaras, e quando por acaso me vejo na câmara do telemóvel, fico desconfortável. Parece que o meu nariz fica maior, e no geral todos os meus traços parecem exagerados, como se não fossem meus.
    Quando isso acontece, fico mesmo mal. Já aconteceu várias vezes começar a chorar só por me ver ao espelho e não conseguir acreditar que aquela pessoa sou eu. É estranho e frustrante.
    Além disso, a minha cara parece mudar de um dia para o outro. Às vezes dou por mim a tentar lembrar como era o meu rosto no dia anterior e simplesmente não consigo. Só sei que está diferente, e isso mexe comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Olá. O que você contou não é fácil de viver, e dá pra sentir o quanto isso tem te feito mal. Essa sensação de estranhamento com a própria imagem, de não se reconhecer no espelho ou em fotos, pode ser muito angustiante e as vezes, difícil até de explicar pra outras pessoas.

    Do ponto de vista da psicanálise, isso pode estar ligado a algo mais profundo do que apenas a aparência. O espelho não mostra só o rosto: ele também toca em como a gente se percebe, como se sente por dentro, como se reconhece (ou não) na própria história. Quando a imagem que aparece parece “não ser nossa”, pode ser sinal de que tem algo interno pedindo atenção, algo que precisa ser escutado com mais cuidado.

    Muitas vezes, esse tipo de vivência aparece em momentos em que estamos mais vulneráveis, com a autoestima abalada, passando por mudanças ou conflitos que talvez nem estejam tão claros. E é justamente aí que a análise pode ajudar: criando um espaço seguro pra falar sobre isso sem pressa, sem julgamento, e começar a entender o que está por trás de tudo isso que você sente.

    Pode parecer confuso agora, mas esse mal-estar tem um sentido, e ele pode ser descoberto, aos poucos, na fala. Procurar ajuda já é um passo importante. Você não está sozinho.


  • Estou em uma relação com uma mulher casada, porém segundo ela, já não existe mais desejo entre ambos

    Estou em uma relação com uma mulher casada, porém segundo ela, já não existe mais desejo entre ambos

    Atualmente depois de manter um relacionamento secreto por um ano, ela pediu para que a gente se afastasse, pois precisa lidar com o sentimento de culpa e remorso após o acontecimento. Disse gostar de mim, mas prefere o rompimento, afirmando a mim que vai romper o matrimônio mas não pode me dar esperanças de reatar esse romance. Estou muito confuso, me sentindo usado e triste. Como devo proceder?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Primeiro, sinto muito por você estar passando por essa situação tão dolorosa. Essa confusão e o sentimento de ser usado são reações bastante naturais diante de um cenário como esse, onde os sentimentos estão embaralhados e você se vê dividido entre o que é dito e o que está sendo vivido.

    Quando uma pessoa entra em um relacionamento extraconjugal, várias coisas estão em jogo, não apenas o desejo, mas também questões muito mais profundas de identidade, culpa, e o que significa para ela o relacionamento com o parceiro atual, o que o outro lhe representa e o que ela está buscando em um novo vínculo. Ela pode estar enfrentando a necessidade de se afastar para conseguir lidar com esses sentimentos conflitantes, mas a decisão dela pode também gerar uma sensação de desilusão e abandono, algo que pode mexer bastante com você.

    No fundo, o que está acontecendo aqui é um movimento de luta interna dela entre o desejo e a culpa, entre o que sente e o que acredita ser certo ou errado. E isso pode gerar um desgaste emocional grande para vocês dois, porque, de certa forma, ela não está conseguindo (ou não sabe como) se libertar completamente de um compromisso anterior enquanto tenta, ao mesmo tempo, se abrir para algo novo.

    Nesse momento, o mais importante é tentar focar em você e nos seus próprios sentimentos. A confusão e a tristeza são sinais de que essa situação não está atendendo às suas necessidades emocionais, e isso deve ser respeitado. A psicanálise pode ajudar a entender como você se sente em relação a essa dinâmica, e o que essa experiência está trazendo à tona em termos de autoestima, expectativas e medos.

    Procure ouvir seus sentimentos sem pressa de tomar decisões, mas também sem se deixar levar por uma esperança vazia. Às vezes, a melhor opção é dar um passo atrás, se distanciar para entender o que realmente é bom para você a longo prazo, se essa relação está realmente trazendo algo positivo para sua vida ou se está apenas alimentando o sofrimento.

    Procurar apoio emocional nesse momento pode ser muito importante para dar espaço para essa reflexão, e para que você consiga lidar com a tristeza e a confusão sem se perder nesse turbilhão.


  • Eu queria tirar uma dúvida relacionada a medo/fobia. Eu não sei exatamente a qual especialista recor

    Eu queria tirar uma dúvida relacionada a medo/fobia. Eu não sei exatamente a qual especialista recorrer (Para falar a verdade nem sei se tem um especialista específico pra isso). Desde que me entendo por gente eu tenho pavor de baratas, não é só um medinho qualquer ou nojo, mas pavor mesmo. Se eu vejo uma, mesmo que longe de mim, meu instinto é correr ou gritar, sinto meu corpo inteiro se tremer (e ele fica por um bom tempo assim), meu coração bate bastante e teve até algumas vezes que eu me machuquei por causa desses sustos e movimentos inconscientes. Eu sei que é tudo da minha cabeça mas eu não sei o porquê disso, isso não é normal, mas também nunca vi alguém tendo esses mesmos sintomas que eu então fica difícil saber o que fazer. Chegou muitas vezes de até evitar certos lugares por um breve período por conta disso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa situação que você está descrevendo é bem mais comum do que parece, mesmo que você não veja outras pessoas com os mesmos sintomas. O que você está vivenciando é um tipo de fobia, que é um medo intenso e irracional de algo específico, nesse caso, as baratas. E, sim, a sensação de pavor, de tremor e aceleração do coração que você descreve é completamente real, mesmo que você saiba que o perigo não é imediato.

    Na psicanálise, tentamos entender o que pode estar por trás dessa reação exagerada e intensa. O medo é algo que está muito relacionado com nossa história de vida e com nossos sentimentos mais profundos. Às vezes, fobias como essa podem ser originadas por uma experiência traumática no passado, mesmo que você não se lembre dela claramente. Pode ser algo que aconteceu na infância, ou até mesmo algo que você viu e que ficou registrado em seu inconsciente, provocando essa resposta emocional forte toda vez que você encontra uma barata.

    A psicanálise busca compreender esses mecanismos inconscientes, entender de onde vem esse medo tão profundo e ajudar a trabalhar com ele para que a pessoa consiga reagir de forma mais tranquila. É um processo que envolve tempo, mas que pode trazer muitos benefícios, ajudando você a se sentir mais no controle das suas reações e emoções.

    Se isso está afetando muito a sua qualidade de vida, como você mencionou, é importante procurar um profissional para um acompanhamento. O psicanalista pode te ajudar a identificar as raízes desse medo e trabalhar para que você consiga lidar melhor com ele.

    E quanto ao especialista, sim, você pode procurar um psicólogo ou psicanalista, que são os profissionais mais indicados para lidar com esse tipo de questão. Eles têm a formação necessária para investigar as causas mais profundas desse medo e ajudar a tratar de maneira eficaz.


  • Bom dia, todas vez que vou dormir sinto um medo muito grande como se eu fosse morrer ou como se algo

    Bom dia, todas vez que vou dormir sinto um medo muito grande como se eu fosse morrer ou como se algo tivesse pra acontecer e um Pânico muito grande as vezes fico horas sem conseguir dormir por causa desse medo, como eu posso fazer pra isso passa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Oi! Entendo como esse medo pode ser angustiante, principalmente na hora de dormir, que é quando geralmente nosso corpo e mente buscam descanso. Pelo que você está descrevendo, esses sentimentos parecem estar relacionados a uma espécie de ansiedade ou medo antecipatório, que é comum em muitas pessoas, mas de forma bem intensa, como no seu caso.

    Esse tipo de pânico pode estar ligado a uma preocupação com a morte ou com a ideia de que algo ruim vai acontecer, o que acaba gerando um alerta constante no seu corpo e mente, dificultando o sono e o relaxamento. No campo da psicanálise, isso pode refletir um conflito interno, uma angústia emocional que não foi completamente elaborada, e que se manifesta na forma desses medos no momento do descanso, que é, simbolicamente, um momento de vulnerabilidade.

    Eu sugeriria que você tentasse começar a observar esses medos e o que pode estar por trás deles. A ansiedade muitas vezes surge quando há algo no inconsciente, algo que não conseguimos identificar diretamente, mas que está nos afetando. Terapias que envolvem a escuta e a compreensão desses sentimentos podem ajudar a reduzir essa sensação de pânico. Pode ser interessante procurar um profissional que trabalhe com psicanálise para, aos poucos, ir desvendando as raízes desse medo.

    Uma ideia que pode ajudar também é tentar criar uma rotina de relaxamento antes de dormir, como meditação, respiração profunda ou até mesmo escrever seus pensamentos em um diário, para que a mente se sinta mais tranquila e menos sobrecarregada. Isso pode não resolver tudo de imediato, mas pode ajudar a suavizar o impacto dessa sensação e tornar o processo de se deitar mais fácil.

    Se esse medo estiver interferindo muito no seu cotidiano, não hesite em procurar ajuda profissional para conseguir lidar melhor com ele. O mais importante é não se sentir sozinho nesse processo!


  • Minha esposa diz que tenho sonhos sexuais, de falar coisas e fazer gestos na cama, mas não me lembro

    Minha esposa diz que tenho sonhos sexuais, de falar coisas e fazer gestos na cama, mas não me lembro de nada. Normalmente quando sonho eu me lembro o que sonhei. O que pode ser isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sonhar e agir durante o sono, como falar ou fazer gestos, pode acontecer mesmo sem a gente se lembrar do que sonhou. Isso é algo que pode acontecer em momentos de maior estresse, cansaço ou quando o nosso inconsciente está tentando processar algo importante. Na psicanálise, os sonhos são vistos como mensagens do nosso interior, mesmo que não venhamos a lembrar deles claramente. O fato de não se lembrar pode indicar que esses conteúdos estão mais guardados no inconsciente, e às vezes o corpo manifesta o que a mente não acessa de imediato. Conversar sobre esses sonhos e sentimentos com um psicólogo pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e trazer mais tranquilidade para você e sua esposa.


  • Os distúrbios psiquiátricos e doenças neurológicas têm mesma base genética ?

    Os distúrbios psiquiátricos e doenças neurológicas têm mesma base genética ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Distúrbios psiquiátricos e doenças neurológicas podem ter componentes genéticos, mas suas bases são diferentes.
    Os distúrbios psiquiátricos (como depressão, ansiedade, esquizofrenia) têm a ver com como a pessoa percebe e reage ao mundo, e o ambiente e experiências pessoais também desempenham um grande papel. A genética pode aumentar a predisposição, mas o contexto de vida da pessoa é fundamental para o aparecimento do problema.
    Já as doenças neurológicas (como Alzheimer e Parkinson) têm uma base mais biológica e física, com a genética sendo um fator mais direto em muitas dessas condições. Porém, fatores ambientais e comportamentais também podem influenciar.
    Na psicanálise, o foco está nas questões emocionais e psíquicas, mas é claro que a genética pode ter influência em transtornos psiquiátricos. No fim, o que define é sempre a interação entre os fatores genéticos e o ambiente.


  • Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um rela

    Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um relacionamento sério, ela quer saber se eu quero ter filhos um dia.

    Eu realmente não sei responder e não quis mentir para ela, fui sincero e disse que tenho dúvidas.

    Como devo refletir sobre esse assunto? Como atingir o auto conhecimento necessário para saber se quero ter filhos um dia? Qual tipo de ajuda profissional eu posso precisar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa é uma dúvida muito mais comum do que parece, e é ótimo que você tenha sido sincero com a pessoa com quem está se relacionando. A decisão de ter ou não filhos toca em questões muito profundas e não existe uma resposta certa que venha de fora. Cada pessoa tem seu próprio tempo e caminho para entender isso.

    Na psicanálise, a gente não trabalha com conselhos prontos, mas sim com um processo de escuta e reflexão. O que pode ajudar muito é entender de onde vem essa dúvida: será que ela tem a ver com medo de repetir histórias da própria família? Ou com expectativas que os outros colocaram em você? Ou ainda com a pressão de tomar uma decisão definitiva?

    Falar sobre isso com um psicanalista pode ajudar a escutar melhor a si mesmo. Através do diálogo, no tempo de cada um, vão surgindo clarezas. O autoconhecimento não aparece de repente, mas é construído pouco a pouco. E às vezes, nessa construção, a resposta aparece — ou então a angústia de não ter a resposta já não incomoda tanto.

    Buscar ajuda profissional não é sinal de fraqueza, mas de cuidado consigo mesmo. Um processo analítico pode ser o espaço certo para você entender o que quer de verdade, e não o que esperam que você queira.


  • O QI é uma representação precisa da inteligência? .

    O QI é uma representação precisa da inteligência? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    O QI avalia algumas habilidades como lógica, memória e linguagem, mas não representa toda a complexidade da inteligência humana. Ele é só um recorte, não uma definição completa.

    Existem muitas formas de inteligência que os testes não conseguem medir, como criatividade, sensibilidade e a maneira única de cada pessoa lidar com a vida.

    Na psicanálise, a gente olha além dos números. O mais importante é entender a história e o funcionamento de cada sujeito. Um resultado não define quem a pessoa é.


  • Quais fatores influenciam o Desenvolvimento Cognitivo Infantil?

    Quais fatores influenciam o Desenvolvimento Cognitivo Infantil?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    O desenvolvimento da criança acontece a partir de muitas coisas que vivem e sentem no dia a dia. O jeito como ela é cuidada, o carinho que recebe, o ambiente onde cresce e as relações que constrói são fundamentais. Na psicanálise, a gente sabe que os vínculos afetivos com a família e com quem cuida têm um papel muito importante para a criança se sentir segura e poder explorar o mundo.

    Além disso, o espaço para brincar, imaginar e expressar o que sente ajuda no crescimento da mente e das emoções. Cada criança é única, e às vezes desafios emocionais ou dificuldades no convívio podem interferir no ritmo desse desenvolvimento. Por isso, estar atento às emoções e escutar a criança é sempre um caminho para entender melhor como ela cresce.


  • Tenho medo de Tudo. Olhar pra uma mulher que gostei e mesmo não falando nada ser acusado de alguma c

    Tenho medo de Tudo. Olhar pra uma mulher que gostei e mesmo não falando nada ser acusado de alguma coisa e alguém me matar.
    Alguém buzinar pra mim no trânsito e pensar que vão anotar minha placa pra me matar. Alguém olhar pra mim no Supermercado e ficar pensando que ela quer me matar. Estou sozinho há 4 anos e choro quase todo dia, sempre pensando que algo ruim vai acontecer, eu vou ser morto e minha família irá sofrer. Não aguento mais essa sensação. E o pior que ninguém consegue entender. Não sei o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sentir medo faz parte da vida, mas quando ele aparece o tempo todo, até nas situações mais simples, como você descreveu, é sinal de que tem algo aí dentro pedindo atenção. Esse tipo de angústia, esse medo constante de que algo ruim vai acontecer, pode estar ligado a coisas que você viveu, sentimentos guardados, que ainda não foram bem compreendidos.

    Chorar quase todo dia, se sentir sozinho, achar que ninguém entende... tudo isso machuca muito. E é difícil mesmo lidar com tudo isso sem apoio. Por isso, procurar ajuda não é fraqueza, é um jeito de cuidar de você.

    A psicanálise pode te ajudar a entender de onde vem esse medo todo e o que ele está querendo dizer. É um espaço de escuta, sem julgamentos, onde você pode falar de tudo. Aos poucos, com esse cuidado, é possível aliviar esse peso e encontrar mais paz. Você não precisa passar por isso sozinho.


  • É normal sentir culpa/angustia/remorso? Muitos anos atrás cometi alguns erros bem graves, na epoca

    É normal sentir culpa/angustia/remorso?
    Muitos anos atrás cometi alguns erros bem graves, na epoca tinha 13 anos e não percebia a gravidade deles.
    Hoje tenho 21 anos e namoro, disse para a minha namorada que eu havia feito algumas coisas ruins, porém disse que não estava preparado para contar à ela, ainda.
    Tais coisas, para mim, podem ser um motivo para que ela decida não querer mais se relacionar comigo.

    As vezes surgem assuntos ou conversas ocasionais que me lembram desse fato ou que me mostram como pode ser a reação dela (mesmo que apenas uma pequena parcela) se um dia eu decidir contar. Todas as vezes que isso ocorre eu sinto uma especie de culpa junto de medo e remorso. Isso é normal? Como posso lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Sim, é bastante comum sentir culpa, angústia ou remorso por coisas que fizemos no passado, especialmente quando, com o passar do tempo, conseguimos entender melhor o impacto das nossas atitudes. Quando se é muito jovem, como no seu caso aos 13 anos, a noção de certo e errado ainda está em formação. O amadurecimento traz à tona esse olhar mais crítico sobre o que vivemos e fizemos, e é aí que muitas vezes surgem esses sentimentos difíceis.

    Na psicanálise, entende-se que sentimentos como a culpa e o remorso têm relação com o nosso mundo interno, com a forma como lidamos com o que fizemos e com o que desejamos ou tememos. A culpa, por exemplo, pode estar ligada a um conflito entre o que a gente fez e o que a gente acredita que deveria ter feito. E o medo da reação da sua namorada pode falar também sobre o medo de rejeição, de não ser aceito por quem você é hoje.

    O que você sente não é sinal de que tem algo errado com você. Pelo contrário, mostra que você está em contato com sua consciência e sensibilidade. Mas carregar isso sozinho pode ser muito pesado. Quando esses sentimentos se repetem ou se intensificam, pode ser sinal de que existe algo aí dentro que precisa ser escutado com mais cuidado.

    A psicanálise pode ajudar justamente nisso: a criar um espaço onde você possa falar livremente, sem julgamento, sobre tudo isso. Um lugar para entender melhor essas culpas, de onde elas vêm, o que dizem sobre você, e como pode lidar com elas de forma menos sofrida. Não se trata de apagar o passado, mas de encontrar um jeito de se reconciliar com ele e com quem você é hoje.


  • Como lidar com adultos que demonstram imaturidade emocional e se comportam como adolescentes por cau

    Como lidar com adultos que demonstram imaturidade emocional e se comportam como adolescentes por causa disso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Quando um adulto age como um adolescente, mostrando imaturidade emocional, isso geralmente vem de algo que aconteceu lá no passado, desde que ele era criança. Na psicanálise a gente pensa que essas atitudes são uma forma que a pessoa encontrou para se proteger de sentimentos difíceis, tipo medo, tristeza ou insegurança.

    É como se, para não sofrer ou se sentir ameaçada, ela continuasse agindo daquele jeito, mesmo sendo adulta. Então, não é só “frescura” ou vontade de ser imaturo, tem um motivo bem mais profundo.

    Para lidar com isso, o melhor é tentar entender de onde vem esse comportamento. Não adianta mandar a pessoa “crescer” na hora, porque isso só faz ela se fechar mais. É importante escutar, ter paciência, e tentar conversar para que ela também comece a perceber o que está sentindo de verdade.

    Se for difícil, estabelecer alguns limites ajuda, mas sem brigar ou humilhar, porque isso só piora. E se a pessoa quiser, buscar ajuda com um profissional pode ser um caminho para ela descobrir o que está acontecendo e conseguir mudar aos poucos.

    Quem convive com alguém assim também precisa cuidar de si, para não acabar se machucando.


  • Boa noite tenho um filho de 11 anos. Tenho uma preocupação a mais com ele,

    Boa noite tenho um filho de 11 anos.
    Tenho uma preocupação a mais com ele, ultimamente ele tem me preocupado com alguns comportamentos, que nem meu filho mais novo não faz.

    1: E muito desorganizado com suas coisas.
    2: Não tem cuidado com brinquedos etc.
    3: Ultimamente tem tido alguns comportamentos estranhos.
    Exemplo: Um certo dia fizemos um churrasco aqui em casa, depois notei que tinha uma espécie de bolha estourada em sua mão, perguntei dele oque era aquilo, ele disse que tinha colocado o dedo na brasa da churrasqueira do dia anterior pra vê oque acontecia, e depois que formou aquela bolha de queimadura ele mordeu pra vê oque ia sair de dentro.
    Fora outras coisas que ele vem fazendo sem medir as consequências no final.
    Ele e um menino que a gente conversa ele diz que entendeu mais no outro dia está fazendo outra coisa ou algum parecido.
    E isso tem me preocupado muito oque devo fazer e com qual especialista preciso levar ele?
    Alguém pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    É normal que atitudes assim deixem os pais preocupados, principalmente quando envolvem riscos ou parecem sem sentido. Coisas como desorganização, quebrar brinquedos ou fazer algo perigoso, como colocar o dedo na brasa, podem ser jeitos que a criança encontra de mostrar algo que está sentindo, mesmo sem conseguir falar sobre isso.

    Na psicanálise, a gente entende que os comportamentos das crianças muitas vezes dizem mais do que as palavras. Quando um menino age assim, ele pode estar lidando com algum conflito interno, alguma angústia ou tentando chamar atenção para algo que ele mesmo ainda não entende direito.

    Por isso, seria importante procurar um psicanalista que atenda crianças. Esse profissional vai escutar o que está acontecendo com seu filho de um jeito que ajuda a entender melhor essas atitudes. E o trabalho com os pais também pode ser muito importante, porque ajuda a olhar para a relação familiar como um todo.

    Buscar ajuda já é um passo muito importante. A psicanálise pode oferecer um espaço de escuta e compreensão, tanto para a criança quanto para a família.


  • É normal no TOC sexual vc ter um pensamento por cima de outro?

    É normal no TOC sexual vc ter um pensamento por cima de outro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Claro! No TOC sexual, é normal que os pensamentos se sobreponham ou se misturem, criando ainda mais angústia. Esses pensamentos intrusivos aparecem de forma repetitiva e involuntária, gerando ansiedade. Quando um pensamento "passa por cima" de outro, é o cérebro tentando lidar com a sobrecarga mental, mas sem encontrar uma solução real, o que mantém o ciclo de obsessões.

    Esses pensamentos não definem quem você é ou o que você deseja, eles são manifestações de ansiedade. A terapia pode ajudar a entender o que está por trás desses pensamentos e a lidar melhor com eles. Técnicas de relaxamento e a prática de não se culpar por tê-los também podem ajudar a diminuir a intensidade deles. Se isso está impactando muito seu dia a dia, buscar ajuda profissional é uma boa opção.


  • Tenho 15 anos, me sinto frequentemente nervoso, irritado, ou vivendo no automático, tenho dificuldad

    Tenho 15 anos, me sinto frequentemente nervoso, irritado, ou vivendo no automático, tenho dificuldades para ir para escola (tenho crise quase sempre la), não sei exatamente porque mas apenas pensar ou falar a palavra é o suficiente para me fazer passar mal e vomitar, não tenho problemas la mas estou pensando diariamente em abandonar, não consigo aprender, as vezes quando estou la só quero fugir, isso tambem acontece quando estou em casa, as vezes quero sair (mesmo que estejamos bem la), não tenho exatamente problemas com meus pais, mas não sinto uma forte aversão a pessoas tentando entrar na minha vida ou fazer acordos comigo, mesmo sabendo que são para me ajudar. Me afasto das pessoas sem um motivo específico, a primeira impressão geralmente é a que fica, não mudo meus pensamentos com facilidade. Deixei de falar com minha melhor amiga a meses mesmo que eu ainda ame ela e me preocupe, não sei porque fiz isso. Sei que as coisas são igualmente difíceis para todos e não queria me sentir assim. Não gosto nem pretendo me expor a situações desconfortáveis mas as vezes penso em coisas extremas para resolver um problema pequeno, como chegar ate a pensar em me machucar ou pior. Eu odeio quando me obrigam a fazer algo e isso me faz perder o interesse, não gosto de livros de alto ajuda, nem de pessoas que vivem falando sobre saúde, não gosto de exageros. Criação (tanto para os pais, quanto para os filhos) me parece um castigo. As vezes só penso em andar sem rumo e nunca mais voltar, tenho uma alta dificuldade em me expressar e dizer oque estou sentindo sem parecer defencivo de mais, tenho sentido ansiedade todos os dias o dia todo des de quando acordo, a melhor parte do meu dia é quando vou dormir, mesmo assim não exatamente "gosto disso".

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    O que você descreve mostra que está passando por um momento difícil, com muita ansiedade, angústia e confusão. Sentir que está sempre no automático, querer fugir da escola, não conseguir se conectar com as pessoas, se afastar de quem você ama sem entender por quê. Tudo isso pode parecer sem sentido, mas tem algo aí dentro tentando falar de um jeito que você talvez ainda não consiga entender totalmente.

    Na psicanálise, a gente não dá respostas prontas nem tenta encaixar a pessoa em um rótulo. A ideia é escutar de verdade, sem julgamentos, e te ajudar a entender o que está por trás do que você sente. Esses pensamentos mais pesados, a vontade de sumir ou de se machucar, não são frescura nem exagero, são formas de mostrar que algo está apertado demais aí dentro e precisa ser olhado com cuidado.

    Mesmo que você não veja um motivo claro pra se sentir assim, isso não significa que não haja algo importante aí. Às vezes a gente guarda coisas que nem percebe, mas que continuam nos afetando. O processo de análise pode te ajudar a começar a colocar isso em palavras, devagar, no seu tempo.

    Você não precisa lidar com tudo isso sozinho. Falar com alguém que possa te ouvir de verdade, sem querer te consertar ou te forçar a ser diferente, pode fazer muita diferença. Esse mal-estar tem sentido, e merece ser escutado. Procurar ajuda é um passo importante e possível.


  • Estou viciado em jogos de azar me sinto muito mal pego dinheiro emprestado e gasto tudo no cassino m

    Estou viciado em jogos de azar me sinto muito mal pego dinheiro emprestado e gasto tudo no cassino me sinto horrível

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    O que você está vivendo é muito sério, e o primeiro passo é reconhecer que tem algo fora do controle, você já fez isso. Isso mostra que existe um desejo de sair desse ciclo. O problema com o vício em jogos de azar não é só o dinheiro perdido, mas o quanto isso toma conta da vida da pessoa, afeta o emocional, os relacionamentos, a autoestima.

    Na psicanálise, a gente entende que o vício não é só uma questão de escolha ou força de vontade. Muitas vezes, ele é uma tentativa de lidar com angústias profundas, com vazios, com algo que dói por dentro. O jogo acaba funcionando como uma fuga, mesmo que depois venha a culpa, a vergonha, o arrependimento.

    Buscar ajuda é fundamental. O trabalho com um psicanalista pode ajudar você a entender o que te leva sempre de volta ao jogo, o que está por trás desse impulso. Não é sobre dar bronca nem oferecer uma fórmula mágica, mas construir, junto com você, um caminho para sair disso. O mais importante: você não precisa enfrentar isso sozinho.


  • Estou em crise no relacionamento, meu companheiro desde sempre foi muito sincero e disse que gosta m

    Estou em crise no relacionamento, meu companheiro desde sempre foi muito sincero e disse que gosta muito de mim, me quer na vida dele, porém ainda ama de forma platônica um colega de trabalho que impede o desenvolvimento de amor por mim. Essa dualidade sentimental dele é normal? Até que ponto é saudável permanecer para conquistar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    É compreensível que essa situação provoque dor, confusão e muitas dúvidas. Na escuta psicanalítica, costumamos entender que os sentimentos raramente são lineares. Uma pessoa pode sim vivenciar afetos ambíguos ou contraditórios, como desejar alguém enquanto mantém vínculos com outra. O ponto importante aqui é olhar para o lugar que você ocupa nessa dinâmica e como isso te afeta emocionalmente.

    A psicanálise não oferece respostas prontas sobre o que é certo ou errado fazer, mas convida a refletir: o que te prende a essa relação? O que você espera dela? Até que ponto você está tentando conquistar alguém que talvez esteja indisponível emocionalmente? Permanecer, muitas vezes, está mais ligado a um desejo inconsciente do que a uma escolha racional.

    Buscar análise pode te ajudar a entender essas repetições, reconhecer o que de fato deseja e se apropriar das suas escolhas. Quando nos colocamos sempre no lugar de quem espera ou insiste, vale perguntar: o que há de meu nisso? Ou seja, o que em mim se repete ou se alimenta desse tipo de relação?


  • As vezes sinto q tem alguma coisa atrás de mim tipo mim observando, mais também percebo isso acontec

    As vezes sinto q tem alguma coisa atrás de mim tipo mim observando, mais também percebo isso acontecer quando alguém passa por traz de mim sinto também como sr ainda estivesse lá, não sei descrever direito mais é algo assim

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Carlos Henrique Matheus Vieira

    Essa sensação que você tem de que tem algo ou alguém atrás de você, mesmo quando não tem ninguém ali, pode assustar ou parecer estranha, mas não é tão incomum quanto parece. Muita gente sente coisas parecidas, principalmente quando está passando por momentos de ansiedade, medo ou quando tem muita coisa acumulada por dentro.

    Na psicanálise, a gente entende que o que o corpo sente pode estar ligado a coisas que ainda não foram entendidas ou ditas com palavras. Às vezes, quando a gente guarda sentimentos por muito tempo ou vive situações difíceis, isso acaba aparecendo em forma de sensações como essa.

    Não quer dizer que tem algo errado com você, mas sim que tem algo aí dentro que talvez esteja tentando chamar atenção. Falar sobre isso num espaço onde você pode se expressar sem medo de ser julgado pode ajudar muito a entender de onde isso vem e a se sentir mais tranquilo.

    Você não precisa lidar com isso sozinho. Procurar ajuda pode ser um bom caminho pra entender melhor o que está acontecendo com você.


Perguntas frequentes

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