Perguntas do paciente (156)
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Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicad
Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicados nas fases iniciais da minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma pessoa recebe descrédito justamente em momentos importantes ou delicados da infância e da adolescência, isso pode influenciar a maneira como passa a perceber a si mesma. Aos poucos, pode surgir uma espécie de voz interna (sabotadora) que questiona suas capacidades, suas escolhas e até a legitimidade daquilo que sente.
Talvez o objetivo não seja nunca mais duvidar de si. A dúvida também faz parte de uma vida consciente e pode nos levar a refletir sobre nossas escolhas. O mais importante é não transformar toda dúvida em prova de incapacidade. É possível aprender a perguntar: “Estou realmente diante de um limite ou estou apenas reproduzindo uma ideia que aprendi sobre mim?”
Na psicoterapia, esse processo pode envolver compreender como essas experiências antigas continuam aparecendo no presente, reconhecer os critérios pelos quais você costuma avaliar a si mesmo e construir uma relação mais própria com suas escolhas. Em vez de depender exclusivamente da confirmação ou da aprovação dos outros, você pode desenvolver gradualmente maior confiança na própria capacidade de perceber, decidir, errar, corrigir e seguir adiante.
Também é importante reconhecer experiências atuais que contradizem a imagem negativa construída no passado. Pequenas decisões, limites estabelecidos, dificuldades enfrentadas e coisas que você consegue realizar são experiências concretas que podem ajudar a ampliar a percepção sobre quem você é hoje.
Se precisar conversar mais sobre isso, saiba que estou aqui para te ajudar.
O passado pode explicar parte da origem da dúvida, mas não precisa continuar sendo a autoridade sobre o seu valor ou sobre aquilo que você é capaz de fazer. A construção da autoconfiança na vida adulta passa, em grande medida, por aprender a se escutar e a se posicionar a partir de quem você se tornou, e não apenas a partir daquilo que disseram que você era.
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Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido
Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido a nenhuma outra), mas eu sempre tenho a sensação que estou falando coisas muito confusas nas minhas consultas, que eu nem sempre falo o que eu estou sentindo de verdade ou que eu não exponho o que eu realmente deveria, mesmo que sem querer. Ás vezes parece que eu não sei responder a nenhuma pergunta dirigida a mim ou que eu fico tão nervosa para responder que eu acabo respondendo qualquer coisa sem analisar bem. Eu gostaria saber se é comum sentir isso durante as primeiras sessões e como eu posso melhorar isso ou conseguir externalizar os problemas que eu quero trabalhar na terapia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer, especialmente nas primeiras sessões. Começar uma psicoterapia significa falar sobre aspectos pessoais com alguém que você ainda está conhecendo, e é natural sentir nervosismo, vergonha, insegurança ou até dificuldade para organizar aquilo que está sentindo. Você não precisa chegar à sessão sabendo exatamente o que dizer nem conseguir explicar seus sentimentos de forma organizada.
Inclusive, a sensação de estar falando coisas confusas, não conseguir responder a determinadas perguntas ou perceber que está evitando algum assunto pode ser algo importante para ser levado à própria terapia. Você pode simplesmente dizer ao seu psicólogo: “Eu sinto que não consigo falar exatamente o que gostaria aqui” ou “Fico nervosa quando você me pergunta algumas coisas e acabo respondendo sem pensar”. Isso já é uma forma de começar a trabalhar essa dificuldade.
Também não existe uma resposta que você “deveria” dar. A psicoterapia não é uma prova em que você precisa apresentar corretamente aquilo que sente. O vínculo terapêutico vai sendo construído justamente para que, aos poucos, você se sinta mais segura para falar sobre aquilo que é difícil.
Se quiser, antes das sessões você pode anotar algumas situações que aconteceram durante a semana, sentimentos que percebeu, assuntos que gostaria de abordar ou até aquilo que ficou com vontade de dizer e não conseguiu. Não é necessário seguir a lista rigidamente, ela pode apenas servir como apoio.
Com o tempo, à medida que a confiança aumenta e você passa a se conhecer melhor, é comum que a expressão também fique mais espontânea. E, se essa dificuldade de se expressar continuar, ela própria pode se tornar um dos temas importantes do processo terapêutico.
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Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u
Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma pessoa cresce sentindo que suas necessidades emocionais foram pouco consideradas, pode aprender, ao longo da vida, a colocar o outro em primeiro lugar e a ter dificuldade para reconhecer ou sustentar aquilo que deseja para si. Nesse sentido, a dificuldade de se priorizar não significa falta de vontade ou egoísmo; pode ser um modo de funcionamento que foi construído ao longo das experiências.
Também é importante questionar a ideia de que cuidar de si ou colocar-se em primeiro lugar seja necessariamente algo egoísta. Existe uma diferença entre considerar apenas as próprias necessidades, desconsiderando os outros, e reconhecer que as próprias necessidades também têm importância. Cuidar de si não precisa significar deixar de cuidar de quem está ao redor.
Na psicoterapia, esse processo pode ser trabalhado justamente a partir da compreensão dessas crenças e dos sentimentos que aparecem quando você tenta se colocar como prioridade. O que surge: culpa? medo de decepcionar alguém? sensação de não merecimento? Medo de ser visto como egoísta? Compreender isso é mais importante do que simplesmente tentar “tirar uma força negativa de dentro”.
A partir dessa compreensão, é possível construir gradualmente uma relação diferente consigo mesmo, reconhecendo seus desejos, necessidades, limites e projetos pessoais. Se priorizar pode ser menos um ato de egoísmo e mais um exercício de reconhecer que a própria vida também merece espaço, cuidado e investimento.
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Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do
Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você relata, parece estar passando por um sofrimento importante, que já está afetando atividades básicas, sua autonomia e seus projetos. Nesse momento, mais do que se cobrar para voltar a trabalhar ou retomar a vida rapidamente, é importante que você tenha um acompanhamento mais próximo e adequado à intensidade do que está vivendo.
A internação pode ser necessária em algumas situações, mas não é necessariamente o tratamento “mais efetivo” para toda depressão grave. A indicação depende de uma avaliação individual, principalmente da intensidade dos sintomas, do funcionamento cotidiano, da resposta ao tratamento atual e da existência ou não de risco à própria vida. Em muitos casos, é possível intensificar o acompanhamento sem internação, por meio do CAPS, acompanhamento psicológico e psiquiátrico mais frequente ou outras modalidades de cuidado intensivo.
Como você já passa pelo CAPS e utiliza antidepressivo, eu recomendaria conversar diretamente com a equipe sobre o quanto sua condição piorou ou está limitando sua rotina e dizer claramente que sente necessidade de um acompanhamento mais próximo. Também é importante não alterar ou interromper a medicação por conta própria; o psiquiatra pode avaliar se o tratamento atual precisa ser ajustado ou se outra estratégia é necessária.
E existe um ponto especialmente importante: se você estiver pensando em morrer, se machucar, não se sentir segura consigo mesma ou perceber que não consegue garantir sua própria segurança, procure atendimento de urgência imediatamente e não permaneça sozinha. Nessa situação, a avaliação para uma possível internação pode ser necessária.
A recuperação pode acontecer mesmo quando, no momento, parece muito distante. Talvez o objetivo inicial não precise ser “voltar a trabalhar”, mas recuperar gradualmente condições básicas de cuidado, sair do isolamento e retomar pequenas possibilidades de vida. A psicoterapia pode fazer parte desse processo, oferecendo um espaço para compreender o sofrimento e, pouco a pouco, reconstruir autonomia e sentido.
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Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ser uma pessoa interessante e atraente para si mesmo talvez comece por deixar de tentar controlar aquilo que, na verdade, não está sob nosso controle: o motivo pelo qual alguém nos acha atraente ou gosta de nós.
Assim como muitas vezes nos sentimos atraídos por determinadas pessoas sem conseguir explicar exatamente o motivo, também não existe uma fórmula para despertar interesse nos outros. A beleza pode chamar a atenção nos primeiros segundos, mas aquilo que sustenta o interesse é muito mais subjetivo: a forma de ser, de se relacionar, de conversar, de viver e de se posicionar no mundo.
Por isso, mais do que tentar se tornar alguém interessante para os outros, pode ser importante perguntar: “O que me faz sentir interessante para mim mesmo? O que desperta minha curiosidade, minha vitalidade e minha vontade de viver?”
Conhecer-se, desenvolver seus interesses, cuidar de si, construir relações significativas e viver de maneira coerente com aquilo que valoriza tende a produzir uma presença mais autêntica. E a autenticidade, justamente por não ser uma tentativa de agradar, pode tornar a pessoa mais interessante também aos olhos dos outros.
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perfeccionismo, necessidade de controle e dificuldade em lidar com incertezas podem estar associados à ansiedade, mas, por si só, não significam que a pessoa tenha TOC. O que merece uma investigação mais cuidadosa é quando aparecem esses pensamentos, dúvidas ou imagens recorrentes e indesejadas, acompanhados de comportamentos ou "rituais", inclusive mentais, realizados para diminuir a ansiedade ou obter uma sensação de certeza ou controle.
Por exemplo, a pessoa pode sentir uma dúvida persistente e precisar conferir repetidamente, buscar garantias, revisar mentalmente uma situação, repetir determinadas ações ou pesquisar excessivamente até sentir que “tem certeza”. O problema não está apenas em querer fazer algo corretamente, mas na dificuldade de interromper esse ciclo mesmo percebendo que ele está consumindo tempo, gerando sofrimento ou interferindo na vida.
A impulsividade diante da incerteza também merece ser compreendida, mas não é, isoladamente, um indicativo de TOC. É importante observar o que acontece antes e depois desses comportamentos: qual ansiedade ou desconforto aparece, o que você faz para tentar aliviá-lo e por quanto tempo esse alívio dura.
A psicoterapia pode ajudar a investigar esses padrões com mais profundidade, diferenciando perfeccionismo, ansiedade, comportamentos compulsivos e outras possibilidades. Se houver prejuízo significativo na rotina ou sofrimento intenso, uma avaliação com psicólogo e, quando necessário, psiquiatra pode ser indicada.
Portanto, mais do que perguntar “tenho ou não tenho TOC?”, pode ser útil começar observando se existe um ciclo de dúvida -> ansiedade -> ritual ou comportamento para obter certeza → alívio temporário → nova dúvida. Esse padrão é uma informação importante para levar a um profissional, sem tentar chegar sozinho a um diagnóstico.
Espero ter ajudado. E se precisar conversar mais sobre isso, saiba que estou por aqui.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível pensar dessa forma quando algumas experiências de vínculo foram acompanhadas por perdas ou afastamentos. Quando percebemos que pessoas importantes podem sair da nossa vida por mudanças profissionais, relacionamentos, escolhas pessoais ou simplesmente pelos caminhos que cada um toma, pode surgir a ideia de que seria mais seguro não criar vínculos profundos.
Mas existe uma diferença importante entre autonomia e autossuficiência. Ser capaz de estar consigo mesmo, cuidar da própria vida e não depender de outra pessoa para se sentir inteiro é algo saudável. Porém, isso não significa que precisamos abrir mão dos vínculos. O fato de uma relação não durar para sempre não significa que ela não tenha tido valor enquanto existiu.
Na perspectiva existencial, a vida também é marcada pela impermanência. Pessoas entram e saem da nossa história, ciclos se encerram e novos vínculos podem surgir. Isso pode ser doloroso, mas também faz parte da própria experiência de se relacionar. Talvez a questão não seja encontrar pessoas que nunca irão embora, mas construir relações que façam sentido enquanto são vividas, sem exigir delas uma permanência que a vida não pode garantir.
Também vale observar se o desejo de ser “o máximo autossuficiente e desapegado possível” vem de uma escolha consciente ou se funciona como uma maneira de se proteger da frustração e da dor de perder alguém. Se for uma forma de evitar novos vínculos para não sofrer novamente, talvez o isolamento esteja cobrando um preço alto pela sensação de segurança que oferece.
A psicoterapia pode ajuda a compreender essa relação com os vínculos, as perdas e a necessidade de autonomia, para que você possa escolher com mais liberdade entre estar só e estar acompanhado, não por medo de perder as pessoas, mas porque determinadas relações realmente fazem sentido para você!
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como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso compulsivo de pornografia pode se tornar um problema quando a pessoa sente que perdeu o controle sobre o comportamento, mesmo percebendo prejuízos na vida pessoal, afetiva, profissional ou sexual. Mais do que simplesmente tentar “parar”, é importante compreender o que esse comportamento representa.
Muitas vezes, a pornografia pode estar sendo utilizada para aliviar ansiedade, solidão, tédio, estresse ou outras emoções difíceis. Identificar esses gatilhos é um passo importante para construir outras formas de lidar com eles.
A psicoterapia pode ajudar nesse processo, oferecendo um espaço para compreender os padrões envolvidos, desenvolver maior consciência sobre os próprios comportamentos e construir alternativas mais saudáveis e coerentes com aquilo que a pessoa deseja para sua vida.
O objetivo não precisa ser apenas controlar o consumo, mas compreender o que está levando a ele e recuperar a liberdade de escolher como lidar com seus desejos e necessidades.
Se precisar conversar mais sobre isso, saiba que estou aqui para te ajudar.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você relata não significa que não esteja evoluindo. Pelo contrário, perceber que depois de seis meses você consegue interagir melhor e que a ansiedade diminuiu já é um bom sinal de mudança.
Ter um jeito de personalidade mais reservado, sério ou falar menos também não é um problema a ser “curado”. A questão é perceber se você está sendo assim porque realmente é o seu jeito ou porque o medo, a ansiedade ou experiências passadas estão impedindo você de agir como gostaria.
Comentários de outras pessoas podem despertar insegurança, especialmente quando você passou por experiências de bullying e rejeição. Mas a opinião dos outros não precisa se tornar uma medida da sua evolução. Você pode ser uma pessoa mais quieta e, ainda assim, estar desenvolvendo cada vez mais liberdade para escolher quando, como e com quem deseja se expressar.
Nesse sentido, superar a ansiedade social não significa necessariamente deixar de ser tímida ou fazer com que todos parem de fazer comentários. Significa poder se relacionar e ocupar os espaços da sua vida sem que o medo ou a necessidade de corresponder às expectativas dos outros determinem seu comportamento.
A sensação de não pertencimento também pode ser trabalhada em psicoterapia, especialmente compreendendo como suas experiências anteriores influenciaram a forma como você se percebe e se relaciona atualmente. O objetivo não é transformar você em outra pessoa, mas ajudá-la a se sentir mais livre e segura para ser quem é.
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo parece estar sendo muito angustiante, mas é importante saber que esse ciclo pode ser interrompido. Pesquisar repetidamente sobre sintomas pode, em algumas pessoas, aumentar a vigilância sobre o próprio corpo e fazer com que sensações normais sejam interpretadas como sinais de perigo. Isso pode reforçar o medo e levar à evitação, mantendo a ansiedade.
Para começar a quebrar esse ciclo, pode ser importante reduzir gradualmente as pesquisas sobre sintomas e evitar utilizá-las como uma forma de buscar segurança. O que você leu não determina o que está acontecendo com você: informações encontradas na internet não substituem uma avaliação profissional.
Como você relata dificuldade para sair de casa e um sofrimento importante, vale conversar com o médico que prescreveu os medicamentos e buscar uma forma de acompanhamento psicológico que seja possível neste momento. Se a terapia online não funciona para você, talvez seja possível considerar um atendimento presencial com alguém que possa acolhê-lo nessa fase.
A psicoterapia pode ajudar justamente a compreender essas ideias e medos, sem precisar lutar contra cada pensamento, aprendendo gradualmente a se relacionar com eles de outra maneira e a retomar sua autonomia.
A recuperação pode acontecer passo a passo. O objetivo inicial não precisa ser voltar imediatamente à vida que você tinha, mas começar a recuperar, gradualmente, espaços de segurança, autonomia e participação na própria vida.
Espero ter ajudado e te desejo sorte em sua jornada de autocuidado!
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pesquisar sintomas de forma frequente pode aumentar a ansiedade, principalmente quando já existe um sofrimento emocional. É comum que, ao buscar muitas informações, a pessoa passe a interpretar sensações do próprio corpo de forma mais ameaçadora, criando um ciclo de preocupação, medo e evitação, como o isolamento que você descreveu.
Em relação ao escitalopram, é importante lembrar que os antidepressivos geralmente levam algumas semanas para apresentar seus efeitos completos. Se você ainda não percebeu melhora, converse com o médico que acompanha seu tratamento antes de fazer qualquer mudança na medicação.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo. Ela oferece um espaço para compreender o que está por trás desses medos, da necessidade de buscar sintomas e da dificuldade de sair de casa, além de desenvolver formas mais saudáveis de lidar com a ansiedade.
O mais importante é que você não enfrente isso sozinho. Com o tratamento adequado e acompanhamento profissional, é possível reduzir esse sofrimento e retomar, gradualmente, suas atividades e sua qualidade de vida.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida mais comum do que parece. Durante o processo de psicoterapia, é possível que surjam sentimentos intensos em relação ao psicólogo, como admiração, carinho, dependência, raiva ou até interesse amoroso e sexual. Em muitos casos, isso pode estar relacionado ao fenômeno da transferência, da vinculação que se faz, em que sentimentos, expectativas e formas de se relacionar construídas ao longo da vida são direcionadas ao terapeuta.
No entanto, não é possível diferenciar isso apenas pela intensidade do que você sente. Essa compreensão acontece justamente no processo terapêutico.
Se esses sentimentos surgiram, o mais indicado é falar sobre eles com sua psicóloga. Longe de ser um problema, esse pode ser um material muito rico para o trabalho terapêutico, ajudando a compreender sua forma de se vincular, suas necessidades afetivas e os significados envolvidos nessa experiência.
Espero ter ajudado e boa jornada em seu processo terapêutico!
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é muito humano e mais comum do que parece. O desejo de construir um vínculo profundo, compartilhar a vida com alguém e sentir pertencimento faz parte de necessidades importantes do ser humano. Ter 25 anos e ainda não ter vivido esse tipo de relacionamento não significa que há algo de errado com você ou que esteja "atrasado". Não existe uma idade certa para encontrar alguém ou para viver uma relação significativa.
Também não é necessário esperar que a vida esteja completamente resolvida para buscar um relacionamento. Ao mesmo tempo, é importante que a felicidade não fique condicionada exclusivamente à chegada de outra pessoa. Construir uma vida com sentido, investir em si mesmo e se abrir para novos vínculos são processos que podem acontecer ao mesmo tempo.
A psicoterapia pode ser um espaço para refletir sobre esses desejos, compreender suas expectativas sobre o amor e sobre as relações que você estabelece. Muitas vezes, mais importante do que encontrar a pessoa "certa" é compreender quem você deseja ser dentro de uma relação e quais vínculos realmente fazem sentido para a sua vida.
Se precisar conversar mais sobre isso, saiba que estou à disposição.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após acontecimentos difíceis, é natural que muitas pessoas sintam tristeza, desânimo ou um aumento da vulnerabilidade emocional. A vida é cíclica e é marcada por mudanças, perdas, desafios e recomeços. Assim como os momentos difíceis não permanecem para sempre, os sentimentos também são impermanentes e tendem a se transformar com o tempo.
Para quem já teve um episódio de depressão, alguns eventos estressantes podem aumentar o risco de uma recaída, mas isso não significa que ela seja inevitável ou que a depressão esteja "à espreita" o tempo todo.
Nesses momentos, é importante acolher o sofrimento sem concluir que ele necessariamente evoluirá para uma nova depressão. Cuidar do sono, manter vínculos, preservar uma rotina possível, buscar atividades com significado e procurar apoio quando necessário são atitudes que ajudam a modular esse período de maior vulnerabilidade.
A psicoterapia também pode contribuir para que a pessoa compreenda melhor suas reações, desenvolva recursos para lidar com as adversidades e fortaleça sua capacidade de atravessar os ciclos da vida com mais flexibilidade e cuidado consigo mesma. Afinal, a vida não é feita da ausência de sofrimento, mas da possibilidade de encontrar maneiras saudáveis de enfrentá-lo e seguir construindo sentido, mesmo diante das dificuldades.
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você viveu parece ter sido muito doloroso, especialmente porque, além de enfrentar uma situação difícil no trabalho, você não se sentiu validado na sua dor ou acolhido por alguém de quem esperava apoio. Quando uma pessoa importante para nós invalida aquilo que estamos vivendo, é compreensível que surjam sentimentos de abandono, traição, raiva e desconfiança.
É válido não perder de vista que uma experiência de não ter sido acolhido por algumas pessoas não significa necessariamente que a maioria das pessoas sejam falsas ou que não se possa confiar em ninguém. Depois de experiências que nos machucam, podemos passar a interpretar novas relações a partir dessa expectativa de que seremos novamente decepcionados, mas é importante trabalhar essa perspectiva.
A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para elaborar essa experiência, compreender o impacto que ela teve sobre você e diferenciar o que pertence àquela situação passada daquilo que está acontecendo no presente. Também pode ajudar a reconstruir gradualmente a confiança, sem precisar ignorar aquilo que aconteceu ou simplesmente "perdoar" quem o machucou.
Busque ajude. A sua dor é real e precisa ser cuidada. Se precisar conversar mais sobre isso, saiba que estou por aqui.
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a Psicoterapia pode ajudar nesse processo. A impulsividade, o perfeccionismo e a necessidade constante de consumir novos conteúdos podem estar relacionados a diferentes aspectos da sua experiência emocional e da forma como você lida com suas expectativas, frustrações e com o próprio trabalho.
Independentemente da abordagem escolhida, a psicoterapia pode oferecer um espaço de fala, escuta e expressão dos sentimentos, permitindo compreender melhor o que está acontecendo no momento presente e quais necessidades podem estar por trás desses comportamentos.
Mais do que a abordagem em si, considero importante que exista uma relação de confiança e um bom vínculo com o terapeuta, pois essa relação também é parte fundamental do processo terapêutico.
A partir desse espaço de reflexão e autoconhecimento, você pode compreender melhor seu momento de vida atual, como isso reflete em seu dia a dia e buscar maneiras mais saudáveis de lidar com a impulsividade, o perfeccionismo e a dificuldade de permanecer no trabalho. Com certeza Psicoterapia vai agregar em sua qualidade de vida!
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem estar relacionados a diferentes fatores, como ansiedade, estresse, sobrecarga emocional, dificuldades de sono ou outros aspectos do funcionamento psicológico. É importante investigar o que está por trás desses sintomas, em vez de tentar apenas controlá-los.
A psicoterapia vai ajudar nesse processo de entender quando esses sinais começaram, em quais situações aparecem e como estão afetando sua rotina e seu trabalho. A partir disso, é possível desenvolver e compreender melhor o que esses sentimentos e comportamentos estão comunicando sobre você e seu momento de vida, assim como aprimorar estratégias para organizar melhor os pensamentos, lidar com a ansiedade e encontrar formas mais adequadas de conduzir o dia a dia.
Se esses sintomas são frequentes e estão causando prejuízos importantes, busque ajuda profissional. Se precisar conversar, saiba que estou por aqui.
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Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne
Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você ainda pensar nessa pessoa depois de tanto tempo pode indicar que essa história ainda não foi emocionalmente elaborada. Nem sempre sentimos falta apenas da pessoa, mas também do que ela representava, do que representávamos para o outro, das possibilidades que não foram vividas ou de questões que ficaram sem um fechamento.
Isso não significa, necessariamente, que ela seja a única pessoa com quem você poderá ser feliz. Às vezes, a idealização de um relacionamento passado pode dificultar o envolvimento com novas relações no presente. O "quase" frequentemente mexe mais com nossos desejos mais íntimos do que com o que ocorreu de forma completa (como de fato ter uma relação, como é o seu caso atual).
A psicoterapia vai te ajudar a compreender o significado desse vínculo, elaborar esse sentimento e refletir sobre o que realmente está sendo buscado em um relacionamento. Esse processo pode favorecer escolhas mais conscientes e a construção de vínculos que façam sentido para a sua vida atual. Se quiser conversar mais sobre isso, saiba que estou aqui para ajudar.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar relacionado a um ciclo de ansiedade, especialmente quando existe uma necessidade repetida de revisar o acontecimento, buscar garantias ou confirmar se realmente foi perdoado. Em alguns casos, esse padrão também pode aparecer no TOC, inclusive na forma de ruminações e busca de confirmação.
É importante perceber que você já contou o que aconteceu, seu parceiro teve conhecimento e tomou a decisão de perdoá-la. A necessidade de voltar repetidamente ao assunto pode acabar funcionando como uma tentativa de aliviar a culpa e a ansiedade no momento, mas pode reforçar o ciclo e fazer com que a dúvida retorne posteriormente.
Superar a culpa não significa considerar a infidelidade correta ou apagar o que aconteceu. Significa reconhecer o erro, assumir a responsabilidade pelo que foi feito, aprender com a experiência e permitir-se seguir vivendo sem permanecer eternamente condenada por uma decisão do passado.
A psicoterapia pode ajudar nesse processo, especialmente na compreensão da culpa, da necessidade de confirmação e das dificuldades de se perdoar. É possível construir uma relação mais saudável com essa lembrança, sem precisar continuar revisitando o passado para conseguir sentir segurança no presente.
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Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon
Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível aprender a reconhecer melhor os próprios sentimentos e desenvolver formas mais seguras de se relacionar. Quando uma pessoa cresceu recebendo pouco afeto, pode acontecer de ela ter mais dificuldade para identificar, expressar ou até mesmo confiar nos próprios sentimentos. Isso não significa que ela seja incapaz de amar, mas que talvez precise desenvolver maior contato com o próprio mundo emocional.
Às vezes, é justamente quando existe uma perda ou o afastamento do outro que conseguimos perceber com mais clareza o quanto aquela pessoa era importante para nós. Isso pode acontecer porque a ausência torna mais evidente aquilo que estava sendo vivido internamente, mas ainda não havia sido reconhecido.
O amor e os vínculos afetivos também podem influenciar nossa motivação e nosso desejo de seguir em direção aos nossos objetivos. Relações que oferecem segurança e apoio podem fortalecer nossa disposição para enfrentar desafios. Por outro lado, é importante que nossas metas e nosso sentido de vida não dependam exclusivamente da presença de outra pessoa.
A psicoterapia pode ser um espaço importante para exercitar a reflexão sobre os próprios sentimentos, aprendendo a identificá-los e nomeá-los. Esse processo amplia a autopercepção e pode ajudar a construir comportamentos e escolhas que tragam mais satisfação pessoal, façam mais sentido para você e favoreçam o bem-estar. Aos poucos, é possível construir uma relação mais consciente consigo mesmo e com os outros.
Se sentir que precisa de ajuda neste processo, saiba que estou a disposição.
Perguntas frequentes
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Tem algum problema tomar Daforin de manha e sulpan a noite ?
Se por Daforin você se refere à fluoxetina e por Sulpan ao medicamento que…