Perguntas do paciente (92)
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Depois de quanto tempo utilizando a quetiapina 25mg, adicionada a venlafaxina 225mg, é prudente aval
Depois de quanto tempo utilizando a quetiapina 25mg, adicionada a venlafaxina 225mg, é prudente avaliar a resposta ou a necessidade de aumento ?
Venla já de longa data e quet adicionada após nova crise.
Transtorno do pânico de base / TAG.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Querer saber a partir de quando é razoável concluir se a associação está funcionando é uma pergunta clinicamente bem colocada, sobretudo quando a venlafaxina já vem de longa data e a quetiapina entrou em resposta a uma crise nova. Um ponto importante: definir o momento de reavaliar e a direção do ajuste depende do padrão dos sintomas, da resposta prévia e da tolerância individual — algo que só um médico de sua confiança pode determinar com o quadro completo em mãos. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
Sobre os prazos: para efeito ansiolítico de fato, a janela habitual de avaliação é de 4 a 6 semanas na mesma dose, com reavaliação parcial já em 2 a 4 semanas para verificar tendência e tolerabilidade. Vale distinguir dois efeitos da quetiapina em dose baixa: o efeito sedativo e sobre o sono aparece em dias, enquanto o efeito sobre ansiedade propriamente dita demanda mais tempo e, em geral, doses maiores que 25 mg. Ou seja, 25 mg costuma funcionar mais como auxílio no sono e na angústia noturna do que como dose ansiolítica plena.
Um ponto que merece atenção antes de pensar em aumento: a venlafaxina em 225 mg já está em faixa alta, com efeito noradrenérgico proeminente nessa dose — o que em alguns pacientes com transtorno do pânico pode contribuir para ativação, taquicardia e piora da ansiedade, além de exigir monitorização da pressão arterial. Se a crise nova surgiu nesse contexto, vale considerar se a estratégia é aumentar algo ou revisar o esquema. Essa é uma avaliação individual.
Vale lembrar também que, no transtorno do pânico e no TAG, a terapia cognitivo-comportamental tem eficácia de primeira linha e efeito duradouro, sendo frequentemente o que muda o patamar quando ajustes medicamentosos sucessivos não sustentam a melhora. Se ainda não faz parte do plano, é um ponto que vale levar à consulta.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Deixei de tomar Zolpidem, mas ainda não recuperei o sono. Vou para a cama antes das 23:30 e só adorm
Deixei de tomar Zolpidem, mas ainda não recuperei o sono. Vou para a cama antes das 23:30 e só adormeço perto da 1:00, depois acordo às 4 e qualquer coisa. Demora muito tempo para dormir uma noite inteira? Tomei o Zolpidem mais ou menos 1 mês.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve tem nome e é comum: insônia de rebote. Ao interromper o zolpidem, sobretudo de forma abrupta, é frequente que o sono piore temporariamente — às vezes ficando pior do que era antes de iniciar a medicação. Isso não significa que você "não consegue mais dormir sem o remédio"; é uma reação transitória do organismo à retirada de algo a que ele havia se adaptado, mesmo após apenas um mês de uso.
Sobre o tempo: essa fase de rebote costuma durar de alguns dias a cerca de uma a duas semanas na maioria dos casos, com melhora gradual à medida que o sono se reorganiza. O padrão que você relata — demora para adormecer (insônia inicial) e despertar precoce por volta das 4h (insônia terminal) — é compatível com esse período de reajuste, mas também pode indicar uma insônia de base que já existia antes e que o zolpidem apenas mascarava.
O que costuma ajudar nessa fase: manter horários regulares de deitar e levantar, inclusive nos fins de semana; evitar cafeína à tarde/noite, telas e cochilos longos; e não ficar na cama acordada por muito tempo — se não adormecer em torno de 20 minutos, é melhor levantar e voltar quando o sono vier. Vale saber, também, que o tratamento com melhor respaldo científico para insônia é a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I), mais eficaz que medicação a longo prazo e especialmente útil quando o quadro persiste.
Se, passadas cerca de duas semanas, o sono não melhorar, ou se o despertar precoce vier acompanhado de tristeza persistente, perda de interesse ou desânimo intenso, vale avaliação, pois o despertar muito cedo também pode estar associado a quadros depressivos. Não retome o zolpidem por conta própria — o ideal é alinhar com quem prescreveu.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar?
Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar? Tenho receio dos efeitos colaterais
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter receio de iniciar um antidepressivo quando você depende de estar alerta durante a madrugada é uma preocupação prática e legítima — não é resistência ao tratamento, é planejamento. Um ponto importante: definir o melhor horário de tomada e a dose inicial no seu caso depende do seu padrão de sono, da sua escala de trabalho e do seu histórico — algo que um médico de sua confiança pode ajustar individualmente. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
O escitalopram é um ISRS (inibidor seletivo da recaptação de serotonina) com boa tolerabilidade e indicação de primeira linha para transtorno de ansiedade generalizada. Ele não costuma comprometer o desempenho cognitivo ou o estado de alerta, o que é favorável para quem trabalha à noite. O efeito sobre o sono é variável entre pessoas: em alguns causa sonolência, em outros insônia — e é justamente por isso que o horário de tomada costuma ser individualizado, com ajuste após as primeiras semanas conforme a sua resposta.
Sobre os efeitos colaterais que costumam preocupar: os mais frequentes no início são náusea, cefaleia, alteração de apetite e, com alguma frequência em quadros ansiosos, aumento transitório da ansiedade e da inquietação nas primeiras uma a duas semanas. Isso é esperado e costuma ceder — muitas vezes se contorna começando com dose reduzida e subindo gradualmente. Efeitos que podem persistir incluem alterações da função sexual e, em parte dos pacientes, embotamento emocional.
Um ponto específico do seu caso: trabalho noturno já desregula o ritmo circadiano por si só, e sono irregular piora ansiedade independentemente da medicação. Vale levar essa questão à consulta, porque cuidar da estrutura do sono costuma ter tanto impacto quanto o ajuste medicamentoso. E psicoterapia, sobretudo a terapia cognitivo-comportamental, tem eficácia de primeira linha no TAG e potencializa bastante o resultado.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Querer entender se um único medicamento pode dar conta do transtorno bipolar tipo 2 é uma dúvida pertinente, sobretudo quando se busca simplificar o tratamento. Um ponto importante: definir o esquema mais adequado depende do padrão dos episódios, do histórico e da resposta individual — algo que só um médico de sua confiança pode avaliar. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
Sim, é possível em alguns casos. Certos antipsicóticos atípicos (de segunda geração) têm respaldo científico como monoterapia, ou seja, usados sozinhos, no transtorno bipolar tipo 2 — a quetiapina é o exemplo com melhor evidência, especialmente para os episódios depressivos, que costumam ser o principal desafio nesse subtipo. Portanto, tratar apenas com um antipsicótico atípico é uma possibilidade real, e não uma exceção.
Dito isso, "é possível" não significa que seja sempre a melhor escolha. A decisão depende de fatores como a predominância de fases depressivas ou hipomaníacas, a frequência dos episódios, a presença de comorbidades e a tolerância a efeitos colaterais. Em muitos casos, estabilizadores de humor (como lítio ou lamotrigina) são preferidos ou associados — a lamotrigina, por exemplo, tem bom papel na prevenção de recaídas depressivas no tipo 2. Ou seja, o antipsicótico é uma das opções de primeira linha, não a única.
Um ponto que costuma ser esquecido: o tratamento não se resume ao medicamento. Psicoeducação, regularidade de sono, acompanhamento psicológico e monitorização de efeitos metabólicos (peso, glicemia, colesterol, no caso dos antipsicóticos) fazem parte de um manejo completo. Qual esquema é o ideal para você é uma definição que cabe à avaliação individual.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo e com ansiedade por deixa lá sozinha, ela tem 75 anos estou com o coração doendo. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um ponto que quero destacar com cuidado: se essa ansiedade estiver muito intensa, com dor no peito, aperto, dificuldade de dormir ou pensamentos que não desligam, vale conversar com um médico de sua confiança. Ansiedade forte a ponto de doer fisicamente é algo que tem manejo, e você não precisa atravessar isso sozinho. E se em algum momento a angústia ficar insuportável, o CVV (188) está disponível 24 horas para conversar.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?
Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, procure um médico de sua confiança para reavaliar isso — sua saúde é o que mais importa, e essa queixa precisa ser analisada com seu histórico em mãos. Dito isso, posso explicar de forma geral.
O Revoc tem como princípio ativo a escitalopram, um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina). O que você descreve tem nome e é bem documentado: apatia induzida por ISRS (às vezes chamada de síndrome de indiferença emocional). É uma sensação de embotamento — não exatamente tristeza, mas uma falta de motivação, de iniciativa e de resposta emocional às coisas. Não é raro, e não é frescura ou "preguiça".
O ponto importante é distinguir duas coisas que só o médico consegue avaliar: se isso é efeito da medicação ou se é a própria depressão ainda não tratada adequadamente, já que anedonia (perda da capacidade de sentir prazer) e falta de energia também são sintomas centrais do quadro depressivo. A conduta muda bastante conforme a resposta — pode envolver ajuste de dose, troca de medicação ou associação de outro fármaco com perfil mais ativador.
O que sugiro: leve exatamente essa descrição ao seu psiquiatra, dizendo desde quando começou e se piorou após alguma mudança de dose. E não interrompa nem reduza por conta própria — o escitalopram exige retirada gradual.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensa
Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensação de ressaca e muito sono e falta de apetite. Esses sintomas são normais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sintomas físicos surgindo logo no início de um antidepressivo costumam assustar, e é razoável querer entender se isso é esperado ou não. Um ponto importante: separar o que é efeito adaptativo da medicação, o que exige ajuste de dose e o que precisa ser investigado por outra causa depende de uma avaliação com seu histórico, suas outras medicações e a evolução do quadro em mãos — algo que só a consulta permite. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
Boa parte do que você descreve é compatível com efeitos conhecidos da trazodona, especialmente nas primeiras semanas. Sonolência excessiva e a sensação de "ressaca" pela manhã (efeito residual) são os mais frequentes, já que ela é bastante sedativa. Cefaleia (dor de cabeça), tontura e alterações de apetite também estão descritas. Esses sintomas costumam atenuar conforme o organismo se adapta, ou com ajuste da dose e do horário da tomada.
As dores em costas, pernas e joelhos são menos típicas e merecem atenção específica. Mialgias (dores musculares) podem ocorrer com antidepressivos, mas também podem ter causas independentes da medicação. Por isso vale relatar esse item separadamente, em vez de assumir que é apenas efeito colateral.
Um sinal de alerta: se surgir agitação intensa, tremores, rigidez muscular, febre, confusão mental ou taquicardia, procure atendimento com urgência. E não interrompa a medicação por conta própria — o contato com quem prescreveu é o caminho para avaliar ajuste ou troca.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?
Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Receber um diagnóstico de ciclotimia quando o que você sente é depressão profunda pode soar contraditório, e a dúvida faz todo sentido. Um ponto importante: definição diagnóstica exige avaliação longitudinal do humor ao longo do tempo, história pessoal e familiar — algo que só um médico de sua confiança pode conduzir. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
Sim, é possível — e não é raro. A ciclotimia (transtorno ciclotímico) é caracterizada por oscilações crônicas do humor, com períodos de sintomas hipomaníacos e períodos de sintomas depressivos que, isoladamente, não preenchem os critérios completos de um episódio de hipomania ou de depressão maior, persistindo por pelo menos dois anos. É um padrão de instabilidade de fundo, quase como um "clima" do humor.
O que gera a aparente contradição é isto: pelo DSM-5-TR, se em algum momento a pessoa desenvolve um episódio depressivo maior completo, o diagnóstico habitualmente migra para transtorno bipolar tipo II ou transtorno depressivo maior, conforme o quadro. Na prática clínica, porém, é frequente encontrar uma base ciclotímica sobre a qual se instalam episódios depressivos mais graves — e alguns autores descrevem justamente esse temperamento ciclotímico como terreno para depressões intensas e de difícil manejo.
Por que isso importa: se há componente bipolar de fundo, o tratamento muda. Antidepressivos isolados podem, nesses casos, favorecer instabilidade, irritabilidade ou virada de humor, e estabilizadores costumam ter papel central. Vale, portanto, conversar abertamente com seu médico sobre como ele chegou a esse diagnóstico e o que isso implica no seu tratamento.
E um ponto que não pode passar: se a depressão está muito grave, com desesperança intensa ou pensamentos de morte, procure atendimento sem esperar — o CVV (188) está disponível 24 horas, e emergências psiquiátricas atendem esse tipo de situação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Comecei tomar venlafaxina de 37,5 ,estou com efeito colateral tontura,visão turva e tremor, é normal
Comecei tomar venlafaxina de 37,5 ,estou com efeito colateral tontura,visão turva e tremor, é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
turva e tremor, é normal?
Iniciar a venlafaxina e logo sentir tontura, visão turva e tremor é desconfortável e naturalmente gera dúvida sobre se está tudo dentro do esperado. Um ponto importante: avaliar se esses efeitos são apenas adaptação inicial ou se algum deles merece atenção maior depende do seu histórico e das suas demais medicações — algo que um médico de sua confiança pode analisar individualmente. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
Boa parte do que você descreve é compatível com efeitos iniciais da venlafaxina, que é um IRSN (inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina). Tontura, tremor leve, náusea, sonolência ou insônia e alterações visuais como visão turva estão entre os efeitos mais comuns no começo do tratamento, justamente pela ação noradrenérgica do medicamento. A dose de 37,5 mg é a inicial, baixa, usada exatamente para o organismo se adaptar aos poucos — e esses sintomas costumam ser mais intensos nos primeiros dias e tendem a diminuir ao longo de uma a duas semanas.
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Tomo setralina a mais de 3 semanas, falta 3 dias para dá início a 4 semana, é normal ainda sentir fr
Tomo setralina a mais de 3 semanas, falta 3 dias para dá início a 4 semana, é normal ainda sentir fraqueza e sem energia, além de os pensamentos acelerar, e inquietação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Estar quase completando quatro semanas de tratamento e ainda sentir fraqueza, falta de energia e inquietação é uma situação que costuma gerar dúvida legítima sobre se o remédio está funcionando. Um ponto importante: distinguir o que é curva normal de resposta, o que é efeito adverso e o que sinaliza necessidade de ajuste ou revisão diagnóstica exige avaliação com seu histórico e a evolução dos sintomas em mãos — algo que só a consulta permite. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
Sobre o tempo: quatro semanas ainda está dentro da janela esperada. A resposta plena aos ISRS (classe da sertralina) costuma levar de 4 a 8 semanas, e sintomas como fadiga e falta de energia frequentemente são os últimos a melhorar — muitas vezes depois do humor. Ou seja, ainda sentir isso agora não significa que a medicação falhou.
Já os pensamentos acelerados e a inquietação merecem atenção separada. Podem ser efeito adverso do próprio ISRS — a chamada acatisia é uma inquietação interna incômoda, com dificuldade de ficar parado, e é um efeito que precisa ser reconhecido e manejado, não tolerado. Mas esses sintomas também podem ter outros significados clínicos que mudam bastante a conduta, e essa distinção só se faz em avaliação presencial.
O que sugiro na prática: relatar esses três pontos ao seu médico de forma específica — desde quando começaram, se pioraram após alguma mudança de dose, e o quanto atrapalham o seu dia. Não altere nem interrompa a dose por conta própria. Se a inquietação se tornar intensa ou vier acompanhada de angústia importante, não espere a próxima consulta agendada.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Todo meu dinheiro eu gasto no jogo. Toda venda que entra na minha conta a primeira coisa que eu faço
Todo meu dinheiro eu gasto no jogo. Toda venda que entra na minha conta a primeira coisa que eu faço é em colocar ele na plataforma. Hoje possuo dívidas altíssimas nos cartões de crédito dos meus pais e nos meus. Peguei dinheiro com Agiota, tenho filhos e muitas vezes esqueço das minhas responsabilidades
Apenas para “tentar” mais um vez. E acabo perdendo tudo
Estou em desespero, pois isso está me afastando das pessoas que eu mais amo. Já menti dizendo que precisava pagar uma conta. Meu esposo me envia dinheiro e eu gasto em apostas! Preciso de ajudaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Preciso começar dizendo uma coisa: reconhecer isso tudo e escrever o que você escreveu exige uma coragem enorme. O que você está descrevendo não é falta de força de vontade nem falha de caráter — é o padrão de um transtorno do jogo (jogo patológico), reconhecido como uma condição de saúde, um transtorno por comportamento aditivo. E, exatamente como outras dependências, ele sequestra os circuitos de recompensa do cérebro, criando esse ciclo de perseguir a perda que você descreve tão claramente com o "tentar mais uma vez". Você não está sozinha nisso, e tem tratamento.
Deixe-me organizar alguns caminhos concretos, porque desespero e dívida juntos pedem passos práticos, não só compreensão.
O primeiro passo, e o mais urgente, é criar barreiras entre você e o acesso ao jogo — porque a força de vontade sozinha não vence um transtorno aditivo. Algumas medidas ajudam: fazer o autoexclusão nas plataformas de aposta (a legislação brasileira atual permite que a pessoa se autoexclua dos sites regulamentados); bloquear os sites e apps; e, muito importante, entregar temporariamente o controle do dinheiro a alguém de confiança. Isso não é humilhação — é uma estratégia terapêutica reconhecida, do mesmo modo que alguém em recuperação do álcool evita ter bebida em casa.
O segundo é buscar ajuda especializada, que faz enorme diferença. Há tratamentos com boa base científica para o transtorno do jogo: a terapia cognitivo-comportamental é a abordagem de primeira linha, e em alguns casos há medicações que auxiliam, sobretudo quando há ansiedade, depressão ou impulsividade associadas. No SUS, os CAPS-AD (Centros de Atenção Psicossocial voltados a álcool e outras dependências) atendem também dependências comportamentais como essa e são uma porta de entrada acessível. Vale também os Jogadores Anônimos, grupos gratuitos e específicos para isso, onde você encontra pessoas que passaram exatamente por esse ciclo.
Você já deu o passo mais difícil, que é admitir e pedir ajuda. O próximo é transformar isso em uma ação concreta ainda hoje ou amanhã — seja procurar um CAPS-AD, seja fazer a autoexclusão, seja contar a alguém de confiança. Não precisa resolver tudo de uma vez; precisa só dar o próximo passo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Estou tomando sertralina To mim quase um mês e to mim alimentando bem só que estou perdendo peso iss
Estou tomando sertralina To mim quase um mês e to mim alimentando bem só que estou perdendo peso isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perder peso mesmo comendo bem gera preocupação legítima, e é uma observação atenta da sua parte. Um ponto importante: definir se a perda de peso é efeito da medicação ou tem outra causa exige exame clínico, pesagem seriada e, muitas vezes, exames laboratoriais — algo que só um médico de sua confiança pode avaliar. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
Sim, perda de peso pode ocorrer com a sertralina, especialmente nos primeiros meses. Ela é um ISRS (inibidor seletivo da recaptação de serotonina), e efeitos gastrointestinais como náusea, redução do apetite e alterações do trânsito intestinal são comuns no início e podem levar a alguma perda de peso — geralmente discreta e transitória, com estabilização ao longo do tratamento.
Vale considerar outros fatores, porém. Ansiedade e inquietação podem aumentar o gasto energético; a percepção de "estar comendo bem" nem sempre corresponde à quantidade real ingerida quando o apetite está reduzido; e a própria melhora ou não do quadro depressivo influencia o peso. Além disso, perda de peso tem causas clínicas independentes que merecem descarte — alterações de tireoide, diabetes, condições gastrointestinais, entre outras.
O que sugiro na prática: registre o quanto perdeu e em quanto tempo, porque isso muda a interpretação. Perda leve e estável costuma ser menos preocupante do que perda rápida ou progressiva. Se for superior a cerca de 5% do seu peso em poucos meses, ou se vier acompanhada de outros sintomas (cansaço acentuado, febre, sudorese noturna, alterações intestinais), a avaliação deve ser mais breve. E não interrompa a medicação por conta própria.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Tomo quitiapina 25mg tô tendo insonia sonho a noite toda, é normal?
Tomo quitiapina 25mg tô tendo insonia sonho a noite toda, é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, procure um médico de sua confiança para avaliar isso — sua saúde é o que mais importa, e essa queixa merece ser analisada com seu histórico em mãos. Dito isso, posso explicar de forma geral.
Sonhos vívidos e sono agitado são efeitos que podem ocorrer com a quetiapina, sim. Ela costuma ser usada em dose baixa (como 25 mg) justamente pelo efeito sedativo, mas em algumas pessoas a resposta é diferente do esperado: em vez de um sono profundo e contínuo, pode surgir sono superficial, sonhos intensos ou sensação de "sonhar a noite toda". Alterações na arquitetura do sono — ou seja, na forma como as fases do sono se organizam — são descritas com essa medicação.
Mas há um detalhe importante: insônia persistindo em quem usa quetiapina não é o esperado, e isso merece ser investigado. Pode ser que a dose ou o horário precisem de ajuste, que a medicação não seja a mais adequada para o seu caso, ou que exista algo por trás mantendo o sono ruim (ansiedade, humor deprimido, uso de cafeína ou outras substâncias, apneia do sono, entre outros). Não é algo que se resolva simplesmente "aguentando".
O que sugiro: leve exatamente essa queixa ao médico que prescreveu, descrevendo o padrão (quanto tempo demora para dormir, quantas vezes acorda, como se sente ao acordar). E não altere a dose nem interrompa por conta própria.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Estou tomando sertralina 100 mg de manhã e quietiapina 25mg a noite, e a médica passou bupropiona 15
Estou tomando sertralina 100 mg de manhã e quietiapina 25mg a noite, e a médica passou bupropiona 150mg de manhã mais estou com medo de tomar e dar intoxicação entre eles
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Receio de iniciar um terceiro medicamento e de que a combinação "não combine" é uma preocupação comum e razoável — ninguém quer piorar tentando melhorar. Um ponto importante: avaliar interações entre fármacos depende do seu histórico completo, dos motivos de cada prescrição e de antecedentes clínicos específicos — algo que só a consulta com quem acompanha você permite fazer. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
A associação de sertralina com bupropiona é bastante usada na prática psiquiátrica e tem respaldo na literatura. Não se trata de uma combinação improvisada. Como a bupropiona atua sobre dopamina e noradrenalina, e a sertralina sobre serotonina, o objetivo costuma ser somar mecanismos diferentes — estratégia frequente quando a resposta a um antidepressivo isolado foi parcial. A quetiapina em dose baixa também é comumente associada nesses esquemas.
Sobre "intoxicação": esse não é o termo que se aplica aqui. Os cuidados reais são outros. A bupropiona reduz o limiar convulsivo, ou seja, aumenta discretamente o risco de convulsão em pessoas predispostas — motivo pelo qual é contraindicada em histórico de epilepsia, convulsões ou transtornos alimentares. Também pode causar insônia e inquietação no início, o que explica a orientação de tomá-la pela manhã.
O que sugiro na prática: em vez de não iniciar, leve exatamente esse receio à sua médica, mencionando qualquer antecedente dos citados acima. Ela conhece seu caso e pode explicar o raciocínio da prescrição. Deixar de tomar por conta própria apenas adia sua melhora.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Transtorno bipolar pode fazer a pessoa ficar violenta? Exemplo agredir pessoas e quebrar as coisas?
Transtorno bipolar pode fazer a pessoa ficar violenta? Exemplo agredir pessoas e quebrar as coisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, é fundamental procurar um médico de sua confiança — a saúde de quem está passando por isso é o que mais importa, e só uma avaliação individual permite entender o que está acontecendo e como manejar. Dito isso, posso explicar o que se sabe de forma geral.
Sim, pode acontecer, mas com uma ressalva importante: violência não é uma característica do transtorno bipolar, e a maioria das pessoas com o diagnóstico nunca agride ninguém. Quando ocorre, costuma estar ligada a momentos específicos — sobretudo episódios de mania ou de humor irritável (as chamadas fases de elevação do humor). Nesses períodos, pode haver irritabilidade intensa, impulsividade e redução do julgamento crítico, o que aumenta a chance de explosões, brigas ou destruição de objetos. Em episódios com sintomas psicóticos (delírios ou alucinações), o risco também é maior.
Vale reforçar dois pontos. Primeiro, o risco de agressividade aumenta muito quando há uso de álcool ou outras substâncias associado — esse costuma ser um fator mais determinante do que o transtorno em si. Segundo, esses comportamentos geralmente refletem um quadro descompensado, ou seja, um sinal de que o tratamento precisa ser reavaliado, não um traço permanente da pessoa. Com tratamento adequado (estabilizadores de humor e acompanhamento regular), o comportamento tende a se estabilizar.
Se houver agressividade acontecendo agora, ou risco para a pessoa ou para quem está em volta, procure atendimento psiquiátrico de urgência ou emergência — não espere.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Mitrazapina a 25 dias. Sinto me sem rumo, desorientada, a duvidar de tudo. Pouco afetiva. É normal?
Mitrazapina a 25 dias. Sinto me sem rumo, desorientada, a duvidar de tudo. Pouco afetiva. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir-se sem rumo, desorientada e emocionalmente distante é angustiante por si só, e querer entender se isso vem da medicação ou do próprio quadro é uma dúvida legítima. Um ponto importante: distinguir efeito adverso, sintoma da própria condição ou algo que exige investigação clínica depende de rever histórico, dose e evolução dos sintomas — algo que só um médico de sua confiança pode avaliar. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
Alguns desses sintomas são compatíveis com efeitos da mirtazapina, sobretudo nas primeiras semanas. Ela é bastante sedativa, e sonolência residual, lentificação do pensamento e sensação de "névoa mental" (redução da clareza cognitiva) são efeitos descritos, especialmente em doses menores, em que o efeito sedativo tende a ser mais proeminente. Isso pode se traduzir como desorientação e dificuldade de se sentir presente.
A pouca afetividade merece atenção separada. Ela pode corresponder ao chamado embotamento afetivo — uma redução da intensidade emocional, tanto para o sofrimento quanto para o prazer, descrita com antidepressivos em geral. Mas também pode ser a própria anedonia da depressão ainda não tratada adequadamente. Essa distinção é decisiva, porque a conduta é oposta: em um caso se ajusta ou troca a medicação; no outro, se intensifica o tratamento.
Sobre o tempo: 25 dias ainda está dentro da janela em que o efeito antidepressivo pleno pode não ter se estabelecido (habitualmente 4 a 8 semanas). Mas sintomas incômodos como os que você descreve não devem simplesmente ser tolerados — eles merecem ser relatados. Leve essa descrição exatamente como escreveu, incluindo desde quando começou. E não interrompa nem ajuste a dose por conta própria; a mirtazapina requer retirada gradual.
Se surgirem desesperança intensa ou pensamentos de morte, procure atendimento sem esperar a próxima consulta — o CVV (188) está disponível 24 horas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Em uma única consulta presencial com o psiquiatra eu consigo receita azul? Faço uso contínuo do medi
Em uma única consulta presencial com o psiquiatra eu consigo receita azul? Faço uso contínuo do medicamento e normalmente pego/renovo pelo sus mas surgiu um imprevisto e preciso renovar antecipadamente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Precisar renovar antecipadamente uma receita de uso contínuo por causa de um imprevisto é uma situação angustiante, porque envolve o risco de ficar sem a medicação. Um ponto importante: a decisão sobre prescrever e em que quantidade depende da avaliação do quadro, do histórico e da documentação que você apresentar — algo que se resolve na própria consulta. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
Sim, é possível. Não existe exigência de número mínimo de consultas para emissão de receita de controle especial (a "receita azul", tecnicamente Notificação de Receita B, usada para psicotrópicos como benzodiazepínicos). Basta que um médico habilitado avalie você e considere a prescrição adequada.
O médico pode considerar necessário reavaliar o quadro, ajustar a dose ou prescrever quantidade menor até que haja acompanhamento mais completo — o que é conduta prudente, não recusa. E, enquanto resolve, não interrompa o uso por conta própria, sobretudo se for medicação de uso contínuo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Pq eu tomei minha primeira dose de clonazepam e não me deu sono?
Pq eu tomei minha primeira dose de clonazepam e não me deu sono?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Estranhar que o clonazepam não tenha dado sono na primeira dose é uma observação legítima, sobretudo porque muita gente associa o medicamento diretamente a "dormir". Um ponto importante: entender como o medicamento age no seu caso específico depende da dose, da indicação e do seu perfil individual — algo que só um médico de sua confiança pode avaliar. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
Primeiro, um esclarecimento sobre o que o clonazepam faz. Ele é um benzodiazepínico de ação prolongada, e seu efeito principal é ansiolítico (redução da ansiedade), não hipnótico (indutor do sono). A sonolência é um efeito colateral possível, não a finalidade central — então não senti-la não significa que o medicamento "não funcionou". Muitas pessoas usam clonazepam justamente para reduzir ansiedade ao longo do dia sem ficarem sedadas.
Há vários motivos para a ausência de sono: a dose pode ser baixa para produzir sedação em você; existe grande variabilidade individual na resposta (o mesmo miligrama seda muito uma pessoa e pouco outra); o nível de ansiedade elevado pode "competir" com o efeito sedativo; e há ainda a tolerância ao efeito sedativo, que se desenvolve com o tempo — embora, na primeira dose, esse último fator não se aplique. Em algumas pessoas, inclusive, benzodiazepínicos podem causar uma reação paradoxal, com agitação em vez de calma, mas isso é menos comum.
Ou seja, não dar sono na primeira dose é perfeitamente possível e não indica problema. O que importa é se o medicamento está cumprindo o objetivo para o qual foi prescrito. Se a intenção era justamente ajudar no sono e isso não ocorreu, vale relatar ao médico, pois pode ser caso de ajuste. E não aumente a dose por conta própria buscando o efeito sedativo — isso eleva o risco sem necessariamente trazer benefício.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
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Estou tomando Doloxetina 60 mg há um ano e recentemente acabei pulando uns dias por esquecer. Desde
Estou tomando Doloxetina 60 mg há um ano e recentemente acabei pulando uns dias por esquecer. Desde então sinto dor no pescoço, voltei a tomar sem pular nenhum dia certinho há dois dias, mas continuo com dor no pescoço e face. Antes de esquecer também já estava sentindo muita ansiedade e agora piorou. já tomei vários medicamentos e já tive esse efeito colateral antes, mas como me adaptei bem a esse medicamento não sei se vale a pena mudar. Estou sem psiquaitra e so passando com o clinico geral. tem algo que possa fazer para aliviar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pular alguns dias de duloxetina pode ter desencadeado sintomas de retirada, que incluem justamente tonturas, dores, sensações de "choque", ansiedade e desconforto físico. A dor no pescoço e face e a piora da ansiedade podem estar ligadas a isso. Como você retomou há apenas dois dias, é possível que o corpo ainda esteja se reajustando, e esses sintomas tendem a melhorar aos poucos com o uso regular.
Para aliviar enquanto isso, ajudam medidas simples: manter o horário fixo do medicamento todos os dias, hidratação, sono adequado, e para a dor local, calor na região, alongamentos leves e, se necessário, um analgésico comum (conversando antes com seu clínico sobre qual usar). Se a dor for intensa, persistente ou vier acompanhada de outros sintomas, vale avaliação presencial para descartar outras causas além da questão medicamentosa.
Um ponto importante: como você tem quadro de ansiedade e faz uso contínuo desse medicamento, seria muito válido conseguir acompanhamento com um psiquiatra, mesmo que aos poucos, já que ele é o profissional mais indicado para ajustar a estratégia e avaliar se vale manter ou mudar o tratamento. Por ora, mantenha o uso certinho e converse com seu clínico sobre o alívio dos sintomas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.
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Qual a importância do diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco?
Qual a importância do diagnóstico correto antes da prescrição de um psicofármaco?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Reconhecer que o diagnóstico vem antes da prescrição é uma percepção acertada e, na psiquiatria, especialmente importante. Um ponto importante: cada diagnóstico exige avaliação individual e cuidadosa, conduzida por um médico de sua confiança, já que sintomas semelhantes podem corresponder a quadros muito diferentes. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
O diagnóstico correto é o que orienta toda a escolha terapêutica, porque em psiquiatria o mesmo sintoma pode pertencer a condições distintas, com tratamentos opostos. O exemplo mais clássico: tristeza e desânimo aparecem tanto na depressão unipolar quanto no transtorno bipolar. Se um quadro bipolar for confundido com depressão simples e tratado apenas com antidepressivo, há risco de desencadear virada maníaca, aceleração do ciclo ou irritabilidade — ou seja, o tratamento errado pode piorar a doença. É o caso mais citado, mas não o único.
Há outras razões igualmente relevantes. A escolha da classe do medicamento depende do diagnóstico (um estabilizador de humor, um antidepressivo e um antipsicótico não são intercambiáveis). O diagnóstico também define o tempo de tratamento, a necessidade de monitorização (exames, níveis séricos) e a avaliação de risco. E permite identificar comorbidades — ansiedade, uso de substâncias, condições clínicas — que mudam a conduta. Um diagnóstico apressado pode, ainda, "rotular" a pessoa e enviesar todo o acompanhamento seguinte.
Vale também o contrário: um bom diagnóstico evita medicalização desnecessária. Nem todo sofrimento é transtorno mental — luto, reações a estresse e dificuldades de vida às vezes pedem outro tipo de cuidado, não um psicofármaco. Distinguir o que se beneficia de medicação do que se beneficia de psicoterapia ou de mudanças de contexto faz parte de um diagnóstico bem-feito.
Por tudo isso, a avaliação diagnóstica cuidadosa — com história detalhada, evolução dos sintomas ao longo do tempo e, quando necessário, exames — não é uma formalidade, e sim a base que torna o tratamento seguro e eficaz.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
Perguntas frequentes
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Usei o Inseris XR 300 mg por aproximadamente dois meses, conforme prescrição médica, e durante esse
Olá! Sim, dois meses é tempo suficiente, principalmente com a dose de 300mg.…