Perguntas do paciente (92)

  • Qual é a importância da educação em saúde para pacientes que utilizam psicofármacos?

    Qual é a importância da educação em saúde para pacientes que utilizam psicofármacos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    A educação em saúde é fundamental para quem usa psicofármacos, porque melhora diretamente os resultados do tratamento. Quando o paciente entende por que toma a medicação, como ela age e o que esperar dela, a adesão aumenta, ou seja, ele tende a usar corretamente, no horário certo e sem interrupções por conta própria, o que é um dos maiores desafios em psiquiatria.
    Além disso, ela ajuda a criar expectativas realistas: muitos antidepressivos e estabilizadores levam semanas para fazer efeito pleno, e saber disso evita o abandono precoce por achar que "não está funcionando". A educação também prepara o paciente para reconhecer efeitos colaterais comuns, diferenciá-los de sinais de alerta, e entender a importância de não suspender abruptamente medicamentos que podem causar sintomas de retirada. Isso reduz riscos, angústia e idas desnecessárias à emergência.
    Por fim, um paciente bem informado se torna mais participativo e corresponsável pelo próprio tratamento, o que fortalece a relação com o médico, reduz o estigma associado aos transtornos mentais e favorece decisões compartilhadas. Em resumo, informação de qualidade é parte do próprio cuidado, e não algo separado dele.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.


  • Por que a psicoterapia pode ser importante junto ao uso de psicofármacos?

    Por que a psicoterapia pode ser importante junto ao uso de psicofármacos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    A psicoterapia e os psicofármacos atuam de formas diferentes e complementares, e por isso a combinação costuma trazer melhores resultados do que cada um isolado. Enquanto a medicação age no aspecto biológico, ajustando neurotransmissores e aliviando sintomas como ansiedade, tristeza profunda ou insônia, a psicoterapia trabalha os aspectos psicológicos, comportamentais e emocionais, ajudando a pessoa a entender e modificar padrões de pensamento e comportamento que sustentam o sofrimento.
    Na prática, o remédio muitas vezes cria a estabilidade necessária para que a pessoa consiga se engajar na terapia, e a terapia, por sua vez, oferece ferramentas duradouras para lidar com o problema, reduzindo o risco de recaída mesmo após a eventual retirada da medicação. Em vários transtornos, como depressão, ansiedade e TOC, as evidências mostram que a combinação é mais eficaz do que o tratamento isolado.
    Além disso, a psicoterapia ajuda a lidar com questões que o medicamento sozinho não alcança, como conflitos, traumas, autoestima, relacionamentos e estratégias de enfrentamento no dia a dia. Por isso, medicação e terapia não competem entre si; funcionam melhor quando caminham juntas.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.


  • olá, tudo bem? meu noivo foi diagnosticado com TDH, e estamos a procura de algum profissional que po

    olá, tudo bem? meu noivo foi diagnosticado com TDH, e estamos a procura de algum profissional que possa nos ajudar, qual especialista da área, é mais indicado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Olá! Para o diagnóstico e tratamento do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) em adultos, o especialista mais indicado é o psiquiatra, pois ele é o profissional habilitado a confirmar o diagnóstico, avaliar possíveis condições associadas e prescrever medicação quando necessário. Alguns psiquiatras têm interesse ou experiência específica em TDAH, o que pode ser um diferencial na busca.
    Junto a isso, o acompanhamento com um psicólogo é muito valioso, especialmente com abordagens voltadas ao manejo do TDAH, que ajudam com organização, foco, controle da impulsividade e estratégias práticas para o dia a dia. Em alguns casos, o neurologista também pode ser procurado, mas para o TDAH em si o psiquiatra costuma ser a porta de entrada mais adequada.
    Uma dica prática: ao marcar a consulta, vale mencionar que a queixa é de investigação ou tratamento de TDAH, para confirmar que o profissional atende essa demanda. O ideal é um acompanhamento que combine a avaliação médica com o suporte psicológico, já que essa junção costuma trazer os melhores resultados.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.


  • Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me

    Tomei escitalopram de 10mg durante 7 o médico pediu pra aumentar pro de 20mg tomei durante 5 dias me sentir muito mal, então uma médica não psiquiatra pediu pra mim volta pro de 10mg e tem 9 dias que estou tomando, hoje tiver uma crise muito forte nó na garganta e dormência debaixo do queixo. E normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Passar por aumento de dose, mal-estar, redução e ainda assim ter uma crise forte é uma sequência exaustiva, e sua dúvida sobre o que é esperado nesse percurso é totalmente compreensível. Um ponto importante: entender se isso é ajuste da medicação, sintoma ansioso ou algo que precisa de investigação clínica exige rever o histórico completo e a cronologia dos sintomas — algo que só um médico de sua confiança, preferencialmente com avaliação psiquiátrica, pode fazer. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.

    Sobre o que você descreve na crise: o nó na garganta (chamado globus faríngeo) e a dormência ou formigamento na face são sintomas frequentemente associados a crises de ansiedade aguda, muitas vezes ligados à hiperventilação — a respiração acelerada altera o gás carbônico do sangue e produz parestesias, ou seja, essas sensações de dormência. São desconfortáveis e assustadores, mas em si não indicam gravidade.

    Sobre o percurso da medicação: mudanças de dose em intervalos curtos (subida em 7 dias, permanência de 5, retorno há 9) podem gerar instabilidade, e o escitalopram costuma levar de 4 a 8 semanas para efeito pleno. Além disso, é comum haver piora transitória da ansiedade no início e após ajustes. Ou seja, ainda é cedo para concluir que a medicação não funciona — mas essa avaliação precisa ser feita por quem acompanha você.

    Uma ressalva importante: dormência localizada também pode ter outras causas, e não deve ser atribuída automaticamente à ansiedade sem avaliação. Se a dormência persistir, for progressiva, atingir um lado do corpo, ou vier com dificuldade de falar, fraqueza ou alteração visual, procure atendimento imediatamente. Não altere a dose por conta própria — e vale buscar acompanhamento psiquiátrico para dar continuidade a esses ajustes.


  • Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremo

    Boa tarde estou tomando bup a três dias, estou com sensação que vou da uma crise de ansiedade, tremores no corpo todo, um peso no peito sensação de aperto no abdômen, será que é só no início do tratamento? Ou devo parar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    No início do uso da bupropiona (Bup), é relativamente comum surgirem efeitos como ansiedade, agitação, tremores, inquietação e sensação de aperto no peito, justamente porque ela tem um perfil mais estimulante. Esses sintomas costumam ser mais intensos nos primeiros dias e tendem a diminuir conforme o corpo se adapta, ao longo das primeiras uma a duas semanas.
    Ainda assim, quando esses efeitos são muito incômodos ou intensos, como parece ser o seu caso, é importante não decidir sozinha se mantém ou para. Entre em contato com o médico que prescreveu, pois ele pode avaliar se vale aguardar a adaptação, ajustar a dose ou o horário, ou reconsiderar a medicação. A bupropiona pode aumentar a ansiedade em algumas pessoas, então essa avaliação individual é importante.
    Enquanto consegue esse contato, evite outras substâncias estimulantes como cafeína em excesso, que podem intensificar as sensações. Se os sintomas piorarem muito ou surgirem sinais mais graves, procure atendimento para avaliação presencial.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.


  • O ansitec tbm tem período de adaptação? Com efeitos colaterais do tipo dos anti depressivos? Como sã

    O ansitec tbm tem período de adaptação? Com efeitos colaterais do tipo dos anti depressivos? Como são os efeitos do ansitec?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Sim, a buspirona (Ansitec) também tem um período de adaptação, embora seu perfil seja diferente do dos antidepressivos comuns. Ela costuma ser bem tolerada, mas nas primeiras semanas podem aparecer efeitos como tontura, dor de cabeça, náusea, sensação de leveza na cabeça ou nervosismo. Esses sintomas geralmente são leves e tendem a diminuir com a continuidade do uso.
    Uma diferença importante é que a buspirona age de forma mais gradual: seu efeito ansiolítico pleno costuma levar de duas a quatro semanas para aparecer, parecido com o tempo dos antidepressivos, então não traz alívio imediato como os calmantes do tipo benzodiazepínico. Por outro lado, ela tem vantagens: não causa dependência, não costuma dar sonolência acentuada nem sedação forte, e não provoca os sintomas de retirada típicos de outros ansiolíticos.
    Em relação aos efeitos sexuais ou ganho de peso, que às vezes preocupam com antidepressivos, a buspirona costuma ter impacto bem menor ou neutro. De modo geral, é considerada uma medicação segura e com bom perfil de tolerabilidade, mas a resposta é individual, e vale acompanhar com seu médico como você se sente ao longo das primeiras semanas.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.


  • Quais os prós e os contras para o medicamento bupropiona?

    Quais os prós e os contras para o medicamento bupropiona?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Antes de tudo, procure um médico de sua confiança para avaliar se essa medicação faz sentido no seu caso — sua saúde é o que mais importa, e essa decisão depende de uma avaliação individual. Dito isso, posso explicar de forma geral.
    A bupropiona é um antidepressivo com mecanismo diferente da maioria: age sobre dopamina e noradrenalina, e não sobre serotonina (como os ISRS, tipo sertralina e fluoxetina). Isso explica boa parte do seu perfil.
    Pontos favoráveis: costuma causar menos disfunção sexual e menos ganho de peso do que outros antidepressivos — dois efeitos que frequentemente levam pacientes a abandonar o tratamento. Tende a ser ativadora, ajudando em queixas de fadiga, desânimo e falta de energia. Também tem indicação estabelecida como auxílio na cessação do tabagismo, e pode ser combinada com outros antidepressivos quando a resposta isolada foi insuficiente.
    Pontos desfavoráveis: pode causar insônia, ansiedade, inquietação, boca seca, cefaleia e, às vezes, aumento da pressão arterial — por isso costuma ser tomada pela manhã. A limitação mais relevante é o risco aumentado de convulsões, que embora seja baixo nas doses habituais, contraindica seu uso em pessoas com epilepsia, histórico de convulsão ou transtornos alimentares (anorexia e bulimia). Também é considerada menos eficaz para quadros de ansiedade proeminente.
    Ou seja, ela é uma boa escolha em alguns perfis e uma escolha ruim em outros — depende do seu quadro, do seu histórico e do que você tolera bem. Essa avaliação cabe ao médico que acompanha você.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?

    Tomo sertralina a 2 anos e meio. As vezes tenho picos de tristeza e choro. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Sim, pode acontecer. Mesmo com o uso contínuo e prolongado da sertralina, é possível ter momentos pontuais de tristeza e choro, pois a medicação ajuda a controlar os sintomas, mas não anula completamente as oscilações normais do humor diante da vida e de situações estressantes. Ter emoções, inclusive tristeza, continua fazendo parte da experiência humana mesmo em tratamento.
    Por outro lado, vale observar alguns pontos: se esses picos estão se tornando mais frequentes, intensos ou duradouros, isso pode sinalizar que o quadro precisa de reavaliação, seja por ajuste de dose, associação de psicoterapia ou revisão da estratégia. Às vezes, ao longo do tempo, o corpo se adapta à medicação e a dose que antes funcionava bem já não dá o mesmo suporte.
    O ideal é conversar com seu psiquiatra sobre esses episódios, descrevendo com que frequência acontecem e se há algum gatilho. Se forem apenas oscilações ocasionais e você segue funcionando bem no dia a dia, costuma ser algo dentro do esperado. Mas se vierem acompanhados de outros sinais de piora, merecem atenção mais próxima.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.


  • Tomo 150mg de sertralina às 09 da manhã há 3 meses e estou sentindo muita sonolência durante o dia,

    Tomo 150mg de sertralina às 09 da manhã há 3 meses e estou sentindo muita sonolência durante o dia, posso fazer uma mudança de horário?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Sentir sonolência diurna depois de três meses de tratamento é incômodo e atrapalha o dia a dia, então sua vontade de ajustar o horário faz sentido. Um ponto importante: definir se a mudança de horário é a melhor solução, ou se há outra causa por trás da sonolência, depende de rever seu quadro e suas demais medicações — algo que um médico de sua confiança pode avaliar individualmente. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.

    A sertralina é um ISRS (inibidor seletivo da recaptação de serotonina) que, na maioria das pessoas, tende a ser mais ativadora do que sedativa — por isso costuma ser tomada de manhã, como no seu caso. Sonolência diurna, embora possível, é um efeito menos típico dela, e o fato de aparecer após três meses (e não no início) merece atenção, pois nem sempre a explicação é a medicação em si.

    Sobre a mudança de horário: alterar o horário de tomada é uma medida simples e de baixo risco, mas nem sempre resolve, justamente porque a sertralina não é tipicamente sedativa. Antes de atribuir tudo ao medicamento, vale considerar outras causas comuns de sonolência diurna: qualidade e quantidade de sono à noite, apneia do sono, outras medicações associadas, alterações de tireoide, anemia, ou a própria depressão, que pode cursar com fadiga e hipersonia. Ou seja, a mudança de horário pode ajudar, mas convém investigar o que está por trás.

    O que sugiro na prática: leve essa queixa ao médico antes de mudar por conta própria — é uma alteração pequena, mas ele pode aproveitar para avaliar se a causa é mesmo a medicação, se vale ajustar a dose, ou se algo mais precisa ser investigado. E mantenha regularidade no horário, seja qual for o escolhido.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • Não consigo dormir há semanas, fico horas acordado pensando. Isso pode ser ansiedade ou já é insônia

    Não consigo dormir há semanas, fico horas acordado pensando. Isso pode ser ansiedade ou já é insônia que precisa de tratamento psiquiátrico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Passar semanas deitado sem conseguir desligar os pensamentos é exaustivo, e a dúvida que você traz — se é ansiedade ou insônia — é bastante pertinente, porque as duas coisas se confundem com frequência. Um ponto importante: distinguir o que é causa e o que é consequência, e definir se há um quadro que exige tratamento, depende de avaliação individual com histórico e rotina em mãos — algo que só um médico de sua confiança pode conduzir. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.

    Na prática clínica, essa separação nem sempre é útil, porque os dois costumam andar juntos. O que você descreve — horas acordado com a mente ativa — é característico de insônia inicial (dificuldade de iniciar o sono), e a chamada ruminação noturna é um dos mecanismos mais comuns por trás dela. A ansiedade alimenta a insônia, e a privação de sono piora a ansiedade, formando um ciclo que tende a se manter sozinho depois de instalado.

    Sobre o critério temporal: quando a dificuldade para dormir ocorre na maior parte das noites e persiste por três meses ou mais, fala-se em insônia crônica, que é considerada um transtorno em si — não apenas um sintoma. Semanas de duração já indicam algo que merece avaliação, sobretudo se está prejudicando seu funcionamento durante o dia (concentração, humor, disposição).

    Vale saber que o tratamento com melhor respaldo científico para insônia crônica é a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I), considerada primeira linha e mais eficaz que medicação a longo prazo. Medidas de higiene do sono ajudam, mas raramente resolvem sozinhas quando o quadro já está estabelecido. A avaliação também serve para investigar outras causas possíveis — depressão, apneia do sono, uso de substâncias, condições clínicas.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • Como saber se o que sinto é ansiedade normal do dia a dia ou um transtorno de ansiedade que precisa

    Como saber se o que sinto é ansiedade normal do dia a dia ou um transtorno de ansiedade que precisa de tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Essa é uma dúvida muito comum e importante. A ansiedade normal é uma reação natural e até útil diante de situações específicas, como uma prova, entrevista ou decisão importante. Ela costuma ser proporcional à situação, temporária, e desaparece quando o evento passa, sem prejudicar de forma significativa a sua vida.
    Já o transtorno de ansiedade tende a ter algumas características que servem de sinal de alerta: a preocupação é excessiva, difícil de controlar e muitas vezes desproporcional ou sem um motivo claro; é persistente, durando semanas ou meses; e, principalmente, causa prejuízo no dia a dia, atrapalhando o trabalho, os estudos, o sono, os relacionamentos ou o bem-estar. Costuma vir acompanhada de sintomas físicos frequentes, como tensão muscular, coração acelerado, aperto no peito, falta de ar, cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração.
    De forma resumida, os pontos-chave a observar são: intensidade (muito além do que a situação pediria), duração (se arrasta por muito tempo) e prejuízo funcional (atrapalha sua vida). Se você percebe esses três aspectos, vale procurar uma avaliação com psiquiatra ou psicólogo, que poderão esclarecer o que está acontecendo e indicar o melhor caminho. Buscar ajuda não significa que "é grave", e sim que você merece se sentir melhor.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.


  • Tenho TDAH e tomo medicação, mas continuo me sentindo desorganizado e esquecido. Só o remédio resolv

    Tenho TDAH e tomo medicação, mas continuo me sentindo desorganizado e esquecido. Só o remédio resolve ou preciso de algo a mais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Antes de tudo, procure um médico de sua confiança para reavaliar seu tratamento — sua saúde é o que mais importa, e o ajuste depende de uma avaliação individual. Dito isso, posso trazer o que se sabe de forma geral.
    Sua percepção faz muito sentido, e a resposta curta é: o remédio raramente resolve tudo sozinho. A medicação (estimulantes ou não estimulantes) atua sobre os sintomas centrais — desatenção, hiperatividade e impulsividade —, mas ela não ensina estratégias de organização, planejamento e gestão do tempo. Essas são habilidades aprendidas, não algo que o comprimido instala. É comum que a medicação melhore a capacidade de sustentar atenção, e ainda assim a pessoa siga se sentindo desorganizada porque nunca desenvolveu ferramentas práticas para isso.
    Por isso, as diretrizes atuais recomendam tratamento multimodal, ou seja, medicação combinada com outras abordagens. As que têm melhor respaldo científico incluem: terapia cognitivo-comportamental adaptada para TDAH, psicoeducação, treino de habilidades organizacionais e, em alguns contextos, coaching específico para TDAH. Estratégias externas de apoio (agenda, listas, alarmes, rotinas, redução de estímulos) também fazem diferença real.
    Há um ponto que só o médico pode avaliar: se os sintomas continuam bastante intensos, também vale checar se a dose está adequada, se a formulação é a mais apropriada e se não há algo associado (como ansiedade, depressão ou privação de sono) contribuindo para a sensação de esquecimento e desorganização. Leve exatamente essa queixa ao seu psiquiatra.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • Estou a 7 dias sem tomar sertralina e 0com muita abstinência falta de ar drp de cábeca é normal?

    Estou a 7 dias sem tomar sertralina e com muita abstinência falta de ar drp de cábeca é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Interromper a sertralina e sentir falta de ar e dor de cabeça nos dias seguintes é uma experiência desconfortável e assustadora, e sua dúvida é pertinente. Um ponto importante: definir se isso é síndrome de descontinuação, retorno dos sintomas originais ou algo que precisa de investigação clínica exige rever histórico, tempo de uso, dose e o motivo da interrupção — o que só a avaliação de um médico de sua confiança permite. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.

    Sim, é um quadro conhecido: a síndrome de descontinuação de antidepressivos. Ela costuma surgir nos primeiros dias após a parada, sobretudo quando abrupta, e pode incluir cefaleia (dor de cabeça), tontura, náusea, irritabilidade, insônia, sensações de "choque elétrico" e sintomas ansiosos — inclusive a sensação de falta de ar. Vale esclarecer um ponto: isso não é dependência nem vício. É a reação do organismo à retirada rápida de algo a que ele havia se adaptado.

    Esses sintomas costumam ser autolimitados, durando de uma a duas semanas na maioria dos casos, embora possam se estender mais em alguns. Quando são intensos ou incapacitantes, a conduta habitual é reintroduzir a medicação e reduzir de forma gradual, mas isso é decisão médica, não algo a fazer por conta própria.

    Um ponto de cautela: falta de ar não deve ser atribuída automaticamente à abstinência sem avaliação, e o retorno de sintomas depressivos ou ansiosos após a suspensão também precisa ser distinguido dos efeitos da retirada. Se surgir falta de ar intensa, dor no peito, ou pensamentos de morte ou de se machucar, procure atendimento imediatamente — o CVV (188) funciona 24 horas.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • Minha médica( clínico geral) me passou fluoxicetina após queixa de falta de ar e peso no peito. Esse

    Minha médica( clínico geral) me passou fluoxicetina após queixa de falta de ar e peso no peito. Esses sintomas começaram com o uso do buprobiona, que foi suspenso pra ajuda do tabagismo. Quando começo a melhorar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Sentir falta de ar e peso no peito é assustador por si só, e ter iniciado um novo medicamento em meio a isso naturalmente traz a dúvida sobre quando essa sensação vai passar. Um ponto importante: esclarecer se esses sintomas são de origem ansiosa, se têm relação com a bupropiona ou se demandam investigação clínica de outra natureza exige exame, histórico e reavaliação do esquema medicamentoso em conjunto — o que só a avaliação de um médico de sua confiança permite. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.
    Sobre o tempo de resposta da fluoxetina: ela é um ISRS (inibidor seletivo da recaptação de serotonina) e leva, em média, de 2 a 4 semanas para os primeiros sinais de melhora, com efeito pleno em torno de 4 a 8 semanas. A fluoxetina tem meia-vida longa, o que costuma tornar o início um pouco mais lento. Nas primeiras semanas é comum que ansiedade e inquietação até se acentuem antes de melhorar — isso costuma ser transitório.
    Sobre a bupropiona: ela pode causar ansiedade, inquietação e palpitações em algumas pessoas, e esses efeitos tendem a ceder após a suspensão, já que o fármaco é eliminado em poucos dias. Se os sintomas persistem bem depois da retirada, vale considerar que a causa possa ser outra.
    Um ponto de cautela relevante: falta de ar e dor ou peso no peito não devem ser atribuídos automaticamente à ansiedade sem que causas clínicas sejam descartadas — cardíacas, pulmonares, anemia, tireoide, entre outras. Se esses sintomas surgirem de forma intensa, com dor irradiando para braço ou mandíbula, sudorese ou desmaio, procure emergência imediatamente.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é sufic

    No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é suficiente ou é necessário associá-lo ao acompanhamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Antes de tudo, procure um médico de sua confiança para orientar o plano de tratamento — a saúde de quem está em tratamento é o que mais importa, e cada caso exige avaliação individual. Dito isso, posso explicar o que se sabe de forma geral.
    A resposta é clara na literatura: no TPB, a psicoterapia é o tratamento de primeira linha, e não um complemento opcional. As diretrizes internacionais são consistentes nesse ponto — a intervenção com melhor respaldo científico é a psicoterapia estruturada, com abordagens específicas como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), a Terapia Baseada em Mentalização (MBT), a Terapia Focada em Esquemas e a Terapia Focada na Transferência (TFP).
    O acompanhamento psiquiátrico, portanto, dificilmente é suficiente sozinho. Ele tem papel importante — avaliação diagnóstica, manejo de comorbidades (como depressão, ansiedade, transtorno bipolar ou uso de substâncias), acompanhamento de risco e, quando indicado, uso de medicação para sintomas específicos. Vale saber, no entanto, que não existe medicamento aprovado para tratar o TPB em si; os fármacos atuam sobre sintomas-alvo (impulsividade, instabilidade emocional, sintomas depressivos), não sobre o núcleo do transtorno.
    Ou seja, o modelo mais eficaz é o combinado: psicoterapia estruturada como eixo central, com acompanhamento psiquiátrico integrado. Idealmente, os dois profissionais se comunicam e trabalham de forma alinhada. A boa notícia é que o TPB responde bem a tratamento — estudos de longo prazo mostram taxas expressivas de remissão dos sintomas mais agudos.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • Boa noite, faço uso de carbonato de Lítio 3x ao dia 300mg cada desde 2021. Minha última litemia deu

    Boa noite, faço uso de carbonato de Lítio 3x ao dia 300mg cada desde 2021. Minha última litemia deu 0,38 e estou tendo várias recaídas na depressão. Meu Lítio estaria baixo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Sim, uma litemia de 0,38 mEq/L é considerada baixa. A faixa terapêutica do lítio para manutenção costuma ficar entre 0,6 e 0,8 mEq/L, e em alguns casos até 1,0 ou mais quando se busca melhor controle, especialmente se há recaídas. Um nível de 0,38 sugere que a dose pode estar subterapêutica, o que ajudaria a explicar o retorno dos sintomas depressivos.
    Vale conversar com seu psiquiatra sobre um possível ajuste de dose, com nova litemia de controle depois. Também é importante avaliar se o lítio sozinho está dando conta do quadro depressivo, já que às vezes é preciso associar outra medicação ou estratégia. Não aumente a dose por conta própria, pois o lítio tem margem estreita entre o nível eficaz e o tóxico, e o ajuste precisa ser acompanhado com exames.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica.


  • Tomo zolpidem há anos,o médico pediu para substituir por donaren,não consigo dormir o que fazer?

    Tomo zolpidem há anos,o médico pediu para substituir por donaren,não consigo dormir o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    A troca de zolpidem por trazodona (Donaren) é comum, mas é normal haver dificuldade para dormir no início, porque o cérebro está adaptado ao zolpidem e a trazodona age de forma diferente. Suspender o zolpidem de uma vez após uso prolongado pode causar insônia de rebote, que costuma ser temporária.
    O mais importante: não retome o zolpidem nem ajuste as doses por conta própria. Entre em contato com o médico que fez a troca, pois muitas vezes a transição precisa ser gradual (reduzir o zolpidem aos poucos enquanto a trazodona é introduzida) e a dose da trazodona pode precisar de ajuste. Enquanto isso, medidas de higiene do sono ajudam: horários regulares, evitar telas e cafeína à noite e reduzir estímulos antes de deitar.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica.


  • Estou tomando Escitalopram 20mg + Pregabalina 300mg pela manha, e topiramato 50mg a noite. Escitalop

    Estou tomando Escitalopram 20mg + Pregabalina 300mg pela manha, e topiramato 50mg a noite. Escitalopram e pregabalina para TAG e topiramato 50 mg para compulsao alimentar.

    Sao doses seguras? Vão atuar realmente no proposito dito acima?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Sim, são doses dentro das faixas terapêuticas e geralmente seguras com acompanhamento médico. O escitalopram 20mg (dose máxima usual) e a pregabalina 300mg têm boa evidência para TAG e atuam de forma complementar. O topiramato 50mg à noite é uma dose baixa para compulsão alimentar; pode funcionar, mas com frequência são necessárias doses maiores (100 a 200mg/dia) para resposta plena, então pode representar uma fase inicial de ajuste. A eficácia real depende da sua resposta individual e do acompanhamento. Se algum sintoma persistir, converse com seu psiquiatra sobre ajustes.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica.


  • De que forma os problemas de sono afetam o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e como o psi

    De que forma os problemas de sono afetam o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e como o psiquiatra conduz esse sintoma no tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Perceber que o sono ruim caminha junto com a instabilidade emocional é uma observação clínica acertada, e a relação entre os dois é bem documentada. Um ponto importante: definir o que está por trás da alteração do sono em cada caso — o próprio quadro, uma comorbidade, o efeito de medicações ou hábitos — exige avaliação individual, o que só é possível com um médico de sua confiança. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.

    Alterações do sono são muito frequentes no TPB: insônia, sono fragmentado, pesadelos e ritmo circadiano irregular (o "relógio biológico" desalinhado, com tendência a dormir e acordar tarde). A relação é bidirecional, ou seja, funciona nos dois sentidos: a privação de sono reduz a capacidade de regular emoções, amplifica a reatividade emocional e a impulsividade, e aumenta o risco de crises; por sua vez, a instabilidade emocional e a hiperativação noturna prejudicam o sono. Forma-se um ciclo que tende a se retroalimentar.

    Na condução clínica, o primeiro passo costuma ser investigar a causa antes de medicar: comorbidades como depressão, transtorno de estresse pós-traumático (comum quando há trauma na história), uso de substâncias, apneia do sono ou efeito de medicações em uso. A abordagem com melhor respaldo científico para insônia é a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I), que costuma ser priorizada. Estratégias comportamentais e regularização do ritmo de sono também têm papel central, e algumas psicoterapias específicas para TPB incluem módulos voltados a isso.

    Quanto à medicação, ela é considerada complementar e usada com cautela. Prefere-se evitar o uso prolongado de benzodiazepínicos e hipnóticos, sobretudo pelo risco de dependência, desinibição e pelo risco em situações de overdose — considerações relevantes nesse contexto. A escolha depende do quadro global e das comorbidades, sempre sob avaliação individual.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • Olá. Sempre que sei que minha imagem foi abalada (como em fofocas familiares), minha mente passa a e

    Olá. Sempre que sei que minha imagem foi abalada (como em fofocas familiares), minha mente passa a exagerar de forma obsessiva sobre o que falaram ou pensam de mim. Isso me causa uma paranoia enorme, ferida emocional, exaustão extrema e bloqueios que me tiram a força até para sair de casa. Além da terapia, existem medicações específicas na psiquiatria que ajudam a conter essa ruminação mental, exagero de preocupação, essa paranóia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Sim, existem medicações que podem ajudar nesse tipo de quadro, embora a escolha dependa de uma avaliação individual do que está por trás desses sintomas. O que você descreve, ruminação mental intensa, preocupação exagerada com a imagem, sensibilidade forte ao que os outros pensam e exaustão a ponto de bloquear sua rotina, pode estar ligado a diferentes condições, como transtorno de ansiedade, traços obsessivos, ou uma sensibilidade emocional acentuada, e cada uma orienta um tipo de tratamento.
    Como o quadro está tirando sua força até para sair de casa, vale procurar um psiquiatra para uma avaliação, que, junto com a terapia que você já faz, pode definir se a medicação é indicada e qual seria a mais adequada para o seu caso. A combinação das duas abordagens costuma ser a mais eficaz para esse tipo de sofrimento.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.


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