Perguntas do paciente (92)

  • “Por que as relações no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) parecem ‘intensas demais’, sob

    “Por que as relações no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) parecem ‘intensas demais’, sob a ótica psiquiátrica?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), as relações parecem "intensas demais" por uma combinação de fatores que se reforçam:

    Desregulação emocional (dificuldade de regular as emoções). É considerada o núcleo do transtorno. A pessoa tende a sentir emoções com mais facilidade, mais intensidade e por mais tempo, demorando mais para voltar ao estado de base. Na prática, é como ter um "termostato emocional" muito sensível: o que para outra pessoa seria um aborrecimento pequeno pode disparar uma reação muito forte.

    Medo intenso de abandono. São os esforços desesperados para evitar o abandono, real ou imaginado. Sinais que pareceriam neutros para outros — uma resposta demorada a uma mensagem, por exemplo — podem ser vividos como ameaça de perda iminente, ativando reações intensas.

    Alternância na forma de ver o outro. Há uma tendência à chamada "idealização e desvalorização": a percepção do outro oscila entre o polo do "tudo bom" e o do "tudo ruim", com dificuldade de integrar qualidades e defeitos numa imagem estável. Isso faz a relação parecer uma montanha-russa.

    Instabilidade da autoimagem. Quando o senso de identidade é instável, o vínculo com o outro muitas vezes passa a sustentar o próprio senso de quem se é — o que aumenta a intensidade e a dependência da relação.

    Vale uma ressalva importante: a expressão "intensas demais" é uma descrição do *padrão*, não um julgamento da pessoa. Essas reações não são manipulação consciente; são respostas emocionais a um sofrimento real. E há boa notícia em termos de evidência: abordagens como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) têm respaldo científico sólido justamente para ajudar na regulação emocional e na estabilidade dos relacionamentos.

    Um ponto de cautela: cada pessoa é única, e o diagnóstico de TPB só pode ser feito por avaliação clínica cuidadosa — traços isolados de intensidade emocional não bastam para defini-lo.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • “O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) significa incapacidade de se relacionar socialmente

    “O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) significa incapacidade de se relacionar socialmente sob a ótica psiquiátrica?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não significa incapacidade de se relacionar socialmente. O que existe é um padrão de instabilidade nos relacionamentos (em termos técnicos, relações interpessoais intensas e instáveis), e não a ausência da capacidade de se vincular. Na verdade, costuma ser o contrário: muitas pessoas com TPB desejam profundamente vínculos e se conectam com facilidade — a dificuldade está em manter esses vínculos estáveis ao longo do tempo, não em criá-los.

    Há um prognóstico favorável. Estudos de acompanhamento de longo prazo mostram que a maioria das pessoas com TPB alcança remissão dos sintomas mais agudos ao longo dos anos, especialmente com tratamento adequado, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT). A capacidade relacional tende a melhorar de forma significativa.

    Em resumo: o TPB descreve dificuldades em sustentar relações estáveis, não uma incapacidade de se relacionar — uma distinção importante para reduzir estigma e abrir espaço para o tratamento.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • O que é o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na visão psiquiátrica ?

    O que é o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na visão psiquiátrica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é, na definição psiquiátrica atual, um transtorno de personalidade caracterizado por um padrão difuso de instabilidade — nas emoções, na autoimagem e nos relacionamentos — acompanhado de impulsividade acentuada. "Padrão difuso" significa que não é algo pontual ou ligado a uma única situação: atravessa várias áreas da vida e tende a se manifestar de forma relativamente consistente ao longo do tempo, em geral começando no início da vida adulta.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • Boa noite! o ansitec pode causar aumento de apetite? pois parei de tomar ele faz pouco tempo e emagr

    Boa noite! o ansitec pode causar aumento de apetite? pois parei de tomar ele faz pouco tempo e emagreci quase 5kg em menos de duas semanas.
    senti uma recaída em questão a depressão pode ser isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    A buspirona (Ansitec) geralmente não causa aumento de apetite; pelo contrário, costuma ser neutra ou até associada à perda de apetite em alguns casos. Por isso, é pouco provável que a parada dela seja a explicação direta para a perda de peso.
    Uma perda de quase 5kg em menos de duas semanas é significativa e merece atenção. A própria recaída depressiva pode reduzir o apetite e causar emagrecimento, então o que você descreve pode estar mais ligado à piora do quadro do que à suspensão do medicamento em si. Vale procurar seu médico logo, tanto para reavaliar o tratamento da depressão quanto para investigar a perda de peso rápida, que sempre merece avaliação clínica.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica.


  • Meu pai toma a mirtazapina tem 30 dias, foi prescrita por um clínico durante uma internação e ele pa

    Meu pai toma a mirtazapina tem 30 dias, foi prescrita por um clínico durante uma internação e ele passou para continuar em casa. Precisa fazer desmame?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    O ponto central é: a decisão de parar ou fazer desmame da mirtazapina deve ser tomada pelo médico que acompanha seu pai, nunca por iniciativa própria em casa.
    De forma geral, antidepressivos não devem ser interrompidos de uma vez. A parada brusca pode causar a chamada síndrome de descontinuação (sintomas passageiros como tontura, náusea, insônia ou irritabilidade). Não é vício — é a reação do organismo à retirada rápida. Por isso, quando se decide suspender, costuma-se reduzir a dose aos poucos.
    Mas há um detalhe importante: 30 dias é um tempo curto. O tratamento de um quadro depressivo geralmente se estende por vários meses após a melhora, para evitar recaída. Ou seja, talvez nem seja o momento de pensar em desmame ainda — isso depende do motivo da prescrição e do quadro do seu pai, que não tenho como avaliar daqui.
    Na prática: manter a dose como prescrita, não mexer por conta própria e agendar um retorno (idealmente com um psiquiatra) para definir por quanto tempo seguir e como será a retirada quando chegar a hora.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • E normal fluoxetina causa queimação no estômago após 22 dias tomando

    E normal fluoxetina causa queimação no estômago após 22 dias tomando

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    A fluoxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina). Como boa parte da serotonina do corpo está no aparelho digestivo, sintomas gastrointestinais — como queimação, náusea, azia ou desconforto no estômago — estão entre os efeitos colaterais mais frequentes, especialmente nas primeiras semanas. Muitas vezes eles tendem a diminuir com o tempo, à medida que o organismo se adapta.

    Ainda assim, há medidas simples que costumam ajudar e que valem a pena conversar com quem prescreveu: tomar o remédio junto com alimento, ajustar o horário, ou, em alguns casos, o médico pode avaliar uma proteção gástrica. Não é recomendável interromper por conta própria por causa do desconforto.

    Vale atenção redobrada se a queimação for intensa, persistente, vier com dor forte, vômitos, fezes escuras ou sinais de sangramento — nesses casos, procure avaliação médica sem demora, pois pode indicar algo além de um efeito colateral leve.

    Como não tenho acesso ao seu histórico nem a outros medicamentos que você use, o ideal é levar essa queixa a quem acompanha seu tratamento para ajustar o que for necessário.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • meu médico passou donaren retard para insonia que já tomo a anos agora acrescentou frontal 0,5 para

    meu médico passou donaren retard para insonia que já tomo a anos agora acrescentou frontal 0,5 para ansiedade e insônia estou com medo de tomar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Ter receio de acrescentar um segundo medicamento — sobretudo um da classe do Frontal — é uma preocupação legítima e mostra cuidado com o próprio tratamento. Um ponto importante: avaliar se essa associação é adequada, por quanto tempo e com quais cuidados exige rever seu histórico, seu quadro de ansiedade e os medicamentos em uso — algo que só um médico de sua confiança pode fazer. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.

    A associação em si é comum na prática clínica. O Donaren Retard tem como princípio ativo a trazodona, usada em dose baixa pelo efeito sedativo e sem risco de dependência. O Frontal é o alprazolam, um benzodiazepínico, que age mais rápido sobre a ansiedade e sobre a dificuldade de iniciar o sono. São mecanismos diferentes, e a combinação não é considerada perigosa em doses habituais — o principal cuidado é a sedação somada, que pode causar sonolência excessiva, tontura ou prejuízo de reflexos, sobretudo se houver consumo de álcool (que deve ser evitado).

    O ponto que realmente merece atenção é outro, e provavelmente é o que motiva seu receio: os benzodiazepínicos como o alprazolam têm potencial de tolerância e dependência com uso prolongado, e a retirada exige redução gradual. Por isso, as diretrizes recomendam o uso pelo menor tempo possível, geralmente como medida de curto prazo enquanto outras estratégias fazem efeito. Vale conversar com seu médico especificamente sobre por quanto tempo ele pretende manter e qual o plano de retirada.

    Sobre a insônia que persiste há anos, mesmo em uso de medicação: vale considerar que a abordagem com melhor respaldo científico para insônia crônica é a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I), frequentemente mais eficaz que o tratamento medicamentoso a longo prazo. Levar esse ponto à consulta pode ser útil.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • E verdade que a quetiapina causa problema nos fígados? faço o uso já uns 8 meses

    E verdade que a quetiapina causa problema nos fígados? faço o uso já uns 8 meses

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Preocupar-se com o efeito de um medicamento sobre o fígado após meses de uso é uma questão sensata, e vale esclarecê-la sem alarmismo. Um ponto importante: avaliar se há alteração hepática no seu caso depende de exame clínico, histórico e exames laboratoriais — algo que só um médico de sua confiança pode conduzir. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.

    A quetiapina pode causar alteração de enzimas hepáticas (as chamadas transaminases, refletidas nos exames como TGO e TGP), em geral discreta, assintomática e transitória, aparecendo mais nas primeiras semanas de uso. Isso não significa lesão do fígado — é uma alteração laboratorial que costuma se normalizar sozinha. Hepatotoxicidade clinicamente relevante, com dano hepático de fato, é rara.

    O que merece mais atenção no uso prolongado é outro aspecto: a quetiapina pode causar ganho de peso e alterações metabólicas (glicemia e colesterol), e isso, com o tempo, se associa à esteatose hepática, a chamada gordura no fígado. Na prática, esse costuma ser o caminho mais relevante de repercussão hepática do que a toxicidade direta.

    Por isso, o acompanhamento recomendado em uso continuado inclui monitorização periódica: peso e circunferência abdominal, glicemia, perfil lipídico e função hepática. Se você usa há oito meses e ainda não fez esses exames, vale levantar isso na próxima avaliação. E procure atendimento sem demora caso surjam icterícia (pele ou olhos amarelados), urina muito escura, dor no lado direito do abdome, náuseas persistentes ou cansaço acentuado.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • Boa noite, toda vez que eu tomo quetiapina me dá azia,e.normal?

    Boa noite, toda vez que eu tomo quetiapina me dá azia,e.normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Sentir azia toda vez que toma a quetiapina é um desconforto que compreensivelmente gera dúvida sobre continuar. Um ponto importante: distinguir o que é efeito adverso da medicação, o que responde a um simples ajuste de horário e o que sugere uma condição gástrica associada exige avaliação individual, com histórico e demais medicações em mãos — algo que só um médico de sua confiança pode fazer. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte.

    Sim, sintomas gastrointestinais podem ocorrer com a quetiapina. Dispepsia (má digestão), azia e desconforto abdominal estão entre os efeitos descritos, embora não sejam os mais frequentes. Também vale considerar que ela pode causar boca seca e alterações de motilidade, o que às vezes contribui para a sensação de refluxo.

    Medidas simples costumam ajudar e podem ser discutidas com quem acompanha o caso: tomar o comprimido junto com um pequeno lanche, evitar deitar imediatamente após a tomada, ajustar o intervalo entre a última refeição e o medicamento. Em alguns casos o médico pode avaliar a necessidade de proteção gástrica ou revisar a dose. O que não convém é interromper a medicação por conta própria por causa do desconforto.

    Vale atenção se a azia for intensa, persistente, ou vier acompanhada de dor forte, vômitos, dificuldade para engolir, fezes escuras ou perda de peso — nesses casos, a avaliação deve ser mais breve, pois pode indicar algo além de efeito colateral.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.


  • Fiz o uso de fluoxetina por 2 dias, duloxetina por 2 dias e na sexta feira tomei o brintellix. Oco

    Fiz o uso de fluoxetina por 2 dias, duloxetina por 2 dias e na sexta feira tomei o brintellix.
    Ocorre que estou tendo confusão mental, letargia e tonturas.
    Pode ser efeito dos remédios? Quanto tempo durará? Pode ter lesionado meu cérebro permanentemente?
    Antes dos remédios não sentia nada disso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Sim, os sintomas que você descreve (confusão mental, letargia e tonturas) podem estar relacionados às trocas recentes de medicação. Mudar entre fluoxetina, duloxetina e vortioxetina (Brintellix) em poucos dias pode gerar esses efeitos, tanto por adaptação a cada droga quanto pela interação entre elas, já que todas atuam sobre a serotonina e a transição rápida pode causar sintomas transitórios.
    É importante ficar atento a um quadro chamado síndrome serotoninérgica, que pode surgir quando medicamentos serotoninérgicos se somam. Sinais de alerta incluem agitação intensa, febre, tremores fortes, rigidez muscular, batimentos cardíacos acelerados e sudorese. Se aparecerem, procure atendimento de urgência imediatamente. Quanto à sua preocupação, esses efeitos costumam ser temporários e reversíveis, e não há indício de que causem lesão cerebral permanente.
    Como você está em fase de ajuste, entre em contato com seu psiquiatra o quanto antes para orientar a conduta, e não tome nenhuma dose adicional por conta própria enquanto isso.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.


  • Estou tomando desvaenefaxina 100mg meu psiquiatra mudou pra 200mg. Me sinto sem ânimo, sonolenta que

    Estou tomando desvenlafaxina 100mg meu psiquiatra mudou pra 200mg. Me sinto sem ânimo, sonolenta quero só ficar quieta. Será que não está adiantando?
    Fico irritada, mal humor tá bem complicado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    Entendido. Vou incluir essa orientação ao final de todas as respostas. Refazendo a última:
    O aumento da desvenlafaxina de 100 para 200mg foi recente, e os sintomas que você descreve (falta de ânimo, sonolência, irritabilidade) podem ter algumas explicações. Logo após aumentar a dose, é comum haver um período de adaptação de uma a duas semanas em que o corpo se ajusta, e sintomas como sonolência e alteração de humor podem aparecer temporariamente antes da melhora.
    Por outro lado, esses sintomas também podem indicar que o medicamento não está controlando bem o quadro, ou ainda que a dose maior não está sendo bem tolerada por você. A irritabilidade e o desânimo persistentes merecem ser comunicados ao seu psiquiatra, pois ele pode avaliar se vale manter, ajustar ou repensar a estratégia. Não interrompa nem mude a dose sozinha, já que a desvenlafaxina pode causar sintomas de retirada se suspensa de forma abrupta.
    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.


  • fui diagnosticado com TOC recentemente, e estou fazendo tratamento e veio dando resultado, só que um

    fui diagnosticado com TOC recentemente, e estou fazendo tratamento e veio dando resultado, só que uma coisa que me deixa desconfortável é quando os pensamentos intrusivos vem quando estou feliz, e nisso passo a ficar triste e com angústia. Queria saber se isso é normal pra quem começou o tratamento recentemente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Elomar Rezende Moura

    quem começou o tratamento recentemente

    09:11
    Sim, isso é comum no TOC e não significa que o tratamento esteja falhando. Os pensamentos intrusivos costumam surgir justamente nos momentos em que você menos espera ou menos quer, inclusive em situações de felicidade, porque a mente os interpreta como ameaçadores e dá a eles um peso emocional grande. Essa reação de tristeza e angústia diante do pensamento é parte do próprio mecanismo do transtorno.

    No início do tratamento, é normal ainda sentir esses episódios, já que a melhora costuma ser gradual. Um ponto central no manejo do TOC é aprender a não dar tanto valor ou luta ao conteúdo do pensamento, deixando-o passar sem se engajar nele, algo que a terapia (especialmente a terapia cognitivo-comportamental com exposição e prevenção de resposta) trabalha de forma específica. Com o tempo e a continuidade do tratamento, esses pensamentos tendem a perder força e a incomodar menos.

    Vale comentar isso com quem acompanha seu tratamento, para reforçar as estratégias diante desses momentos.

    Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um médico de sua confiança para avaliar o seu caso de forma individualizada.


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