Perguntas do paciente (621)
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É comum a trazodona de 50mg de liberação imediata ajudar a iniciar o sono, mas perder o efeito de ma
É comum a trazodona de 50mg de liberação imediata ajudar a iniciar o sono, mas perder o efeito de manutenção após algumas semanas, causando despertares precoces? O que costuma ser feito nesses casos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. A Trazodona é um antidepressivo que, em doses baixas como 50 mg, costuma ser utilizada principalmente pelo seu efeito sedativo, relacionado ao bloqueio de receptores de histamina e serotonina. Ela frequentemente ajuda a iniciar o sono, porém alguns pacientes continuam apresentando despertares precoces ou percebem redução deste efeito ao longo das semanas.
Nem sempre isso significa que a medicação "perdeu o efeito". Em muitos casos, a insônia de manutenção (despertar durante a noite ou muito cedo pela manhã) tem mecanismos diferentes da dificuldade para iniciar o sono e pode exigir outra estratégia terapêutica.
Dependendo do caso, o psiquiatra pode optar por ajustar a dose da Trazodona, modificar o horário de administração, investigar fatores que estejam perpetuando a insônia ou considerar outra medicação, sempre de forma individualizada.
Quando a dificuldade para manter o sono persiste apesar de uma boa resposta inicial, uma reavaliação costuma ser importante para identificar o mecanismo predominante da insônia e definir a abordagem mais adequada.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Uma pessoa pode ter epilepsia mesmo sem nunca ter apresentado sintomas? Como convulsões por exemplo?
Uma pessoa pode ter epilepsia mesmo sem nunca ter apresentado sintomas? Como convulsões por exemplo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende do que se entende por "sintomas". A epilepsia é uma doença caracterizada pela predisposição a apresentar crises epilépticas. Embora muitas pessoas imaginem apenas as convulsões, nem toda crise epiléptica provoca perda da consciência ou movimentos involuntários.
Existem crises que podem se manifestar apenas por breves episódios de "desligamento", alterações da percepção, sensação de déjà vu, alterações do comportamento, movimentos automáticos ou lapsos de memória, podendo passar despercebidas por muitos anos.
Por outro lado, uma pessoa que nunca apresentou qualquer tipo de crise epiléptica, nem sintomas sugestivos, geralmente não é diagnosticada com epilepsia apenas por alterações em exames, como o eletroencefalograma (EEG). O diagnóstico depende da história clínica em conjunto com os achados dos exames.
Quando existe suspeita de epilepsia, uma avaliação detalhada é fundamental para diferenciar crises epilépticas de outras condições neurológicas ou psiquiátricas que podem apresentar sintomas semelhantes.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Quetros 50mg é um bom adjuvante para potencializar efeitos ansiolíticos da venlafaxina na dose de 22
Quetros 50mg é um bom adjuvante para potencializar efeitos ansiolíticos da venlafaxina na dose de 225mg?
e em quanto tempo para observar efeito mais consistente ? além da melhora do sono e do relaxamento q já aparece nos primeiros dias de uso .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A Quetiapina (Quetros®) é frequentemente utilizada como medicação adjuvante (associada a outra medicação) em pacientes que apresentam resposta parcial aos antidepressivos, incluindo a Venlafaxina. Em doses baixas, como 50 mg, ela costuma atuar principalmente reduzindo a hiperativação fisiológica, melhorando o sono e contribuindo para o controle da ansiedade.
Os efeitos sobre o sono e o relaxamento geralmente aparecem nos primeiros dias, enquanto a melhora mais consistente da ansiedade antecipatória, da inquietação e de sintomas como despersonalização e desrealização pode levar alguns dias ou semanas adicionais, variando de acordo com cada paciente.
O fato de você já perceber melhora do sono costuma ser um sinal favorável, mas a resposta ansiolítica plena nem sempre ocorre na mesma velocidade. Além disso, a recuperação dos sintomas de ansiedade costuma ser gradual, sendo comum que alguns sintomas melhorem antes de outros.
Caso a melhora permaneça apenas parcial após um período adequado de tratamento, uma reavaliação permitirá definir se ainda existe espaço para resposta com a dose atual ou se outra estratégia terapêutica poderá trazer maior benefício.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Quem tem bipolaridade ou transtorno esquizoafetivo não pode tomar antidepressivo? No caso, só estabi
Quem tem bipolaridade ou transtorno esquizoafetivo não pode tomar antidepressivo? No caso, só estabilizador de humor?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não necessariamente. O uso de antidepressivos no Transtorno Bipolar e no Transtorno Esquizoafetivo depende da fase da doença, do subtipo do transtorno e das características de cada paciente.
No Transtorno Bipolar, durante episódios depressivos, os antidepressivos podem ser utilizados em alguns casos, porém geralmente em associação com um estabilizador do humor (como o Lítio, Valproato ou Lamotrigina) ou com um antipsicótico atípico. Isto porque, quando utilizados isoladamente, podem aumentar o risco de induzir mania, hipomania ou acelerar a alternância entre episódios em alguns pacientes.
No Transtorno Esquizoafetivo, a estratégia também depende do predomínio dos sintomas. Quando existe um episódio depressivo importante, o psiquiatra pode associar um antidepressivo ao antipsicótico e, em alguns casos, também a um estabilizador do humor.
Portanto, o antidepressivo não é proibido nestas doenças. O mais importante é que sua indicação seja feita de forma criteriosa, considerando os benefícios e os possíveis riscos para cada paciente.
A escolha da combinação mais adequada depende do padrão de evolução da doença, dos episódios anteriores e da resposta aos tratamentos já realizados, aspectos que orientam a individualização da terapêutica.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Já fui diagnosticado com todo tipo de transtorno e já tomei quase todo tipo de remédio e nunca estab
Já fui diagnosticado com todo tipo de transtorno e já tomei quase todo tipo de remédio e nunca estabilizo. O que pode estar acontecendo comigo? Será que devo procurar um neurologista em vez de frequentar um psiquiatra?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa situação merece uma avaliação cuidadosa. Quando uma pessoa recebe diferentes diagnósticos ao longo da vida e apresenta pouca resposta a diversos tratamentos, isso não significa, necessariamente, que ela tenha uma doença neurológica. Em muitos casos, pode indicar que o diagnóstico ainda precisa ser melhor definido, que existem transtornos associados (comorbidades), que houve respostas parciais às medicações ou até fatores clínicos e psicossociais que interferem na evolução.
Também é importante lembrar que alguns transtornos psiquiátricos podem apresentar sintomas semelhantes entre si, como Transtorno Bipolar, Transtorno de Personalidade Borderline, TDAH, transtornos de ansiedade e Transtorno do Espectro Autista, tornando o diagnóstico mais desafiador.
A avaliação por um neurologista pode ser indicada quando existem sinais sugestivos de uma doença neurológica, como crises epilépticas, alterações progressivas da memória, déficits neurológicos, movimentos involuntários ou alterações em exames. Entretanto, na ausência destes sinais, a investigação costuma permanecer no âmbito da Psiquiatria.
Quando o tratamento não evolui como esperado, uma revisão diagnóstica completa, analisando toda a história clínica desde o início dos sintomas, muitas vezes é mais importante do que apenas trocar medicações. Essa reavaliação frequentemente permite compreender melhor o quadro e direcionar um tratamento mais individualizado.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Qual a principal diferença entre o carbonato de lítio e o carbolitium CR? Qual dos dois é mais forte
Qual a principal diferença entre o carbonato de lítio e o carbolitium CR? Qual dos dois é mais forte ou mais potente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A principal diferença entre o Carbonato de Lítio convencional e o Carbolitium CR está na forma de liberação da medicação. O Carbolitium CR é uma formulação de liberação controlada, desenvolvida para liberar o lítio de maneira mais lenta e gradual ao longo do dia, proporcionando concentrações sanguíneas mais estáveis.
Em relação à potência, um não é mais forte que o outro. Ambos contêm o mesmo princípio ativo (Carbonato de Lítio) e, quando utilizados em doses equivalentes, apresentam a mesma eficácia terapêutica. O objetivo da formulação CR não é aumentar o efeito, mas melhorar a tolerabilidade, reduzindo picos de concentração que podem favorecer efeitos adversos, como tremores, náuseas e desconforto gastrointestinal, em alguns pacientes.
A escolha entre a formulação convencional e a de liberação controlada depende da resposta clínica, da tolerabilidade, da litemia (concentração de lítio no sangue) e da preferência pelo esquema de administração.
Quando há necessidade de trocar de uma formulação para outra, é importante reavaliar a resposta clínica e, em alguns casos, repetir a litemia para confirmar que a concentração sanguínea permaneceu dentro da faixa terapêutica.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estava tomando 1200mg de carbonato de lítio mas minha litemia deu muito baixa, então meu psiquiatra
Estava tomando 1200mg de carbonato de lítio mas minha litemia deu muito baixa, então meu psiquiatra trocou pelo carbolitium CR 900mg. Minha pergunta é não se trata do mesmo medicamento? Ou tem alguma diferença entre eles? O carbolitium CR é superior ao carbonato de lítio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na verdade, trata-se do mesmo princípio ativo: Carbonato de Lítio. A principal diferença é que o Carbolitium CR é uma formulação de liberação controlada (CR = Controlled Release), liberando o lítio de forma mais lenta e gradual ao longo do dia, enquanto o Carbonato de Lítio convencional é absorvido mais rapidamente.
Por este motivo, o Carbolitium CR pode proporcionar concentrações sanguíneas mais estáveis e, em alguns pacientes, melhor tolerabilidade, com menor ocorrência de efeitos adversos relacionados aos picos de concentração, como náuseas e tremores. Entretanto, ele não é considerado mais potente nem superior ao Carbonato de Lítio convencional.
No seu caso, o fato da litemia ter permanecido baixa mesmo utilizando 1200 mg pode ter levado seu psiquiatra a optar pela formulação CR, buscando uma absorção e manutenção mais estáveis da concentração do medicamento. Ainda assim, será importante repetir a litemia após a troca para verificar se a concentração sanguínea atingiu a faixa terapêutica desejada.
A escolha entre as duas formulações depende da resposta clínica, da litemia e da tolerabilidade, sendo individualizada para cada paciente.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou tomando sertralina há um tempo, mas qnd tomo da geolab eu sinto menos eficácia. É normal?
Estou tomando sertralina há um tempo, mas qnd tomo da geolab eu sinto menos eficácia. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. Os medicamentos genéricos devem demonstrar bioequivalência em relação ao medicamento de referência, ou seja, atingir concentrações semelhantes no organismo e apresentar eficácia e segurança comparáveis. No entanto, existe uma faixa de variação permitida nesses estudos, além de diferenças nos excipientes (substâncias que compõem o comprimido além do princípio ativo).
Embora a maioria das pessoas não perceba diferença ao trocar entre fabricantes, alguns pacientes relatam mudanças na resposta clínica ou nos efeitos adversos ao utilizar determinadas marcas ou genéricos. Nesses casos, nem sempre é possível afirmar que a diferença seja causada exclusivamente pelo medicamento, pois a própria evolução da doença e outros fatores também podem influenciar.
Se você percebe repetidamente uma piora sempre que utiliza a Sertralina de um determinado fabricante e melhora ao retornar à formulação anterior, vale a pena relatar isso ao seu psiquiatra. Em alguns pacientes, manter sempre o mesmo fabricante pode contribuir para uma maior estabilidade do tratamento.
Quando essa percepção é consistente ao longo do tempo, uma reavaliação da estratégia terapêutica pode ajudar a identificar se a resposta está realmente relacionada à formulação utilizada ou a outros fatores que estejam interferindo no tratamento.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Por que o Anafranil não fabrica mais? Ele era um medicamento maravilhoso.
Por que o Anafranil não fabrica mais? Ele era um medicamento maravilhoso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Anafranil® (clomipramina) continua sendo um medicamento muito valorizado na Psiquiatria, especialmente no tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), do Transtorno do Pânico e de alguns casos de depressão. Muitos pacientes realmente apresentam excelente resposta a essa medicação.
Se você está tendo dificuldade para encontrá-lo, isso não significa necessariamente que ele tenha deixado de ser fabricado. Em alguns períodos podem ocorrer descontinuações temporárias, problemas de distribuição ou decisões comerciais do fabricante que levam à falta do medicamento em determinadas regiões.
Do ponto de vista da eficácia, a Clomipramina continua sendo considerada um dos antidepressivos mais eficazes para o TOC, embora seu uso possa ser limitado por uma maior frequência de efeitos adversos, como boca seca, constipação, sonolência e alterações cardiovasculares, quando comparada aos antidepressivos mais modernos.
Caso o medicamento não esteja disponível, existem alternativas terapêuticas, mas a substituição deve ser feita de forma planejada, pois nem sempre outro antidepressivo produzirá a mesma resposta clínica em um determinado paciente.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Boa tarde estou tomando sertralina a 1 mês e 4 dias ! Nesse primeiro mês estava tomando sertralina
Boa tarde estou tomando sertralina a 1 mês e 4 dias ! Nesse primeiro mês estava tomando sertralina de 50 mg do laboratório tolrest agora entrando nesse segundo mês estou tomando do laboratório Zoloft 50mg as crises de ansiedade e de pânico passaram ! Só estou sentindo sensação de olhos pesados parecendo que acabou de acordar ! E cansaço e normal esse efeito já que tem 1 mês ? O médico me passou ansitec de 5 mg na minha segunda consulta será que o ancitec ajuda a combater esse cansaço nos olhos ? E sono vontade de ficar deitado ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível. A Sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina) e, embora muitas pessoas apresentem melhora da ansiedade nas primeiras semanas, alguns efeitos adversos, como sonolência, sensação de olhos pesados, fadiga e diminuição da disposição, podem persistir por um período maior em alguns pacientes.
O fato de suas crises de ansiedade e pânico terem melhorado é um bom indicativo de resposta ao tratamento. A troca do genérico para o Zoloft®, por si só, não costuma justificar o aparecimento destes sintomas, embora alguns pacientes relatem diferenças individuais entre formulações.
A Buspirona (Ansitec®) é um ansiolítico que atua de forma diferente dos benzodiazepínicos e costuma ser utilizada como tratamento complementar da ansiedade. Ela não tem como objetivo combater a sonolência ou o cansaço causados pela Sertralina e, na maioria dos casos, também não exerce efeito estimulante.
Como você já apresentou melhora importante da ansiedade, mas ainda permanece com fadiga e sensação de olhos pesados após um mês de tratamento, uma reavaliação poderá esclarecer se estes sintomas ainda fazem parte da adaptação à medicação ou se existe necessidade de algum ajuste no esquema terapêutico.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Meu pai e diagnósticado com transtorno dde bordeline, mas ele não aceita a anos que ele tem algo, e
Meu pai e diagnósticado com transtorno dde bordeline, mas ele não aceita a anos que ele tem algo, e não quer ir a um especialista. Nem remédios, ele fala que não funciona mas com ele. No caso ele fica muito agressivo, inventa coisas que não acontecerem, uma situação minina ele aumenta muito, não sei mas oque fazer, pois está prejudicando nossa família, e ele não aceita que ninguem vai embora, ele mobiliza a gente dizendo que vai cometer suicídio. Eu marcando com algum especialista, eles podem me passar algum medicamento que eu oferte a ele?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a angústia da sua família. Situações como essa costumam gerar grande sofrimento para todos os envolvidos.
Infelizmente, um médico não pode prescrever uma medicação para um paciente sem avaliá-lo diretamente. Além disso, no Transtorno de Personalidade Borderline, o tratamento não se baseia apenas em medicamentos. A psicoterapia é considerada uma das principais abordagens, e as medicações são utilizadas para controlar sintomas específicos, como impulsividade, agressividade, ansiedade ou alterações do humor, quando indicadas.
Quando a pessoa não reconhece que está doente e se recusa a procurar ajuda, o caminho costuma ser mais difícil. Nesses casos, muitas vezes é útil que os familiares procurem orientação com um psiquiatra ou psicólogo, mesmo que o paciente não aceite ir inicialmente. A família pode receber orientações sobre como lidar com as crises, estabelecer limites e aumentar as chances de adesão ao tratamento.
Em relação às ameaças de suicídio, elas devem ser sempre levadas a sério. Se houver risco iminente de que ele possa colocar a própria vida em perigo, é importante procurar imediatamente um serviço de urgência ou acionar o SAMU (192).
Uma avaliação especializada da dinâmica familiar e do comportamento do seu pai poderá orientar a melhor estratégia para envolvê-lo no tratamento, mesmo quando inicialmente ele não reconhece a necessidade de ajuda.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Tomo paroxetina há 30 anos pela manhã. Há 24 dias, a psiquiatra mudou o horário para a tarde devido
Tomo paroxetina há 30 anos pela manhã. Há 24 dias, a psiquiatra mudou o horário para a tarde devido a sonolência. Desde então, sinto ansiedade extrema e depressão grave (como se o remédio fosse água). Acordo às 2h da manhã com sintomas fortes de abstinência. Além disso, tentei reduzir o Rivotril de 10 para 8 gotas (com quetiapina 25mg à noite) e piorei muito. Essa piora na madrugada é pela mudança de horário da paroxetina ou o remédio pode ter perdido a eficácia aos 60 anos? Como estabilizar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Paroxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina) e possui meia-vida relativamente curta. Por isso, algumas pessoas podem apresentar sintomas de descontinuação (abstinência), como ansiedade intensa, irritabilidade, insônia e sensação de mal-estar, quando ocorre uma redução importante da concentração da medicação no organismo.
A simples mudança do horário da manhã para a tarde, após 30 anos de uso contínuo, pode ter sido suficiente para desencadear sintomas em pacientes mais sensíveis. Além disso, a redução do Clonazepam (Rivotril®), mesmo que pequena, também pode contribuir para aumento da ansiedade e da insônia, tornando difícil atribuir a piora a apenas um fator.
A perda de eficácia do antidepressivo após muitos anos de uso (o chamado "poop-out" ou taquifilaxia) também é uma possibilidade, mas não costuma ser a primeira hipótese quando existe uma mudança recente na medicação ou na dose de um benzodiazepínico.
Como houve uma alteração simultânea do horário da Paroxetina e da dose do Clonazepam, o mais importante será identificar qual destes fatores está contribuindo mais para os sintomas, antes de concluir que o antidepressivo perdeu o efeito. Esta diferenciação é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?
Estou no 14 dias do escitalopram ainda amanheci com enjôo e um pouco de tontura isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível. O Escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina), e náuseas, enjoo, tontura e desconforto gastrointestinal estão entre os efeitos adversos mais comuns nas primeiras semanas de tratamento.
Embora muitos pacientes apresentem melhora desses sintomas já na primeira semana, algumas pessoas podem permanecer em fase de adaptação por duas a quatro semanas. O fato de você estar no 14º dia ainda é compatível com esse período de adaptação.
Entretanto, é importante observar se os sintomas estão diminuindo gradualmente ou se estão se intensificando. Caso o enjoo e a tontura sejam muito intensos, persistam por mais algumas semanas ou venham acompanhados de outros sintomas importantes, será necessária uma reavaliação para verificar se estão relacionados à medicação ou se existe outra causa.
Como você ainda está no início do tratamento, a evolução dos sintomas nos próximos dias ajudará a definir se eles fazem parte da adaptação esperada ou se será necessário algum ajuste na estratégia terapêutica.
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Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Hoje minha mãe tomou o venlift OD 150mg pela primeira vez e ela perdeu a vontade de urinar e tem pou
Hoje minha mãe tomou o venlift OD 150mg pela primeira vez e ela perdeu a vontade de urinar e tem pouco apetite.Pode ser efeito colateral do medicamento ou não?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível. O Venlift OD (Venlafaxina de liberação prolongada) é um antidepressivo da classe dos ISRSN (Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina). Principalmente no início do tratamento, podem surgir efeitos adversos como diminuição do apetite, náuseas, boca seca e, menos frequentemente, dificuldade para urinar ou redução da vontade de urinar.
Entretanto, a dificuldade para urinar merece atenção. Embora possa estar relacionada ao efeito da medicação sobre o sistema nervoso, também pode indicar retenção urinária, um efeito adverso menos comum que deve ser comunicado ao médico, principalmente se houver dor, distensão da bexiga ou incapacidade de urinar.
Como foi a primeira dose, ainda é cedo para saber se estes sintomas serão apenas transitórios. Muitos efeitos adversos diminuem ao longo dos primeiros dias ou semanas de tratamento, à medida que o organismo se adapta à medicação.
Se a dificuldade para urinar persistir, piorar ou ela ficar muitas horas sem conseguir urinar, é importante procurar atendimento médico sem demora. Uma reavaliação permitirá definir se estes sintomas fazem parte da adaptação esperada ou se será necessário ajustar o tratamento.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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A vitamina vivament ajuda na falta de foco e concentração calsada pelo surto? e quantas semanas apó
A vitamina vivament ajuda na falta de foco e concentração calsada pelo surto? e quantas semanas após da início melhora ??
Alguns.paciente que usaram melhoram?
Meu médico passou para eu tomar só que esqueci de pergunta a ele.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Vivament® é um suplemento vitamínico e sua eficácia depende da causa da falta de foco e concentração. Se estes sintomas estiverem relacionados a uma deficiência de vitaminas, ele pode trazer benefícios. Entretanto, quando a dificuldade de concentração é consequência de um surto psiquiátrico ou faz parte da recuperação da doença, as vitaminas, isoladamente, costumam ter um efeito limitado.
Também é importante lembrar que, após um surto, é comum que atenção, memória e concentração levem semanas ou até alguns meses para se recuperarem gradualmente, mesmo com o tratamento adequado.
Não existe um prazo definido para que o Vivament comece a fazer efeito, pois isso varia conforme a indicação e as características de cada paciente. Da mesma forma, algumas pessoas percebem melhora, enquanto outras não apresentam mudanças significativas.
Como seu médico prescreveu o suplemento, provavelmente levou em consideração aspectos específicos do seu caso. A evolução da concentração nas próximas semanas ajudará a esclarecer quanto desses sintomas faz parte da recuperação do surto e quanto pode responder às medidas propostas no tratamento.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para t
Olá. Estou há 4 dias com Sertralina de 75mg, antes estava com 50mg. Minha psiquiatra aumentou para tratarmos o TOC (pensamentos obsessivos), não estou com efeitos colaterais como náuseas e dor de cabeça, porém notei grande aumento na disposição (para faxina, organização e demais atividades), mas consigo descansar a noite e dormir muito bem (desde o início do tratamento com a de 50mg).
Gostaria de saber se é comum esse "UP" de disposição nos primeiros dias e se isso vai se regulando com o passar dos dias/semanas? Ou se isto pode ser algo "natural" meu e está mais evidente pois estou mais em alerta comigo mesma?
Pergunto pois sinto que é uma disposição muito maior e enérgica do que me lembro de ter naturalmente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. A Sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina) e, nas primeiras semanas ou após um aumento de dose, alguns pacientes relatam uma sensação de maior energia, disposição e iniciativa antes mesmo da melhora completa dos pensamentos obsessivos.
Na maioria dos casos, esse aumento da disposição tende a se estabilizar ao longo das próximas semanas, à medida que o organismo se adapta à nova dose. O fato de você não estar apresentando náuseas, dor de cabeça, insônia ou outros efeitos adversos também é um sinal favorável.
Entretanto, é importante diferenciar um aumento saudável da disposição de sintomas de ativação excessiva. Se, além da energia aumentada, surgirem redução importante da necessidade de sono, aceleração do pensamento, impulsividade, euforia incomum ou comportamentos diferentes do seu habitual, isso merece ser comunicado à sua psiquiatra, pois pode indicar uma resposta diferente da esperada ao tratamento.
Pelo seu relato, como você continua dormindo bem e a disposição está direcionada para atividades organizadas do dia a dia, a tendência é que isso represente uma adaptação favorável à nova dose. A evolução nas próximas semanas permitirá confirmar se esse padrão se mantém ou se haverá necessidade de algum ajuste no tratamento.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Olá pessoa, tudo bem? Gostaria de tirar uma duvida conquanto ao medicamento Atentah. Estou usando a
Olá pessoa, tudo bem? Gostaria de tirar uma duvida conquanto ao medicamento Atentah. Estou usando a aproximadamente um mês onde comecei com 18mg e a cada 6 dias subia mais 18mg (assim entre 36, 54, 72) e nessa semana cheguei na dose indicada de 80mg. Desde que entrei na dosagem mais alta, tenho me sentido mais ansioso e "vulnerável", um sentimento de perda de controle mesmo. Tenho TEA e TDAH, e comecei essa medicação justamente porque não consigo manter o foco nas atividades... Além dele tomo Escitalopram 15mg... Minha pergunta é se essa ansiedade e sentimentos de vulnerabilidade/instabilidade são comuns durante a adaptação na dosagem de 80mg em casos como o meu... É algo que tem me deixado muito mal e pensativo... Podem me ajudar? Obrigado a todos!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. O Atentah® (Atomoxetina) é uma medicação utilizada no tratamento do TDAH que atua aumentando a disponibilidade de noradrenalina no sistema nervoso central. Durante o início do tratamento ou após aumentos de dose, alguns pacientes podem apresentar aumento transitório da ansiedade, inquietação, sensação de vulnerabilidade, irritabilidade ou impressão de perda de controle.
Como você descreve que os sintomas surgiram após atingir a dose de 80 mg, é possível que estejam relacionados ao processo de adaptação à nova dose. Em muitos pacientes, esses sintomas tendem a diminuir ao longo das primeiras semanas, à medida que o organismo se adapta ao medicamento.
Também é importante considerar que pessoas com TEA podem apresentar maior sensibilidade às mudanças de medicação, e a associação com o Escitalopram não costuma impedir completamente esse período de adaptação.
Entretanto, se a ansiedade estiver muito intensa, piorando progressivamente ou comprometendo seu funcionamento, não é recomendável aguardar por conta própria. Nessa situação, uma reavaliação permitirá verificar se os sintomas fazem parte da adaptação esperada ou se será necessário ajustar a dose ou a estratégia terapêutica.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Meu pai tem 64 anos , ele está em uma depressão severa. Tomou varios medicamentos e não estava evol
Meu pai tem 64 anos , ele está em uma depressão severa.
Tomou varios medicamentos e não estava evoluindo , precisou ser internado e começou a ter uma melhoria.
Está tomando divalproato de sodio de 500 mg e olanzapina de 10 mg a noite.
E pela manhã Setralina metade comprimido 50 mg a 12 dias e recentemente o comprimido completo 4 dias.
O medico mandou aumentar para 2 comprimidos de 50 mg apartir de de segunda agora 2 comprimidos de 50 mg.
Ter confusões mentais , pensamentos desconexos da realidade ainda é normal ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer, mas depende da causa desses sintomas. Em um quadro de depressão grave, principalmente quando há sintomas psicóticos (como ideias falsas ou perda do contato com a realidade), a melhora costuma ser gradual. É comum observar melhora do sono, do apetite e da disposição antes da recuperação completa do pensamento e da percepção da realidade.
A Sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina) e ainda está em fase inicial de tratamento. Após apenas 16 dias de uso (12 dias com 25 mg e 4 dias com 50 mg), é esperado que seu efeito ainda não tenha se estabelecido plenamente. O aumento para 100 mg pode ser necessário para atingir uma resposta terapêutica mais consistente, caso essa tenha sido a estratégia definida pelo psiquiatra.
Por outro lado, se as confusões mentais ou os pensamentos desconexos estiverem se intensificando, ou surgirem agitação importante, alucinações ou comportamentos de risco, isso merece uma reavaliação imediata, pois pode indicar necessidade de ajustes no tratamento.
Como seu pai já apresentou melhora após a internação, a evolução nas próximas semanas será importante para avaliar se os sintomas residuais continuarão regredindo ou se será necessário modificar a estratégia terapêutica.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou tomando fluvoxamina 100mg do laboratório Biolab, mas o mesmo medicamento do laboratório Althai
Estou tomando fluvoxamina 100mg do laboratório Biolab, mas o mesmo medicamento do laboratório Althaia está com um bom desconto. Terá diferença no tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em princípio, não. Os medicamentos genéricos e similares aprovados pela ANVISA devem demonstrar bioequivalência em relação ao medicamento de referência, ou seja, atingir concentrações semelhantes no organismo e apresentar eficácia e segurança comparáveis.
Entretanto, alguns pacientes relatam perceber diferenças ao trocar entre fabricantes. Isso pode estar relacionado aos excipientes (substâncias que compõem o comprimido além do princípio ativo), à sensibilidade individual ou até à própria evolução da doença, não significando necessariamente que um laboratório seja melhor do que outro.
Se você está estável utilizando a Fluvoxamina da Biolab, a troca para a Althaia tende a ocorrer sem problemas na maioria dos casos. Ainda assim, caso perceba mudança consistente na eficácia ou no aparecimento de efeitos adversos após a substituição, vale a pena comunicar ao seu psiquiatra. Em alguns pacientes, manter sempre o mesmo fabricante pode contribuir para uma maior estabilidade do tratamento.
Quando essa percepção se repete de forma consistente, uma reavaliação permitirá identificar se as mudanças estão realmente relacionadas à formulação utilizada ou se existem outros fatores interferindo na resposta ao tratamento.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Faço tratamento com Escitalopram 15 mg, Fluvoxamina 50 mg, Alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia e La
Faço tratamento com Escitalopram 15 mg, Fluvoxamina 50 mg, Alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia e Lamotrigina 50 mg. Porém, como estou em tratamento de gastrite e tenho muitas náuseas, preciso recorrer com frequência a medicamentos antieméticos, até mesmo porque tenho grave fobia de vômito. Entretanto, li que não é recomendado o uso de Dramin associado às medicações que uso por causar excesso de sonolência e outros eventuais sintomas mais sérios e que a ondansetrona é contraindicada devido ao risco de síndrome serotoninérgica com o escitalopram e a fluvoxamina. Considerando que não posso fazer uso de bromoprida e metoclopramida por reações graves que já tive, o que seria mais indicado no meu caso? Será que tomar o Dramin em casos de urgência poderia gerar reações graves?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O seu caso realmente exige cautela, pois algumas das medicações que você utiliza podem interagir entre si ou com antieméticos.
O Dramin® (dimenidrinato) não costuma apresentar uma interação grave com o Escitalopram, a Fluvoxamina, a Lamotrigina ou o Alprazolam. O principal risco é a potencialização da sonolência, da lentificação dos reflexos e da sedação, especialmente quando associado ao Alprazolam. Em uso ocasional, para controle de uma crise de náusea, geralmente é bem tolerado pela maioria dos pacientes, desde que sejam observados os cuidados com atividades que exijam atenção, como dirigir.
Em relação à Ondansetrona, embora exista um alerta teórico sobre aumento do risco de síndrome serotoninérgica quando associada a antidepressivos serotoninérgicos, esse evento é considerado raro na prática clínica. Ainda assim, como você faz uso concomitante de Escitalopram e Fluvoxamina, a decisão deve ser individualizada.
Como você relata reações importantes à Metoclopramida e à Bromoprida, a escolha do antiemético passa a depender da causa das náuseas, da frequência dos sintomas e do perfil de interações medicamentosas.
Nessas situações, uma reavaliação do tratamento costuma ser a melhor estratégia, pois muitas vezes é possível controlar as náuseas ajustando a medicação psiquiátrica ou escolhendo um antiemético mais adequado ao conjunto de medicamentos que você utiliza.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Perguntas frequentes
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Olá!! Faz 4 dias que fiz duas restaurações profundas nos dentes 14 e 15, estou tomando remedio, mas
Olá! É possível que uma restauração profunda cause uma sensibilidade ou dor…