Perguntas do paciente (103)
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Estou a mais de 20 dias tendo crises de ansiedade diárias, me receitaram a fluoxetina, sinto um gost
Estou a mais de 20 dias tendo crises de ansiedade diárias, me receitaram a fluoxetina, sinto um gosto ruim na boca e muita saliva, pode ser efeito da medicação ou da ansiedade/ estresse? Eu também não estou conseguindo me alimentar direito, não sei se influencia
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fluoxetina pode, sim, causar gosto ruim na boca e aumento da salivação, especialmente nas primeiras semanas de uso. Esses efeitos costumam ser transitórios e tendem a diminuir conforme o organismo se adapta ao medicamento.
Por outro lado, ansiedade intensa e estresse prolongado também podem provocar sintomas físicos semelhantes, incluindo alteração do paladar, sensação de boca estranha, excesso ou ressecamento de saliva, náusea e dificuldade para se alimentar. O fato de você estar há mais de 20 dias com crises diárias de ansiedade e comendo pouco pode potencializar ainda mais essas sensações.
A dificuldade para se alimentar pode influenciar, sim, tanto nos sintomas físicos quanto na tolerância à medicação, já que jejum prolongado e irritação gástrica costumam piorar desconfortos orais e gastrointestinais.
Em geral, se os sintomas forem leves a moderados, vale observar por mais alguns dias. Caso estejam muito intensos, persistentes ou causem prejuízo importante, é fundamental conversar com o médico que prescreveu a fluoxetina para avaliar ajuste de dose, tempo de adaptação ou, se necessário, troca do medicamento. Espero ter ajudado, um abraço!
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Quais medicamentos podem causar pensamentos ruminantes, ansiedade e depressão? Tomo 5mg de zolpidem
Quais medicamentos podem causar pensamentos ruminantes, ansiedade e depressão? Tomo 5mg de zolpidem a quase 5 anos. Segundo o médico no qual eu fui, falou que minha ansiedade generalizada e depressão, tem haver com o uso desse medicamento, como não consigo dormir, pode ser substituído por tipo alprazolam ou clonazepam? Ele até entrou com a mirtazapina 15mg mas não consigo dormir se não for junto com a dose de zolpidem.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Alguns medicamentos podem estar associados a ansiedade, pensamentos ruminantes e sintomas depressivos, especialmente quando usados por longos períodos. Entre eles estão hipnóticos como o zolpidem, benzodiazepínicos, corticosteroides, estimulantes e alguns hormônios.
O uso crônico de zolpidem pode levar a tolerância, dependência e piora da qualidade do sono, além de ansiedade, irritabilidade e alterações do humor durante o dia. Por isso, é plausível que ele esteja contribuindo para seus sintomas, como apontado pelo seu médico.
Substituir zolpidem por alprazolam ou clonazepam geralmente não é recomendado, pois esses medicamentos também causam dependência e podem piorar ansiedade e sono a longo prazo. A mirtazapina é uma opção adequada para tratar insônia associada à ansiedade e depressão, mas a retirada do zolpidem costuma precisar ser gradual, com acompanhamento médico. Espero ter ajudado, um abraço!
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Diagnostico recente de tab II, antes esc 20mg há 1 ano e meio, ao descobrir a doença foi incluído o
Diagnostico recente de tab II, antes esc 20mg há 1 ano e meio, ao descobrir a doença foi incluído o lítio 600mg o esc foi desmamado em 2 semanas, senti tontura, naúseas e depois foi preenchido por grande angustia, vazio e pensamentos suicidas impulsionado pelo sofrimento.
Percepção de que o desmame tenha sido feito de forma abrupta sem tempo pra ação do lítio. Agora considerando que estou sofrimento e tenho ansiedade moderada/alta vale a pena pedir para voltar ao esc enquanto as coisas se organizam?
Atualmente litio 900mg, lamotrigina 25mg, quetiapina 25 mgRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em pacientes com transtorno bipolar tipo II, a retirada de antidepressivos como o escitalopram pode, sim, provocar sintomas de descontinuação (tontura, náuseas, angústia intensa, sensação de vazio) e piora abrupta do sofrimento psíquico, especialmente quando feita de forma rápida. Além disso, o lítio costuma levar algumas semanas para exercer efeito pleno, o que pode ter contribuído para esse período de desorganização emocional.
Apesar do sofrimento atual, reintroduzir o escitalopram nem sempre é a melhor estratégia no TAB II, pois antidepressivos podem aumentar instabilidade do humor e risco de ciclagem, mesmo com estabilizadores. Em geral, a conduta preferencial é otimizar o tratamento estabilizador (lítio em nível terapêutico, titulação adequada da lamotrigina e ajuste da quetiapina) antes de considerar antidepressivos. Em situações específicas, o uso temporário de antidepressivo pode ser avaliado, mas apenas com acompanhamento psiquiátrico próximo e critérios claros.
Diante de ansiedade elevada e ideação suicida, é fundamental reavaliação o quanto antes para ajuste do esquema e monitoramento de segurança. Espero ter ajudado, um abraço!
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oi, estou tomando escitalopram, comecei com 10mg e vim pra 5mg pq me deu alguns efeitos e piorou min
oi, estou tomando escitalopram, comecei com 10mg e vim pra 5mg pq me deu alguns efeitos e piorou minha ansiedade. Já tomei esse remédio meses atrás e não me deu nada, na vdd me ajudou, e agr que tive efeitos me assustou. Enfim, um dos efeitos foi insônia, fico tremendo de frio e com palpitação, fora que tenho refluxo, difícil relaxar. Me passaram junto o trazodona 50 mg, que eu também já tomei no passado e tbm funcionou, só que agora tô com medo de tomar e ter a sindrome serotoninérgica. (ja falei pro psiquiatra, ele mandou eu tomar ainda assim) O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O escitalopram pode, principalmente no início ou após reinício, aumentar transitoriamente a ansiedade, causar insônia, tremores, palpitações e desconforto gastrointestinal. Isso não significa que o medicamento “não vá funcionar”, e sim que seu organismo pode estar reagindo de forma diferente desta vez, algo relativamente comum. A redução para 5 mg costuma ser uma estratégia adequada para melhorar a tolerabilidade.
A associação de escitalopram com trazodona, em doses usuais (como 50 mg à noite), é amplamente utilizada na prática clínica e tem risco muito baixo de síndrome serotoninérgica, especialmente quando comparada a combinações de antidepressivos em altas doses. A síndrome serotoninérgica é rara, geralmente envolve sintomas mais graves (confusão, febre, rigidez muscular importante) e não costuma ocorrer apenas com essa combinação nas doses prescritas.
Evitar a trazodona por medo pode acabar perpetuando a insônia e a ansiedade. Como seu psiquiatra já orientou o uso, a conduta mais segura é seguir a prescrição, monitorar os sintomas e manter contato com o médico caso algo diferente do esperado ocorra. Espero ter ajudado, um abraço!
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Início tratamento TAB II com litio 900mg 2 meses e lamotrigina 25mg há 1 semana. Antes ansitec 20mg
Início tratamento TAB II com litio 900mg 2 meses e lamotrigina 25mg há 1 semana.
Antes ansitec 20mg e esc 20mg controlava super bem a ansiedade, mas gerava crises. Foi realizado o desmame e desde então estou em sofrimento com a ansiedade. A lamotrigina entrou, pois estou deprimida mas vi que para ansiedade não é o foco, quando chegar na dose ajustada dos dois isso vai normalizar? Ou é necessário tratar a ansiedade e tab isoladamente?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No transtorno bipolar tipo II, é comum que a retirada de antidepressivos e ansiolíticos que “seguravam” a ansiedade provoque um período de recrudescimento ansioso, especialmente enquanto os estabilizadores ainda não atingiram doses e tempo de ação adequados. O lítio costuma levar algumas semanas para estabilizar plenamente o humor, e a lamotrigina está em fase inicial, com efeito antidepressivo que só aparece após titulação gradual.
A lamotrigina não é uma medicação voltada diretamente para ansiedade, mas ao melhorar a depressão e reduzir instabilidade do humor, a ansiedade tende a diminuir indiretamente em muitos casos. Ainda assim, nem sempre isso é suficiente. Em pacientes com TAB II e ansiedade significativa, muitas vezes é necessário manejar a ansiedade de forma específica, com estratégias farmacológicas seguras para o transtorno bipolar e intervenções psicoterápicas.
Portanto, parte da ansiedade pode melhorar com o ajuste adequado do lítio e da lamotrigina, mas não é incomum precisar tratar o TAB e a ansiedade de forma complementar, sempre com acompanhamento psiquiátrico próximo. Espero ter ajudado, um abraço!
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30 anos. Desde a infância com depressão recorrente, toc e tricotilomania. Há 30 dias procurei um med
30 anos. Desde a infância com depressão recorrente, toc e tricotilomania. Há 30 dias procurei um medico pela primeira vez e iniciei um tratamento. Ele me passou clomipramina 25mg e carbolitio 450. Por ser um médico indicado e bastante caro ( às vezes achamos que preço é qualidade), iniciei sem questionamentos. Ontem contatei o doutor para passar o histórico desse um mês de tratamento e também para pegar nova receita. Na breve conversa eu relatei que estava com muitos tremores na mão, sudorese e oleosidade na pele. Ele apenas falou 'ok. Vou te dar outra receita e quando ela vencer eu preciso te ver pra avaliar". Nao perguntou sobre os sintomas etc. Diante disso eu fui atrás de outro médico pelo plano de saúde, e ontem mesmo ele me atendeu em teleconsulta. Ele foi super ética e tentou nao interferir na indicação do outro médico, mas diferente dele esse me passou exame de litemia e outros exames. Me explicou como o litio funciona e me orientou a seguir o que o médico anterior passou, mas que se o suor excessivo e a tremedeira persistirem, é para eu largar e esperar o resultado do exame. Eu fiz certo em procurar outra opinião?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, você fez absolutamente certo em procurar uma segunda opinião, e isso não é falta de confiança, ingratidão ou “trocar de médico por qualquer coisa”. É cuidado com a própria saúde.
Quando uma pessoa inicia um tratamento psiquiátrico, especialmente com medicações como lítio e clomipramina, é esperado que haja acompanhamento próximo, escuta ativa dos efeitos colaterais e, no caso do lítio, monitorização laboratorial obrigatória (como a litemia). Tremores, sudorese excessiva e alterações corporais não são detalhes irrelevantes — são sinais que precisam ser avaliados, contextualizados e explicados ao paciente.
Buscar outro profissional, ouvir uma explicação clara, receber orientação sobre exames e entender o que está sendo usado não invalida o primeiro tratamento. Pelo contrário: aumenta a segurança. O segundo médico agiu de forma ética, respeitosa e técnica, sem “desautorizar” o colega, mas garantindo que você tivesse informação e proteção.
Outro ponto importante: preço não é sinônimo de qualidade. Um bom atendimento em saúde mental envolve escuta, vínculo, clareza e acompanhamento, não apenas prescrição.
Psiquiatria não é só passar receita. É acompanhar, explicar, ajustar e cuidar.
E o paciente tem todo o direito de perguntar, entender e, sim, buscar outra opinião quando algo não parece certo.
Cuidar da saúde mental também é aprender a se colocar como parte ativa do tratamento. Você fez isso. E fez bem.
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Boa tarde! Eu tomo 20mg de escetalopram melhorei vamos dizer 70% mais estabilizei na melhora. Esto
Boa tarde!
Eu tomo 20mg de escetalopram melhorei vamos dizer 70% mais estabilizei na melhora.
Estou desmamando o clonazepam e estou tendo crises de ansiedade não tão forte.
O escetalopram aumenta mais de dosagem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O escitalopram pode, sim, ter ajuste de dose em algumas situações, mas isso precisa ser avaliado com cuidado. Quando há uma melhora parcial, como você descreve, e ao mesmo tempo está ocorrendo o desmame do clonazepam, é comum surgirem crises leves de ansiedade relacionadas à retirada do benzodiazepínico, e não necessariamente à falta de efeito do escitalopram. Muitas vezes, a conduta mais adequada é ajustar o ritmo do desmame, aguardar a adaptação do organismo ou associar outras estratégias, antes de pensar em aumentar a dose do antidepressivo. O ideal é conversar com o seu médico para avaliar o contexto como um todo e definir a melhor conduta, evitando qualquer mudança por conta própria. Espero ter ajudado, um abraço!
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Eu tomo sertralina pela manhã depois do desejum e as 18h tomo 15 gotas do clonazepam pra tratar ansi
Eu tomo sertralina pela manhã depois do desejum e as 18h tomo 15 gotas do clonazepam pra tratar ansiedade generalizada. O problema é que tomo o clonazepam a 2 anos e já não faz mais o efeito que fazia antes, meu médico disse que ainda não é hora de trocar. Somado a isso tem o fato de que fiquei quase 1 ano sem a sertralina (recomecei ontem). Há meses que quase todos os dias eu tenho picos de ansiedade que me fazem muito mal (aperto no peito, respiração curta e a sensação de que algo muito ruim vai acontecer e ninguém poderá me ajudar). Comprei um chá calmante pra me auxiliar nesses momentos do dia, mas minha paranoia não me deixa tomar porque tenho medo de me sedar. É um blend com muitas ervas calmantes (contém: capim limão, camomila, folha de maracujá e melissa). Na embalagem contém 80g dessa mistura e diz também que a quantidade de cada erva está "em proporção variável". Na sugestão de uso fala que é recomendável ferver 1l de água pra cada 7g da mistura e fazer uma infusão. Eu gostaria de saber em que horário seria seguro tomar e se essa sujestão de uso serve pra quem toma 15 gotas de clonazepam todos os dias.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você fez uma pergunta muito pertinente, e sua preocupação faz sentido.
O uso diário de clonazepam por longo prazo (como há 2 anos) costuma levar à tolerância, ou seja, o remédio perde parte do efeito com o tempo. Isso é esperado e não significa falha sua. Para ansiedade generalizada, ele não é a melhor opção como tratamento de manutenção. Já a sertralina, que você retomou agora, não age de forma imediata — nas primeiras semanas a ansiedade pode até oscilar antes de melhorar, o que ajuda a explicar esses picos com aperto no peito, falta de ar e sensação de catástrofe.
Sobre o chá calmante (camomila, capim-limão, melissa e maracujá): em geral, essas ervas têm efeito leve e não costumam causar sedação perigosa, mesmo em quem usa clonazepam nas doses habituais. Para maior segurança e tranquilidade, você pode:
– tomar no fim da tarde ou à noite;
– evitar usar exatamente junto com o clonazepam;
– começar com uma quantidade menor do que a indicada.
O ponto principal do seu relato é que a ansiedade ainda não está bem controlada, e isso merece reavaliação do tratamento ao longo das próximas semanas. Procurar orientação, esclarecer dúvidas e até buscar outra opinião é cuidado com a própria saúde e não exagero.
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Gostaria de opiniões eu sempre fui pessoa sempre fico irritada facilmente não gosto de socializar nã
Gostaria de opiniões eu sempre fui pessoa sempre fico irritada facilmente não gosto de socializar não gosto sair zuada de som mim deixa muito sensível e irritada não consigo dormir sim uma pontinha da cama tive desforada não consigo olhar olho no olho sempre mim pego olhado pras telhas eu tava tomando remédio para ansiedade tive para e parece ter piorado a situação muito mim oque voces acha dessa situação e acaba isso ta mim atrapalhando pois fasso uma coisa ja fico com mente a milhões esquecimento isso ta mim prejudicando oque vocês mim indicar a fazer não consigo aprende a ler ne escreve não mim lembro muito tenho muita dificuldades que esta prejudicando no dia a dia minha mae acha que tenho autismo mas sinceramente não sei oque pensa
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é importante e está, sim, causando prejuízo na sua vida.
Irritabilidade, sensibilidade a barulho, dificuldade de socializar, evitar contato visual, sono ruim, mente acelerada, esquecimento e dificuldade para aprender não indicam automaticamente autismo. Esses sintomas podem aparecer em quadros de ansiedade intensa, depressão, TDAH em adultos ou após parar medicação sem acompanhamento...o que você relatou ter acontecido.
A piora após interromper o remédio sugere que o tratamento fazia algum controle dos sintomas. Ansiedade crônica, por si só, pode prejudicar muito atenção, memória e aprendizado.
Há tratamento e manejo adequados. O primeiro passo é uma avaliação cuidadosa.
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Boa noite! Minha mãe toma sertralina, Losartana, amitriptilina, alprazolam, glifage e rosuvastatina.
Boa noite! Minha mãe toma sertralina, Losartana, amitriptilina, alprazolam, glifage e rosuvastatina. Ela tomava 3 sertralina e a médica diminuiu pra dois porque ataca o coração. Disse que rosuvastatina não pode tomar com Losartana,e falou pra tomar pra dormir com o amitriptilina e o alprazolam. Mas a dor nas pernas, joelho da minha mãe piorou,e agora é nas costas,e tosse coisa que ela não tinha. Cada médico fala uma coisa,e sempre fica trocando o remédio, isso incomoda muito. Pode tomar essa mistura na hora de dormir o amitriptilina, alprazolam e rosuvastatina? Obrigada!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite! Entendo a sua preocupação, porque realmente fica confuso quando há muitas medicações e orientações diferentes. De forma geral, a sertralina não “ataca o coração”, mas em doses mais altas pode exigir maior cautela em pessoas com determinadas condições clínicas, o que pode justificar um ajuste feito pela médica. A losartana e a rosuvastatina podem ser usadas juntas, acredito que ela quis se referir ao fato de que a rosuvastatina deve ser tomada a noite, e não pela manhã. Já a amitriptilina associada ao alprazolam à noite é algo que alguns médicos prescrevem, mas exige cuidado, especialmente em pessoas mais velhas, por aumentar sedação, risco de tontura, quedas e confusão. Dor muscular e nas pernas pode, sim, ocorrer com estatinas como a rosuvastatina, e tosse pode estar relacionada a outras causas, inclusive medicações ou condições clínicas associadas. O ideal é que um único médico faça a revisão completa de todas as medicações, avalie os sintomas novos e decida o que deve ser mantido, ajustado ou suspenso, evitando mudanças fragmentadas. Não é recomendável fazer ajustes por conta própria. Alguns psiquiatras também atuam como médicos clínicos, o que pode facilitar no caso da sua mãe, por ser vista por um único médico. Do contrário, consultar um médico geriatra juntamente com o psiquiatra seria o ideal. Boa sorte, um abraço!
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Olá Doutores, tenho uma dúvida. Quando criança fui diagnosticado com síndrome de asperger, mas na
Olá Doutores, tenho uma dúvida.
Quando criança fui diagnosticado com síndrome de asperger, mas naquela época meus pais não sabiam sobre o assunto e por motivos financeiros deixei de ir às consultas. Tentaram me “normalizar” a moda antiga (sabem né?)
Depois de adulto tive depressão, síndrome do pânico e etc.
Em consulta o médico me diagnosticou com TDAH, eu omiti essa síndrome na consulta pois não sabia o que era tbm e que era importante. Eu tomei todos os remédios e fiquei ótimo em partes, então depois de longas sessões e anos de consulta o médico veio com diagnóstico, autismo nível 1 de suporte.
Me receitaram paroxetina 25mg trazodona 50mg e Venvanse 50mg.
Mas pesquisei na internet e vi sobre síndrome da serotonina, tenho medo desse tanto de remédio fazer isso.
Vocês poderiam me explicar essa síndrome? Se essa conduta é adequada?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é muito válida e compreensível. A síndrome da serotonina é uma condição rara, que ocorre quando há excesso de atividade serotoninérgica no organismo, geralmente associada ao uso combinado ou em doses muito altas de medicamentos que atuam nesse sistema. Os sintomas costumam incluir agitação intensa, confusão, tremores importantes, rigidez muscular, sudorese excessiva, febre e alterações do ritmo cardíaco, surgindo de forma relativamente rápida após mudanças na medicação.
No seu caso, embora paroxetina e trazodona atuem sobre a serotonina, o uso combinado não significa automaticamente risco de síndrome da serotonina, especialmente quando prescrito por um médico, em doses adequadas e com acompanhamento. Essa associação é relativamente comum na prática clínica, desde que haja monitoramento. O Venvanse atua principalmente em dopamina e noradrenalina, não sendo um indutor direto de síndrome serotoninérgica.
Quanto ao diagnóstico, é bastante frequente que pessoas com autismo nível 1 também apresentem TDAH, ansiedade e depressão ao longo da vida, e o tratamento costuma ser individualizado para cada conjunto de sintomas. O mais importante é manter o acompanhamento médico, relatar qualquer efeito adverso novo e evitar ajustes por conta própria. Pesquisar é válido, mas sempre leve essas dúvidas para discussão com seu médico, que pode avaliar riscos reais e tranquilizar de forma adequada. Espero ter ajudado. Um abraço!
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Estou tomando a venlafaxina 37,5 e buspirona de 10, já fazem 18 dias e não estou vendo melhoras na m
Estou tomando a venlafaxina 37,5 e buspirona de 10, já fazem 18 dias e não estou vendo melhoras na minha ansiedade, e estou com insônia, não consigo dormir, para poder dormir tenho que tomar alprazolam.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum que medicamentos como a venlafaxina e a buspirona levem algumas semanas para começar a reduzir a ansiedade, geralmente entre 3 e 6 semanas. No início, especialmente com a venlafaxina, pode ocorrer aumento de agitação e insônia. O uso frequente de alprazolam para dormir merece atenção, pois não é uma solução de longo prazo. Se a insônia e a ansiedade persistem ou estão difíceis de tolerar, o ideal é conversar com o médico para ajustar doses, horários ou a estratégia do tratamento, em vez de esperar sozinho que os sintomas melhorem. Espero ter ajudado. Um abraço.
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Olá, faço tratamento para distimia, tdm e Insônia. Tomo venlafaxina 225mg pela manhã e quetiapina 25
Olá, faço tratamento para distimia, tdm e Insônia. Tomo venlafaxina 225mg pela manhã e quetiapina 25mg a noite para dormir.
Tomo o quetiapina por volta das 20hrs e pego no sono no máximo as 22hrs. Gostaria de saber o que fazer para ficar acordada comemorar o ano novo?
No Natal tomei o remédio mais cedo e dormi até próximo a hora da ceia, deu certo, mas fiquei muito cansada e tive problemas para dormir depois. Qual seria a melhor opção pro réveillon? Tomar pela tarde e dormir até a noite? Tomar de madrugada (tipo 2/3 da manhã)? Não tomar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A quetiapina, mesmo em doses baixas, tem efeito sedativo importante, e mudar o horário ou pular a medicação pode desorganizar o sono e piorar tanto a insônia quanto o humor nos dias seguintes. Antecipar ou atrasar muito a dose, ou deixar de tomar por conta própria, costuma gerar cansaço excessivo, sono fragmentado ou “rebote” de insônia, como você já percebeu no Natal. Para situações pontuais como o réveillon, a melhor conduta é discutir previamente com o médico alternativas seguras e individualizadas, em vez de fazer ajustes sozinha. Em geral, priorizar a regularidade do tratamento tende a ser mais benéfico do que sacrificar o sono por uma noite.Espero ter ajudado. Um abraço.
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Boa tarde. Comecei a tomar Equilid há uns 20 dias, porém meu humor e minha paciência estão no limit
Boa tarde.
Comecei a tomar Equilid há uns 20 dias, porém meu humor e minha paciência estão no limite, me sinto desequilibrado. O medicamento anterior era o Vurtuoso, mas já tomei tantos outros que não fizeram efeito esperado. É normal esta alteração?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Alterações de humor, irritabilidade e sensação de “desequilíbrio” podem acontecer nas primeiras semanas após a troca ou início de um medicamento psiquiátrico, especialmente em quem já teve várias tentativas anteriores. Em geral, muitos remédios precisam de 3 a 6 semanas para mostrar o efeito esperado, mas piora importante do humor, perda de controle emocional ou sofrimento intenso não devem ser ignorados. Nesses casos, o mais adequado é entrar em contato com o médico para reavaliar a medicação, a dose e o diagnóstico, em vez de insistir sozinho no uso. Cada organismo responde de forma diferente, e ajuste fino faz parte do tratamento. Espero ter ajudado. Um abraço.
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Eu tomei por engano duas doses de venlafaxina de 150 mg, ou seja, tomei 300 mg e gostei muito do efe
Eu tomei por engano duas doses de venlafaxina de 150 mg, ou seja, tomei 300 mg e gostei muito do efeito, diminuiu minha irritabilidade e compulsão alimentar. Fiquei tão bem que hoje é o terceiro dia que tô fazendo isso. O médico está de férias, será que tem algum problema em continuar tomando 300 mg por dia de venlift OD?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Aumentar a dose de venlafaxina por conta própria não é seguro, mesmo que a sensação inicial tenha sido boa. Doses de 300 mg/dia já entram em faixa mais alta, com maior risco de efeitos adversos como aumento da pressão arterial, taquicardia, agitação, e, em alguns casos, síndrome serotoninérgica. Além disso, a melhora inicial pode ser um efeito de ativação transitório e não garante que a dose seja adequada ou segura no médio prazo. O ideal é não manter essa dose sem orientação médica, tentar contato com o médico assistente ou com outro psiquiatra durante as férias e evitar ajustes por conta própria, mesmo quando o efeito parece positivo. Espero ter ajudado. Um abraço!
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Diagnosticada com bipolaridade tipo 2, já tentei diversas medicações desde o diagnóstico. Iniciei co
Diagnosticada com bipolaridade tipo 2, já tentei diversas medicações desde o diagnóstico. Iniciei com o lítio que foi ótimo no início sempre associado com algum antidepressivo e outra medicação para dormir (desde a infância tinha dificuldades para dormir). No início parecia haver melhoras significativas, mas logo o antidepressivo ou a medicação pra insônia tinham que ser trocados por "parar de fazer efeito", foram tantos remédios que não me recordo os nomes. Até que chegando a dosagem máxima do lítio, ele também parece não ter mais surtido efeito, junto minha primeira tentativa de s.... após o diagnóstico. O lítio foi trocado pelo lamotrigina, que tomo até hoje precisando aumentar a dose apenas uma vez (ainda tenho as mudanças de polo, mas de forma mais branda), para dormir o mirtazapina que é ótimo, mas me causa muita fome o que é um problema pois tenho distúrbio alimentar, porém TODOS os antidepressivos que já tentamos associando com o lamotrigina não ajudam. Hoje estou tomando lamotrigina+mirtazapina+ipupriona (tomo clonazepam também pois ajuda com a irritabilidade na fase depressiva) fase essa que já estou a 9 meses, algo estranho porque desde que consigo me lembrar sempre tive as fases bem demarcadas com no máximo 5 meses em hipomania depois 4 meses em estado de distimia ou depressiva (fundo do poço, pensamentos diários sobre acabar comigo mesma). Estudo e pesquiso bastante, tento levar minhas descobertas para meu médico porém faço tratamento pelo sus e infelizmente todos os psiquiatras (psicólogos) que passei só me passam medicação com base em duas as vezes 3 perguntas. Não tenho condições financeiras para arcar um tratamento particular. Não sei mais o que fazer, o que tentar, gostaria muito de uma opinião profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, sinto muito por tudo o que você está passando! Em quadros de transtorno bipolar tipo II, especialmente com depressões prolongadas e refratárias, é comum que antidepressivos tenham pouco efeito ou até atrapalhem, mantendo a pessoa “presa” no polo depressivo. Lamotrigina ajuda a suavizar oscilações, mas muitas vezes não é suficiente sozinha para depressões profundas e duradouras. Nesses casos, outras estratégias costumam ser consideradas: ajuste fino do estabilizador, associação com antipsicóticos com evidência para depressão bipolar, revisão do papel dos antidepressivos, do uso contínuo de benzodiazepínicos e atenção especial a comorbidades como transtorno alimentar e insônia crônica, que impactam muito o curso da doença. Nada disso deve ser feito sozinho, mas é legítimo buscar uma avaliação mais aprofundada, mesmo no SUS (CAPS, ambulatórios especializados, segunda opinião). Persistir nove meses em depressão com ideação suicida não é algo que deva ser “normalizado”. Existe manejo possível, mas ele precisa ser estruturado, contínuo e individualizado. Se houver piora dos pensamentos de morte, procurar atendimento de urgência é fundamental. Espero ter ajudado. Um abraço!
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Fui a um psiquiatra que me indicou fluoxetina em gotas e pediu para que aumentasse a dose gradativam
Fui a um psiquiatra que me indicou fluoxetina em gotas e pediu para que aumentasse a dose gradativamente até atingir 10 gotas (10 mg). Além de depressao e ansiedade, tenho taquicardias a noite que parecem com ataques noturnos de panico, que ainda não investiguei se são de fato isso. Como tive uma crise com 2 semanas, o médico pediu para reduzir para sete gotas por 3 dias e depois preferiu suspender. Como já li que não se pode parar abruptamente, tenho medo de piorar e sofrer algum tipo de abstinencia, mesmo tendo tomado uma subdose.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida muito comum e compreensível. A fluoxetina é um antidepressivo com meia-vida longa, o que significa que ela permanece no organismo por vários dias mesmo após a suspensão. Por isso, o risco de síndrome de descontinuação é baixo, especialmente em doses pequenas (como 7–10 mg) e após uso curto. Diferente de outros antidepressivos, a fluoxetina costuma ser justamente a que menos causa abstinência quando interrompida.
A crise que você teve nas primeiras semanas não costuma ser abstinência, mas sim um efeito inicial possível do antidepressivo, que pode aumentar ansiedade, agitação ou sintomas físicos no início do tratamento, sobretudo em pessoas com ansiedade ou pânico. A orientação de reduzir e suspender foi uma medida de segurança.
Quanto às taquicardias noturnas, elas realmente podem estar associadas a ataques de pânico, mas também merecem investigação clínica para afastar causas cardiológicas ou hormonais antes de atribuir tudo à ansiedade. Se após a suspensão surgirem sintomas novos ou intensos, o ideal é reavaliar com o médico. Em geral, nesse cenário, não se espera piora por “abstinência”, e sim alívio dos efeitos que estavam te deixando desconfortável. Espero ter ajudado. Um abraço!
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Estou tomando lisdexanfetamina 30mg genérico e o efeito terapêutico variava muito e quase não sentia
Estou tomando lisdexanfetamina 30mg genérico e o efeito terapêutico variava muito e quase não sentia aí troquei pelo similar lisvex de lisdexanfetamina e também não estou sentindo muito o efeito só estou sentindo que a impulsividade está bem controlada porém efeito de foco não sinto quase nada antes estava com a ritalina 20mg de manhã e 20mg a tarde e fiquei bem calmo e com a impulsividade controlada agora também a atenção e foco e a motivação não melhoraram nada, também tenho TOC e estou tomando paroxetina e bupropiona porém só os sintomas de falta de foco e e motivação do TDAH que não estão melhorando. Aí meu psiquiatra passou 30mg de lisdexanfetamina de manhã e 30 a tarde além de não ter melhorado em nada os sintomas do TDAH fora a impulsividade me deu muita alteração de humor e a sensação de desrealizaçao/despersonalização. Se algum profissional conseguir me ajudar eu agradeço abraços
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, seu relato levanta alguns pontos importantes. A lisdexanfetamina tem um perfil diferente da metilfenidato (Ritalina): algumas pessoas respondem melhor a uma do que a outra, especialmente no foco e motivação, não só na impulsividade. O fato de você ter ficado mais calmo e focado com a Ritalina sugere que ela funcionava melhor para o seu perfil.
A variação de efeito entre genérico/similar pode acontecer, mas quando nem 30 mg nem 60 mg/dia trazem ganho atencional e ainda surgem alterações de humor, desrealização ou despersonalização, isso é um sinal claro de má tolerabilidade ou dose inadequada, e não de “falta de dose”.
Além disso, TOC + paroxetina pode reduzir a resposta subjetiva aos estimulantes em alguns pacientes, e a bupropiona, embora ajude na motivação para alguns, nem sempre melhora atenção sustentada. Também é essencial diferenciar o que é TDAH do que é apatia, ansiedade ou sintomas obsessivos, porque estimulante não corrige tudo isso.
Ou seja, insistir em aumentar lisdexanfetamina quando há pouco benefício cognitivo e efeitos dissociativos geralmente não é o melhor caminho. Reavaliar a estratégia (retorno ao metilfenidato, ajuste fino de doses, formulações de liberação diferente ou até rever o diagnóstico funcional do foco) costuma ser mais seguro e eficaz. Isso precisa ser feito junto ao psiquiatra, com cautela, sem ajustes por conta própria. Espero ter ajudado, um abraço!
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Sofro de fobia social e toc há mais de 20 anos e hoje em dia estou tomando velanfaxina 75 mg, mas pe
Sofro de fobia social e toc há mais de 20 anos e hoje em dia estou tomando velanfaxina 75 mg, mas percebia que quando tomava fluvoxamina 100mg ele melhorava meus tocs, principalmente de pensamentos, porém não eliminava a fobia social, aí tive que passar pro velanfaxina, será que eu poderia tomar os dois?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
TOC e fobia social costumam responder de forma diferente aos antidepressivos. A fluvoxamina tem uma ação particularmente eficaz sobre os pensamentos obsessivos, enquanto a venlafaxina costuma ajudar mais nos sintomas ansiosos e sociais, o que explica a sua experiência. Em geral, associar dois antidepressivos serotoninérgicos não é a primeira escolha, porque aumenta o risco de efeitos colaterais e de síndrome serotoninérgica, embora em situações específicas e bem monitoradas isso possa ser considerado. Na prática clínica, costuma-se primeiro otimizar a dose do medicamento em uso, ou então substituir ou potencializar com estratégias mais seguras (como psicoterapia específica para TOC e fobia social, ou uso de medicações adjuvantes). Portanto, a possibilidade de usar os dois juntos deve ser avaliada com cautela e apenas pelo psiquiatra que o acompanha, evitando ajustes por conta própria.
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Sofro de ansiedade, mas não tenho episódios de depressão. Tomo Vortioxetina 10mg e a medicação me ca
Sofro de ansiedade, mas não tenho episódios de depressão. Tomo Vortioxetina 10mg e a medicação me causa sintomas de muito medo, medo de tudo. Tudo que vou fazer vira um martírio, pois me sinto insegura e apavorada.
Quando eu parei a medicação por 1 mês os sintomas de medo sumiram, mas a ansiedade voltou mesmo quando não havia motivos para estar ansiosa. É normal ter esses efeitos colaterais?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Embora a vortioxetina seja bem tolerada por muitas pessoas, em alguns pacientes ela pode paradoxalmente aumentar sintomas de ativação, como medo intenso, insegurança e sensação de ameaça constante, especialmente em quadros de ansiedade sem depressão associada. O fato de esses sintomas terem desaparecido quando a medicação foi suspensa sugere que eles podem estar relacionados ao efeito do remédio, e não apenas à ansiedade de base. Ao mesmo tempo, a volta da ansiedade após a interrupção indica que há um transtorno ansioso que precisa de tratamento, mas talvez com outra estratégia medicamentosa ou ajuste de dose. Nesses casos, costuma-se considerar reduzir a dose, trocar por outro antidepressivo com perfil mais ansiolítico ou associar intervenções psicoterápicas, sempre com acompanhamento médico. Ajustes nunca devem ser feitos por conta própria, pois a escolha do tratamento precisa equilibrar controle da ansiedade e tolerabilidade. Espero ter ajudado. Um abraço!
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…