Perguntas do paciente (471)

  • Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e

    Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e com as mãos geladas,será que tenho que fazer algum desbloqueio emocional, pois minha vida desde a infância não foi normal igual de outras pessoas, tenho muitos traumas e já tive ansiedade e depressão.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    O que você está sentindo não é "frescura" e tem uma possivel explicação neurobiológica. O fato de suas mãos ficarem geladas e o nervosismo constante indicam que o seu sistema de alerta (luta ou fuga) está sendo ativado excessivamente, interpretando possivelmente a responsabilidade na Pastoral como uma ameaça, e não apenas como uma tarefa.

    Isso pode acontecer porque traumas de infância criam crenças centrais de insegurança ou de "não ser bom o suficiente". Quando você se expõe, seu cérebro acessa essas memórias antigas de perigo, gerando essa ansiedade física. O tal "desbloqueio" que você menciona, na psicologia (TCC), chamamos de reprocessamento de traumas e reestruturação cognitiva. Precisamos "avisar" o seu cérebro que o perigo já passou e que hoje você é uma adulta capaz.


  • Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últ

    Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últimos anos. Ele passou a beber diariamente e, quando misturando bebida destilada, fica agressivo verbalmente e no dia seguinte não lembra do que aconteceu. Sempre que eu e meu irmão tentamos conversar com ele sobre diminuir ou buscar ajuda, ele reage com irritação. Existe alguma forma adequada de realizarmos uma intervenção familiar ou de abordar esse assunto sem piorar a situação? Qual seria o melhor caminho para incentivar que ele busque ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Esta é uma situação delicada e dolorosa, mas a sua abordagem pode fazer diferença. Na psicologia, entendemos que a irritação dele é um mecanismo de defesa: ele nega o problema para não ter que lidar com a dor ou a vergonha de admitir que perdeu o controle. O confronto direto ("você bebe demais") geralmente aumenta essa defesa.

    Para uma abordagem mais eficaz, siga estes passos baseados em estratégias de comunicação e mudança de comportamento:

    Escolha o Momento Certo: Jamais converse quando ele estiver sob efeito do álcool ou de ressaca. O cérebro não está apto a processar a informação racionalmente. Escolha um momento de calma e sobriedade.

    Mude a Forma de Falar (Foco no "Eu", não no "Você"): Em vez de acusar ("Você fica agressivo"), fale sobre como você se sente e descreva fatos concretos. Exemplo: "Pai, eu fico muito assustado e triste quando vejo você esquecer o que aconteceu na noite anterior. Sinto falta da nossa convivência tranquila." Isso diminui a chance dele se sentir atacado.

    Foque nas Consequências, não no Rótulo: Evite chamar de "alcoolismo". Aponte os prejuízos visíveis que ele não pode negar, como a falha de memória (os "apagões") ou problemas físicos.

    Estabeleça Limites de Segurança: Vocês precisam proteger a saúde mental de vocês. Deixem claro: "Nós te amamos e queremos estar com você, mas não vamos interagir quando houver agressividade ou excesso de álcool." Cumprir esse limite é essencial para não reforçar o comportamento dele.

    Sobre a ajuda profissional, muitas vezes a "porta de entrada" não é o psiquiatra (que ele pode rejeitar por preconceito), mas um clínico geral ou gastroenterologista. Vocês podem sugerir um check-up devido aos esquecimentos ou mal-estar físico. Uma vez no consultório, o médico pode identificar os danos do álcool e fazer o encaminhamento de forma que ele aceite melhor. Lembre-se também de que vocês, familiares, podem precisar de apoio psicológico para lidar com essa dinâmica (codependência) sem adoecerem juntos.


  • Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Para ansiedade, o mais comum é começar com um psicólogo, especialmente em psicoterapia baseada em terapia cognitivo comportamental (TCC), que trabalha pensamentos automáticos, comportamentos e regulação emocional. Em alguns casos de transtorno de ansiedade mais intenso, com muito prejuízo no dia a dia, pode ser útil também avaliação com psiquiatra para considerar medicação, se necessário. Os dois profissionais não são obrigatórios em todos os casos, mas podem atuar de forma complementar, cada um com foco diferente na saúde mental. O acompanhamento psicológico ajuda a entender gatilhos, reduzir sintomas e melhorar qualidade de vida ao longo do processo terapêutico. Esse cuidado pode ser feito por consulta online, o que facilita manter o tratamento de forma contínua.


  • Eu penso o tempo todo que. Aí entrar alguém e vai me matar, penso que vai entrar alguém pra me rouba

    Eu penso o tempo todo que. Aí entrar alguém e vai me matar, penso que vai entrar alguém pra me roubar penso que vão pegar a minha filha e fazer maldades, já nem assisto notícias e nem gosto de ouvir nada eu hj pude perceber isso que eu fico com medo de acontecer isso eu já estou providenciando a consulta ao caps! Foi bom encontrar esses tantos de relatos idêntico ao meu

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Olá. Fico muito feliz que você já tenha tomado a iniciativa de buscar o CAPS, esse é o passo mais importante e corajoso para o seu cuidado. O que você descreve são pensamentos intrusivos catastróficos, muito comuns em quadros de ansiedade elevada.

    Na TCC, entendemos que seu cérebro está operando em um modo de hipervigilância, como um sistema de segurança que disparou e não desliga. Ele cria esses cenários assustadores na tentativa (exagerada) de antecipar perigos para proteger você e sua filha. O tratamento no CAPS vai te ajudar a regular esse "alarme" interno, para que esses pensamentos deixem de ser vistos como ameaças reais e você possa recuperar sua tranquilidade.


  • A depressão após uma doença física (ex: infarto) é considerada uma comorbidade e afeta o prognóstico

    A depressão após uma doença física (ex: infarto) é considerada uma comorbidade e afeta o prognóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    A depressão que surge após um evento como um infarto é considerada uma comorbidade, pois é uma condição de saúde mental que ocorre ao mesmo tempo e em consequência da condição física. Na TCC, entendemos que o impacto físico da doença (como as limitações) gera pensamentos disfuncionais sobre o futuro, a própria identidade e a capacidade, o que pode desencadear o quadro depressivo.

    E sim, ela afeta diretamente o prognóstico, ou seja, a expectativa de recuperação. Um paciente deprimido tem muito menos motivação (energia comportamental) para aderir ao tratamento físico, como tomar os remédios corretamente, fazer a fisioterapia ou adotar hábitos saudáveis (dieta, exercício). A saúde mental e a física estão totalmente ligadas, e o desânimo da depressão pode sabotar a recuperação do corpo.


  • A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?

    A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Melhorar a qualidade é garantir que o tratamento de saúde mental realmente funcione e seja prático. Na TCC, isso significa usar técnicas que foram testadas e comprovadas cientificamente, em vez de achismos. É oferecer um cuidado que ensina ao paciente ferramentas reais para lidar com seus pensamentos e emoções.

    Qualidade também significa tornar esse cuidado acessível a todos e focar em dar autonomia ao paciente. O objetivo não é só aliviar um sintoma, mas ensinar a pessoa a "se tornar seu próprio terapeuta", sabendo como enfrentar os desafios da vida de forma mais saudável.


  • Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo u

    Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo um quadro de que como se o mundo não fosse real e nem eu. Não é como minhas crises anteriores onde eu tinha sintomas físicos muito fortes como: falta de ar, visão escurecendo, palpitações fortes e tontura, hoje eu não sinto nada disso apenas uma leve sensação de que o corpo está pesado e dormente mas não chega a estar. Eu tenho medo da morte súbita e isso vem afetando minha percepção das coisas, eu tento me confortar com meus exames que estão normais e minha idade que não se adequa a maioria dos casos de morte súbita, mas mesmo minha mente sossegando um pouco ainda fico com a impressão no fundo de que vou morrer amanhã ou daqui a pouco. Estou me cuidando apesar de tudo, comendo, dormindo, andando mesmo que pareça estranho fazer tudo isso e passando no psicólogo e logo no psiquiatra para fazer acompanhamento com medicação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Olá! O que você está descrevendo é uma manifestação muito comum, embora assustadora, da ansiedade crônica: essa sensação de que o mundo, ou você mesmo, não é real. Pense nisso como um mecanismo de defesa: sua mente, para se proteger da sobrecarga de estresse contínuo, cria uma espécie de "distanciamento" ou "vidro" entre você e a realidade. O medo da morte súbita é o "tema" que sua ansiedade encontrou para se manter ativa, mesmo que sua parte lógica, que vê os exames, saiba que não há perigo real.

    Sua atitude é a mais correta e corajosa: continuar sua rotina e buscar o acompanhamento duplo (psicológico and psiquiátrico) é a atitude mais eficaz. O fato de sua mente lógica (que vê os exames) e sua mente ansiosa (que teme a morte) estarem em conflito é exatamente o que trabalhamos em terapia.


  • Olá! Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei

    Olá!
    Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei me expressar e quando eu fico sobre pressão geralmente começo a chorar sem para, meu parceiro acha que prefiro ignorar ele ou que eu não tem o que dizer, mas na verdade minha mente fica a mil, mas não consigo tira da mente e passa pra ele e isso me mata por dentro. Como que faço para não ter dificuldade em querer conversar, nem fugir, nem ignorar a situação e não ficar na defensiva? tenho muito a falar mas sinto um bloqueio na hora principalmente quando sou pressionada a ter uma conversa seria.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Olá! O que você descreve é muito comum e se chama sobrecarga emocional. Pense que sua mente fica tão cheia de pensamentos e sentimentos ("a mil") que ela simplesmente "trava", como um computador que congela. O choro e o bloqueio são a forma que seu corpo encontra para lidar com essa pressão, é uma reação de estresse, e não porque você quer ignorar seu parceiro.

    O caminho para mudar isso é aprender a "descongelar". O primeiro passo é usar técnicas de respiração e pausa para se acalmar no momento da pressão, antes que o choro venha. O segundo é praticar como se expressar aos poucos, começando com o básico, como dizer: "Estou me sentindo pressionada e minha mente travou, me dê um minuto". Isso já muda toda a dinâmica da conversa.

    Se você gostaria de conversar sobre como um processo terapêutico pode te ajudar a desenvolver essas ferramentas de calma e comunicação, meu contato de WhatsApp está no meu perfil.


  • Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza,

    Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza, como uma TV em preto e branco, sem brilho, eu faço as coisas normalmente, vivo minha rotina, tenho momentos felizes, porém esse vazio me segue sem motivo aparente, também não gosto muito de sair e nem de falar sobre sentimentos, mas tenho receio q possa ser algo próximo de uma depressão q ameaça vir. Qual especialista devo buscar? O que me orientam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Olá! Sua descrição é muito clara e sua percepção é muito importante. Sentir esse "mundo cinza", esse vazio que persiste mesmo em meio a uma rotina funcional e momentos felizes, é um sinal muito significativo de que sua saúde emocional precisa de atenção. O fato de ter começado por volta de 2020/2021, um período globalmente estressante, também é um dado relevante. O especialista que você deve buscar é o Psicólogo.

    A orientação é não ignorar esse sentimento. Você não precisa esperar que isso se agrave ou que sua "ameaça" se concretize. Na TCC, podemos investigar juntos as raízes desse vazio e desse padrão de evitar falar sobre sentimentos, que muitas vezes é uma forma de se proteger que acaba mantendo o problema. O objetivo é justamente te ajudar a encontrar ferramentas para que o mundo volte a ter "brilho" e cor.


  • Como posso ressignificar o trauma causado pelo bullying?

    Como posso ressignificar o trauma causado pelo bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Ressignificar o trauma causado pelo bullying envolve compreender como essa experiência impactou pensamentos, emoções e a forma como você se percebe hoje, permitindo construir novas interpretações menos dolorosas e mais realistas. Esse processo pode ajudar a reduzir insegurança, ansiedade, angústia e dificuldades de relacionamento que surgem ao longo do tempo. Na terapia cognitivo comportamental (TCC), trabalhamos a identificação e reestruturação desses padrões, favorecendo uma visão mais equilibrada de si mesmo e das situações. Em consulta online, é possível desenvolver esse processo com foco na saúde mental, fortalecendo autoestima, autonomia e formas mais saudáveis de lidar com essas experiências.


  • É verdade que as consequências do bullying na infância duram até a vida adulta ?

    É verdade que as consequências do bullying na infância duram até a vida adulta ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Sim, é verdade. As consequências do bullying na infância podem durar até a vida adulta se não forem trabalhadas. Isso acontece porque o bullying pode instalar crenças centrais negativas muito profundas sobre si mesmo ("não sou bom o suficiente"), sobre os outros ("não posso confiar nas pessoas") e sobre o mundo. Na vida adulta, essas crenças continuam ativas, muitas vezes se manifestando como ansiedade social, baixa autoestima, dificuldade em criar vínculos e uma autocrítica severa. A boa notícia é que, embora duradouras, essas marcas não precisam ser permanentes; é possível ressignificar essas crenças e construir uma autoimagem mais saudável.

    Se você se identifica com essa situação e gostaria de conversar sobre como um processo terapêutico pode te ajudar a construir novas ferramentas para lidar com isso, meu contato de WhatsApp está no meu perfil.


  • Quem pode ser vítima de bullying? .

    Quem pode ser vítima de bullying? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Qualquer pessoa pode ser vítima de bullying, independentemente da idade, aparência ou contexto, embora ele seja mais comum na infância e adolescência e em ambientes como escola ou trabalho. Fatores como diferenças percebidas, insegurança ou dificuldade de se posicionar podem aumentar a vulnerabilidade, mas isso não significa culpa de quem sofre a situação. O bullying pode impactar a saúde mental, gerando ansiedade, estresse, angústia e dificuldades de relacionamento ao longo do tempo. Na terapia cognitivo comportamental (TCC), trabalhamos esses efeitos e a forma como a pessoa interpreta essas experiências, e em consulta online é possível desenvolver estratégias para fortalecer autoestima, segurança e habilidades sociais.


  • Como posso superar o trauma do bullying? .

    Como posso superar o trauma do bullying? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Superar as marcas do bullying é um processo focado em reconstruir sua autoimagem e a forma como você se vê no mundo. Pela TCC, trabalhamos para identificar e enfraquecer as crenças centrais negativas que essa experiência pode ter criado, como pensamentos de inadequação ou de que não é seguro confiar nas pessoas. O processo envolve aprender a tratar a si mesmo com mais autocompaixão, questionar a validade daquelas críticas do passado e, gradualmente, se permitir construir novas experiências que provem que você é, sim, uma pessoa de valor e digna de respeito.

    Se você se identifica com essa situação e gostaria de conversar sobre como um processo terapêutico pode te ajudar a construir novas ferramentas para lidar com isso, meu contato de WhatsApp está no meu perfil.


  • Quais são os fatores psicológicos que contribuem para a impulsividade?

    Quais são os fatores psicológicos que contribuem para a impulsividade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Essa é uma pergunta fundamental para o autoconhecimento. A impulsividade afeta a relação com os outros ao gerar conflitos, pois pode levar a palavras ditas sem pensar que magoam e a decisões precipitadas que quebram a confiança. Na relação consigo mesmo, o impacto costuma ser um ciclo de culpa e arrependimento após o ato impulsivo, o que mina a autoestima e a autoconfiança. Além disso, a impulsividade pode levar à autossabotagem de metas importantes, trocando objetivos de longo prazo por uma satisfação imediata e passageira.

    Se você se identifica com esse ciclo e quer aprender a quebrá-lo, podemos conversar.


  • Qual a melhor maneira de expressar emoções e sentimentos?

    Qual a melhor maneira de expressar emoções e sentimentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Embora usados como sinônimos, em psicologia vemos uma diferença importante. A emoção é a reação imediata, física e universal a um estímulo, como o coração disparar de medo ou o rosto corar de raiva; ela é curta e intensa. O sentimento, por outro lado, é a interpretação que damos a essa emoção, quando ela é processada por nossos pensamentos, crenças e memórias. Ele é mais duradouro e pessoal. Em resumo: a emoção é o alarme do corpo que dispara, enquanto o sentimento é a história que contamos a nós mesmos sobre por que ele disparou.

    Se você quer entender melhor como seus pensamentos transformam emoções em sentimentos e como você pode influenciar esse processo, podemos conversar.


  • Como lidar com os sentimentos e com as emoções? .

    Como lidar com os sentimentos e com as emoções? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Lidar com sentimentos começa por reconhecer e nomear as emoções sem julgamento, entendendo que todas têm uma função. Observar os sinais físicos e os pensamentos associados ajuda a compreender o que está acontecendo internamente. Técnicas de respiração, pausa consciente e atenção plena reduzem a intensidade emocional. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalhamos a identificação de pensamentos automáticos e a construção de respostas mais equilibradas. Expressar emoções com comunicação assertiva e manter hábitos saudáveis fortalece a regulação emocional. Em consulta online, é possível desenvolver habilidades práticas para lidar melhor com as emoções no dia a dia.


  • Qual é a diferença entre emoção e sentimento ? .

    Qual é a diferença entre emoção e sentimento ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Apesar de parecerem a mesma coisa, a emoção é a resposta primária e corporal do nosso organismo a um gatilho, como o arrepio do medo ou o calor da raiva; ela é rápida, intensa e universal. O sentimento é o que vem depois: é a experiência subjetiva que construímos ao dar um nome e um significado a essa emoção, processando-a através de nossos pensamentos e memórias. Por isso, os sentimentos são mais duradouros e complexos. A emoção é a reação crua; o sentimento é a emoção já nomeada e interpretada por nós.

    Se você gostaria de entender melhor essa dinâmica em sua própria vida e aprender ferramentas para navegar por ela, meu contato de WhatsApp está no meu perfil.


  • Qual é a razão pela qual muitas pessoas ainda confundem deficiência intelectual e doença mental?

    Qual é a razão pela qual muitas pessoas ainda confundem deficiência intelectual e doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    A principal razão para essa confusão é a falta de informação e o estigma histórico, que por muito tempo agruparam qualquer condição que afetasse a mente ou o comportamento sob o mesmo rótulo. Essencialmente, são coisas muito diferentes. A deficiência intelectual é uma condição do neurodesenvolvimento, presente desde o início da vida, que envolve limitações no funcionamento intelectual (aprendizagem, raciocínio) e em habilidades adaptativas. Já a doença mental é uma alteração na saúde que afeta o humor, os pensamentos e as emoções, podendo surgir em qualquer fase da vida e, com tratamento, pode ter seus sintomas controlados ou remitidos. A confusão acontece porque ambas podem afetar o comportamento, mas a origem e a natureza de cada uma são distintas.

    Se você busca mais esclarecimentos sobre esses ou outros temas da saúde mental, podemos conversar.


  • . Qual o primeiro passo se suspeitar de um problema de saúde mental?

    . Qual o primeiro passo se suspeitar de um problema de saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    O primeiro e mais importante passo é romper o silêncio e conversar com alguém. A suspeita de um problema de saúde mental pode gerar muita angústia quando guardada apenas para nós. O ideal é buscar diretamente um profissional qualificado, como um psicólogo ou psiquiatra, para uma avaliação clara e segura. No entanto, se isso parecer um passo muito grande no momento, comece conversando com uma pessoa de sua total confiança, como um amigo ou familiar. Externalizar sua preocupação já é um ato terapêutico e o início do caminho para o cuidado.

    Se você decidiu dar esse passo, mas não sabe por onde começar, podemos conversar.


  • Como lidar com o pensamento acelerado ? .

    Como lidar com o pensamento acelerado ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Filipe da Silva Santos

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos o pensamento acelerado como um fluxo rápido e contínuo de ideias que pode gerar ansiedade e dificultar a concentração. Uma técnica eficaz para lidar com isso é praticar a atenção plena (mindfulness): tente focar sua atenção na sua respiração por alguns minutos, observando o ar entrar e sair, sem julgar os pensamentos que surgem. Outra estratégia é o redirecionamento de foco: quando perceber que seus pensamentos estão acelerados, mude sua atenção para uma atividade concreta e que exija foco no presente, como organizar um objeto ou descrever detalhadamente o ambiente ao seu redor.

    Se quiser saber mais sobre como aplicar essas técnicas no seu dia a dia, podemos conversar.


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