Perguntas do paciente (304)
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Qual é a diferença entre memória processual e memória declarativa (episódica e semântica)?
Qual é a diferença entre memória processual e memória declarativa (episódica e semântica)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A memória processual é implícita e relacionada ao saber fazer, envolvendo habilidades automáticas aprendidas por repetição. Já a memória declarativa é explícita e ligada ao saber que, dividindo-se em episódica (experiências pessoais) e semântica (conhecimentos gerais).
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Minha vida é organizada, tenho trabalho, estudo, relacionamentos, mas mesmo assim me sinto vazia às
Minha vida é organizada, tenho trabalho, estudo, relacionamentos, mas mesmo assim me sinto vazia às vezes. Isso é normal ou sinal de algum problema emocional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Essa sensação de vazio não é incomum nem, por si só, sinal de patologia. Ter uma vida organizada (trabalho, estudos, vínculos) diz respeito ao plano do funcionamento e das identificações, mas isso não garante, necessariamente, uma vivência de sentido.
É importante pensar o vazio como algo ligado à falta estrutural do sujeito: nenhum objeto, conquista ou relação consegue preencher totalmente o que nos constitui. Quando se espera que a organização da vida elimine essa falta, o vazio aparece com mais força.
Esse sentimento torna-se um problema emocional quando é vivido como permanente, paralisante ou acompanhado de sofrimento intenso. Em outros momentos, ele pode funcionar como um sinal, indicando que algo do desejo não está encontrando lugar, mesmo em uma vida aparentemente “bem ajustada”.
Portanto, sentir esse vazio às vezes é humano. A questão central não é eliminá-lo, mas escutar o que ele revela sobre o modo como você está se relacionando consigo mesma, com seus desejos e com o que dá sentido à sua experiência.
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Tenho medo de perder o controle da minha mente, de enlouquecer ou não dar conta das emoções. Isso é
Tenho medo de perder o controle da minha mente, de enlouquecer ou não dar conta das emoções. Isso é comum em ansiedade ou é algo mais grave?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Esse temor aparece quando você se depara com emoções intensas ou pensamentos que parecem escapar ao controle consciente. A angústia surge justamente dessa sensação de que “algo interno” pode transbordar. Paradoxalmente, quem teme enlouquecer costuma ser alguém muito atento ao próprio funcionamento psíquico, o que já indica que o laço com a realidade está preservado.
A ansiedade produz uma vivência de urgência e ameaça interna: o corpo acelera, a mente antecipa catástrofes, e surge a fantasia de não dar conta. Isso não significa desorganização psíquica grave, mas uma dificuldade momentânea de simbolizar o que se sente.
O ponto importante não é lutar para controlar tudo, e sim criar espaços onde essas emoções possam ser nomeadas e elaboradas. Quando o que assusta ganha palavras, ele tende a perder força.
Se esse medo é frequente ou te paralisa, ele merece escuta clínica, não porque seja algo “grave”, mas porque indica um sofrimento real que pode ser cuidado.
Espero ter ajudado.
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minha psico disse que eu posso ter transtorno de estresse pos traumatico complexo, eu nao entendi di
minha psico disse que eu posso ter transtorno de estresse pos traumatico complexo, eu nao entendi direito oq é,. mas sou muito ansiosa, nervosa, tenho muito ciúme, fico preocupada, nunca sei relaxar...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) não se refere a um único evento traumático, mas a experiências repetidas ou prolongadas de sofrimento emocional, muitas vezes vividas em relações importantes (infância, família, vínculos afetivos, situações de abandono, controle, medo constante ou invalidação).
Quando a pessoa cresce ou vive por muito tempo em ambientes onde não pôde se sentir segura, o corpo e a mente aprendem a ficar em estado permanente de alerta. Isso ajuda a entender o que você descreve: ansiedade constante, nervosismo, dificuldade de relaxar, preocupação excessiva, ciúme intenso. Não é “exagero” nem falha de caráter, é um modo de sobrevivência que se tornou automático.
Minha dica é que você aprofunde esse assunto junto a sua psicoterapeuta.
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Me sinto no piloto automático, de casa pro trabalho, do trabalho pra ifood, tktk, esperando o final
Me sinto no piloto automático, de casa pro trabalho, do trabalho pra ifood, tktk, esperando o final de semana, nao tenho paciencia pra ve filme, to depressivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve não define automaticamente uma depressão, mas é um sinal importante de sofrimento psíquico que merece escuta. Sentir-se “no piloto automático”, vivendo num circuito repetitivo (casa–trabalho–comida–fim de semana), com perda de interesse, impaciência e esvaziamento, indica que algo do desejo está apagado. Isso aparece quando a vida passa a ser vivida mais como obrigação do que como experiência - o sujeito funciona, mas não se sente presente.
A depressão, clinicamente, envolve um conjunto de fatores e só pode ser afirmada numa avaliação cuidadosa. Mas, esse estado aponta para um afastamento do que dá sentido, uma dificuldade de se implicar afetivamente no próprio cotidiano.
O mais importante não é rotular, e sim escutar o que esse cansaço está dizendo. Muitas vezes, ele fala de excesso de adaptação, de silenciamento do desejo ou de algo que ficou sem lugar na vida psíquica.
Se isso persiste e te incomoda, buscar um espaço de fala pode ajudar muito, não para “consertar” você, mas para entender o que te levou a viver assim e o que pode voltar a te mover.
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Se nada dá prazer e eu só quero me isolar, por onde começo a melhorar?
Se nada dá prazer e eu só quero me isolar, por onde começo a melhorar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O ponto de partida não é forçar o prazer nem combater o isolamento, mas escutar o que esse estado está tentando dizer. Quando nada dá prazer, muitas vezes você está cansado (a) de responder a exigências externas (ser produtivo (a), disponível, “bem”). O isolamento pode funcionar como uma defesa, uma forma de diminuir o excesso e se proteger quando algo interno está difícil de sustentar. Portanto, melhorar começa por não se acusar (“eu deveria estar melhor”) e por dar lugar à palavra: quando isso começou? O que foi sendo perdido? O que você teve que suportar sozinho (a)? Esse vazio não é ausência de valor, mas um sinal de que algo do desejo está abafado.
O primeiro passo é criar um espaço onde você possa existir sem precisar render, explicar ou agradar. Quando o que dói encontra palavras, o isolamento deixa de ser a única saída, e, aos poucos, o desejo pode reaparecer, não como obrigação, mas como possibilidade.
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Como a neuropsicologia avalia as habilidades motoras finas?
Como a neuropsicologia avalia as habilidades motoras finas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuropsicologia avalia as habilidades motoras finas por meio de observação clínica e testes padronizados que analisam precisão, coordenação, velocidade e controle dos movimentos das mãos e dedos.
São utilizadas tarefas como desenho e cópia de figuras, escrita, recorte, encaixe, manipulação de pequenos objetos, além de instrumentos específicos de coordenação visuomotora, praxias e destreza manual. A análise considera tanto o desempenho quantitativo quanto a qualidade do movimento, relacionando os resultados ao funcionamento cognitivo e ao impacto no cotidiano.
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Desejaria de saber para que serve a Avaliação Neuropsicológica do "Raciocínio Logico" ?
Desejaria de saber para que serve a Avaliação Neuropsicológica do "Raciocínio Logico" ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação neuropsicológica do raciocínio lógico serve para investigar a capacidade da pessoa de compreender relações, resolver problemas e tomar decisões de forma organizada e coerente.
Ela avalia habilidades como pensamento abstrato, raciocínio lógico-matemático, análise de padrões, planejamento e solução de problemas, ajudando a identificar dificuldades cognitivas, diferenciar alterações cognitivas de fatores emocionais ou educacionais e orientar intervenções clínicas, educacionais ou de reabilitação, além de apoiar diagnósticos e acompanhar a evolução do funcionamento cognitivo.
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Qual a conduta ética principal ao dar um laudo neuropsicológico?
Qual a conduta ética principal ao dar um laudo neuropsicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A conduta ética principal ao entregar um laudo neuropsicológico é respeitar o bem-estar e a dignidade do avaliado, garantindo clareza, responsabilidade técnica e confidencialidade.
Isso implica apresentar os resultados de forma cuidadosa, compreensível e não estigmatizante, baseada em dados científicos, dentro dos limites da avaliação, evitando rótulos indevidos e assegurando o uso adequado das informações, somente para as finalidades autorizadas.
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O que é memória do ponto de vista neuropsicológico?
O que é memória do ponto de vista neuropsicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista neuropsicológico, a memória é a capacidade do cérebro de codificar, armazenar e recuperar informações, envolvendo diferentes sistemas e processos cognitivos.
Ela depende da interação entre atenção, percepção, emoção e funções executivas, e se organiza em tipos distintos (como memória de trabalho, episódica, semântica e processual), cada um associado a redes neurais específicas, permitindo aprender, manter experiências e orientar o comportamento no cotidiano.
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O que fazer em uma crise de ansiedade antecipatória no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
O que fazer em uma crise de ansiedade antecipatória no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Em uma crise de ansiedade antecipatória no TOC, recomenda-se: 1) Interromper a evitação e a neutralização - não realizar rituais ou checagens, pois mantêm o ciclo obsessivo. 2) Nomear o fenômeno -“ansiedade antecipatória/obsessiva”- para reduzir a fusão pensamento-ameaça. 3) Regular a ativação fisiológica - respiração lenta e prolongada, ancoragem corporal. 4) Tolerar a incerteza de forma deliberada, evitando busca de garantias. 5) Redirecionar a atenção para tarefas concretas sem monitorar sintomas.
O manejo consistente por meios terapêuticos visa reduzir a resposta ansiosa, não eliminar o pensamento intrusivo.
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Qual a relação entre pensamentos intrusivos e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
Qual a relação entre pensamentos intrusivos e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Os pensamentos intrusivos no TOC não correspondem a conteúdos perigosos nem a desejos encobertos, mas a manifestações do inconsciente que emergem como efeito da linguagem e da organização obsessiva. Eles se apresentam como ideias repetitivas e invasivas porque o sujeito busca exercer controle absoluto, evitando a falta, a incerteza e a angústia. Quanto mais se tenta suprimir ou neutralizar esses pensamentos, mais intensamente eles retornam, sustentando o ciclo obsessivo.
O TOC é compreendido como uma estratégia defensiva diante da angústia: tanto os pensamentos intrusivos quanto os rituais servem para manter distância daquilo que é experimentado como insuportável. O trabalho psicanalítico visa modificar a relação do sujeito com esses pensamentos, permitindo que percam seu valor ameaçador.
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Como diferenciar um pensamento intrusivo do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de um desejo real?
Como diferenciar um pensamento intrusivo do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de um desejo real?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O pensamento intrusivo no TOC surge contra a vontade do sujeito, causa angústia e é vivido como estranho, absurdo ou inaceitável. Ele não produz satisfação, mas culpa, medo e necessidade de neutralização.
Já um desejo real se articula à história do sujeito, carrega algum grau de reconhecimento e não aparece como invasão traumática. Mesmo quando gera conflito, o desejo não se impõe de forma automática nem exige rituais para ser anulado.
Em síntese, no TOC o pensamento invade e angustia; o desejo, ainda que conflitivo, se inscreve na fala e na posição subjetiva do indivíduo.
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Como lidar com pensamentos intrusivos do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e ansiedade antecipat
Como lidar com pensamentos intrusivos do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e ansiedade antecipatória?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
No Transtrono o bsessivo Compulsivo (TOC), os pensamentos intrusivos não são perigosos em si; o sofrimento surge da tentativa de controlá-los ou eliminá-los. Eles são efeitos da linguagem, não verdades sobre o sujeito.
A ansiedade antecipatória aparece quando há uma exigência de certeza absoluta sobre o futuro, algo impossível. O trabalho analítico visa mudar a relação com o pensamento , não combatê-lo, sustentar a dúvida sem transformá-la em ameaça e permitir que a angústia exista sem resposta compulsiva.
Assim, o pensamento perde força e o sujeito deixa de se organizar em torno do medo e do controle.
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Como a ansiedade antecipatória se manifesta no dia a dia de quem tem Transtorno do Desenvolvimento I
Como a ansiedade antecipatória se manifesta no dia a dia de quem tem Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
No Transtorno do Desenvolvimento Intelectual, a ansiedade antecipatória costuma aparecer de forma muito concreta no cotidiano. Ela se manifesta como medo excessivo do que ainda vai acontecer, especialmente diante de mudanças na rotina, compromissos futuros, separações ou situações novas. No dia a dia, isso pode surgir como inquietação antes de sair de casa, perguntas repetidas sobre horários e eventos, resistência a transições, irritabilidade, choro, recusa ou aumento de comportamentos repetitivos. Como nem sempre a pessoa consegue nomear o que sente, a ansiedade aparece mais no corpo e no comportamento do que na fala. Do ponto de vista psicanalítico, trata-se da dificuldade de lidar com o desconhecido e com a espera, o que gera angústia frente à incerteza. A previsibilidade, a repetição simbólica (avisos, antecipações simples) e a presença de um outro que sustente segurança ajudam a reduzir essa ansiedade, pois oferecem um contorno para aquilo que ainda não pode ser simbolizado internamente.
Espero ter ajudado.
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Como diferenciar a ansiedade de outros comportamentos em pessoas com Transtorno do Desenvolvimento I
Como diferenciar a ansiedade de outros comportamentos em pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Em pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual, a ansiedade costuma se manifestar mais no comportamento do que na fala. Sinais comuns incluem agitação, evitamento, irritabilidade, alterações do sono, queixas somáticas e aumento de comportamentos repetitivos ou de dependência.
A diferenciação ocorre ao observar o contexto e a função do comportamento: na ansiedade, ele surge ou se intensifica diante de mudanças, exigências, separações ou situações novas, e tende a diminuir quando há previsibilidade e segurança.
Já comportamentos ligados ao próprio funcionamento cognitivo ou adaptativo são mais estáveis e não variam tanto conforme o ambiente. Assim, a chave está em analisar se o comportamento expressa uma resposta emocional ao medo e à incerteza, e não apenas uma limitação do desenvolvimento.
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Como as situações não resolvidas afetam o indivíduo com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
Como as situações não resolvidas afetam o indivíduo com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a longo prazo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
As situações não resolvidas têm um impacto profundo e duradouro no funcionamento psíquico da pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). A longo prazo, esses efeitos costumam se manifestar de várias formas:
Primeiro, conflitos precoces não elaborados (especialmente ligados a falhas de cuidado, abandono, invasão ou ambivalência nas relações primárias) permanecem ativos no inconsciente. Como não foram simbolizados nem integrados, retornam sob a forma de repetições, fazendo o sujeito reviver, no presente, afetos antigos como medo de perda, raiva intensa e sentimento de vazio.
Além de que, o passado não resolvido compromete a integração do eu. O indivíduo tende a oscilar entre representações extremas de si e do outro (idealização e desvalorização), pois não conseguiu internalizar objetos internos estáveis e confiáveis. Isso gera instabilidade emocional, identidade frágil e relações.
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Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline focam tanto no passado?
Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline focam tanto no passado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline tendem a focar intensamente no passado porque experiências emocionais precoces não foram suficientemente elaboradas nem simbolizadas. Esses vividos permanecem ativos no psiquismo como afetos brutos, retornando de forma repetitiva no presente.
Há, nesses sujeitos, uma dificuldade de integração do tempo psíquico: o passado não é vivido como algo concluído, mas como algo que se reatualiza nas relações atuais. Traumas de abandono, falhas no cuidado e vínculos instáveis produzem uma angústia primária que reaparece em cada situação de perda ou frustração.
Além disso, mecanismos como fixação, repetição compulsiva e clivagem fazem com que o sujeito tente, inconscientemente, “resolver” no presente aquilo que ficou em suspenso no passado. Assim, o foco no passado não é apego nostálgico, mas expressão de uma história psíquica ainda não simbolizada, que busca reconhecimento e elaboração.
A análise pode ajudar o sujeito a reelaborar esses traumas infantis.
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Quais são os transtornos de personalidade associados a traumas passados?
Quais são os transtornos de personalidade associados a traumas passados?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, como vai?
Os traumas precoces, especialmente na infância, podem marcar a constituição do sujeito e favorecer a organização de certos transtornos de personalidade.
Os mais frequentemente associados são:
1- Transtorno de Personalidade Borderline: ligado a traumas de abandono, negligência emocional e relações primárias imprevisíveis, gerando angústia de separação e instabilidade afetiva.
2- Transtorno de Personalidade Narcisista: associado a feridas narcísicas precoces, como falta de reconhecimento, humilhação ou idealização excessiva, levando a defesas grandiosas.
3- Transtorno de Personalidade Antissocial: relacionado a ambientes traumáticos com ausência de limites, violência ou falhas graves na função paterna.
4- Transtorno de Personalidade Evitativa: vinculado a experiências repetidas de rejeição, crítica ou desvalorização, favorecendo retraimento e inibição.
5- Transtorno de Personalidade Dependente: associado a traumas de perda, abandono ou superproteção, dificultando a autonomia psíquica.
Na psicanálise, mais do que o evento traumático em si, considera-se como o trauma foi simbolizado pelo sujeito e quais mecanismos de defesa se estruturaram a partir dessas vivências.
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Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) costumam "ruminar" o passado?
Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) costumam "ruminar" o passado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
A ruminação do passado no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ocorre porque experiências emocionais precoces, sobretudo ligadas a abandono, rejeição ou falhas no cuidado, não foram suficientemente simbolizadas. Essas memórias permanecem no psiquismo como afetos intensos e não elaborados, retornando de forma repetitiva ao pensamento.
Há uma fixação traumática: o passado não se organiza como memória integrada, mas como algo que invade o presente. A ruminação funciona, inconscientemente, como uma tentativa de dar sentido ao que foi vivido e de obter reparação psíquica para perdas não elaboradas.
Além disso, mecanismos como a compulsão à repetição, a clivagem e a dificuldade de constância objetal fazem com que o sujeito retorne mentalmente às experiências passadas, especialmente aquelas marcadas por dor afetiva. Assim, a ruminação não é simples apego ao passado, mas a expressão de um trauma que ainda busca inscrição simbólica e reconhecimento.
Fazer análise ajuda o paciente a reelaboorar seus traumas e encontrar novas formas de lidar com as experiências passadas.
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Perguntas frequentes
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entrada do canal esbranquiçada e não melhora é normal ou eu deveria procurar a ginecologista denovo?
Uma alteração esbranquiçada persistente na entrada vaginal merece nova avaliação…