Perguntas do paciente (251)

  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Quando baixa autoestima, depressão e ansiedade social aparecem juntas, uma pode acabar alimentando a outra.

    Por exemplo, imagine uma pessoa que acredita: “Eu não sou bom o suficiente” ou “Ninguém vai me achar atraente”.

    Quando ela entra em uma situação social, pode começar a pensar: “Estão me julgando”, “Preciso agradar todo mundo” ou “Se me criticarem, vão perceber que sou ruim”.

    Para evitar essa sensação, ela pode se calar, evitar pessoas ou tentar agradar todo mundo. Depois, quando fica sozinha, pode olhar para isso e pensar: “Eu sou inútil”, “Ninguém gosta de mim” ou “Todo mundo é melhor do que eu”.

    E o ciclo continua.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, podemos olhar não apenas para cada pensamento isolado, mas também para a ligação entre eles. Muitas vezes, existe uma crença mais profunda sustentando vários desses pensamentos, como: “Eu não sou bom o suficiente” ou “Se as pessoas realmente me conhecerem, não vão gostar de mim”.

    É como tentar secar o chão enquanto a torneira continua aberta. Podemos até trabalhar cada situação separadamente, mas também precisamos entender o que continua alimentando esse ciclo.

    Na terapia, investigamos de onde vêm essas crenças, como elas aparecem no dia a dia e de que forma influenciam os pensamentos, as emoções e os comportamentos. Aos poucos, a pessoa pode aprender a olhar para si e para as situações de uma forma mais equilibrada, além de experimentar novas formas de agir, sem precisar continuar obedecendo sempre ao medo, à autocrítica ou à necessidade de agradar.

    O objetivo não é simplesmente repetir para si mesma que é bonita, boa ou suficiente. É compreender por que essas conclusões sobre si mesma se tornaram tão fortes e construir, a partir disso, uma forma diferente de se relacionar consigo e com os outros.

    Se você percebe que esses pensamentos têm ocupado muito espaço na sua vida, a terapia pode ser um lugar para entender esse ciclo com mais profundidade e começar a construir mudanças que façam sentido para você.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Baixa autoestima, ansiedade social e depressão podem aparecer juntas e, muitas vezes, acabam alimentando uma à outra.

    Imagina uma mulher que acredita que não é boa o suficiente.

    Quando precisa conversar com alguém, apresentar um trabalho ou entrar em um lugar onde não conhece ninguém, ela pode começar a pensar:

    “Vão perceber que eu não sou interessante.”

    “Vou falar alguma coisa errada.”

    “Vão me achar incompetente.”

    Com medo disso, ela começa a evitar algumas situações.

    E quanto mais evita, menos oportunidades tem de perceber que talvez as coisas não acontecessem da forma como ela imaginava.

    Com o tempo, ela pode se sentir cada vez mais sozinha, incapaz ou desanimada.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, não olhamos apenas para cada problema separadamente.

    A ideia é entender como os pensamentos, sentimentos e comportamentos podem estar se relacionando.

    Porque, às vezes, não adianta apenas dizer para alguém: “vá para mais situações sociais”.

    Vale a pena entender primeiro: o que faz essa situação parecer tão perigosa para você?

    Na terapia, podemos olhar para crenças como:

    “Eu preciso agradar todo mundo.”

    “Se eu errar, vão perceber que não sou boa o suficiente.”

    “Eu não posso passar vergonha.”

    “Se alguém não gostar de mim, tem alguma coisa errada comigo.”

    A partir daí, o trabalho não é simplesmente ensinar uma pessoa a “pensar positivo”.

    É ajudá-la a entender por que esses pensamentos fazem tanto sentido para ela, questioná-los e experimentar novas formas de lidar com as situações.

    Isso pode incluir compreender os padrões que mantêm o problema, trabalhar pensamentos e crenças e, aos poucos, encontrar maneiras diferentes de agir.

    Cada pessoa tem uma história e necessidades diferentes. Por isso, o processo terapêutico é individual.

    Mas, muitas vezes, quando começamos a entender o que está por trás de tantos comportamentos, percebemos que talvez você não tenha “vários problemas separados”.

    Pode ser que existam alguns padrões se repetindo em diferentes partes da sua vida.

    E é exatamente isso que podemos investigar na terapia.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Pelo que você conta, parece que muitas coisas importantes estão acontecendo ao mesmo tempo.

    Você está grávida, se preparando para uma mudança, tentando começar uma vida diferente e ainda carregando dúvidas sobre quem você é e o que quer para a sua vida.

    Então talvez seja importante começar por uma coisa: sentir medo de que um filho mude a sua vida não significa que você não possa amá-lo.

    As duas coisas podem existir ao mesmo tempo.

    Você pode olhar para essa gravidez com carinho e, ainda assim, sentir medo de perder algo que sente que nem teve a chance de viver.

    E acho importante olhar com cuidado para essa frase:

    “Eu não tenho planos, mas sinto que meu filho vai roubar a vida que eu poderia ter.”

    Imagina alguém que ficou muito tempo dentro de casa olhando pela janela.

    Essa pessoa talvez nem saiba para onde gostaria de ir. Talvez nunca tenha feito planos de viagem ou escolhido um caminho.

    Mas, quando finalmente pensa em abrir a porta, pode sentir medo de que alguma coisa a faça ficar parada novamente.

    Talvez o seu medo não seja apenas sobre o seu bebê.

    Talvez exista também uma dor por sentir que você ainda não teve espaço para descobrir quem é, do que gosta e que vida gostaria de construir.

    E agora pode parecer que essa descoberta precisará ser deixada para depois.

    Na terapia, eu não começaria dizendo que você precisa simplesmente “pensar positivo” ou aprender a gostar dessa nova fase.

    Primeiro, seria importante entender o que está fazendo tudo isso ser tão assustador para você.

    O que você acredita que vai perder?

    Que vida você sente que ainda não conseguiu viver?

    E será que ser mãe precisa realmente significar deixar de existir como mulher?

    Essas perguntas podem ajudar a separar duas coisas que, neste momento, talvez estejam todas misturadas: o medo da gravidez e a dor por sentir que sua própria vida ainda não começou.

    Você não precisa ter todas essas respostas agora.

    Mas acredito que esse pode ser um momento importante para você se escutar com mais cuidado e ter um espaço seguro para falar sobre tudo isso, sem precisar fingir que está feliz o tempo todo ou se sentir culpada pelo que está pensando.

    A terapia pode ajudar justamente nesse processo: entender o que você está sentindo, de onde vêm esses medos e como construir espaço para que a maternidade faça parte da sua vida sem que você precise deixar de olhar para quem você também é e para a vida que deseja construir.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O que você descreve, por si só, não significa que você esteja traindo seu parceiro.

    Uma coisa é ter um pensamento ou se preocupar com a forma como alguém vai nos enxergar. Outra é ter a intenção de esconder, enganar ou construir uma relação paralela.

    Também acho importante olhar para o que acontece dentro de você nesses momentos.

    Você encontra alguém que já foi uma paquera e, de repente, parece que precisa mostrar: “estou bonita”, “estou bem”, “olha como minha vida está”. Talvez a questão não seja essa pessoa em si, mas o quanto a opinião dela ainda mexe com a forma como você se enxerga.

    E vale a pena se perguntar: o que você teme que essa pessoa pense sobre você? E por que é tão importante que ela veja que você está bem?

    Sobre ansiedade, TOC ou autoestima, seria preciso entender melhor o contexto. A culpa intensa pelos próprios pensamentos, por exemplo, pode fazer a pessoa ficar tentando descobrir se aquilo “significa alguma coisa” sobre quem ela é ou sobre o seu relacionamento. Mas não é possível concluir isso apenas com base no que você contou.

    O mais importante é lembrar que pensar não é o mesmo que querer e sentir culpa não significa, necessariamente, que você fez algo errado.

    Talvez o caminho não seja tentar decidir imediatamente se isso é traição ou não, mas entender por que essa situação desperta tanta preocupação em você.

    Se isso acontece com frequência ou está causando sofrimento, conversar sobre isso em terapia pode ajudar você a compreender melhor o que está por trás desses pensamentos, sem precisar se julgar por tê-los.


  • Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo

    Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Imagino como essa situação deve estar sendo cansativa para você.

    Aos 3 anos, é comum que a criança ainda esteja aprendendo a lidar com frustrações e com emoções muito intensas. Às vezes, uma coisa que parece pequena para um adulto, como mudar a posição de um objeto ou colocar uma meia, pode gerar uma reação muito grande.

    Mas, pelo que você descreve, parece importante olhar com mais cuidado para o que está acontecendo, principalmente porque essas crises estão sendo frequentes, intensas e também estão acontecendo em diferentes situações.

    Eu começaria procurando o pediatra da sua filha. Ele poderá avaliar o desenvolvimento dela e, se necessário, indicar outros profissionais.

    Um psicólogo infantil também pode ajudar a compreender melhor esses comportamentos. O objetivo não é apenas olhar para a birra ou tentar fazer a criança “parar” de agir assim, mas entender o que pode estar acontecendo antes dessas crises.

    Às vezes, o comportamento é a parte que conseguimos ver. A criança ainda não consegue dizer: “isso me irritou”, “eu não gostei dessa mudança” ou “não estou conseguindo lidar com isso”. Então ela pode acabar mostrando isso através do choro, dos gritos, de jogar objetos ou até de bater e morder.

    Por isso, uma avaliação pode ajudar você a entender melhor o que está acontecendo e também como agir nesses momentos.

    E uma coisa importante: se essas manchas vermelhas aparecem junto com as crises, vale comentar isso também com o pediatra para que ele possa avaliar.

    Você não precisa descobrir tudo sozinha. Procurar ajuda pode ser um primeiro passo para entender melhor o que sua filha está tentando mostrar através desses comportamentos.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Sinto muito pela sua perda.

    Enquanto eu lia a sua mensagem, uma coisa me chamou atenção: você disse várias vezes “eu poderia ter feito mais”.

    E eu queria te fazer uma pergunta…

    Se a sua cachorrinha pudesse falar com você hoje, será que ela diria que faltou cuidado? Ou será que ela lembraria de todos os dias em que foi amada?

    Quando a gente perde alguém que ama, é muito comum a culpa aparecer. A nossa mente começa a procurar uma explicação, como se encontrar um motivo pudesse diminuir a dor. Mas, muitas vezes, isso só faz com que a gente carregue um peso ainda maior.

    Você imaginava envelhecer ao lado dela. Então, além da saudade, você também está vivendo o luto pelos planos que fez e que não puderam acontecer.

    E é por isso que ver outras pessoas passeando com seus cachorros dói tanto. Não é porque você não consegue ficar feliz por elas. É porque isso lembra, o tempo todo, daquilo que você gostaria de ainda estar vivendo.

    O luto tem esse jeito de aparecer nas pequenas coisas do dia a dia. E tudo bem se, neste momento, ainda estiver difícil aceitar a partida dela. Janeiro não faz tanto tempo quando estamos falando de alguém que ocupava um lugar tão importante na nossa vida.

    Talvez, em vez de se perguntar todos os dias o que poderia ter feito diferente, você possa começar, aos poucos, a lembrar de tudo o que vocês viveram juntas. Porque o amor que vocês construíram não desaparece com a despedida.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Eu gosto de começar fazendo uma pergunta…

    O que aconteceria se, por um dia, você não resolvesse tudo?

    Muitas pessoas me dizem que sentem que tudo depende delas. Mas, quando a gente vai olhando com calma na terapia, percebe que esse peso não apareceu do nada. Aos poucos, a pessoa foi assumindo mais responsabilidades, ajudando mais, resolvendo mais… até que, sem perceber, começou a acreditar que, se ela não fizer, ninguém faz.

    Só que carregar tudo tem um preço. E, muitas vezes, esse preço é abrir mão do próprio descanso, da própria saúde e até das pessoas que ama.

    Uma coisa que costumo refletir com os meus pacientes é: será que tudo realmente depende de você ou você aprendeu que precisa dar conta de tudo?

    São coisas bem diferentes.

    Na terapia, nós trabalhamos justamente para identificar esses padrões de pensamento e encontrar formas mais saudáveis de lidar com eles. Isso não significa deixar de ser responsável. Significa entender que ser forte não precisa ser o mesmo que carregar tudo sozinha.

    E, acredite, pedir ajuda ou dividir responsabilidades não faz de você uma pessoa mais fraca. Faz de você uma pessoa que também se inclui nas próprias 24 horas do dia.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Sim, pode.

    Quando um relacionamento termina, não é só a relação que acaba. Muitas vezes, a gente também precisa se despedir dos planos que fez, das expectativas que criou e da vida que imaginava viver ao lado daquela pessoa.

    Por isso, é muito comum que um término de relacionamento seja vivido como um luto.

    E eu queria te fazer uma pergunta…

    Quando você pensa que precisa “superar”, o que isso significa para você? Esquecer? Parar de sentir? Ou conseguir lembrar da história sem que ela machuque do mesmo jeito?

    Porque superar não é apagar alguém da memória. É aprender, aos poucos, a seguir a vida sem que essa dor ocupe todo o espaço.

    Na terapia, nós costumamos olhar para esse processo com bastante cuidado. Às vezes, a dor do término não está ligada apenas ao fim da relação, mas também ao medo de ficar sozinho, à sensação de rejeição ou até à ideia de que você perdeu uma parte de quem era.

    Cada pessoa vive o luto de um jeito e não existe um tempo certo para que ele passe. O importante é que você não precise enfrentar tudo isso sozinho e possa dar espaço para entender o que esse término despertou em você.

    Sentir tristeza depois de perder alguém que foi importante não é um sinal de fraqueza. É um sinal de que aquela relação teve significado na sua vida.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Imagino como isso pode doer.

    Às vezes, quem olha de fora pensa: “Mas eram só objetos.”

    Só que, para quem viveu essa perda, eles nunca foram apenas objetos. Eles guardavam lembranças, histórias e uma parte da sua infância.

    Eu queria te fazer uma pergunta…

    O que você sente que perdeu junto com esses objetos?

    Pergunto isso porque, muitas vezes, a tristeza não está apenas naquilo que foi embora. Ela está na sensação de que uma parte da nossa história também se perdeu.

    Na terapia, nós olhamos para essas situações com cuidado. Nem sempre é possível recuperar o que foi perdido, mas é possível dar um novo lugar para essas lembranças. Afinal, a sua história não estava apenas nos objetos. Ela também está em tudo o que você viveu, aprendeu e se tornou.

    Isso não significa que a dor desaparece de um dia para o outro. Significa que, aos poucos, ela pode deixar de ocupar tanto espaço.

    E, se essa perda ainda machuca muito ou aparece com frequência no seu dia a dia, talvez seja um convite para olhar com mais carinho para o que ela representa. Às vezes, a gente percebe que não está vivendo apenas o luto pelos objetos, mas por uma fase da vida, por memórias ou até por sentimentos que pareciam estar guardados junto com eles.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Imagino o quanto essa descoberta tenha mexido com você. Pelo que você contou, essa conversa aconteceu dois anos antes de vocês começarem o relacionamento. É compreensível que, ao saber disso agora, você esteja sentindo culpa e medo de perder alguém importante.

    Mas quero te fazer uma pergunta: você escolheu esconder isso ou simplesmente não sabia que eles eram irmãos?

    Às vezes, quando estamos com medo, a nossa mente faz parecer que somos responsáveis por coisas que, na verdade, estavam fora do nosso controle. E isso costuma aumentar ainda mais a culpa e a ansiedade.

    Também me chamou atenção quando você disse que ele é o seu único apoio e que, sem ele, sente que tudo vai desmoronar. Eu acredito que esse sofrimento merece um cuidado especial. Quando toda a nossa segurança fica nas mãos de uma única pessoa, qualquer mudança na relação pode parecer o fim do mundo, mesmo quando ainda não sabemos o que vai acontecer.

    Dar um tempo não significa, necessariamente, que o relacionamento acabou. Pode ser que ele também esteja tentando entender tudo o que aconteceu antes de tomar uma decisão.

    Na terapia, eu costumo ajudar pessoas que vivem situações parecidas a separar o que realmente aconteceu daquilo que o medo faz parecer. Quando a ansiedade e a culpa tomam conta, fica muito difícil enxergar a situação com clareza. Aos poucos, vamos entendendo esses pensamentos e construindo formas mais saudáveis de lidar com eles, sem que você precise carregar tudo sozinha.

    Espero, de verdade, que você também tenha esse espaço de cuidado, porque você não precisa enfrentar esse momento sozinha.


  • TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Essa é uma dúvida muito comum de quem convive com o TEPT-C (Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo).

    A primeira coisa que eu quero te dizer é que não significa que você vai se sentir assim para sempre.

    O trauma faz o nosso cérebro aprender que precisa estar sempre em alerta, como se o perigo ainda estivesse acontecendo. E é justamente isso que faz muitos sintomas aparecerem.

    Com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem reduzir bastante esses sintomas, entender os gatilhos e voltar a viver com mais tranquilidade. Isso não significa esquecer o que aconteceu, mas fazer com que essa história deixe de controlar a sua vida.

    Em alguns momentos de muito estresse, alguns sintomas podem voltar a aparecer. Mas isso não quer dizer que você voltou à estaca zero. Muitas vezes, é apenas um sinal de que seu corpo e sua mente precisam de atenção novamente.

    Na terapia, eu gosto de ajudar meus pacientes a entenderem como o trauma continua influenciando os pensamentos, as emoções e os comportamentos no presente. Porque, quando você entende esse funcionamento, fica muito mais fácil construir novas formas de lidar com o que sente e recuperar a sensação de segurança.

    Você não precisa aprender a conviver com o sofrimento para sempre. Com acompanhamento e um tratamento adequado, é possível viver uma vida com muito mais qualidade e liberdade.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que descreve, essa dificuldade vai muito além da timidez. O sofrimento, a ansiedade intensa diante das interações sociais e a sobrecarga emocional que você sente mostram o quanto essa situação tem impactado sua qualidade de vida.

    O medo de falar com outras pessoas, evitar contato visual, sentir o coração acelerar, tremer ou chorar são reações que podem estar presentes em quadros como a ansiedade social. Mas é importante lembrar que apenas uma avaliação com um profissional pode identificar o que está acontecendo no seu caso.

    A boa notícia é que isso tem tratamento. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem bastante utilizada para ajudar pessoas a compreenderem os pensamentos que alimentam esse medo, aprenderem estratégias para lidar com a ansiedade e retomarem, aos poucos, a confiança nas situações sociais, sempre respeitando o ritmo de cada pessoa.

    E quero destacar algo que você escreveu: o medo de não ser levada a sério. O seu sofrimento é real e merece ser acolhido. Buscar ajuda não é perda de tempo, é um passo importante para cuidar da sua saúde mental.

    Se você sentir que é o momento de iniciar esse cuidado, procure um psicólogo. Caso queira entender melhor como funciona a terapia ou conversar sobre o seu caso, fico à disposição. Realizo atendimento psicológico online, e será um prazer esclarecer suas dúvidas.


  • Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a

    Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Para pessoas trans maiores de 18 anos, não existe uma exigência geral de um laudo psicológico para validar a identidade de gênero. O papel da Psicologia é oferecer acolhimento, promover a saúde mental e auxiliar na tomada de decisões, sempre respeitando a autonomia da pessoa.

    Já o início da terapia hormonal é conduzido por um médico, geralmente um endocrinologista, seguindo as normas vigentes. Atualmente, a Resolução nº 2.427/2025 do Conselho Federal de Medicina prevê avaliação médica, com acompanhamento psiquiátrico e endocrinológico por, no mínimo, um ano antes do início da hormonioterapia.

    Independentemente das exigências do processo, o acompanhamento psicológico pode ser um importante espaço para lidar com as emoções, expectativas, ansiedade e possíveis sobrecargas que podem surgir durante essa etapa da vida. Ele não tem como objetivo "autorizar" a identidade da pessoa, mas oferecer suporte para que esse processo aconteça de forma mais saudável.

    Se você está iniciando essa jornada e tem dúvidas sobre como funciona o acompanhamento psicológico, fico à disposição para conversar. Realizo atendimento psicológico online e posso explicar como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode contribuir durante esse processo.


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Perceber esse padrão já é um passo importante, porque nem sempre é fácil reconhecer quando um comportamento está trazendo prejuízos para a nossa vida.

    Muitas vezes, a dificuldade em mudar de opinião não está relacionada apenas a "estar certo", mas à forma como interpretamos opiniões diferentes. Em alguns casos, o cérebro pode entender uma discordância como uma ameaça ou uma crítica, fazendo com que a pessoa se defenda automaticamente, sem perceber.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente esses padrões de pensamentos, emoções e comportamentos. O objetivo não é fazer você abrir mão das suas opiniões, mas desenvolver mais flexibilidade cognitiva para avaliar diferentes perspectivas e escolher como responder, em vez de agir no impulso.

    Como esse comportamento já trouxe impactos nos seus relacionamentos e até na vida profissional, vale a pena buscar ajuda. A terapia pode ajudá-lo a compreender a origem desse padrão e desenvolver estratégias para lidar com ele de forma mais saudável, reduzindo o estresse e a sobrecarga que essas situações costumam gerar.

    Se desejar conversar melhor sobre o seu caso, fico à disposição. Realizo atendimento psicológico online e posso explicar como funciona a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e como ela pode ajudar nesse processo.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O que mais me chamou a atenção no seu relato foi que você não parece estar desmotivado pelas suas metas, mas pela comparação com o tempo dos outros.

    Quando começamos a acreditar que "a vida só vai começar depois dos 35 ou 40 anos", é comum sentir ansiedade, frustração e até perder a motivação para continuar caminhando. Mas vale uma reflexão: será que você está medindo o valor da sua trajetória pelo tempo que ela leva ou pelo significado das conquistas que está construindo?

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente esses pensamentos que podem aumentar a cobrança e a sobrecarga emocional. Muitas vezes, não é o futuro que desanima, mas a interpretação que fazemos dele.

    Cada pessoa tem uma história, desafios e um ritmo diferente. Isso não significa que você esteja atrasado, apenas que o seu caminho não é igual ao de outra pessoa.

    Se essa sensação tem sido frequente e está afetando sua motivação e sua saúde mental, vale a pena buscar ajuda. A terapia pode ajudá-lo a compreender esses padrões de pensamento e construir uma relação mais saudável com suas metas e conquistas.

    Se quiser conversar melhor sobre isso, fico à disposição. Realizo atendimento psicológico online e será um prazer explicar como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar no seu caso.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Sim, é possível reconstruir o respeito em um relacionamento, mas isso depende do comprometimento de ambas as pessoas. O respeito dificilmente volta apenas com promessas; ele costuma ser reconstruído por meio de mudanças consistentes de comportamento ao longo do tempo.

    Após anos de conflitos e ofensas, é comum que o casal acumule mágoas, desconfiança e uma grande sobrecarga emocional. Nesses casos, antes de tentar resolver os problemas, muitas vezes é preciso compreender o que levou a relação a esse ponto e se ainda existe disposição de ambos para construir uma nova forma de se relacionar.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos a identificação dos padrões de comunicação, dos pensamentos e dos comportamentos que alimentam os conflitos. A partir disso, é possível desenvolver formas mais saudáveis de diálogo, estabelecer limites e tomar decisões mais conscientes sobre a relação.

    Cada casal tem uma história, por isso não existe uma resposta única. Se vocês percebem que sozinhos não estão conseguindo sair desse ciclo, buscar ajuda profissional pode ser um passo importante. Se desejar entender melhor como funciona esse processo, entre em contato. Será um prazer esclarecer suas dúvidas sobre o atendimento psicológico online.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O que você está sentindo merece atenção e acolhimento. A tristeza faz parte da vida, mas quando ela é intensa, frequente, leva ao isolamento ou ao choro sem que você consiga compreender a origem, é importante investigar o que pode estar acontecendo.

    Pelo seu relato, percebo que existe um ponto que se repete: a sensação de não ser compreendida e de precisar "pisar em ovos" para expressar o que sente. Com o tempo, esse tipo de dinâmica pode gerar sofrimento, ansiedade e uma sobrecarga emocional significativa, principalmente quando você sente que seus sentimentos não são validados.

    Isso não significa, necessariamente, que o relacionamento seja a única causa da tristeza, mas vale a pena refletir: você sente que pode ser você mesma nessa relação? Que existe espaço para ser ouvida sem medo de como a outra pessoa vai reagir?

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), investigamos como os pensamentos, as emoções e os comportamentos estão se relacionando, ajudando a compreender a origem desse sofrimento e a desenvolver formas mais saudáveis de lidar com ele.

    Se essa tristeza tem sido frequente e está afetando sua qualidade de vida, não enfrente isso sozinha. Buscar ajuda psicológica é um passo importante para cuidar da sua saúde mental. Se desejar, entre em contato para saber como funciona meu atendimento psicológico online. Ficarei feliz em ajudar você nesse processo.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Não existe um momento exato em que a Psicologia determina que um relacionamento pode ou não ser reconstruído. O que costuma orientar essa avaliação é a disposição de ambos para reconhecer os próprios comportamentos, dialogar, assumir responsabilidades e buscar mudanças.

    Quando as discussões se tornam frequentes, há ofensas, desgaste emocional e os filhos acabam sendo expostos aos conflitos, é um sinal de que essa dinâmica merece atenção. Além do impacto no relacionamento, ela pode gerar ansiedade, sobrecarga emocional, baixa autoestima e sofrimento para toda a família.

    Um afastamento temporário pode ser uma alternativa em alguns casos, desde que tenha um propósito claro: diminuir a intensidade dos conflitos, favorecer a reflexão e proteger o bem-estar emocional de todos, especialmente das crianças. No entanto, essa decisão precisa ser analisada com cuidado, considerando a história do casal e o contexto em que esses conflitos acontecem.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), buscamos compreender como os pensamentos, as emoções e os comportamentos de cada pessoa contribuem para manter esse ciclo de discussões. Muitas vezes, modificar a forma de se comunicar e de lidar com os conflitos já produz mudanças significativas. Em outras situações, a terapia também ajuda a avaliar, de maneira mais consciente, quais caminhos fazem mais sentido para preservar a saúde mental e a qualidade de vida.

    Se você sente que essa situação tem afetado seu bem-estar e já não consegue encontrar uma saída sozinho, procurar ajuda profissional pode ser um passo importante. Se desejar, entre em contato para saber como funciona meu atendimento psicológico online pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Será um prazer acolher sua história e ajudar você nesse processo.


  • Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas

    Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.

    Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.

    Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Pelo que você descreve, parece que esse vínculo passou a ocupar um espaço importante na sua vida emocional. Os relacionamentos parassociais podem proporcionar conforto, identificação e sensação de companhia. O problema é quando a possibilidade de não viver aquilo que foi idealizado começa a gerar tristeza intensa, ansiedade e impactar o seu bem-estar.

    Você mesmo trouxe um ponto importante: sua vida social está mais limitada neste momento. Em algumas situações, quando nos sentimos mais sozinhos ou emocionalmente sobrecarregados, é natural que um vínculo parassocial ganhe ainda mais força, porque ele passa a atender necessidades de conexão e pertencimento.

    A boa notícia é que esse sentimento pode, sim, diminuir com o tempo, principalmente quando você amplia suas fontes de conexão, investe em relacionamentos reais e compreende o significado que esse grupo representa para você. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), investigamos justamente quais pensamentos, emoções e necessidades estão por trás desse sofrimento, sem julgar ou minimizar o que a pessoa sente.

    Como você relata que tem chorado com frequência e pensado muito sobre isso, acredito que seja um bom momento para buscar acompanhamento psicológico. A terapia pode ajudar você a entender essa conexão, reduzir a ansiedade e encontrar formas mais saudáveis de cuidar da sua saúde mental, sem que isso signifique deixar de admirar o grupo.

    Se você sentir que esse sofrimento está persistindo ou trazendo muita sobrecarga emocional, entre em contato. Será um prazer explicar como funciona meu atendimento psicológico online pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e ajudar você a compreender esse momento com mais clareza.


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Essa é uma dúvida muito comum. A ansiedade pode provocar sintomas físicos reais, como coração acelerado, tensão muscular, falta de ar e a sensação de que algo ruim está prestes a acontecer. O problema é que, nesses momentos, o cérebro tende a interpretar esses sinais como uma confirmação de que existe um perigo, quando nem sempre isso corresponde à realidade.

    Uma forma de começar a diferenciar é se perguntar: **existe uma ameaça concreta acontecendo agora ou meu corpo está reagindo à possibilidade de que algo aconteça?** Na ansiedade, é comum que a preocupação esteja voltada para situações futuras ou hipotéticas, enquanto um perigo real costuma estar relacionado a algo objetivo e presente.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente essa diferença entre o que são fatos e o que são interpretações da mente. Isso ajuda a reduzir a ansiedade, a sobrecarga emocional e a responder às situações de forma mais equilibrada.

    Se essa sensação de alerta constante tem sido frequente e está interferindo na sua qualidade de vida, vale a pena buscar ajuda profissional. Se desejar entender melhor como funciona a terapia, entre em contato. Realizo atendimento psicológico online e posso explicar como a TCC pode ajudar você a lidar com essas situações.


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Perguntas frequentes

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